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Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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Menon

É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Diego Alfredo Lugano Moreno é História
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Menon

O primeiro a se dizer sobre a despedida de Lugano é que ele fez uma boa partida, bem ao seu estilo: discreto, praticando jogo de contato, usando os atalhos para evitar que a pouca velocidade trouxesse problemas, pressionando o juiz…. E por que foi uma boa partida? Porque Lugano, que não jogava há muito tempo, todo um turno, estava em forma física. Esteve treinando como nunca. E como sempre. Não vestiu pijamas. Estava pronto para jogar, contra o Bahia e em todos os jogos anteriores.

A despedida mostrou que ele deveria e poderia ter atuado muito mais vezes do que foi utilizado. Quantas vezes? Todas aquelas em que Lucão estava em campo. Ou Douglas. E também Bruno Alves. No mínimo. Desde que voltou, no ano passado, Lugano fez 37 partidas. Algumas muito boas (River no Monumental, Flamengo no Morumbi, Palmeiras no Morumbi) e nenhuma mal. Para se lembrar de um erro dele é precisa pensar muito. E ainda fez dois gols.

Mas, acabou. É passado. Diego Lugano não joga mais.

Entrou na História do clube. Assim, com Maiúscula.

Imaginem um concurso com notas sobre impulsão, toque de bola, passe, vigor nas divididas, cobertura entre Lugano e Mauro Ramos . de Oliveira, Oscar, Bellini, Miranda, Roberto Dias. O uruguaio talvez fosse o último colocado. Então, por que ele é o mais querido zagueiro de todos os tempos, por que ele é um dos mais amados jogadores de todos os tempos?

Estou falando do São Paulo, é lógico.

Porque ele é são-paulino.

Todo torcedor do São Paulo se sente representado ao vê-lo com a camisa das três cores. Todo torcedor são-paulino sabe que, se estivesse em campo, não conseguiria ter mais respeito e amor ao clube do que Diego Lugano. Poderia até jogar mais do que ele, mas não jogaria com mais amor.

E futebol é muito mais do que a soma das qualidades específicas exigidas para cada função.

Fosse assim, não seria futebol. Seria concurso público.

Diego é uma incógnita. Seus detratores o chamam de paneleiro e quem jogou com ele, como Calleri, Eguren “(Nunca tive um capitao como Lugano, primeiro ele cuida da gente e depois cuida dele”), Cavani, Alex diz, sem titubear, que ele é o Capitão. Alguém que sabe respeitar e se fazer respeitar. Dos mais velhos aos mais jovens. Brenner, de 17 anos, fez seu primeiro gol na despedida de Lugano. Ganhou a camisa, ganhou um beijo. E sempre se lembrará dele.

Outros dizem que é carniceiro. E não se conformam quando ele termina mais uma partida sem ser expulso. Poucas vezes, foi para o chuveiro antes de o jogo terminar.

Comparem Lugano com Felipe Mello.

Quem joga mais?

Quem se preocupa com o clube?

Quem trata bem os mais jovens?

Quem vai para a reserva e respeita a decisão:

Quem derruba técnico?

Felipe Mello é a resposta correta para as opções A e F.

Lugano é o capitão celeste mais carismático depois de Obdúlio. Lugano mudou a cara do futebol uruguaio, lutando contra Paco Casals para que a Celeste recebesse muito mais dinheiro. E para que os jogadores sem nenhuma expressão, da segundona uruguaia e também dos times pequenos, recebessem um mínimo de dignidade.

Como jogador, foi muito além do que poderia ir. Muito além do que estava determinado a ir. Superou suas falências e, assim, as desconfianças de todos com quem trabalhou.

Foi assim, com suor, com superação, dignidade e caráter, que deixou o futebol para entrar na História.

Leia agora porque LUGANO, HONRA E DIGNIDADE ESTÃO SEMPRE JUNTOS


Helinho: “eu me preparo para dirigir a seleção brasileira”
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Menon

Hélio Rubens Garcia Filho, aos 42 anos, mantém a tradição que vem do avô (Chico Cachoeira) e passou pelo pai (Hélio Rubens) e tios (Fransérgio e Totó) e se dedica ao basquete de Franca. Depois de uma carreira vitoriosa como jogador, é o treinado do time, desde o NBB do ano passado. E o trabalho mostra resultados espetaculares. No primeiro turno do NBB foram sete vitórias e sete derrotas. No segundo turno, 12 vitórias e duas derrotas. Ficou em terceiro lugar e foi eliminado nas quartas-de-final. Houve decepção, mas o trabalho continuou. E agora, no campeonato paulista, o time, reforçado por Léo Meindl, Rafael Mineiro, Jefferson William e Gruber, está invicto, com nove vitórias. “Eu me preparo para dirigir a seleção brasileira. É um sonho e seria um orgulho”, disse Helinho em entrevista ao blog.

