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Pinotti coloca os pés no chão
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A entrevista de Vinicius Pinotti foi boa. Direto, sem pestanejar, foi muito claro. “A situação é horrível. Estamos temerosos. Estamos trabalhando bastante e não é de agora”. Reconhecer que a situação é horrível é um avanço muito grande para os lados do Soberano, que, aliás, é um apelido que Pinotti sempre repudiou.

É um avanço porque Pinotti falava, lá atrás, ainda com Ceni, que o São Paulo estar na zona de rebaixamento era algo circunstancial. E Leco chegou a dizer que não tinha responsabilidade nenhuma na situação ruim do São Paulo. Agora, pelo menos um sabe que tudo está mal. Horrível, como ele disse.

O clube aceitou uma conversa com um comitê de torcedores de todos os tipos, de organizados a sócios. Sempre sou contra receber torcedor, mas, pelo menos dessa maneira afasta-se a possibilidade de invasão. A barbárie precisa ser evitada. E a torcida, por tudo o que tem feito, merece ser ouvida.

Pinotti afirmou ainda que aceita opiniões contrárias e que sabe conviver com a democracia. Importante alguém, seja quem for, falar isso nos dias de hoje. Ele abriu as portas para Muricy e disse que está satisfeito com Dorival.

Bem, estar satisfeito não significa manutenção. Se faltarem dez rodadas e o São Paulo ainda não tiver reagido, Dorival cai, sem dúvida. E é normal que caia. Se não resolveu agora, vai esperar o quê? A Segundona?

Por fim, nada foi falado sobre laterais. E a permanência na Série A será facilitada se resolverem o assunto.


O adeus de Ceni a Pintado. O choque com Pinotti. Decepção com Beale
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Na sexta-feira, 30 de junho, um Rogério Ceni bem diferente do normal, costumeiramente confiante, comandava mais um dos muitos treinos fechados, algo constante em sua passagem pelo São Paulo.

Estava visivelmente abatido, nervoso, olhando de lado, como se faltasse alguma coisa. Faltava. Naquele dia, Michael Beale, o inglês que ele trouxe ao Brasil para ser seu braço direito havia pedido demissão.

“Não estou surpreso, mas assustado”, disse Ceni a um amigo. Talvez já esperasse a saída, mas não naquele momento em que o time estava tão mal e em que ele precisava de apoio. O São Paulo não vencia havia cinco jogos, com um empate e quatro derrotas.

E ele estava só, comandando o último treino do time que enfrentaria o Flamengo, dois dias depois, no Rio.

Estava só, mas acompanhado. Ao lado de Pintado, auxiliar em quem não confiava e que não havia sido um pedido seu, como membro da comissão técnica.

E, além da saída de Beale, estava irritado com a negociação de Thiago Mendes para o Lille. O jogador não aceitou seus pedidos e argumentações para que ficasse até o final do ano. Bateu o pé e saiu.

No dia seguinte, o velho Ceni estava de volta. Havia recorrido à casca que sempre o acompanhou durante a carreira de jogador vitorioso e treinador incipiente. Mostrava a confiança e altivez que muitas vezes foi confundida com arrogância. E, que para muitos, é arrogância mesmo.

No domingo, o São Paulo perdeu para o Flamengo. E chegou à zona de rebaixamento, no 17º lugar, com 11 pontos, o mesmo número do Bahia, algo que não acontecia desde 2013. Na entrevista coletiva, Ceni culpou Leandro Paulo Vuaden, o árbitro, por haver dado uma falta do estreante Petros em Guerrero e por deixar a barreira tricolor muito longe da bola. E,  para dar segurança aos jogadores, assumir a pressão pelos maus resultados.

“”Graças a Deus que é cima de mim a pressão. Fico feliz. Pela história que construí, pelo lastro que tenho, já conquistei muitos títulos e tive decepções. Ganhei Campeonatos Brasileiros, fomos eliminados em mata-mata, já frequentamos meio de tabela e passamos por essa situação única em 2013 quando eu jogava”, ressaltou.

A tática não deu resultado. Na segunda-feira, foi demitido. O presidente Leco eximiu-se de qualquer culpa pela situação e começou-se a falar de “herança maldita” de Ceni. Foi o final infeliz de uma relação que começou com juras de amor.

A CONTRATAÇÃO

Em setembro do ano passado, Rogério Ceni procurou Marco Aurélio Cunha, então diretor executivo de futebol. Disse que respeitava muito Ricardo Gomes, mas, que, se ele não fosse ficar no clube em 2017,  gostaria de ter seu nome considerado para assumir o clube. Tambem procurou Vinícius Pinotti, então diretor de marketing, pedindo apoio à sua pretensão.

Marco Aurélio disse para ele se preparar. Para fazer uma imersão em Cotia. E Pinotti, que no futuro teria muitas discordâncias com ele, assumiu o papel de cabo eleitoral.

