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Arquivo : Buffarini

São Paulo luta contra “herança maldita” de Ceni e jovens baladeiros
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Herança maldita de Ceni é um termo usado por diretores do São Paulo. Ela se refere a dois nomes: Cícero, pedido por Ceni e que não tem acrescentado nada ao time. E Thomaz, que recebe R$ 80 mil por mês e tem contrato de três anos. É como se ele tivesse ganho na loteria, após fazer uma boa partida contra o Palmeiras, quando ainda estava no Jorge Wilstermann. Na análise, o contrato deveria ser até o final do ano, como o de Denílson. Um teste.

Considera-se também que alguns jogadores não estão preocupados com o clube, se acomodaram com a reserva, já que o salário é bom e sempre chega no dia certo. Esse grupo é formado por Wesley, Buffarini e Douglas, além de Cícero e Thomaz. Havia esperança de que Wesley reagisse a partir da chegada de Dorival, que o dirigiu eno Santos, mas…nada. A rescisão do contrato está encaminhada. Buffarini tem mercado.

O clube busca colocar os outros, Cícero, Thomaz e Douglas, em negociações nacionais. Busca-se um lateral. A prioridade era Marcos Rocha, mas o jogador pediu R$ 350 mil mensais. E Dorival argumentou que confiava no futebol de Bruno.

O terceiro problema é a falta de comprometimento de dois jovens da base. O termo usado é “baladeiros”. Um deles é apontado como alguém que não está aproveitando a segunda chance, depois de muitos problemas de comportamento no time anterior. Fala-se de atraso para tratamento médico por estar fazendo uma nova tatuagem. E o segundo, visto como alguém com grande potencial, com pinta de craque, estaria deslumbrado com a noite paulistana.

São erros e preocupações com o passado recentes. Mas, o que está sendo feito de bom após a saída de Ceni?

 


Clube grande cai, sim. Está caindo
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Time grande não cai.

Os são-paulinos (tomo a parte pelo todo, uma grande parte, diga-se) gritaram exaustivamente a frase, em 2013 e 2015. Havia uma outra frase, de mesmo sentido. Time grande cai, mas time gigante não cai.

São frases divertidas, uma gozação bem feita contra os rivais Palmeiras e Corinthians. Mas são também frases a mostrar o último suspiro da tal soberania, varrida dos campos há uma década, com aquele coito interrompido que foi a vitória contra o Tigre, na sul-americana de 2012.

Gritar que não cai é o que restou a quem gritava é campeão com a mesma assiduidade que um ano substitui outro. Ou, lembrando um pouco mais longe, como um semestre substitui outro.

Não ganhamos, mas não caímos. Somos grandes e os outros são pequenos. Somos gigantes e os outros, vá lá…são apenas grandes. Somos soberanos e tudo é uma questão de tempo, pois daqui não cairemos.

Está caindo o São Paulo. Os avisos foram gritados, os sinais foram escancarados, mas a gerontocracia de ideias que dirige o clube há décadas, não viu e não ouviu. Preferiu a briga intestina (nos dois sentidos) à busca de uma solução, que poderia passar pela unidade. Talvez não ajudasse, porque as ideias do outro lado…ah, quais são, mesmo?

Quem gritava que time grande não cai, sabia que estava dizendo uma sandice. Palmeiras, Corinthians, Inter e tantos outros grandes representantes do futebol brasileiro caíram.

E, se clube grande não cai, time médio cai. Deitado em devaneios soberanísticos, a diretoria do São Paulo esqueceu que não há justiça no futebol. Um elenco melhor do que alguns outros, pode cair, sim. Não é o investimento que decide, não é uma análise crítica dos jogadores contratados. É o campo que resolve.

O São Paulo tem aproveitamento de 77,8% quando falamos de seu enfrentamento com Vitória, Avaí e Atlético-GO, seus companheiros de infortúnio. Não é suficiente. Precisa vencer os outros também. E, sempre é bom lembrar, o tal aproveitamento gigantesco foi construído no Morumbi.

A diretoria do São Paulo não pode se apegar a um clichê moribundo: “o São Paulo não merece estar nesse lugar”; Por que não? Pelo passado glorioso? Já vimos que não conta, que outros gigantes de foram.

Pelo futebol apresentado? Também não, apesar de não ter sofrido nenhuma goleada, nenhum vexame. Tivesse ocorrido, talvez o tal aviso tivesse sido ouvido.

Pelo elenco que o time tem?