Você esperava essa série invicta logo no início do Paulista?

Sinceramente, não. O campeonato é difícil e tem cinco candidatos ao título: Franca, Bauru, Mogi, Paulistano e Pinheiros. Então, é muito difícil terminar sem derrotas. Mas nosso trabalho está sendo muito bem feito e queremos ganhar o campeonato.

Como está sendo o trabalho?

Bem, a gente tinha um legado do ano passado e trouxemos mais alguns jogadores. O time está mais competitivo e com muita garra. Os jogadores estão entendendo muito bem o que significa jogar por Franca. Nossa cidade é uma referência e a cobrança é muito grande, assim como o incentivo. Por isso é importante ter muito companheirismo e cumplicidade entre jogadores e comissão técnica.

Na montagem do time para o Paulista, saíram alguns jogadores e vieram outros. Um dos que saíram foi o Dedé, seu cunhado. Foi difícil a separação?

Já no ano passado, conversamos sobre isso, com sinceridade. Como era meu primeiro ano, talvez fosse uma carga muito grande dirigir uma pessoa do meu círculo familiar. Mas o time dele acabou e o Isaac se contundiu. Então, ele veio e trabalhamos muito bem. Agora, ele teve oferta do Vasco, que é um grande time, e resolveu sair.

Se o Lucas Mariano viesse para Franca, ele impediria a ascensão do João Pedro?

Não acho, não. O Lucas é ótimo e o João Pedro está melhorando muito, principalmente no setor defensivo, que era uma dificuldade dele. Ele está ganhando confiança, tem correspondido e a ascensão dele não seria brecada, não.

O Sesi não permite a contratação de estrangeiros?

Não há nenhuma cláusula nesse sentido, mas a gente prefere buscar jogadores brasileiros no mercado. E dar preferência também ao nosso trabalho de base, que tem muitos jogadores bons.

Quais são eles?

Nosso elenco está com 16 jogadores e estamos fazendo revezamento no banco. Mas tem muita gente boa aí. O Marcos Louzada, que é conhecido como Didi, é um lateral muito bom. Um jogador de muita força ofensiva e defensiva também. Marca muito forte. Também temos o Guilherme Abreu, o Júnior, dois do sub-19, e o Cassiano. Geração boa. Nem pensamos em mudar o time para o NBB.

Como você viu o Brasil na Copa América? O time não conseguiu uma das sete vagas para o Pan de Lima em 2019.

Fiquei muito triste, mas temos de ter claro que a transição está começando. Temos jogadores do meio para o final da carreira e temos gente nova começando. É preciso ter empenho e dedicação para essa nova fase.

Mas ficar fora do Pan é um castigo para uma geração, não é?

Sim, porque atrapalha o intercâmbio. O fundamental para o momento atual do basquete brasileiro é ter intercâmbio. A seleção principal e as seleções de base, sub-18 e sub-20, precisam fazer pelo menos 12 jogos por ano contra seleções europeias, de preferência na Europa. Isso é fundamental.

E ainda há a possibilidade de a seleção não se classificar para o Mundial. Nesse caso, o Brasil deveria ser sparring de seleções fortes, como Sérvia, Espanha..?

Mas eu não vejo o Brasil fora, não. Temos chances e vamos buscar a vaga. Eu acho que a seleção deveria ter uma mescla, como meu pai fez no Mundial de 2002. Levou seis veteranos e seis novos que estão brilhando até hoje: Splitter, Varejão, Leandrinho, Giovanonni, Alex  e Nenê. Esse é o caminho. Mas, se não der, volto a dizer, que é importantíssimo o intercâmbio. Pelo menos 12, quem sabe 16 jogos por ano contra seleções europeias.

O que você achou da atitude do Bruno Caboclo, que se recusou a entrar em quadra quando o treinador pediu?

Achei inaceitável. Uma atitude que merece punição exemplar. E a punição deve ser seguida de aconselhamento. É um menino humilde, que nunca jogou no Brasil, apenas em categorias de base e que já foi para a NBA. Precisa entender que a seleção e importante.

O que tem impressionado você no Eurobasket?

Individualmente falando, o Luka Doncic, da Eslovênia. Ele tem 18 anos, joga no Real Madrid e vai para a NBA. É um fenômeno. E, taticamente, vemos a tendencia do basquete moderno, com muita velocidade e jogadores exercendo mais de uma função em quadra. E o sistema coletivo permitindo as individualidades.

Falam muito na extinção do pivô 5, mais forte e mais parado, a partir do sucesso do Golden State Warriors, que arremessa muito. O Oscar chega a dizer que o GSW joga como a seleção de 87. Você concorda?