Em novembro do ano passado, Ceni foi anunciado como novo treinador. E, antes disso, conseguiu, nas negociações, uma multa de R$ 5 milhões e caso de demissão, se ela viesse com mais de 47% de aproveitamento. E foi duro sobre a pré temporada. Tinha de ser como ele queria. Caso contrário, preferia assumir o cargo apenas em 2018.

Tudo foi aceito. O técnico iniciante agiu como se tivesse a faca e o queijo na não diante de um grande clube. Pesou o seu nome, sua condição de mito e a necessidade de respaldo de uma diretoria que havia escapado do rebaixamento com muito custo.

O PODER ILIMITADO

Ceni trouxe o inglês Michael Beale e o francês Charles Hembert como auxiliares. Era seu núcleo duro. Tinha total confiança neles e nenhuma confiança em outras pessoas.

Em uma das primeiras reuniões, perguntou a um funcionário presente qual era a sua função. Ele disse que trabalhava no Morumbi, assessorando a diretoria.

Ah, entendi, respondeu Ceni. Se tiver algum problema entre mim e a diretoria você vai ficar com eles. Vou tomAr cuidado

Disse que não gostaria de trabalhar com Pintado. Via nele um possível concorrente ao cargo, pois Pintado nunca escondeu que sua meta, como figura história do clube, era ser, um dia, técnico do São Paulo.

Foi dissuadido pela diretoria. Lembraram a Ceni que, quando Bauza havia caído, fora André Jardine quem assumira. Prova de que Pintado nunca seria efetivado. Ceni aceitou os argumentos, mas sempre manteve distância do auxiliar. Era ele, Beale e Hembert. Apenas.

 

Em 21 de janeiro, Marco Aurélio Cunha deixou o São Paulo. Seu cargo passou a ser ocupado pelos diretores Jacobson e Medici. E o poder de Rogério Ceni aumentou ainda mais. Não atendeu nenhuma ponderação sobre a necessidade de fazer mais treinos abertos e de tentar uma aproximação maior com jornalistas e, logicamente, com a torcida. O que era uma tentativa de proteção a ele, foi entendido como confrontação.

 

MONTAGEM DO ELENCO

Rogério teve o que queria, dentro do possível. A diretoria explicou que precisava fazer dinheiro e ele foi a favor da venda de Lyanco.

Havia propostas por David Neres e Luiz Araújo e ele optou por Neres, que renderia mais e que não estava com ele na pré temporada. Pediu para que Luiz Araújo ficasse e foi atendido. Pediu que Thiago Mendes ficasse e foi atendido. Pediu Cícero e foi atendido. E, seguindo orientação da diretoria, apostou na base.

Ele também recusou muitos jogadores. A diretoria chegava até ele e explicava que havia um bom negócio em vista. Ele respondia que  não gostava do jogador e que, se fosse contratado, não seria utilizado por ele.

A exceção foi Jucilei, que ele vetou e depois utilizou constantemente.

ENTREVISTA DESASTROSA

EM 5 maio, Pinotti assumiu o futebol do São Paulo. No dia 11 de maio, houve a eliminação para o  Defensa y Justicia, da Argentina. A terceira seguida. Após o jogo, antes da coletiva, Pinotti foi falar com os jornalistas e deu total apoio a Ceni. Disse que ele estava mantido até o final do contrato. Era a deixa para o treinador ter uma coletiva tranquila.

Não foi nada disso. Ceni estava irritadiço e transmitiu muita insegurança. Disse que, se os treinos fossem abertos, os jornalistas continuariam a não entender nada. E reclamou do período sem jogo, que havia sido de 17 dias. Justamente ele, que havia reclamado de falta de tempo para treinar.

No dia seguinte, comunicou a Pinotti que não trabalharia mais com Neílton, que havia sido sua arma secreta contra o DyJ. Treinou 17 dias com ele, jogou 45 minutos, foi substituído e afastado. O jogador que viera, a seu pedido, em uma troca com Hudson, não servia mais. E o São Paulo havia sido eliminado da Copa do Brasil com gol de Hudson.

FALTA DE CONVICÇÃO.

Foi a segunda vez que Ceni havia mostrado falta de convicção. A primeira foi após a derrota por 3 x 0 para o Palmeiras, em 11 de março, ainda no Paulistão. O time que marcava pressão na saída do adversário, que ataca muito, que se arriscava, não existia mais. E Ceni começou a mudar. Jogou com três zagueiros, deixou de privilegiar posse de bola, depois passou a jogar com duas linhas de quatro.

O time era escalado de acordo com o adversário. E passou a render cada vez menos, até entrar na seca do Brasileiro, que terminou com sua demissão, menos de três meses depois.

CHOQUE DE ESTRELAS

Vinícius Pinotti assumiu o segundo cargo mais importante no futebol do São Paulo, seu clube do coração. Para isso, afastou-se de sua empresa. Não faria isso para não exercer o poder. E o poder estava com Ceni. O choque entre ambos era inevitável.

