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Impeachment de Leco é oportunismo barato dos 50 quintas-colunas do Morumbi

Menon

04/12/2019 11h20

Deve ser terrível a vida de espiões infiltrados em outros países, algo comum nos tempos da Guerra Fria.

A tensão de se viver uma vida dupla, uma vida escondida. A descoberta poderia levar à morte. Nenhum erro permitido.

No São Paulo Futebol Clube, 50 infiltrados não se escondem. Ao contrário, fazem barulho e assinam o nome para todo mundo ver.

Com certeza, são torcedores do Inter, Corinthians, Palmeiras, Flamengo etc. Esconderam sua preferência clubística por anos e chegaram ao alto cargo de conselheiros. Conselheiros sem destaque, do baixo clero, mas, enfim, conselheiros.

E chegou o dia da grande revelação. Como soldados gregos, saem do cavalo dado de presente aos troianos e ferem o São Paulo, que deveriam proteger e aconselhar.

O São Paulo tem um jogo importantíssimo para seu futuro próximo e que terá reflexos para o ano. Não pode perder para o Inter. Basta um empate em casa para chegar à Libertadores.

E os conselheiros quintas-colunas em vez de fazerem um pacto de silêncio (muito ajuda quem não atrapalha), colocam gasolina no fogo.

Pedem, com argumentos vagos, o impeachment do presidente Leco, um homem probo e que nunca se envolveu em maracutaias. Ao contrário, impediu que uma enorme chegasse a bom termo.

E, curiosamente, não pedem a saída do vice, Roberto Natel. Curiosamente porque entre os 50 maluquinhos está um Laert…Natel. Pobre Laudo.

Eles, como oposição, têm como obrigação…fazer oposição. Nada contra. Mas, por que no dia do jogo mais importante do ano? Jogo que pode levar o São Paulo diretamente à fase de grupo da Libertadores. Jogo que pode evitar duas "finais" antes da Libertadores. Jogo que já garante alguns milhões nos cofres dos clubes. Jogo que permite tempo para um bom planejamento. Jogo que permite paz ao clube.

Não querem nada disso. Principalmente, não querem paz. Querem confusão em um momento grave.

Sabem que o pedido não terá sucesso. Para um presidente ser destituído, são necessários 160 votos. E, para chegar às votação, é preciso ter argumentos sólidos e válidos. Eles não tem nada disso. Mas o que vale é a bagunça.

Coincidentemente, no dia do jogo, cartazes são pregados na porta do Morumbi. Falam em esquemas e #Foraleco. Qual esquema?

Não sabem se há. Ou, sabem que não há.

Mas a verdade não interessa. Para os 50 Abilolados, o que interessa é prejudicar o São Paulo.

Uma lição para o clube: para ter conselheiros desse nível ético, é muito melhor abrir o clube para os torcedores. Incentivar a participação popular.

Abaixo o baixo clero.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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