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São Paulo joga mal e consegue três vitórias. Sidão foi o herói
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Menon

Duas defesas nos acréscimos e uma outra, ainda no primeiro tempo, fizeram com que Sidão tivesse seu nome gritado pela torcida, no Morumbi. Foram defesas plásticas e salvadoras, quando o Sport mandava no jogo. Defesas que garantiram três pontos e a saída da zona de rebaixamento.

Enquanto o São Paulo vencia, o Avaí e o Fluminense perdiam. O Vitória também, mas conseguiu uma virada espetacular no Rio. Foram resultados espetaculares para o São Paulo, que não fez uma boa partida.

Bastava vencer. E os jogadores parece que sentiram o tamanho da responsabilidade. Tiveram um comportamento muito fraco, animicamente falando. Não parecia o time vibrante do jogo anterior, contra o Corinthians. O Sport é que marcou pressão e o São Paulo tinha apenas o contra-ataque.

A causa? Edimar não apoiava. E Militão também não. Ele tinha muito trabalho com Rogério, Mena e Sander. E depois, com Thomaz. Sem ligação pelos lados, o São Paulo vivia da troca de passes entre Cueva, Hernanes e Lucas Fernandes. Muito pouco. O gol saiu em raríssima jogada pelo lado, com Edimar.

E, se Militão não apoiava, Marcos Guilherme não recompunha. E o garoto sofreu. E fez grande partida, defensivamente falando. Assim como Petros, novamente muito bem

As substituições de Dorival não me agradaram. Jucilei seria uma opção preferível a Gómez. E Marcinho mostrou-se uma opção totalmente equivocada. Aí, não é culpa do treinado e sim do jogador, totalmente alheio ao jogo. Sem atacar e sem defender. Shaylon? Seria melhor Gilberto, com o recuo de Pratto.

O Sport teve o campo e, quando criou boas chances, Sidão estava lá.

Talvez agora, sem a pressão do rebaixamento, o São Paulo consiga jogar melhor. Porque, se continuar assim, poderá sofrer muito ainda no campeonato.


Barca tricolor tem time completo e mais o banco
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Uma enorme barca, mais para transatlântico, partirá do Morumbi no início do ano. Muitos jogadores deixarão o clube.  O pensamento da diretoria é contratar alguns nomes de peso e completar o elenco com a ascensão de jogadores da base. Mas, tudo depende de qual divisão o São Paulo disputará em 2018.  Se estiver na A, o investimento é maior. A relação dos que saem ou devem sair é a seguinte.

Denis – O contrato termina no final do ano e ele não fica. Teve todas as chances para ser titular e não se firmou.

Renan Ribeiro – Se Denis não se firmou como sucessor de Ceni, Renan não se firmou como sucessor de Denis.

O São Paulo procura um goleiro que traga confiança ao time. O nome mais cotado é o de Weverton, do Furacão. Valter, do Corinthians, também é uma possibilidade. Sidão, Lucas Perri e mais um goleiro da base serão os outros nomes para 2018. Sidão, que tem melhorado nos últimos jogos, ainda não é unanimidade.

Buffarini – Ele tem mercado na América do Sul e já foi citado como reforço de Boca e San Lorenzo.

Bruno – Tem contrato longo, mas pode ser envolvido em negociações. Nunca se firmou.

Lugano – Contrato termina no final do ano. Ele vai continuar a carreira em outro clube, em outro país. Quer jogar por mais dois anos.

Rodrigo Caio – O São Paulo acende velas diariamente para receber uma oferta em torno de 15 milhões de euros.

Aderllan – Veio da Europa e não é levado em consideração. Um mistério. Um novo Douglas?

Breno, que está fazendo um bom (apenas bom) trabalho no Vasco, pode voltar. Militão pode assumir a zaga.

Edimar – Contrato termina no final do ano.

Junior Tavares – Pode sair para o futebol holandês. No clube, é considerado um jogador para explodir em 2018.