Não acho que o pivô 5 será extinto, mas é evidente que a tendência do basquete é, como eu disse, ter jogadores fazendo mais de uma função. Não tem mais o cara que carrega a bola, o cara que arremessa e o cara que pega rebote. Todo mundo vai ter de saber driblar, arremessar, passar, defender muito bem. E com velocidade. Todo mundo vai no rebote, todo mundo arremessa.

Você tinha um aproveitamento de lance livres que chegava a 90%. Na Copa América, o aproveitamento do Brasil foi de 50%. Os treinadores precisam colocar os jogadores para arremessar nos treinamentos?

Não. O jogador precisa saber que tem de melhorar o arremesso e treinar sozinho. Ninguém ensinou o Oscar. Aqui em Franca, o Demétrius, o Rogério e eu arremessávamos 600 bolas por dia. São 18 mil arremessos por mês. Melhora ou não? Nosso treinamento é de duas horas de manhã e duas horas à tarde. Eu oriento para chegarem antes ou ficarem depois e treinarem os lances livres. O aperfeiçoamento virá automaticamente.

Você pretende dirigir a seleção brasileira?

Sim. Todo grande profissional sonha com isso e eu também. Foi um orgulho como jogador e será também como treinador. Eu sou bacharel em Educação Física, joguei muitos anos, faço clínicas, estudo muito, vejo jogos, procuro soluções na internet, converso com outros treinadores. Estou me preparando sim.

 

 


Alex, o quarentão, ganha filme
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Menon

Foi o gol mais bonito que já vi. O de Alex no São Paulo, após dois chapéus. No dia seguinte, no Jornal da Tarde, minha missão era conversar com narradores de rádio e de televisão para falar sobre a obra-prima. E me chamou a atenção a alegria deles, de Oscar Ulisses a José Silvério. Nada de clubismo, apenas a alegria de terem sido blindados com a oportunidade de presenciarem a história. Como eu me senti ao ver o gol de Romário na eliminatória de 93, contra o Uruguai. Como eu vi Messi na Copa de 2006.

Alex, que completa 40 anos hoje,  sempre foi um jogador espetacular. E sempre carregou a fama de não ser constante e de não brilhar com a seleção. Mesmo tendo sido fundamental em um Pré Olímpico. A sua carreira tem números estupendos o que desmente qualquer possibilidade de fracasso em uma Copa. Mesmo se não jogasse, sua personalidade e inteligência fariam muita diferença. Foram 19 anos de carreira, com 18 títulos, 1035 jogos, 422 gols e 356 assistências. É um número de gols que faria brilhar o currículo de qualquer centroavante. Luís Fabiano tem números parecidos.

Um filme a ser lançado no dia 19, em Curitiba, mostrará como foi a despedida de Alex dos campos. O nome do documentário é  Alex Câmera 10 – Turquia ao Brasil – despedida do Futebol. O documentário mostrará cenas inéditas dos bastidores da despedida, além das cidades onde brilhou. E mostrará a Turquia, onde ele brilhou pelo Fenerbahce. A torcida fez uma estátua em sua homenagem.

Escolhi a foto inicial com a camisa do Coritiba, pelo amor que ele demonstrou ao clube. Tinha oferta do Palmeiras, mas preferiu terminar a carreira onde começou, lutando e conseguindo evitar o rebaixamento do time do coração. A outra foto é a homenagem da torcida do Palmeiras ao seu gol.

Alex também fica marcado, para mim, por sua atuação no Bom Senso, lutando pela melhoria do futebol brasileiro.

 

 


Bacharéis vão matar o futebol brasileiro
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Menon

boopHá jogos que transcendem os 90 minutos. Saem do campo, vão para a televisão, espraiam-se pelos botecos e são lembrados eternamente, nas discussões familiares, nos almoços de Natal, na memória afetiva do brasileiro e na grande biblioteca oral do futebol brasileiro. São jogos que aceleram casamentos e definem divórcios. Muitos cunhados foram declarados malquistos no lar por não se cansarem de falar sobre gols que foram festa para uns e desgraça para outros.

O gol do tri do Pet, o gol redentor de Basílio, o gol mundial de Raí, a obra-prima de Alex…

Para mim, estes são os meios justificáveis  – a arte, o amor, a raça, o inesperado – para que um jogo ultrapasse os 90 minutos. O que se construiu no campo deve ser referendado. Sou contra visceralmente qualquer mudança. Não acho justo o que aconteceu em 95, por exemplo. Não aceito jogo anulado por haver um jogador atuando de forma irregular. Não concordo com punição por agressão que o juiz não viu e que foi acusada depois, por meio eletrônico. A arbitragem não é eletrônica. É feita por um ser humano que ganha muito bem pelo seu trabalho. R$ 3 mil ou mais por um dia de trabalho. Se o árbitro errou, tem de ser punido. E toca o barco.

