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Esqueçam o Mundial, Sampaoli é ótimo
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O Santos, a meu ver, acertou e muito na contratação do treinador Jorge Sampaoli. Ao optar por ele, o clube brasileiro deu as costas aos treinadores brasileiros. Os famosos estão empregados. Vanderlei Luxemburgo, que insiste em se achar acima das mudanças e da evolução, e Fernando Diniz, que se recusa a deixar de ser refém de suas ideias, sem nenhuma concessão à vida real, são opções perigosas no momento. Dos outros, só se pode esperar mais do mesmo. Ou menos do mesmo.

O corporativismo dos treinadores brasileiros até tem argumentos para questionar Sampaoli. E nem precisa buscar defeitos em antecessores como Aguirrre, Gareca, Bausa ou Osório (aliás quem é que não tem defeitos?). Basta lembrar o último trabalho de Sampaoli, que comando a Argentina na fase final das eliminatórias e na fase inicial da Copa. Foi muito ruim.

Foi ruim principalmente porque Sampaoli não conseguiu ser fiel às suas ideias. Fez uma verdadeira salada de números, mudando do 3-4-3 para 3-5-2 e para 4-2-3-1. Devo estar esquecendo algum. E tudo isso dentro do mesmo jogo. E fez uma péssima escolha técnica ao colocar Caballero e não Armani como substituto do lesionado Romero.

Foi o pior treinado do Mundial. Mas há um Sampaoli que antecede à Copa. O campeão equatoriano com o Emelec, o tricampeão chileno, o campeão da Sul-americana e semifinalista da Libertadores com a Universidad do Chile e o campeão da Copa América com o Chile. Todo o sucesso foi conseguido a partir de ideias próprias. Ao contrário da seleção argentina, onde parecia uma biruta de aeroporto, Sampaoli sempre foi um treinador que apostou na técnica, na posse de bola. Um esquema com três zagueiros, um volante de marcação, outros dois de muita movimentação, um armador e três atacantes.

Para ter sucesso, precisa novamente acreditar em seus conceitos. E duas cositas más: um pouco de paciência do Santos e bons jogadores. E o Santos, que perdeu Gabigol, está sendo muito assediado, principalmente com Bruno Henrique e Victor Ferraz.

Todos esperam pela estreia de Sampaoli. E esta ansiedade só acompanha a quem mostrou boas ideias e bom trabalho por onde passou.


São Paulo mais agradável de ver
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O São Paulo não se tornou um grande time de uma hora para outra. Mas permitiu ao seu torcedor respirar durante o jogo. Antes, com Aguirre, a angústia era total, mesmo quando o time estava vencendo. Era um jogo estritamente de resposta, fechado atrás e apostando em contra-ataques com Everton e Rojas. Quando perdeu os dois, a queda foi muito grande.

Contra o Cruzeiro, com Jardine, foi diferente. O time mostrou variação tática. Não havia três volantes. Não havia dois homens espetados nas pontas. Ele colocou Shaylon desde o início, formando uma dupla de meias com Nenê. Os dois foram bem. Nenê melhor, flutuando bastante. Shaylon mostrou participação efetiva no jogo. Não foi o cara desligado de outras partidas. Mostrou que pode ser um jogador com futuro no São Paulo e não no Portimorense, onde está Lucas Fernandes.

Ao desistir do jogo de contra-ataque, o São Paulo passou a ter mais posse de bola e mais variedade de ataque. Criou jogo também pelo meio, não apenas com cruzamentos. Aos 38 minutos, foi possível ver o São Paulo pressionando a saída de bola do rival. Algo impensável ha pouco tempo.

Ainda há o que melhorar. E muito. Diego Souza e Nenê, juntos, têm 70 anos. Difícil manter o ritmo até o final. Sempre há uma queda de rendimento que traz muitas preocupações.

Pena que a contusão de Reinaldo tenha queimando uma substituição, o que impediu a entrada de um garoto a mais. Anthony poderia ter mais um pouco de experiência já visando o próximo ano.


Pergunta para Raí
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Não pude participar da coletiva de Raí, a respeito da demissão de Aguirre.

“Você é o responsável pela formação do elenco do São Paulo. Não há reserva à altura para Bruno Peres, Rojas, Nenê e Everton. Trellez, Nenê, Jean e Diego Souza não são contratações que possam ser consideradas um sucesso total. Assim, você se considera responsável também pelo fracasso de Aguire?”

E vocês o que acham?


Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


Palmeiras decola e São Paulo dá adeus
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O clássico confirmou a tendência detectada há alguns jogos. O Palmeiras quebrou o tabu e confirmou que é o favorito ao título. O São Paulo perdeu e a meta possível, agora, é a Libertadores.

A vitória foi construída no primeiro tempo. Não que o Palmeiras tivesse jogado maravilhosamente, mas teve concentração total. Muito foco no jogo. Ligado o tempo todo.