Houve cobranças que não foram bem aceitas. Ceni não se limitava a ser apenas o treinador. Até que um dia, a conversa foi ríspida.

“Rogério, existe uma hierarquia no clube. E eu não abro mão dela. Eu sou diretor de futebol e você é o treinador”.

Rogério entendeu o recado vindo daquele que havia sido um dos entusiastas de sua contratação.

Pinotti estava irritado também com algumas contratações que foram pedidas por Ceni: Cícero, Sidão, Marcinho e Thomaz, principalmente Thomaz. O diretor não se conformava – e não é culpa de Ceni – que um jogador desconhecido tivesse sido agraciado com um contrato de três anos com o São Paulo, ganhando R$ 80 mil por mês.

FIM DA PARCERIA

As constantes reclamações de Ceni sobre o desmanche do elenco deixaram Pinotti e Leco descontentes. Rogério habilmente construía a narrativa de que havia sido abandonado pela diretoria.

E a diretoria sabia que quase tudo havia sido feito sob aprovação do treinador, como as saídas de Lyanco, Neres e Luiz Araújo.

No caso de Luiz Araújo, Ceni dizia a alguns que o São Paulo, graças a ele, havia ganho em torno de 4 milhões de euros, a diferença entre a primeira e a segunda ofertas do Lille. Graças a ele, Ceni, o garoto teria se valorizado tanto. Mas, para o grande público, Ceni pintava como traído.

Thiago Mendes foi o único jogador que saiu, apesar de pedidos reiterados do treinador. Pedidos feitos, inclusive, ao próprio jogador, que foi irredutível. Alias, em sua apresentação no São Paulo, em 2015, Thiago já havia dito que iria para a Europa. Que era seu sonho.

RESULTADOS DECIDIRAM

Todos os problemas poderiam ser solucionados, todas as arestas poderiam ser aparadas. Mas o time não reagia. Perdia de pouco, mas perdia. E Ceni culpava “erros medonhos” e dizia que seu time podia encarar qualquer rival do Brasil. A frase foi dita após o empate em casa contra o Fluminense, dia 25 de junho.

Ali, ele já balançava. E não sabia que teria apenas uma semana a mais para reagir. Um  jogo a mais. Foi a derrota para o Flamengo.

E caiu.

O ADEUS

Ceni despediu-se dos jogadores, mandou uma mensagem aos torcedores, através das redes sociais. Agradeceu ao clube.

E mandou uma mensagem a Pintado, em quem ele nunca confiou.

“Vai firme Pintado, desejo sucesso e muita sorte amanhã, estou embarcando, não poderei assistir aos próximos jogos, mas tenho a certeza que a vitória vira. Hora de respirar, dar um tempo e aprende cada vez mais e num futuro voltar a trabalhar. Obrigado por tudo.”

Estava arrependido da desconfiança? Ou estava apenas incentivando seu substituto, pelo bem do São Paulo?


São Paulo precisa de um grande goleiro
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Dorival resolveu trocar Renan Ribeiro por Sidão. Olha, com muito boa vontade, podemos dizer que é uma troca seis e meio por meia dúzia. Eu nem acho que Renan seja o maior culpado pelos números ruins que a defesa mostra desde que o atual treinador assumiu. São 14 gols em oito jogos, uma enormidade, mas qual foi a grande falha? O segundo gol contra o Botafogo? Mas, nada contra a troca. Algo precisa ser feito.

O São Paulo teve três goleiros em 30 anos: Gilmar, Zetti e Rogério. Os três foram campeões mundiais, nenhum como titular. Eram grandes goleiros, também falhavam, mas havia personalidade, força e confiança dos outros jogadores e da torcida. Totalmente diferente do que se vê com Denis, Renan e Sidão.

O que me assusta em Denis e Renan é a falta de ambição. Aceitaram ser coadjuvantes, à espera da renúncia de Ceni. Denis chegou em 2009 e sabia que só jogaria quando Ceni se aposentasse. E sabia que Ceni só se aposentaria quando quisesse. É uma postura ruim para quem tinha 22 anos. Deveria ter pedido para sair quando Rogério aceitou ficar um ano a mais e depois, outros ano a mais.

Renan Ribeiro chegou em 2013 para ser o reserva de Denis, para ser o reserva do reserva de Ceni. Talvez pensasse em ganhar a posição de herdeiro nos treinos e depois, é só esperar a aposentadoria do titular. Só conseguiu o que queria em 2017, o que acaba de perder.

A postura dos dois é muito passiva. Esperar alguém sair para assumir. Parece Monarquia. Foi uma postura totalmente diferente do que fez Ceni quando era reserva de Zetti. Ele mostrou que queria jogar, não apenas nos treinos, mas também falando. Deixou claro que, se não fosse sua vez, sairia. E Zetti saiu não porque quis, mas porque havia um jovem de muita qualidade, com 23 anos, louco para jogar.

E tem Sidão. Veio na melhor situação possível. Ceni havia parado. Denis havia fracassado. Ceni era o treinador e pediu por ele, após 35 partidas no Botafogo, time que defendeu após um semestre no Audax. Um ano jogando como titular em boas equipes e chega para ser titular do São Paulo. Não conseguiu. Não passou confiança e agora volta a ter uma chance.

São Paulo tem três e não tem nenhum. Denis termina o contrato em dezembro e vai sair. Renan termina o contrato em maio e o São Paulo não deveria ficar com ele. Não acrescenta nada. O correto é ficar com Sidão, Lucas Perri e um grande goleiro. Buscar alguém que dê tranquilidade e confiança ao time.


7 motivos para o São Paulo não cair
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during the Serie A match between Juventus FC and Torino FC at Juventus Arena on October 31, 2015 in Turin, Italy.

Uma queda de time grande não é uma queda anunciada. Ela vai se construindo a cada dia. E começa antes do início do campeonato. Começa anos antes. Começa fora de campo, com falta de gestão, falta de transparência e de democracia. O São Paulo, o ameaçado da vez, mudou estatuto, prorrogou mandato, teve presidente ladrão e jogou a sujeira para debaixo do tapete.

Seguiu a cartilha da queda direitinho, mas algumas atitudes da diretoria e algumas características do elenco deixam aberta a possibilidade de reação. São a vacina contra o mal.

  1. O fator HPPrL – Hernane Petros e Pratto são profissionais comprometidos, de muita personalidade e com liderança. São atletas que cuidam do físico e respeitam a profissão. São comandantes que podem levar o restante da tripulação a remar para o mesmo lado e evitar a queda. Hernanes e Pratto, além disso, possuem bom nível técnico, mais do que Petros, que considero inferior a Thiago Mendes. Lugano é o quarto elemento da turma, apesar de não entrar em campo
  2. Cueva – O peruano deu sinais de reação  na derrota contra a Chapecoense e os confirmou contra o Vasco. Ele foi o melhor jogador do ano passado e sua queda de rendimento foi terrível para o time. No gol contra o Vasco, deu um passe espetacular para Pratto. E, na comemoração, ficou demonstrado a diferença entre os dois. O argentino vibrou muito e o levantou para que todos vissem. Estava jogando pelo grupo, estava dando moral a Cueva, que, praticamente não reagiu. Mostrou apenas timidez. De Cueva, pode-se esperar apenas bom futebol. De Pratto, bom futebol e comprometimento.
  3. Poucos gols sofridos – O São Paulo está em 18º lugar, antes de completar a 16ª rodada. Se vencer, ficará em 16º. E é a sétima melhor defesa, ao lado de Palmeiras (quinto lugar) e Avaí (17º). Tem saldo negativo de três gols, muito melhor que os seus concorrentes como Atlético-GO (16), Vitória (13), Avaí (8), Furacão (8), Coritiba (5), e Chape (6). É um time que não foi goleada nenhuma vez, embora tenha levado três gols de Corinthians e de Santos.
  4. Boa atuação na janela – O que ajuda um time grande a não cair é ter dinheiro (ou crédito) para se reforçar. O São Paulo, que perdeu muitos jogadores importantes, conseguiu reforços de bom nível. Arboleda e Petros estão jogando bem. Gómez, não, mas tem comprometimento. Hernanes e Marcos Guilherme são esperanças baseadas em bom futebol. Ainda há boas opções no elenco como Jucilei, o mais regular do time, Renan Ribeiro e reservas como Marcinho, Lucas Fernandes e Gilberto. Tem ovos para fazer uma omelete salvadora.
  5. Morumbi – O São Paulo realizou sete jogos em casa. Ganhou quatro – Palmeiras, Vasco, Vitória e Avaí – empatou com Fluminense e Dragão e perdeu para o Galo. Disputou 21 pontos e ganhou 14. É um aproveitamento de 66,6%, quatro pontos a cada dois jogos. Se mantiver essa média até o final do campeonato, terá conseguido 38 pontos. Faltará pouco para os 46 salvadores.
  6. Torcida – A torcida do São Paulo tem comparecido e ajudado o time. Um papel muito bonito por perceber que a razão de sua paixão está sofrendo. O time está na rabeira e tem a quarta melhor média de público como mandante. Na quinta-feira ,de frio, às 19h30, havia 23 mil contra o Vasco. Contra o Grêmio, já foram vendidos 25 mil ingressos.
  7. Dorival Jr. – Considero Rogério Ceni uma vítima e não o culpado pela situação. Mas há um novo treinador e ele acertou em algumas coisas. Optou por um jogo de posse de bola e pela manutenção de um time-base. A posse de bola faz com que o time tenha domínio tático do jogo e evite loucuras que eram comuns antes, com um time muito desequilibrado, algo que Ceni já tratava, sem muito sucesso, de corrigir. E a manutenção de uma base faz com que o time evolua. Além disso, Dorival detectou que Júnior Tavares estava muito mal na marcação e o trocou por Edimar. Dará certo?  Dorival conseguirá recuperar Wellington Nem? E o ataque, conseguirá ser mais efetivo? Até agora, foram apenas 15 gols. São desafios prontos para Dorival e suas primeiras atitudes dão esperança de solução.

Bela carta de Rogério Ceni, arrogante, corajoso e vencedor. E os outros?
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Rogério Ceni é arrogante. E daí? O que essa característica de sua personalidade, principalmente quando está acuado – basta lembrar a desastrosa entrevista após a eliminação para o Defensa y Justicia – tem a ver com sua história no futebol? Ceni é arrogante, Marcos é alegre, Suárez é racista, Pelé não reconheceu a filha, Maradona não reconheceu o filho, Roberto Carlos, o cantor, é censor, e cada um que liste o defeito de algum outro ser humano.

Pior do que carimbar na testa de Ceni a arrogância, é tentar explicar, através dela, a má experiencia que teve como treinador de futebol. A primeira. A arrogância seria a responsável por ele ter aceitado dirigir um grande clube sem ter experiência alguma.

Ora, coragem e autoconfiança mudou de nome? A comparação é com Zico, que, de tão humilde, nunca aceitou ser técnico do Flamengo. Perderam Zico, o Flamengo e o futebol. Beckenbauer, que dirigiu o Bayern, é arrogante? Ou corajoso? São epítetos subjetivos que não medem nada; apenas os nossos preconceitos.

Em uma carta publicada em seu facebook, Ceni fala como era arriscado assumir o comando do São Paulo. Disse que se sentia preparado e que “o risco e a incerteza fazem parte de minha vida e do mundo do futebol”. Ele usou uma frase de Pierre Corneille, dramaturgo francês do século 17, para definir sua ideia de vida: “quem vence sem riscos, triunfa sem glórias”.

Ceni é arrogante? Sim. E também é forte mentalmente, é inteligente, arrojado, vencedor e entende de futebol. Foi muito mal, mas pode voltar e ter sucesso.

E aqueles que o demitiram e se consideram sem culpa alguma no atual momento do clube?

A comparação só eleva Ceni, pois arrogantes, no caso, todos são. Para os outros, falta a noção da grandeza do São Paulo. Um clube que não nasceu para ter os pés no chão, cravados na mediocridade.

 

 

 


Cartilha para Dorival Jr. se dar bem no São Paulo
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Menon

Caro Dorival;

Você está assumindo um dos gigantes do futebol brasileiro. Humildemente, passo umas dicas para que sua passagem seja boa e tenha sucesso.

1 – É importante não ter ilusões. O clube continua gigante, mas não é mais como antes, quando chegou a se tornar referência de profissionalismo. Por isso, não espere muita ajuda. Faça por você mesmo.

2 – Saiba que, se você tiver sucesso, ele será creditado aos cartolas.

3 – Saiba que, se você fracassar, a culpa será só e somente sua. A diretoria não erra

4 – Exija uma multa de R$ 15 milhões. Afinal, a atual diretoria aceitou uma multa de R$ 5 milhões para um treinador que eles consideravam novato. Como você não é novato…

5 – Procure o senhor Alexandre Pássaro, advogado do clube. A diretoria não se incomodou que o contrato do novato tivesse o senhor Pássaro atuando dos dois lados. Pôde servir aos dois senhores, Ceni e o São Paulo.

6 – Trabalhe sempre com a possibilidade de o titular de hoje se tornar um ex-jogador amanhã.

7 – Se a situação continuar difícil e você estiver preocupado, cuidado ao externar o que está sentindo. Para a diretoria, tudo é circunstancial e o Soberano não corre riscos, nunca.

8 – Fique sempre de olho na base. O menino de hoje pode ser o titular de amanhã;

9 – Fique de olho em Junior Tavares. Ele jogou 95% das partidas e pode estourar a qualquer momento. O único substituto é Edmar, que veio do Cruzeiro e nunca atuou.

10 – Não existe um time. Jogadores estão chegando, como Petros, Arboleda e Gómez. Maicosuel veio há pouco tempo, chegou na quinta, jogou no domingo e depois, ninguém sabe e ninguém viu.

11 – Você terá sucesso se tirar o time do rebaixamento. Terá mais sucesso ainda se levar o grupo ao nono lugar, vá lá, na primeira metade da tabela. Mas nada impede que você seja demitido ao final do ano. Ou, quando não houver mais riscos. Foi assim com Ricardo Gomes.

12 – Deixe claro ao presidente que vc não se incomoda com possíveis menções “desairosas” da torcida à sua pessoa. Não precisa ser demitido por isso

Muito boa sorte, Dorival.


Pinotti, você não está preocupado? A torcida está desesperada
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Menon

Durante a semana, o São Paulo apresentou Arboleda e Gómez, novos contratados. Estava lá e prestei bastante atenção quando um colega perguntou a Vinícius Pinotti, diretror de futebol, se ele estava preocupado com a situação do São Paulo no campeonato.

