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Messi vai superar Pelé. Vai mesmo?

Menon

02/01/2020 11h30

Messi tem 618 gols em jogos oficiais. Pelé tem 643 e certamente será superado ainda em 2020. O que são 26 gols em um ano para Lionel?

Eu considero Pelé o melhor jogador de todos os tempos. Sua aparição, aos 17 anos, em um Mundial, é inigualável.

Mas eu não vejo Pelé insuperável. Pode aparecer outro gênio, sem dúvida. E Messi é um gênio, como Maradona.

Acho perfeitamente normal alguém considerar Messi maior que Pelé. Nenhuma heresia. Mas considero o critério de gols oficiais bem questionável.

Por que não contar gols em amistosos? O Santos fazia excursões semestrais à Europa, em detrimento a Libertadores. Enfrentava grandes equipes. E sempre em piores condições físicas. Ia de país a país jogar contra times descansados. E muito motivados. Não eram jogos de festa.

Outro argumento questionável contra Pelé é o da importância dos jogos. Messi enfrenta adversários duríssimos na Europa, enquanto Pelé jogava campeonato paulista, Rio-São Paulo e Copa do Brasil.

É verdade. E não é. Nos anos 60, os jogadores brasileiros raramente iam para a Europa. Ficavam por aqui. As exceções eram Julinho Botelho, Evaristo, Mazzola, Vavá, Canário e poucos outros.

De 1958 a 1970, Pelé enfrentou os maiores jogadores do mundo. Ganhadores de três Copas em 12 anos. Castilho, Djalma Santos, De Sordi, Mauro, Bellini, Orlando Peçanha, Zózimo, Nílton Santos, Altair, Dino, Gerson, Rivellino, Didi, Garrincha, Tostão, Amarildo, Jairzinho, Ademir da Guia, Servílio, Chinesinho e muitos outros. Aqui, estavam os melhores. Comparáveis às Europa, de Di Stefano, Puskás, Kopa, Gento…

Enfrentou o Boca, de Marzolini, Rojas, Sanfilippo, o River de Más, Artime (também no Palmeiras), o Penarol de Pedro Rocha, Spencer, Joya.

Enfim, há muitos argumentos a favor de Pelé e a favor de Messi. E futebol não é ciência exata. Gosto não se discute.

Eu, caipira de Aguaí, vi os dois jogarem. Pelé, poucas vezes ao vivo. E, na televisão, brilhando em Mundiais. Messi, poucas vezes ao vivo. Não dei muita sorte, mas estava lá, no seu primeiro gol em Copas. Pela televisão, é este deslumbramento semanal.

Dois gênios.

Eu ainda prefiro Pelé. Tão genial quanto, mas mais forte. E, mais decisivo em Copas, algo que considero muito importante.

E quem prefere Messi, está muito bem acompanhado.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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