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Arrascaeta desrespeitou o Cruzeiro
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Giorgian de Arrascaeta chegou ao Cruzeiro em 2015, após boa Libertadores pelo Defensor. Um jogador de futuro. Graças a seu futebol de alto nível, quebrou recordes, ganhou títulos e se transformou em ídolo. Saiu agora como cachorro magro que, satisfeita a fome, sai correndo e só volta no dia seguinte.

Arrascaeta não vai voltar. Ele trocou a perenidade da História pela instantaneidade de um fast food. Agiu como um garoto.

O Cruzeiro, para ele, foi apenas um local de trabalho. A torcida do Flamengo, que festeja sua chegada – e faz muito bem em festejar porque ele joga muito – pode ter certeza que a uma proposta da Europa, ele agirá da mesma forma.

Recorrerá ao velho, surrado e sujo truque de não treinar. Uma forma de chantagem contra seu empregador. Uma forma de atender aos desejos de seu procurador, louco por sua gorda porcentagem na transação.

Não defendo aqui que o jogador deva amar o clube que defende. Tem de ser profissional. A vida é curta, a carreira mais ainda e Garrincha está aí para nos lembrar de como quem fez a alegria do Brasil, de quem foi amado por torcedores de todos os times, terminou a vida superado pela doença do alcoolismo, sem ajuda de ninguém. E quem é que pode ajudar? Ninguém é obrigado a nada, ninguém tem culpa das agruras da vida. Ela pode ser cruel.

Então, Arrascaeta tem todo o direito de sair do Cruzeiro. Vai ganhar mais dinheiro e isto é importantíssimo. Justo e ninguém pode criticar. O que não consigo entender é um jogador rifar o amor de tantas pessoas. Jogar o status de ídolo no lixo. O jogador, por mais profissional que seja, por mais que defenda seus direitos, está dando um tiro no pé ao não levar em conta da paixão do torcedor, que gostaria apenas de um agrado. De respeito. Que Arrascaeta deixasse claro que gostaria de sair, mas que trabalhasse como todo torcedor sofrido enquanto a negociação não se concretizasse.

Nada disso. Nem uma despedida nas redes sociais, escrita por um assessor.

Nada.

Arrascaeta preferiu a rotatividade.

Será lembrado como aquele gringo de nome estranho, que abandonou o nosso time.


Já temos uma Selemengo
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O Flamengo foi com força ao mercado. Conseguiu reforços de primeiro nível. Seus torcedores, com certeza, já estão com caneta e papel na mão, desenhando campinhos. Arrascaeta no meio, Gabigo na área, Everton Ribeiro na direita e Bruno Henrique na esquerda. Bruno Henrique? Sim, como duvidar da força da grana que ergue e destroi coisas belas. E ainda tem Diego, Uribe, Vitinho e Berrio. Podem entrar, podem ser titulares e podem ser moeda de troca em várias negociações.

Há uma oferta por Miranda, Rodrigo Caio já está lá, Diego Alves pode ficar e Cuellar e muito bom. Onde há problemas? Willian Arão e Renê seriam solução para muitas equipes. Pará e Rodinei, sem dúvida, estão abaixo do time pretendido.

Seja o que sair dos campinhos do sonhos dos torcedores, é um time que disputa, no papel, o posto de melhor do Brasil com o Palmeiras. América do Sul? Não avancemos muito porque, mesmo com mais nomes, os clubes brasileiros têm perdido competições para os argentinos.

A realidade é que o Flamengo sai como candidato fortíssimo em alguns campeonatos e como favorito disparado no Carioca.

Os torcedores rivais, diante de Arrascaeta, Gabigol e quetais voltam no passado e se apegam ao trio Edmundo, Romário e Sávio, que não deu liga e virou motivo de chacota. Ou no Corinthians de Chulapa e Dunga, que também fracassou. Pode ser entendido como despeito, mas deve ser encarado como uma lição histórica. Cabe a Abel fazer o grupo de ótimos jogadores se transformar em um time vitorioso. Ele tem currículo e moral para isso.