Faço uma ressalva. Os recursos eletrônicos poderiam ser admitidos para definir jogadas complicadas, como a bola que bateu na linha, o impedimento, o pênalti. Poucas vezes em um jogo. E de modo que o mesmo tipo de recurso existisse em todos os jogos de todos os campeonatos.

Seria uma maneira de evitar o poder dos bacharéis. Com TJD e afins. Vejam o circo em que está se transformando o final do Brasileiro. O Fluminense, fiel à sua essência, buscou novamente apoio nos tribunais para mudar o resultado de um jogo. Mórbida história. No Flu, um advogado tem status maior eu um Assis, um Washington, Rivellino ou Marcos Carneiro de Mendonça e tantos outros craques.

E o que os advogados argumentam?

O gol de Henrique não foi impedido? Não, eles eles reconhecem que foi. Mas a justiça se fez de maneira torta. Avisaram que estava errado. Não se pode avisar. Não se pode ter ajuda externa.

Mas o que o Flamengo tem a ver com isso? Foi o Flamengo que pediu, que levou a televisão?

A culpa foi de Sandro Meira Ricci. Ele precisa ser punido. Ninguém mais.

Não é assim. E o futebol passa por um processo de judicialização. Ligo a televisão e, em vez de ouvir os acurados comentários do Lédio Carmona sobre tática e técnica, vejo-o entrevistando um advogado que terá em suas mãos o processo que definirá se haverá um novo jogo ou não entre Fluminense e Flamengo.

Ah, e como essa gente adora televisão, rádio, jornal. Colocam o melhor terno, a gravata mais sedosa e desfilam seu cabedal de conhecimentos e suas datas vênias. Nunca chutaram uma bola e são os donos da bola.

A CBF, os advogados e nossos cartolas fazem de tudo para desprestigiar o campeonato brasileiro. Nosso maior “produto” para usar um termo tão em moda.

O futebol resiste, apesar deles.


Alex, sobre prisão de Marin: “Alegria imensa em ver um corrupto ser preso”
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Menon

Um dos representantes do Bom Senso e um dos melhores meias dos últimos tempos, Alex comemorou a prisão de José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Em entrevista exclusiva, o ex-jogador, hoje comentarista da ESPN, festejou por ver um “corrupto” na prisão.

Nesta entrevista, o meia fala sobre a CBF, futebol brasileiro, Bom Senso e sobre alguns dirigentes:

Futebolisticamente falando, qual é nosso nível atual?

Nosso nível é igual ao do mundo todo. Ainda possuímos bons jogadores.

Quem está melhor que o Brasil hoje na América do Sul?

Depende! Se for falar de clubes, nada mudou. Em relação a seleção, caímos um pouco. Mas seremos sempre favoritos na América do Sul. Mesmo com as dificuldades todas que vivemos hoje em dia.

O que você sentiu ao saber da prisão de Marin?

Uma alegria imensa em ver um corrupto ser preso. Não somente o Marin, mas todos os envolvidos. E espero por mais nomes.

A prisão de Marin e a renúncia de Blatter terão alguma consequência no Brasil ?

Enquanto a CBF continuar com o sistema engessado como é, nada muda. Somente mudarão os nomes. Sai A e entra B. Com as mesmas ideias e condições atuais. O sistema da CBF tem de ser quebrado. Via governo ou com os clubes

Qual sua opinião sobre a CPI na Câmara?

Toda investigação e bem vinda. Se acharem algo, que divulguem para a sociedade. E se precisar punir, que sejam punidos.

Em 2013, Bom Senso comandou algumas ações durante os jogos. Muita gente, como eu, achou que haveria uma greve. Não houve. O movimento refluiu ou a luta está sendo travada de outra forma?

O jogador de futebol tem muito medo de suas diretorias. Medo de retaliações, do desemprego, do corporativismo as vezes existente entre alguns dirigentes. Mas o movimento segue.

O Bom Senso pediu a renúncia de Del Nero. Walter Feldmann, dirigente da CBF disse que não há motivos concretos. Há?

Vejo de maneira bem simples. O Feldman em Brasília falou em mudanças drásticas e velozes na CBF. Estamos esperando. Renunciar por renunciar não resolve. O que o presidente Del Nero podia fazer é democratizar a entidade e abrir para novas ideias. Isso sim seria um grande ganho.

Falta craque no Brasil?

Falta!

Os críticos do Bom Senso dizem que é um movimento de milionários que não sugerem a diminuição dos próprios salários. O que responder?

