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Loss mata o Corinthians. Mata-mata salva?
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Menon

Depois da derrota para o Grêmio, fica mais forte a sensação de fim de feira para o Corinthians no Brasileiro. Está a 12 pontos do líder, que ainda não jogou na rodada.

A salvação está no mata-mata. Passar pelo Colo Colo e encarar o Palmeiras na Libertadores. Uma classificação seria sinônimo de redenção. Ou passar pelo Flamengo no jogo das multidões na Copa do Brasil.

Enquanto o mata-mata não chega, Loss vai matando o Corinthians. O time não se acerta. Foram oito derrotas em 18 jogos. E nada melhora. Contra o Grêmio, a ideia de falso nove fracassou.

E Loss reclama de falta de tempo para treinar. Mas, e a parada da Copa? Treinou, treinou e nada de melhorar.

E Loss sempre tem uma justificativa. Sempre. Fala bonito e…só.


Flamengo é favorito contra o Timão, meia zebra.
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Menon

Não me ofendam, por favor. Favorito não significa vitorioso. Correto?

O Flamengo, no momento, tem mais chances de eliminar o Corinthians e chegar à final da Copa do Brasil.

Mostrou isto contra o Grêmio. Fez um gol em cinco minutos e conseguiu segurar o resultado. Não foi brilhante, mas teve bom posicionamento tático. Tem bons jogadores e bom elenco.

O Corinthians vai mal, muito mal. Venceu a Chapecoense no final do jogo, com Jadson. Mas foi mal. O time titular, que entrou em campo, jogou menos do que o reserva, que perdeu para a mesma Chape há alguns dias. E olha que Marquinhos Gabriel estava em campo.

O Flamengo é um time. Com qualidades e defeitos, mas é um time.

O Corinthians é um elenco em formação. A partir daí, haverá a busca de um time.

Por enquanto, o Flamengo é favorito.

O Corinthians é meia zebra.

 


Borjão da Massa classifica o Palmeiras e espera o Corinthians
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Menon

Por motivo de Cabo Daciolo, não vi o jogo do Palmeiras. Sei que é errado, mas é difícil combater um vício tão arraigado. A coisa vem desde 1989 e eu continuo na luta para ficar limpo. Mas, a cada quatro anos, caio em tentação. E o pior foi que no final fiquei com medo de dormir. E, se ao acordar, eu fosse surpreendido com a inclusão do Brasil na Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina)?

Bem, se ela existisse, o Borja não teria chances em uma hipotética seleção nacional da Pátria Grande. Na própria Colômbia, tem atacante melhor do que ele. Mas no Palmeiras, sem dúvidas Borja deve ser o titular. Desde que o treinador opte por jogar com um centroavante, como é o caso de Felipão. Borja é o tipo de jogador que deve ser analisado pelos gols que faz. Marcou, está aprovado. Não marcou, é preciso ver a causa. Se a bola chegou, culpa dele. Se não chegou, que se busque as causas. Nada de ficar cobrando recomposição, ajuda, passes perfeitos. Borja é gol.

E ele meteu logo dois espetos no Cerro Porteño, O Palmeiras está classificado, a não ser que algum tsunami ocorra. Pensando com lógica, a vaga  está garantida e é hora de a cidade pensar e se agitar para dois jogos espetaculares. Epa, mas o Corinthians ainda não se classificou. Ainda não se desgrudou do Colo Colo (isso foi um trocadilho infame) e precisa reverter a derrota de 1 x 0 do primeiro jogo, quando Gabriel não achou o Mago.

Se conseguir, será muito interessante ver o duelo entre Borja, o verdadeiro nove, e Romero, o falso nove. Dois jogadores que até poderiam estar juntos em algum clube da América do Sul ou em ligas menores da Europa ou até, quem sabe, em times menores das grandes ligas da Europa. Só não estariam juntos no time titular da Ursal.

Bem, termino por aqui. Pedi algumas horas de folga para o Jorge Correa e vou preparar meu bunker. Quero me proteger. Vai que a previsão do Cabo Daciolo se concretize, em nome de Jesus, e eu não quero fazer parte da Pátria Grande. Estou estocando comida e ampliando minha lista no spotfy. Antes que seja proibido por algum sanguinário ditador, como disse o outro candidato, um cheio de botox, com cara de Fábio Júnior mais velho.


Corinthians muito na frente de Palmeiras, Santos e São Paulo
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Menon

Quando eu comecei no querido Popular da Tarde, fui alocado na editoria de “esportes amadores”, que significava, com uma nomenclatura errada, tudo o que não era futebol. Depois, mudou para “esportes olímpicos”, também errada. Futebol é olímpico também. Há mais de cem anos. Bem, não importa o nome, sempre achei que o desenvolvimento do esporte brasileiro passaria pela inserção dos “clubes de futebol” nos outros esportes. Basta ver o basquete espanhol, com Barcelona e Real Madrid. O San Lorenzo, da Argentina, com vôlei feminino e basquete masculino.

