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Andrés vende jogadores a preço de banana
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Menon

Deixemos de lado a vergonha que é o futebol brasileiro perder jogadores para o Egito. Mesmo que, no caso do Pyramids, o dinheiro seja saudita. Ou seja, já estamos acostumados a ver nossas atrações mudando para a Arábia, já é normal, já nem dói mais. O tal mundo árabe e agora o Egito. Qual o próximo passo? Guatemala?

Culpa de um futebol extremamente mal organizado, governado por uma entidade corrupta. E da economia do país, é lógico. E nem se pode falar em assédio e resistência. Os clubes brasileiros já se organizam para vender. Não vêm a hora de a tal janela abrir. O São Paulo e outros clubes já colocam futuras vendas de jogadores no orçamento do ano.

O problema, que é de todos, é muito pior no Corinthians. Os outros clubes vendem, o Corinthians agracia os compradores. É algo inexplicável a falta de gerenciamento, o modo como os jogadores se vão em troca de migalhas.

Maycon é um volante de alto nível. É jogador de 21 anos, com futebol para duas Copas do Mundo. Alto nível técnico. Foi para a Ucrânia por 6,6 milhões de euros. Inexplicável, quando se lembra que o São Paulo conseguiu 8 milhões de euros por Cueva, de 26 anos. Está bem, Cueva esteve no Mundial, uma grande vitrine, mas não brilhou. E, sem nenhuma xenofobia, sem nenhum preconceito, ele é peruano. Jogador brasileiro tem um valor de mercado maior. Deveria ter.

Outra comparação envolvendo Maycon. O São Paulo conseguiu 1 milhão de euros por Marquinhos Cipriano, que tem 20 minutos de atuação no time profissional. E ele iria de graça em fevereiro. Para antecipar o negócio, o Shakhtar, mesmo time que comprou Maycon.

E Rodriguinho? Foi para o Pyramids por 6 milhões de dólares. O mesmo Pyramids que pagou 10 milhões de euros por Keno. Uma diferença enorme. Rodriguinho valeu 23 milhões de reais e Keno, 44 milhões. Quase o dobro. Com uma agravante. O Corinthians fica com apenas 15 milhões. O restante vai para o Capivariano e  América-MG? Ora, por que o Corinthians não comprou esses valores antes, para ter 100% da venda? Alguém explica?

E Balbuena? Saiu por 4 milhões de euros, metade do valor de Cueva.

No caso, o Corinthians não teve forças para negociar com empresários. Só aceitaram renovar contrato se a multa fosse baixa assim. Foi uma compensação para o Corinthians, que perderia seu jogador sem receber nada, como foi no caso de Pablo.

E a explicação de Andrés para tanta venda mal feita é ridícula.

Ele diz que o dólar está valendo quatro reais. É bom se acostumar porque vai valer ainda mais.

E diz que quando o jogador quer ir, ninguém segura. E ainda diz que o Palmeiras está errado em segurar Dudu. Joga para a torcida corintiana. Torcida que acompanhará Dudu no Brasileirão e Rodriguinho no Egipcião.

 


São Paulo precisa repor Cueva, que nunca o respeitou
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Cueva deixa o São Paulo e e clube fica com R$ 36 milhões. Uma boa troca, considerando-se o desgaste da imagem do peruano. A torcida o detesta e não tem paciência com ele.

Normal. Quem desrespeita a instituição, colhe desprezo.

Com o dinheiro arrecadado,parte dele, o São Paulo precisa reforçar seu elenco. Nenê tem 37 anos e terá dificuldade para aguentar o ritmo de dois jogos por semana. Shaylon, o reserva, tem estilo diferente, mais lento.

A diretoria decidiu também que Militão só deixará o clube agora, se a oferta for boa. Para receber pouco agora, é melhor receber nada e manter o jogador até o final do ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Uma conversa para recuperar Cueva
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Cueva na Europa, China ou em algum clube árabe?

Enquanto propostas não chegam, a ideia é conversar com o peruano e convencê-lo a se integrar emocionalmente ao projeto do São Paulo, que é lutar pelo título.

O responsável pela conversa e pela tentativa de mudança anímica de Cueva não foi definido, mas deve ser Ricardo Rocha, que tem, entre suas funções, a de estar sempre atento às necessidades e obrigações dos jogadores.

O clube avalia que, apesar do pênalti perdido, Cueva fez um bom Mundial.

Na análise sobre a manutenção do peruano  há dois pontos a serem analisados: 1) Nenê e Cueva podem jogar juntos e 2) Nenê tem reserva?

Se a primeira é uma incógnita, a segunda, para a comissão técnica, é uma certeza. Não, não tem. Shaylon é considerado um jogador clássico, mas de pouca dinâmica.

Então, é hora de falar com Cueva.

 


Costa Rica, Peru e o fim das ilusões
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A Copa é, quando se fala em títulos, é para poucos. Mas, quem diz que a Copa é só título. Sempre há o aparecimento de uma seleção que seduz o mundo com futebol alegre, que vence algum grande e caminha longe. As quartas, geralmente, são o teto para o sonho.

No início, eram os africanos. Camarões, de Milla, Nigéria de Okocha, mas, se renderam a um estilo rude. Diziam que, quando os africanos perdessem a inocência e ganhassem cultura tática, seriam quase invencíveis. Ao contrário. Transformaram-se em times violentos.

A globalização, é claro, mudou muito. Na aldeia global, rareiam as surpresas futebolísticas.

Mas, sempre há uma “costa rica’. Foi assim, em 2014, vencendo o Uruguai, eliminando Inglaterra e Itália, mandando a Grécia para casa e caindo nos pênaltis, para a Holanda.

Era a Costa Rica de Navas, Bryan Ruiz e Campbell. Em 2018, continuam no time. Navas impediu uma derrota maior contra a Costa Rica, mas Ruiz e Campbell foram mal.

A Costa Rica não será a “costa rica” de 2018.

E o Peru?

Era minha aposta para “seleção queridinha” do Mundial, mas Cueva mandou meus sonhos para o espaço. Juntamente com a bola do pênalti que cobrou.

Ainda há um restinho de ilusão. Ao contrário da Costa Rica, o Peru jogou bem. Perdeu para a Dinamarca, mas foi bem.

Tomara que reaja. Afinal, se já não temos surpresa em cima, que tenhamos algo fugaz e brilhante em baixo. Caindo como um meteorito no meio da festa já programada de um gigante que acaba chorando na cama, que é lugar quente.


Cueva destroi plano do São Paulo
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Cueva não quer mais jogar no São Paulo.

E o São Paulo, como um cônjuge surpreendido e civilizado, aceitou o fato consumado.

Também não quer Cueva.

Nem liga mais para suas “puladas de cerca”, com seus atrasos e falta de atenção.

Não vê a hora, me disse uma fonte, de se livrar do pequenino Christian.

E embolsar uma boa grana.

São todos Cueva na Copa.

E agora, com o pênalti perdido contra a Dinamarca, a irritação aumentou.

O dinheiro que já estava contabilizado em planilhas imaginárias, virou fumaça.

A esperança não acabou de vez porque, apesar do erro imperdoável, Cueva jogou bem.

Quem sabe…


Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


Petros e Cueva, marketing e falta de comprometimento
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A favor de Petros, antes que se esqueça, é necessário dizer que ele não é meia, onde é escalado por Dorival e agora, Aguirre. E que é esforçado, muito esforçado. Então, fica difícil analisar, tecnicamente falando, quem  está em posição errada.

Mas, qual é mesmo a posição em que Petros rende bem?

Ele não é um volante de contenção, um volante-volante. Não tem um poder de marcação que justifique a escalação. Jucilei, por exemplo, é muito mais efetivo, desarma muito mais e tem passe melhor.

E segundo volante? Bem, há dois tipos: o que carrega a bola até o ataque e o que faz lançamentos. O bom mesmo é quem faça as duas coisas. E ele não é ótimo em nenhuma das funções. Dentro do elenco do São Paulo, há quem faça muito melhor. Liziero, por exemplo. Hudson também.

Como deveria jogar Petros, se não tem força para ser primeiro volante, se não tem saída de bola para ser segundo volante e se não tem requisito técnico algum para ser  meia?

Como um auxiliar de tudo isso. Um a mais para ajudar a defender, para ajudar a passar, só isso. Pode ser útil quando o time precisa realmente defender um resultado, porque o que não se pode negar é que tem vontade e dedicação.

O que não pode é ser titular.

E, então, por que chegou a ser ídolo da torcida?

Porque, quando o time estava muito mal, ele se dedicou muito. Trabalhou duro. E porque fala o que a torcida quer ouvir.

Foi assim quando falou que o São Paulo havia dado uma aula no Corinthians, em um empate no Morumbi. Foi assim todas as vezes após jogo em que foi dar entrevistas, sem se negar, sem esconder a cara.

E foi assim, principalmente em duas ocasiões. Quando disse que o zagueiro Kanu, do Vitória, havia menosprezado o São Paulo. “Aqui, tem pai de família”, foi a frase cunhada. O que não significa absolutamente nada. Se os jogadores do São Paulo fossem solteiros, Kanu poderia ter dito o que disse, algo sobre a facilidade que seria vencer o São Paulo?

E depois, quando raspou a cabeça dos jogadores da base incorporados ao time principal. Criou assim o marketing de paizão, pronto a recepcionar os futuros colegas, pronto a buscar a integração. E se alguém não gostasse, como Rogério Ceni não gostou, em 1997, na seleção brasileira?

Mas, estava construída a imagem do paizão. E do pai de família. E que caiu muito bem até para a comunicação do clube que fazia a campanha #abasevemforte, baseada também em jogadores muito fracos como Pedro (foi para o São Bento), Rony (CSA) e Paulo Henrique (que ninguém quer).

Tiremos o marketing de Petros e o que resta? Um jogador razoável, um jogador que se entrega e capaz de uma irresponsabilidade como a de ser expulso como foi, com uma falta criminosa. Talvez já tenha pedido que o assessor de imprensa, se é que tem, faça u pedido de desculpas no instagram. Pedido acompanhado de menções sobre amor à camisa…. Marketing puro.

E Cueva?

A favor de Cueva, é necessário dizer que pedir licença para acompanhar o nascimento de um filho é algo totalmente natural e aceitável, principalmente após uma classificação e em início de Brasileiro.

Também pode se dizer que é um jogador de boa técnica, capaz de “quebrar as linhas” rivais, como se costuma dizer.

E só. O comprometimento com a entidade não existe.

Vamos até relevar que ficou uns dias a mais no Peru, após a histórica classificação para o Mundial, “quebrando tudo”.

Mas, começar o ano com uma semana de atraso porque estava se dedicando a fotos e filmes promocionais é tratar o clube que o paga como uma merda.

O que ele queria realmente é forçar uma saída. Do jeito que quisesse e quando quisesse. Raí impediu, o que foi sua melhor atitude até agora, como diretor de futebol. Foi enquadrado, fez um gol, pediu perdão e…foi atropelado por Nenê. Eu acho que os dois precisavam jogar juntos, mas, se apenas um deve entrar em campo, que seja aquele que, além de jogar bola, se compromete com o clube, respeita o clube e os companheiros.

Para fazer o que faz, Cueva precisava jogar como Pedro Rocha. Que nunca fez o que ele faz.

Que faça uma grande Copa e que o São Paulo saiba muito bem como utilizar o dinheiro de sua transação.


São Paulo classificado. Drama eterno
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Menon

Ufa!

Vitórias do São Paulo, ao contrário de drogas proibidas, trazem euforia apenas no dia seguinte, quando o susto foi assimilado. No momento em que ocorrre, o sentimento é de alívio.

Poderia ser uma goleada. Diego Souza, Petros e Nenê perderam gols que até vovó faria. E parou. O time parou. E o Rosario reagiu. Poderia ter marcado também. E começou o sufoco.

Muito do que o São Paulo sofre é por conta da excessiva cautela de Aguirre. Até quando, o sistema com Jucilei na proteção à zaga e a transição nos pés de Liziero e Petros?

Por que não Cueva ou Lucas Fernandes ou Marcos Guilherme?

Bem, difícil defender Cueva após o jogo contra o Rosario. Não foi bem e ainda foi expulso. E Petros, também expulso de maneira vergonhosa? Duas entradas ridículas.

Talvez alguém fale em raça uruguaia, heroísmo, coração no bico da chuteira blá blá blá…

O único que se sabe é que haverá e drama no próximo jogo e no outro e no outro….


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Menon

Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.