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Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Mattos, Dudu, Lugano… Nada muda no futebol brasileiro
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O Dia da Marmota é mesmo uma constância no futebol brasileiro. Nada muda. Os mesmos problemas e as mesmas soluções que nunca solucionam. Tudo igual. E vamos caminhando para o fim do túnel.

A notícia é que Alexandre Mattos e Dudu foram conversar com dirigentes de uma torcida organizada. Pedir apoio, pedir união. Uma prática que não se restringe ao Palmeiras. Há pouco, era Lugano usando sua influência e seu portunhol para amansar outras feras.

Até quando? Até quando dirigentes terão atitudes desse nível, se sujeitando a receber ameaças de torcedores? E depois fazer uma reunião como se fosse algo importante, o Topetudo se reunindo com o Gordinho? Isso é rebaixar o clube.

Precisamos de dirigentes que avancem, que sejam pioneiros e tomem atitudes corajosas.

Não damos mais ingresso grátis para torcedor.

Não facilitamos compra de ingresso para organizadas.

Nenhuma torcida organizada tem permissão para usar os símbolos do clube.

O clube não dará e nem aceitará que seus dirigentes contribuam com as despesas de escolas de samba de torcidas organizadas.

E há muito mais que um dirigente moderno poderia fazer a partir de agora, para mudar o futebol brasileiro.

Apenas o nosso capitão poderá se dirigir ao árbitro.  (Já que o Coronel Marinho não faz, que alguém faça).

Não aceitamos mais que nossos jogadores fiquem cercando e ofendendo árbitros, auxiliares e outros quetais.

Apenas nossos dirigentes falarão sobre arbitragem.

Repudiamos que nossos jogadores finjam levar tapa na cara a cada disputa de bola.

E já que se exige tanto dos jogadores, o presidente do clube deveria dizer:

Não aceitamos a governança da CBF, com um presidente eleito após um golpe que tirou força dos clubes e fortaleceu as federações.

Não aceitaremos viajar de graça com avião da CBF.

Não estaremos em vôos de alegria, irresponsáveis.

Se um, apenas um dirigente tomar vergonha, tomar atitude e passar a respeitar a história de seus clubes, não se sujeitando a marginais organizados, nas arquibancadas e nas luxuosas salas da CBF, tudo melhoraria.

Petraglia, presidente do Furacão, avançou em relação à CBF, mas sua atitude diante de outros clubes, partindo para a galhofa e ofensa, não leva a nada.

São sonhos, talvez irrealizáveis para um país que vende jovens para a Europa e jogadores em plena forma para a Arábia.


Raí dá uma lição em Andrés e Mattos
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(PAULO BATISTA MOSTRA A PRESSÃO SOBRE AGUIRRE)

OCorinthians anunciou a contratação de Zeca. E acabou na Internet, vítima de memes de santistas ironizando a derrocada do negócio.

O Palmeiras pagou 6 milhões de euros a Scarpa e seus agentes para ter o jogador. Muito? Nem tanto, afinal não pagaria um mísero centavo ao Fluminense. E Scarpa voltou a ser jogador do Fluminense.

Nos dois casos, os jogadores eram assessorados pela OTB, a mesma empresa que se referiu a Petraglia, presidente do Furacão, como senil e aconselhando a família do dirigente a procurar auxílio médico.

Por enquanto, a garantia dada pela OTB ao Palmeiras resultou em uma foto 2×2 de Scarpa, no BID, como jogador do Fluminense. Por enquanto, a garantia dada ao Santos de que Zeca venceria na Justiça virou bolinha de sabão.  A OTB afinou na hora de se responsabilizar pelo pagamento de uma multa de R$ 50 milhões, em caso de vitória do Santos na Justiça. Não seria um devedor solidário com o jogador. Jogou tudo nas costas de Andrés.

Scarpa ainda pode voltar ao Palmeiras. Como explicou o amigo hiran (@hemurbach) ainda há um julgamento e a tendência é a derrota do Fluminense e seus advogados, o que configuraria a queda de uma invencibilidade de décadas.

Mesmo assim e mesmo se Zeca for parar no Corinthians, a ação predatória de clubes com dinheiro sobre clubes devedores é muito ruim para o futebol. E, sim, eu sei que o Palmeiras foi vítima muitas vezes da mesma ação por clubes como o próprio Fluminense, nos casos Martinuccio e Thiago Neves.

