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Jorge Jesus: argumento correto e contraditório

Menon

03/01/2020 04h00

Jorge Jesus afirmou ao site Record, de Portugal, que o excesso de jogos durante o ano prejudicou o Flamengo na disputa do título mundial contra o Liverpool. "Se nós tivéssemos 27 jogos e eles 80, seríamos campeões".

Não tenho a certeza que ele tem, mas é claro que as chances seriam maiores. Mais descansado, teria mais chances contra o rival.

Claríssimo. Correto.

Mas é contraditório também. Jesus foi muito elogiado por não poupar o time e nem os jogadores durante o ano. Manteve força e intensidades máximas até o penúltimo jogo. Não optou por um campeonato. Apostou na grandeza do Flamengo e venceu ambos, Brasileiro e Libertadores.

A meu ver, foi uma das grandes lições que deu aos nossos treinadores brasileiros, sempre prontos a tratar o Brasileiro com desprezo. Poupando sete, oito, nove jogadores antes de um jogo de Copa do Brasil.

(Aliás, só para lembrar, Maurício Barbieri era muito criticado exatamente por não poupar.)

Jesus reclama de cansaço, mas nunca pensou em descansar, o que considero um mérito. Então, soa contraditório o seu correto lamento.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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