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Osmar Loss, 28%. Diniz, quatro derrotas
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Menon

Mais uma derrota do Corinthians de Osmar Loss. A terceira em seis jogos no Brasileiro. Cinco pontos conquistados em 18 disputados. 27,7% de aproveitamento. Aonde vai parar?

Rumo ao título, parece difícil. Está onze pontos atrás do líder.

Loss sofre com desfalques. São muitos, desde a seleção brasileira até a paraguaia, além de contusões. Mesmo assim, não dá para ter média de rebaixado. Empatar em casa com o Vitória e perder fora para o Bahia não o qualifica nem para o campeonato baiano.

E Diniz? Quatro derrotas seguidas. Bruno Guimarães, volante, na zaga e Rafael Veiga, meia, como volante. Maior posse de bola e menos finalizações.

Todo o cenário de sempre. Um treinador fiel às suas convicções e pouco se importando com o clube. O rebaixamento é uma possibilidade concreta.


Andrés e Raí estavam certos. Palmeiras errou muito no caso Scarpa
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A juíza Dalva Macedo, enfim, deu sua sentença: a reclamação de Gustavo Scarpa é improcedente e o jogador, que pode recorrer em segunda instância, continua tendo vínculo com o Fluminense e não pode jogar com o Palmeiras. Pode-se dizer que era uma derrota anunciada. Afinal, em 10 de janeiro, a mesma juíza havia negado um pedido de liberação antecipada do jogador. No dia seguinte, a OTB, que administra a carreira de Scarpa, entraram com um mandado de segurança e conseguiu uma liminar que permitia ao jogador atuar por outra equipe. No dia 15, o Palmeiras anunciou um acerto com Scarpa, pagando 6 milhões de euros a ele e à OTB.

Começou então uma batalha jurídica. Desembargadores cassaram a liminar de Scarpa em março. E em 16 de abril foi negado outro pedido de liberação antecipada. Quem negou? A juíza Dalva Macedo. Parece claro que ela tinha um entendimento favorável a clube e contrário ao desejo do jogador, o que se confirmou agora.

O Palmeiras precisa explicar porque preferiu esse caminho judicial em vez de negociar com o Fluminense. Os sinais estavam evidentes, afinal a juíza Dalva votaria contra um entendimento que já havia exposto duas vezes?

A diretoria do Palmeiras preferiu apostar no entendimento da OTB, que já havia errado no caso Zeca. Eles garantiram a Andrés Sanchez que o jogador estava liberado. Andrés anunciou a chegada do lateral. Então, a OTB disse que não arcaria com os R$ 50 milhões pedidos pelo Santos, em caso de vitória na Justiça. E Andrés caiu fora.

O Palmeiras, não. Foi até o final, baseado em…quê mesmo? Era evidente que o caso permitia muitas interpretações, que é um caso nebuloso e que a juíza Dalva Macedo tinha um entendimento contrário ao pleito do jogador. Mesmo assim, o Palmeiras não recuou. Não deu um passo atrás. Não negociou.

E agora, como fica?

O Palmeiras continua atrelando sua sorte à estratégia da OTB e espera decisão em segunda instância?

A OTB vai devolver, ou já devolveu, os 6 milhões de euros até a decisão final?

A OTB vai devolver o dinheiro no final, caso a decisão da juíza seja mantida?

Vai devolver os 6 milhões ou mais.?Afinal, com o dinheiro na mão por alguns meses, pode ter lucrado muito em alguma aplicação.

ATENÇÃO – O amigo Jefferson Yassuda, assessor do Palmeiras, me ligou e explicou algo fundamental. O Palmeiras não pagou nada a Scarpa e à OTB. Só pagará no final do imbróglio, se Scarpa estiver livre. Menos mal. Muito menos.

OPalmeiras errou muito no caso. Foi afoito e não pensou nas consequências.

Raí, que negociou pelo São Paulo, estava correto. Tratou diretamente com o clube. Deixou sanguessugas de lado. Como não deu negócio, se afastou e usou o dinheiro que tinha, meses depois para contratar Everton. Leia AQUI SOBRE O CASO

PS – Fica difícil entender que um clube que não paga salários em dia esteja com a razão. Muito difícil


Com Loss, Corinthians tem média de rebaixado
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Em 2017, o Corinthians chegou à 11° rodada em primeiro lugar, com 29 pontos, nove vitórias e dois empates. Campanha inesquecível. Incomparável. Muito difícil repetir.

Mas não precisava exagerar.

Em 2018, tem apenas 16 pontos. Quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. O time “perdeu” 45% dos pontos em relação ao ano passado.

Com Osmar Loss, o novo treinador, foram cinco jogos no Brasileiro e cinco pontos. Aproveitamento de rebaixado. Um ponto por jogo significa 38 pontos. Queda.

O Corinthians jogou melhor que o Vitória? Sim, na segunda metade do segundo tempo. O Vitória foi bem e teve muitas chances.

Faltou o Corinthians mais criatividade no meio. Maycon ficou muito longe de Rodriguinho. De bom, novamente Pedrinho.