Quem regula salário é o mercado. Não é o Bom Senso. Esse ano o mercado teve várias chances para isso. Os dirigentes não fizeram. Os casos do Fred e do Paolo Guerrero deram essa chance. E oferta e procura. Se os clubes se organizarem e existir um fair play essa discussão acaba. Jogador ganha muito porque tem dirigentes irresponsáveis que aceitam pagar muito. Muitas vezes mais do que podem. Isso é simples resolver. Passa por administrar bem seu clube e o fair play ser realmente efetivado no nosso futebol.

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Alex Reinaldo é o quinto reforço da Portuguesa
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Menon

O lateral-direito Alex Reinaldo, de 24 anos, será apresentado na sexta-feira como reforço da Portuguesa. É a quinta contratação, a primeira vinda da Série A do Paulistão. É velocista e fez bom campeonato pelo São Bento, como me informa o companheiro Luiz Ademar, do Blog Futebol Caipira.

Antes dele, chegaram o meia Francisco Alex, que se destacou na campanha do Água Santa, de Diadema, que conseguiu o acesso, e o zagueiro Anderson Luiz, de 33 anos, que ajudou o Boavista a escapar do rebaixamento no Rio. O zagueiro foi indicação do treinador Junior Lopes.

Ele pediu também a chegada do goleiro Felipe. São dois homens de confiança para a montagem de uma nova defesa. Ela será completada pelo lateral-esquerdo Dieyson, que foi revelado pelo Vasco e estava no Icasa.

Outros nomes estão sendo sondados, como o lateral-direito Lucas Neílton, que subiu com o Novorizontino e o meia Danilo Sacramento, comandante da Ferroviária na conquista do título da A-2. Fabinho Capixaba não continuará e Tom será no máximo o terceiro goleiro. Mais um virá.

Os nomes estão dentro da previsão de José Reis, executivo de futebol. Ele sempre disse que buscaria jogadores na Série A-2. Gente jovem, com vontade de vencer e alguns experientes, como Anderson Luiz.

Nas redes sociais, os torcedores reclamam. Não há motivos. A falta de dinheiro impede nomes conhecidos. O jeito é torcer para que os que vieram possam dar conta do recado.


O gigante verde faz 100 anos. E eu aplaudo de pé (2)
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Menon

FAUSTOSPIR

O DIA EM QUE LEÃO CALOU A HOLANDA E ACORDOU O TURCO SPIR

Brasil contra a Holanda em 1974. Desde o início, a Laranja Mecânica nos sufocava. Em Lins, em frente a uma televisão velha, preto e branco, eu prestava atenção, torcendo muito. Torcendo as mãos, de nervoso.

Era difícil ouvir, pela qualidade da televisão e pelo ronco do Turco Spir. Era sempre assim. Um ritual. Turco Spir comia muito, bebia ainda mais, olhava um pouco o jogo e…roncava.

Turcão era lenda em Lins. Uma vez, na Rodoviária, já um pouco alto, aproximou-se de um policial. Respeitosamente, argumentou que era estudante da Engenharia e que contribuía com a economia da cidade. Por isso, pedia que o policial o levasse até a Beradinha, casa de prostituição na zona boêmia.

O guarda disse que o levaria. Entrou no camburão e foi diretamente para a cadeia, onde passou a noite.

Ótimo aluno, Turco Spir se garantia na escola, apesar da vida meio torta.

Quando dormia, não acordava. Naquele dia, foi diferente. Foi quando um lançamento desde o meio campo encontrou Jansen na direita, nas costas de Marinho Chagas.

E nasceu aí uma das maiores defesas da história das Copas, comparável à de Banks, na cabeçada de Pelé, quatro anos antes.

Foi assim que a descrevi no meu livro “Os 11 maiores goleiros do futebol brasileiro”.

“A maior defesa que Johan Cruyff, o grande craque (os mais críticos e céticos dizem que o único craque) da Holanda, viu em sua vida. Sempre fez questão de dizer isso em entrevistas e livros que escreveu.

Voltemos a Jansen, que recebeu aquela bola em profundidade logo a seis minutos de jogo. Quando a dominou, fez um lançamento sem muito brilho. Ela passou pelos atacantes e chegou ao lateral-direito Zé Maria, que se colocava na área como um zagueiro (Marinho Perez havia se deslocado para a esquerda para cobrir o avanço de Chagas).

O Superzé poderia dominar. Havia tempo para isso. Optou pela segurança e tentou um chutão. A bola saiu em diagonal, sem força, diretamente para o pé esquerdo de Cruyff. Ele estava ali, a um metro e meio da área pequena, mais perto do que a marca do pênalti. O chute foi forte, cruzado, e milhões de holandeses, no campo, na arquibancada, em casa, no bar, pularam para comemorar o gol. E viram Leão pulando antes do que eles, do centro do gol paa a esquerda, espalmando, com as duas mãos, para escanteio.”