Foco e concentração são armas imprescindíveis ao time pior. No caso, o São Paulo. O Palmeiras pode se dar ao luxo. O São Paulo, não. E o time de Aguirre, como se dizia antigamente, estava avoado em campo.

E o Palmeiras fez dois gols de cabeça. O primeiro com o bom Gómez, aproveitando-se do mau posicionamento de Ânderson Martins, mal no jogo.

O segundo gol do Palmeiras saiu também de escanteio. Só que a favor do São Paulo. Um contra-ataque aproveitando a péssima recomposição do rival. A bola bateu na trave e o Palmeiras teve ainda nova chance. Deyverson matou o jogo. Talvez Sidão pudesse ter pego.

No segundo tempo, o Palmeiras ficou atrás e apostou no contra-ataque. Uma tática facilitada pela postura do São Paulo, que voltou sem meio-campo. Jucilei e Hudson na armação, Rojas e Everton dos lados e Diego Souza e Gonzalo Carneiro na área. Uma variação era o recuo de Diego Souza.

Fácil de marcar. Fecha os lados e toma cuidado com os cruzamentos. Foi o que se viu. Domínio verde e com chances de contra-ataque, principalmente por ter mais gente no meio. Gente mais talentosa, aliás.

Felipão ainda colocou Bigode. Cito o fato apenas para mostrar a diferença de nível de bancos. Bigode x Carneiro.

Aliás, é difícil entender a entrada do uruguaio e não do colombiano Trellez. Carneiro parece ser muito ruim.

Enfim, fez-se justiça. Cada um no seu quadrado. O Palmeiras de Scolari é o verdadeiro, não o de Roger. E o São Paulo precisa mostrar que não é só valentia e comprometimento. Que, aliás, também estão rareando no segundo turno.


Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
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“Grande defesa”.

“Que milagre”.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. “Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná”, pergunta. “Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade”.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

”De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo”, diz o coordenador de futebol do São Paulo. “Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não”?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. “Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza”.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. “Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando”.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. “Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros”, terminou Ricardo Rocha.


Felipão, Jair, Mano, Aguirre e o medo de gol
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Jair Ventura assumiu o Corinthians. Perdeu de 1 x 0 para o Palmeiras e empatou sem gols com o Flamengo.

Em dois jogos, aproximadamente 190 minutos de futebol, chutou exatamente ZERO bolas ao gol. Zero.

Alguns amigos corintianos, pasmem, elogiam o treinador. Ele teria dado consistência defensiva ao time. Tucanaram a retranca.

Fica claro que, a continuar assim, o Corinthians conseguirá a classificação apenas nos pênaltis.

E o Palmeiras? Felipão disse uma frase assombrosa. “precisamos ter muito cuidado quando tivermos a posse de bola”. Ora, não seria o contrário? Se eu tenho a bola, é bom o rival ter cuidado?

Com o dinheiro que tem, com os jogadores que tem, o Palmeiras podia ser mais agressivo na busca do segundo gol. Marca um e recua, em busca de um contra-ataque. Se tivesse outra postura, poderia, quem sabe, golear o Corinthians.

O Cruzeiro ganha o prêmio de Melhor Retranca Fora de Casa. Ao contrário do Corinthians, tem boa opção de contra-ataque. Mesmo assim, parece sempre ser um time que aposta na decisão por pênaltis. Fábio garante.

O Flamengo ataca, ataca e chuta pouco. Troca passes, mas usa pouco os lados do campo. Não é um cultor da retranca, mas é pouco efetivo.

O São Paulo faz um gol e volta correndo para a defesa. Rejeita a bola e aposta na velocidade de Rojas e Everton. Pode dar certo, como contra o Bahia. Pode dar errado como contra o Corinthians, no Paulista. A classificação foi para o ralo aos 48 do segundo tempo.

Há muitas maneiras de jogar. E não sou eu que vou dizer para todos jogarem no 2-3-5 para termos grandes goleadas, em memória a um passado que não existe mais.

Mas é preciso ter, ao menos duas atitudes diferentes.

Os bons times, ao marcarem o primeiro gol e sentirem o abalo do rival, precisam buscar logo o segundo. Instinto assassino. Como hienas quando sentem cheiro de sangue.

E os times que dão a bola para o inimigo, precisam ter a possibilidade concreta do contra-ataque. Dois pontas que façam a recomposição, mas que saiam rapidamente para o ataque. E um centroavante.

Não dá para recuperar a bola e, em vez do gol, correr em direção às bandeirinha de escanteio e lá ficar em uma briga quase obscena pela bola.

Dá para melhorar nosso futebol. Basta diminuir o medo de jogar.


São Paulo piscou e tem o Inter no retrovisor
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Sai Rafael Grampola. Entra Rafael Alemão.

A substituição mostra a fragilidade do adversário que tirou dois pontos do São Paulo.

E o líder não pode reclamar do empate com o lanterna. Foi muito justo.

Como nos jogos contra Vasco e Chapecoense, o São Paulo marcou antes dos dez minutos e recuou.

