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São Paulo vai vender Antony ou outros três jogadores até o final do ano

Menon

13/12/2019 16h26

A área financeira do São Paulo espera – e precisa – arrecadar ainda R$ 80 milhões de reais até o final do ano. Uma medida prioritária diante do aumento da dívida durante o ano.

A ideia é se desfazer de Antony. A luta é que a negociação mantenha o jogador no clube por mais seis meses. Se não der certo com Antony, "será preciso vender dois ou três jogadores", me disse um diretor. Aí, entram os nomes de Walce, Helinho e Liziero.

A meta prioritária do clube é redução de dívidas. Entregar à nova diretoria, em 2021, um clube, se não totalmente saneado, em melhores condições.

A ideia de redução de dívidas era para ter sido implantada já no início do ano, mas a ansiedade por um título fez com que se gastasse muito em contratações.

Como os títulos não vieram, a situação foi se complicando. As eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil fizeram com que R$ 30 milhões não entrassem no caixa do clube, aumentando a dívida.

Como o foco é todo na redução de dívida, o São Paulo abandonará até a prática de reinvestir em contratações 50% do que for arrecadado.

A não ser que um titular seja vendido e não possa ser reposto pela base. Um exemplo é Pato. Se o São Paulo conseguir vendê-lo, não gastará nada em reposição. O motivo é claro: Pato não é titular.

Usando uma linguagem rasteira, o recado é o seguinte: as grandes contratações já foram feitas. Então, se virem e façam com que rendam o que foi pago por todos.

Que Pablo, Pato, Hernanes, Juanfran e Daniel Alves deem respostas adequadas. Que joguem bem e façam o estádio lotar, ou pelo menos que se consiga um público médio de 30 mil pagantes.

A situação ruim foi um dos motivos para a manutenção de Fernando Diniz. Ele não pediu grandes jogadores e aceitou trabalhar com reforços pontuais e com a base.

Com todos os cuidados necessários, a análise é que o São Paulo não corre riscos de sofrer o que o Cruzeiro está sofrendo. A dívida é menor, a folha salarial é menor e o São Paulo não antecipou verbas da televisão.

A realidade é está. Título será algo muito surpreendente.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon