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Arquivo : bruno henrique

Minha seleção do Brasileiro-17
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Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Brasil teve comportamento vergonhoso na Libertadores
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Desde há muito, talvez sempre, os clubes brasileiros se julgam muito maiores que os outros da América do Sul. Os jornalistas, também. O Boca, de Riquelme, vinha aqui e o perigo era “a catimba”, como se os argentinos fossem demoníacos serem prontos a devorarem nosso jogadores, verdadeiras virgens do esporte bretão.

Era uma arrogância verde e amarela, sempre se achando melhor que os outros. E sempre com mania de perseguição. Nos últimos dias, tivemos provas de que somos como eles: seres humanos imperfeitos.

Bruno Henrique cuspiu na cara do jogador do Barcelona. Um companheiro de trabalho. Brasileiro, por sinal.

Rodriguinho deu uma entrada tão violenta quanto imbecil. Foi expulso em três minutos.

Fagner denunciou um complô dos países da América do Sul contra o Brasil. Pregou união urgente. Como se ele não houvesse jogado como sempre, com eficiência e brutalidade. Atenção, não é crítica. Fagner joga sempre no limite da deslealdade.

Wellington Paulista preferiu a xenofobia. Disse que era um absurdo o jogo da Chapecoense ser apitado por um boliviano. Como se a Chapecoense não fosse o time eliminado por haver inscrito um jogador de forma irregular. E como se o Jorge Wilstermann, representante boliviano não estivesse fazendo bonito.

A torcida do Santos passou horas e horas em frente ao hotel da delegação do Barcelona fazendo barulho para impedir o sono dos jogadores. Prática de eficiência zero, como se viu. O jeito foi destruir o ônibus do…Santos, após o jogo.

Pelo menos, não matamos ninguém. Como na Bolívia.


7 melhores contratações de 2017
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Sabe aquele jogador que chega, veste a camisa, não fica falando em problemas de adaptação, entra em campo e  resolve problemas? Muda o time de patamar? Ou os dois juntos? Fiz uma lista das sete contratações que mais me agradaram em 2017. Nem todas envolvem muito dinheiro.

GATITO FERNANDEZ – O Botafogo tinha Jefferson no auge. Grande ídolo e com passagens pela seleção. Ele se contundiu e o clube trouxe Sidão, que fez um bom 2016. Foi para o São Paulo, onde pouco se destacou. Ainda sem Jefferson, o Botafogo trouxe Gatito Fernandez, que está se tornando uma lenda, defendendo sete de onze cobranças de pênalti. Jefferson está recuperado e na reserva.

GABRIEL – O Palmeiras abriu mão de Gabriel no início do ano, mesmo com Moisés e Arouca contundidos. E mesmo já tendo resolvido abrir mão de Mateus Sables. E mesmo sendo Felipe Melo apenas uma possibilidade, ou nem isso. Livre, ele foi para o Corinthians, onde, livre de contusões, se firmou como um jogador fundamental para a proteção da defesa que ninguém passa.

GUERRA – Ele é um exemplo das mudanças do futebol mundial. Um venezuelano que faz sucesso no futebol brasileiro. Antes dele, só misses venezuelanas faziam sucesso no Brasil. É o principal jogador do Palmeiras e sobre ele não respingou nada do ano verde, muito abaixo das expectativas.

HERNANES – Em quatro jogos – mesmo com duas derrotas – mostrou ser o comandante do São Paulo rumo ao fim da vergonha do rebaixamento. Ainda não ocorreu, é claro, mas  com Hernanes, o time deu mostras e lampejos de ainda ser o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Foram duas vitórias épicas, com viradas tão inesperadas como inesquecíveis e, sejamos honestos, injustas. Tudo com sua técnica, chutando de esquerda ou de direita. Com uma linda cobrança de falta e dois pênaltis.

LUCCA – Encostado no Corinthians, foi para a Ponte e está na briga pela artilharia do Brasileiro, sempre aberto pelos lados do campo e com alto poder de definição. É a principal arma da Ponte, que luta pela permanência na Série A e deve conseguir mais do que isso. Está jogando tão bem que o Corinthians já recebeu ofertas do Exterior.