Em Lins, eu também pulei. E gritei. “PUTAQUEPARIU, TURCO, QUE DEFESA, TURCO”. Spir acordou, assustado e ficou até o final do primeiro tempo se dormir. Viu a defesa no intervalo, vibrou e…voltou a roncar.

Leão era espetacular. Seguro, bem colocado, voador. Muita personalidade. Muito personalista. Trabalhador padrão. Eu não gostava muito dele, porque sempre fui fã de Marinho Chagas. E Leão, diz a lenda, agrediu Marinho após o final do jogo contra a Polônia, quando o Brasil perdeu a disputa do terceiro lugar. Bola nas costas do meu ídolo.

Para mim, Leão foi o maior goleiro do Brasil de todos os tempos.

DJALMA SANTOS E MEU AVÔ

 

A imagem que tinha do meu avô, Adolpho Símon, era de um alemãozão de quase dois metros, mais de cem quilos e olhos azuis como de cachorro. Imagem que o tempo destruiu. Fotos mostram um homem mais baixo que meu irmão, o Passional, que não chega a 1,80m. E nem era tão gordo como parecia. Os olhos eram mesmo azuis.

O passar dos tempos serve para dar a verdadeira dimensão de como eram as coisas antigas. Uma estória que meu avô contava sobre Djalma Santos, por exemplo. Maravilhosa, mas possivelmente apenas estória.

Adolpho Símon era fazendeiro. Tratava bem os empregados, era respeitado mas, vamos dizer as coisas bem claras, era racista. Um racismo de certa forma ingênuo. Cada vez que seu time contratava um jogador ele perguntava se era branco ou negro. Se fosse negro, ele mostrava seu desacordo com a frase : “se ainda fosse o Djalma Santos”.

Como não havia espaço para um neto questionar seu avô sobre atitudes racistas, como não podia demonstrar diretamente meu desacordo com elas, perguntei: “mas vô, o que o Djalma tem de diferente assim?”

E ele me contou a estória. “Um dia o Palmeiras foi jogar em uma cidadezinha do interior e um torcedor, grudado no alambrado, ficou ofendendo Djalma o tempo todo. Ali, pertinho, quase no ouvido dele. No segundo tempo, o torcedor mudou de lado e continuou com a palhaçada. Até que teve um lateral para o Palmeiras. Djalma foi cobrar. E o torcedor, ali pertinho ofendendo, viu que sua aliança havia caído na grama. Djalma percebeu, pegou a aliança e devolveu para o homem. Bateu o lateral e foi aplaudido. O sujeito calou a boca”.

A estória me emocionou. Hoje, passado tanto tempo é fácil ver que não passa de uma lenda: o Palmeiras não jogava em cidadezinhas do interior onde o alambrado é grudado na lateral e onde se permite que alguém grudasse no ouvido do jogador gritando insultos. E alianças não caem de dedos.

Mas era uma maneira de meu avô respeitar a fidalguia de Djalma Santos. Se a estória é lenda, ela se baseia em algo real: Djalma Santos em mais de 20 anos de carreira, por Portuguesa, Palmeiras, seleção paulista, seleção brasileira e Atlético-PR nunca foi expulso.

Nunca. Esse estilo clássico, extremamente técnico, ficou marcado no futebol mundial. E Djalma era um jogador espetacular. Na Portuguesa, jogou ao lado de craques como Brandãozinho, Ceci, Pinga e Simão. Foi titular na Copa de 1954. No jogo contra a Hungria, mostrou sua categoria. Os húngaros eram o terror. Aqueciam antes dos jogos, entravam em campo a mil e faziam dois gols em cada jogo, antes dos dez minutos. Contra o Brasil foi assim. Um gol aos cinco, outro gol aos sete e….pênalti para o Brasil.

Há uma indecisão sobre quem bateria. Djalma pega a bola e cobra com perfeição. Sem nenhum medo. O jogo virou 2 a 1, a Hungria fez o terceiro aos 15 do segundo tempo, o Brasil diminuiu aos 20 e o jogo foi definido aos 43 do segundo tempo com o quarto gol deles

Em 7 de setembro de 1965, o Brasil venceu o Uruguai por 3 a 0 no Mineirão. O Brasil foi representado pelo Palmeiras, em sua primeira versão de Academia. O time era Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir, Julinho, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo. Uma equipe lendária com seu lendário lateral. Em 1958, Djalma Santos era reserva de De Sordi. Jogou apenas a final da Copa. E foi eleito o melhor lateral da competição.