A resposta veio de maneira direta, sem titubeio. Voz firme, sem nenhuma mudança. Rosto confiante, ems consonância com a voz. “Nenhuma preocupação. Nenhuma”. A empresa de Pinotti, no ramo de beleza feminina, é muito sólida. Mesmo assim, eu o imaginei respondendo a alguma pergunta desse tipo dos diretores. Levaria confiança, sem dúvida.

Futebol é diferente de empresa. Futebol envolve paixão. E os “acionistas” entendem de futebol tanto quanto os Pais da Pátria, tanto quanto os Cardeais, tanto quanto os dirigentes, remunerados ou não. E a torcida está desesperada. Depois da derrota contra o Flamengo, o time já está na zona de rebaixamento.

Pode-se fazer uma segunda análise, sobre a proximidade com os outros em situação ruim, mas ficar contando número de gols sofridos e marcados, é uma ofensa ao São Paulo, por sua história. É coisa para Pinotti fazer. Como ouvir Avaí e Ponte e torcer os dedos pela Ponte.

Pinotti precisa se reunir com Leco e Ceni urgentemente, caso ache que Ceni mereça continuar. Aliás, colocar multa de R$ 5 milhões para um treinador inexperiente, é coisa que ninguém faria em sua empresa. Leco fez. Bem, na necessária conversa com Leco e Ceni, é preciso montar uma estratégia de guerra.

O treinador perdeu seu auxiliar. Precisa de ajuda.

Um clube grande não pode ficar montando elenco durante o campeonato. E um terço dele já está indo embora. E Pinotti, você precisa se preocupar e muito. Quando um time precisa mudar e o treinador precisa se limitar a Denílson, Wellington Nen (entrará em forma) e um garoto como Shaylon para mudar o jogo, é porque a situação é muito difícil.

Chama o Leco para conversar. E fique muito preocupado, Pinotti. Futebol não é sabonete, não.


São Paulo Vitrine Clube caminha para a Segundona
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Menon

O São Paulo Futebol Clube é o mais vencedor do futebol brasileiro.

O São Paulo Vitrine Clube é o mais vendedor do futebol brasileiro.

Caminha para um grande fracasso.

Se o conceito vitrine for mantido, cairá para a segunda divisão, não necessariamente em 2017.

Mas que a queda virá, virá. Em pouco tempo.

O clube que ficou 13 anos na fila e que tinha a desculpa da construção do Morumbi, caminha para uma seca ainda maior. De títulos, sem dúvida. Talvez com um título indesejado da série B

O Argentino Jrs é um time vitrine. Revelou Maradona e Redondo. E?

Qual o sentido em se vangloriar, como Pinotti fez, de ser uma vitrine maior e melhor que o Corinthians? Revela mais, vende mais, vende melhor e….e daí? Fica mais rico e o dinheiro vai para cobrir um buraco que nunca diminui?

Sabe quem é bom vendedor? O Atlético Nacional, que foi campeão da Libertadores, vendeu Copete, Berrio, Borja, Guerra e mais um monte e continua sendo campeão.

O São Paulo não ganha nada faz tempo, vende um monte de gente e continua devedor. Quem explica?

Pinotti e Leco repetem a frase: “se o jogador não quer ficar no São Paulo, tem de sair”. Tem lógica, mas é necessário pensar mais longe analisar dois pontos.

  1. Por que todo mundo quer sair do São Paulo?
  2. Quem quer sair, sai? Do jeito que quer? A hora que deseja?

Quanto à pergunta 1, mostra-se uma falta total de comprometimento com o clube, com o seu projeto, com a sua história. Algo está muito errado. No clube ou na cabeça de jogadores que preferem jogar no Vitória (Neílton e Kieza) ou no Sport (Rogério).

Se um jogador em vez de ouvir o responsável pelo departamento de futebol se vangloriar de que o time é uma vitrine, ouvisse outro discurso falando de resgate de glórias antigas, falando de futuro, falando de ser, em pouco tempo, o melhor do Brasil, falando em voltar a reinar na América, se comprometesse com um projeto, com uma história e tivesse vontade de lutar por títulos e ficasse.

Mas, se não quer, sai? Não é assim. Em um clube grande não é assim.

Um clube grande, que não sonha em ser vitrine e sim em ser campeão, pode perder jogador. Mas, na hora que quiser, nas condições que quiser e pelo preço que quiser.

Vejamos o caso Thiago Mendes. Ceni queria a sua permanência, pensando em um trio com Jucilei e Petros. No mês passado, houve uma proposta do Lille e a diretoria recusou. Ceni, com certeza, pensou que a recusa tivesse a ver com o seu pedido. Nada disso.

A permanência não tinha a ver com o pedido de Ceni.

A saída teve a ver com o pedido de Thiago Mendes.

Esta é a diferença. Além de o fato de o Lille haver aumentado a oferta em 1 milhão de euros.