Jucilei – Os chineses pedem 8 milhões de dólares e o São Paulo tenta negociar um preço menor.

Cícero – Já saiu. Não participa mais do elenco e fica apenas até o final do ano.

Thomaz – O São Paulo busca um clube para ele.

Wellington Nem – Sofreu várias contusões e não ficará.

Denílson – Contrato até o final do ano, apenas.

Marcinho – Começou bem, caiu e não fica.

As categorias de base do São Paulo têm cinco jogadores de bom nível para a função de atacante pelo lado do campo: Paulinho Boia, Paulinho, Marquinhos Cipriano, Murilo e Caíque. Tem idade entre 18 e 20 anos. Alguns, ou pelo menos um, será levado em conta para substituir Nem, Denílson e Marcinho.

Gilberto – O artilheiro do time disse que deseja sair, para ser titular. No São Paulo, Pratto é indiscutível.

Brenner, de 17 anos, é uma opção. Mas algum reforço deve vir.

Cueva – Se o São Paulo receber uma boa oferta, não pedirá uma ótima oferta.

O trabalho vai ser duro e há um consenso de que a equipe, como em 2017, não pode ser montado durante o Brasileiro.


Cueva, a base e Dorival foram fundamentais na vitória
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O São Paulo conseguiu uma vitória importantíssima. Vitória que dá respiro e faz a vaca tirar a cabeça do brejo. Antes, como dizia meu irmão, o Passional, apenas os chifres estavam fora da lama.

Importante notar, como no ano passado, a força da base. Gol de Militão, que jogou muito bem, e tomou conta da lateral. E boa partida de Lucas Fernandes, que saiu por mostrar um certo cansaço.

Outro ponto foi a entrada de Cueva no segundo tempo. O peruano deu clarividência ao jogo e mostrou o bom futebol do início do ano. Ele, se jogar bem assim, é imprescindível ao time. Os dois gols saíram de jogadas dele. Ele, Hernanes e Lucas podem dialogar muito bem em campo. O São Paulo, na situação em que está, não pode se dar ao luxo de deixar bons jogadores no banco.

Dorival Jr. foi muito bem. Foi corajoso e mostrou-se à altura do clube que dirige. Em vez de jogar pelo empate, fez substituições corajosas, para vencer. No intervalo, colocou Cueva em lugar de Gómez e recuou um pouco Lucas Fernandes. O gol saiu logo aos sete minutos e Dorival poderia ter fechado o time, com um zagueiro a mais ou com mais um volante. Não; trocou Lucas Fernandes por Thomaz. Pode-se até discutir a qualidade de Thomaz, mas é um jogador ofensivo. A preocupação com a defesa foi apenas no final, com a entrada de Bruno Alves em lugar de Marcos Guilherme.

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas o São Paulo deu um passo importante.


O traíra, o sangue de barata e o gigante que afunda
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Na briga entre Rodrigo Caio e Cueva, duas verdades saltam aos olhos. Uma, é irrefutável. A outra, não.

A primeira verdade é que o São Paulo é o maior prejudicado com o desentendimento entre seus dois jogadores.

A segunda verdade, que merece considerações, é que Rodrigo Caio está certo.

Por que?

Porque Rodrigo Caio se importa com o clube. Nasceu no São Paulo, desde os 12 anos, criou-se no clube e tem respeito pelo clube.

Simples. Como Rodrigo Caio ama o clube, como é considerado diferenciado, deveria ter a percepção exata do que falar, quando falar e onde falar. Normal que tenha uma discussão dentro de campo. Discussão, não apontar o erro alheio, como o goleiro Ronaldo fazia com companheiros, nos tempos de Corinthians. Poderia falar em particular. Talvez até tenha, mas não poderia fazer o que fez, na coletiva do 7 de setembro. “Ele precisa querer se ajudar”. Mesmo que seja verdade, não poderia falar assim. Entregou o companheiro aos leões. Foi X-9. O comportamento correto foi o de Hernanes e Dorival, minimizando problemas. Rodrigo Caio exponencializou o problema.

Há outros dois pontos que devem ser levados em conta agora.

Rodrigo Caio deveria se oferecer para jogar de volante contra o Vitória. Jucilei foi expulso e não há reservas. Ou melhor, há Militão, que precisa cobrir a lateral direita porque Buffarini tem sido um horror. Assim, a zaga ficaria com Bruno Alves e Arboleda. Ficaria mais protegida, mas Rodrigo Caio já disse que prefere a zaga. É hora de ceder.

Cueva não tem muito comprometimento com o time, mas também há a questão técnica. Ele é vítima da ditadura do 4-2-3-1. O time só pode ter um organizador de jogadas. Um. Os outros precisam jogar pelo lado e ajudar na recomposição. Foi assim com Ney Franco, que não conseguiu escalar Ganso e Jadson juntos.

A recomposição é uma obsessão. Dorival, após o jogo contra a Ponte, disse que o time foi bem no primeiro tempo, porque não permitiu um contra-ataque sequer à Ponte. Mas também só deu um chute a gol, até a magistral cobrança de Hernanes. Ora, se um time vem retrancado e não sofre nenhum chute a gol, qual a importância de conseguir um contra-ataque ou não. O São Paulo deveria ter atacado mais, mesmo que permitisse contra-ataques.

E qual a melhor maneira de fazer isso? Com dois meias. Com Cueva e Hernanes pelo meio, revezando-se. E sofrendo com contra-ataques, que seja.

A tal participação cria monstros. Outro dia, vi um jogo do São Paulo sub-20. O centroavante era Jonas Toró, que, naquele dia, estava muito mal. Não deu um chute a gol. E era muito elogiado pelo comentarista pelo seu poder de iniciar a marcação, ainda no ataque. Ele atacava o central. No jogo seguinte, o mesmo comentarista lamentava a ausência do atacante que não chuta, mas que atrapalha a saída de bola do goleiro e dos zagueiros.

Eu acho que ele seria muito mais importante se chutasse a gol.

Como Cueva seria muito mais importante se estivesse ao lado de Hernanes.


Dorival fez tudo certo. E pode dar tudo errado
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Pode dar tudo errado, mas Dorival Jr aproveitou muito bem os 12 dias de treinamento que teve após a derrota para o Palmeiras e antes do jogo contra a Ponte. Fez tudo certo. E, se der errado, a contradição não é minha. É do futebol, que nos apaixona. E da Ponte Preta, que tem um bom time.

Um resumo:

Militão na lateral – Dorival fez o que já devia ter feito antes, mas melhor tarde do que nunca. Atacou o problema da lateral direita, sempre um sedutor caminho para os adversários, esteja guardada por Bruno ou Buffarini. A entidade Brunarini é assustadora. Sem opção, ele escalou Militão, que é um marcador de boa técnica, como mostrou na base e no time de cima, como volante ou zagueiro. Tem capacidade para fechar a porta que sempre esteve aberta. Lucca ou Sheik são bons jogadores, mas ele também é. E tem ainda de bons cruzamentos, quando avançar.

Mudança na zaga – Arboleda está fora e Dorival Jr. deu oportunidade a Lugano, Bruno Alves e Aderllan. Os três foram testados. E ele fez sua escolha. Possivelmente será Bruno Alves, pela mobilidade do ataque rival. Impressiona o fato de Aderllan não ser relacionado para o jogo. Está há um tempo no clube e não estreia nunca. Será um novo Douglas?

Jonathan Gómez – O argentino foi testado mais atrás, formando dupla com Petros. Pode ser uma nova opção, dando mais qualidade à saída de bola, para tornar o time mais ofensivo. Dorival não está gostando de Jucilei e chegou a experimentar Militão, que não foi bem e que agora está na lateral.

