Blog do Menon

Arquivo : ataíde gil guerreiro

Leco merece crítica honesta e não picuinhas e ódio grátis
Comentários Comente

menon

A foto que dá razão ao post foi publicada no Blog do São Paulo. Ótima foto, não publico o nome do autor porque não está identificado.

A foto mostra Leco, presidente do São Paulo, almoçando com Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice-presidente de futebol e conselheiro afastado. Mostra também dois velhos amigos conversando. Pode ser por alguma conquista profissional dos filhos, pode ser pela situação política do Brasil, mas, provavelmente é pela situação horrível do São Paulo.

A publicação da foto foi suficiente para que as redes sociais fossem inundadas por críticas e por ódio. Basicamente, os argumentos são os seguintes: o presidente é remunerado, está em hora de almoço e está conversando com um dirigente afastado do clube. Por isso, o clube está tão mal, é uma prova a mais de má gestão e ofensas que não publicarei aqui, por considerá-las exemplos de falta de caráter.

As críticas à gestão de Leco são corretas. Muitas delas. Eu considero um absurdo, depois de todo o susto passado no ano passado, o time estar sendo remontado com o campeonato em andamento. Foi um risco assumido. A a conta está aí, pronta a ser paga. Teremos mesmo a troca de Rodrigo Caio por Aderlan? Jonathan Gómez joga mais do que mostrou nos dois primeiros jogos? E muito mais coisa. Todo mundo tem uma crítica a Leco e quase todas, quando se fala de futebol, estão corretas. Mesmo quando ele acha que não tem culpa de nada.

Mas Leco tem o direito de almoçar com quem quiser e a hora que quiser. Ataíde não é um criminoso. Leco, também não. Ataíde foi expulso do conselho de maneira totalmente injusta. Ele gravou Aidar confessando tramoias e Opice Blum, em busca de viabilidade eleitoral expulsou os dois.

Quando se critica sem razão e sem medidas, quando se critica destilando ódio nas redes sociais, as críticas verdadeiras perdem força. Há o perigo de serem consideradas tão fúteis quanto o que se escreveu da foto.

 


Cardeais sem grandeza estão matando o São Paulo
Comentários Comente

menon

Em outubro de 2015, Carlos Miguel Aidar renunciou à presidência do São Paulo. Deixou o clube no fundo do poço. Um poço de lama.

Armand Jean du Plessis, Cardeal-Duque de Richelieu e de Fronsac.

Armand Jean du Plessis, Cardeal-Duque de Richelieu e de Fronsac.

Seria natural que, diante da gravidade da situação, todos os conselheiros e dirigentes se unissem para levar o clube a uma situação de calma e tranquilidade até a próxima eleição.

Nada disso aconteceu. O que se viu nos últimos dois anos foi uma sucessão de brigas e mais brigas. Dez ou quinze pessoas se unem em um grupo a que, pomposamente, chamam de partido. E toma lá. E dá cá. Tudo em troca de uma carteirinha de sub sub diretor de piscinas, ou de badminton ou de festa junina. São cardeais ou aspirantes a cardeais brigando na lama deixada por Aidar.

A primeira chance de união foi perdida na eleição de Leco. Todos poderiam estar juntos na direção do clube até um porto seguro. Mas a oposição lançou candidato. Um direito, é lógico, como também seria um direito caminhar junto. E o candidato foi Newton do Chapéu, figura folclórica e que nada acrescenta. Seu grande currículo é ser genro de Fernando Casal de Rey, o presidente que enfrentou com dignidade e galhardia as dificuldades estruturais do Morumbi.

Um pequeno fato mostra quais são as prioridades do homem do chapéu. Ele foi candidato a deputado. Teve menos de 3 mil votos. E se apresenta, em sua página, como suplente de deputado. Ora, ele só assumiria uma vaga se 50 candidatos mais votados do que ele renunciassem. Percebem a importância de ter uma carteirinha, de querer ser alguém com poder? Imagine o mesmo no clube. Quantos não matariam por uma carteirinha de diretor adjunto da sauna nos dias nublados?