Não, o Palmeiras não é o vilão. Não há vilões quando todos agem do mesmo jeito. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Todos pensam em si, todos agem conforme seu interesse, nunca alguém pensa em uma união de grandes clubes em prol do futebol brasileiro. Andrés falou eu união contra a CBF, mas foi ele que implodiu o Clube dos 13. Não tem moral para falar em união.

Nesse contexto, foi importante a atitude de Raí, representando o São Paulo (que muitas vezes foi o predador) na questão de Scarpa. Sempre deixou claro que não iria à Justiça e que tentaria uma negociação com o Fluminense. Quando Scarpa ficou livre (agora está preso), afastou-se da negociação. Mesmo porque não teria dinheiro para competir com o Palmeiras.

Raí deu um exemplo de como os grandes deveriam agir em casos assim. Não se trata de união contra os jogadores, o que seria odioso, mas apenas de respeitar o mau momento vivido por um rival. Poderia ser um passo rumo a uma união que fortalecesse a todos.

O Palmeiras não pensou assim. O Corinthians não pensou assim.

E, mesmo com auxílio da Justiça ou bancado por muito dinheiro, ficaram sem os jogadores.

Pode até dar certo, haver  uma reviravolta, mas, nesse caso, o futebol perderia.

O salve-se quem puder não ajuda na profissionalização e em relações republicanas entre os grandes clubes do Brasil.

PS – É preciso deixar claro, claríssimo, que clube que não paga salários em dia está cometendo um crime.


Covardia contra Egídio
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Decapitação de João Batista, de Caravaggio

 

Agora, sim, está tudo resolvido no Palmeiras. O planejamento foi muito bem feito, Alexandre Mattos gastou muito bem o dinheiro do clube, a dona da Crefisa não adora um holofote, tudo, tudo está certo. A perda do Paulista, do Brasileiro, da Copa do Brasil, tudo está certo. O único culpado é o Egídio.

Esse é o recado da diretoria do Palmeiras ao repreender publicamente o jogador. E, não satisfeita, em puni-lo financeiramente. E por que Egídio foi

Decapitação de João Batista, por Benedito Calixto

punido? Por beber antes do jogo? Por frequentar baladas? Por chegar atrasado em treino? Por tramar a queda de treinador? Por agredir algum dirigente?

Não, Egídio foi repreendido e punido por mandar um torcedor tomar no…. Na verdade, ele respondeu a ofensas do torcedor no aeroporto? Ao fazer isso, Egídio se tornou o bode expiatório perfeito. Sua cabeça foi entregue à torcida, como a cabeça de João Batista foi entregue, por Herodes, em uma bandeja, à bailarina Salomé.

Uma covardia imensa e reveladora da maneira tíbia como os dirigentes dos grandes clubes se comporta diante da torcida. A torcida é uma entidade mítica que não pode ser confrontada nunca. O jogador pode fazer tudo de errado possível, pode afrontar as regras mínimas do profissionalismo, mas se ousar se defender de um desocupado qualquer, é repreendido e punido.

E o que falar de Egídio?

Até o mais desligado periquito da Austrália, sabe que ele é um jogador de bom chute e de pouco poder defensivo.

Mesmo assim, ele veio para o Palmeiras.

Até o mais tenro porquinho sabe que um jogador de pouco poder defensivo, precisa ser bem protegido.

Mesmo assim, Alberto Valentim escalou o Palmeiras com marcação alta, deixando-o no mano a mano,

Egídio, como qualquer vidente inexperiente da Praça da República poderia prever, falhou.

E ele, sob pressão, rebateu um desocupado.

E, pronto está resolvido.

Foi repreendido, foi punido, será afastado do time e do elenco.

E Alexandre Mattos continuará gastando os tubos, sem conseguir dois laterais de alguma qualidade defensiva para o time. Liberou Robinho para ter Fabiano e Fabrício. Não deu certo. Trouxe Myke, Michel Bastos, Zé Roberto e nenhum deles garantiu que Egídio, sempre contestado, fosse para a reserva.

E segue o baile. Borja custou milhões. Cuca não gostou. Veio Deyverson, que custou milhões.

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval.

Esquece. A culpa não é de Galiotte, não é de Leila, não é de Cuca, não é de Valentim, não é de Mattos.