Dedé, Monstro do Maracanã
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Poucos jogadores brasileiros se salvaram da ira da torcida, após a perda do título mundial de 1950, no Maracanã. Um deles, talvez o único, foi José Carlos Bauer, do São Paulo. O Monstro do Maracanã.

Dedé merece o apelido também, após parar o time do Flamengo. Zagueiro espetacular. Foram 14 rebatidas. 14. O Flamengo cruzou 36 bolas. Dedé rebateu 14. Seu time foi pressionado e ele cometeu uma, somente uma, falta.

Foi o esteio de um time que mandou no jogo. Muito organizado. Cada um sabendo o que fazer. E Arrascaeta fazendo um grande jogo. No finalzinho, deu um passe perfeito que Rafinha perdeu. Seria o terceiro.

Agora, todos sabemos o que virá: Flamengo no ataque e Cruzeiro reagindo. A vaga tem toda pinta azul.


França escancarou a pobreza uruguaia
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A seleção uruguaia volta para casa após a derrota por 2 x 0 para a França. Volta com dignidade, caindo nas quartas e quebrando recordes “pessoais”, mas o último jogo escancarou falências técnicas que os 12 anos de Oscar Tabarez não conseguiram sanar.

A maior delas é a transição defesa-ataque. Dos ótimos Gimenez e Godín para os ótimos Cavani e Suárez. E como Cavani não jogou, fica ainda mais difícil. E tome ligação direta. E tome bola alta para a casquinha de Suárez para Cavani. Ou de Cavani para Suárez.

Tabarez tem tentado. Com Lodeiro em 2010, com Arrascaeta em 2018, mas sempre termina dependendo de Christian Rodríguez, o Cebolla de muita luta e pouca bola. Pouca em nível internacional, diga-se.

Havia a esperança que o meio-campo renovado, surgido pós Eliminatórias resolvesse. São bons jogadores, principalmente Torreira, o mais recuado, mas Betancourt foi mal na frente. Cabia a ele alimentar os matadores, formar um tridente com Cavani e Suárez, mas não deu certo. Arrascaeta, também não. Sanchez é homem de bola parada. Nández foi um auxilidar de Cáceres e Vecino não brilhou.

De todos os novos, o melhor foi Laxalt, que marcou e apoiou bem pela esquerda. E mandou Cáceres para a direita.

Com problema tão grave no meio, o Uruguai jogou a Copa no limite do erro. Ganhou do Egito no último minuto, ganhou da Arábia Saudita sem brilhar e jogou bem contra Portugal e Rússia. Em todas vitórias, marcou primeiro e não precisou sair.

Contra a França, não teve Cavani. Perda imensa. Não teve transição. E seu goleiro levou um frangaço. O que não é incomum.

O período Tabarez é pródigo em superações. A seleção chegou a três copas seguidas, foi às quartas duas vezes, ganhou uma Copa América, Suárez, Cavani, Forlán e Loco Abreu tornaram-se os maiores artilheiros da Celeste, Maxi Pereira chegou a 125 jogos na seleção, Muslera superou Rodolfo Rodríguez em participações com a Celeste e a Mazurkievicks em jogos de Copa, foram quatro vitórias seguidas na Rússia, houve também a entrega de sempre, mas ficou claro: a qualidade do meio-campo é ruim.

Tudo tem jeito de fim de ciclo. Os matadores terão 35 anos no Catar. Os reservas de Muslera não passam confiança, Cáceres e Godín já passaram dos 30, Cebolla também e não se sabe se o Maestro terá capacidade física para comandar um novo ciclo.


Celeste terrestre. 100% burocrática
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O Uruguai ganhou a segunda partida seguida em uma Copa, o que não ocorria desde 1954.

Classificou-se para a segunda fase, com uma rodada de antecipação.

Sua defesa está invicta.

É…. é só.

O time não está bem. Tem uma dupla de zaga ótima e uma dupla de ataque espetacular. E como a bola chega de um lado ao outro do campo?

