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Adalberto esquece Ceni e comemora sucesso do Botafogo S/A
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Menon

O Botafogo de Ribeirão Preto começa a discutir, no domingo, contra o Cuiabá, uma vaga na final da Série C. A outra semifinal reúne Bragantino e Operário, do Paraná. Os quatro clubes já estão classificados para a Série B, um resultado que chegou a surpreender Adalberto Batista e Gustavo Oliveira, os comandantes do Botafogo, que agora é Botafogo S/A. O blog conversou com Adalberto Batista, ex-homem forte do futebol do São Paulo F.C para falar dos projetos do novo Botafogo e também de sua saída do São Paulo.

Você saiu do São Paulo após um choque com Rogério Ceni. Tem mágoa dele?

Nenhuma. Uma das maiores alegrias da minha vida foi o título mundial contra o Liverpool. Devo isso a ele. O que aconteceu foi que, pelo meu cargo, tinha de defender a instituição. Ela está acima de tudo. Ele feriu o clube e tomou atitudes contra o comando técnico de Ney Franco. Precisei tomar posição. Confrontei o grande ídolo do clube e sofri pressão política por causa disso. Pressão da torcida, também. Quando o Ney Franco caiu, resolvi sair também. O Juvenal estava muito doente e pediu que eu ficasse porque não tinha ninguém para me substituir no momento. Então, eu trouxe o Autuori e indiquei o Gustavo Oliveira, que hoje está conosco no Botafogo, para o meu lugar, e me desliguei em seguida.

Pensei que você voltaria para sua empresa e deixaria o futebol.

Voltei em um primeiro momento, porque era necessário, mas queria retornar ao futebol. Minha ideia era comprar um time em Portugal, fugir das coisas negativas que a política traz ao futebol. Negociei, com ajuda do Gustavo, e não deu certo. No ano passado, fui até Franca tratar de alguns negócios e dormi em Ribeirão Preto. Meu hotel ficava em frente ao estádio. Acordei de manhã, vi o Santa Cruz, com ótima localização e me entusiasmei.

Tanto assim?

Sim, é uma bela localização. Uma joia. Desci, fui a pé até o estádio, entrei e vi a pista. Na hora, liguei para o Raí e o Gustavo e perguntei como estava o Botafogo. Disseram que o time havia liderado a Série C até o final e depois, nos últimos cinco jogos havia ganhado só um ponto.

E como o negócio andou?

Falei com o Gustavo novamente e ele falou que não havia possibilidade de compra do estádio, mas que poderia ser feito um trabalho junto com a diretoria. Optamos por montar uma S/A. Desenhamos a formação da S/A, vimos como seria a profissionalização, com clásula de barreira para evitar interferência política, apresentamos para a diretoria. Foi aprovado em maio. Fizemos uma transição e agora é 100% S/A.

Por que a transição?

Para evitar problemas com escalação de jogadores. Todos foram transferidos do Botafogo F.C para Botafogo S/A. se fizesse no meio do campeonato, poderia dar algum problema de contrato, algum jogador poderia ficar sem condição legal para jogar.

Qual é a sua função específica? Você negocia salário, contrata jogador, fala com empresário.

Não, isso é com o Leo Franco, diretor de futebol e com o Gustavo. Eu sou o investidor.

E como você vai recuperar o dinheiro investido?

Eu tenho o sonho de transformar o Botafogo na primeira empresa de futebol de capital aberto, com ações na bolsa. Aí, vem o retorno.

Você esperava o acesso já no primeiro ano?

O campeonato da Série C é mais imprevisível que os de pontos corridos. Nós fomos os primeiros na primeira fase (10 vitórias, cinco empates e três derrotas) e cruzamos com o Botafogo da Paraíba, que foi o quarto do outro grupo. Perdemos o primeiro por 1 x 0 e ganhamos o segundo por 1 x 0, com gol aos 48 minutos do segundo tempo. Ganhamos nos pênaltis. Então, ninguém tinha certeza de subir, por causa dessa imprevisibilidade, mas a gente sabia que subiria em três anos, no máximo. Iria aprendendo pouco a pouco. Mas, veio antes.

E agora?

