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“Cruzeiro deve e não paga. É má fé”, diz presidente do Atlético Acreano
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Elison Azevedo, presidente do Atlético Acreano tenta manter o bom humor ao lembrar das dificuldades em receber R$ 400 mil devidos pelo Cruzeiro, pelo empréstimo do atacante Careca, em 2017. “Vai ver que eles não gostam do nome Atlético”. Em seguida, sem ironia, explica qual o verdadeiro motivo, em sua opinião, pela falta de pagamento. “Como se chama quando alguém não paga o que está escrito em um contrato? Quando não se respeita uma assinatura? É má fé. Não tem outro nome, não”.

Raianderson Morais, o Careca, tem 23 anos. Em 2017, ele foi a revelação e o artilheiro da Série D. Pouco antes da semifinal da competição, recebeu convite para se transferir para o Cruzeiro. O Atlético Acreano, mesmo com a iminência do acesso, liberou seu jogador por empréstimo de um ano. O acordo era de R$ 400 mil e, em caso de compra, após um ano, mais R$ 400 mil. E o time acreano ficaria ainda com 50% dos direitos.

Não deu certo. “Ele nunca jogou. Passou a treinar separado e fez umas duas partidas pelo sub-23. Para mim, é inexplicável, porque ainda vão falar muito dele. É um grande jogador”, diz o presidente.

O espanto ficou maior quando percebeu que o Cruzeiro não iria pagar o que foi combinado. “O dia certo era 20 de fevereiro do ano passado e até agora, nada. Depois de um certo tempo, propuseram pagar a metade. Percebi, então que era um desrespeito muito grande. E, para ser respeitado, a gente precisa brigar. Deixei de tratar o assunto de forma amistosa e encaminhei um protesto na Câmara de Resolução da CBF”.

A revolta de Elison é grande. “O Cruzeiro ganhou R$ 75 milhões com a Copa do Brasil e não paga R$ 400 mil para o Atlético Acreano. Esse dinheiro para eles é troco de bombom. Para nos, é muito importante. Dá para pagar seis meses de nossa folha salarial”.

Talvez tenha faltado para o Cruzeiro, a gestão de que Elison se orgulha. “Um dia, na aula do curso de Educação Física, um professor disse que era impossível um clube do Acre subir de divisão. Eu e dois colegas duvidamos e fizemos um projeto para isso. Assumi o clube em 2016 e lutei por dois acessos. Conseguimos um. Estamos na Série C e quase fomos para a B esse ano. Se o Careca estivesse aqui, a gente subiria porque ele é muito bom. Ou, se o Cruzeiro pagasse, a gente teria dinheiro para reforços e subiria também.”

 

A possível venda de Arrascaeta, do Cruzeiro para o Flamengo, não anima Elison. “Eles não vão pagar. Infelizmente, não. É uma coisa muito feia contra um primo pobre do futebol. Nós estamos longe de tudo, geograficamente falando. Grandes patrocinadores ficam longe do Acre, não querem investir. E ainda sofremos com essa falta de respeito do Cruzeiro”.


Kaká é top 20. Do São Paulo.
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Kaká é uma das maiores joias criadas no São Paulo. Formado na base, estreou ganhando um título que o clube não tinha (Torneio Rio-São Paulo), saiu logo por não suportar o comportamento imbecil da torcia que o culpava, juntamente com Luís Fabiano, pela falta de títulos Foi para o Milan, ganhou a Liga dos Campeões, foi eleito o melhor do mundo e jogou pela seleção, com dignidade.

E qual é seu lugar na história do clube?

Eu fiz duas listas. A primeira, baseada no que os jogadores fizeram no futebol.

A segunda, no que fizeram no São Paulo.

A primeira:

Friedenreich, o primeiro “maior jogador do Brasil”, nos anos 30

Leônidas, o maior jogador do Brasil nos anos 40, artilheiro da Copa de 38

Sastre, o grande craque argentino dos anos 40

Bauer, o Monstro do Maracanã, também revelado pelo São Paulo e integrante da seleção de 50

Zizinho, o maior jogador brasileiro dos anos 50, o ídolo de Pelé.

Didi, eleito o melhor jogador da Copa de 58.

Mauro Ramos de Oliveira, um dos mais técnicos zagueiros da história do futebol brasileiro, campeão do mundo em 1958.

Canhoteiro, chamado de “Garrincha canhoto” nos anos 50.

Dino Sani, volante com 110 gols marcados pelo clube. Jogou no Boca, na Itália e na seleção de 1958

Roberto Dias, zagueiro e volante, carregou o São Paulo nas costas no período de construção do Morumbi.

Pedro Rocha, o único uruguaio a disputar quatro Copas do Mundo.

Gérson, integrante da seleção brasileira de 1970.

Careca, integrante das seleções de 1986 e 1990.

Falcão, integrante da Copa de 82, o Rei Roma.

Toninho Cerezo, outro do quarteto mágico de 1982, com Falcão, Sócrates e Zico.

Raí, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Muller, campeão mundial pelo São Paulo e pela seleção brasileira.

Rivaldo, ídolo no Palmeiras e no Barça, eleito o melhor do mundo em 1999.

Rogério Ceni, o maior goleiro artilheiro da história.

Kaká.

Esta é minha lista de 20, não está por ordem de preferência. Tentei manter uma linha do tempo. Não me fixei em muitos jogadores das décadas de 40 e 50, como Teixeirinha, Yeso Amalfi, Maurinho (jogou a copa de 54), Barrios, Renganeschi, Remo, Friaça. São lendas, grandes jogadores, mas não vi. Desse período, preferi ficar com os inquestionáveis.

