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Carille não respeitou Jair Ventura
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Os treinadores brasileiros reclamam muito da precariedade do emprego. Dizem que não tem segurança em seus contratos e que são demitidos sem muitos direitos.

Mas qual é a postura dos próprios treinadores em relação aos outros colegas? Vejamos o caso de Jair Ventura demitido hoje, após muitos desmentidos.

Todo mundo sabia que ele sairia. Nada mais normal diante de resultados horríveis. Mas, mesmo antes de sua saída, Fábio Carille já negociava com o Corinthians.

Ele mesmo disse que o seu empresário, Paulo Pitombeira, estava tratando do assunto.

E o Corinthians está negociando sua rescisão contratual com o Al Wehda.

Ora, como negociar com o clube que tem um colega empregado, ajuda a fortalecer a profissão de treinador?

É muito irônico pedir respeito dos dirigentes, se não há respeito entre os próprios profissionais? E romper contrato no Exterior, por dá lá aquela palha, também não ajuda a abrir mercado.

Enfim, Carille está de volta. Fez trabalho notável no Corinthians. E agora, terá missão ainda mais difícil.

 


Jair Ventura não merece tamanho desrespeito
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Jair Ventura faz um mau trabalho no Corinthians. Eu, você e a Lady Gaga sabemos que ele não continuará em 2019. E, se todos sabem, por que ele ainda não foi avisado? Por que não foi liberado?

Pior ainda. Eu, você e a Anitta sabemos que o clube negocia com Fábio Carille. O empresário Pitombeira já está no Brasil para negociar o contrato. E Carille tenta uma rescisão com os árabes.

É um constrangimento muito grande para uma pessoa. Para um profissional correto. Não merecia isso.

A cara do futebol brasileiro.

Carille pode até jurar pela santinha do pau oco que ninguém acreditará que não negociou com um clube que tinha um treinador empregado.

 

 


Só Andrés ganha com a volta de Carille
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Fábio Carille de volta só Corinthians, à primeira vista, parece um casamento perfeito. Os dois saem satisfeitos. Mais que um casamento. Um ménage a trois maravilhoso com a felicidade de Carille, do Corinthians e de Andrés Sanches.

Não vejo assim. Não acredito em relações triplas. No caso, só vejo um final feliz para o presidente que comandou o desmanche do time.

Vejamos;

Fábio Carille – Deixou o Brasil com a fama merecida de melhor treinador do país. Deveria voltar e esperar por contatos que certamente viriam. Poderia escolher a melhor opção, escolher o melhor elenco e construir uma carreira. Agora, se voltar ao Corinthians, terá um elenco ruim e a fama de ser treinador de um time só.

Corinthians – Se Carille voltar, receberá salário de sete dígitos. E ainda há uma rescisão a ser paga. Muito dinheiro para um clube que tem muitos problemas financeiros. Melhor seria reforçar o elenco para um ano de transição sem perigo. Do jeito que está, não há Guardiola que resolva.

Andrés Sanches – o grande vencedor. Terá um escudo a protegê-lo de críticas. Se o time for mal, ele dirá que trouxe de volta o Cara, o indiscutível Carille. Rosenberg fará uma piada sobre o Mundial do Palmeiras e destilará homofobia sobre o São Paulo.

E a culpa cairá sobre Carille.

 

 

 


Danilo, real e discreto brilhante
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Danilo usa brinco.

E mesmo com a popularização do adorno para homens, parece haver alguma coisa fora do lugar quando Danilo usa um brinco. Não é a imagem que se tem dele. Pré-julgamento, sim. Quem, nunca?

Brinco não combina com Danilo. Ele é muito perfil baixo.  Não é falante, parece envergonhado, não é um líder, não grita com todo mundo, não aparece na televisão.

Brinco não orna, como ele, caipira de São Gotardo, diria.

E não tenho nada contra caipira. Muito pelo contrário. Quando falo porta, há muito mais do que um erre entre o po e o ta. Algo como porrrrrrta. Quem é, sabe como é bom.

Brinco?

Danilo é um brilhante do futebol brasileiro. Nunca vi um jogador tão injustiçado quanto ele, quando se fala de seleção brasileira. Nunca foi convocado. Nunca. E dezenas que não chegam a seus pés, já vestiram a amarelinha.

Danilo joga muita bola. E tem uma leitura tática impressionante. Sabe onde se colocar, sabe como se deslocar. Sabe aonde a bola vai.