Dos clubes paulistas, o Corinthians é quem mais está nos “outros esportes”. Não há comparação.

No basquete, por exemplo. Foi criado um time no ano passado para disputar a Liga Ouro, uma espécie de segunda divisão. O time foi muito bem e ganhou a competição. Atualmente, bem reforçado, está  disputando o campeonato paulista e, a partir de outubro estará no NBB, a principal competição brasileira. Trouxe jogadores consagrados como Guilherme Giovanonni e o uruguaio Mauricio Aguiar.

Um time competitivo disputa o NBB com uma folha de pagamentos em torno de R$ 300 mil. Com o dobro, é candidato forte ao título. É o salário de um jogador de ponta no futebol. Um, apenas um. Não é possível que um clube grande de São Paulo não consiga um valor assim de algum patrocinador. Acredito que seria uma empresa de uniformes, como Adidas, por exemplo, gostaria de ver suas listras em um uniforme de basquete. E o NBB está na tevê aberta e faz transmissões pelo facebook com muita audiência.

Bem, se São Paulo, Palmeiras e Santos não se animam, o Corinthians enfrentará Flamengo, Vasco e Botafogo. É o único representante paulista.

O Corinthians está muito forte na natação. Conversei com Alex Pussieldi, jornalista e treinador e ele me disse o seguinte: “Dos clubes de futebol, o Corinthians é quem faz a melhor natação do país há algum tempo. É dono das piscinas, tem um parque aquático gigante e hoje tem um dos melhores programas de base do Brasil. O Corinthians vence a categoria júnior há cinco anos. Paulo Augusto Prado, o treinador principal é muito bom e foi formado no clube. O problema é que orçamento é menor do que Minas e Pinheiros, assim, revela muita gente mas tem dificuldades em segurar suas estrhielas”.

Vôlei masculino também tem a presença do Corinthians. De uma maneira diferente do basquete e da natação. “É um projeto com a Prefeitura de Guarulhos, semelhante às outras empresas da Superliga. O nome do time chama público e mídia. Tiveram um grande público na temporada passada”, conta Carolina Canossa, do ótimo blog Saída de Rede, do UOL.

O Palmeiras, até há pouco tempo, teve um bom time de basquete no NBB. Havia uma torcida fiel, a quadra sempre tinha bom público. O argentino Max Stanic, ótimo armador, era o ídolo. Em 2015, passou a disputar apenas a Liga de Desenvolvimento, para jogadores até 23 anos. O armador Yago, do Paulistano e da seleção brasileira principal, com 19 anos, é cria do Palmeiras. O São Paulo foi o clube de Ademar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico e de Eder Jofre. Dois dos maiores esportistas do Brasil.

É muita falta de visão e de comprometimento com o esporte brasileiro conformar-se em ser apenas um clube de futebol.


Com pouca torcida, Corinthians só empata
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Menon

Sabado, 21h em Itaquera. Frio. Não é para qualquer um. E mesmo a Fiel sentiu o drama desafio. Havia menos de 30 mil torcedores alentando o time.

Não é só o frio. Na verdade, mesmo com três vitórias seguidas, ainda há uma certa desconfiança com o time.

Além disso, havia desfalques de Fagner e Gabriel. E Loss deu oportunidade para Carlos Augusto na lateral.

Somando tudo: frio, pouca torcida, desfalques e a fragilidade do time atual, o empate ficou de bom tamanho. O Furacão foi melhor, atacou bastante pela esquerda, mas não passou por Cássio, que foi muito bem.

Criatividade corintiana tem nome: Pedrinho, o único a criar alguma coisa.

Valeu a pena ir ao Itaquerão? Futebol sempre vale a pena, quem vai não tem certeza de vitória. Mas que o jogo foi ruinzinho, foi.

 


Romero é vítima de racismo
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Menon

Romero é um jogador em evolução. Não apenas pelos sete gols em cinco jogos, 70% da artilharia do clube no pós Copa. Os gols foram a explosão decorrente da melhora do jogador. Romero era marcador de lateral. Ajudante de Fagner, apesar de incomodar também no ataque, sempre pela direita. Hoje, Fagner é seu assessor. E ele não fica mais por lá, corre por todo o campo. Está na esquerda também. E tem se revelado um falso nove utilíssimo, capaz de assumir algumas tarefas de Rodriguinho.