Vamos conversar sobre isso. O elenco tem problemas graves. Não vou comparar com outros, não vou fazer uma análise posição por posição, mas o elenco do São Paulo tem carências enormes. E elas permitem que outros clubes, talvez mais fracos o ultrapassem.

Bruno e Buffarini, por exemplo. Um, é pior na defesa. Outro, é pior no ataque. Os dois são ruins no conjunto. As entidades Brunarini ou Buffaruno são assustadoras. O que defende melhor, levou dois dribles humilhantes na Vila. O que ataca melhor, não acerta cruzamentos.

Júnior Tavares. Esqueça a louvação a Cotia. Nem de lá, ele veio. Junior veio do Grêmio com a fama de indisciplinado, bom no ataque e ruim na defesa. A primeira, com dedicação aos treinamentos, ele afugentou. Nada de indisciplina. A segunda, confirmou-se em parte. Ele é um desafogo na esquerda. E é um tormento na defesa. Em um time equilibrado, ele teria sua função e poderia render muito. Em um time cheio de problemas, só os erros aparecem e de forma exponencial. Foi um erro deixar tudo nas costas de um garoto. Participou de praticamente todas as partidas do ano. E seu reserva, Edimar, só o departamento de análise e desempenho garante. É um jogador a ser burilado e não uma solução.

Rodrigo Caio é um bom zagueiro, apesar do pouco físico. Não é bom como outros que fizeram sucesso há dez anos. Miranda, Lugano, Fabão, André Dias, Rodrigo e Breno foram melhores. Fabão, sim. Pense um pouco e veja quem errou mais. Novamente, é a questão do momento. Se Rodrigo Caio estivesse lá, naquele tempo….Não está.

Pela fama que tem, Rodrigo Caio deveria ser a individualidade capaz de carregar o time nas costas. Como Roberto Dias fez há 50 anos. O mesmo vale para Pratto. Um grande jogador em um time fraco e desequilibrado, não deveria ser a salvação? Não tem sido. Cueva é o mesmo caso, apesar de haver melhorado um pouco.

Não é o caso de Jucilei, que tem rendido muito bem, mas que, pela posição em que joga não está ali para resolver. Como parece ser, não nos precipitemos, o caso de Arboleda.

Jogadores que deveriam decidir e não decidem. Jogadores fracos. Jogadores com uma responsabilidade técnica acima de suas forças. E o que mais?

Uma incógnita como Gómez, que foi bem na Colômbia, mas que fez dois jogos sem nenhum protagonismo.

Jogadores médios, que poderiam render em times bem organizados, como é o caso de Marcinho. E de Petros, que fala muito bem, que tem personalidade, mas que joga menos que Thiago Gomes. E Wellington Nem, que perdeu a velocidade em algum lugar do passado.

Jogadores jovens, como Lucas Fernandes, Brenner e Shaylon, a quem não pode ser dada a missão de salvamento. A eles, deveria ter sido dadas oportunidades de jogar. Mas, preferiram, por exemplo, Denílson.

E é um time assustado. Quando faz um gol, não resiste ao assédio, como qualquer adolescente esperando o primeiro beijo. Quando sofre um gol, se desmancha, como picolé ao sol.

É um time caindo. Está cumprindo os avisos que estão sendo dados há muito tempo. E que os ouvidos soberanos apenas ouviram. Mandaram a mensagem para o cérebro soberano. E que o cérebro soberano respondeu através da boca soberana. “Time grande não cai”. Cai, sim.


São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.


São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Lucão foi a boa novidade do São Paulo
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O São Paulo fez uma partida normal, sem brilho e voltou de Buenos Aires com um ponto. Pode decidir em casa, dia 11 de maio, a passagem para a segunda fase da Copa Sul-americana.

Traz na bagagem, além do ponto, duas boas notícias. Pela terceira vez seguida termina uma partida sem sofrer gols. E Lucão jogou muito. Não sofrer gols é um princípio muito importante a ser cultivado, principalmente quando se lembra que o Cruzeiro vem aí, pela Copa do Brasil. E o zero no placar foi uma conquista dos três zagueiros e também de Jucilei, que, uma vez mais, conseguiu dar muita proteção ao time.

Lucão era um dos zagueiros. E teve uma atuação muito boa. Seguro por baixo, firme nas divididas e dando uma contribuição boa pelo alto. Uma notícia importante quando se lembra do quase ódio que a torcida tem por sua revelação. Com 21 anos, Lucão se aproxima de 90 jogos pelo clube. Há boa possibilidade de recuperação do jogador, talvez até para uma possível venda futura. Ele tem currículo pelas seleções de base.