Aí é que o cerdo torce la colita.

Pelo lado direito, não vai. Guillermo Varela é tímido no ataque, Maxi Pereira deixa saudades.

Pela esquerda, o destro Cáceres pouco apoia. E Tabarez já utilizou Arrascaeta, Cebolla e Laxalt. Nada de extraordinário.

No meio, jogaram Vecino, Betancourt, Torreira e Sánchez. Também não houve fluência de jogo.

O Uruguai vive um período de transição. Deixou o estilo bruto e tosco de Arévalo Rios e Russo Pérez e não chegou a nenhum lugar.

Venceu com um gol de zagueiro, na boa e velha bola parada. É com uma falha incrível do goleiro saudita.

De bom, houve dois recordes. Suárez tornou-se o primeiro uruguaio a marcar em três Mundiais seguidos. E Muslera completou 13 paridas em Copas, igualando o lendário Ladislao Mazurkiewicz, da Copa de 70.

Bom para eles, nada significa para a Celeste, que não consegue voar.


Arrascaeta. Olho nele na Copa
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Copa do Mundo é o palco dos grandes craques. É também a oportunidade para que novos jogadores apareçam. Foi assim com Bryan Ruiz, que, aos 29 anos comandou a Costa Rica em 2014, eliminando Itália e Inglaterra? E James Rodríguez, artilheiro do Mundial, com seis gols?

Giorgian de Arrascaeta, 24 anos, é candidato a surpresa. Só mesmo o respeito à hierarquia faz com que seja preterido por Cebolla Rodríguez na Celeste Olímpica.

Ele foi fundamental na histórica goleada por 7 x 0 contra a Universidad de Chile. Fez um gol. Sofreu um pênalti e foi responsável pela expulsão de dois chilenos. Vilches no final do primeiro tempo e Echeverría no início do segundo. O jogo estava três a zero.

O Cruzeiro colheu os frutos de uma postura agressiva desde o primeiro apito. Pressionou, tomou conta do jogo e fez três gols.

Para piorar, os expulsos da Universidad eram zagueiros. Então, Egídio cruzava e a turma se esbaldava. Além disso, os chilenos adotaram a postura suicida de tentar o ataque.

Terminou o jogo com 52% de posse de bola. É com sete gols no lombo.

Uma goleada imensa. Comandada por Arrascaeta.

 


Tabárez muda conceitos seculares e prepara Uruguai 2.0 para o Mundial
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Sai Matias Vecino.

Entra Lucas Torreira.

A substituição, aos 32 minutos do segundo tempo, quando o Uruguai já vencia a República Tcheca por 2 x 0 soou como música aos ouvidos dos torcedores uruguaios que acompanham a cada semana o bom desempenho do pequenino e frágil (1,68m) jogador de 22 anos da Sampdoria. Sua entrada no lugar do alto e forte (1,91m) jogador da Internazionale mostra que a mudança no estilo uruguaio imposto por Tabarez não tem volta.

A mudança começou com o próprio Vecino, que estreou em 25 de março de 2016, no empate de 2 x 2 contra o Brasil, formando um meio campo com Carlos Sanchez, Arévalo Rios e Christian Cebolla Rodriguez. Hoje, ele é o único titular. Arévalo não é mais chamado. Sanchez e Rodríguez são reservas e entraram contra a República Tcheca. Seus companheiros contra a República Tcheca foram Nahitan Nandez (22 anos), Rodrigo Betancourt (21) e Arrascaeta (23). Federico Valverde, 19 anos também está na seleção.

Não é um cambio geracional, comum em muitos países do mundo. Se fosse apenas isso, já seria um avanço, considerando-se que o Uruguai pré-Tabarez sempre apostou em jogadores veteranos. Mas é muito mais. Tabarez mudou o estilo de jogo da seleção. Basta lembrar que em 2010 o time jogava com os incansáveis Arévalo Rios e Russo Pérez. Era como uma entidade, do tipo Xavi-Iniesta, com toda a diferença entre jogadores extremamente técnicos e outros dois, marcados pelo suor como característica maior.

