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Guilherme: “time com salário atrasado, não sobe”
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Menon

Em seu terceiro ano seguido na Série A-2 do Paulista, a Portuguesa contratou um especialista em acessos para voltar à elite do

futebol paulista. É Guilherme Alves, centroavante artilheiro em muitos times grandes, como Galo, Corinthians e São Paulo, e que conseguiu três acessos em cinco anos de carreira. Em 2012, levou o Marília para a Série A-2, repetiu o feito no ano seguinte com o Novorizontino e, em seguida, levou o Novorizontino para a principal divisão do estado.

O blog conversou com ele:

Qual é o segredo para tanto acesso?

A receita é a montagem do elenco e ter salário em dia. O treinador precisa participar das contratações, trazer pessoas em quem confia e trabalhar bastante. Mas nada vai dar certo se o salário atrasar. Eu sou um treinador muito exigente, peço muito aos meus jogadores e sou atendido porque ele sabem que eu luto por eles. Agora, se não tiver salário, quem vai confiar em mim? O presidente Alexandre Barros concorda comigo e está fazendo tudo por nós.

É preciso ter jogador cascudo para jogar a segunda divisão?

Olha, eu discordo. Isto é coisa dos anos 90. Para subir, jogador precisa ser bom, precisa ter qualidade. Eu gosto muito de montar os times para jogar no campo do adversário e para ter posse de bola. Precisa jogador bom para fazer isso.

Dá para fazer isso com o elenco atual da Lusa?

Sinceramente, não. Em muitos jogos, sim, mas em todos, não. Quando estivermos fora de casa, muitas vezes vamos jogar atrás, de forma reativa para ter transição rápida.

Então, vai jogar muito pelos lados do campo…

Exatamente. E tenho três jogadores para fazer isso muito bem. Tem o Luizinho e o Matheus Nolasco que são muito rápidos. E o Fernandinho que é um extremo de muita força. Estamos bem servidos assim.

E no centro do ataque?

Nosso centroavante seria o Guilherme Queiróz, que preferiu sair. Nós trouxemos o William Batoré, que tem menos mobilidade e mais presença de área. A finalização dele é melhor que a do Queiróz.

E o Raul? Um amigo me disse que fez uma pesquisa e que ele fez sete gols nos últimos sete anos…

A estatística que eu tenho é outra. Ele jogou 45 minutos na Portuguesa e já fez um gol. Eu vejo muito jogo de futebol por aí e estou apostando nele, que veio do Desportivo Brasil. Vai ser uma opção para nosso time.

E o meio campo?

Tem o Pereira, que eu quero ver na frente, perto do ataque. É o quinto campeonato que faremos juntos. O Carlinhos, lateral, também. Eu respeito jogador, não desisto de ninguém e estamos criando um grupo forte. Estou procurando um segundo volante com boa saída de jogo, que faça área até área. E vamos buscar ainda um novo reforço, mas vamos esperar um pouco.

Por quê?

Quando você tem dificuldade financeira, precisa ter sabedoria para contratar. Os nossos titulares ganham um pouco mais e os reservas ganham menos. Então, não tem dinheiro sobrando. Precisa ter criatividade. Tem jogador bom que está esperando um contrato mas que não consegue. Então, começa o campeonato e ele está livre. Então, vamos atrás.

A zaga, como está?

Vou jogar com três zagueiros. O Gabriel é veterano, mas está em ótima forma. Trabalha duro e não perdeu um treino. Estamos esperando o Fabão, que não está em forma. Temos também o Léo Coelho e o Marcos Vinícius. Estou tranquilo nesse setor. Fizemos dois jogos na Copa Rubro-Verde e não sofremos gols. Mais ainda, houve apenas cinco finalizações contra nosso time.

A Portuguesa saiu invicta do torneio e perdeu o título por causa dos erros na decisão por pênaltis. Vai mandar a moçada treinar?

Meu primeiro treinador foi Telê Santana e ele exigia muito dos fundamentos técnicos. A gente cobrava pênalti e falta. Eu repito isso na Portuguesa. Pode ter certeza que treino não falta.

