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Arquivo : Corinthians

Emerson Sheik é piada
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Menon

Ah, o passado… O passado, onde e quando fomos felizes. Pelo menos é o que mostra nossa lembrança seletiva. Só a lembrança de um passado feliz é que pode justificar a contratação de Emerson Sheik pelo Corinthians. Ele foi campeão mundial em da Libertadores em 2012. E foi mandado embora em 2015, porque o Tite, que sofreu com sua irresponsabilidade em 2013, não aguentava mais.

E agora, volta. Com 39 anos, depois de uma temporada ridícula com a Ponte Preta, quando não ajudou em nada o time que acabou rebaixado. Esteve presente no instagram e no departamento médico mais do que em campo.

Realmente, não entendo não. O próximo presidente concorda com esta chegada?

É uma volta ao passado, à falta de profissionalismo… Sheik e Kazim. Tá difícil, não?


Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


São Paulo não consegue enfrentar o River Plate. E ainda, Jô, Mina e Profeta
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Jô, Hernanes, Mina e Pratto….Atenção, senhoras e senhores, nada indica que serão os únicos ou os últimos. A barca vai continuar levando jogadores brasileiros para Japão, China, Barcelona e…até Buenos Aires. Pouco há o que fazer. Os clubes brasileiros não conseguem se organizar e competir com ninguém.

A exceção é o Palmeiras. A saída de Mina já era um fato. Ele ficaria até o final do semestre, mas o Barcelona bateu o pé, abriu a carteira e lá se vai o zagueiro bailarino. O caso é emblemático. Um clube brasileiro consegue um grande negócio, trazendo um ótimo zagueiro aqui da América do Sul, consegue fazer um bom negócio, mas Barcelona é Barcelona.

O caso mais triste é o de Pratto. Ele escancara toda a fragilidade do São Paulo. Um gigante, com um estádio maravilhoso, com dos centros de treinamento e com um currículo de ótimas vendas, o que é sinônimo de dinheiro em caixa. Um clube assim é tão mal administrado por anos a fio que não consegue competir com o River Plate, da vizinha Argentina. Um River Plate que flertou com a bancarrota há tempos, que foi para a série B e que se recuperou. Leco poderia fazer um estágio lá, com os millonários.

Hernanes estava aqui de passagem, todos sabiam. Infelizmente, para o torcedor do São Paulo, foi uma passagem curta.

Jô estava na pior, veio para o Corinthians, se recuperou e agora vai ganhar mais dinheiro lá no Japão.

Quem mais sofre entre os três grandes é o São Paulo. Principalmente por perder dois jogadores (já estou dando como certa a saída de Pratto), mas também pelo que significavam para o clube e, principalmente, pela mensagem que a saída deles transmite. Qual mensagem? Vamos brigar de novo para não cair. Apesar de um pouco pessimista, o pensamento é válido. O time passou sufoco enorme no ano passado, se recuperou e terminou o ano com uma boa base. Dorival pediu três reforços. Agora, vai precisar de cinco.

Quem sofre menos é o Palmeiras, que já havia se antecipado e contratado Emerson Santos. Se for insuficiente, sempre há possibilidade de um novo aporte, de uma nova ousadia. Quem tem dinheiro, manda buscar.

O Corinthians está acenando com Vagner Love. Deu certo uma vez. Dará novamente?

Enfim, é o velho filme. O ano começa com incertezas e mais incertezas. Uma rápida olhada para o Santos confirma. Perdeu Lucas Lima, Zeca  e Ricardo Oliveira e trouxe Romário. Quem? Romário, o lateral.


Neres, Malcon e Richarlison estarão na Copa. Do Catar
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Menon

Há poucas vagas no trem Brasil que chegará à Rússia em pouco tempo. Tite conseguiu uma classificação espetacular e, nada em seu passado, indica que dará chances a quem não esteve com ele em algum momento. Prefere Diego, que não tem jogado nada do que alguns esperavam. Aliás, acho que esperavam de Diego um futebol que ele nunca mostrou. Altas expectativas de uma torcida enorme e apaixonada.