Um clube grande não pode ficar à mercê dos pedidos e dos sonhos dos jogadores. Este é um time-vitrine. Um grande time, um time campeão, decide as coisas de acordo com o seu projeto.

O São Paulo precisa de um comandante de pulso firme que chegue em Thiago Mendes e diga: “você quer sair, mas eu quero que você fique para a gente ser campeão”. Ou, então, em um rasgo de sinceridade: “você quer sair, mas eu quero que você fique para que a gente  não sofra com a possibilidade de rebaixamento”.

Não adianta ter pulso firme apenas para multar jogador em 20% por haver criticado a torcida. Isso é fácil.

Um clube grande precisa de pulso firme, precisa de projetos grandiosos.

Não pode estrear jogador na rodada 11. Talvez três. Se não for três, sobrará Petros para a rodada 12.

Não pode contratar Maicosuel em um dia e colocar o jogador em campo no dia seguinte. E, depois ficar quatro jogos no departamento médico. O que aconteceu? Contusão grave? Veio bichado?

Um clube grande não pode chegar em julho e ter apenas um campeonato para disputar, por conta de eliminações seguidas. E estar, após dez rodadas, lutando para sair da confusão.

Um clube grande não pode ter como meta, em julho, apenas e tão somente, fugir da humilhação em dezembro.

O São Paulo precisa de um presidente que sonhe alto e que não se orgulhe de dirigir uma vitrine. Precisa de um presidente que faça a dívida acabar, já que tanto dinheiro entra.

Acorda, Leco.

O São Paulo não pode viver refém de cardeais que estão em uma ciranda maluca que leva o clube para o buraco. Juvenal, Aidar, Leco, Pimenta… O São Paulo precisa de oposição e não de dissidências.

Acorda, São Paulo.

 


Cuca, Ceni, Elano e a precária ética dos treinadores
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Menon

Grande parte de jornalistas adota a tese de que é um grande erro demitir treinador em início de trabalho. Qual é necessário dar tempo para que as ideias sejam assimiladas pelo grupo de jogadores. Outros são contra a demissão quando, passados dois anos de sucesso, o trabalho começa a falhar e não rende mais. Os treinadores seriam protegidos pelo futuro (ainda não mostraram o trabalho) e pelo passado (um dia esse trabalho foi ótimo).

Criou-se, então, a tese de que ser treinador de futebol é ago perigoso, sem segurança alguma. Uma tese que não leva em conta as multas enormes que existem nos contratos. Por exemplo: assinou por dois anos, foi demitido com seis meses, recebe o salário até o final do contrato. Não se leva em conta, também, o alto salário pago. Um governador de estado recebe R$ 30 mil aproximadamente por mês. Um treinador médio, recebe  R$ 300 mil. Ou seja, ganha o mesmo que Alckimin, Pezão, Sartori, Richa e mais seis, somados. Bem, esse exemplo não é bom. O que esses e outros governadores estão entregando não é nada bom e chegaríamos à conclusão que treinador precisaria ganhar R$ 3 milhões por semana.

Nossos treinadores – não sei os outros – estão longe de serem os coitadinhos, de serem as vítimas que a narrativa atual está impondo. Vocês já repararam como é rápida a assinatura de contrato de um novo técnico? O SUJEITO A é demitido ás dez da manhã. O SUJEITO B está todo uniformizado dando treino as 14 horas. Que velocidade, não? Salários acertados, comissão montada, multa acertada….Tudo depois da demissão do companheiro de profissão. Porque negociar antes não seria ético, não é?

Quando a velocidade falha, é a vez do auxiliar assumir por uma semana. Aquele auxiliar que ficou o tempo todo com o treinador, que teve tempo de conversar e que, teoricamente, deveria agregar conhecimento e trocar opiniões, que também é responsável pelo que estava sendo feito, assume e muda tudo no time. Coloca o Vecchio, que estava afastado, com a missão de vencer o jogo. A mensagem é clara: eu não tenho nada a ver com o que o outro estava fazendo. Será que o novo treinador acredita no que o auxiliar está dizendo. Ou sabe que está criando um corvo?

A pouca fidelidade de Elano a Dorival foi a causa de uma discussão entre Cuca, Cuquinha e Elano (já como auxiliar  de Levir Culpi) após a vitória do Santos sobre o Palmeiras, na Vila, pelo Brasileiro.

Outro exemplo da falta de solidariedade entre treinadores é dada quando atuam bravamente para diminuir o elenco do rival. Indicar um jogador é algo normal, não há nada de errado. A lei está aí e permite que alguém que ainda não completou seis jogos possa se transferir. Então, não há nada de condenável em Cuca pedir Richarlison, do Fluminense, ou Diego Souza, do Sport.

Só isso. Não deve ir além. O repórter Daniel Leal, do superesportes conta que o treinador palmeirense telefonou para o atacante e, durante uma longa conversa, garantiu que ele seria titular no clube. Algo muito importante para quem sonha e luta por uma vaga na seleção brasileira.