Lucas Fernandes – Treinou sempre entre os titulares e pode jogar em lugar de Cueva, cuja postura não tem agradado companheiros e treinador. Pode ficar também no banco, em caso de nova chance para Cueva, mas realmente ganhou novo status. Importante notar que Dorival fez muitos elogios ao peruano. Está certo. O time está muito mal e nada ganhará queimando um jogador.

Intensidade – Todos os jogadores passaram a repetir a palavra como um mantra. Como se fosse a salvação. Não é, evidentemente, mas não se pode jogar sem ela, hoje em dia. Pelo menos, fica a impressão que aprenderam o básico.

Dedicação – Também repetiram o clichê de que é necessário jogar a 110%. Não precisava nem falar, é o lógico. Mas, se assimilaram o básico agora, depois de dez rodadas sob o novo comando, que seja.

Sobrevivência – Houve até palestra com um sobrevivente da tragédia dos Andes. Pode ser bom para dar mais confiança a um grupo de jogadores que, bem ou mal, tem lutado muito.

Agora, é jogar. E ganhar. Porque, sim, pode dar tudo errado. Mas não pode dar errado. O clube que não tem lateral que dê confiança, que não tem reserva para os volantes e que tem muita gente pronta para a barca 2018, não pode errar.

 


Torcida não pode afastar Cueva
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Menon

Cueva não está jogando nada no São Paulo, apesar de um ótimo início de ano.

Cueva fez um lindo gol pela seleção peruana contra a Bolívia, acendendo as esperanças de classificação para o Mundial.

E a torcida do São Paulo, que já estava decepcionada com o meia, ficou irritada. Invadiu as redes sociais com reprimendas ao jogador, questionando sua integridade e compromisso com o clube.

Se esses questionamentos saírem das redes sociais e chegaram ao estádio, com vaias, ou, pior ainda, chegaram ao Centro de Treinamento, repetindo o que já foi feito até com Luís Fabiano e Kaká, será um atestado de burrice. Mais um.

O São Paulo está mal, muito mal. Precisa muito do apoio da torcida, que tem sido exemplar. Tem carregado o time nas costas e nos ombros. Não pode atrapalhar agora.

O time precisa da torcida, mas precisa também do Cueva de antes. E a torcida, se incentivar e aplaudir, pode recuperar o peruano.

E deixemos Dorival escolher. Para mim, a melhor opção é Lucas Fernandes em campo e Cueva no banco. No Toluca, isso foi comum. O chá de banco fez muito bem a ele. E ao time também.

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Hernanes é um grande acerto de Leco e Pinotti. Mesmo que não dê certo
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Hernanes, desenhado aqui pelo genial Mario Alberto, está de volta ao São Paulo. É uma contratação importantíssima, principalmente pelo momento ruim que time passa. É um jogador de alta capacidade técnica, com bom desarme, ambidestro e boa chegada no ataque. Tem identidade com o clube e tem muita personalidade. Em seu currículo, constam 35 gols em 218 jogos pelo clube.

Impossível contestar uma contratação assim. Mesmo os opositores de Leco. Bem, em seu vídeo de apresentação, Hernanes não precisa dizer que veio graças aos esforços de Leco e Pinotti. Desnecessário, não é?

Hernanes foi um grande acerto do São Paulo.

E se não der certo?

Hernanes tem 32 anos e já há algum tempo não está jogando bem. Seus números na Itália eram declinantes. Na Lazio, onde foi ídolo, fez 41 gols em 156 jogos. Depois, na Inter foram sete gols em 52 jogos e na Juve, dois gols em 35 jogos.

Foi para a China. Não se adaptou onde também não jogou bem. Fez um gol em apenas seis jogos no Heibei.

Qual Hernanes volta? O mesmo que foi? Lógico que não, nunca é assim. Mas é alguém que pode ajudar muito o São Paulo. Pode formar uma linha de três com Jucilei e Petros, o que faria Dorival sair da zona de conforto e deixar de jogar com dois atacantes pelo lado. Eu jogaria com Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva (até quando?), Marcinho e Pratto.

