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Corram garotos, o Nenê vem aí…
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Menon

É muito difícil um jogador da base ser lançado em um time que está jogando bem, que está entrosado. Ora, se está tudo bem, por que mudar? Nesse caso,  é preciso sobrar nos treinamentos e mostrar que o time pode ser ainda melhor, com a presença dele. E não há tanta pressa para mostrar.

Na maior parte das vezes, o garoto entra mesmo é em momentos ruins. Na podre. O time está mal, os reforços não deram certo, coloca o garoto aí para ver o que dá. Enquanto isso, o clube vai contando moedas para buscar reforços.

O tempo é curto.

E os jovens do São Paulo estão perdendo tempo. E é bom correr, porque o Nenê vem aí.

É o caso do Shaylon, por exemplo. Quem o vê jogar, sabe que é bom. Que tem um futuro enorme por aí. Mas já são quatro jogos seguidos e ele mostrou lampejos, lances isolados, tudo o que já se sabia. Precisa ser mais constante. Precisa definir com precisão, como fazia na base. Antes do perdão a Cueva e da estreia de Nenê, ele terá poucas chances. Tem de aproveitar.

Brenner está aproveitando. Fez gol contra o Corinthians e contra o Madureira, mas…e se tivesse feito outros dois que perdeu, também contra Corinthians e Madureira. Talvez houvesse empate no clássico (não esqueçamos que o Corinthians é melhor) e com certeza haveria goleada contra o frágil Madureira. Goleada que se concretizaria também se Bissoli tivesse feito aquele gol, que bateu na trave. Foi uma linda definição, mas o azar…

Paulinho Boia entrou nos dois últimos jogos, com a missão específica de criar jogadas a partir do drible. Resolver o mano a mano, ganhando espaço e servindo os companheiros. Não conseguiu. Marquinhos Cipriano teve poucas chances. Caíque foi bem contra Novorizontino e Mirassol, mas apagou-se contra o Corinthians. Pedro Augusto e Paulo Henrique são jogadores que, pelo menos para mim, não mostram possibilidade de futuro. Podem ser coadjuvantes em bons times, no máximo.

É necessário que os garotos tenham novas chances. Mas é fundamental que comecem a dar respostas rapidamente. Dorival está com eles, mas não vai morrer amarrado com ninguém. Talvez com o Nenê.


São Paulo brinca com a sorte e coloca jovens na fogueira
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Menon

O São Paulo terminou o ano passado comemorando a fuga do rebaixamento. Perdeu dois jogadores importantes, Pratto e Hernanes. E começa 2018 com quatro garotos fazendo seu primeiro jogo como profissional – Paulo Henrique, Pedro Augusto, Marquinhos Cipriano e Ronny – e ainda Bissoli, que tinha 20 minutos no ano passado. Terminou levando olé. E com uma derrota por 2 x 0.

O lançamento de jogadores iniciantes em massa veio terminar com o que estava errado desde o início. Desde que o ano começou o site do clube trouxe expectativas imensas sobre os jogadores. Criou-se ate a hashtag #abasevemforte. Quem viu, soube que Pedro Augusto gosta de psiquiatria e psicologia. No ano passado, soubemos que Araruna é ótimo aluno. Soubemos também que Paulo Henrique é amigo de Pedro Augusto. Que o pai de Bissoli jogou no sub-20 do São Paulo. Que Ronny era maior que os garotos de sua idade, quando tinha 12 anos. E que Petros mostrou toda sua importância e liderança ao raspar a cabeça dos garotos que estavam subindo.

E no jogo? Contra o São Bento? Nada de impressionante. Nada de maravilhoso. E não se deve criticar, é muito cedo. Todos podem se dar bem na carreira, todos podem ajudar o time no futuro, mas, por enquanto, ninguém justificou o lançamento. Bissoli, Sara (que não estreou) e Cipriano seriam mais importantes na Copinha.

Foi muito marketing. E muita pressão sobre meninos.

O que se pode criticar é Sidão. Como ele não vai naquela bola do primeiro gol? Fica debaixo dos paus, não vai de encontro com a bola. Não vai porque não sabe ir. Porque é baixo. Porque não tem currículo para comandar o São Paulo e ser garantia para nada.

E Maicosuel? Dois dribles antológicos de Régis. Não pode, não é.

Bem, foi o primeiro jogo da base. No sábado, atuarão os mais experientes. Como Brenner. 18 anos.


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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Menon

O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


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