Assim, não vejo que haverá chances para David Neres, Richarlison ou Malcon. E, caso a tenham, não acho que mudará muito. Não conseguirão ir a Moscou. Mas o Catar está logo aí, o que pode ser bom para eles, mas é péssimo para o futebol mundial. Não há sentido esportivo ou ético que justifique uma Copa no Catar.

O futebol que os três garotos da turma-97 estão jogando, ao contrário, prenuncia um futuro brilhante e já justifica uma convocação.  Malcon chegou ao Bordeaux em 2016 e é um dos destaques do campeonato francês. Richarlison e Neres chegaram em 2017 e estão fazendo sucesso no Ajax e no Watford, respectivamente. Já se fala, com ênfase, no desembarque de Malcon e Neres em ligas maiores.

Se eles não fossem brasileiros, já estariam garantidos no Catar. Ou, possivelmente, na Copa da Rússia. Aqui, o que pode tornar a vidas deles mais complicada é a chegada de mais e mais jogadores de qualidade na base brasileira. Terão a concorrência de Paulinho, Lincoln, Alanzinho, Vinícius Jr. e Brenner, todos do terceiro milênio.

O surgimento de novos jogadores no Brasil é algo incomparável, algo que faz bem ao futebol. Um jovem europeu, ao chegar à seleção principal, tem uma carreira constituída e sólida na base. Um jovem brasileiro que tem uma carreira sólida na base, pode ser surpreendido pela descoberta tardia de algum outro da mesma idade e que nunca esteve na seleção. Alguém que deixou o Brasil com 15 ou 16 anos, por exemplo, e não é conhecido por ninguém. Um bom exemplo é o goleiro Ederson, que estará na Rússia e, muito provavelmente no Catar.

Pena que aproveitemos tão pouco de nossas joias. Neres jogou oito partidas pelo São Paulo. Richarlison fez 67 pelo Fluminense e Malcon jogou apenas 73 jogos pelo Corinthians. Fizeram um total de 32 gols. Na Europa, já marcaram 33 vezes. E contando…

 

 


Jô, Jair e Jean…dúvidas e certezas
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Menon

As contratações do treinador Jair Ventura, e do goleiro Jean, por Santos e São Paulo, respectivamente, além da saída do artilheiro Jô, do Corinthians para o futebol japonês são, à primeira vista, bons negócios. Mas há dúvidas também.

Jair Ventura – Foi a grande revelação do ano passado e levou o Botafogo a um bom papel na Libertadores. No final do Brasileiro, perdeu força.

Minha dúvida é se ele consegue mudar de estilo. Com os jogadores do Botafogo, um quinto lugar merecia aplausos. Então, ele podia jogar de maneira cautelosa. Em outro time, saberá ter novo repertório?

Jô – O Corinthians conseguiu muito dinheiro por um jogador de 30 anos. Era irrecusável. Mas o prejuízo técnico é grande. Como conseguir outro atacante?

Jean – O São Paulo fez um contrato de cinco anos com o goleiro de 22 anos. O que significa? Está apostando em uma venda para a Europa, antes desse período. Será? O valor pago não é pouco, não. Nove milhões de reais, a cessão de Régis, que já estava lá e o mais preocupante: a saída de Iago Maidana, que fez uma ótima Série B com o Paraná. Ele poderia ser o substituto de Lugano.


Brasil x Argentina, no mínimo 14 vezes, até maio. O futebol agradece
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Menon

As bolinhas capricharam. E quem tem bom gosto, verá muito Brasil x Argentina nas primeiras fases da Libertadores e da Sul-Americana. Muito time bom, muito gigante se encontrando logo no início.

Entre Libertadores e Sul-Americana, haverá no mínimo 14 duelos na primeira fase das duas competições. Um número que pode chegar a 18 confrontos, em caso de classificação de Vasco e Chapecoense ou Banfield (apenas um pode chegar à fase de grupos)

A Libertadores tem:

Grupo 4 – River Plate x Flamengo, além de Emelec e talvez Independiente Santa Fe. Grupo da Morte?

