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Tite acerta com Cássio e erra com Rodrigo Caio
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Menon

Primeiramente,…deixa pra lá. Primeiramente, quero explicar que não concordo com o título da minha matéria. É um pouco arrogante. Ou muito. Não cabe a mim julgar o Tite ou o Givanildo. O que eu quero dizer é que eu concordo com a convocação de Cássio e discordo do Rodrigo Caio. Apenas isso, minha opinião.

Cássio tem feito um grande campeonato brasileiro, assim como Vanderlei. Os dois merecem a chance de lutar por uma vaga na Copa. Tanto quanto Ederson, o goleiro mais caro do mundo e que, injustamente, tem sido criticado após a estreia no Manchester City. Acho que Vanderlei terá sua oportunidade. Apenas Alisson está garantido.

Quanto a Rodrigo Caio, me parece tão evidente que Geromel é mais jogador. Não só está jogando mais, é mais. Tite dá grande valor à participação de Rodrigo Caio na Olimpíada. Foi boa mesmo, mas não tem jogado bem no São Paulo. Acho que Rodrigo Caio, se for à Copa, irá como cota pessoal do treinador. O que é justo. As ideias e convicções do treinador devem ditar as convocações e não clichês do tipo “seleção é momento”. Fosse assim, Paulinho, unanimidade, não teria sido chamado. Há o outro lado, também. Ninguém entendeu ainda Henrique na Copa-14.

Quanto às outras chamadas, eu não sou fã do futebol de Taison e de Giuliano. Eu daria oportunidades a Everton Ribeiro, Dudu e Diego Souza, que parece ser o único a ter chances.

 


Flamengo, com Diego Alves e cheirinho, é um exemplo para todos
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Menon

A contratação de Diego Alves pelo Flamengo é um acerto e tanto. Algo que dá mais força ao clube e ao próprio campeonato brasileiro. Boa para o o Flamengo que se moveu para conseguir uma solução para seu maior problema. Bom para Diego Alves, que, aos 32 anos, aposta tudo para conseguir uma vaga no Mundial. Bom para a torcida, que se sente mais animada ainda para carregar o time. O cheirinho, essa postura de amor, esperança e fé, que todos deveriam seguir, fica mais forte.

Ruim, para quem? Para os rivais. Não apenas por ver o Flamengo com um goleiro de alto nível, mas também por ver que o clube está no caminho correto. Soube enfrentar as dificuldades, sanou as finanças e transformou-se em um clube comprador. Comprador em alto nível. Everton Ribeiro, Geuvânio, Conca, Rhodolfo, Diego, no ano passado. Onde há um problema, busca-se uma solução. Pode até dar errado, mas é difícil.

O Flamengo vai ser campeão. Dificilmente esse ano,  mas 2018 está aí.

Diego Alves, que chegou ao Almeria com 22 anos, sai agora da Espanha, com 32, tendo conseguido um lugar na história. Ninguém, na história da Liga, pegou mais pênaltis do que ele. Defendeu 22 dos 48 que chutaram à sua meta, com aproveitamento de 45, 83%.

É uma atração a mais. Vai disputar com Cássio e Vanderlei uma vaga para a Copa. Weverton caiu. Alisson tem a confiança de Tite e Ederson agrada muito o treinador.

Flamengo e Palmeiras, com dinheiro, e Corinthians, sem dinheiro, são grandes exemplos.

 


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
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O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Corinthians é a quarta força no Brasileiro. E pode buscar novo título
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Menon

Eder Santos viu uma mãozinha de Aranha no gol de Romero

O Corinthians ganhou o título paulista surpreendendo a todos que o consideravam a quarta força do estado. Eu considerava a terceira, juntamente com o São Paulo. O time foi muito bem treinado por Fábio Carille, que montou um bom sistema defensivo e foi ganhando de todo mundo. Ganhou até do Palmeiras, com dez em campo. Não é o estilo de jogo que eu gosto, mas como eu não sou um iluminado, cheio de convicções, do tipo que só vê mérito em quem vence conforme o meus conceitos, aplaudo e muito o título. Aliás, torcedor não precisa ligar muito para jornalista, não. Pelo menos, para mim. Adoro futebol, sou bem informado, mas na fila do pão, não sou ninguém. Quem entende mesmo é o treinador.

No domingo, começa o Brasileiro. O Corinthians, a meu ver, é novamente a quarta força. Está atrás de Flamengo, Galo e Palmeiras. E não é a quarta força sozinho. Santos, Fluminense, Grêmio e São Paulo estão juntos, neste segundo bloco. Um pouco mais, um pouco menos. E o que significa isso, quando falamos de Corinthians? Que pode ser campeão brasileiro.

Vai ser mais difícil. O Brasileiro é por pontos corridos e é preciso ter um ataque mais efetivo. Mas o time está melhorando nesse aspecto, a partir de um posicionamento mais adiantado de Rodriguinho. É preciso ter um elenco que dê resposta quando titulares forem suspensos por contusão ou punição. Não vejo Kazim, por exemplo, como um jogador capaz de assumir a posição.

Mas há muitas qualidades: de Cássio a Arana há um bloco compacto e constante. Erram pouco. Maicon é muito bom. Rodriguinho está bem e Jadson é o destaque. E, além de tudo, há rivais que terão jogos muito duros pela Libertadores. E como treinador adora poupar jogador, serão prejudicados na luta pelo Brasileiro.

O Corinthians é candidato. Não é favorito, mas é difícil que fique fora dos seis primeiros. E pode ser campeao, sim senhor


Felipe Melo x Imprensa: uma boa luta, mas sem ofensas pessoais, por favor
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justiçaobesaA contratação de Felipe Melo transcende ao futebol. Vai dar muito o que falar também fora de campo. Em sua apresentação, ele mostrou-se como um jogador esclarecido e com intuito de confrontar jornalistas. A Imprensa, como ele diz. Eu acho ótimo. Contestação e discussão sempre fazem bem. Traz a luz. Dialética.

O problema é que a contestação de Felipe Melo se baseia em mágoa e vai além da discussão teórica. Ele, que não se julga violento, vai com os dois pés (ou duas bocas?) e busca o lado pessoal de quem considera inimigo. Foi assim com Zé Elias. Foi assim com Renato Maurício Prado. E, dizem, foi assim com Neto. Não ouvi.

Também discordo quando ele fala “a imprensa”, como uma entidade unitária. Não existe “a imprensa”. Existem jornalistas e cada um tem o seu pensamento. A grande maioria convergiu quando colocou Felipe Melo como o culpado pela eliminação do Brasil na Copa. Eu acho que ele foi o maior culpado, sem dúvida. O Brasil dominou o primeiro tempo, Robinho fez um gol (passe genial dele, Felipe Melo) e depois piorou muito. Julio Cesar errou, o jogo ficou equilibrado, com Sneijder dando um show. E Felipe Melo, após uma falta violentíssima, foi expulso.

Sou contra a caça às bruxas, mas é preciso apontar um culpado. Foi ele. Se não tivesse feito a falta, se não tivesse sido expulso e o Brasil vencesse, ele seria aclamado pela maioria dos jornalistas e brasileiros, como o herói do jogo. Como um volante moderno, que deu um passe de Gerson de Oliveira Nunes.  Não foi. E, é preciso repetir, seu erro foi fundamental para a eliminação do Brasil.

Felipe Melo, que chegou falando grosso, dizendo que vai bater na cara de uruguaios no Uruguai, precisa ser valente também para assumir seu erro. Aliás, eu não entendi a frase: vou bater na cara dos uruguaios com responsabilidade para não ser expulso. Então, faltou responsabilidade em 2010?

A mágoa contra “a imprensa” faz Felipe Melo ver coisas que não existem. Seria ótimo se existisse, mas não é o caso. “Eu acho que a classe (dos jogadores) é uma classe muito desunida. Vocês, jornalistas, são muito unidos. Se um jogador fala mal de qualquer um de vocês, vocês se unem e vão contra. Nós, jogadores, somos bobos, porque temos que ser mais unidos”.

Ora, Felipe, se a classe fosse tão unida assim, não aceitaria a ditadura dos assessores de imprensa (que também são jornalistas) e talvez tivesse um piso salarial maior.

Mas, mesmo tendo suas críticas baseadas no caldo de cultura da mágoa e mesmo tendo uma visão equivocada da “imprensa” como algo único e coeso, Felipe acertou quando falou no exagero das críticas pesadas. Disse que jornalistas chamam jogadores de “songamongas”. Nunca ouvi, mas já ouvi pior. Já li coisa pior.