BRUNO HENRIQUE – Pagar 4 milhões de euros pelo jogador que saiu do Goiás e que não tem feito nada de memorável no Wolfsburg, time médio da Alemanha? Olha, ficou barato. Bruno Henrique é o grande destaque ofensivo do Santos em 2017, efetivo na Libertadores e no Brasileiro. E ainda ajuda na recomposição da equipe, fazendo um trabalho coordenado com Copete.

– Cadê o Jô, que fez muito sucesso no Galo (39 gols em 127 jogos), foi campeão da Libertadores e esteve na Copa do Mundo? Está por aí, nos Emirados Árabes e na China. Esquecido. Voltou ao Corinthians, que o revelou em 2003, voltou a dar importância ao futebol e é o grande nome do time que será campeão brasileiro em 2017. Canhota matadora, definindo sempre com precisão, capitão do time, Jô erro quase nada em 2017. Deu a volta por cima. Voltou a ser jogador de futebol. Dos bons.


No meio do caminho, havia um Vanderlei, um Veríssimo…o Sobrenatural
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O contra-ataque foi lindo, daqueles que merecem ser filmados e passados desde escolinhas de base até cursos de pós graduação de treinadores. Lucas Lima abriu na esquerda, Ricardo Oliveira cruzou rasteiro e Bruno Henrique, a melhor contratação do ano, fez o gol da vitória. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, que jogaram mal, muito mal.

A classificação viria, mesmo sem o gol. E viria através de atuação destacada – uma a mais – de Vanderelei, que pegou tudo. Um recado dado a Tite. Ele também merece uma chance na seleção.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma bola que passou por ele e foi salva por Lucas Veríssimo em cima da linha.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma de Jonathan, que a trave salvou.

Lucas Veríssimo fez uma partida espetacular. Grande atuação, marcou muito bem.

O Furacão sai eliminado e pode lamentar tudo o que passou na Vila. Atacou muito mais, foi corajoso, fez o Santos jogar arrinconado em eu campo, fechado em sua defesa…

Foi um time corajoso e que fez um jogo excelente.

Mas, em vez de uma pedra no meio do caminho, havia um Vanderlei, havia um Veríssimo, havia uma trave…Tudo obra do Sobrenatural de Almeida, só pode ser.

 


Bruno Henrique comandou a justa vitória verde
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O Palmeiras jogou muito bem e conseguiu bela vitória em Recife. Os gols saíram na fase final do primeiro tempo e podem dar a impressão de um domínio passageiro, mas não foi isso. O Palmeiras teve o domínio tático do jogo, desde o início.

Luxemburgo montou uma ala esquerda com Sander e Mena, dois laterais, talvez para segurar Roger Guedes, que só entrou no final. E foi por ali, o lado mais fechado, que o Palmeiras dominou, com chegadas de Eryk e Jean.

O domínio do Palmeiras era grande no meio campo. O time aproveitou-se de um erro de posicionamento do Sport. Diego Souza jogou muito adiantado, formando dupla de centroavantes com André. E tome bola aérea. Os volantes avançaram para armar. E o Palmeiras, desarmando muito, rendia nos contra-ataques. O escanteio do primeiro gol saiu assim, com gol de Bruno Henrique, de cabeça.

O segundo também, com roubada de Bruno Henrique e lindo passe para Keno.

A partir daí, o Sport atacou mais. Colocou Rogério e tirou Sander. Passou a ter mais posse de bola e teve uma boa chance com a cabeçada de Diego Souza no travessão. Mas o Palmeiras, comandado por Bruno Henrique e Thiago Santos, se defendeu muito bem. O time terminou com 31 faltas contra 20 do Sport. E teve ainda a maior chance do jogo. Duas no mesmo lance, com Keno. Agenor fez valer o apelido de Ageneuer.

Palmeiras venceu sem sustos.