O São Paulo sempre foi um clube fechado, com eleições sendo decididas entre conselheiros, nunca mais de 300. Um sistema que acho errado, hoje os clubes precisam se abrir para os sócios, sócios-torcedores e até para os torcedores, mas é inegável que funcionou. O sistema de cardeais levou o clube a ter seu maravilhoso estádio, a ter títulos mundiais e a ter contratações que mudaram o futebol brasileiro. Basta citar Leônidas da Silva, Gérson e Pedro Rocha. Foi pioneiro na preparação física, na construção de centros de treinamentos  e nas categorias de base.

Foi gigante, apesar do sistema. Por causa dos dirigentes. Hoje, o sistema continua, mas os dirigentes estão abaixo, muito abaixo. A decadência da família Aidar (estou falando de sua presença no clube) mostra isso.

Como os cardeais tricolores estão se comportando nesse período de tempestade? Não ouvem Paulinho da Viola, que recomenda levar o barco devagar em rumo a um porto seguro. Comportam-se como personagens de Game of Thrones.

Carlos Augusto Barros e Silva mostrou-se muito vacilante nos momentos em que o futebol precisou de ação. Na fase final da Libertadores-16, trouxe Ytalo, repetindo Juvenal, que, em 2013, trouxe Silvinho. No Brasileiro, após perder Ganso, Calleri e Kardec, trouxe Robson e Jean Carlos. É um homem íntegro, que evitou falcatruas e nunca se envolveu em coisa parecida

Fora do campo, comandou um processo grandioso que trouxe um novo estatuto ao clube. Estatuto que aponta para a profissionalização e que tira o poder imperial dos presidentes.

Bastou o projeto ser aprovado, passou por uma tentativa de golpe. Os opositores queriam que ele passasse a governar sob as regras do novo estatuto, que entrará em vigor a partir de abril. Ou seja, ele foi eleito para governar sob regras definidas e querem que passe a governar sob regras que só estarão em vigor a partir do novo mandato. Golpezinho chinfrim.

A tese foi defendida pelo empresário Abílio Diniz, que teve muitas de suas boas ideias aprovadas para o novo estatuto. Mas Abílio tem pressa. Ele quer o poder no São Paulo, mesmo não se candidatando a conselheiro. Prefere atuar fora, pagando o trabalho de duas consultorias que determinaram muitos problemas no clube. Abílio quer mandar já. Já.

O que o move é um ódio visceral a Leco. Ele quer eliminar o atual presidente. Ódio pessoal, mas eliminação política, esclareço. Em condições normais de temperatura e pressão, nem seria necessário esclarecer. Abílio, que esteve com Leco contra Aidar, rompeu com Leco quando Leco afastou Milton Cruz, que era acusado de ser espião de Abílio. Repeti os nomes apenas para ficar marcada a dança das cadeiras, o jogo de intrigas.

Um dos peões de Abílio Diniz é Alex Bourgeois, que foi contratado como CEO por Carlos Miguel e por Leco. E foi demitido por ambos. O fato de ser demitido duas vezes não significa que ele seja um mau profissional. Pode até ter sido vítima do jogo de intrigas. Mas, dizem que antes de sair, já participava do mesmo jogo. Antes, não sei, mas depois, sim.

Alex, nas redes sociais, é um balde de gasolina em um incêndio. Critica, critica, critica… Mas qual é o seu interesse nisso? Ele acionou o clube na justiça trabalhista, no que está muito certo. Se ele se considera prejudicado, precisa correr atrás de seus direitos, antes que tudo isso acabe, antes que os trabalhadores percam o direito de protestar. Ele não torce para o São Paulo. Então, porque Alex quer que Leco seja derrotado? Ora, até o pavão que desfila no CT do São Paulo, sabe que ele voltará ao clube, a pedido (ou ordem) de Abílio. Caso aconteça, que, pelo menos, retire a ação.

Roberto Ópice Blum,  presidente do conselho de Ética do São Paulo, julgou Carlos Miguel Aidar, que foi afastado do clube, após gravação feita por Ataíde Gil Guerreiro, que incriminava Aidar e sua namorada Cinira Maturana em comissões. Aliás, Aidar foi um presidente democrata. Instalou comissões em muitos setores do clube.