Rodrigo Caio foi ótimo do início ao final. E Breno não ficou atrás. Salvou um gol, com bela cabeçada. O problema não era a zaga, era a pouca projeção dos laterais. Ainda no primeiro tempo, Ceni desmontou a linha para que Rodrigo Caio adiantasse um pouco, juntando-se a Jucilei e João Schmidt, equilibrando o meio campo. A armação ficou por conta de Wellington Nem.

Aí está o problema. Não em Nem, mas no elenco. Sem Cueva, é preciso improvisar. Nem é jogador de lado de campo, um ponta. Aliás, perdeu um gol feito. No segundo tempo, entrou Shaylon em lugar de Breno e Nem foi para o lado. Não funcionou. A expulsão de Buffarini fez com que Shaylon deixasse o campo. Entrou Wellington para formar uma linha de tres volantes, à frente de quatro zagueiros. E tome bola aérea. E tome Rodrigo Caio. E tome Lucão.

O grande problema do São Paulo foi Buffarini, deslocado na esquerda e amarelado logo no início. No segundo tempo, Ceni tirou Chavez e colocou Tavares na ponta e manteve o argentino na esquerda. Talvez se o tivesse colocado na direita, com Araruna no meio e Tavares na esquerda, não houvesse o segundo amarelo. Talvez. Com Buffarini nunca se sabe.


São Paulo garante a vaga e pode descansar no sábado
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Gol de nariz ajudou o São Paulo. Nem Cyrano de Bergerac faria melhor

O quinto gol de Pratto pelo São Paulo, novamente de cabeça, foi muito mais importante do que dar ao jogo um resultado mais de acordo com o que se viu em campo. Ele praticamente garante a vaga para as semifinais. Afinal, o próximo jogo também será no Morumbi e o time pode até perder por um gol. Se perder por dois; pênaltis decidem. Lo

Assim, é garantida uma certa folga nesta terrível maratona. Ceni pode levar o time mais forte possível para enfrentar o Defensa y Justicia e descansar muita gente contra o Linense para ter novamente força total contra o Cruzeiro. É uma vantagem importante, devido o acúmulo de partidas, a ausência de Cueva e a limitação do elenco.

O placar poderia ter sido ainda maior. O São Paulo, mesmo “jogando” em Lins, teve o total domínio do jogo. Marcou no campo do Linense e transformou o jogo em um ataque x defesa. O gol, que não saiu no primeiro tempo, veio logo no início do segundo, através de um cruzamento de Buffarini, chute de Rodrigo Caio e um infeliz nariz de Diego Felipe.

O São Paulo tentou o segundo, pressionou bastante, mas logo, tirou o pé. Desacelerou. Talvez para ganhar forças pela maratona que se inicia. Na minha opinião, melhor seria apostar na construção da goleada. Buffariniu, com amarelo, deu lugar a Araruna. E Ceni colocou o estreante Thomaz. Jogou bem, deu cadência ao jogo, mostrou bom passe, mas penso que deveria ter entrado em lugar de Wellington Nen, menos produtivo e intenso que Luiz Araújo.

Além de Thomaz, o São Paulo pode comemorar também uma nova partida tranquila de Renan Ribeiro. É a quarta partida seguida e do parece claro que o posto de titular é dele. Nada de rodízio.

Jucilei também fez ótima partida. É o primeiro volante do time. Ganhou o lugar de Schmidt.

E a grande notícia é que o time, pela segunda vez seguida, sai de campo sem sofrer gols.

Um São Paulo com novos titulares e mais equilibrado está nascendo. Fica apenas, a vontade de uma goleada que não houve.


Bola pro mato, São Paulo. O jogo é de campeonato
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Antes de tudo é bom dizer que o Mirassol é um time muito bem treinado e que sabe exatamente o que fazer em campo. Tem bom passe, trata bem a bola e não se desesperou diante do domínio do São Paulo, principalmente quando se fala em posse de bola.

Um time perigoso.

E contra um time bom e perigoso, o São Paulo fez o primeiro gol aos nove minutos. Nada melhor. E continuou a marcar pressão e a ter domínio do jogo. O gol não saiu e o Mirassol começou a se soltar. Teve três chances seguidas entre os 30 e 40 minutos. Começou o segundo tempo com a mesma postura altiva. Não tinha medo de jogar.

