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Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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Menon

O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O “gringo da favela” pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Menon

Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Luís Ademar e a seleção do Brasileiro=17
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Menon

Pedi para alguns amigos queridos fazerem a escolha da seleção do brasileiro. Hoje, é o Luis Ademar, que eu conheço há muitos anos. Segue a escolha dele.

VANDERLEI – foi disparado o melhor jogador do Santos. Superando até Bruno Henrique. Fez defesas difíceis quando mais a equipe precisou. Muitas vitórias podem ser creditadas a milagres do paredão santista. Injustiçado na Seleção Brasileira de Tite, que convocou até Muralha.

FÁGNER – Inteligente, veloz, importante no apoio ao ataque, sem descuidar da marcação. Campeonato brilhante. Não é à toa que uma das opções de Tite para o Mundial de 2018.

GEROMEL – vive fase espetacular, com precisão nos desarmes, ótimo jogo área e, principalmente, senso de cobertura. Líder em campo, outro injustiçado que foi preterido por Tite, que cansou de chamar Rodrigo Caio.

BALBUENA – o paraguaio tem meu respeito pela maneira silenciosa em que se transformou no xerife da zaga. Ótimo no jogo aéreo, em especial na defesa, mas fundamental com gols importantes no ataque. Abusado, ele cansou de se lançar ao ataque iniciando as jogadas de contragolpes. Fez parceria de respeito com Pablo.

ARANA – o garoto me parece o futuro da Seleção Brasileira. Tem potencial para ser o substituto de Marcelo no futuro. Atrevido, habilidoso, eficiente no apoio ao ataque, caprichou em muitos cruzamentos. E jamais foi ineficiente na defesa, mesmo na momentânea má fase no returno.

MICHEL – repetiu a temporada de 2016, quando foi campeão da Série B pelo Atlético-GO. Chegou ao Grêmio e tomou conta da posição. Protege bem a zaga, sai para o jogo com inteligência e foi importantíssimo na campanha do Grêmio

BRUNO SILVA – confesso que fiquei em dúvida entre ele e Artur, moleque bom de bola do Grêmio e que futuramente também deve figurar com frequência na Seleção Brasileiro. Optei pelo botafoguense pelo papel fundamental que teve em time limitado. Importante na marcação e eficiente no ataque, onde fez vários gols e deixou os companheiros na cara do gol. Levou a melhor por ter superado suas limitações e brilhado no meio-campo.

HERNANES – Graças a ele, e com o apoio do Cueva, o São Paulo não caiu. Líder dentro e fora de campo, foi criativo, marcador, eficiente taticamente e artilheiro. Chegou, tomou conta da posição e passou até a figurar nos planos de Tite. Final de temporada espetacular.

LUAN – Vive fase espetacular. Pode ser meia, meia atacante, atacante. Jogador pelos lados, por dentro, de segundo atacante. Tudo isso por sua eficiência e polivalência. Jogou muita bola ao longo da temporada.

DUDU – travou batalha dura com Bruno Henrique, do Santos. Levou a melhor por diante de tanta pressão, em time que decepcionou com todos os treinadores, ele ter chamado a responsabilidade com dribles, velocidade, eficiência e gols. A briga foi boa, confesso, pois o santista jogou muita bola. Mas as múltiplas funções do palmeirense me fez optar por ele.

 – Foi o grande personagem do Corinthians. Um pivô inteligente e eficiente, que soube tirar proveito da estatura para aparar todas bolas de cabeça vindo da defesa. Preparou jogadas para os companheiros, mostrou muita movimentação e mobilidade, e se transformou em grande artilheiro. Impecável!

FÁBIO CARILLE – junto com Jair Ventura fez trabalho eficiente com todas as limitações do seu elenco. Tirando proveito do máximo de cada jogador, o Corinthians fez primeiro turno impecável, que dificilmente será superado por uma equipe. E nas irregularidades ocorridas no segundo turno, soube fazer modificações para colocar a equipe novamente nos trilhos.

 


Minha seleção do Brasileiro-17
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Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Arana apimenta o clássico. Que ótimo!
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Menon

Guilherme Arana falou o que todo corintiano gostaria de ouvir. Que seria um ano perfeito 2017 terminar com o Corinthians campeão e o São Paulo rebaixado. Um sonho que o são-paulino viveu em êxtase há dez anos. Foi campeão e o Corinthians caiu.

O futebol é o esporte mais popular do mundo porque cria paixões. A melhor coisa do mundo é ver o seu time campeão A segunda melhor coisa é ver o rival na lama. Na segunda divisão. Quando as duas coisas acontecem ao mesmo tempo, é o Paraíso. Não há nada melhor. Arana falou a verdade. Falou a essência do futebol.