É de Egídio, que ousou enfrentar um imbecil.

Um imbecil que é encarado como a Torcida, a entidade mística que não pode ser contestada.

O Palmeiras não merece Egídio. Mas também não merece a covardia de quem o dirige.

 

 


Torcida palmeirense reclama de barriga cheia
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Jogador de futebol ganha muito dinheiro. E nem estou discutindo se é justo ou não. Ganha muito e ponto. O entorno também. Diretor de futebol, técnico, auxiliar, todos não tem a mínima preocupação com coisas corriqueiras para os pobres normais, como algum atraso na restituição do imposto de renda. Ganham muito, mas estão sujeitos a pressão e cobrança injustificáveis por parte dos torcedores.

Cabe um estudo sociológico para tentar entender porque o brasileiro trabalhador não se revolta quando políticos que não trabalham acabam com seus direitos trabalhistas. Desculpem o trava-língua, mas é isso. Acaba a CLT e ninguém reclama. Acabam com o direito de crianças repetirem a merenda escolar e ninguém levanta do sofá. Acaba a aposentadoria e ninguém se manifesta. Ah, mas se o time não vai bem, todos reclamam com a mulher, todos colocam a culpa na visita da sogra, todos se juntam, faltam ao serviço e vão aos Centros de Treinamento praticar uma cidadania estranha.

Ou vão ao facebook, como uma organizada do Palmeiras. As reclamações até tem um fundamento. O time passou por vexames esse ano: eliminação com goleada para a Ponte no Paulistão, eliminação para o Barcelona de Guayaquil, duas derrotas para o Corinthians, derrota para os aviadores de Cochabamba e um péssimo Brasileiro.

Não vou passar pano. Foi mal mesmo. E o dinheiro foi mal gasto, como a tal torcida reclama. Compraram muito sem fazer uma real avaliação das necessidades do grupo. E a Libertadores terminou com o time milionário sendo eliminado em dois jogos contra o Barcelona que não é o Barcelona. Com o segundo jogo em casa. E com o treinador ajoelhado e rezando.

Mas eu não sou torcedor, não preciso relativizar nada.

O torcedor, sim.

Ele poderia pensar que o Palmeiras ganhou dois títulos nacionais em dois anos.

Que estão reclamando de um quarto lugar no Brasileiro de um time que caiu há cinco anos. E há 15 anos também.

Que estão reclamando de dinheiro mal gasto de quem tinha, até pouco tempo atrás, pouco dinheiro para gastar.

Que estão reclamando de reforços ruins quando o time já esta contratando reforços para o próximo ano.

Que estão pedindo a cabeça do diretor de futebol a quem, de maneira totalmente ridícula e estapafúrdia, elevaram à condição de mito há um ano. Bem, na verdade, o Mattos colabora. Ele curtia uma exposição exagerada. Virou até garoto propaganda do time na televisão.

Que estão se manifestando contra um time que foi mal em 2017, mas que é candidato forte a títulos em 2018.

Olha, a torcida que está reclamando no facebook também tem uma escola de samba. Gasta bastante e tem sido um fracasso contínuo. Já pensou se o brasileiro desse importância ao batuque que dá ao samba. Os que vivem reclamando estariam escorraçados.

 


Leila chantageia o Palmeiras
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A entrevista de Leila Pereira, dona da Crefisa, ao André Henning foi ótima, graças ao entrevistador. Ele revelou um lado prepotente da conselheira palmeirense. “Se Alexandre Mattos sair, eu vou rever o aporte financeiro que coloco no clube”, disse a dona da patrocinadora do Palmeiras. Chantagem.

O que tem uma patrocinadora a ver com um empregado do clube? Não deveria ter nada, segundo qualquer manual de gerenciamento de negócios. Um patrocinador não faz favor a um clube quando estampa sua marca. É uma relação comercial em que ele se vale da grandeza do clube. O Palmeiras tem milhões de torcedores. As marcas Crefisa e Faculdade das Américas estão lá por causa disso.

E o que mudaria no Palmeiras se Alexandre Mattos saísse? Se o presidente saísse? Nada. Continuaria a ser um gigante. O Palmeiras se apequenaria – como todo time do mundo, do Íbis ao Real Madrid – se a torcida deixasse de existir, ou diminuísse.

O valor de patrocínio é mensurado pela exposição da marca e pela massa de torcedores. Dizem que o patrocínio da Crefisa extrapola esses valores. Mas, se a dona da marca é torcedora do Palmeiras, ela que faça o que quer com seu dinheiro. Quando dá a mais, ela está valorizando a marca, valorizando a entidade Palmeirasa e criando  base política para ser a próxima presidente, assim que tiver condições para isso. Quando ela decide que o valor colocado no clube depende da permanência ou não de um empregado, ela diminui o clube. Ela está dizendo que o Palmeiras será menor se Mattos sair.

Se a Leila gosta tanto do Mattos, que lhe dê um belo aumento. Ou, então, que o leve para suas empresas. O que ela não pode é fazer um tipo de chantagem com o Palmeiras. Ou ele fica ou eu fecho a torneira.

Mais uma vez fica claro que o relacionamento de Leila com o Palmeiras não é o de uma patrocinadora com um clube. É ridículo vê-la em apresentação de jogadores, como se fosse presidente do clube. É triste vê-la fazendo chantagem com o clube.

Se quer mandar no Palmeiras, se quer transformá-lo em mais uma propriedade sua, que espere as eleições.


Eduardo caiu. Não é o único culpado
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TECO TECOCONFIRMADA A QUEDA DE EDUARDO BAPTISTA.. MANTENHO O POST COMO ESTAVA.

 

A demissão de Eduardo Baptista é uma possibilidade que pode se concretizar em pouco tempo. A cultura no Brasil é de pouco tempo para o treinador mostrar resultados. E, convenhamos, nem é tão pouco tempo assim. Nas redes sociais, muita gente pede sua cabeça mesmo antes da derrota para o Wilstermann.

O discurso da narrativa que “Eduardo Baptista é um piloto de teco teco dirigindo um boeing” tomou corpo e ares de certeza absoluta. Mas ela é verdadeira?

Evidentemente o Palmeiras está rendendo abaixo de suas possibilidades. E tem a ver com o treinador, sim. Afinal, ele já está lá há mais de cem dias e o time tem um comportamento muito longe do que se poderia exigir.

Não tem identidade. Joga com dois, joga com três zagueiros, joga no 4-2-4 com a defesa escancarada, joga com Borja, joga com Willian, com Egídio, Zé Roberto… A única identidade que o clube tem é acreditar demais – a meu ver – na questão da raça, da entrega, da luta, o que, muitas vezes, é prejudicial. Tem a cara do discurso de Felipe Melo e não tem a cara do treinador. Que, observe-se, adotou o discurso belicoso como um mantra,

Mas, a favor de Eduardo Baptista, o elenco do Palmeiras é mesmo um boeing. O elenco, não o clube. O clube é muito maior que metáforas podem sugerir. E o elenco? Está à altura da fama? Está se comportando à altura da fama que tem?

Há muitas dúvidas:

Fernando Prass fez um pênalti infantil contra o Wilstermann. Fez outro pênalti infantil contra a Ponte. Não foi marcado. O desempenho que o credenciou a ser um ídolo, já apareceu novamente, depois que ele voltou ao time, após a contusão?

Jean fez uma partida horrível na Bolívia, com duas falhas inadmissíveis. Ele sempre foi um jogador constante, sem muito brilho e com pouquíssimos erros. Como Fábio Santos. Não está sendo assim.

Fabiano foi contratado por ser um lateral alto e forte, capaz de ajudar na bola aérea defensiva e ofensiva. Está valendo?

Vitor Hugo é o mesmo rapaz simpático do ano passado, mas o futebol caiu.

Zé Roberto e Egídio são mesmo garantia de qualidade na esquerda? A idade chegou para Zé?

Tchê Tchê está sentindo a falta de Moisés?

Borja está muito tímido? Ausente do espírito do time? Hoje, a pergunta Pratto x Borja (quem é o melhor), aponta para o argentino. E olha que Borja nem fez gol contra de cabeça?

Roger Guedes hoje vai? Ou não vai? O que se pode esperar dele a cada jogo?

São pontos a serem ponderados. Mesmo Dudu, que peço na seleção, foi mal na Bolívia.

O treinador, agora sem interrogação, não é o único culpado pelo mau momento do Palmeiras. O time não é um teco teco, mas também não tem se mostrado o boeing que foi vendido pela diretoria e por Alexandre Mattos. Lembram que, desde o ano passado, cada jogador apresentado fala na disputa do Mundial. E, amigos, só houve uma vez em que se ganhou um Mundial sem passar pela Libertadores.