No início do segundo tempo, escrevi no comentário ao vivo do UOL que o São Paulo precisava fazer um gol logo para que o jogo não se complicasse. E Rodrigo Caio fez. Rogério Ceni, então, fez três substituições que me passam a impressão que foram feitas porque ele considerou o jogo terminado.

  1. Neílton em lugar de Luiz Araújo, que havia perdido um gol – Rogério disse que montou um elenco com quatro jogadores de lado de campo – Neres saiu e Nem está machucado – para ter sempre intensidade e para manter o ritmo. Teoricamente está certo, mas Neílton é fraco. Não vai bem no ataque e nem na recomposição.
  2. Buffarini em lugar de Cícero – Rogério explicou que montou uma linha de três zagueiros com Buffarini, Maicon e Rodrigo Caio e que pediu liberdade total aos alas Bruno e Júnior. Não entendi. Buffarini é rápido, mas é baixo. E, pela televisão, o que vi foi Junior Tavares de volante e Buffarini na esquerda. Fiquei com a impressão que foi um preciosismo, algo para mostrar que é possível mudar o time sem trocar jogadores, algo para dizer que Buffarini joga bem em três posições.
  3. Lucas Fernandes em lugar de Cueva – Nitidamente, foi uma troca para homenagear Lucas que é um futuro grande jogador. Estava parado há nove meses por conta de operações no joelho e no ombro. Em casa, com o jogo definido, seria o momento exato para que ele entrasse e recebesse aplausos. Só que não estava decidido e Cueva, o melhor do elenco, saiu.

Enfim, são substituições que eu considerei erradas. Mas o time ganharia do mesmo jeito se Edson Silva ainda estivesse no São Paulo e não no Mirassol. Ou se Lugano estivesse em campo. Maicon é bom, mas errou feio. Não pode tentar sair jogando daquela maneira, nem se acertar. Ainda mais errando. E ele já havia errado feio no primeiro tempo.

O São Paulo tem um estilo de jogo agressivo e o tem mantido em todos os jogos. Não é o caso de trocar, mas apenas de saber que nada é tao definitivo. Dar um chutão também pode ser importante. Seria o chutão da vitória. No segundo gol, nova falha da defesa, permitindo a chegada de Xuxa.

São erros que podem ser corrigidos. Com certeza serão. O conceito não pode ser mudado. Mas é preciso cuidado na hora decisiva. Outro ponto: não vejo Sidão como um grande goleiro. Nem com os pés e não com as mãos. Jogou bem, com as mãos, mas errou uma saída feia com os pés. Pode até ser titular, afinal Denis teve um ano para dar confiança ao time e não conseguiu. Mas dizer que Sidão merece a vaga porque é bom com os pés, é forçar muito. Bom é o Neuer e foi o Ceni.


Vitória dos filhos de Bauza
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Quando Bauza trocou o São Paulo pela seleção argentina, uma indagação ficou no ar: o que fazer com Chavez e Buffarini, os dois argentinos pedidos por ele? E agora? Dois estrangeiros a mais, sem o seu mentor. Como se não fosse comum, um treinador receber reforços e ser demitido em seguida.

A vitória do São Paulo contra o Figueirense muda o status de Buffarini e Chavez. Não são dois encostos deixados por Bauza. São dois presentes. Aliás, Chavez já havia mostrado seu valor. Chegou a seis gols em nove partidas. Calleri marcou cinco em 18 partidas. Depois, melhorou muito e se transformou em ídolo. Marcou 16 vezes em 32 jogos.

Chavez é um lutador. Não tem bola perdida, corre muito, ataca o zagueiro, desloca-se do centro para a esquerda…Fez o primeiro de cabeça. E deu um passe perfeito para Kelvin fazer o terceiro.

Mas a grande beleza do terceiro gol foi o seu início. Buffarini, deslocado pela esquerda, deu um lançamento ótimo para Chávez. Ele avançou, pela esquerda e serviu Kelvin.

Buffarini mostrou uma desprendimento enorme. Marcou muito forte e chegou a deixar Carlos Alberto muito irritado. Ele falhou no lance do terceiro gol. Uma furada que se transformou em pênalti. Mas deixou claro que nunca faltará suor de seu lado do campo.