Nós vamos entrar para conseguir novo acesso. Não vamos cair de novo, de jeito nenhum. A meta do Botafogo, pela sua força e pelo seu nome, é ficar sempre ente os 30 maiores clubes do Brasil. No mínimo. Então, a gente quer lutar pelo acesso duramente, não podemos ficar abaixo dos dez primeiros da Série B. Agora, quando chegarmos na Série A, aí sim, será uma briga muito mais forte.

Vocês pensam em transformar o Santa Cruz em uma arena multiuso. Mas, não seria melhor, primeiramente, melhorar os vestiários e a iluminação.

Isso será feito sim. Queremos dar mais conforto aos adversários, aos jornalistas e aos nossos jogadores. Optamos, porém, pela transformação de uma área de estádio, com criação de camarotes e área para shows, para que entre mais dinheiro no caixa. É importante elevar a receita do Botafogo para que possa competir com outros clubes. É necessário ter futebol auto-sustentável. Não queremos o futebol de antes. Quando o time está mal, chegam os abnegados para ajudar. Quando o time está bem, chegam os chupins.

Você tem se dedicado ao ciclismo?

Sim, quando deixei o São Paulo procurei uma atividade física. Me dei bem com o ciclismo. É muito bom. Chego a pedalar 300 quilômetros por semana. Emagrei 20 quilos. E quando participo de alguma competição, perco mais oito ou dez para render mais.

 

 


Jogo do Botafogo nunca acaba
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E o Botafogo conseguiu novamente. Um gol nos acréscimos. Foi de Gilson, aos 47 do segundo tempo e garantiu a vitória contra o Grêmio.

Já havia sido assim com Joel Carli, aos 49 minutos na decisão do Carioca. Após o empate por 1 x 1, título nos pênaltis. E n rodada anterior do Brasileirão, com Lindoso aos 47, empatando com o Sport, em Recife. Ah, nem vamos falar de Igor Rabelo empatando com o Palmeiras, aos 38 minutos.

O clichê remete ao “time que não desiste nunca”, mas seria injusto ficar apenas nisso. O Botafogo, sem grandes estrelas e sem grande investimento, apostou certo em Alberto Valentim. O time é bem treinado e, após três rodadas, está invicto.

Renato Gaúcho parece não ligar mesmo para o Brasileiro. É homem das Copas. Joga suas fichas na Libertadores e na Copa do Brasil. Uma estratégia perigosa quando topa com um time que não desiste nunca. Opa, olha ele aí. O clichê.

PS – Obrigado aos atentas e simpáticos leitores que apontaram o erro já corrigido.

 


Rildo ainda não foi preso?
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Fatalidade.

É assim que jogadores de futebol reagem quando ocorre uma fratura em virtude de agressão disfarçada em dividida.

Fatalidade é quando uma criança de Angola perde a perna porque pisou em uma mina abandonada há décadas após o final da guerra de libertação.

Fatalidade é andar pela calçada, distraído, e ser atingido por um piano ou cocô de pombo.

A perna de João Paulo não foi quebrada por fatalidade. Foi fruto de uma ação maldosa, digna de taekwondo.

Eu não mato. Só aperto o gatilho. Quem mata é Deus.

Rildo apertou o gatilho.

Precisa ser punido duramente. O que fica mais difícil porque o soprador de apito optou pelo amarelo.

Só espero que João Paulo recuse uma visita marqueteira no hospital.


Botafogo aposta na paixão. Está certo
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O Botafogo precisa de dinheiro. Todo mundo precisa no futebol brasileiro. O Botafogo deixa de ganhar R$ 100 mil por não alugar o Estádio Nílton Santos para a final, entre Flamengo e Boavista. O Botafogo toma essa atitude em represália a uma brincadeira de um garoto de 18 anos em referência a um jogo de 2008.

Pensando assim, sob a ótica do profissionalismo, o Botafogo está errado. Por causa de uma comemoração de uma criança, perde dinheiro. E ainda assume que foi assim, em nota oficial.

Mas, há um outro lado. O Flamengo tem tudo para se firmar como hegemônico no futebol carioca. Não para sempre, é lógico, mas no período em que vivemos. Tem mais time, tem mais dinheiro, tem mais torcida. Não tem estádio.