É um dos jogadores mais valiosos e vencedores do futebol brasileiro. Duas Libertadores e dois Mundiais, por São Paulo e Corinthians. Quatro títulos brasileiros da Série A, três vezes campeão japonês e três vezes campeão paulista.

Danilo não estará no Corinthians em 2019. Esteve contundido, ficou muito tempo sem jogar e está voltando agora. E é nítido que o corpo não aguenta mais. Ele tem certeza que é passageiro e que pode se recuperar. Ainda pode jogar um ano. O clube acha que não. Acha que é o fim da linha. E dignamente lhe ofereceu um cargo na diretoria. Danilo, também dignamente, recusou. No ano que vem, estará em outro clube. Talvez no Goiás, que o revelou e que está de volta à Série A.

Ele gosta mesmo é de bola. E a bola gosta dele.

Para os corintianos, ficarão muitas lembranças.  Eternas lembranças.

Como o seu gol de bicicleta contra o Bahia. Possivelmente, o último. E que valeu dois pontos.

Um gol de bicicleta aos 39 anos.

Danilo é brilhante ou não?


Timão perde, mas ganha pontos
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O Corinthians perdeu por 1 x 0, mas ganhou pontos no Rio, em Salvador e em Recife. Os dois pontos que o Vasco perdeu no último lance do jogo, a virada do Bahia e o empate do Sport devem ser muito comemorados.

Como no clássico contra o São Paulo, o Corinthians teve um jogador expulso no último minuto do primeiro tempo. E novamente melhorou no segundo tempo, com muita dignidade.

O primeiro tempo foi do Cruzeiro. Foi bem melhor. No segundo, Jair tirou Danilo e colocou Thiaguinho. Romero passou a jogar como centroavante. E o Cruzeiro, de forma covarde, se retraiu. Ficou dependendo de contra-ataque e terminou com três volantes.

Agora, é ficar de olho em Chape x Botafogo. Alguma alegria ou sossego podem vir daí.

 


Dirigentes brasileiros são uma piada
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Um juiz penhora a taça do Mundial do Corinthians.

Diante da vergonha, o que faz Rosenberg, diretor do clube e pai de uma candidata derrotada que teve acesso ao estádio para fazer panfletagem?

Fez piada com o Palmeiras.

E o que fez o Santos?

Fez piada com o Corinthians.

O mesmo Santos que teve a Vila interditada.

E o que fez o Corinthians?

Fez piada com o Santos.

E assim vai o futebol brasileiro.

Uma eterna quinta série a esconder uma incompetência sistêmica.

Sabe quando os clubes brasileiros vão se unir em busca de soluções para a grande crise técnica do nosso futebol? Quando vão se unir para fazer uma Liga e deixar as amarras da CBF?

Só quando o Sargento Garcia prender o Zorro.

Uma piada velhíssima e sem graça para homenagear nossos cartolas.


Jair não tem tamanho para o Corinthians
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Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu.

Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino.

Rogério, Jairzinho, Roberto Miranda e Caju.

Grandes ataques do futebol brasileiro. Jairzinho estava nos três.

Nenhum deles existiria se o treinador fosse Jair Ventura, filho do Furacão.

Sim, assumo. É uma comparação sem nexo. Os tempos são outros. Ninguém joga hoje com tanta gente no ataque.

Mas a prudência ou pragmatismo ou covardia de Jair Ventura é enorme. Mesmo levando em conta que o grupo de jogadores que comanda é fraco. Pode-se dizer que de baixo nível.

Tudo bem, mas…

Precisa jogar mesmo com Ralf e Gabriel? Que tipo de jogo vai nascer desse casamento?

Precisa mesmo escalar Danilo Avelar? Não é possível buscar outra opção no elenco?

Precisa mesmo montar inócua retranca que não protege Cássio?

A questão maior é a (falta de) atitude.

Jair dá a impressão de ter apenas um modelo de jogo. Apenas um modo de entender futebol. Um mantra: “fechamos atrás e saímos rapidamente em contra-ataque”.

Só que não.

Não está dando certo.

Nem fecha e nem sai.

Para dirigir o Corinthians, é preciso pensar grande.

E Jair não está fazendo isso.

Ele não está se distinguindo de todos os problemas que o time tem. Está se caracterizando apenas como um a mais. Um problema a mais.

