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Renato Portaluppi Gaúcho, o melhor técnico do ano
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Menon

Renato Portaluppi Gaúcho é o melhor técnico do Brasil em 2017.

Ah, você só fala isso agora que ganhou?

Justamente. Para mim, resultado é importantíssimo em uma análise assim. Não sou um comentarista “parnasiano”. Do tipo arte pela arte. Desempenho pelo desempenho. Gol é detalhe.

Futebol não é desfile de escola de samba. Compactação nota dezzzz. Evolução nota nooooove. Posse de bolsas, oitoo.

É muito mais difícil.

Renato foi muito criticado quando disse a frase: quem não sabe, estuda, quem sabe fica na praia. Algo assim. Uma boutade. Foi entendida, a frase, como um sacrilégio, contra o futebol ciência.Tudo o que ele fazia era creditado a Roger. Não interessa se a defesa melhorou, se Ramiro entrou, se Douglas recuou. Não. Tudo já estava planificado por Roger.

O trabalho de Renato foi aparecendo. No Brasileiro, era o time que mais bem jogava. O futebol mais bonito. Mas que perdia jogos cruciais. Renato errava em poupar jogadores por conta da Copa do Brasil, por exemplo. Sem necessidade. Veio a eliminação para o Cruzeiro e a desconfiança voltou. O Grêmio, justamento o Grêmio, sem pegada.

Mas agora, o que dizer de Renato?

Que ele ganhou a Libertadores jogando muita bola. E com jogadores que conviviam com muito descrédito. Edílson, Fernandinho, Bruno Cortez (ia jogar a série B pelo Náutico), Leo Moura (ia disputar o Carioca, pelo Boavista), Cristian. E ganhou o primeiro jogo com gol de Cícero, (escorraçado do São Paulo), após ajeitada de Jael (ia disputar a série C pelo Fortaleza).

E, se Renato foi bom no ano, foi ótimo na decisão da Libertadores.

O que todos sabiam? Que o Lanús sairia para o jogo. Sufocaria. E caberia ao Grêmio o contra-ataque.

E o Lanús foi surpreendido. Sufocado. Pressão alta até em Andrada. Lá Fortaleza era tricolor.

Logicamente, não seria assim o tempo todo. O Lanús avançou as linhas, começou a pressionar e… apareceu o contra-ataque. Legal. Fernandinho box to box, como dizem os modernos.

E veio o segundo. Se o primeiro foi com herói improvável, o segundo veio com a Cavada do Craque.

Estava definido.

Apesar da dureza do segundo tempo, com gol do Lanús, expulsão de Ramiro e Luan perdendo o terceiro, novamente cavando.

Renato Portaluppi Gaúcho ganhou a Libertadores como treinador, depois de tê-la vencido também como jogador.

 


Rodrigo Raposo não está à altura do futebol brasileiro. E o Cristian?
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O futebol brasileiro é glorioso, mas vive uma fase de muitos problemas. Os campos, por exemplo. Há alguns que atrapalham o que já nãoraposo está bom. Mas, com tantos erros, com tantos jogadores saindo tão cedo do país, com tantos dirigentes desqualificados, o futebol brasileiro ainda resiste. E não pode coexistir com o árbitro Rodrigo Raposo.

A expulsão de Lucas Lima foi primordial para a derrota do Santos. E o que fez o jogador? Falta feia, porrada, xingou alguém? Nada disso. Levou dois amarelos por retardar o jogo, ainda no primeiro tempo. Dois amarelos errados, principalmente o segundo. Lucas chegou para bater o escanteio, desistiu, chamou um companheiro e deixou o local. Segundo amarelo e expulsão.

Um árbitro deve fazer o máximo possível para não interferir no jogo, no andamento da partida. Expulsão significa deixar um time com um a menos. E ela só deve acontecer em último caso, com total justiça. Não foi o caso. Os amarelos até poderiam ser defendidos em situações separadas. Acumulativamente, não. O Santos ficou com um a menos por conta de duas bobagens.

Arrogância pura. Típico de árbitro que aceita pancadaria mas não aceita um olhar torto de jogador. No segundo tempo, houve confusão, bate boca, confusão e ele não fez nada. Só conversou. Inversão de valores. O que ele deveria ter feito no caso de Lucas Lima? Nada. Ou, então, caso se sentisse tão ofendido, poderia ter corrido até ele e xingado de alguma coisa, poderia ter prometido expulsão em seguida. Xingar de coisa leve, salamê minguê, ursinho panda, loiro oxigenado, bobão, cara de melão, alguma coisa assim.

A expulsão demonstra a alma autoritária de alguém que não gosta de futebol. Gosta é de aparecer.

Quanto ao Cristian, bastou sair de campo para o Corinthians vencer. Cristóvão ficou apenas com Camacho e revezou Rodriguinho, Marlone e Giovanni Augusto por aí, colocando Gustavo no ataque. O time ficou mais leve, ganhou toque de bola, tabelas e saída de jogo. No final, com tudo resolvido, ele colocou Willians, outro jogador inexplicável.