O Botafogo tem. E, ao recusar-se a emprestá-lo, tenta se firmar como um rival. Busca se equiparar com Fluminense (FlaxFlu) e Vasco, como rival do Flamengo. Algo do tipo: “posso perder dinheiro, mas aqui, na minha casa, você não comemora”. É antiprofissional? Com certeza. Mas eu acho maravilhoso.

E, se o jogo do chororô já tem dez anos, significa que a torcida esqueceu? Não esqueceu. Nunca esquecerá. É para sua torcida, para seu público interno que o Botafogo está jogando. O recado é claro, novamente. “Não esquecemos do jogo em que fomos roubados e nenhum dinheiro do mundo vale a pena o esquecimento”. Nota, por favor, eu não disse que foi roubado. Entendam.

É lógico que essa atitude fica no vazio se não vier acompanhada com um plano – aí sim, totalmente profissional – de se recuperar o Botafogo. Apoiar Valentim, buscar bons jogadores e fazer campanhas que impeçam o cruzamento com o Flamengo na semifinal. Só foi assim porque o Botafogo ficou atrás do Boavista na primeira fase. E não se pode jogar dinheiro fora. Não falo dos R$ 100 mil do aluguel do estádio, mas sim da cota da  segunda fase da Copa do Brasil. O Botafogo não a terá por haver sido eliminado pela Aparecidense. Tudo fica mais fácil se a torcida estiver orgulhosa de seu clube. Sim, porque do time é impossível. E se ombrear com o Flamengo, negando-lhe a festa em meu quintal, é motivo de orgulho para a torcida.

PS – Je suis Tuiuti


Botafogo precisa trocar o treinador
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Não sou como Roberto Jefferson, que vê seus instintos  mais primitivos aflorem diante de alguma situação extrema. No caso, ele se referia a Zé Dirceu. Eu acho mesmo, sempre achei, que treinador que comanda um grande time não pode levá-lo ao vexame. Não pode expor o clube à sanha dos torcedores rivais. Quando o Botafogo é eliminado da milionária Copa do Brasil pelo Aparecidense, o treinador precisa sair. Nem deveria ter a chance de comandar o clube mais uma vez, na semi do estadual.

E você teria demitido o Tite do Corinthians, após a derrota para o Tolima? Sem dúvida. Sorte do Corinthians que Andrés Sanchez pensou de forma diferente, manteve o treinador, que chegou aos píncaros da glória, como se dizia antigamente.

Os clubes precisam viver dentro da realidade do país. É o que tem para hoje. Não adianta lamentar que o calendário é péssimo, que não existe pré-temporada, que a cobrança é exagerada? Em vez de lamentar, que lute contra a CBF, que deixe o estadual de lado, que aja de alguma forma. Se não agir, enfrente a realidade.

E a realidade é que o Botafogo não pode, por seu passado, ser eliminado pelo Aparecidense. E, pelo seu futuro, também não. Afinal, é muito dinheiro em caixa. No caso, fora dela.

Agir de acordo com uma realidade europeia, é, a meu ver, fugir de responsabilidade.

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São Paulo é time de massa. Diretoria precisa respeitar a torcida
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O Campeonato Paulista de 1978 se estendeu até 1979. Nos dias 13  e 14 de junho, dois jogos decidiriam dois dos quatro semifinalistas. No dia 13, o São Paulo venceu o Botafogo por 2 x 0 e se classificou para enfrentar o Palmeiras. Corinthians e Guarani empataram e o time de Campinas se classificou. Nas semis, o São Paulo eliminou o Palmeiras e o Santos eliminou o Guarani. O Santos foi campeão em três jogos contra o São Paulo.

Quero chamar a atenção para um fato. Corinthians e Guarani jogaram no Morumbi, com 92.454 pagantes. São Paulo e Botafogo, no Pacaembu, com 49.258 pagantes. Ou seja, o São Paulo cedeu seu campo para o rival, por questões comerciais. O mesmo havia acontecido em 27 de março de 1977, quando o São Paulo perdeu por 3 x 0 para a Portuguesa, no Pacaembu, para 22.460 pagantes, enquanto o Corinthians, na estreia de Palhinha, perdeu pelo mesmo placar para o Guarani, no Morumbi, para 60.034 pagantes.