Alexandre Mattos: uma defesa apaixonada e fundamentada
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Eu tenho feito críticas a Alexandre Mattos. E como o blog é democrático, passo a vocês uma defesa que recebi das decisões e atitudes do gerente palmeirense. Foi feita por um amigo comum. Alguém que acompanha muito o Palmeiras.

PERDULÁRIO – A imagem de que Mattos recebe um monte de dinheiro de Paulo Nobre e sai contratando jogadores a torto e direito é uma injustiça. Os gastos são definidos por Nobre. Nenhum jogador é contratado sem o seu aval. A folha de pagamentos do Palmeiras é de R$ 7,2 milhões, apenas 15% a mais do que era em 2014, quando Mattos assumiu.

MUITOS JOGADORES CONTRATADOS – Paulo Nobre pediu uma revolução. E foi definido que seria necessária uma grande mudança. Por isso, tanta gente veio em um primeiro momento. Jogadores como Fellype Gabriel e Leandro Almeida ficam na conta de Osvaldo de Oliveira e Marcelo Oliveira, respectivamente. Lembra que, quando o clube perdeu Gabriel no ano passado, não tinha quem escalar. E que o excesso é melhor que a falta. Rodriguinho, do Corinthians, é citado como exemplo. Ficou dois anos no clube até render. E, se há tantos atacantes, quem garante que Gabriel Jesus não vá sair em pouco tempo?

COMPARAÇÃO COM O SÃO PAULO – Antes, o Palmeiras contratava quem o São Paulo não queria. Hoje, é o contrário. Meu amigo cita Maicon, que o Palmeiras teria recusado porque não queria atleta por seis meses. E Kelvin, que saiu do clube e aportou no Morumbi.

ESTRUTURA – Mattos, segundo meu amigo, melhorou os setores de fisioterapia e fisiologia do clube. Não havia nem aparelho de GPS, que mede o rendimento individual dos jogadores.

BASE – Hoje, o Palmeiras tem titulares vindo da base e tem jogadores convocados para a seleção brasileira.

URAM – Há seis jogadores do empresário no clube, enquanto Fernando Garcia tem nove no Corinthians. Não há nenhum acerto espúrio com Uram, tanto que Lucas, agenciado por ele, foi para o Cruzeiro.

SALÁRIO – Mattos não é nenhum marajá. Recebe os mesmos R$ 80 mil dos tempos de Cruzeiro.

SUPERSTAR – Mattos virou garoto propaganda do Avanti a pedido de Nobre, que queria uma cara nova. E o programa aumentou de 3 mil para 130 mil sócios.

Aí está a visão de meu amigo, sujeito muito educado e que me procurou para as explicações.


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Mattos esbanja o dinheiro de Nobre. E o Palmeiras é que paga a conta
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Menon

O Palmeiras tem muitos erros. Os principais, em minha opinião são:

1) ausência de protagonistas – Há muitos jogadores de bom nível, pode-se até falar – talvez um pouco exageradamente – que o clube tiopatinhastem três times prontos para entrar em campo, mas quem é mesmo que resolve? Que assume a bronca? Que diz “deixa comigo”?

2) ausência de um armador – Valdivia saiu e veio Cleiton Xavier. Ou seja, o chileno foi substituído por alguém que joga menos que ele e que se machuca por mais tempo.

E a culpa?

É de Alexandre Mattos, sem dúvida.

O cara recebe uma montanha de dinheiro do milionário Paulo Nobre e gasta contratando jogadores de baciada. Foi assim em sua chegada, quase 30 incorporações. E reposições aos montes. Agora, em 2016 chegaram oito: Dracena, Rodrigo, Erik, Jean, Moisés, Roger Carvalho e Vagner. Quem joga? Quem pode mudar algo?

Imagino se Paulo Nobre, que é piloto sem sucesso,  contratasse Alexandre Mattos para montar uma escuderia de Fórmula 1. Quantos pilotos, quantos engenheiros, quantos cozinheiros viriam a cada semestre.

A verdade é que Alexandre Mattos esbanja o dinheiro de Paulo Nobre. E quem vai pagar a conta é o Palmeiras.