Ópice Blum igualou acusador e acusado. Expulsou os dois do Conselho, baseando-se em uma maluquice total: Ataíde teria tentado assassinar Carlos Miguel. O motivo? Enfraquecer Leco, amigo de Ataíde. E fortalecer a própria candidatura em abril. E continuou com sua tática, ao aceitar uma acusação antiga contra Leco, ainda referente ao caso Jorginho Paulista. Justamente ele, Opice Blum, que desconsiderou as acusações sobra a comissão de 15% do enrolado caso Far East. Sua atitude foi tão marcadamente partidária que inviabilizou seu nome. A esperteza matou o gato.

O candidato escolhido é Jose Eduardo Mesquita Pimenta, vencedor nos anos 90, com Telê Santana. Foi afastado do clube por uma suspeita de comissão na venda de Mário Tilico. Em virtude da suspeita, foi exonerado, pelo então prefeito Paulo Maluf, do cargo de secretário municipal de esportes. Voltou ao clube, sem que nada fosse provado contra ele.

Então, a eleição reúne Leco, que é presidente, Mesquita Pimenta, que foi presidente e Roberto Natel, que era vice de Leco e que tentou submete-lo a uma prévia eleitoral. E é uma eleição que chega em um momento de grande incerteza jurídica. O conselheiro Assis ganhou uma causa no STF que condena a mudança de estatuto feita por Juvenal em 2004, que lhe deu direito a uma nova candidatura. Ora, quando o clube já fez um novo estatuto, qual o sentido de manter a demanda. Assis não poderia ter a grandeza de retirar a ação e deixar o clube seguir seu curso? Não, ele busca a instabilidade.

A impressão que fica é que o São Paulo carece de ideias e está se reciclando, sempre com um olho no passado. Juvenal mudou o estatuto e se candidatou novamente. Trouxe Aidar, que foi artífice da mudança do estatudo e que já havia sido presidente. E agora, Mesquita Pimenta, que já foi presidente tenta voltar. Já que é para voltar, que se chegue a Laudo Natel.

É a falência do sistema de cardeais. Um sistema fechado, em que pessoas se movem mais por ódio umas às outras, mais pela busca de um pequeno pequeniníssimo poder. O clube não aguentará por muito tempo. Precisa de oxigênio, precisa de ideias novas, precisa de pessoas que o defendam e que lutem por ele. E grandes ideias estão em falta entre os homens de imponentes sobrenomes.


Ataíde: “Saí para não atrapalhar os sonhos do Leco”
Comentários Comente

menon

A gota dágua para a saída de Ataíde Gil Guerreiro do comando do futebol do São Paulo foi o empate com o Trujillanos, mas a decisão já estava sendo maturada e tinha a ver, é lógico, com as más atuações do time, mas não foi só isso. “O Leco sonha ser candidato em abril e eu só estava atrapalhando. A torcida me odeia, o Conselho não gosta de mim, estava sem apoio dos dois lados e ele me mantinha porque é um grande amigo. Então, eu o procurei e resolvi sair. Não é possível que só eu estivesse certo e todo mundo errado, não é mesmo”?

Para Ataíde, o time ainda não engrenou por conta de erros ainda do ano passado. “Tivemos muitos treinadores, não houve tempo para que desenvolvessem seu trabalho. E nós perdemos três jogadores muito importantes: o Ceni, que eu nem preciso explicar e os artilheiros Pato e Luís Fabiano. Podem falar que o Luís estava velho, estava no fim de carreira, mas ele fez gols salvadores para o São Paulo. Foi difícil nesse começo de ano conseguir substitutos”.

E quem veio, já se foi. “O Kieza foi a grande decepção. Veio para ser nossa solução, para fazer muitos gols. Mas ele chegou e pensou que já seria ídolo, como foi no Bahia. Então, quando viu que a concorrência era grande, esmoreceu. Só reclamava e não conseguia impressionar nos treinos. E pediu para sair. Foi um decepção o comportamento dele”.