Velhos tempos, em que a torcida do São Paulo era a terceira do estado. Melhor ganhar dinheiro alugando o estádio para o Corinthians. O tempo passou. Nos anos 90, a torcida tricolor aumentou muito. E, com o legado dos títulos mundiais conquistados sob o comando de Telê Santana, mudou seu perfil. Passou a ser uma torcida de massa. Se era a terceira do estado, hoje é a terceira do Brasil. Está presente em todos os cantos do país, do estado e da cidade.

Capaz de levar 31 mil torcedores ao Morumbi em uma quinta-feira gelada, com o time na zona de rebaixamento. É uma torcida chata, corneteira, mas parceira. Capaz de dar a mão e de carregar o time no colo. E como ela é tratada? Muito mal. Contra o Atlético-GO, por exemplo, havia 20 mil ingressos vendidos antecipadamente. O jogo era as 19h30, um horário em que o trânsito é muito ruim. Por isso mesmo, os 10 mil que chegaram para comprar ingresso deveriam ter um tratamento especial. Mais bilheterias, pagamento em dinheiro, promoções, atendentes em quantidade, placas de sinalização, enfim, toda a facilidade possível para que a entrada no Morumbi fosse ainda com bola rolando. E teve gente que só conseguiu entrar no final do primeiro tempo.

O Morumbi e o Canindé são os únicos estádios da cidade que permitem um programa dos velhos tempos. O cara acorda tarde no domingo e chama um amigo para ir ver o jogo. Dá para comer alguma coisa e #partiuMorumbi. O torcedor do Palmeiras e também o do Corinthians não tem essa possibilidade. Os rivais do Tricolo têm programas de fidelidade que obrigam a uma luta incessante na internet para conseguir um ingresso. Caro. Os outros, já foram adquiridos pelos sócios torcedores.

O São Paulo precisa tratar melhor sua torcida. Como é um time de massa, precisa facilitar a vida daquele são-paulino pobre e desdentado que mora em Itaquera. Aquele que Carlos Miguel Aidar humilhou. E não é só Itaquera. Tem torcedor do São Paulo em toda a periferia. E que vai ao jogo, até porque o ingresso tem preço acessível. O preço é acessível, mas o ingresso, não.

A diretoria precisa tratar bem o seu torcedor, que é de massa. Estender um tapete vermelho, preto e branco para que eles se sintam em casa. Para que entrem logo e possam ver o o jogo todo. Assim, voltarão.


Vasco, Botafogo e o velho e perigoso clichê
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Eu torço para apenas dois times no mundo. A Vila Braga, de Aguaí, e um outro, aqui de São Paulo. Não sou do tipo que abre o jornal ou laptop na segunda feira e fica feliz porque seu time ganhou no Uruguai e, em seguida, fica triste porque seu time perdeu na Nova Zelândia ou em Samoa.

Tenho simpatia por outros times: Independiente, Peñarol, Ferroviária, Portuguesa, Industriales de Havana, Franca Basquete, Remo, Ceará, Sampaio, Olímpia…. E Vasco da Gama.

Sempre gostei do Vasco. Talvez pelo uniforme, talvez por Dinamite… Agora, no final do Brasileiro, estou torcendo muito para o Vasco escapar. Sempre me seduz a luta de quem veio de trás e vai recuperando posições. E o time está jogando muito bem. E é um grande, um time tradicional.

Por ser grande, por ser tradicional e por nunca – que eu saiba – haver recorrido a indecentes tapetões, gostei do acesso do Botafogo. Ah, e o fato de ser comandado por Ricardo Gomes, também. Ricardo merece o sucesso, é um grande exemplo de segunda chance. Sua vida daria um bom filme.

E o que os dois grandes cariocas têm em comum? O velho e perigoso clichê repetido incessantemente pelos jogadores. “Estou feliz porque o XXXX voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído”.

Nunca deveria, mas saiu.  O Palmeiras também. O Corinthians também. Se não houver planejamento, se não houver dinheiro, se não houver um olhar mais profissional, vai cair de novo.