O time ganha esperança. Ganha respeito. Só isso justifica a vinda de Hernanes. Se jogar bem, será um grande acerto. Se fracassar, não terá sido um erro.


Clube grande cai, sim. Está caindo
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Menon

Time grande não cai.

Os são-paulinos (tomo a parte pelo todo, uma grande parte, diga-se) gritaram exaustivamente a frase, em 2013 e 2015. Havia uma outra frase, de mesmo sentido. Time grande cai, mas time gigante não cai.

São frases divertidas, uma gozação bem feita contra os rivais Palmeiras e Corinthians. Mas são também frases a mostrar o último suspiro da tal soberania, varrida dos campos há uma década, com aquele coito interrompido que foi a vitória contra o Tigre, na sul-americana de 2012.

Gritar que não cai é o que restou a quem gritava é campeão com a mesma assiduidade que um ano substitui outro. Ou, lembrando um pouco mais longe, como um semestre substitui outro.

Não ganhamos, mas não caímos. Somos grandes e os outros são pequenos. Somos gigantes e os outros, vá lá…são apenas grandes. Somos soberanos e tudo é uma questão de tempo, pois daqui não cairemos.

Está caindo o São Paulo. Os avisos foram gritados, os sinais foram escancarados, mas a gerontocracia de ideias que dirige o clube há décadas, não viu e não ouviu. Preferiu a briga intestina (nos dois sentidos) à busca de uma solução, que poderia passar pela unidade. Talvez não ajudasse, porque as ideias do outro lado…ah, quais são, mesmo?

Quem gritava que time grande não cai, sabia que estava dizendo uma sandice. Palmeiras, Corinthians, Inter e tantos outros grandes representantes do futebol brasileiro caíram.

E, se clube grande não cai, time médio cai. Deitado em devaneios soberanísticos, a diretoria do São Paulo esqueceu que não há justiça no futebol. Um elenco melhor do que alguns outros, pode cair, sim. Não é o investimento que decide, não é uma análise crítica dos jogadores contratados. É o campo que resolve.

O São Paulo tem aproveitamento de 77,8% quando falamos de seu enfrentamento com Vitória, Avaí e Atlético-GO, seus companheiros de infortúnio. Não é suficiente. Precisa vencer os outros também. E, sempre é bom lembrar, o tal aproveitamento gigantesco foi construído no Morumbi.

A diretoria do São Paulo não pode se apegar a um clichê moribundo: “o São Paulo não merece estar nesse lugar”; Por que não? Pelo passado glorioso? Já vimos que não conta, que outros gigantes de foram.

Pelo futebol apresentado? Também não, apesar de não ter sofrido nenhuma goleada, nenhum vexame. Tivesse ocorrido, talvez o tal aviso tivesse sido ouvido.

Pelo elenco que o time tem?

Vamos conversar sobre isso. O elenco tem problemas graves. Não vou comparar com outros, não vou fazer uma análise posição por posição, mas o elenco do São Paulo tem carências enormes. E elas permitem que outros clubes, talvez mais fracos o ultrapassem.

Bruno e Buffarini, por exemplo. Um, é pior na defesa. Outro, é pior no ataque. Os dois são ruins no conjunto. As entidades Brunarini ou Buffaruno são assustadoras. O que defende melhor, levou dois dribles humilhantes na Vila. O que ataca melhor, não acerta cruzamentos.

Júnior Tavares. Esqueça a louvação a Cotia. Nem de lá, ele veio. Junior veio do Grêmio com a fama de indisciplinado, bom no ataque e ruim na defesa. A primeira, com dedicação aos treinamentos, ele afugentou. Nada de indisciplina. A segunda, confirmou-se em parte. Ele é um desafogo na esquerda. E é um tormento na defesa. Em um time equilibrado, ele teria sua função e poderia render muito. Em um time cheio de problemas, só os erros aparecem e de forma exponencial. Foi um erro deixar tudo nas costas de um garoto. Participou de praticamente todas as partidas do ano. E seu reserva, Edimar, só o departamento de análise e desempenho garante. É um jogador a ser burilado e não uma solução.

Rodrigo Caio é um bom zagueiro, apesar do pouco físico. Não é bom como outros que fizeram sucesso há dez anos. Miranda, Lugano, Fabão, André Dias, Rodrigo e Breno foram melhores. Fabão, sim. Pense um pouco e veja quem errou mais. Novamente, é a questão do momento. Se Rodrigo Caio estivesse lá, naquele tempo….Não está.

Pela fama que tem, Rodrigo Caio deveria ser a individualidade capaz de carregar o time nas costas. Como Roberto Dias fez há 50 anos. O mesmo vale para Pratto. Um grande jogador em um time fraco e desequilibrado, não deveria ser a salvação? Não tem sido. Cueva é o mesmo caso, apesar de haver melhorado um pouco.

Não é o caso de Jucilei, que tem rendido muito bem, mas que, pela posição em que joga não está ali para resolver. Como parece ser, não nos precipitemos, o caso de Arboleda.

Jogadores que deveriam decidir e não decidem. Jogadores fracos. Jogadores com uma responsabilidade técnica acima de suas forças. E o que mais?

Uma incógnita como Gómez, que foi bem na Colômbia, mas que fez dois jogos sem nenhum protagonismo.

Jogadores médios, que poderiam render em times bem organizados, como é o caso de Marcinho. E de Petros, que fala muito bem, que tem personalidade, mas que joga menos que Thiago Gomes. E Wellington Nem, que perdeu a velocidade em algum lugar do passado.

Jogadores jovens, como Lucas Fernandes, Brenner e Shaylon, a quem não pode ser dada a missão de salvamento. A eles, deveria ter sido dadas oportunidades de jogar. Mas, preferiram, por exemplo, Denílson.

E é um time assustado. Quando faz um gol, não resiste ao assédio, como qualquer adolescente esperando o primeiro beijo. Quando sofre um gol, se desmancha, como picolé ao sol.

É um time caindo. Está cumprindo os avisos que estão sendo dados há muito tempo. E que os ouvidos soberanos apenas ouviram. Mandaram a mensagem para o cérebro soberano. E que o cérebro soberano respondeu através da boca soberana. “Time grande não cai”. Cai, sim.


Cueva precisa respeitar o clube
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Menon

Quem acompanha o blog, sabe que defendo, para o futebol, as mesmas leis trabalhistas que valeram até o dia de hoje. Sou contra esse negócio de multar salário, de direito de imagem (o famoso “por fora”) e afastamento do grupo. Considerei a multa de Lucão uma afronta ao direito de opinião.

Futebol envolve paixão, não é só negócio e por isso mesmo, é necessário respeito dos dois lados. O jogador pode até não gostar do dirigente, mas precisa respeitar o clube. Seja titular ou não, precisa treinar sempre, precisa cuidar do corpo, precisa estar atento às recomendações táticas, precisa estar disposto a melhorar constantemente.

Jogador que finge contusão, jogador que força a saída, jogador que usa o empresário e é usado por ele para terminar vínculo antes do previsto é mau trabalhador. Não estou falando aqui de jogador que cumpre contrato até o final e sai do clube, que não recebe nada. Não vejo nada de errado, não merece ser chamado de mercenário.

Cueva está se comportando mal, não está cumprindo o que se espera de alguém que assinou um contrato profissional. Está acima do peso e se arrasta em campo. Não ajuda na recomposição e não encara mais os marcadores. Está em campo torcendo para que o mundo acabe em barrando, para ele se encostar melhor. Quando sai reclama. E se recusou a viajar a Santos, porque ficaria na reserva.