Limpeza, por exemplo. Um dos orgulhos da minha carreira é nunca haver usado esse termo para me referia à uma dispensa de vários jogadores ao mesmo tempo. Jogador não é lixo. Felipe está certíssimo. Precisa haver respeito e jornalista precisa saber seu limite. Eu me lembro de um narrador que se negava a dizer o nome de Edmundo. Falava apenas “o número sete” do Palmeiras. E dizia, alto e bom som, que “a respeito dele, só falo dentro de campo”. Uai, mas onde mais? Que direito, ele teria fora do campo, fora do aspecto essencialmente profissional? Ele acerta também ao falar que não vai generalizar, mas, reparem que repete a todo momento: vocês são isso, vocês são aquilo…

Felipe também disse não precisar da relação com jornalistas. “Nunca precisei de imprensa para nada. Nunca precisei ir em programa de TV para ficar famoso ou ganhar isso ou aquilo. Sempre precisei de Deus. É ele que me capacita. E da minha família”. O problema aí, e não estou falando dele, é que muitos jogadores procuram a aproximação quando necessária. Como os jornalistas ficam sabendo que o jogador foi levar ovo de páscoa para crianças doentes? Porque eles avisam. Dias antes. Repetidamente. Pedem. Não seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e não praticam o bem sem olhar a quem. Fazem e avisam para todo mundo. E eu duvido que comprem os ovos de páscoa. Não colocam a mão no bolso, não.

Por fim, o último desabafo de Felipe Melo é uma lição, a meu ver, de como deve ser a relação entre jornalista e jogador.  “Sei que quando eu fizer jogada boa, vão falar ‘o Felipe é bom’, quando eu fizer falta vão falar ‘o Felipe é maldoso’. Antes isso me preocupava, hoje entra pelo meu ouvido e sai pelo outro”.

Mas, não tem de ser assim? Se jogar bem, é elogiado, se for expulso, será criticado. Qual é o problema?

Que os jornalistas e Felipe Melo cheguem a um consenso. Que haja justiça para ambos. Que não seja a justiça obesa retratada pelo escultou dinamarquês Jens Galchiot, com o povo pobre carregando uma justiça mórbida e lenta, favorece apenas o mais poderoso.

picadinhomenon

ROBERTO ANDRADE, O POLTRÃO – O presidente Roberto Andrade, do Corinthians, protagonizou uma cena ridícula ao receber aproximadamente 15 torcedores organizados em seu gabinete. Foi à tarde, é lógico, porque eles conseguiram liberação do trabalho para ir até a sede do clube. Ou são todos autônomos. Bem, durante a conversa, um deles tuitou algo do tipo: “a reunião está pacífica, até o momento”. Pois é, poderia não estar. Poderia haver agressões. Sonho com presidentes que ousem enfrentar estes brutamontes, sempre dispostos à pior escolha, sempre prontos a achar que reunião pacífica pode acabar a qualquer momento.

ALELUIA, ELE VOLTOU – Vasco e Bahia já jogaram. Hoje, é o Corinthians. Amanhã, o São Paulo. E os dois paulistas podem até se enfrentar na final da Flórida Cup. Os garotos da Copinha que me perdoem, mas estava sentindo a falta dele, o futebol de verdade. Sem ele, não somos nada. O danado é o sal de nossa vida.

NBA NA GLOBO – A GLOBO vai mostrar a fase final da NBA. Todos os sete jogos decisivos. Tomara que aprenda e não obrigue mais o NBB a ser decidido em um ou três jogos. Hortência será a comentarista. O narrador ainda não foi escolhido. Minha torcida é por Odinei Ribeiro, para que eu possa ver tudo, por todos os ângulos.

O TIME DE CARILLE – Cássio, Fagner, Paulo Henrique, Balbuena e Moisés; Gabriel; Romero, Camacho, Rodriguinho e Marlone. Na frente, Jô. É o que tem para hoje. Ou, melhor, para o primeiro tempo de hoje. No segundo, muda tudo. É o primeiro Corinthians de 2017, não muito distinto do último Corinthians de 2016. Gostaram?

 


Um dia em que a sujeira passou longe
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Menon

O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


Olho na meritocracia, Tite!
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Agora que o Corinthians está fora da Libertadores, como já ficara fora do Paulistão, é preciso ter cabeça no lugar. O time é um dos favoritos ao título do Brasileiro. Fica entre os cinco primeiros, no mínimo.

Para isso, Tite tem de mudar Apostar na meritocracia.

Tite fala muito em meritocracia. Joga quem está melhor. Mais do que isso, ele respeita a fila. Se um jogador deixa o clube, um outro éjustiça contratado. Mas a vez é do reserva que lá estava. Tite também gosta de manter os jogadores que estiveram com ele nos momentos bons. Em 2013, morreu abraçado com Romarinho e Jorge Henrique, heróis de 2012.

