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Costa Rica, Peru e o fim das ilusões
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Menon

A Copa é, quando se fala em títulos, é para poucos. Mas, quem diz que a Copa é só título. Sempre há o aparecimento de uma seleção que seduz o mundo com futebol alegre, que vence algum grande e caminha longe. As quartas, geralmente, são o teto para o sonho.

No início, eram os africanos. Camarões, de Milla, Nigéria de Okocha, mas, se renderam a um estilo rude. Diziam que, quando os africanos perdessem a inocência e ganhassem cultura tática, seriam quase invencíveis. Ao contrário. Transformaram-se em times violentos.

A globalização, é claro, mudou muito. Na aldeia global, rareiam as surpresas futebolísticas.

Mas, sempre há uma “costa rica’. Foi assim, em 2014, vencendo o Uruguai, eliminando Inglaterra e Itália, mandando a Grécia para casa e caindo nos pênaltis, para a Holanda.

Era a Costa Rica de Navas, Bryan Ruiz e Campbell. Em 2018, continuam no time. Navas impediu uma derrota maior contra a Costa Rica, mas Ruiz e Campbell foram mal.

A Costa Rica não será a “costa rica” de 2018.

E o Peru?

Era minha aposta para “seleção queridinha” do Mundial, mas Cueva mandou meus sonhos para o espaço. Juntamente com a bola do pênalti que cobrou.

Ainda há um restinho de ilusão. Ao contrário da Costa Rica, o Peru jogou bem. Perdeu para a Dinamarca, mas foi bem.

Tomara que reaja. Afinal, se já não temos surpresa em cima, que tenhamos algo fugaz e brilhante em baixo. Caindo como um meteorito no meio da festa já programada de um gigante que acaba chorando na cama, que é lugar quente.


Cueva destroi plano do São Paulo
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Cueva não quer mais jogar no São Paulo.

E o São Paulo, como um cônjuge surpreendido e civilizado, aceitou o fato consumado.

Também não quer Cueva.

Nem liga mais para suas “puladas de cerca”, com seus atrasos e falta de atenção.

Não vê a hora, me disse uma fonte, de se livrar do pequenino Christian.

E embolsar uma boa grana.

São todos Cueva na Copa.

E agora, com o pênalti perdido contra a Dinamarca, a irritação aumentou.

O dinheiro que já estava contabilizado em planilhas imaginárias, virou fumaça.

A esperança não acabou de vez porque, apesar do erro imperdoável, Cueva jogou bem.

Quem sabe…


Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


Petros e Cueva, marketing e falta de comprometimento
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A favor de Petros, antes que se esqueça, é necessário dizer que ele não é meia, onde é escalado por Dorival e agora, Aguirre. E que é esforçado, muito esforçado. Então, fica difícil analisar, tecnicamente falando, quem  está em posição errada.

Mas, qual é mesmo a posição em que Petros rende bem?

Ele não é um volante de contenção, um volante-volante. Não tem um poder de marcação que justifique a escalação. Jucilei, por exemplo, é muito mais efetivo, desarma muito mais e tem passe melhor.

E segundo volante? Bem, há dois tipos: o que carrega a bola até o ataque e o que faz lançamentos. O bom mesmo é quem faça as duas coisas. E ele não é ótimo em nenhuma das funções. Dentro do elenco do São Paulo, há quem faça muito melhor. Liziero, por exemplo. Hudson também.

Como deveria jogar Petros, se não tem força para ser primeiro volante, se não tem saída de bola para ser segundo volante e se não tem requisito técnico algum para ser  meia?

Como um auxiliar de tudo isso. Um a mais para ajudar a defender, para ajudar a passar, só isso. Pode ser útil quando o time precisa realmente defender um resultado, porque o que não se pode negar é que tem vontade e dedicação.

O que não pode é ser titular.

E, então, por que chegou a ser ídolo da torcida?

Porque, quando o time estava muito mal, ele se dedicou muito. Trabalhou duro. E porque fala o que a torcida quer ouvir.

Foi assim quando falou que o São Paulo havia dado uma aula no Corinthians, em um empate no Morumbi. Foi assim todas as vezes após jogo em que foi dar entrevistas, sem se negar, sem esconder a cara.

E foi assim, principalmente em duas ocasiões. Quando disse que o zagueiro Kanu, do Vitória, havia menosprezado o São Paulo. “Aqui, tem pai de família”, foi a frase cunhada. O que não significa absolutamente nada. Se os jogadores do São Paulo fossem solteiros, Kanu poderia ter dito o que disse, algo sobre a facilidade que seria vencer o São Paulo?

E depois, quando raspou a cabeça dos jogadores da base incorporados ao time principal. Criou assim o marketing de paizão, pronto a recepcionar os futuros colegas, pronto a buscar a integração. E se alguém não gostasse, como Rogério Ceni não gostou, em 1997, na seleção brasileira?

Mas, estava construída a imagem do paizão. E do pai de família. E que caiu muito bem até para a comunicação do clube que fazia a campanha #abasevemforte, baseada também em jogadores muito fracos como Pedro (foi para o São Bento), Rony (CSA) e Paulo Henrique (que ninguém quer).

Tiremos o marketing de Petros e o que resta? Um jogador razoável, um jogador que se entrega e capaz de uma irresponsabilidade como a de ser expulso como foi, com uma falta criminosa. Talvez já tenha pedido que o assessor de imprensa, se é que tem, faça u pedido de desculpas no instagram. Pedido acompanhado de menções sobre amor à camisa…. Marketing puro.

E Cueva?

A favor de Cueva, é necessário dizer que pedir licença para acompanhar o nascimento de um filho é algo totalmente natural e aceitável, principalmente após uma classificação e em início de Brasileiro.

Também pode se dizer que é um jogador de boa técnica, capaz de “quebrar as linhas” rivais, como se costuma dizer.

E só. O comprometimento com a entidade não existe.

Vamos até relevar que ficou uns dias a mais no Peru, após a histórica classificação para o Mundial, “quebrando tudo”.

Mas, começar o ano com uma semana de atraso porque estava se dedicando a fotos e filmes promocionais é tratar o clube que o paga como uma merda.

O que ele queria realmente é forçar uma saída. Do jeito que quisesse e quando quisesse. Raí impediu, o que foi sua melhor atitude até agora, como diretor de futebol. Foi enquadrado, fez um gol, pediu perdão e…foi atropelado por Nenê. Eu acho que os dois precisavam jogar juntos, mas, se apenas um deve entrar em campo, que seja aquele que, além de jogar bola, se compromete com o clube, respeita o clube e os companheiros.

Para fazer o que faz, Cueva precisava jogar como Pedro Rocha. Que nunca fez o que ele faz.

Que faça uma grande Copa e que o São Paulo saiba muito bem como utilizar o dinheiro de sua transação.


São Paulo classificado. Drama eterno
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Menon

Ufa!

Vitórias do São Paulo, ao contrário de drogas proibidas, trazem euforia apenas no dia seguinte, quando o susto foi assimilado. No momento em que ocorrre, o sentimento é de alívio.

Poderia ser uma goleada. Diego Souza, Petros e Nenê perderam gols que até vovó faria. E parou. O time parou. E o Rosario reagiu. Poderia ter marcado também. E começou o sufoco.

Muito do que o São Paulo sofre é por conta da excessiva cautela de Aguirre. Até quando, o sistema com Jucilei na proteção à zaga e a transição nos pés de Liziero e Petros?

Por que não Cueva ou Lucas Fernandes ou Marcos Guilherme?

Bem, difícil defender Cueva após o jogo contra o Rosario. Não foi bem e ainda foi expulso. E Petros, também expulso de maneira vergonhosa? Duas entradas ridículas.

Talvez alguém fale em raça uruguaia, heroísmo, coração no bico da chuteira blá blá blá…

O único que se sabe é que haverá e drama no próximo jogo e no outro e no outro….


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Menon

Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

Ilusão tricolor dura seis minutos
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Menon

Todos dizem que é um jogo de 180 minutos. E o São Paulo esteve classificado por seis. Apenas seis. O tempo entre os gols de Nenê e Guilherme, no primeiro tempo. A vaga ficou com o Atlético.

Alguns dados podem explicar.

1) O Furacão é mais time. O trabalho de Fernando Diniz começou antes e se faz notar. É um time que sabe o que quer. Toca muito bem a bola, ocupa os espaços, faz triagulações. Quando sofreu o segundo gol reagiu imediatamente. É começou o segundo tempo pressionando em busca do gol da vaga. Fez. E a trave salvou o terceiro.

2) A classificação foi justa.

3) O São Paulo poderia ter se classificado se Petros não errasse um gol logo aos cinco minutos. E se a blitz após o empate tivesse resultado em gol.

4) Se não ganha jogo. Se Petros não tivesse errado, se Rodrigo Caio não tivesse errado no primeiro jogo, se Bruno Alves não tivese errado diante de Rodriguinho…

5) O São Paulo precisa deixar de ser o time do quase, do estamos melhorando, agora o time tem raça…

6) Como melhorar rapidamente se não há um centroavante? Trellez é péssimo. Diego Souza está péssimo. Brenner não é jogador pronto.

7) Gonzalo Carneiro é solução ou esperança.

8) Existe dinheiro para novas contratações? Talvez, se vender Cueva e Rodrigo Caio.

9) Domingo é contra o Ceará. O São Paulo precisa vencer. Se perder, olha o se aí novamente, velhos fantasmas surgirão.

 

 

 


São Paulo tem raça. Falta time
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Menon

A mudança de comportamento anímico pode e deve ser saudada como algo muito importante, mas será um erro se for usada para mascarar outro fato: o São Paulo não tem um bom time.

E as maiores dificuldades estão justamente nos pontos em que se gastou muito dinheiro no início do ano:

TRELLEZ – Seguramente, é o pior atacante tricolor dos últimos anos. Luis Fabiano, Lucas, Kaká, Calleri, Lucas, Pato, Pratto, Neres, Araújo e, sem vacilar, Centurion, Michel Bastos e Gilberto são melhores. Nos dois jogos contra o Corinthians, teve duas grandes chances. Errou as duas. No primeiro, Nenê consertou. Se um time joga atrás e aposta no contra-ataque, precisa de um centroavante que não erre tanto. Custou 6 milhões.

DIEGO SOUZA – Uma série de erros que culminou na atuação horrível contra o Corinthians. É meia e veio como centroavante. Foi lanclan juntamente com Nenê, a dupla da lentidão. É fez a opção errada no contra-ataque final, perdendo a bola e fazendo falta. Lívido, bateu o pênalti com o entusiasmo de uma criança que ganha uma cenoura na Páscoa. A desconfiança da torcida se transforma em ódio. Custou 10 milhões.

JEAN – Se não conseguiu tirar o lugar de Sidão, não é o goleiro que o time precisa. Custou 10 milhões.

MILITÃO – Esgotou suas possibilidades como lateral. Não vai crescer mais.

CUEVA – Ele só pensa naquilo, a Copa. Como o Peru tem boas chances de passar à segunda fase, deve ser vendido.

É preciso contratar bem. Régis fez um bom Paulista e pode dar certo. Gonzalo Carneiro tem problemas no púbis e nan se sabe se está pronto para jogar.

O São Paulo tem um bom ponto de partida. Agora, depende da competência de Raí.


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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Menon

O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.