E o gol?
Estamos muito bem no gol. O João é uma revelação do Flamengo e vai ter sucesso. O Leandro veio de duas temporadas no Guarani, com 50 jogos realizados.

Por que jogador de clube grande não quer vir para a Lusa?

Porque não temos calendário no segundo semestre. Jogador quer ter garantia de trabalho, no mínimo de Série B. Não temos nada a oferecer.

Quem é o favorito para subir?

O campeonato é muito duro e deveria permitir o acesso de quatro times. Dois é muito pouco. Os favoritos são o Água Santa, que tem muito dinheiro, além de Guarani e Oeste que estavam na Série B do Brasileiro. O Oeste quase subiu.

Tem alguma surpresa boa para a torcida?

Tem sim. O lateral esquerdo Cesinha, da base. Eu já queria que ele tivesse subido, mas preferiram que fosse para a Copinha. Esse menino joga muito e a Portuguesa vai ganhar muito dinheiro com ele. O zagueiro Brunetti também vai subir, mas o Cesinha está bem à frente.

 


São Paulo tem barca de dispensados e pode antecipar férias
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A vitória do Corinthians foi saudada no Morumbi. Afastou com aquele 1% de chances que o São Paulo ainda tinha da cair. Muito pouco para se torcer pelo rival? A instabilidade do clube é tão grande que nada é desprezível. Agora, definitivamente na Série A em 2017, é hora de planejar o próximo ano.

Uma ideia é antecipar as férias dos jogadores após o jogo contra o Galo e colocar garotos para a partida de despedida, contra o Santa Cruz. Não é exequível em sua totalidade porque a equipe sub-20 está disputando as finais da Copa do Brasil e do Paulista. Mesmo assim, seria possível escalar um time com Lyanco, Douglas, Matheus Reis, Wellington, João Schmidt, Luiz Araújo, Pedro, David Neres, Robson, Jean Carlos….

O clube caminha também para a definição da barca de jogadores que deixarão o São Paulo. Não haverá uma lista de dispensa e nem muito estardalhaço, mas haverá muita gente saindo. Um roteiro das dispensas é o seguinte:

OS CANSADOS – Michel Bastos, Carlinhos e Wesley são jogadores com muita rejeição diante da torcida. Bastos não soube reagir e está definido que sai. Carlinhos também não fica. O fato de Ricardo Gomes o escalar contra o Grêmio pegou muito mal para o treinador, que nem o levou para a derrota contra a Chape. Wesley, que reagiu bem diante da torcida, ganha muito e tem mercado, o que define a questão. Também sai. São jogadores considerados boa moeda de troca.

OS DESESPERADOS – Ytalo, Jean Carlos e Robson são exemplos de contratações erradas. Vieram em um momento de sufoco e não resolveram nada. Ytalo chegou para a Libertadores e os outros dois para o Brasileiro. Reforços da última janela das competições e que não ajudaram em nada. Ytalo tem contrato terminado no final do ano. Jean e Robson, até o final do Paulista. Se algum clube aparecer e topar pagar o salário, deixam o clube imediatamente.

OS CAROS – Kelvin já foi e será substituído por Wellington Nem. Mena só fica se o clube não gastar nada por ele. A avaliação do chileno é boa, apesar dos cruzamentos na lua. Ele é um dos fatores da força defensiva do São Paulo, que deve ser preservada a todo custo.

OS LATERAIS – Reinaldo está de volta e não vai ficar. Muitos clubes querem o jogador que a torcida odeia. Matheus Reis deve ir para a Ponte, assumindo o lugar de Reinaldo, para ganhar experiência.

A JOIA E O GROSSO – Lucão deve ser envolvido em alguma negociação. O clube aposta em sua recuperação longe do Morumbi e da torcida. Chávez é elogiado pela entrega e luta em campo, mas muito contestado por suas qualidades técnicas. Ficará como reserva

O MILIONÁRIO – Gilberto fica por falta de opção. Tem contrato de dois anos, recebendo R$ 150 mil por mês. Ninguém aceitaria pagar esse valor por um jogador que não correspondeu em nada.