É hora de praticar.

Balbuena deve entrar no lugar de Yago. Joga mais, é mais experiente, tem mais senso de colocação.

Bruno Henrique precisa sair. Nesse 4-2-3-1 que se transforma em 4-1-4-1 ou 4-1-3-2 dependendo da velocidade da projeção de Elias, é necessário um parceiro que garanta a barra lá atrás. Bruno Henrique não está conseguindo. Não desarma como Ralf – já era sabido – e não está acertando passes. É hora de Malcon, que passa muito bem. Na verdade, seria a hora de Marciel, que marca bem e passa bem. Mas Tite autorizou sua troca por Willlians, que nunca joga.

Romero deve entrar no lugar de Lucca. Romero é muito mais empolgado e empolgante. Acredita em todas, corre muito. Lucca é muito blasé.

Rodriguinho quando é bom, é ruim. É hora de Marlone. Ou de fazer o Guilherme acordar do sono profundo que o acomete. Ou de Marquinhos Gabriel. O que não pode é Alan Mineiro. O ex-gordinho foi muito mal em Montevidéu, perdeu um gol certo contra o Audax e ninguém sabe ninguém viu contra o Nacional, em Itaquera.

Arana joga mais eu Uendel.

Walter ou Cássio? Tenho dúvidas, mas a verdade é que aquelas mãozonas de Cássio estão parecendo um tipo de alface gigante,

O time precisa de um centroavante. André não dá conta.

São muitas mudanças? São. Mas também são duas eliminações.

Está na hora da meritocracia funcionar.

Outra coisa, Tite. Um treinador que ganha o seu salário não pode permitir que o time erre tantos pênaltis. Quem é o cobrador oficial? Por que Marquinhos Gabriel furou a fila da meritocracia, contra o Nacional? Puro desespero.

 


Tite também tem culpa. E qual é o tamanho do sapo?
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Treinador adora falar que jogo mata-mata tem 180 minutos. Sob essa perspectiva, Tite foi muito mal no jogo duplo contra o Nacional. Nasapo gigante 2 primeira metade, em Montevidéu, abdicou do jogo. Não deu um chute que levasse perigo a Conde. E jogou com Alan Mineiro, que foi muito mal. Tão mal que nem estava no banco na segunda metade.

Empatar fora de casa é bom? Pode ser. Não é bom quando o empate é por 0 x 0. Esse resultado obriga à vitória no segundo jogo. E foi isso que Tite procurou. Foi nisso que Tite apostou.

Só que o Nacional foi muito mais corajoso em Itaquera do que o Corinthians foi em Montevidéu.

Jogou atrás, jogou agressivamente, mas jogou para fazer o gol.

Fez dois, em duas falhas de Cássio.

Levou dois. Poderia ter levado mais.

Pelo menos, três.

Mas Tite permitiu que André cobrasse o pênalti. André cobrou como um garoto de escolinha. Cheio de marra, cheio de paradinha. E fraquinho, fraquinho…

Em sua primeira passagem no Corinthians, Tite foi demitido após uma derrota para o São Paulo. Tite mandou Coelho bater. Carlitos Tevez ficou olhando. Ceni pegou.

Está mal o Tite. Sem repertório. Sempre no mesmo esquema, sem criatividade, sem mudanças.

Ou será que a culpa é do sapo que enterraram em Itaquera? Se for, é o maior sapo do mundo.


Cuca vence Tite. E, fora do campo, perdemos todos nós
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Menon

O clássico teve ingredientes que se tornarão inolvidáveis. Prass defende um pênalti e na sequencia, Cássio falha. O Corinthians perde seu quarto pênalti em seis cobranças e Dudu, que saiu do banco, faz de cabeça. O Santo Google nos informa que Cássio te 1,96m e Dudu, 1,67m. Uma régua de diferença.

Cuca surpreendeu ao abrir mão do onipresente 4-2-3-1, que, em minha opinião, engessa muito os times. Formou uma segunda linha de quatro, com Arouca, Gabriel, Robinho e Zé Roberto. Todos muito combativos. Zé Roberto dando uma mão incrível a Egídio, fechando o lado direito do Corinthians.

O Palmeiras pressionou bastante. Até achei que o gás acabou ali pelos 35 minutos, mas foi melhor no primeiro tempo, sem dúvida. No segundo, manteve a intensidade contra um Corinthians que parecia meio desconectado do jogo. Tite tirou Elias e colocou Maicon, formando o tal 4-2-3-1, igualou o jogo, mas aquele minuto em que uma defesa de pênalti foi sucedida por uma desastrada saía de gol, definiu tudo.