Para vencer, Loss utilizou Sheik, Marquinhos Gabriel e o estreante Mateus Matias. Muito pouco.

A favor do Corinthians, lembremos os desfalques: Cássio, Fagner, Balbuena, Jadson, Claudinei, Romero, Ralf e Renê Jr.


Fim do tênis. E a mística corintiana em xeque
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Podem chamar de baderneiro, marginal etc, para mim ele é apenas um apaixonado. Capaz de perder um tênis (o único?) em solidariedade a Romero, abalroado por Gabinãogol.

Solidariedade ao ídolo. Como se fosse acertar!!! São pessoas assim que mantém acesa da paixão ou pessoas assim são reflexo da paixão chamada futebol?

O lançamento do tênis, além da paixão, significa também um desalento. A sensação de ver que há algo errado, alguma coisa diferente no ar.

É a ausência da mística. O ótimo trabalho de Carille, além de títulos, deu à torcida uma sensação de infabilidade. A coisa está ruim? Não interessa, a qualquer momento virá o gol salvador. De Jô.

Quando o Corinthians marcava primeiro, a sensação de vitória se se cristalizava em certeza.

É legal, para o ego do torcedor, falar em mística, camisa etc. Acreditar que tudo continuaria assim, independentemente de quem veste a camisa. Ou de quem dirige o time.

O choque de realidade faz com que tênis sejam arremessados ao gramado.

Vamos lembrar de três lances. O gol do Santos, com Vitor Ferraz chegando por trás, sem marcação, após a bola passar pela área corintiana sem ser interrompida.

E os dois gols perdidos por Gabinãogol? No primeiro, Valter permitiu que ela passasse pela área, como um periquito, lindo para ser apreciado e não para ser enxotado.

E a tabela entre Sasha e Gabinãogol, entrando na área, como faca quente na manteiga?

Três erros que não aconteceriam com Cássio, Fagner, Pablo e Arana.

Não basta ter camisa. Precisa ter jogador.

E tentar mudar o jogo com Sheik? É Kazim, levando amarelo no banco?

O jogo foi bom. Citemos a bela definição de Roger, o bom jogo de Rodrygo e Bruno Henrique, voltando a jogar bola.

 


Loss adota discurso perigoso
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Menon

Foram quatro jogos e três derrotas. E Osmar Loss, ao analisar desempenho tão ruim, justifica com…”desempenho”. Para ele, o Corinthians foi excelente contra o Millonarios, jogou bem contra o Flamengo e foi superado pelo Inter porque os gaúchos estavam treinando há uma semana, enquanto seu time estava esgotado fisicamente.

Então, tá. Pode ser tudo verdade, mas 25% de aproveitamento é inaceitável. É número de rebaixamento.

Evidentemente, nenhum treinador que perde seguidamente vai dizer que o time está jogando mal. Nem o comandante do time do Vaticano faria isso.

Então, o problema não é Loss dizer que o time está jogando bem, é acreditar que o time está jogando bem.

Ele chegou a dizer que no primeiro tempo contra o Flamengo o Corinthians chutou mais, mas que ele preferiu o segundo tempo.

Chutar a gol é um detalhe.

O discurso de Loss é o dos universitários. O que importa é o desempenho e não o resultado. E, se você discorda, é um reles resultadista.

E a verdade é outra. Esporte é vitória. O desempenho importante é estar no topo da tabela.

Difícil vencer sem atacar. E o Corinthians está jogando muito atrás. Está sendo dominado. E se estivesse dominando? Nada mudaria. O desafio seria o mesmo: vencer.

Fica difícil, quando o time só muda de atitude quando sofre o gol, como foi contra o Flamengo.

E há problemas no elenco.

Mantuan está jogando mal. Voltar a escalar Kazim é inexplicável. Marquinhos Gabriel faz hora-extra. Sem falar de desfalques por contusão e seleção.

Pode-se até dizer que Loss está em meio a uma tempestade. O melhor jeito de enfrentá-la não é dizendo que está sentindo uma brisa agradável.

 


Time do povo vence com garotos e lidera com folga
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Chute de Paquetá e gol de Vizeu. Os garotos resolveram e o Flamengo derrotou o Corinthians. Chegou a 20 pontos, quatro a mais que Grêmio e São Paulo. Pode diminuir, se o Flu vencer o Paraná. Mesmo assim, a liderança estará garantida por mais uma rodada.

Vitória muito justa. Foi melhor a maior parte do jogo e poderia até ter marcado antes, não fosse outra partida ruim de Henrique Dourado.

E se o Flamengo teve Vizeu, Paquetá, ViniViní Jr e Lucas e Jean Lucas, o Corinthians, depois de ficar recuado a maior parte do jogo, tentou o empate com Roger, Marquinhos Gabriel e, ele, Kazim. Não deu. Foi a terceira derrota em quatro jogos de Osmar Loss.

Sobrou a reclamação no final, com o encerramento do jogo quando a bola caminhava para Roger. Daronco acertou, pois havia apitado antes, quando o zagueiro havia despachado a bola.


Mantuan e Corinthians precisam ser preservados
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A cena é tão linda quanto dramática. Mantuan deixa o campo aos prantos, abraçado a Pedro Henrique, que há um ano passou pelo mesmo problema: erro fatal que leva à derrota.

Bonito também ver o apoio de Patrick e Edenílson.

Não pode ser crucificado. Não é o único culpado. Mas falhou feio. Também no primeiro gol, embora a culpa maior seja de Henrique. E já havia falhado em outros jogos.

Mantuan era meia e virou volante de saída de bola, por ser técnico. Foi para a lateral. Errou e Carille disse que “estava construindo um lateral”.

Não é hora. Muito melhor seria ter Paulo Roberto na lateral e ele no meio.

Agora, é hora de descansar. Um ou dois jogos. Para seu bem. É do Corinthians também.

Bola pra frente. Cabeça alta.

 


Timão x Tricolor: qual a melhor base?
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São Paulo e Corinthians disputam o título da Copa do Brasil Sub-20. Quem, historicamente, revela mais? Fiz uma seleção dos dois times. É muita qualidade. Não me atrevo a fazer uma seleção única.

O que acham?

Corinthians – Ronaldo, Fagner, Marquinhos, Luiz Carlos e Wladmir; Roberto Belangero, Malcon e Rivellino; Luizinho , Casagrande e Willian.

Também lembrei de Gilmar, Jô, Gil, Everton Ribeiro, Idário, Zé Elias, Betão, Adãozinho.

São Paulo – Rogério, Cafu, Mauro, Roberto Dias e André; Casemiro, Bauer é Kaká; Muller, Serginho e Zé Sérgio.

Também lembrei de Ederson, Hernanes, Lucas, Silas e Muricy.

Concordam?

Qual seria a melhor, juntando os dois times?

 

 

 


Corinthians joga bem e perde. Sinal de alerta
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Menon

Perder é ruim. Perder em casa é pior. Mas a derrota para o Millonarios não é para desespero. Foram 20 finalizações, sete delas no gol. Em seu gol, foram três bolas. Uma entrou, em lindo chute.

O goleiro Farinez, venezuelano de 19 anos, foi o melhor em campo. Seu trabalho, apesar de bom, foi facilitado pelo excesso de chutes de fora da área.

E aí está o sinal de alerta. Foram muitos chutes de fora porque o Millonarios se fechou bem, resistindo até às investidas muito boas de Maycon.

E o centroavante? Aí está o problema. A carta “cruza na área” não deu certo. Faltava o nove. Roger não está inscrito. E Júnior Dutra não é bom. Fica ruim quando a opção “falso nove” não funciona.

É um aviso. Mas, é bom lembrar que o time jogou bem.


Duas meias-verdades entre Corinthians e Carille
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Menon

Existem dois pontos mal esclarecidos na saída de Carille do Corinthians. O primeiro é quando se diz que ele foi em busca de independência financeira. Ora, ele é profissional, tem todo o direito de buscar um salário muito maior do que o que recebe atualmente. Cinco vezes maior.  Ele não deve nada ao Corinthians e o Corinthians não deve nada a ele. Foi pago em dia e trabalhou duro. Recebeu uma nova oferta e vai ganhar mais dinheiro. Ponto. Mas, não me falem em necessidade ou urgência de independência financeira.

Quem está no Corinthians há 18 meses, ganhando R$ 300 mil por mês já atingiu independência financeira faz tempo. Pode-se dizer que ele não ganhava o que merecia, que tem treinador ganhando o dobro e produzindo metade, tudo bem. Mas independência financeira, não. O que ele vai conseguir, com méritos, é a independência financeira de seus netos. São mais de R$ 30 milhões. Uma mega sena.

O segundo ponto é Osmar Loss. Considero muito natural que ele seja escolhido como sucessor. Está no clube há um tempo, trabalhou na base, foi vitorioso e tem toda a capacidade de manter o fio condutor que se estabeleceu no clube. Um estilo de treinador. Um estilo de jogo mais cauteloso, compacto, com defesa forte e sem correr riscos.

A discordância é que, com o elenco do Corinthians, o treinador é obrigado a optar por esse estilo. Como se o Corinthians fosse um coitadinho, cheio de pernas de pau. Como se pudesse jogar apenas dessa maneira. Ora, o elenco do Corinthians tem Cássio e Fagner, na seleção brasileira. Tem Rodriguinho, que poderia estar na seleção. Tem Maycon, que estará na seleção. Tem Jadson, que já esteve na seleção e que voltou a jogar bem. Tem Henrique, um zagueiro de bom nível e que já disputou Copa. Tem Balbuena, um zagueiro ainda melhor que Henrique. Tem Romero, que considero bom jogador.

O grupo está no topo do Brasil.

Se Andrés quisesse contratar um treinador com estilo diferente, mais ofensivo, poderia, sem dúvida. Poderia dar errado, mas a culpa não seria dos jogadores. Mas ele, acertadamente, resolveu manter o que está dando certo.