Jogador finge mais que o poeta de Fernando Pessoa. Ponte elimina o Peixe
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Caricatura de QI

Um dos poemas mais conhecidos do português Fernando Pessoa me faz lembrar imediatamente dos jogadores de futebol do Brasil. Aqui está ele:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

É impressionante o que fazem. Uma vergonha. Rivaldo, na Copa de 2002, levando as mãos ao rosto ao receber uma bolada no peito. A pantomina é sempre igual. Mãos no rosto. Seja qual for a parte do corpo tocada, a mão vai ao rosto. Pottker deu um murro no ombro de Bruno Henrique, por trás. O santista coloca a mão no rosto e cai. E rola. Uma patacoada sem tamanho. A coisa se propagou qual vírus. Hoje, tem juiz fingindo agressão e caindo ao chão. Tem gandula desmanchando e indo ao chão, qual uma jaca.

Não tem virgem no bordel. Todos fazem parte da desmoralização. Quando vão á Europa, por seu drible, por sua cabeçada, por seu chute forte, por seu lançamento preciso, entregam também sua veia artística. Sua falta de respeito. São piscineiros natos. Acrobatas. Está na hora de haver uma ação contra este tipo de atitude que depõe contra o futebol brasileiro. É muito mais grave que comemorar tirando a camisa ou ironizando um rival.

Mas, falemos de futebol. A Ponte está na semifinal do Paulista. Deu um show nos pênaltis, com cobranças perfeitas e fez cinco contra quatro. O Santos foi bem melhor durante o jogo, mas não fez o segundo gol. E o pior de todos foi o árbitro. Um verdadeiro fingidor. Fingiu que tem capacidade para apitar um jogo assim, tão importante. Fingiu e ninguém acreditou.

 


Olho na meritocracia, Tite!
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Agora que o Corinthians está fora da Libertadores, como já ficara fora do Paulistão, é preciso ter cabeça no lugar. O time é um dos favoritos ao título do Brasileiro. Fica entre os cinco primeiros, no mínimo.

Para isso, Tite tem de mudar Apostar na meritocracia.

Tite fala muito em meritocracia. Joga quem está melhor. Mais do que isso, ele respeita a fila. Se um jogador deixa o clube, um outro éjustiça contratado. Mas a vez é do reserva que lá estava. Tite também gosta de manter os jogadores que estiveram com ele nos momentos bons. Em 2013, morreu abraçado com Romarinho e Jorge Henrique, heróis de 2012.

É hora de praticar.

Balbuena deve entrar no lugar de Yago. Joga mais, é mais experiente, tem mais senso de colocação.

Bruno Henrique precisa sair. Nesse 4-2-3-1 que se transforma em 4-1-4-1 ou 4-1-3-2 dependendo da velocidade da projeção de Elias, é necessário um parceiro que garanta a barra lá atrás. Bruno Henrique não está conseguindo. Não desarma como Ralf – já era sabido – e não está acertando passes. É hora de Malcon, que passa muito bem. Na verdade, seria a hora de Marciel, que marca bem e passa bem. Mas Tite autorizou sua troca por Willlians, que nunca joga.

Romero deve entrar no lugar de Lucca. Romero é muito mais empolgado e empolgante. Acredita em todas, corre muito. Lucca é muito blasé.

Rodriguinho quando é bom, é ruim. É hora de Marlone. Ou de fazer o Guilherme acordar do sono profundo que o acomete. Ou de Marquinhos Gabriel. O que não pode é Alan Mineiro. O ex-gordinho foi muito mal em Montevidéu, perdeu um gol certo contra o Audax e ninguém sabe ninguém viu contra o Nacional, em Itaquera.

Arana joga mais eu Uendel.

Walter ou Cássio? Tenho dúvidas, mas a verdade é que aquelas mãozonas de Cássio estão parecendo um tipo de alface gigante,

O time precisa de um centroavante. André não dá conta.

São muitas mudanças? São. Mas também são duas eliminações.

Está na hora da meritocracia funcionar.

Outra coisa, Tite. Um treinador que ganha o seu salário não pode permitir que o time erre tantos pênaltis. Quem é o cobrador oficial? Por que Marquinhos Gabriel furou a fila da meritocracia, contra o Nacional? Puro desespero.