Fora de campo, houve enfretamento e morte. O de sempre.

Eu sinto vergonha, como cidadão que paga impostos, de ver a PM sendo usada para fazer escolta de delinquente. A violência é enorme cidade, as mortes não param e a PM, como se fosse uma entidade beneficente vai escoltar essa gente.

Aliás, a atuação da PM é muito contraditória. Em dia de jogo, escolta torcida organizada. Fora dos dias de jogo, resolve invadir a sede da Gaviões, que, coincidentemente, no dia anterior e em vários outros tem feito manifestações contra o deputado Fernando Capez, que tem seu nome envolvido em roubo de merenda escolar. Como diz um grande amigo, que hoje está muito feliz: “roubar é feio, roubar de criança é horrível”.

Deixemos claro, nada está provado contra Capez. Como não há nada provado contra a presidenta Dilma. E ela, ao contrário de Capez, merece ainda mais o exercício da dúvida, porque nunca foi citada, como ele. E Capez, todo garboso, com sua camisa da seleção, a acusa de corrupção. Então, não pode reclamar da Gaviões.

Os cartolas que dirigem os clubes, que são “donos” da paixão brasileira (há quem diga que seja a segunda paixão brasileira) são cúmplices de violência e de assassinatos.

Eles dão dinheiro para as organizadas. Dão dinheiro para o carnaval. “Apenas R$ 150 mil”, diz o Leco.

Mais que dinheiro, os dirigentes dos clubes permitem que as organizadas sequestrem os símbolos dos clubes. Permite que faturem milhões. Não cobram nada. Permitem que ganhem muito dinheiro e, com ele, comprem até armas – quem duvida – que espalham mortes e terror pelos campos, pela cidade e por Oruro.

Assim, com tamanha cumplicidade, não consigo aderir à sensata tese dos amigos Rodrigo Vessoni e Vitor Guedes. Eles defendem punição aos bandidos e não aos clubes. Parece acaciano. Mas como a PM não serve para dar paz à população e como os cartolas são cúmplices, eu não concordo não.


Tite vence. Sem sustos
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Menon

Antes de analisar o jogo, vamos falar de dois personagens especiais.

1) Luis Flavio de Oliveira – a torcida do São Paulo estava apreensiva com sua escalação. Fiz até um post sobre isso. E a verdade é que ele não influenciou em nada o jogo. Pode ter errado um cartão ou outro, mas nada tem a ver com o resultado. Quando forem citar que ele apitou 8 clássicos do São Paulo, com sete derrotas e uma vitória, deveriam lembrar que nada fez de errado nesse 2 a 0 em Itaquera.

2) Lucão – Entregou um gol, falhou feio no segundo e atrasou bolas horríveis para Denis. Pode-se dizer que ele fez o placar do jogo, mas vamos tentar entende o que aconteceu sem personalizar toda a culpa nele. Aliás, sobre ele escreverei amanhã. Personagem da semana.

Afastados os dois personagens, um terceiro se levanta: Tite. Nenhum treinador perdeu tanta gente como ele. Nenhum time tem os 100% de aproveitamento que o Corinthians tem. Não interessa quem joga, o cara entra em campo sabendo o que fazer em várias situações possíveis.

É um time bem estruturado, que sabe o que fazer em campo. Reconstrução? Isso é para os fraco, o Corinthians de Tite sempre está construído.

No primeiro tempo, houve domínio tático e técnico do Corinthians, principalmente na construção de jogadas. Ela vinha de trás, com os volantes, com bons passes. O São Paulo, não. Apostava em chutões.

O domínio do Corinthians não se demonstrou em chutes a gol. O time ainda precisa melhorar. Mas, esquecendo isso, foi bem melhor. E foi presenteado com o gol da dupla Lucca-Lucão.

No segundo tempo, o São Paulo melhorou e pressionou muito. Iago cometeu um erro grave, como Lucão, mas Cássio impediu o gol de Calleri.

E Yago se redimiu, fazendo o segundo gol. Poderia estar sendo criticado como Lucão, que, salvo engano, é três anos mais novo.

Enfim, é tentador justificar a derrota com uma verdade: se não fosse Lucão, seria empate.

Seria um grande erro fazer isso e não ver que o Corinthians, de Tite, está muito mais bem armado do que São Paulo, Palmeiras e Santos.