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Arquivo : Bahia

Ramires foi o melhor de Bahia x Palmeiras
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Menon

Posso estar sendo precipitado, mas acho que vi um grande jogador nascendo. Ramires, de 18 anos, jogou como um veterano. Tomou conta do meio campo no jogo Bahia x Palmeiras.

Muito calmo, acertou 32 passes e errou seis. Frieza impressionante ao driblar Felipe Melo (ficou sentado) e dar ótimo passe para Gilberto fazer o gol do Bahia.

Fez ainda três desarmes. Não é daqueles jogadores espetaculares, com muitos dribles. Mas sua constância no jogo foi impressionante. Um produtor de jogo.

E o Bahia, que não é novo nem nada, renovou, na sexta-feira, seu contrato. Agora, vai até 2022. Bahia vai ganhar dinheiro com ele.

O Bahia começou dominando o jogo, a partir de uma boa marcação alta. O Palmeiras tinha dificuldade em sair da defesa. Como Hyoran jogava centralizado, o time não tinha jogadas pelos lados do campo.

A história mudou com as entradas de Dudu e Willian. Com pouco tempo em campo, mudaram o jogo. O gol saiu. Linda cabeçada de Felipe Melo.

E ficou a impressão de uma virada.

Não veio.

Seria injusto com Ramires.


Bahia, campeão da dignidade
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Não é só futebol.

Ainda bem. Há muitos exemplos mostrando a solidariedade acima da competição. O amor superando o ódio.

O Bahia tem dado um grande exemplo com o programa “Dignidade do ídolo”, que paga de um a três salários mínimos para ex-jogadores em dificuldade.

Mas é preciso ser ídolo. E estar em dificuldade extrema. Quem analisa é o Conselho Consultivo.

Os ex-laterais Maílson e Zanata, o ex-meia Alberto Leguelé e os ex-atacantes Jorge Campos e Naldinho foram os primeiros “agraciados”. Estão em situação financeira péssima. Maílson sofre com a ELA, terrível doença. Não tem mais movimentos. Naldinho tem diabetes.

O clube é sempre mais importante que qualquer jogador, mas é importante o clube respeitar o ídolo pois ele é o representante do amor do torcedor pelo clube. O ídolo é a ponte.

O São Paulo deu um grande exemplo com a sua “calçada da fama”, homenageando 99 jogadores.

A torcida do Sport e Diego Souza trocaram juras de amor e de respeito durante a vitória do tricolor sobre o Sport. Foi muito bonito.

Como foi bonito o Corinthians dar ao seu ginásio de basquete o nome de Wlamir Marques, talvez o maior jogador brasileiro de todos os tempos.

E o clube incrementou a campanha #respeitaasminas em que seus jogadores mostram repúdio ao assédio sexual.

Esporte é dignidade. Tivemos bons exemplos nos últimos tempos. E, sem querer julgar ninguém, o do Bahia me tocou mais.


Bahia castiga Santos na última bola
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O Bahia viu a justiça se concretizar no último minuto, quando ela já não era uma certeza cristalina. Explico: o melhor momento dos baianos foi no primeiro tempo, principalmente com um início fulminante.

O Santos foi acuado. E não conseguia sair porque Jean Mota, Alison e Cittadini estavam firmes no programa Criatividade Zero. E como Gabigol, Sasha e Rodrygo não voltavam, havia um bom espaço para o Bahia, comandado por Zé Rafael, trabalhar.

O segundo tempo veio com melhora do Santos, por conta da mudança de postura dos meias, que se aproximaram mais dos atacantes.

Houve equilíbrio, mas com muitos cruzamentos. Bom para os goleiros. O jogo mostrou também a volta de Bruno Henrique, após três meses. Recuperou-se do problema na vista. Salve.

O jogo se arrastou até o último lance, quando Júnior Brumado mostrou força de centroavante e definiu o jogo.


Apito ajuda inclusão social na Bahia
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A reunião começa com um bate-papo em que se relembra a semana, o comportamento em casa e o aproveitamento escolar. Depois, um café da manhã com muitas frutas. Só então, as 25 crianças, garotos e meninas entre 11 e 17 anos, passam a receber aulas práticas e teóricas. De futebol. Mais especificamente, de arbitragem. Elas fazem parte da Dibaf (divisão de base de árbitros de futebol), um projeto criado em 2007 por Rildo Gois. “Minha intenção é aumentar a inclusão social através da arbitragem”, conta.

Rildo Gois adora futebol. Já foi gandula, árbitro na várzea e pertenceu ao quadro da Federação Baiana de 1999 a 2007. Quando estava deixando a profissão, viu um garoto de 11 anos apitando um jogo da várzea. Foi o seu primeiro aluno e hoje Luanderson Lima, de 22 anos, está no quadro da CBF. Já atuou como auxiliar em jogos de Vitória e Bahia. “Tem um potencial enorme e eu quero ver o Luanderson (foto) no centro do campo e não na beirada”, diz Gois.

A Dibaf tem ainda cinco alunos fora de Salvador, que recebem todas as instruções por whattsapp. Antes disso, receberam o material de estudo e os uniformes pelo correio. É bom, mas perdem dois pontos importantes: a alimentação, que completa com almoço o final das aulas ao meio dia de todo sábado e a oportunidade de ter uma aula na Fonte Nova, algo que Gois conseguiu a partir do mês passado. Não são aulas constantes, constituem um bônus para a criançada.

Marinaldo Bispo, ex-arbitro baiano, é um dos colaboradores de Gois. Permitiu que ele fizesse curso de instrutor na Anaf (Associação Nacional de Árbitros de Futebol), conhecimento que ele soma ao que adquire no curso de Educação Física que cursa atualmente. Para o projeto ganhar mais qualidade, Gois busca patrocinadores. “Nós damos atividades lúdicas às crianças, dinâmica de grupo, noções de psicologia, pedagogia, nutrição, sempre com voluntários, porque falta dinheiro. Nossa meta é conseguir contratar profissionais, inclusive uma assistente social para que a excelência seja maior.”

É difícil achar um jogo de várzea, uma competição escolar ou uma pelada entre amigos que não reúna um dos 150 alunos já formados pelas Dibaf. “É uma alegria enorme ver que estou contribuindo de alguma forma para melhorar a vida de garotos pobres”, termina Gois, um empreendedor que colocou o sonho em prática.

Tags : Bahia dibaf


Mancini fez um papelão no Ba-VI
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Vinícius foi ridículo ao provoca a torcida do Vitória, após seu gol. Fernando Miguel foi demagogo ao agarra -lo e pedir satisfação. Kanu foi covarde ao dar-lhe dois murros, aproveitando-se do agarrão de Fernando Miguel. Denílson também foi covarde, repetindo Kanu. Neilton foi tonto, até porque não tem tamanho para provocar ninguém.

Mas o pior, para mim, foi Mancini. Ele, que tem ares de liderança entre os treinadores, ele que briga por estabilidade, teve uma atitude que envergonha a profissão.

Ele ordenou que seus jogadores provocassem mais duas expulsões? Enlameou a profissão. Ele aceitou ordem superior e não disse nada? Foi conivente, covarde e sujou a profissão. Não houve ordem superior, foi ideia dos jogadores? Ele não foi contra, não criticou e mostrou não ter comando.

Além de tudo, tentou justificar a palhaçada, colocando a culpa de tudo na estúpida dancinha.

Com uma liderança assim, o que se esperar dos treinadores?


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