Eu sou a favor de todo tipo de provocação, de todo tipo de drible (lambreta inclusive), em qualquer momento do jogo. Nada daquela conversa de que só se pode driblar quando o jogo ainda não está resolvido. Tudo vale. Não gosto é do desrespeito. É preciso ter respeito e dignidade na hora da vitória. Aquelas embaixadinhas do Edílson, por exemplo, contra o Palmeiras. Para mim, foi horrível, foi desrespeito com colegas vencidos.

A vitória do River contra o Jorge Wilstermann é um exemplo. A torcida pedia olé e o River não atendia. Jogava sério, buscava mais gols e chegou aos oito. O maior respeito é tratar como igual, mesmo que não seja igual, é jogar sempre para vencer.

A declaração de Arana certamente motivará mais os jogadores do São Paulo? Acredito que motivará mais em nível pessoal. Talvez cresça a animosidade contra o lateral. No cômputo geral, se houver motivação extra, é um erro. Os jogadores do São Paulo ganham bem, ganham em dia e estarão em sua casa. Casa lotada. E precisam tirar o time de uma situação incômoda. E precisam evitar um vexame histórico. Então, há muitos motivos para motivação. Não precisa de mais.

Antes do jogo contra o Vitória, o zagueiro Kanu disse que ele e os seus companheiros iriam treinar muito para tentar atropelar o São Paulo. Tentar, vejam bem. A declaração elevou os ânimos dos são-paulinos, que responderam depois. Não vi nada de desrespeitoso no que ele falou. E também não vi nada de exagerado na resposta de Petros. Só aquele papo de que havia pais de família que não mereciam desrespeito. Bobagem, caretice. Se fossem solteiros, mereceriam? Ou não reagiriam?

Futebol é bom assim. Com ânimos exaltados, com campo lotado, com bandeira, batuque, cerveja, duas torcidas, dribles, jogadas duras e leais e um abraço (ou não) no final. Como em São Paulo, muitos desses ingredientes são proibidos por nossas autoridades incompetentes, viva a provocação de Arana.


Corinthians-17 entra na história
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Menon

Três a um no Sport e o Corinthians continua sua marcha batida, imparável rumo à história. Não estará, por certo, no panteão dos grandes times do futebol brasileiro. Não estará junto com o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê, as Academias e o Corinthians de 98 a 2000. Muito menos do Santos de Pelé.

Não estará porque ninguém estará. Porque é impossível estar. Nenhum saudosismo na afirmação, apenas a constatação que é impossível fazer times de magia quando nossos magos aqui não estão. Os grandes jogadores brasileiros estão na Europa. As grandes revelações estão na Europa. Então, Pelé, Zito, Lima, Coutinho, Pepe e Dorval estariam na Europa. Raí, Muller, Palhinha e Cafu estariam na Europa. Edu, Leivinha, César e Nei estariam na Europa. Sem falar de Ademir, o Divino. Vampeta, Edílson, Marcelinho, Ricardinho e Rincón…

Alguns dos citados foram, mas não todos ao mesmo tempo e agora.

Então, por que o Corinthians de Carille estaria na história, se não tem um futebol que se compare ao dos grandes esquadrões ?

Simples. Por conseguir um rendimento efetivo maior do que aqueles grandes times. São 14 vitórias e cinco empates. Algo inacreditável e difícil de ser alcançado. Inclusive pelo Corinthians atual, que terá novamente um turno duro pela frente, terá novamente desafios a serem vencidos. Mas para quem venceu o Palmeiras e o Grêmio fora de casa…

Por fim, é preciso tomar cuidado com  a generalização. O Corinthians não é tão patinho feio assim. Tem feito ótimos jogos e produzido lindas jogadas. Os dois últimos gols de Rodriguinho. Jô tem sido um atacante letal, pela esquerda. Arana e Maicon vão tomar o avião em pouco tempo.