Dorival Jr disse na entrevista de apresentação que o considera importante e que faria de tudo para incentivá-lo. No primeiro treino, o colocou como titular. Está certo o treinador. Cueva é bom jogador e importante para o time. Precisa se comportar com dignidade e honrar a camisa de um clube que é maior do que todos os que ele já defendeu até hoje. E muito maior, nem seria preciso dizer, que o pequenino Christian Alberto Cueva Bravo.

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São Paulo fechou a casinha. E perdeu a chave
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Menon

O desempenho defensivo do São Paulo no Brasileiro é digno de elogios. O time que, no início do ano, sofria dois gols por jogo, levou apenas cinco em sete partidas. Passou quatro dos sete embates em branco, sem ser vazado. E os números seriam ainda melhores, não fosse a partida contra o Corinthians, totalmente fora da curva. Um 3 a 2 que não combina com a efetividade defensiva do time de Ceni.

E, infelizmente, para os tricolores, não combina também com o poderio (?) ofensivo.

Sim, ao mudar seu estilo (suas idéias, também?), Ceni não conseguiu manter a força do ataque. Ou, pelo menos, parte dela. O antigo (há poucos meses) ataque do São Paulo se resume agora a oito gols marcados em sete jogos. É uma mudança muito radical. O time, que chegou a ter um placar médio de 3 x 2 por jogo, hoje tem 1,14 a 0,7.

A mesma palavra explica a intenção de Ceni e a dificuldade para que se encontre um time equilibrado. Transição. A mudança de um time ofensivo e desequilibrado para outro, pragmático e eficiente, deu errado por causa da…transição. Falo da transição da defesa para o ataque.

Ela piorou muito quando Cueva se machucou, em um jogo do Peru. Talvez a recuperação tenha sido precipitada, não sei, mas a verdade é que o peruano perdeu ousadia, velocidade e eficiência.

E quem poderia substituir Cueva? Maicosuel, que jogou apenas 45 minutos? Shaylon, que Ceni ainda considera verde? Lucas Fernandes, que está voltando a ter chances agora? Thomaz?

E quais as outras opções? Pelos lados do campo? Luiz Araújo saiu. Wellington Nem se contundiu e está voltando agora. Morato só joga no ano que vem. Leo Natel jogou dez minutos. E Marcinho? Como os laterais estavam machucados ou atuando mal, Marcinho foi deslocado para a ala. Tem a liberdade para atacar, mas, contra o Corinthians, por exemplo, foi obrigado a ficar recuado no início do jogo porque Arana e Romero tomaram a iniciativa. E ele precisou apenas marcar. E ainda não tem todos os macetes da posição. Falhou no gol do próprio Romero e no gol de Lucca, da Ponte. Com ajuda prestimosa de Lucão. Sobra então Júnior Tavares, que está indo bem, mas não está indo muito bem;

Há uma terceira opção: os volantes. Dominar a bola em seu campo e levá-la ao campo rival. Juntar-se aos meias, buscar os atacantes, chutar de fora. Pode ser Thiago Mendes. Pode ser Cícero. Os dois chutam bem, mas o rendimento não tem sido tão bom a ponto de suprir as necessidades. Mendes rendeu mais que Cícero.

O que pode mudar?

Militão, que ainda dá os primeiros passos como profissional? Promissores passos, mas os primeiros.

 

Wesley, Buffarini, Bruno ou Araruna se firmarem na lateral e liberarem Marcinho para o ataque? Além disso, seria recomendável que melhorassem o nível de cruzamentos.

Pratto mais recuado e Gilberto na área?

Não são ideias novas. Ceni já tentou várias delas. Uma coisa ou outra pode dar certo, mas nada é algo que possa surpreender, que cause frisson, que traga expectativas. A melhor opção, sem dúvida, seria uma melhora de Cueva.

O primeiro grande desafio de Ceni foi trancar a defesa. Ele conseguiu, com méritos. Montou um cadeado. Agora, precisa achar a chave que possibilite um time mais aberto e que faça gols necessários para que o time consiga, por exemplo, 60 pontos no campeonato. Mais do que isso, é muito difícil.