E a lista dos jogadores, baseado no que fizeram pelo São Paulo?

Eu mantenho Friedenreich, Leônidas, Sastre, Bauer, Zizinho, Mauro Ramos, Roberto Dias, Dino, Canhoteiro, Pedro Rocha, Gérson, Careca, Cerezo, Raí, Muller e Rogério Ceni.

Tirei Didi, Falcão e Rivaldo.

E coloco Dario Pereyra, Lugano e estou em dúvida entre Leonardo, Toninho Guerreiro, Oscar e Serginho Chulapa.

Em uma ou outra, Kaká tem lugar, com as ressalvas que fiz sobre os anos 40. Pode estar entre os 20, 30 ou até 10, conforme o gosto de cada um e do que viu de futebol.

Um posto excelente, quando se lembra que estamos falando do São Paulo.

Um grande jogador, que deixará saudades.

 

 

 

 

 

 


Fumagalli, luz verde. Botafogo, luz amarela
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fumagalliO Guarani estreou na série A-2 com uma vitória por 2 a 1 sobre o Oeste. Dois gols de Fernando Fumagalli. Ele completou 83 gols em 254 jogos, ultrapassou o grande Zenon e passou a ser o quinto artilheiro histórico do clube. Jorge Mendonça, outro craque, tem 88. Aos 39 anos, depois de se mostrar fundamental no acesso para a Série B do Brasileiro, no ano passado, Fumagalli continua escrevendo uma linda história brugrina. É a maior esperança de novos acessos em busca de um passado glorioso.

Os números de Fumagalli foram construídos na pior fase do Guarani, onde está desde 2012. No ano passado, foi o jogador mais velho da história a fazer três gols em um jogo. Não, amigos, eu não escrevo réti trique.

Careca (118 gols), Jorge Mendonça (88), Zenon (81), Evair (73), Renato (70), Djalminha (47), Neto (46), Amoroso (34) e Luisão (30) são grandes craques artilheiros do Guarani. Jogadores que lembram tempos de sucesso. Jogadores que escreveram história no futebol brasileiro e que são muito mais lembrados que Fumagalli, o craque dos tempos duros. Por isso, é tão amado pelos bugrinos. Fumagalli é um jogador com luz. Luz verde.

Luz amarela para o Botafogo, que apenas empatou com o Nova Iguaçu por 1 a 1, após perder por 2 a 0 para o Madureira. Jair Ventura,  escalou um time misto, já pensando na partida de quarta-feira contra o Colo Colo, pela Libertadores. O preocupante é que Jair Ventura apontou a falta de com condicionamento físico como um dos fatores para os maus resultados.

Vai melhorar até quarta, quando ele diz que será “guerra”?

Tomara, o clube que fez um segundo turno exemplar no Brasileiro, merece continuar no bom caminho.


Torcedor do São Paulo não deve se iludir. Não há novos menudos
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Em 11 de abril de 1985, o São Paulo empatou por 2 a 2 com o Grêmio no Pacaembu. Apesar do resultado, o time saiu aplaudido de campo. Os torcedores se levantaram e aplaudiram…a esperança. Sim, aquele era o time dos Menudos, com jovens recém chegados ao time profissional. O time de Silas, Muller, Sidnei e Vizolli, que saiu perdendo por 2 a 0 já com 15 minutos de jogo e empatou aos 35 minutos do segundo tempo. O Grêmio tinha Renato Gaúcho, Caio Jr, Bonamigo e Alejandro Sabella, que se tornaram treinadores. Tinha ainda Tarciso, Valdo, Casemiro e Baideck, que foram brecados pelos garotos tricolores.

Garotos? Nem tanto. Os quatro – Bernardo chegaria no ano seguinte – tinham uma sólida base a lhes dar respaldo. O São Paulo dos Menudos era também o São Paulo de Oscar, Dario Pereira, Pita e Careca.

Por isso, acho arriscado vender-se a tese de que a atual geração da base tricolor – a turma de 96 – possa a ser o que os Menudos foram. Possam ter o mesmo sucesso.

Alem da base vencedora, de jogadores experientes, não se pode comparar o talento dos jovens de hoje com Muller. Apenas para comparar, Muller foi mais jogador que Kaká. Silas também era ótimo. Não é à toa que, no ano seguinte, estavam na Copa do Mundo.

Comparações são difíceis, há uma tendência a achar tudo o que passou melhor, mas ninguém há de duvidar que Muller teve um parceiro que David Neres não terá nem se for convocado por Tite para a seleção. Careca é excepcional, foi um dos maiores centroavantes da historia do futebol brasileiro. Técnico e letal.

Está o São Paulo errado, então, em contratar Junior Tavares, Shaylon e Gabriel Rodrigues? Em fazer novo vínculo com Foguete? Em dar respeito e moral a Tormena, Lucas Kal, Araruna, Pedro e Artur?

Não, absolutamente não. Está muito correto. Tem de usar todos, tem de testar muito. Basta ver o Santos. Basta ver o próprio São Paulo, de Jean e Hernanes. Se Neres não será um novo Muller, Araruna tem toda pinta de ser um novo Jean.

O erro é criar-se a falácia de que um time de garotos fará sucesso. Será como os Menudos. Não serão porque não há ninguém como Muller. Talvez Lucas Fernandes e Shaylon cheguem a ser um Silas. E estão chegando, sejamos claros, a um time muito ruim.

Os garotos são ótimos, mas acreditar que são a salvação serve apenas para atrapalhar a carreira deles. E a aliviar a diretoria de seus afazeres. Afinal, Leco não falou em reforços do nível Pratto e Fred?


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