Grupo 5 – Cruzeiro x Racing, além de Universidad de Chile e talvez Vasco. Grupo da Morte?

Grupo 6 – Santos x Estudiantes, além de Real Garcilaso  e talvez Chape ou Nacional do Uruguai ou Banfield ou Independiente del Valle. Grupo da Morte?

Grupo 7 – Corinthians x Independiente, além de Millonarios, da Colômbia e Deportivo Lara.

Grupo 8 – Palmeiras x Boca, além de Alianza Lima  e talvez Olimpia. Grupo da Morte para os outros dois.

Não está fácil para ninguém, mas a vida do Grêmio é mais tranquila, contra Cerro Porteño, Defensor e Monaguas.

E a Sul-Americana, com sua primeira fase de mata-mata?

Atlético Mineiro x San Lorenzo

Atlético-PR x Neweels Old Boys

São Paulo x Rosario Central


Corinthians 75 x Palmeiras 70. Vai ser duro, mas Corinthians vence
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Acredito em um ótimo rendimento do Palmeiras na fase final do Brasileiro. É o adversário mais concreto do Corinthians. Fiz uma projeção do que pode acontecer até o final do Brasileiro. Apesar do susto, dá Corinthians.

O Corinthians tem 54 pontos. O Palmeiras tem 43.

Rodada 26

Cruzeiro x Corinthians – Empate

Palmeiras x Santos – Vitória do Palmeiras

Corinthians 55 x 46 Palmeiras

Rodada 27

Corinthians x Coritiba – Vitória do Corinthians

Palmeiras x Bahia – Vitória do Palmeiras

Corinthians 58 x 49 Palmeiras

Rodada 28

Bahia x Corinthians – Empate

Dragão x Palmeiras – Vitória do Palmeiras

Corinthians 59 x 52 Palmeiras

Rodada 29

Corinthians x Grêmio – Vitória do Corinthians

Palmeiras x Ponte – Vitória do Palmeiras

Corinthians 62 x 55 Palmeiras

Rodada 30

Grêmio x Palmeiras – Vitória do Grêmio

Botafogo x Corinthians – Vitória do Botafogo

Corinthians 62 x 55 Palmeiras

Rodada 31

Palmeiras x Cruzeiro – Vitoria do Palmeiras

Ponte x Corinthians – Empate

Corinthians 63 x 58 Palmeiras

Rodada 32

Corinthians x Palmeiras – Empate

Corinthians 64 x 59 Palmeiras

Rodada 33

Vitória x Palmeiras – Empate

Furacão x Corinthians – Empate

Corinthians 65 x 60 Palmeiras

Rodada 34

Corinthians x Avaí – Corinthians

Palmeiras x Flamengo – Empate

Corinthians 68 x 61 Palmeiras

Rodada 35

Palmeiras x Sport – Vitória do Palmeiras

Corinthians x Flu – Vitória do Corinthians

Corinthians 71 x Palmeiras 64

Rodada 36

Flamengo x Corinthians – Vitória do Flamengo

Avai x Palmeiras – Vitória do Palmeiras

Corinthians 71 x Palmeiras 67

Rodada 37

Palmeiras x Botafogo – Vitória do Palmeiras

Corinthians x Galo – Vitória do Corinthians

Corinthians 74 x Palmeiras 70

Rodada 38

Furacão x Palmeiras – Vitória do Furacão

Sport x Corinthians – Empate

Corinthians 75 x Palmeiras 70


Corinthians, o time invisível
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Menon

Termina a super-quarta com e Roberto Carlos merece ser lembrado. São emoções, muitas emoções. O Botafogo atropela o Galo sem dó nem piedade, o Flamengo leva quatro e se classifica, o Santos aponta e não prova interferência externa, o Palmeiras consegue uma virada espetacular e não a mantém….

E o Corinthians?

Vai bem, obrigado.