OS FANTASMAS – O goleiro Leo terminará sua aventura no São Paulo. Após cinco anos e apenas 45 minutos em campo, deixará o clube. O meia Daniel, com dois anos no elenco, acumulando muitas contusões e poucas partidas ainda está sendo avaliado.

OSSO DURO – O São Paulo faz de tudo para ficar com João Schmidt, mas o jogador não demonstra vontade de ficar. Ele acredita que foi desprestigiado e que teve poucas oportunidades. É contemporâneo de Rodrigo Caio e acredita que sua carreira poderia ter deslanchado de maneira similar à do companheiro.


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.


Onze micos e muita decepção
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Alguns foram contratados. Outros, já estavam no elenco esperando a sua hora. Outros, retornaram ao porto seguro. E todos, de uma micoleaomaneiro ou outra falharam. Decepcionaram muito. É a seleção das decepções nesse semestre de 2016.

DENIS – Chegou ao São Paulo em 2009 e pacientemente esperou uma oportunidade de substituir Rogério Ceni. E mostrou uma insegurança muito grande para sair do gol, principalmente em jogadas pelo alto. Debaixo das traves, vai bem, mas é pouco.

LUCAS – Veio para o Palmeiras respaldado por uma boa temporada no Botafogo e está indo muito mal. Tem boa presença ofensiva, mas falha bastante na defesa. Tenta compensar com vitalidade, mas fica na violência. Perdeu o lugar para Jean, volante.

LUGANO – A torcida esperava muito dele. Mais do que ele poderia dar. As contusões e a idade estão presentes e ele tem jogado pouco. Demorou para entrar em forma, fez algumas boas partidas e cometeu alguns erros graves. Seu lugar pode ser tomado também por LEANDRO ALMEIDA, herança de Marcelo Oliveira e que cometeu, contra o São Bento, o erro mais tosco do ano.

HENRIQUE – Pivô de uma disputa entre Flamengo e Fluminense, não tem dado segurança nenhuma à zaga do Flu. É um jogador muito caro que não corresponde. Difícil imaginar que fizesse parte da seleção na Copa de 2014. LUCÃO, do São Paulo é outro concorrente fortíssimo. Os erros que cometeu em Itaquera, contra o Corinthians, foram primários.

PIKACHU – É lateral pela direita, mas eu o escalei na esquerda porque tinha de estar na seleção. Foi a contratação mais cara do Vasco e não consegue render.

CRISTIAN – Esse é o grande erro do Corinthians. Voltou ao elenco depois de um tempo na Turquia e jogou pouquíssimas vezes. Quase nunca joga, mas recebe altíssimo salário. Sua contratação foi uma cara e frustrante homenagem.

DIEGO SOUZA – Veio do Sport para o Fluminense, que superou concorrentes também interessados, ficou algumas partidas e voltou a Recife. Nenhum profissionalismo. Nenhum futebol.

CENTURIÓN – Veio no ano passado do Racing, em troca de R$ 14 milhões. Começou bem, fez gols decisivos, mas caiu muito. Com Bauza, teve muitas oportunidades mas mostrou apenas vontade de ajudar a marcação. No ataque, errou muito.

ERIK – Veio do Goiás por R$ 13 milhões, após um bom Brasileiro. Fez algumas boas partidas, mas caiu muito. Hoje, entra pouco e quando o faz não acrescenta qualidade ao time.

PAULINHO – Veio para o Santos e logo teve de explicar porque havia posado com a camisa do Corinthians. Mas não foi o único problemas. Não jogou nada e perdeu lugar para Serginho, Ronaldo Mendes e outros. Quando entra em campo, vem a saudade de Geuvânio e Marquinhos Gabriel.