Aonde a evolução o levará? Com certeza, não será à Europa. Bem, sempre há uma liga menor para acolher alguém com seu talento, mas me parece impossível chegar às grandes ligas. Isso é coisa para Pedrinho. A evolução de Romero o levará ao fundo do coração corintiano. Lá, ele já está. Como diz o amigo Moacyr “engenheiro Pinduca”, corintiano tem uma certa admiração por Sócrates e Rivellino, mas gosta mesmo é de Zé Maria, Biro Biro e Romero.

A evolução de Romero é impressionante e invisível para muita gente. Não enxergam por dever clubístico mas também por preconceitos enraizados. Paraguaio bom é zagueiro, como Reyes, Gamarra e Balbuena. Paraguaio é falsificado. Paraguaio é sinônimo de coisa falsa. Paraguaio não pode ser bom. Uma atitude ridícula. Afinal, se o Paraguai foi colônia da Espanha, nós fomos colônia de Portugal. O último país da América a acabar com a escravidão. Ainda há dementes que não acreditam que tenha havido escravidão.

Pode-se dizer que a desconfiança em relação a Romero não tem a ver com xenofobia Afinal, qual foi o grande atacante paraguaio? Cardozo? Santa Cruz? Arsenio Erico? É um bom argumento, mas se Romero fosse nascido na Letônia ou no Tijiquistão ou em Ilhas Fiji, seria saudade com fé e entusiasmo. Mas, ele é apenas paraguaio, nasceu naquele país do ditador Solano López, que nós tivemos a obrigação de massacrar. Nem interessa se a vitória foi conseguida com ajuda de Argentina e Uruguai. E, se matamos crianças, foi culpa de quem deu armas para elas. Ninguém mandou ficar na frente de nosso iluminado conde Deu, corajoso marido da Princesa Isabel.

Como disse o Mauro Cezar Pereira, no Linha de Passe, só falta alguém chegar e dizer: “o Romero é tão bom que nem parece paraguaio”. Ou algum outro cretino dizer: “não tenho racismo contra paraguaio, eu até vibrei com um gol do Romero”


Timão ressurge com Romero e Pedrinho
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Menon

No equilibrado futebol brasileiro, é comum prognósticos apressados: de uma rodada para outra o craque virá perna de pau e o favorito se transforma em candidato ao rebaixamento.

Está sendo assim com o Corinthians. Depois de um início terrível, houve a parada da Copa e o time voltou com três vitórias em quatro jogos.

Uma reação que coincide com o ótimo futebol de Romero. Fez três no Vasco, dois no Cruzeiro e um no Botafogo. Seis dos nove gols marcados.

Romero se multiplica em campo. Quando o time joga com centroavante, ele fica na ponta direita e também ajuda Fagner na defesa. E também é visto na esquerda.

Contra o Vasco, não houve centroavante. Repetir-se o esquema com “falso nove”. E Romero substituiu Rodriguinho na dupla com Jadson. Foi ali, na área, que fez o segundo gol. E foi fora dela, a área, que fez o primeiro. E o terceiro, de contra-ataque. Triplista.

E, se Romero já mostrou seu valor há tempos, Osmar Loss parece estar dando um grande passo rumo à obviedade: Pedrinho precisa ser titular.

Jogou muito contra o Vasco: passe para o segundo gol e presenteou o Vasco com dois amarelos.

Não há justificativa técnica que justifique sua volta ao banco.


Andrés vende jogadores a preço de banana
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Menon

Deixemos de lado a vergonha que é o futebol brasileiro perder jogadores para o Egito. Mesmo que, no caso do Pyramids, o dinheiro seja saudita. Ou seja, já estamos acostumados a ver nossas atrações mudando para a Arábia, já é normal, já nem dói mais. O tal mundo árabe e agora o Egito. Qual o próximo passo? Guatemala?

Culpa de um futebol extremamente mal organizado, governado por uma entidade corrupta. E da economia do país, é lógico. E nem se pode falar em assédio e resistência. Os clubes brasileiros já se organizam para vender. Não vêm a hora de a tal janela abrir. O São Paulo e outros clubes já colocam futuras vendas de jogadores no orçamento do ano.

O problema, que é de todos, é muito pior no Corinthians. Os outros clubes vendem, o Corinthians agracia os compradores. É algo inexplicável a falta de gerenciamento, o modo como os jogadores se vão em troca de migalhas.

Maycon é um volante de alto nível. É jogador de 21 anos, com futebol para duas Copas do Mundo. Alto nível técnico. Foi para a Ucrânia por 6,6 milhões de euros. Inexplicável, quando se lembra que o São Paulo conseguiu 8 milhões de euros por Cueva, de 26 anos. Está bem, Cueva esteve no Mundial, uma grande vitrine, mas não brilhou. E, sem nenhuma xenofobia, sem nenhum preconceito, ele é peruano. Jogador brasileiro tem um valor de mercado maior. Deveria ter.