O São Paulo mostrou também algo pode deixar sua torcida muito animada. Um comprometimento total em campo. Marcação forte, dois ou três no mesmo lance, nunca houve bola perdida. Contra o Palmeiras, já havia sido assim. É um padrão que, se mantido, pode ser o início de um período mais produtivo no Brasileiro.

Enfim, o São Paulo cumpriu sua primeira missão contra o rebaixamento. Com grande força dos presentes de Bauza e de Denis, com duas defesas salvadoras


Há dois times piores que o São Paulo. Briga contra a guilhotina promete
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guilhotinaNos dez últimos jogos o São Paulo empatou com Coritiba, Internacional, Chapecoense, Corinthians, perdeu para Botafogo, Galo, Grêmio e Ponte Preta e venceu Santa Cruz e América-MG. Ou seja, ganhou dos dois times que são piores do que ele. Há outros times ruins, mas realmente piores que o São Paulo apenas os dois que dificilmente escaparão da degola.

Quem mais é pior que o São Paulo?

O jogo contra o Coritiba foi um horror. Duas duplas destoaram muito.

Hudson e Thiago Mendes são muito fracos. Não têm saída de bola. Não dão opção de jogo. Não armam jogadas. Impossível entender João Schmidt no banco.

Buffarini e Kelvin não fizeram nada de bom pela direita. Ultrapassagem, troca de posições, cruzamentos, chutes a gol. Nada. O argentino não justifica o cartaz. E Kelvin era um reserva meia boca no Palmeiras.

Outros atuaram muito mal. Michel Bastos estava totalmente ausente do jogo. Mena teve dificuldades na marcação. Também foi pouco efetivo no apoio.

Luiz Araújo entrou e, uma vez mais, não fez nada que justificasse a troca. Não é ele que vai resolver a crise, mas um garoto quando é bom de bola, geralmente entra e muda o jogo. Dá opções, cruza, chuta. Então, pouco a pouco ganha uma vaga como titular. Não parece ser o caso.

Cueva tem bom toque, mas foi pouco incisivo.

Sobrou o Chavez, que recebia a bola, fazia a volta e chutava de longe.

Teve duas chances na cara do goleiro e errou as duas.

Em 2015, o Figueirense escapou da degola com 43 pontos.

Em 2014, o Palmeiras escapou com 40.

Os dois eram ruins, mas tinham uma entrega maior, aprontavam mais correria em campo.

O São Paulo caminha para o cadafalso sem piscar. E a torcida sofre com a calculadora na mão.


Cueva, Chávez, Buffarini…São Paulo agora é cascudo
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Nos dois últimos anos, o São Paulo foi segundo e quarto colocado no Brasileiro. O time tinha astros como Rogério Ceni, buffariniAlexandre Pato, Luís Fabiano, Ganso, Alan Kardec e Kaká, por pouco tempo, apenas na primeira campanha. Jogadores de alto nível e de muito nome. Nomes que dão esperança à torcida ou que criam polêmica, como Pato.

Foram contratações que dominaram o debate futebolístico: o São Paulo deu o chapéu no Palmeiras, quem se deu melhor, Corinthians o São Paulo, Ganso ainda vai ser um craque, vale a penas trazer Kaká…. Antes, houve Lúcio… Nomes de peso, nomes midiáticos.

Agora, é diferente. Os jogadores que chegam não causam comoção. É mais comum ouvir será que é bom do que esse eu conheço, é ótimo. “Quando eu cheguei, ninguém me conhecia e deu tudo certo”, disse Maicon, que, de incógnita virou paixão. Douglas chega como interrogação. No youtube há um vídeo ironizando Chávez, comparando-o com Messi e Maradona. O vídeo mostra algumas jogadas confusas e muitas divididas, sempre pela esquerda. Mas é possível perceber também muita entrega.

Parece ser um jogador de personalidade, como Maicon e como Cueva, o pequenino peruano que tem toda pinta de não sentir jogo importante. Mostrou um poder de adaptação muito grande.

E personalidade não falta a Buffarini. O lateral do San Lorenzo é rápido, forte e tem uma entrega muito grande. Tem muito mais presença anímica do que efetividade nos cruzamentos.

Aos citados, há que se acrescentar Lugano, Hudson e Mena, também jogadores que fazem do suor uma poupança financeira. Dependem do esforço e não tem medo de assumir isso.

É um novo estilo: mais cascudo e mais barato. Não significa que dará certo. Mas é evidente que o São Paulo deixou de ser um time, digamos, banana. Um time que perdia jogos como quem perde o ônibus: calmo porque outro vem aí…