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Flamengo, mesquinho e cruel

Menon

07/12/2019 14h00

A Justiça determinou que o Flamengo pague uma pensão mensal de 10 mil mensais às famílias de 13 garotos vítimas do incêndio no Ninho do Urubu.

O clube, que já paga R$ 5 mil por vontade própria, diz que irá recorrer.

Mesquinharia e estupidez.

A quantia é fundamental para as famílias. E é, como se diz no interior, dinheiro de pinga para o Flamengo. R$ 130 mil mensais é o que ganha um jogador ruim de time grande. Ou, um jovem em ascensão, assinando o primeiro contrato. Antony, do São Paulo, por exemplo.

As grandes empresas são duras em negociações trabalhistas. Não querem que a vitória de um trabalhador incentive outros a lutarem.

Não é o caso. A não ser que o Flamengo assuma que há possibilidade de um novo incêndio.

Deixando de lado a questão humanitária, pensemos em termos comerciais. O que o Flamengo vai economizar é mais ou menos perderá com imagem arranhada.

O time que venceu o Liverpool é o mesmo que não aceita pagar pela vida de meninos queimados. Está é a dicotomia que ficará eternizada.

Talvez, não. Talvez tudo fique por isso mesmo, talvez tudo se esqueça rapidamente – as vítimas não tinham ainda seu nome na memória da torcida – e os Garotos Queimados sejam apenas um case de sucesso na administração do Flamengo.

Economizaram 65 mil por mês. Metade do que ganha Rodney.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon