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City x Feyenoord: Gabriel Jesus ajuda no massacre
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Massacre. Chocolate. Goleada. Baile. Há vários modos de definir a vitória por 4 x 0 do City sobre o Feyenoord, na Holanda. Todas elas, unidas ou não, mostram a grande superioridade do time dirigido por Guardiola. Nem parecem duas equipes disputando o mesmo campeonato. O City ganhou quando quis. E como quis.

E começou querendo com uma pressão muito bem feita no campo de ataque. Facilitada pelo erro incrível de Tony Vilhena, resultando no primeiro gol antes dos dois minutos. E a a pressão continuou. O City tinha Stones e Otamendi na primeira linha, protegidos por Fernandinho. Três jogadores apenas. Os laterais avançavam muito. Walker era um caminhante solitário na direita. E cruzou para o segundo gol, um belo arremate de Aguero, aos dez minutos.

E continuou o massacre. Gabriel Jesus fez o terceiro, após seguidas rebatidas da frágil e desatenta defesa holandesa. Estava três a zero e poderia ser muito mais. Mas, no segundo tempo, o City mudou. Passou a jogar como o Barça de Guardiola, com muitos passes trocados, esperando o quarto gol. Veio de cabeça, uma nova pedrada de Stones.

Foi muito fácil. A Liga dos Campeões não será um passeio para Real Madri, Barcelona ou Bayern. O City e o PSG estão aí. 


Messi e Dybala na Copa. Ou você quer Caicedo?
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Os dois belos gols de Paulo Bruno Exequiel Dybala contra o Barcelona, aumentam minha torcida pela classificação da Argentina para o Mundial. Eu gosto de jogador bom. A Argentina tem o maior de todos e tem a consolidação de uma grande promessa. Como Philippe Coutinho, que está atingindo a maturidade, Dybala segue o mesmo caminho. Em seu site oficial, ele diz que “dizem que tenho cara de menino e olhar assassino. Talvez porque meus olhos estão olhando meus sonhos, os que já conquistei e os outros que quero continuar conquistando”

Revelado pelo Instituto, na segunda divisão, foi visto pelo Palermo e não por clubes brasileiros, sempre prontos a tecer loas aos seus departamentos de desempenho. Dybala ninguém viu. Do Palermo, foi para a Juve e está pronto para desembarcar na milionária liga espanhola. No Mundo Deportivo, jornal da Catalunha, os colunistas praticamente exigem a sua contratação. Dizem que, antes de ira a Juve, ele poderia ter sido contratado por “apenas ” 30 milhões de euros. E que agora a contratação precisa ser feita, custe o que custar.

Um ataque com Messi, com Dybala, com Di Maria, com Aguero…Correia é jovem em ascensão. Higuain, não gosto. São muitas possibilidades. É preciso um treinador que busque a melhor opção, a grande combinação. Messi não pode ser o único. Nas Eliminatórias, ele disputou 6 jogos e a Argentina conseguiu 15 pontos, com 83%. Sem ele, foram sete pontos em oito jogos, 29%.

A Argentina tem recorrido a treinadores pragmáticos, com os pés no chão, sem sonhos de vôos altos. Com Sabella, ao menos, chegou à final da Copa, mas com Messi resolvendo jogo a jogo. Não houve brilho. Depois, Tata Martino e agora Patón. Treinadores que me parecem muito abaixo do que o desafio e a honra que é dirigir a bicampeã mundial. Basta ver que Dybala tem apenas seis jogos.

A seleção que era de Tata Martino, que foi de Paton Bauza e que por enquanto não é de ninguém está em quinto lugar, com 22 pontos, posição que a obrigaria a disputar a repescagem. O Equador é o sexto, com 20 pontos. Faltam quatro jogos e os dois se enfrentarão no encerramento das Eliminatórias, em Quito. Antes, a Argentina visita Uruguai e recebe Peru e Venezuela. O Equador visita o Brasil e o Chile e recebe o Peru.

A classificação é provável. Estarei na torcida. Prefiro a Copa com Messi do que com Caicedo.

BARÇA SEM EQUILÍBRIO  –  Os memes da internet foram crueis com a derrota do Barcelona. Um deles, falava do desequilíbrio da equipe, forte no ataque e fraca na defesa. Havia muitos criticando Piqué. Segundo eles, melhor para dar entrevista do que para jogar. O Mundo Deportivo foi duro com o 3-4-3 de Luis Enrique: “seu esquema surpreendeu mais seus jogadores que os jogadores da Juventus”. Viram também Messi parado na direita, devidamente encaixotado pela marcação italiana. A verdade é que novamente o Barcelona se vê diante de uma tarefa duríssima. Contra o  PSG, precisava fazer quatro gols para empatar a parada. Agora, se fizer quatro, está classificado. Parece mais fácil, mas não é simples assim. A Juve tem um sistema defensivo muito mais forte que o PSG, dos nossos Marquinhos e Thiago Silva. E não se sabe se o juiz estará em boa forma, como esteve no 6 a 1. Tudo indica que Luis Enrique terá uma saída inglória do Barcelona.

ERRO FEIO DO CORINTHIANS – Carille poupou Jô e Jadson do jogo contra o Inter. Estão cansados? Por que jogaram contra o Botafogo? Não há dúvidas sobre onde seriam mais necessários.

PALMEIRAS ENFRENTA UMA LENDA – Só isso. O Peñarol continua grande, continua com uma história linda, mas é um time sem estrelas, um time dentro do que pode permitir o pobre (financeiramente falando) futebol uruguaio. Perdeu por 6 a 2 para o Jorge Wilstermann. Palmeiras tem bola para ganhar fácil

 


Em 2013, o futebol brasileiro foi massacrado
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menon

O garoto que começa a gostar de futebol se senta à frente da televisão e vê Aguero marcar um golaço de voleio. Estava ali, paradinho, a bola chegou e ele fez, com classe. O garoto não sabe que Romário fez milhões de gols assim, esperando a bola buscá-lo. Não sabe também que Bebeto era meste nesse voleio. Melhor que Aguero.

A mãe traz um suco, um lanche, traz o tablet para ele ver outras coisas enquanto o jogo segue. Não precisa. O garoto está maravilhado com os dois gols de Fernandinho, com a ONU futebolística que tem bem diante de si: argentinos, alemães, marfinenses, espanhois…. O jogo é ótimo. O Paulo Andrade narra com emoção e informação, o Mauro Cezar comenta com conhecimento. Yayá Touré joga muito.

Por que o garoto vai ao campo de futebol? Para ser pisoteado como outros foram em Joinville? Mesmo que não seja bandido como eram aqueles que lá brigavam? Vai torcer para um time e depois ficar sabendo que há julgamentos e julgamentos? 

O futebol brasileiro foi massacrado em 2013. Foi motivo de chacota. A grande emoção do Brasileiro, após 380 jogos, é saber se o Vasco vai conseguir escapar no Tribunal. Não foi. É saber se o milionário Fluminennse, que caiu no campo, vai voltar no Tribunal. Hoje, o que vale é ter um bom advogado.

Não se discute se Neymar pode ser Pelé. Não, nos bares, a bringa é para saber se vale a Lei ou o espírito da Lei. Ora, quem vai trocar uma transmissão de alto nível, o suco da mãe por um futebol chinfrim….?

Não é novidade alguma que os grandes craques estão lá. O dinheiro os leva. Mas, no ano passado, era possível ver Neymar, era possível ver Paulinho, era possível ver Lucas. Em 2013, os destaques foram Tardelli e Ronaldinho Gaúcho. Ambos do Galo, a exceção em um ano tão ruim para o futebol brasileiro.

O destaque do campeonato brasileiro foi Everton Ribeiro. Bom jogador, mas só isso. A safra não foi boa. Tivemos ainda Seedorf e Alex, enquanto as pernas aguentaram. Um ou outro lampejo de Ganso. O que mais? Uma partida espetacular, antológica de Rogério Ceni no Chile? Vitinho, grande futuro, que nos deixou com seis meses de futebol?

E, se dentro de campo, as coisas foram ruins, o Brasil ainda foi o rei do vexame fora dele. Vamos recordar:

A organizada do Corinthians assassinou um garoto na Bolivia

A organizada do Palmeiras agrediu seu goleiro, na Argentina

A PM de Minas bateu em jogadores do Arsenal. Caiu no Horto, tá quase morto.

No final de 2012, a torcida do São Paulo invadiu o campo após o jogo contra o Tigre

Os delinquentes de Corinthians e Vasco se enfrentaram.

Houve aquilo lá em Joinville.

Não vou falar dos acidentes no Itaquerão e no Amazonas. Infelizmente, com futebol ou sem futebol, a vida de operários da construção civil sempre estão por um fio. É algo que transcende o ludopédio.

Esse é, para mim, o retrato de um ano ridículo: pouco futebol dentro de campo, muita violência no entorno, e nenhuma certeza de que o que se construiu em campo será respeitado fora dele.

Por que sair do sofá?

PS  – O botafoguense Carlos Henrique me contesta, via twitter. Ele cita a conquista da Libertadores pelo Galo e da Copa das Confederaçõs, pela seleção, para dizer que a visão acima é pessimista. 

Realmente, foram duas conquistas importantes. A da Copa das Confederações, uma surpresa espetacular, com ótimo futebol mostrado. O futebol brasileiro é inigualável. Mas até quando vai aguentar, Carlos Henrique, com campos ruins, jogos decididos em tribunais, violência etc? Eu me sinto pessimista como nunca. Um abraço


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