Passou sem sustos e sem brilho pelo Patriotas e se classificou na sul-americana. O Corinthians vence com a naturalidade com que um aposentado passa todo mês no banco para receber um dinheirinho, o Corinthians vence com a pontualidade de um relógio suíço, o Corinthians faz de tudo e ninguém percebe. E depois, todos reclamam, falam em retranca, em arbitragem, em jogo feio, falam….

O Corinthians é assim mesmo. Desde o início do ano. Quem quiser supera-lo que o decifre. E até agora, repito, quem melhor decifrou o Corinthians foi o próprio Corinthians. Sabe que, se não mantiver concentração, pode perder. E não a perde. Está sempre firme, com desfalques ou não.

O Corinthians é o contrário do Metrô de São Paulo, vai cada vez mais longe.

Para não dizer que o Corinthians passou invisível uma vez mais, houve Pedrinho. Um belo gol do garoto. O primeiro como profissional. Vem mais por ai.


Um dia em que a sujeira passou longe
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Menon

O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


O Paulistão e os grandes
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Menon

Cumpridas dez rodadas do Paulistão, temos Corinthians e Santos com campanhas dignas e o Palmeiras patinando feio. O São Paulo, ainda pior, pois, além de jogar mal, não lidera o seu grupo.

Todos podem pensar em título. Ainda há cinco jogos – quatro no caso do Santos – para arrumar o que está errado antes de embarcar nas fases de eliminação direta, onde um grande, mesmo que em má situação, pode surpreender.

Além da luta pelo título, o que cada grande deve fazer no Paulistão?

CORINTHIANS – Tem sete pontos à frente do segundo colocado (Red Bull) e dez à frente do terceiro (Água Santa), o que praticamente lhe garante a vaga em primeiro lugar. Com tamanha tranquilidade, pode poupar jogadores e fazer experiências para a Libertadores: o Paulistão pode, por exemplo, definir se Balbuena deve ser titular ou não.

SANTOS – Tem 22 pontos, cinco à frente do São Bento e nove à frente do Linense. Como o Corinthians, também tem a vaga definida. Busca o primeiro lugar, o que também está bem encaminhado. Não está na Libertadores, o que tira do Paulistão a pecha de “campeonato experimental”. Precisa vencer, é isso. Em segundo plano, o Paulistão serve para definir qual será a aposta para substituir Lucas Lima, que pretende sair no meio do ano. Há um homem no elenco? É preciso buscar no mercado ou a base dará a solução, uma vez mais?

PALMEIRAS – Tem 15 pontos e lidera, ao lado do Ituano. Em terceiro, vem São Bernardo e Ponte Preta, com 13 e o Novorizontino, com 12. É o grupo mais enrolado. Além de garantir a vaga, Cuca precisa definir o time ideal para vencer o Central em Rosario, no dia 6 de abril. Se não vencer, está fora da Libertadores. Até lá, enfrenta Red Bull, Agua Santa, Rio Claro e Corinthians. É necessário também apontar as necessidades para o Brasileiro. Nesse caso, não há muito espaço para pedidos, pois Alexandre Mattos já contratou muita gente. Foi o time que se reforçou mais e mais cedo que os outros. Paulo Nobre diz que o Palmeiras tem três times e que a meta é ganhar o Mundial. Contratar ainda mais seria dizer que o planejamento foi errado.

SÃO PAULO – Tem 14 pontos e está em segundo, atrás do Audax, com 16. Ferroviária, com 13 e XV de Piracicaba, com 12, o escoltam. Bauza tem muita coisa a resolver até dia 5, quando o time enfrenta o Trujillanos. Centurión continua como titular? Como fazer Calleri não jogar tão isolado? E muito mais…. Ao contrário do Palmeiras, que contratou muito, o São Paulo precisa já pensar no elenco para o Brasileiro. Calleri e Maicon, boas contratações, devem sair. E há problemas técnicos enormes para sanar. Para o São Paulo, o Paulistão ainda é uma esperança de título, mas serve para, a curto prazo, arrumar o time para a Libertadores e, a médio prazo, definir o elenco para o Brasileiro. Ou seja, em abril, o São Paulo não tem nada.