É lógico que Cristian, ao contrário de Raposo, tem lugar no futebol brasileiro. Mas não no Corinthians. Talvez não na Serie A.

 


Onze micos e muita decepção
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Alguns foram contratados. Outros, já estavam no elenco esperando a sua hora. Outros, retornaram ao porto seguro. E todos, de uma micoleaomaneiro ou outra falharam. Decepcionaram muito. É a seleção das decepções nesse semestre de 2016.

DENIS – Chegou ao São Paulo em 2009 e pacientemente esperou uma oportunidade de substituir Rogério Ceni. E mostrou uma insegurança muito grande para sair do gol, principalmente em jogadas pelo alto. Debaixo das traves, vai bem, mas é pouco.

LUCAS – Veio para o Palmeiras respaldado por uma boa temporada no Botafogo e está indo muito mal. Tem boa presença ofensiva, mas falha bastante na defesa. Tenta compensar com vitalidade, mas fica na violência. Perdeu o lugar para Jean, volante.

LUGANO – A torcida esperava muito dele. Mais do que ele poderia dar. As contusões e a idade estão presentes e ele tem jogado pouco. Demorou para entrar em forma, fez algumas boas partidas e cometeu alguns erros graves. Seu lugar pode ser tomado também por LEANDRO ALMEIDA, herança de Marcelo Oliveira e que cometeu, contra o São Bento, o erro mais tosco do ano.

HENRIQUE – Pivô de uma disputa entre Flamengo e Fluminense, não tem dado segurança nenhuma à zaga do Flu. É um jogador muito caro que não corresponde. Difícil imaginar que fizesse parte da seleção na Copa de 2014. LUCÃO, do São Paulo é outro concorrente fortíssimo. Os erros que cometeu em Itaquera, contra o Corinthians, foram primários.

PIKACHU – É lateral pela direita, mas eu o escalei na esquerda porque tinha de estar na seleção. Foi a contratação mais cara do Vasco e não consegue render.

CRISTIAN – Esse é o grande erro do Corinthians. Voltou ao elenco depois de um tempo na Turquia e jogou pouquíssimas vezes. Quase nunca joga, mas recebe altíssimo salário. Sua contratação foi uma cara e frustrante homenagem.

DIEGO SOUZA – Veio do Sport para o Fluminense, que superou concorrentes também interessados, ficou algumas partidas e voltou a Recife. Nenhum profissionalismo. Nenhum futebol.

CENTURIÓN – Veio no ano passado do Racing, em troca de R$ 14 milhões. Começou bem, fez gols decisivos, mas caiu muito. Com Bauza, teve muitas oportunidades mas mostrou apenas vontade de ajudar a marcação. No ataque, errou muito.

ERIK – Veio do Goiás por R$ 13 milhões, após um bom Brasileiro. Fez algumas boas partidas, mas caiu muito. Hoje, entra pouco e quando o faz não acrescenta qualidade ao time.

PAULINHO – Veio para o Santos e logo teve de explicar porque havia posado com a camisa do Corinthians. Mas não foi o único problemas. Não jogou nada e perdeu lugar para Serginho, Ronaldo Mendes e outros. Quando entra em campo, vem a saudade de Geuvânio e Marquinhos Gabriel.

FRED – Uma enorme seca de gols e ainda protagonizou a ópera bufa “A volta dos que não foram”. Sente-se dono do Fluminense e entrou em rota de colisão com Levir Culpi. Prometeu sair e voltou rapidamente.

Há outros nomes que poderiam estar na lista: Régis, Cleiton Xavier, Carlinhos, Guilherme, Barrios, Rildo e André.

 


Timão continua forte. E Cristian continua mico
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O Corinthians dá sinais de reação diante do tsunami chinês. É claro que não encontrou um novo Jadson ou um novo Renato Augusto – embora inferiores, Vagner Love e Ralf também fazem falta – e ainda há o risco de perder Gil. Mas nem tudo é notícia ruim.

Cássio vai continuar. Guilherme, um bom meia e também atacante, está chegando. Marlone já veio. André pode ser o novo atacante. Gosto de André, desde o tempo do Santos, quando era muito criticado, por comparações injustas com Neymar. O que, para mim, é inaceitável é sua foto tirando o símbolo do Galo da camisa. Considero um desrespeito enorme. Quem faz isso com um time, fará com outros. Jogador precisa respeitar clube de futebol. Jogador passa, clube é eterno.

O San Lorenzo recebeu uma oferta pelo meia Sebastián Blanco.

Não é igual ao que havia. Tite vai ter muito trabalho, mas: 1) ele gosta de trabalhar e 2) ele sabe trabalhar. Não vamos esquecer que os dois últimos campeões da Libertadores fizeram uma primeira fase muito fraca e foram crescendo durante a competição.

Torcedor rival tem mesmo de comemorar desmanche. Futebol é bom por isso. Mas é bom tomar cuidado, porque o Corinthians está vivo.