Abel Braga, treinador do Fluminense, conta que Cuca o procurou a negociação – justa e limpa negociação entre Palmeiras e Flu, por Richarlison – para dizer que ele não ficaria sem jogadores. Que o Palmeiras daria uma lista de quatro jogadores para que o Fluminense escolhesse dois?

Isto é função de treinadores? Não seria melhor ficar restrito ao campo? Alexandre Mattos ganha muito para isso.

Convidar jogadores para o São Paulo foi algo constante na carreira de Rogério Ceni, mesmo quando ainda era jogador. Foi assim com Aloísio, com Leandro e agora, como técnico, com Marcinho, do São Bernardo.

Imoral? Ilegal? Não sei. Inconveniente, com certeza. Se treinadores não são leais com treinadores, se fazem a função que não lhes cabe fazer, fica difícil manter a narrativa dos coitadinhos que não têm garantia no emprego.


Proposta a Lugano é uma piada cruel de Leco e Ceni
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Menon

A respeito de Lugano, Ceni disse que:

Seria uma covardia colocá-lo para enfrentar Robinho, mano a mano

Seria uma covardia coloa-lo para enfrentar Neílton (sim, Neílton), mano a mano

Ele pode jogar apenas como o zagueiro central de uma linha de três, como o Maicon joga, mas estou contente com o futebol apresentado pelo Maicon

Se o Lugano não está jogando, outros 17 também não estão

A série de afirmações leva, seguindo um raciocínio lógico, à não renovação de contrato que termina em dias. Por que ficar com um jogador que atua pouco, em apenas uma situação de jogo e que é igual a outros 17 do elenco?

Ceni, entretanto, recorreu à muleta sobre a importância de Lugano para o elenco, como liderança e exemplo e disse que gostaria de contar com ele  por mais um semestre. Recomendou que o clube fizesse uma festa no final do ano em sua saída do São Paulo. Sabe aquele cara que trabalha 30 anos em uma empresa e, quando é demitido, ganha um relógio? E um pique pique?

A opção oferecida por Ceni é ofensiva. Ele não perguntou se Lugano quer continuar a carreira em outro clube, em outro país e logo foi tratando de aposentar o ídolo, depois de lhe dar um contrato de seis meses para ser exemplo de vida a garotos. Uma sobrevida.

A ideia de Ceni logo foi aceita por Leco. E, a dez dias do final de contrato, veio a oferta. Salários mantidos, mas sem direito de imagem. E no final do ano, a festa de despedida. Uma festa em que o São Paulo faturaria um bom dinheiro. Ficaria com 60% do lucro.

Ora, se Lugano ganha R$ 230 mil por mês, até o final do ano, o clube gastaria R$ 1,4 milhão com ele. Para conseguir esse valor, bastaria a festa de despedida produzir R$ 2,5 milhões de lucro. Não é difícil.

Resumindo: Ceni acha que Lugano não faz falta, mas aceita ficar com ele e promete uma festa no final do ano. O São Paulo aceita, mas a festa vai produzir o dinheiro que gastaria com Lugano.

Ou, seja: fica aí mais seis meses e continua ajudando a gente com sua personalidade, liderança e espírito de grupo, já que futebol não dá mais. E não vamos gastar nada mesmo. Quem sabe ainda lucramos um pouco?

É uma piada. Um acinte. Uma vergonha.

Fruto do quê?

Da falta de liderança. Da falta de coragem. Da falta do olho no olho.

São Paulo e Ceni têm todo o direito de achar que Lugano não dá mais. Não foi um bom investimento. Não será um bom investimento. Todo o direito. Muita gente concorda com isso. Muitos dos que discordam, não se baseiam no rendimento apresentado pelo uruguaio, mas sim em seu passado. Se Lugano tivesse marcado oito gols contra e cometido 24 pênaltis, ainda assim exigiriam a sua presença no clube.

O que não pode é não ter coragem de dizer isso ao jogador. Chamar de lado e dizer que os caminhos precisam se separar, que ele não está nos planos. Qualquer chefe de RH de empresa chinfrim faz isso com funcionários. O São Paulo e Ceni preferem subterfúgios indignos do clube e das histórias de Lugano e de Ceni no São Paulo.

Um treinador jovem que não tem coragem de dizer isso ao seu comandado está começando mal.

Um presidente veterano que não tem coragem de dizer isso ao seu comandado, está terminando muito mal.

PS – Se Lugano não pode enfrentar Neílton, como pôde enfrentar Denílson, do Avaí? Lembremos que Denílson veio para o São Paulo em lugar de Neílton, mandado para o Vitória. A verdade é que Lugano foi utilizado aquele dia porque era preciso vencer, era preciso mostrar coragem e personalidade. Tomara que tenha sido o último jogo do capitão. Seria um fim de carreira muito mais digno do que uma festa para dar dinheiro ao clube.