 


Trio de Ferro não ousa e aposta em experiência
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Menon

O Trio de Ferro tem visto a Libertadores como um campeonato hiperbólico, de dificuldades intensas e terríveis que só podem ser enfrentadas por jogadores de carreira já consolidada, com experiência acumuladíssima. Os cascudos.

Vejo um exagero nisso. Futebol é futebol e não há hora para o novo surgir. O Corinthians ganhou em 2012 com o experiente e malaco Sheik, mas teve gol dele – Romarinho – na Bombonera. E quem era Romarinho antes daquele jogo?

São três exemplos que vejo de forma mais clara.

Nathan – O zagueiro já fez partidas muito boas pelo Palmeiras. Tem participação em campeonatos de seleções de base. No ano passado, foi muito mal em uma partida contra o Coritiba. Detalhe: estava na lateral-direita e parece ter pago exageradamente por esse jogo.

O Palmeiras preferiu apostar em Edu Dracena. Acho até correto, Edu tem carreira incontestável e – acredito – trará coisas boas ao Palmeiras. Não será Lúcio. Mas, e Leandro Almeida? Acredito que Nathan seria uma aposta melhor que Leandro Almeida, como no ano passado seria melhor que Vitor Ramos. Parece que os experientes como Vitor Ramos – fez o que de bom antes do Palmeiras? – e Leandro Almeida podem errar muito mais que um garoto promissor como Nathan.

Leandro Almeida joga na esquerda e Nathan na direita, me lembra o @verdazzo Conrado. E Roger Carvalho? Qual a credencial que tem – além de uma boa Série B – para ganhar a precedência sobre uma revelação?

Marciel – O volante canhoto de 20 anos, promissor, será trocado por Williams, de 29 anos. Vamos lá. Williams é um jogador que protege muito bem a defesa, tem números muito bons quando se fala em desarmes. É um jogador útil. Será útil ao Corinthians. Acho um erro dizer que Bruno Henrique tenha as mesmas características de Ralf. Com Ralf, Elias tem liberdade para sair e transformar o 4-2-3-1 em 4-1-4-1. Não é uma contratação errada. Mas não poderia vir em troca de dinheiro.

O Corinthians arrecadou R$ 70 milhões com as vendas de jogadores. Não poderia gastar R$ 5 milhões e manter Marciel? O garoto teria a chance de jogar. Ah, mas não é experiente. Mas os 11 precisam ser experientes? Com Cássio, Elias, Danilo e outros em campo, Marciel não poderia render? Ou então, não poderia jogar no Paulista?

Lugano e Breno – Aqui, não se trata de jogadores jovens serem preteridos. Lucão já teve mais de 30 partidas pelo São Paulo e não mostrou a segurança necessária. No Paulista do ano passado, Antônio Carlos foi preterido para que ele fosse inscrito. Boa ideia, mas a realidade é que ele ainda não mostrou ter futebol que garanta um posto no time titular.

Mas apostar na experiência de Lugano e Breno ao mesmo tempo é perigoso. Lugano, após a Copa do Mundo, ficou 11 meses sem jogar futebol. Depois, começou a se recuperar na Suécia e no Paraguai. Não digo tecnicamente, mas de forma constante. Entrou em campo, mas ainda está com pouco peso. Busca o melhor condicionamento.

E Breno. Ficou um tempo na prisão, fazendo exercícios que não tem a ver com futebol. Deixou de ter o físico de um atleta profissional. Algo que busca recuperar agora. Mas ainda tem pouca noção de espaço, ainda perde o tempo de bola…

São dois jogadores de bom passado, de bom futebol, mas que correram o risco de abandonar a carreira por problemas físicos.

Uni-los  – na zaga ou com Breno no meio – em nome da experiência, me parece algo preocupante.

Experiência é a bola da vez.

Uma aposta segura – se não der certo, a culpa é do jogador – que pode se tornar perigosa.