O Corinthians é um alento para a realidade de nosso futebol. É possível jogar bem, ser efetivo e com algumas cerejas no bolo. O patinho feio tem momentos de cisne. E, o que eu acho muito importante, o Corinthians é o fim da muleta para muita gente. Reclama de falta de tempo para treinar, reclama de juiz, reclama de gramado, reclama, reclama, reclama….Bem, se o Carille fez, faça também.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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Menon

O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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Menon

O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


Corinthians é a quarta força no Brasileiro. E pode buscar novo título
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Menon

Eder Santos viu uma mãozinha de Aranha no gol de Romero

O Corinthians ganhou o título paulista surpreendendo a todos que o consideravam a quarta força do estado. Eu considerava a terceira, juntamente com o São Paulo. O time foi muito bem treinado por Fábio Carille, que montou um bom sistema defensivo e foi ganhando de todo mundo. Ganhou até do Palmeiras, com dez em campo. Não é o estilo de jogo que eu gosto, mas como eu não sou um iluminado, cheio de convicções, do tipo que só vê mérito em quem vence conforme o meus conceitos, aplaudo e muito o título. Aliás, torcedor não precisa ligar muito para jornalista, não. Pelo menos, para mim. Adoro futebol, sou bem informado, mas na fila do pão, não sou ninguém. Quem entende mesmo é o treinador.

No domingo, começa o Brasileiro. O Corinthians, a meu ver, é novamente a quarta força. Está atrás de Flamengo, Galo e Palmeiras. E não é a quarta força sozinho. Santos, Fluminense, Grêmio e São Paulo estão juntos, neste segundo bloco. Um pouco mais, um pouco menos. E o que significa isso, quando falamos de Corinthians? Que pode ser campeão brasileiro.

Vai ser mais difícil. O Brasileiro é por pontos corridos e é preciso ter um ataque mais efetivo. Mas o time está melhorando nesse aspecto, a partir de um posicionamento mais adiantado de Rodriguinho. É preciso ter um elenco que dê resposta quando titulares forem suspensos por contusão ou punição. Não vejo Kazim, por exemplo, como um jogador capaz de assumir a posição.

Mas há muitas qualidades: de Cássio a Arana há um bloco compacto e constante. Erram pouco. Maicon é muito bom. Rodriguinho está bem e Jadson é o destaque. E, além de tudo, há rivais que terão jogos muito duros pela Libertadores. E como treinador adora poupar jogador, serão prejudicados na luta pelo Brasileiro.

O Corinthians é candidato. Não é favorito, mas é difícil que fique fora dos seis primeiros. E pode ser campeao, sim senhor


Olho na meritocracia, Tite!
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Menon

Agora que o Corinthians está fora da Libertadores, como já ficara fora do Paulistão, é preciso ter cabeça no lugar. O time é um dos favoritos ao título do Brasileiro. Fica entre os cinco primeiros, no mínimo.

Para isso, Tite tem de mudar Apostar na meritocracia.

Tite fala muito em meritocracia. Joga quem está melhor. Mais do que isso, ele respeita a fila. Se um jogador deixa o clube, um outro éjustiça contratado. Mas a vez é do reserva que lá estava. Tite também gosta de manter os jogadores que estiveram com ele nos momentos bons. Em 2013, morreu abraçado com Romarinho e Jorge Henrique, heróis de 2012.

É hora de praticar.

Balbuena deve entrar no lugar de Yago. Joga mais, é mais experiente, tem mais senso de colocação.

Bruno Henrique precisa sair. Nesse 4-2-3-1 que se transforma em 4-1-4-1 ou 4-1-3-2 dependendo da velocidade da projeção de Elias, é necessário um parceiro que garanta a barra lá atrás. Bruno Henrique não está conseguindo. Não desarma como Ralf – já era sabido – e não está acertando passes. É hora de Malcon, que passa muito bem. Na verdade, seria a hora de Marciel, que marca bem e passa bem. Mas Tite autorizou sua troca por Willlians, que nunca joga.

Romero deve entrar no lugar de Lucca. Romero é muito mais empolgado e empolgante. Acredita em todas, corre muito. Lucca é muito blasé.

Rodriguinho quando é bom, é ruim. É hora de Marlone. Ou de fazer o Guilherme acordar do sono profundo que o acomete. Ou de Marquinhos Gabriel. O que não pode é Alan Mineiro. O ex-gordinho foi muito mal em Montevidéu, perdeu um gol certo contra o Audax e ninguém sabe ninguém viu contra o Nacional, em Itaquera.

Arana joga mais eu Uendel.

Walter ou Cássio? Tenho dúvidas, mas a verdade é que aquelas mãozonas de Cássio estão parecendo um tipo de alface gigante,

O time precisa de um centroavante. André não dá conta.

São muitas mudanças? São. Mas também são duas eliminações.

Está na hora da meritocracia funcionar.

Outra coisa, Tite. Um treinador que ganha o seu salário não pode permitir que o time erre tantos pênaltis. Quem é o cobrador oficial? Por que Marquinhos Gabriel furou a fila da meritocracia, contra o Nacional? Puro desespero.

 


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