O futebol está competitivo e todo grande, se não se comportar como grande, pode cair.

Olhem para a Chapecoense. Quem é mais organizado do que os catarinenses hoje em dia? Salários conectados com a realidade e pagos em dia. O Furacão. A Ponte Preta.

A fila anda. Glórias do passado devem ser louvadas sempre. Mas elas não são passaporte para o futuro. Quem não se mexer, vai continuar ouvindo o velho clichê ser repetido, com uma constância muito maior que o desejado.


Pantera da Mogiana dá lição aos grandes do Brasil
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botafogo3O Botafogo F.C de Ribeirão Preto está dando uma lição aos grandes clubes brasileiros. O livro “Botafogo, uma história de amor e glórias, do jornalista Igor Ramos e algo que precisava ser estudado, elogiado e imitado por todos os interessados em manter viva a história do glorioso futebol brasileiro, enlameado por dirigentes canalhas.

botafogo1Com capa dura e 424 páginas, o livro mergulha na história do clube quase centenário, desde a fundação até os dias atuais. Estão ali os craques, os dirigentes, as conquistas, a construção do estádio. Há dois prefácios, um de Sócrates e outro de Raí, talvez as maiores revelações do clube. “Passei por ele meu período de maturação intelectual, política e de consciência social. Foi uma honra e um privilégio, uma escolha que me ensinou e tanto prazer me deu”, diz o Doutro. “O equilíbrio familiar privilegiado que tive se reforçou na paixão por meu clube. Não faria sentido para mi que o futebol, algo tão presente em nossa casa, não representasse harmonia, tripé, triângulo, TRICOLOR”, diz Raí.

As fotos são uma viagem no tempo. O time de 1920, com Pequitote, primeiro grande ídolo, as conquistas no Paulista, as excursões, os enfrentamentos contra Vélez e Boca, as participações no Brasileiro, o título de 77, o vice de 2001 e uma sequência maravilhosa de fotos posadas, de 1957 a 2014, retratando todos os times do Paulista.

botafogo3A galeria dos 100 mais, com gente como Alexandre Bueno, Bell, Calegari, Cocito, Chicão, Douglas, Galli, Geninho, Gilberto Costa, Jair Bala, Jadilson, Julio Amaral, Junior (Dorival Jr), Lorico, Mario Sérgio, Mario, Mineiro, Maritaca, o ídolo Mairiporã, Nair, Nei, Paulo César Capeta, Paschoalin, Paulo Leão, Pé de Valsa, Peu, Roberto Pinto, Roberto Rebouças, Tiri..

Uma fábrica de talentos: Gallo, Bordon, Júlio Sérgio, Cicinho, Doni, Leandro, Luciano Ratinho, Diego Alves….

E o meu time preferido: Aguillera, Wilson Campos, Nei (Miro), Manoel e Mineiro, Lorico e Mário, Ze Mario, Sócrates, Arlindo e João Carlos Motoca. Geraldão, que formaria dupla com Sócrates no Corinthians, já havia saído.

Imperdível o livro. E que a Pantera consiga o título da Série D. E continue subindo sempre….

 


Botafogo e Santos estão no caminho do Corinthian
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Botafogo e Santos, que resumiam a grandeza do futebol brasileiro nos anos 60, com Pelé de um lado e Mané do outro, são os grandes brasileiros que estão seguindo o caminho do Corinthian, fundado em 1892 e um dos grandes times ingleses do início do século, quando o amadorismo ainda predominava. O clube que chegou a ceder onze jogadores para a seleção inglesa em uma partida contra Gales em 1894 e que fazia excursões por todos os continentes, atualmente está na oitava divisão do campeonato inglês. Sua última partida, em casa contra o Redhill, terminou com uma derrota por 5 a 1. Exagero prever a decadência? É só dar uma olhada para a Portuguesa, grande celeiro do futebol brasileiro, com muitos jogadores na Copa de 1954 e para o Guarani, campeão brasileiro de 1978.