Djalma marcou época, com um estilo muito mais técnico do que aguerrido. Um cavalheiro que, com seus gestos e atos em campo, permitiu que a lenda contada por Adolpho Símon tivesse ares de realidade. Uma vez, uma única vez, Djalma Santos jogou pelo time do meu avô. Emprestado. Nesse final de semana, Portuguesa, Palmeiras, Atlético-PR têm obrigação moral de jogar de luto. Tiveram a honra de ter Djalma Santos. Os outros deveriam jogar de luto por nunca terem tido esse prazer. E, em todos os estádios um enorme minuto de silêncio devia bradar ao mundo que o futebol brasileiro está mais pobre. Porque todos os estádios e todos os clubes se sentiriam maiores e melhores com a presença de Djalma.

EU VI MEU CRAQUE APÓS UMA OBRA PRIMA

FERNANDO PELLEGRINO

Até então a partida que mais tinha ficado na minha memória foi aquela contra o Corinthians pela semi-final da Libertadores em 2000, não tanto pelo seu futebol, mas, mais pelas suas palavras ao final do jogo. Como sempre ao longo da semana o verdão tinha sido massacrado pela imprensa, dizendo que não éramos de nada, etc e tal.

Alex, logo após o Marcão pegar o pênalti do Marcelinho, disse o amor imenso que sentia pelo Palmeiras, tudo o que estava engasgado, da grandeza, desse gigante chamado Palmeiras, até hoje se eu ouvir o áudio de novo me emocionaria. Achei que nada iria bater essa minha admiração pelo Alex. Até que aconteceu aquele jogo pelo Rio-SP.

2002 era o ano. Mais uma vez éramos menosprezados, desprezados por todos, diziam naquela época que o São Paulo era mais forte que o Real Madrid, uma goleada era o mínimo que aconteceria com o Palmeiras. Minha mãe nesse dia comprou o pay-per-view. Começou o jogo, percebi que as coisas seriam diferentes, o Verdão já vencia por dois a zero, quando aconteceu o momento mais mágico que assisti no futebol.

Aquele gol de placa do Alex, aqueles dois chapéus que ele deu nos zagueiros são-paulinos , e no Rogério Ceni. Fui chutando tudo o que vinha pela frente, e berrando “Golaço!! Golaço”. O gol que mais comemorei na vida até então. Esse gol rendeu placa de verdade, outdoor pelas ruas.

Pela semana estava sem nada pra fazer, resolvi dar uma olhada na livraria de um shopping. Quando entro, para o meu espanto estava lá meu ídolo, o craque da minha vida.Sem saber o que falar, cheguei perto dele e disse: “parabéns pelo gol” e o cumprimentei, ele, assim como eu, respondeu um “obrigado” com muita timidez. Pronto, eu não precisava, e não preciso de mais nada no futebol.

 

 


Críticas injustas a Paulo André e Alex. Falta bom senso
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Menon

Quando alguém assume uma posiçao, passa a ser cobrado. Até por coisas que nada tem a ver com o que assumiu. É o que tem acontecido com Paulo André e Alex, dois dos líderes do Bom Senso F.C

De Paulo André, reclamam que é pintor. Filófoso. Pensador. Como se tudo isso fosse um crime. Como se a um jogador fosse reservado apenas e sempre o papel de animador das massas, de artista aos domingos, de alienado eterno. É um tipo de preconceito às avessas. O sujeito é condenado porque fala bem e porque se interessa por outras coisas além da profissão. Se Paulo André fosse presidente do Brasil e Lula um jogador de futebol não haveria críticas. Ou seja, aos iluminados pela educação formal está reservado o direito de governar o País. Aos outros, o jogo de bola.

Pretendem imputar à dedicação do zagueiro ao Bom Senso parte do péssimo momento que vive o Corinthians. Oportunismo puro. Jogador faz muita coisa errada fora do horário de treino e de jogo. E agora quando um deles se dedica a melhorar o futebol vai ser criticado por isso? E é só olhar o Corinthians. Tem pelo menos uns 20 problemas maiores que o Bom Senso por lá.

Com Bom Senso ou não, Paulo André será sempre um zagueiro de boa qualidade. Nunca irá para a Seleção, mas também nunca será driblado com facilidade, apesar de uma certa lentidão.

O que se deve questionar em Paulo André e sua posição sobre as eleições na CBF? Ele será um anticandidato? Ele apoiará Andrés Sanchez? Quando tudo se desenrolar, saberemos o tamanho da ligação dele com o ex-presidente do Corinthians. E, aliás, se apoiar Andrés, é uma opção dele. Tem o direito de faze-la embora eu não concorde com ela.