Galo 1 x 0 Timão. Alguns pitacos
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Menon

Início de ano. Gramado sintético. Jogadores ainda recuperando forma física. Os times que entraram em campo receberão muitos reforços. Diante de tantas incógnitas, nada é definitivo no Galo 1 x 0 Corinthians . Mesmo assim, é possível fazer alguns apontamentos.

1) O Galo venceu a Copa da Florida. Foi campeão. E ser campeão é importante, mesmo contra rivais da segunda divisão de El Salvador, o que não foi o caso. Título é bom e dá tranquilidade para o trabalho continuar.

2) Fiquei impressionado com a velocidade que os dois times deram ao jogo. O jogo foi intenso, mesmo sendo um torneio amistoso.

3) Aguirre deixou o Galo mais compacto e forte na marcação. Duvido que, com ele, a não ser em último caso, Rafael Carioca jogará sem um companheiro bom de marcação ao lado.

4) O contrário aconteceu com o Corinthians. Houve muitos espaços para o rival jogar. Bruno Henrique não deu a mesma proteção que Ralf dava, apesar de ter mais toque de bola.

5) Hyuri e Casares – principalmente o equatoriano – deram frescor ao Galo. Jogadores rápidos e envolventes, com muita técnica. Parecem ótimas contratações.

6) Romero teve bons momentos no jogo, com velocidade e deslocamentos. Danilo é que ficou mais centralizado, quase um centroavante.

7) Rodriguinho não aproveitou a chance.

8) Elias esteve abaixo do que sabe e pode.

9) Luan é um jogador muito efetivo, participa do jogo e não tem medo de cara feia.

10) Edílson é um reserva que não tem condições de substituir o titular. E olha que o titular é Fagner. Comete menos deslizes.

 


Timão continua forte. E Cristian continua mico
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Menon

O Corinthians dá sinais de reação diante do tsunami chinês. É claro que não encontrou um novo Jadson ou um novo Renato Augusto – embora inferiores, Vagner Love e Ralf também fazem falta – e ainda há o risco de perder Gil. Mas nem tudo é notícia ruim.

Cássio vai continuar. Guilherme, um bom meia e também atacante, está chegando. Marlone já veio. André pode ser o novo atacante. Gosto de André, desde o tempo do Santos, quando era muito criticado, por comparações injustas com Neymar. O que, para mim, é inaceitável é sua foto tirando o símbolo do Galo da camisa. Considero um desrespeito enorme. Quem faz isso com um time, fará com outros. Jogador precisa respeitar clube de futebol. Jogador passa, clube é eterno.

O San Lorenzo recebeu uma oferta pelo meia Sebastián Blanco.

Não é igual ao que havia. Tite vai ter muito trabalho, mas: 1) ele gosta de trabalhar e 2) ele sabe trabalhar. Não vamos esquecer que os dois últimos campeões da Libertadores fizeram uma primeira fase muito fraca e foram crescendo durante a competição.

Torcedor rival tem mesmo de comemorar desmanche. Futebol é bom por isso. Mas é bom tomar cuidado, porque o Corinthians está vivo.

Entre os prováveis reforços, está Williams, do Cruzeiro. Volante de muita força. Tem mais a ver com Ralf do que Bruno Henrique, o atual titular.

E Cristian? Não será levado em conta?

No balanço das horas, tudo pode mudar, mas a tendência é que ele continue fazendo o que tem feito desde que voltou da Turquia, com direito a 400 mil mensais: vai aparecer ao lado de Tite nas comemorações dos companheiros.

Cristian mostrou-se uma contratação totalmente equivocada. A torcida só se lembra dele por aquele ato cafajeste de provocação aos são-paulinos. Os dois dedos em riste, que causaram um faniquito em Paulo Schmitt, sempre pronto a aparecer mais que os jogadores. O procurador chegou a falar em prisão do jogador.

Total exagero. Dificilmente a cena se repetirá. Não que o São Paulo tenha uma boa defesa agora. Apenas porque Cristian não joga. Não é levado em conta. Foi mico em 2015. Mico será em 2016.