No popular, Perez e principalmente Arévalo Ríos são jogadores que colocam a bunda no chão. Jogam deitados. Entrega, carrinho e, quando precisa, por que não?, porrada. Foram fundamentais na campanha que levou o Uruguai ao quarto lugar. Walter Gargano, com pouco mais de toque e a mesma luta, formava um trio que marcou época. Ainda sonhava com a Copa de 2018, mas uma contusão na última semana tirou suas últimas possibilidades.

O bom trabalho nas categorias de base (Uruguai é vice-campeão mundial sub-20 em 2013 e terceiro colocado em 2017) foi revelando novos jogadores de meio-campo, com mais toque, com chegada ao gol, volantes mais modernos, capazes de exercer mais de uma função. E Tabárez foi mudando o time. A classificação para o Mundial foi praticamente assegurada com uma vitória em Assunção, com vitória por 2 x 1 e gol de Valverde, com 19 anos recém completados. Antes de estrear na seleção principal, Valverde tinha 20 gols em 60 jogos pelas seleções de base, onde joga desde 2012, com 13 anos.

Valverde foi para o Real Madrid B e está emprestado ao La Corunã. Rodrigo Betancourt foi do Boca para a Juventus. Nández foi do Peñarol, onde estreou com 14 anos, para o Boca. Arrascaeta é destaque no Cruzeiro. Mudaram o estilo uruguaio.

As mudanças não param por aí. Alvaro Pereira, famoso pela raça e, sejamos sinceros, uma boa dose de violência, é passado. A lateral é de Gastón Silva, do Independiente, muito mais técnico. Martín Cáceres está contundido. E Diego Laxalt, que também joga no meio campo está sendo usado por ali. Guillermo Varela se firma como o substituto do interminável Maxi Pereira na direita. E Maxi Gomez aparece, aos 22 anos, como o futuro substituto de Cavani ou Suárez.

O Uruguai se move. Está mais novo e melhor.


Fora de casa, Palmeiras tem aproveitamento de rebaixado
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periquito3 O Palmeiras perdeu para o Cruzeiro. Foi a terceira derrota – Cruzeiro, São Paulo e Ponte Preta – fora de casa. Além delas, houveuma vitória contra o Flamengo e um empate contra o Coritiba.

São quatro pontos ganhos em 15 possíveis. Um aproveitamento de apenas 26,7%. Números de time rebaixado. O que leva o time aos primeiros lugares do campeonato – entrou em campo como líder – é o fantástico aproveitamento de 100% em casa.

Se os dois comportamentos se mantiverem, o Palmeiras chegaria a 72 pontos. Com chances de ser campeão, mas no limite. Sem poder errar.

Para que o sonho se concretize, o time precisa melhorar muito. Mesmo porque os 100% em casa não se manterão. Também tenho certeza que os 26,7% fora irão melhorar.

Cuca tem o desafio de dar equilíbrio ao seu time. Não pode ser temido em casa e não assustar fora. Periquito precisa voar em todo lugar que jogar.

O Palmeiras teve um primeiro tempo com pouca força no meio campo. O Cruzeiro dominou o setor. Cuca tentou arrumar, com a entrada de Thiago Santos e o deslocamento de Tche Tche para a lateral, saindo Egídio.

Poderia dar certo, mas o Cruzeiro fez o segundo. E o Palmeiras foi para o ataque, já com Cleiton Xavier o banco e Luan em campo. Foi para cima e deixou os laterais desprotegidos. Allison, pela esquerda, e principalmente Arrascaeta pela direita, levaram grande vantagem.

O Cruzeiro perdeu dois gols feitos. E o Palmeiras reclamou de um pênalti no final.

Foi um resultado justo.

O Palmeiras recebe agora o Figueirense. Será o sétimo jogo em casa contra cinco fora. Para pensar em título, precisa vencer esse jogo e também o Sport, fora de casa.

Cuca precisa pensar em uma solução para a dicotomia verde.

 


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