Qual a posição de Paulo André sobre as dúvidas existentes em relação ao Itaqueerão?

Quanto a Alex, as críticas vieram por conta de uma entrevista à revista Placar. Ele disse que “não interessa se o cara é viado ou se bate na mulher”, interessa o que faz em campo.

Quanto a bater na mulher, é evidente que há um desacordo com isso. Se ele diz que não interessa se o cara bate na mulher, está implícito que desaprova quem bate em mulher. Mas que o campo de futebol não é o foro para se discutir isso.

A frase me parece mal construída. Dá a impressão de que ele “aceita” espancadores e homossexuais, como se a definição sexual de uma pessoa fosse algo errado como bater em uma mulher.

Acho que foi apenas algo mal colocado.

Não vejo nenhum preconceito aí. Ele disse que nunca conheceu um jogador homossexual e que não se interessa pela definição sexual da pessoa.

De qualquer maneira, são críticas fora do contexto. Mesmo que fossem preconceituosos e pedantes – o que não são – Paulo André e Alex deveriam ser cobrados apenas por suas atitudes. E elas são motivo de orgulho, estão mudando o futebol brasileiro.


Marquinhos Santos, técnico do líder Coritiba, aponta atraso tático do futebol brasileiro
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Menon

Marquinhos Santos, 34 anos, técnico do surpreendente – para os outros, não para ele – líder Coritiba, de 11 pontos ganhos em 15 possíveis, lança um desafio a quem gosta de futebol. “Coloque lado a lado duas televisões, uma mostrando um jogo do Brasileiro e outra um jogo da Liga dos Campeões. O enquadramento da primeira vai ter no máximo oito jogadores e o outro vai mostrar 14 no mínimo. Essa é grande diferença entre o futebol brasileiro e o europeu. Estamos atrasados, sem dúvida”.

Compactação é a palavra que define o atraso, segundo Marquinhos. “No Brasil, estamos jogando ainda com setores muito distantes uns dos outros. Aqui, o jogo é mais solto, confia-se muito na habilidade técnica individual do jogador para se resolver um jogo. Não pode ser assim. É necessário aumentar o volume de jogo e colocar seis ou sete no campo do adversário quando estiver atacando”.

Quando estiver sem a bola, é outra coisa, é outra situação que precisa ser bem treinada. São duas opções que dependem do adversário. “Pode-se marcar no campo do adversário, adiantar as linhas ou então recuamos e marcamos no meio para apostar o contra-ataque. Esse é o ponto em que estamos dando ênfase agora, no Coritiba”.

Transição rápida e bom passe são os complementos para a compactação. “Nesse período de Copa de Confederações, vamos treinar muito isso. Não adianta estar bem compactado, conseguir recuperar a bola e a perderem seguida. Porisso, a transição tem de ser rápida e com qualidade”.

Marquinhos prefere se basear em conceitos do que em números para definir seu Coritiba. Mesmo assim, não se diz fã do esquema da moda. “O 4-2-3-1 é o esquema predominante no mundo. Nada contra, mas eu prefiro o 4-4-2 porque ele permite mais variações. Pode ser feito com um quadrado ou com um losango, com três volantes ou três meias. E também pode se transformar em um 4-3-3. Dá para mexer bastante sem trocar jogadores.”

Como tantos – talvez a totalidade – Marquinhos se entusiasmou com o futebol dos alemães de Munique e de Dortmund, mas considera que é muito cedo para se esquecer do que era tendência há um ano. “O Barcelona não pode ser esquecido. Tem muito o que se aprender com o time que o Guardiola montou. Os passes sempre certos, os setores bem unidos, tudo isso é inesquecível. Dá para aprender também com os alemães, estão jogando com muita velocidade.”

Futebol é profissão, mas também é diversão. Marquinhos é um obcecado. Vê no mínimo três jogos por dia. Busca informações constantemente sobre os adversários. “Nosso próximo adversário é o Flamengo. Já temos scouts e vídeos. Pena que o Jorginho saiu, não só porque é um grande técnico, mas também porque eu já tinha informações sobre o modo que ele se comporta quando o time está perdendo ou vencendo. Se você conhece o técnico rival, você pode entender o time muito melhor.”

Os 11 pontos conseguidos pelo Coritiba ficaram um pouquinho abaixo de sua previsão. Apostava em 12. E ficará muito feliz se levar o Coritiba à Libertadores-2014. E, se a possibilidade de título vier, melhor ainda. Para isso, conta – e muito – com um jogador que é um ano mais velho do que ele. “O Alex é espetacular. É um referência, um cara humilde que respeita hierarquia. Além de jogar muito, ele entende muito de futebol, assimila tudo o que falo e passa muito bem para os companheiros.”


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