Aa vitórias levaram ao pensamento equivocado: o São Paulo marca e controla o jogo.

Não é bem assim. As vitórias trouxeram muito mais alívio do que alegria. O time demora a definir e sofre.

O São Paulo, apesar dos números incríveis pós Copa, precisa melhorar. Ter mais variações de jogadas

Aguirre demorou para mexer.

E Liziero foi muito mal. Errou quase tudo.

O Inter ganhou na Bahia.

O São Paulo apenas empatou no Paraná.

Campeonatos se decidem assim.

É preciso reagir.


São Paulo tem média de campeão. Está na briga
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Uma lei não escrita do Campeonato Brasileiro diz que time com dois pontos por rodada é campeão. Com 76 pontos. O Corinthians venceu no ano passado, com 72. E teria conseguido o título com 64, pois de 63 o Palmeiras não passou.

Pois o São Paulo chegou a essa marca na oitava rodada. Quatro vitórias e quatro empates. Vai dormir líder, mas deve ser ultrapassado pelo Flamengo.

Os números são bons. No final do primeiro turno do ano passado, tinha 18 pontos. Agora, tem 16.

O mais importante é que o São Paulo tem um time. Não dá para escalar, mas tem. Um núcleo duro e muito rodízio.

Seja qual for a escalação, é um time vibrante. Um time que não dá nada de graça. E que tem Nenê em estado de graça. E com Diego Souza recuperado.

Contra o Botafogo, o time começou melhor, acertou a trave e sofreu um golaço. Reagiu em seguida, com pênalti que uns dariam e outros não.

Veio o segundo, com belo passe de Marcos Guilherme (fará falta) e o terceiro, em contra-ataque. O jogo parecia definido e Aguirre tirou os três que marcaram.

Shaylon foi bem, acertou lindo passe para Valdivia, que errou muito. E Liziero, que acertou tudo.

Fica o alerta por ter levado o segundo gol em uma bola parada. Erro feio.

Tudo está no início, não há nada definitivo, mas, por exemplo, pode perder do Palmeiras no sábado e, mesmo assim, estará dois pontos na frente do rival. O que se pode dizer é que o  São Paulo está na briga.

 


Aguirre, três rodízios e a briga por posição
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Diego Aguirre fica incomodado com a pecha de treinador que troca muito o time, impondo um rodízio entre os jogadores do elenco. Disse que não é bem assim, que tem jogadores que estão em todas as partidas e outros que ganham a posição dentro dos treinamentos. É verdade. A partir daí, ele tem quatro tipos de rodízio.

Os titulares: Sidão, Militão, Reinaldo, Jucilei, Nenê, Everton e Diego Souza.

E as trocas?

Rodízio por cansaço – É restrito a Diego Souza. Ele ainda não está em ótimas condições físicas e talvez nem consiga estar. Em alguns jogos, por decisão de Aguirre ou dos médicos, dará lugar a Trellez. É uma substituição constante durante os jogos, o que já significa um mini rodízio. Agora, com jogos duas vezes por semana, é bem provável que Nenê faça parte do rodízio e que Shaylon apareça em mais partidas.

Rodízio técnico – Aguirre elogia muito os seus quatro zagueiros – Arboleda, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Anderson Martins – e confia também em Militão na zaga. Como todos são bons, é possível trocar bastante em vez de se fixar em uma dupla única. Quando um time tem uma dupla titular, o primeiro reserva só entra se houver contusão, expulsões ou acúmulo de cartões amarelos. Joga pouco. E o segundo reserva praticamente não joga. O quinto, só acumula gordura. Com o rodízio, todos se preparam para entrar, todos ficam mais descansados diante de uma maratona e o time não sofre com cansaço acumulado.

Rodízio tático e briga por posição – Aguirre optou por jogar com três volantes. Um deles, Jucilei, que fica mais perto da defesa e outros dois que fazem o trabalho de transição. Um estilo comum na Argentina e no Uruguai. Contra o Santos, foram dois volantes. Ocorrem, então, muitas trocas e Jucilei é o único que não é afetado. Além da questão tática, há a luta por posição. Quem faz melhor o papel de transição? Liziero, Hudson ou Petros? Eu jogaria com Jucilei, Liziero e Lucas Fernandes. É apenas uma opção. Aguirre está sinalizando com Jucilei, Hudson e Petros.

 

Há ainda uma outra briga por posição: Marcos Guilherme ou Régis. Se o time jogar no 4-2-3-1, Marcos Guilherme sai na frente. Se atuar com três zagueiros, Régis tem mais possibilidades.

De uma maneira ou de outra, dificilmente o são-paulinos recitarão, como antigamente, o time de um a onze. Do goleiro ao ponta-esquerda. Mesmo porque não existe mais numeração de um a onze. E nem ponta-esquerda. E, no caso do São Paulo, nem….deixa para lá, Menon, não seja maldoso.