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Ironizada de Dudu em Sassá é o mais gostoso da bola, sem briga

Menon

10/12/2019 04h00

(Montagem de foto de André Yanckous/AGIF e Reprodução/TV Globo)

Há algumas semanas, conversando com um amigo palmeirense, disse que o time dele não tinha mais nada a fazer no ano, já que a vaga na Libertadores estava concretizada e na Gávea, já havia um espaço guardado para o taça do Brasileiro.

Como, não temos nada a fazer? Temos de tirar São Paulo e Corinthians da Libertadores e afundar o Cruzeiro.

O Cruzeiro? Por quê? Também era Palestra.

Nada disso. A gente está engasgado com eles. No ano passado, teve muita gozação em cima da gente por causa da Copa do Brasil e o Sassá afundou a cara do Mayke com um murro covarde.

Imaginei a alegria do meu amigo quando Dudu fez o segundo gol no Mineirão e comemorou igualzinho a Sassá.

Imaginei, apenas. Impossível dimensionar a catarse. O grito solto, talvez um pulo igual, o choro e o indefectível "chuupaaa".

Meu amigo não é grosseiro. É um sujeito muito educado, mas, como todos nós, é alucinado por futebol. E o futebol, reconheçamos, mexe com nossos piores instintos. Ou seriam os melhores?

Depende. Em relação ao meu amigo e ao Dudu, os melhores. Em relação a Sassá, os piores. Ali, naquele murro, a delinquência aflorou.

A gozação e a ironia estão presentes em várias ações. Podem até ser desagradáveis, azedar um almoço de família, mas o ruim mesmo é a violência.

Se Dudu houvesse procurado briga em campo, se buscasse uma vingança física contra Sassá, possivelmente levaria uma surra. E perderia a razão. Com a "sarrada no ar", deixará os cruzeirenses muito mais aborrecidos.

Jogadores ou torcedores estão aí para ironizar mesmo. Faz parte. O pessoal do Galo falando "tá Titi? fica Titi não", os do Grêmio pedindo um minuto de silêncio para o Inter que tá morto", tudo vale, desde que não inclua violência.

É o que restou, diante de tanta proibição: não pode receber a torcida, não pode bandeira, cerveja, não pode torcida dupla. Só falta não poder pisar na alma sofrida do rival.

Por fim, o que eu não gosto é da gozação de clube para clube através de canais oficiais de comunicação. Acho falta de respeito e profissionalismo.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon