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Briga boa no São Paulo: três por uma vaga
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Menon

O trabalho de Raí em 2018 deixou a desejar, apesar do quinto lugar no Brasileiro. Faltava um elenco consistente. O que mudou agora com as contratações do atacante Pablo e também do ídolo Hernanes. Pode-se dizer que André Jardine terá boas opções para escalar o time. Ou os times, algo muito importante, como Felipão mostrou no PalmeirasTime forte mentalmente.

O São Paulo terá duas brigas por posição, envolvendo pelo menos três jogadores em cada uma delas.

Vamos começar por aquela que não interfere no esquema tático.

Quem será o volante de contenção?

O São Paulo procurou Willian Arão, um volante que tem boa saída de bola e que chega ao gol adversário. Não conseguiu e, estranhamente, mudou o alvo. Contratou o Willian Farias, cidadão exemplar. Como Arão não veio, caberá a Liziero cumprir a tarefa de ser o volante que cria jogo, o volante com jogadas verticais e bom passe. Quem será o seu companheiro?

Hudson?

Jucilei?

Luan?

Jucilei é o melhor marcador. Hudson é o que mais chuta a gol, e Luan o mais rápido e com mais verticalidade.

Willian Farias é o quarto na fila e começa atrás na corrida.

E agora, quem será o quarto elemento do ataque?

Hernanes está garantido como o armador centralizado. Pode até voltar um pouco na marcação, mas será muito mais um meia que volta um pouco do que um volante que apoia bastante.

Éverton foi a melhor contratação do ano passado. Tomou conta do lado esquerdo, com bons passes e muita aplicação.

Pablo foi a contratação mais cara. Será o centroavante do time. Com mobilidade, abrindo espaços, mas o centroavante.

A escolha do companheiro deles depende do esquema que será utilizado.

4-4-2 ofensivo

Acredito que será o escolhido no início dos trabalhos. Como Pablo se desloca bastante e abre espaços, eles poderão ser preenchidos por Diego Souza, que fez 16 gols na temporada passada. Ele pode atuar um pouco mais à frente de Hernanes e um pouco atrás de Pablo. Chuta bem de fora da área, pode chegar de cabeça e também dar passes a Pablo. Seria um 4-3,5-2,5. Uma outra possibilidade, menos provável, é com Gonzalo Carneiro em vez de Diego Souza. No caso, ele ficaria um pouco mais à direita, com menos chegada na área.

4-4-2 clássico.

É a opção com menor possibilidade ser implantada.  Teria Nenê ao lado de Hernanes. Mais toque de bola e menos ataque. E Nenê terminou em baixa o campeonato. Não há motivo para começar o ano como titular.

4-2-3-1

Quem ocuparia o lado direito do ataque? O nome favorito é Biro Biro, mais “cascudo” que Helinho. Seja qual for o escolhido, a ideia é ter triangulações pela direita, com o apoio de Bruno Peres.

Enfim, é isso. Diego Souza? Nenê? Biro Biro? A escolha de um deles define também o modo de jogar. Carneiro e Helinho correm por fora. E Everton Felipe é uma possibilidade com mínima chance de se concretizar.

A briga está aberta.

 

 


A batalha de Helinho
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Joao Rojas foi uma boa contratação no período da Copa. Chegou, estreou bem, sem nenhum problema de adaptação e tomou conta do lado direito do ataque. Ajudou na defesa também. Quando se contundiu o São Paulo não tinha reserva e não conseguiu alguém que rendesse bem na posição. Bruno Peres e Araruna não deram certo. O esquema foi mudado para a entrada de Gonzalo Carneiro, que teve alguns bons lampejos mas também se contundiu.

O jeito foi dar chance a Helinho, uma joia reluzente da base tricolor. Fez um lindo gol contra o Flamengo, mas, já no mesmo jogo, mostrou uma fragilidade física muito grande. Comparado com Renê, que o marcava naquele dia, e com outros que vieram nas partidas seguintes, Helinho era uma criança entre adultos. Normal, ele tem apenas 18 anos.

A ideia da torcida era que Helinho se fortalecesse um pouco nas férias e voltasse com mais força e moral para assumir a posição. Pelo menos enquanto Rojas não volta, o que está previsto para abril. Previsto por ele. O clube apoata em julho. Haveria uns 300 jogos para que ele mostrasse seu valor.

Não será assim. O São Paulo contratou Biro Biro. E configurou-se um cenário ruim para Helinho. Seria reserva agora e, a partir de abril, a terceira opção. Injustiça? Não sei dizer. Não sou daqueles que acredita na base como salvação de todos os males. “Igual a esse, tem dez na base” é um exagero muito grande, seja de que time se esteja falando. Todos são assim. É estatística. Grandes times da base, grandes campeões, revelam no máximo quatro jogadores para o time principal. O São Paulo, de 2010, por exemplo, teve Casemiro, Lucas e Bruno Uvini.

Também sei que muitos jovens que brilham na base não recebem o apoio necessário dos treinadores. Basta um erro para que as chances terminem. Um bom exemplo é Lucas Perri, que já é sondado pela Fiorentina e que nunca jogou no time principal do São Paulo. A contratação de Jean serviu apenas para brecar sua evolução.

Biro Biro vai brecar a evolução de Helinho?

Biro Biro é um novo Jonathan Cafu?

Jardine, que foi treinador de Helinho na base vai lhe dar oportunidades? Se der, ele vai aproveitar?

Um bom aluno de medicina provavelmente será um bom médico. Um bom aluno de engenharia provavelmente será um bom engenheiro. No futebol, não é assim. Nada garante que o astro da base seja ao menos um jogador útil.

Helinho foi brilhante em Cotia. Agora, precisa ganhar força para poder luzir entre os novos companheiros e rivais. E precisa mostrar tudo o que sabe já nos treinos. Seu vestibular começa agora. É preciso vencer o gargalo que impede muita gente de ser no profissional pelo menos metade do que foi na base.

Talento, ele tem. Inegável. É hora de lutar. E mostrar.

 


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