Outra comparação envolvendo Maycon. O São Paulo conseguiu 1 milhão de euros por Marquinhos Cipriano, que tem 20 minutos de atuação no time profissional. E ele iria de graça em fevereiro. Para antecipar o negócio, o Shakhtar, mesmo time que comprou Maycon.

E Rodriguinho? Foi para o Pyramids por 6 milhões de dólares. O mesmo Pyramids que pagou 10 milhões de euros por Keno. Uma diferença enorme. Rodriguinho valeu 23 milhões de reais e Keno, 44 milhões. Quase o dobro. Com uma agravante. O Corinthians fica com apenas 15 milhões. O restante vai para o Capivariano e  América-MG? Ora, por que o Corinthians não comprou esses valores antes, para ter 100% da venda? Alguém explica?

E Balbuena? Saiu por 4 milhões de euros, metade do valor de Cueva.

No caso, o Corinthians não teve forças para negociar com empresários. Só aceitaram renovar contrato se a multa fosse baixa assim. Foi uma compensação para o Corinthians, que perderia seu jogador sem receber nada, como foi no caso de Pablo.

E a explicação de Andrés para tanta venda mal feita é ridícula.

Ele diz que o dólar está valendo quatro reais. É bom se acostumar porque vai valer ainda mais.

E diz que quando o jogador quer ir, ninguém segura. E ainda diz que o Palmeiras está errado em segurar Dudu. Joga para a torcida corintiana. Torcida que acompanhará Dudu no Brasileirão e Rodriguinho no Egipcião.

 


Osmar Loss errou na ação e na reação
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Menon

Osmar Loss cometeu dois grandes erros contra o São Paulo.

O primeiro erro foi na escalação. Ele acertou o diagnóstico e errou no remédio.

O acerto foi apostar em um jogador aberto pelo lado, deixando o campo maior.

Mas, com Marquinhos Gabriel? Um jogador extremamente desanimado. Teve um bom período no Santos, como puxador de contra-ataque e nada mais. A torcida o odeia.

Mas, com Marquinhos Gabriel contra Militão? Tudo para dar errado, como deu. Militão é o maior marcador do futebol brasileiro. Estou falando de lateral. Muito difícil um bom atacante passar por ele. Ainda mais, Marquinhos Gabriel.

O ideal seria Pedrinho. Ou então Pedrinho na direita e Romero na esquerda. Ou até Clayson que, quando não é desleal, rende mais ou menos.

É difícil entender porque Marquinhos Gabriel, Clayson e mesmo Romero tenham mais chances que Pedrinho

O segundo erro foi não reagir à opção de Aguirre por dois laterais. Edmar e Reinaldo tamparam o lado direito do ataque corintiano, com Romero e Fagner. Mais do que isso: Reinaldo atacou muito e ainda fez dois gols.

Ou seja, Loss errou na escalação. E errou para reagir à escalação surpreendente de Diego Aguirre.

Mas, fala bem, tem convicções e é novo. Tudo o que a modernidade exige. Além de termos complicados.

O Corinthians resiste?

 

 


São Paulo, candidato, humilha Corinthians violento
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Menon

Do Morumbi lotado, veio o recado em alto, claro e e bom som. O São Paulo é, sim, candidato ao título. Ganhou por 3 x 1, com direito a olé, de um Corinthians violento e nada mais.

O domínio tricolor veio desde o início do jogo, marcando a saída de bola do Corinthians. Com Edimar e Reinaldo dobrando na direita, o caminho ficou fechado para o Corinthians. Principalmente porque do outro lado, Militão dominou totalmente Marquinhos Gabriel.

O início do segundo tempo trouxe o gol de Ânderson Martins. O Corinthians tentou reagir com Jadson. Não adiantou. Vieram dois gols de Reinaldo. No primeiro, ficou a impressão de Cássio estar adiantado. No segundo, Peru.

O Corinthians foi muito violento, principalmente com Gabriel, Clayson e Fagner. Clayson foi o pior.

O São Paulo é um time equilibrado e que sabe o que deseja. Finalizou dez vezes corretamente, contra só três do Corinthians.

O Corinthians fez 21 faltas no jogo. Muita coisa. Terminou com onze por complacência do juiz. No fim, fez um gol que deveria ter sido anulado. E perdeu Rodriguinho.

Em 14 rodadas, o São Paulo tem dez pontos a mais que o Corinthians. Explica o 3 x 1. Injusto. Podia ser mais