FRED – Uma enorme seca de gols e ainda protagonizou a ópera bufa “A volta dos que não foram”. Sente-se dono do Fluminense e entrou em rota de colisão com Levir Culpi. Prometeu sair e voltou rapidamente.

Há outros nomes que poderiam estar na lista: Régis, Cleiton Xavier, Carlinhos, Guilherme, Barrios, Rildo e André.

 


São Paulo, agonicamente, ganha oito pontos. Corinthians mantém a lógica
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Se o futebol é centenário, a jogada tem cem anos. Se o futebol é milenar, a jogada tem mil anos. Se o futebol é eterno, ela viverá para sempre. Um lance de classe do armador e uma conclusão intuitiva, desesperada e certeira do centroavante. Cavadinha de Ganso e gol de Calleri. Muito parecido com o gol contra o Cesar Vallejo, ainda na primeira fase da Libertadores.

Com o 1 a 0 concretizado aos 44 minutos do segundo tempo, o São Paulo chegou a 17 pontos e alcançou o Audax, que apenas empatou com o Linense. E a Ferroviária, que perdeu para o São Bento, ficou com 13 pontos. Ou seja, o São Paulo, mesmo que perca para o Santos – não terá Ganso, suspenso – ainda estará a zona de classificação.

Lugano comemorou como nunca. Ou como sempre? Quase machucou o pescoço de Calleri. Festa merecida, que não pode esconder alguns problemas contumazes do time.

O principal erro é a falta de jogadas pelos lados do campo. Houve apenas uma jogada de Carlinhos, pela esquerda, no primeiro tempo. Ninguém mais – Bruno, dos dois lados, Caramelo, dos dois lados, Kelvin, Hudson e Lucas Fernandes não conseguiram.

A dupla Kardec e Calleri não funciona. Ofensivamente, porque não há cruzamentos. E pouco se movimentam. E defensivamente, porque ambos dedicam-se pouco à marcação. Assim, o time perde um jogador no meio.

Houve falha feia em dois contra-ataques. Um em cada tempo. No primeiro, Denis fez uma linda defesa. No segundo, Leo Coca fez com que sua progenitora fosse lembrada por toda torcida do Botafogo. Em compensação, foi saudado pelos comercialinos.

De bom? João Schmidt, com bons passes como sempre, e chutes de fora da área, uma novidade. Lucas Fernandes teve alguns lampejos, teve iniciativa, mas perdeu algumas jogadas com a bola dominada. Tem futuro. Calleri voltou a marcar.

Há muito o que melhorar.

O Corinthians também. Mas ganhou por 3 a 0. É o melhor time, com melhor campanha disparado.

O torcedor corintiano é um invejado. Não tem do que reclamar.

 


Leco precisa assumir e trazer pelo menos oito jogadores
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Carlos Augusto Barros e Silva sempre sonhou ser presidente do São Paulo. Teve uma chance e faltaram poucos votos. Tentou novamente  e foi barrado por Juvenal Juvêncio, que preferiu o poodle da Cirina. Após a renúncia, Leco foi eleito. Tem muitos apoios. Desde os que o vem como o homem ideal, aos que não imaginam ninguém melhor para o momento de transição até os que querem uma carteirinha de dirigente.

Assumiu com a oportunidade de mudar o destino do clube, que estava muito mal. Uma situação difícil, mas é nessa hora que os grandes presidentes  crescem. E ele precisa crescer, porque a decadência do time só aumenta. A classificação para a segunda fase da Libertadores. E pensar que, caso ela venha com sofrimento, haverá uma melhora incrível e a ressurreição é uma quimera. Talvez só sirva para mascarar problemas.

Leco precisa pensar no Brasileiro. O primeiro passo é saber se continuará com Bauza.

Se continuar com Bauza, tem de fazer uma pergunta: o esquema continuará a ser esse 4-2-3-1?

Se for o 4-2-3-1, novas perguntas aparecem:

1) Ainda vale a pena apostar em Centurión?

Eu acho que não. Por isso, aí está a necessidade da PRIMEIRA contratação.