A grandeza de um clube de futebol não é eterna. Nenhuma grandeza o é. Não vivemos mais a época de Downton Abbey e mesmo no grandioso seriado inglês, as mudanças, lentamente, vão ocorrendo. O lorde já foi salvo pelo genro  também nobre que lhe causava estranheza por gostar de….trabalhar.  Os que ficam parados sã engolidos pelas novas necessidades. Apenas como comparação, o Corinthian tem um estádio para 26 mi pessoas. O Santos e o Botafogo, não.

Tudo indica que o Santos foi escalpelado em tenebrosas transações. Neymar e seu pai já haviam assinado com o Barcelona antes do Mundial. Entraram nos cofres do Santos muito menos euros do que saíram da Catalunha. E agora, jogadores escapam do clube por conta de salários atrasados e não pagos. Com sinceridade, hoje e possível dizer que Santos e Palmeiras estão no mesmo nível? Como, se Arouca entrou na Justiça para receber dívidas e correr para o Palmeiras. E Dracena, correndo para o Corinthians? Mena? Aranha?

A falácia de que temos 12 clubes grandes está sendo destruída. Desde o início dos pontos corridos, apenas seis clubes foram campeões. O Santos foi um deles. Com um estádio minúsculo, com dívidas astronômicas, depende muito do surgimento de novos craques para se manter. Pensar em título, como em 2004, é sonho. E não se pode esquecer que Gabigol e outros garotos já estão fatiados. Vende-se a joia para manter o medalhão.

O Botafogo é ainda pior. Desde a perda do Engenhão, caiu em uma decadência econômica que dá medo. Onde vai buscar forças para reagir? O torcedor pode ter certeza que a queda foi circunstancial e que o clube vai subir? É só olhar para o sufoco do Vasco que foi terceiro na segunda. Note que estamos falando de reação na série B. Não estamos falando de título na série A.

O Corinthian te orgulho de ter dado origem a um gigante. No mundo, há muitos Santos e Botafogos que homenageiam os gigantes. Que essa coincidência não se cristalize nos próximos anos. Um ex-gigante conhecido por sua história e por seus rebentos.

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Palmeiras e Botafogo agonizam, mas há uma linda diferença para o Verdão
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O Botafogo perdeu para o Figueirense, no campo do Vasco. Foi sua quarta derrota seguida, duas delas como mandante.

O Palmeiras perdeu para o Sport, em casa. Foi sua terceira derrota seguida, duas delas como mandante.

Os dois gigantes estão mal, correm risco de queda, muito maior no caso do Botafogo. Mas esta não é a diferença maior entre os dois gigantes do futebol brasileiro. Ela está nos dois primeiros parágrafos. O Botafogo perdeu mandou o jogo no campo do Vasco. O Palmeiras estreou seu novo estádio, lindo.

A gozação pelos gols de Ananias e Patrick vai durar um bom tempo, mas o futuro é cheio de esperança. O novo estádio é sinônimo de grandeza reconquistada, é autoestima, é alto astral, é dinheiro em caixa. Todos sabem que a construtora fica com uma boa porcentagem do que será arrecadado nos próximos 30 anos, mas a obra está lá. Feita. É prova de grandeza.

O Botafogo, ao contrário, não tem estádio. Ganhou o Engenhão, após o final do Pan-07, mas a obra mostrou falhas estruturais que causaram caos financeiro ao time que já foi de Garrincha e hoje é de Jobson.

O Palmeiras joga contra Coritiba e Inter, fora de casa. Termina o campeonato contra o Furacão, em casa. Tem 39 pontos, três a mais que o Chapecoense, o primeiro rebaixado, que tem um jogo a menos. Enfrenta o Fluminense, no Rio.

O Botafogo tem 33 pontos, três a menos que o Chapecoense. Vai enfrenta-lo, fora de casa, na próxima rodada. Depois, pega o Santos, também fora e termina com o Galo, em casa.

Em resumo: o gigante carioca tem situação muito mais difícil que o gigante paulista. O Botafogo deve cair. O Palmeiras deve ficar. E o novo estádio pode ser o ponto de recuperação do Palmeiras. Talvez 2015 seja um ano mais tranquilo.

O Botafogo, sem time, sem dinheiro e sem estádio tem muito mais passado do que futuro. Ninguém pode apostar que ele estará de volta em 2016.