 

 


Vai ser duro, Timão!
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A rodada trouxe boas notícias ao Corinthians. O empate fora de casa veio com dois gols, algo raro nos últimos jogos. Roger marcou. Vasco, Botafogo e Ceará perderam. E faltam só nove pontos para escapar do rebaixamento.

Por que o desânimo? Como não vi o jogo, perguntei ao jornalista Fernando Galvão de França, meu amigo de 30 anos, se o Corinthians melhorou.

Não. Achou o primeiro gol na qualidade do Jadson e depois se fechou pra acertar um contragolpe. O @Corinthians não sabe criar, pressionar, não envolve o adversário. Só reage e sofre. E tem uma das piores defesas dos últimos dez anos.

Concordo com ele. Principalmente quando se fala da defesa, mesmo com Cássio e Fágner, jogadores de Copa do Mundo.

Mas o principal entrave é Jair Ventura. Ele não mostra capacidade para montar um time que se imponha em campo. Só pensa em jogar atrás, reagindo.

É muito pouco.

Mas tem time pior.


Quem analisa o analista de desempenho?
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A primeira vez que ouvi falar em analista de desempenho foi no Corinthians, em 2013, em uma entrevista com Edu Gaspar.

Ele falou de um grupo de especialistas, que trabalhava em uma sala. Os profissionais passavam o dia analisando vídeos de jogadores de todo o mundo. Viam as qualidades ofensivas e defensivas de cada analisado.

Achei a ideia muito boa. E me surpreendi, dias depois, com a contratação de Diego Macedo. E, no ano seguinte, de Stiven Mendoza. Diretamente da Índia. Como assim? Tanta gente para contratar um jogador mediano, que já havia rodado o Brasil?

Ora, todos sabemos que o Brasil é um exportador de matéria prima: café, soja e, qual é a surpresa?, jogador de futebol. Sabemos que o dinheiro é curto. E que o conseguimos em troca de nossas revelações são jogadores que a Europa não quer ou que está devolvendo, após anos de bons serviços prestados.

Sim, é o que tem para hoje. Mas, é preciso contratar tão mal?

Vejamos o atual campeão brasileiro, que perdeu Jô, seu melhor jogador. Trouxe Roger, atacante que já andou de clube em clube, com pouco sucesso. E Jônatas, que veio da Europa e tem demonstrado pouca intimidade com o balão de couro.

E na esquerda? Sai Arana e vem Sidcley. Sai Sidcley e vem Avelar. A queda de qualidade é contínua.

E a lateral direita? Fagner não tem substituto.

Não é só o Corinthians. O São Paulo contratou Gonzalo Carneiro. O Flamengo, Geuvânio. E há muito mais. Quem nunca fez besteira, que levante a mão.

O dinheiro é curto e não se pode errar tanto. Os analistas de desempenho vieram para ajudar. Precisam ser cobrados também. Não só eles. Os que indicam também, como na dobradinha Lugano/Carneiro.

 

 


A grande diferença entre Cruzeiro e Corinthians
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São equipes semelhantes, Cruzeiro e Corinthians. São adeptos da cautela e do jogo seguro. Reflexo  das convicções de seus treinadores. Jair Ventura é um seguidor natural da linha Tite e Carille. Ah, e do próprio Mano, que fez sucesso no Corinthians também. E Mano, no Cruzeiro, faz sucesso com receita contrária à história do clube, marcada por DNA ofensivo.

As filosofias são parecidas, mas há uma grande diferença. O Cruzeiro tem um nove. Até dois. Quem sabe três. Ou quatro. Barcos, Raniel, Sassá e Fred. Há problemas com os quatro: Barcos não é segurança de nada, Raniel também não é uma certeza, Fred está voltando e Sassá está suspenso, graças àquela agressão grotesca contra Mayke, do Palmeiras.

Vai jogar Barcos. Bem ou mal, é uma opção. Zagueiro adversário sempre tem uma preocupação a mais.

E o Corinthians?

Tem Roger. Tem Jonatas. Não tem nada.

E sem nada, Jair recorre a outras opções. Vem com o tal falso nove. O ataque vai com Clayson, Jadson, Romero e Mateus Vital. Dois atacantes abertos e dois meias. Se precisar de alguém mais centralizado, chama o Romero. Contra o Flamengo, há alguns dias, entraram até Sheik e Danilo (dois sub-40) e não entraram Roger e Jonatas.

Com nove ou sem nove? Qual é a melhor maneira de aproveitar as poucas chances do jogo?

O campo dirá. Eu sempre prefiro um centroavante.