2) Quem será o homem pela esquerda?

Na minha opinião, Carlinhos não dá. E Michel Bastos quer sair. Temos então a SEGUNDA E A TERCEIRA contratações

3) Quem será o homem de meio da área?

Calleri vai embora. Allan Kardec está muito mal, sem mobilidade e potência. Aí está a necessidade da QUARTA E QUINTA contratações

4) Os volantes conseguem romper sua linha e quebrar a linha adversária? Conseguem chegar até Ganso? Hudson não consegue. Thiago Mendes caiu. João Schmidt está pedindo passagem. Evidentemente, é necessária a SEXTA contratação. Bauza pediu Ortigoza.

5) E os zagueiros? O único que tem jogado em bom nível e em forma constante é Maicon. Foi um grande erro Bauza tira-lo do time contra o Trujillanos. É necessário que ele fique no segundo semestre, ou o clube precisará da SÉTIMA contratação.

6) Bruno tem ímpeto, faz algumas boas jogadas de ataque na base da potência e do arrojo. Mas o que é bom no ataque é ruim na defesa. Bauza pediu Buffarini, que pode ser a OITAVA contratação.

Parece muito? É muito. Pouca gente tem dinheiro para isso. Mas esta é a missão de Leco. O que não pode é acontecer como no jogo contra o Trujillanos, quando Bauza fez substituições e colocou Kelvin, Caramelo e Rogério em campo.

Como achar esses oito jogadores? Procurando muito bem. O Brasil está aí. A América está aí. Não deve ser difícil achar um zagueiro tosco que tenha impulsão, força física e uma certa velocidade.

E a base? Faça um monitoramento urgente e veja já quem pode jogar o Brasileiro.

Tudo é para ontem.

Assuma, Leco.


Com Bruno e Carlinhos, São Paulo volta a jogar pelos lados do campo
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“Por las puntas, por las puntas”, gritava o argentino Nelson Ernesto Filpo Nuñez, reitor da maravilhosa academia palmeirense dos anos 60. Com Edu Bala na direita e Nei na esquerda, aproveitando-se de lançamentos de Ademir da Guia e da aproximação de Leivinha, transformava a vida do artilheiro César, o Maluco, em uma maravilha. E a dos torcedores também.

Outros treinadores, sem o sotaque, também se valiam da facilidade em “alargar” o campo que tinham jogadores como Zé Sérgio, Cafuringa, Garrincha e tantos outros. Os pontas acabaram e aquele espaço lateral passou a ser ocupado por laterais ofensivos como Junior, Marinho Chagas, Josimar, Cafu… Até que chegou o 4-2-3-1, com dois meias abertos pelos lados, o que tornou difícil a vida de laterais apoiadores.

Pena que os brasileiros escolhidos para jogarem pelos lados tenham um posicionamento e uma postura em campo bem diferentes do que os europeus. Eles, como Ribery, Robben, Cristiano Ronaldo (nem tanto agora), buscam o ataque. Os nossos, como notou o amigo Alexandre Lozetti no twitter, se preocupam mais em marcar e em cair. E como caem!

O São Paulo começou o ano tentando resolver um grande problema que se arrastava há tempos. Não tem jogadores efetivamente producentes pelos lados do campo. Havia poucas jogadas de linha de fundo, apesar do bom campeonato feito por Michel Bastos. E seus laterais pouco apoiavam. Na direita, Paulo Miranda era muito mais marcador. Auro, mais ofensivo, não se firmou. E Alvaro Pereyra foi mais marcador do que tudo. E, no final da temporada, passou a marcar mal, com muitas faltas.

Os primeiros treinamentos mostram Bruno, principalmente, e Carlinhos com uma postura muito mais ofensiva. Estão chegando ao fundo e – o mais importante – acertando cruzamentos. Na área, estão Allan Kardec ou Luís Fabiano. Ou os dois juntos

Há volume de jogo e há definidores. Há promessa de uma boa produção ofensiva. Os primeiros passos estão sendo dados.

Por las puntas.

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