Entre os prováveis reforços, está Williams, do Cruzeiro. Volante de muita força. Tem mais a ver com Ralf do que Bruno Henrique, o atual titular.

E Cristian? Não será levado em conta?

No balanço das horas, tudo pode mudar, mas a tendência é que ele continue fazendo o que tem feito desde que voltou da Turquia, com direito a 400 mil mensais: vai aparecer ao lado de Tite nas comemorações dos companheiros.

Cristian mostrou-se uma contratação totalmente equivocada. A torcida só se lembra dele por aquele ato cafajeste de provocação aos são-paulinos. Os dois dedos em riste, que causaram um faniquito em Paulo Schmitt, sempre pronto a aparecer mais que os jogadores. O procurador chegou a falar em prisão do jogador.

Total exagero. Dificilmente a cena se repetirá. Não que o São Paulo tenha uma boa defesa agora. Apenas porque Cristian não joga. Não é levado em conta. Foi mico em 2015. Mico será em 2016.


E o garoto imita Cristian. Cristian! Gol da Alemanha
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O Corinthians faz o segundo gol, praticamente garante passagem para a final e o garoto comemora. Pula? Grita? Salta? Ri? Chora? Não. O garoto faz cara de ódio e com os dedos das mãos faz o gesto americano. Fuck you. O garoto do mesmo time de Sócrates, Casagrande e tantos outros craques comemora como Cristian. Não no vigor físico, não na capacidade de produzir boas jogadas, mas apenas na capacidade de ofender.

Não se trata aqui de pedir por um futebol anódino, sem contato e sem provação. Apenas retratar o desânimo com o futebol brasileiro. Um garoto comemora com os braços cruzados, rendendo desde já seu tributo a delinquentes. Outro, mostra seu desprezo ao rival. Como se não pudesse defende-lo um dia.

Nem sei o nome do garoto, há anos não dou muito valor à Copa São Paulo, mas, com certeza ele tem um empresário. Tem alguém que ganha parte de seu salário. Alguém que deveria ensinar que esporte não se trata de ódio. Ou, que pelo menos, que lhe mostrasse que esse não é o caminho. Basta lembrar que, após o gesto ofensivo de Cristian, houve a ameaça de um procurador em prendê-lo. Não digo o nome do garoto porque não sei. Não digo o nome do procurador para não lhe dar um holofote a mais, que é o que ele mais gosta.

Na época, defendi Cristian. Falta de educação não deve ser punida com prisão em um país em que a Justiça falha e tarda.

O tempo passou e Cristian volta ao Corinthians, repetindo o mesmo gesto. Na foto, tem o apoio do coadjuvante Dentinho, que, desde que deixou o Corinthians, fez mais filhos – três – do que gols. Mr Samambaia posou ao lado de Cristian, a quem chamou de maloqueiro.

O garoto deve ter lido. Deve ter visto a foto. E o que é a foto? A tentativa de um jogador que nunca foi brilhante e que estava na reserva em uma liga menor de agradar à torcida corintiana. Alguma coisa do tipo “minha segunda pele”. O menino viu e fez igual. Pode ter futuro no futebol, mas por enquanto é apenas o garoto mal dirigido que resolveu homenagear o gesto ofensivo de um volante em baixa, que foi apoiado por um jovem ex-jogador em atividade.

Tudo cansa. Nada muda.

Gol da Alemanha


Corinthians começa o ano com três grandes problemas. Com Dudu, serão dois
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O Corinthians contratou Cristian. Será o terceiro maior salário do clube, mesmo estando seis meses parado. Eu o considero um bom jogador, mas não creio que seja a solução de um problema. Mesmo porque, com Elias, Petros, Bruno Henrique e Ralf – que está de biquinho – o setor está bem servido.

Problemas, são três. Um deles chegou hoje com a saída de Anderson Martins. Um negócio muito mal feito pela diretoria, e cujas consequências chegam agora. O jogador veio há alguns meses, com cláusula contratual até janeiro. Para continuar com ele, seria preciso gastar muito dinheiro e dinheiro não está sobrando. E o clube, que, por não ter dinheiro sobrando, havia perdido Cléber agora fica sem um zagueiro confiável. Vai ter de correr atrás de uma boa contratação ou jogar com Ralf na zaga. Felipe e fraco.

O segundo problema é ter um bom atacante para fazer parceria com Guerrero. Romero e Luciano são fracos. Veio Mendoza, “o artista”. Esperemos para ver a qualidade do show. E Sheik está de volta. Um dos heróis do título da Libertadores, Sheik nunca mais foi o mesmo. Quem sabe agora, com Tite. Mas, mesmo com ele, o rendimento em 2013 foi fraco. Caso se confirme a chegada de Dudu, o problema estará perto da solução.

Bem, depois de conseguir um bom companheiro para Guerrero, resta saber se Guerrero fica. Sua saída, sim, é o grande problema a ser resolvido. O peruano e ídolo e resolve situações emergenciais. Sua manutenção é primordial. Dá tempo de contratar outro?

 


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