Ataíde aposta em melhora do time rapidamente. Acredita que três vitórias seguidas afastarão as incertezas. E acredita que elas virão rapidamente, unindo o Paulista e o Trujillanos. Para ele, Bauza ainda merece todos os créditos. “Ele é um grande treinador e já melhorou o time em alguns aspectos e precisa ter tempo para trabalhar. Falam que ele insiste com o Centurión e eu apoio. Acho que ele é um craque, quando a gente vai até a Argentina vê como ele é considerado. A torcida precisa ter também calma com o Denis. Ele errou em não sair do gol naquela bola do empate do Ituano, mas ainda dará muitas alegrias ao clube”.

O novo cargo de Ataíde é vice-presidente de relações institucionais. “Foi um cargo inventado para mim”, diz com sinceridade. Não que isto signifique algum tipo de sinecura. Ataíde quer trabalhar muito. “Eu vou cuidar de tudo que se refere de relacionamento com a Federação e a CBF, além de contratos. Gosto desta parte. O futebol é feito pelos clubes e os clubes é que precisam ser fortes. Meu sonho é a gente conseguir uma união para negociar conjuntamente com a Globo. Isto seria muito importante para o futebol brasileiro em seu todo”.


“EI não teve coragem de peitar a Globo na hora H”, diz Ataíde Gil Guerreiro
Comentários Comente

menon

Às 19h da terça-feira, dia 23, Ataíde Gil Guerreiro ligou para Bernardo Ramalho, diretor do Esporte Interativo. Faltava meia hora para o início da reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, que analisaria a proposta da Rede Globo de Televisão para os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2019.

A conversa foi em tom dramático. Ataíde pediu que Ramalho aumentasse de R$ 40 milhões para R$ 60 milhões a oferta de luvas para que o São Paulo assinasse os direitos de transmissão para televisão fechada. “Nunca poderia dizer a ele qual era a oferta da Globo, mas deixei claro que, se ele chegasse aos R$ 60 milhões, teria condições de brigar e eu transmitiria aos conselheiros. Bernardo não abriu mão. Não sei se ele não acreditou na minha palavra ou pensou que eu estivesse blefando”.

Que blefe seria esse? Desde o início das negociações, a Globo foi intransigente em não abrir os valores das três plataformas separadamente: televisão aberta, televisão fechada e pay per view. Falava em um total de R$ 1,1 bilhão. “Nós negociamos duramente e eles abriram as plataformas. Então, a briga foi para aumentar o valor para a televisão fechada. A Globo oferecia R$ 100 milhões e conseguimos aumentar para R$ 500 milhões, o mesmo que o Esporte Interativo oferecia, mas com luvas maiores. Foi isso que eu falei para o Bernardo, sem citar os números claramente. Ele duvidou que eu tivesse conseguido que a Globo abrisse as plataformas e não peitou. Faltou coragem. Eu queria assinar com eles, porque sou contra o monopólio da Globo, aliás, sou contra todo monopólio, em qualquer atividade econômica”.

Para Ataíde, a Globo sempre leva vantagem por falta de agressividade dos concorrentes. Sentiu isso na pele, na última negociação. Ele era o negociador do Clube dos 13 e no momento da decisão se viu abandonado pela TV Record, que nem fez proposta. O que veio foi da Rede TV, facilmente batida pela Globo.

O diretor do São Paulo tem um modo duro de tratar a primeira proposta recebida pelo clube. “A Globo veio com uma proposta indecorosa. Uma vergonha. Propuseram 25% de redução nos valores atuais e um adiantamento de R$ 40 milhões a serem pagos com juros e correção monetária. Não sei como o Corinthians e outros clubes tiveram coragem de aceitar isso. Nos brigamos muito e a oferta evoluiu bastante”.

A negociação para a TV aberta ficou para 2019. Muita gente vê a Globo com a faca e o queijo na mão. Ou, melhor, com a faca na mão. E o São Paulo, apenas com o pescoço. Como não há concorrência, ela poderia ofertar algo mínimo, quase simbólico. É lógico que poderia haver intervenção do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas Ataíde não fala nisso.

“Agora, não tem concorrência, mas quem garante que não pode haver em 2019? As coisas mudam. Até lá, estaremos mais fortes. Agora, temos uma bandeira para mostrar aos outros clubes. Foi possível negociar bem, todos podem. Vamos nos preparar para esse momento”, afirma.

No processo de negociação com a Globo, Ataíde sofreu muitas pressões por puxar a corda até o final. “Ficamos sem dinheiro e houve atraso de salári0s, jogadores falaram até em greve de silêncio. Mas agora, mudou. Temos R$ 60 milhões na mão. Até segunda, pagamos a dívida de R$ 2 milhões com os jogadores e vamos usar o resto para pagar outros compromissos. As coisas estão entrando no eixo”.

 


Ataíde escreve ao blog e abre as duas propostas
Comentários Comente

menon

O blog recebeu a seguinte mensagem de Ataíde Gil Guerreiro. Ele explica as ofertas da Globo e do Esporte Interativo. Está muito claro.

Já que  vocês têm abordado o assunto tv .
A Globo assinou com CORINTHIANS – Atlético Mineiro – Cruzeiro Vasco – Botafogo- Vitoria e Sport Recife assim:
Empréstimo de 40 milhões com devolução à partir de 2.019 com juros e correção
Redução de 25 por cento nos contratos de tv aberta em 2.016:7/8.
Fez esta mesma proposta para o SPFC.
Não aceitamos e estendemos a negociação inclusive com o Esporte
Interativo.
Hoje não decidimos ainda, a decisão será terça no Conselho Deliberativo, temos duas propostas:
Globo:
Contrato de 2019 a 2024
Luvas 60 milhões (não é empréstimo)
Não reduzir os contratos atuais como os outros clubes assinaram
A partir de 2019 acabar com os privilégios do Corinthians  e do Flamengo.

A distribuição da tv aberta e tv fechada de 1 bilhão e 100 milhões será  assim:

40 por cento dividido pelos 20 clubes igualmente , 30 por cento pela classificação no campeonato e os outros 30 por cento pela exposição na tv.

Esta distribuição e a maior vitória do SPFC.
Esporte Interativo
40 milhões de luvas.
560 milhões apenas para a tv fechada com a seguinte distribuição:
50 por cento dividido igualmente entre is 20 clubes
25 por cento na classificação no campeonato
25 por cento exposição na tv medida pelo Ibope
Se houver retaliação  da Globo na tv aberta o Esporte Interativo nos indenizará .
A decisão será terça no Conselho Deliberativo.
Só sinto que a nossa luta beneficiará também os clubes que sucumbiram e assinaram contratos lesivos aos seus interesses. É a falta de uma associação ou liga forte que defendesse os interesses dos clubes, os legítimos donos do futebol.
20/02/2016, 21:28 – Ataíde Gil Guerreiro: Ataíde Gil Guerreiro enviou.
20/02/2016, 22:03 – Luis Augusto Símon: Muito obrigado por sua atenção
20/02/2016, 22:13 – Luis Augusto Símon: Como posso usar ? E off ?
20/02/2016, 22:14 – Ataíde Gil Guerreiro: Menon nunca falo em off. Faça como for melhor para você. Abraços. Ataíde.


Pressão da Globo faz São Paulo ceder. Ataíde é elogiado pela negociação
Comentários Comente

menon

ataidegilguerreiroA proposta do Esporte Interativo para os clubes cederem os direitos de transmissão para a tv fechada são muito maiores que a da TV Globo. R$ 500 milhões contra R$ 60 milhões. E o Esporte Interativo faz questão de dizer que são negociações diferentes. O fato de aceitar a proposta da TV fechada em nada influenciaria a negociação da TV aberta. São plataformas diferentes, independentes ente si.

Então, por que o São Paulo se recusa a aceitar uma oferta em torno de R$ 25 milhões e prefere continuar com a atual, em torno de R$ 3 milhões?

Porque a Globo, nas negociações, deixou claro que as plataformas podem ser independentes na teoria, mas não o são na prática.

Usou uma pressão totalmente normal no mundo capitalista.

Algo que pode ser resumido assim: “se você aceitar essa proposta por tv fechada, nós vamos te fazer uma oferta muito pequena para a tv aberta”.

Atualmente, o São Paulo recebe R$ 110 milhões pelo contrato de três anos. Corinthians e Flamengo recebem R$ 170 milhões. Se o São Paulo aceitar a proposta do Esporte Interativo, a diferença aumentaria muito. Não só pelo aumento das cotas de Corinthians e Flamengo, mas pela proposta indecente que seria feita ao São Paulo.

E por que o Santos aceitou? Porque já ganha muito menos. Para ele, o acréscimo vindo do Esporte Interativo valeria a pena.

Diante da realidade apresentada pela Globo – que não tem concorrência na TV fechada – não restou nada ao São Paulo senão negociar.

E o que me disseram algumas pessoas que tiveram acesso à negociação é que Ataíde Gil Guerreiro, representante do São Paulo, foi muito hábil e conseguiu dobrar a Globo em vários aspectos. A atuação de Ataíde o fortaleceu politicamente dentro do São Paulo.

O novo contrato contemplaria o São Paulo com:

1) Luvas de R$ 40 milhões, como o Esporte Interativo ofereceu.

2) Bônus pela classificação do clube, algo inaceitável até agora. Esse prêmio à meritocracia, conseguido pelo São Paulo, não será oferecido a outros clubes. A não ser que passem a lutar por ela, o que, com certeza, acontecerá.

3) Diminuição da diferença de cotas em relação a Corinthians e Flamengo.

Pesou também para a diretoria do São Paulo a tal visibilidade. Estando na Globo, é possível, segundo eles, ter um poder de barganha maior com os possíveis patrocinadores.


Leco não é Rainha da Inglaterra e já tem seu núcleo duro
Comentários Comente

menon

Cada repórter podia fazer uma pergunta. Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, respondeu a todas. Depois da coletiva, me aproximei e pedi um chorinho. Uma questão a mais. Ele acedeu.

– O projeto de gerenciamento do Alexandre Bourgeois previa vários comitês e um presidente sem tanta força assim. Você aceitaria esse estilo?
– Rainha da Inglaterra. Você conhece o meu perfil. Acha que eu aceitaria? Lógico que não.

Se não abre mão do poder, o novo presidente mostra vontade de exerce-lo de forma compartilhada e não autocrática. E surgem alguns nomes que estarão ao seu lado.

Abílio Diniz – “Ele não pode ser vice presidente e nem presidente. Mas pode ajudar muito o clube, tem uma trajetória maravilhosa como gestor”.

Vinícius Pinotti – Leco, sem que lhe fosse perguntado, falou que já teve uma reunião com ele. E o citou como pessoa ligada ao marketing do clube. Mostra admiração pelo empresário que disponibilizou dinheiro para a contratação de Centurión. Será o responsável pelo marketing do clube, algo que estava sob responsabilidade de Douglas Schwatzmann, citado no email de Ataíde Gil Guerreiro, importante para derrocada de Aidar.

Francisco Manssur – Muito ligado a Juvenal e o principal desafeto de Carlos Miguel Aidar. “Vou conversar com meu sócio no escritório para ver como eu posso colaborar com o Leco. Não vai ser no Jurídico, mas será o que ele quiser, desde que eu possa”.

Antônio Cláudio Mariz – amigo de Leco há muito tempo, foi o intermediário na renúncia de Aidar. Mesmo sem cargo, será muito ouvido.

Ataíde Gil Guerreiro – O “homem-bomba” continuará no futebol, refazendo a dupla com Gustavo Vieira. Será muito cobrado para que divulgue o conteúdo da gravação de sua conversa com Aidar.

Marco Aurélio Cunha – Foi o adversário de Aidar na eleição do ano passado. Agora, tem conversado bastante com Leco. Como trabalha na CBF, não terá nenhum cargo. É uma aliança que tem data de prazo vencida. Em 2017, os dois devem disputar a eleição.

 


São Paulo vai ser coadjuvante em 2015. A não ser que ataque erros óbvios
Comentários Comente

menon

O diretor Ataíde Gil Guerreiro disse que não contrataria um zagueiro experiente porque não gostaria de barrar a ascensão de Lucão.

Um tipo de atitude que leva a consequências e questionamentos.

1) O treinador é obrigado a escalar Lucão? É obrigado a coloca-lo em campo durante o jogo?

2) Lucão é a certeza de um grande zagueiro? Eu nunca o vi fazendo uma boa partida.

3) Lucão é certeza de dinheiro em caixa, por conta de seu currículo na seleção? Um novo Bruno Uvini?

Entre questionamentos, há a certeza: Lucão ainda (?) não tem condições técnicas para ser titular do São Paulo.

Edson Silva nunca terá.

E há a possibilidade concreta de os dois atuarem juntos durante o ano, no Brasileiro ou na Libertadores. E, quando isso acontecer, se der a lógica, a defesa vai sofrer muito. Como sofreu contra o Flamengo.

Lembremos o gol: Lucão espanou a bola e foi correndo atrás dela na lateral. Onde deveria estar Carlinhos. Onde não estava Carlinhos. Como também não estava no jogo anterior, contra o Vasco.

Luis Antônio deu o drible da vaca em Lucão e cruzou para Samir. Edson Silva ficou moscando. E Samir entrou onde deveria estar Lucão.

Um festival de erros que tem tudo para se repetir. O treinador pediu um zagueiro e não recebeu. Ganhou um lateral que apoia muito e marca nada. E quem vai fazer a cobertura?

Está certo que o torneio, apesar do breguíssimo nome de Superseries, é  apenas uma brincadeira de verão. Mas o São Paulo aproveitou muito pouco.

Eu usaria os jogos para dar moral e tempo de jogo a Pato. Nos dois jogos, entrou apenas no segundo tempo. Contra o Flamengo, aos 20 minutos em lugar de Ganso. Com quem dialogar? Por que começar com Maicon e não com Pato? Quem merece mais oportunidades?

E por que Boschilia não entra? É melhor dar chance a Cafu? a Hudson? Tiago Mendes? Sei que são posições diferentes, as o torneio poderia ser utilizado para dar oportunidade a ele, que fez boas partidas no ano passado.

Ou o São Paulo reforça a sua zaga ou vai terminar o ano sem ganhar nada. A não ser alguns milhões de dólares pela venda de Lucão. Vale a pena? É hora de definir o que se deseja, ser protagonista ou ser o time que deu chances a Lucão..

Não lucraria muito mais com Boschilia?

 


Ataíde recusou Jefferson e Cavalieri e não sabe se Ceni fica. Lugano, fora
Comentários Comente

menon

Conversei por telefone com Ataíde Gil Guerreiro, diretor de futebol do São Paulo.  Ele deixou claro que o goleiro titular do São Paulo em 2015 será Denis. A não ser que…

Como analisa a participação no Brasileiro? Já há planejamento para 2015?

Nós estamos fazendo uma fase final muito boa, com seis vitórias e dois empates. Quase perfeita, mas insuficiente para enfrentar o Cruzeiro, que foi o legítimo e justo campeão. Lamento alguns pontos que perdemos, contra os catarinenses, por exemplo. Para 2015, vou contratar dois ou três jogadores.

Serão titulares ou para compor o time?

Eu só contrato titulares. Ou melhor, só contrato jogadores em condição de ser titular, porque quem decide a escalação é o treinador. Se for para compor o elenco, prefiro jogadores da base.

Há algumas revelações como Erik, do Goiás…..

Prefiro privilegiar a base.

Vai contratar algum zagueiro? Há críticas à defesa do São Paulo.

Críticas injustas. Aonde vou buscar um zagueiro melhor que o Tolói? O Rodrigo Caio é ótimo e está voltando. O Edson Silva tem jogado muito bem e apostamos muito no Lucão. Mas ainda não definimos as posições. Nem quero citar, o importante é saber que serão jogadores de 24 ou 25 anos indicados em comum acordo pelo Muricy e pelo Gustavo, nosso gerente. Não quero veteranos, não quero o Lugano, por exemplo.

O senhor disse que vai trazer um substituto para o Kaká. Isso não atrapalha o desenvolvimento do Boschilia?

Vou trazer um substituto para o Kaká mas não da mesma posição. Já temos o Michel Bastos. Eu quero alguém que tenha a mesma personalidade do Kaká o mesmo estilo do Kaká, a mesma postura do Kaká, que fez o time ter um grande upgrade fora de campo. Não é fácil achar alguém líder e agregador como o Kaká, mas vamos procurar.

Haverá um planejamento, mas sempre há negócios de oportunidade, que aparecem…

Sim, é verdade. Estaremos atentos.

Então, em 2015, dois grandes goleiros estarão disponíveis no mercado…

Nem precisa terminar. Você está falando do Jefferson e do Cavalieri, não é? Empresários já vieram procurar o São Paulo, já vieram oferecer esses jogadores, mas nós não queremos. Nosso goleiro vai ser o Denis. Ele terá tempo para mostrar seu futebol e vai chegar na seleção. O Renan também é bom. Não buscaremos goleiros.

E Rogério Ceni? Vai parar mesmo?

Não sei. Sei tanto quanto você. A decisão é dele e será respeitada por nós.

Como o São Paulo vai encarar o Paulistão?

Será um laboratório. Vamos mesclar jogadores titulares com muita gente da base. A ideia é essa, para revelarmos jogadores e entrarmos com força na Libertadores, sem cansaço.

Mas se o Paulistão é laboratório, como o time vai se preparar para a Libertadores? Fará amistosos?

Olha, isso vai ser decidido no nosso planejamento. Ainda não fizemos reuniões. A ideia básico é essa, não se importar com o título e sim com a preparação para a Libertadores. Vamos inscrever garotos que já estão no time, como o Boschilia, que tem um grande futuro, o Ewandro, o Lucão e outros. Mas ainda não está tudo planejado não


Ataíde Gil Guerreiro teme “massacre” de Corinthians e Flamengo
Comentários Comente

menon

Há três dias conversei com Ataíde Gil Guerreiro, que ainda não havia sido convidado por Carlos Miguel Aidar para assumir o cargo de vice-presidente de futebol do São Paulo. E ele estava muito preocupado com o futuro imediato do futebol brasileiro, a partir da decisão da Globo de aumentar a diferença de cotas para Flamengo e Corinthians em relação aos outros clubes. “Vai ser um massacre, um domínio total. Se o Flamengo e o Corinthians forem bem dirigidos, não vai sobrar nada para os outros clubes”.

Os números são um segredo da Globo, mas a Revista Época, também das Organizações Globo, divulgou que a partir de 2016 os dois clubes mais populares receberão R$ 170 milhões por ano, durante três anos. O São Paulo receberá R$ 110 milhões; Palmeiras e Vasco ficarão com R$ 100 milhões. Atualmente, Flamengo e Corinthians recebem R$ 110 milhões e o São Paulo, R$ 85 milhões. Em 2009, a cota de R$ 25 milhões era igual para Flamengo, Corinthians e São Paulo.

Ataíde Gil Guerreiro, que negociava, pelo Clube dos 13 com a CBF, tinha outra visão. “Minha proposta era baseada no que se via na Europa. A cota seria calculada a partir de três vertentes: 1/3 seria igual para todos, 1/3 seria proporcional ao tamanho da torcida e outro 1/3 seria referente à classificação obtida no último ano. Seria um incentivo para os clubes menores. Mas o Clube dos 13 foi implodido pelo Andrés e agora há realmente um desnível muito grande”.

Para diminuir os efeitos que a diferença de dinheiro traria, Ataíde Gil Guerreiro defendeu três pontos. “É preciso buscar novos recursos, é preciso fidelizar o sócio a partir do programa de sócio-torcedor e é preciso ter um aproveitamento muito bom dos garotos de Cotia. De lá, podem vir craques a custo zero”.

Agora, como vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro seguramente recorrerá à sua receita para diminuir a diferença financeira  que o assusta tanto.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>