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Daniel Alves fará muita falta na Copa
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Menon

A contusão de Daniel Alves o tirou da Copa. É oficial. Acredito que a diferença técnica entre Daniel e os outros laterais é a segunda maior existente na seleção. Só perde para Neymar comparado com quem quer que seja. Com 35 anos, experiência de outros Mundiais, Daniel poderia ser o capitão do time. E também uma opção de troca de posicionamento. Pode  jogar mais adiantado, como volante, meia ou até ponta. Foi assim com Dunga.

O que não gosto de Daniel é sua tendência a ser babá de Neymar. Ou um paizão. Ele deixou de ir ao City para jogar com Neymar. Tirou a bola de Cavani para Neymar bater pênalti. Faz parte do séquito de Neymar, muito mais que uma panela. Não gosto quando a seleção tem donos, como foi com Ronaldo e Roberto Carlos (reis da noite) ou Kaká e Lúcio (reis da reza).

Sem Daniel Alves, a briga por duas posições fica entre Danilo, Rafinha e Fagner. Os dois primeiros tem mais experiência na Europa, mas Fagner é um jogador de muita personalidade e não teria problemas anímico para jogar.

Seja quem for, Daniel fará falta.


Pedrinho, Danilo e a passagem do bastão
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Menon

O jogo contra o Ceará comprovou o que muita gente já sabia. Dois fatos.

Pedrinho, 20 anos recém completados, é, sim, jogador para 90 minutos. Ou, no mínimo, é jogador para começo de partida.

Danilo, que completará 39 anos em junho, não tem mais capacidade física para 90 minutos. Nem para 45.

A passagem de bastão está feita.

Pedrinho mostrou seu estilo agressivo e encantador. Não é apenas jogador de 15 minutos finais, para “incendiar” o jogo.

Tem muito a melhorar. Se não tivesse nada a aprender, com 20 anos, seria gênio, um Messi itaquerense.

Danilo é o jogador brasileiro mais injustiçado, em termos de seleção. Nunca foi chamado. Mesmo ganhando duas Libertadores e dois Mundiais. Mesmo jogando em alto nível por mais de dez anos.

Pedrinho pode sonhar com a amarelinha, que Danilo nunca vestiu. Mas, se chegar perto do que Danilo jogou, já terá marcado seu lugar no futebol brasileiro.


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Escalar Danilo seria desespero
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Menon

Meu amigo Diego Salgado mostra no UOL que há um clamor corintiano pela escalação de Danilo contra o Palmeiras no domingo. Nada contra Danilo, que considero, juntamente com o goleiro Fábio, o maior injustiçado da seleção brasileira, mas o tal clamor só pode ser baseado no desespero de quem vê a gordura enorme de 17 pontos estar restrita a cinco, podendo chegar a dois. Uma dieta que ninguém esperava.

Danilo não joga há mais de um ano. Tem participado dos treinos há pouco tempo e que ritmo de jogo teria para um clássico assim? Para o clássico? Considero o empate bom para o Corinthians e, nesse aspecto, e só nesse, até posso entender a entrada de Danilo no final do jogo, para dar um ritmo mais lento, mais toque de bola e segurar o resultado diante de uma pressão palmeirense. Isso, é lógico, dependendo de suas reais condições físicas.

Acredito que o Palmeiras terá o domínio do jogo. Talvez não no início, mas depois sim. Porque precisa vencer, ao contrário do Corinthians. O contra-ataque será um manjar dos deuses para o Corinthians. Então, será necessário força e compactação na defesa e velocidade na transição. E Danilo? Não dá, né?

Danilo poderá ser útil nos jogos seguintes, se Jô for suspenso. Melhor dizendo, quando Jô for suspenso. Carille terá uma opção a mais ao tosco, futebolisticamente falando, Kazim. Pode ser Danilo tocando a bola e abrindo espaço para a chegada de Romero, Clayson ou de quem quer que Carille escale.

Por agora, o Corinthians não precisa de Danilo. Não pode se dar ao luxo de ter Danilo. Ele precisa recuperar qualidades táticas que viraram fumaça, como as linhas compactadas, como a excelência defensiva no jogo aéreo, como a chegada do volante de ruptura (Maycon esqueceu?), como o chute de fora da área de Rodriguinho…

São dois resultados que interessa muito. E um terceiro, que seria desastroso. Por isso, é hora de sonhar com o passado recente e não com o passado distante.


Picadinho com Chico Buarque, Zidanilo, basquete e Portuguesa
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Menon

Saiu o disco novo de Chico Buarque de Hollanda e não foi decretado feriado nacional? Trago duas letras para vocês. Elas falam da estranheza com o outro, do choque cultural que pode resultar em violência ou em poesia.

As Caravanas mostra a estranheza da classe média na praia quando chegam os negros do morro, com picas enormes e sacos de granada. Mata! Esfola!

Blues para Bia mostra um homem que deseja se declarar para uma mulher que gosta de mulheres. Para conquistá-la, ele pensa em um gesto extremo.

AS CARAVANAS

É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turqueza à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará — do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o combio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá — é o bicho, é o buchicho é a charanga

Diz que malocam seus facões e adagas
Em sungas estufadas e calções disformes
Diz que eles têm picas enormes
E seus sacos são granadas
Lá das quebradas da Maré

Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné

Sol, a culpa deve ser do sol
Que bate na moleira, o sol
Que estoura as veias, o suor
Que embaça os olhos e a razão

E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará

BLUES PARA BIA

Eu fiz este blues pra Bia
Mas Bia não vem me ouvir
Não vou censurar a bela
É da natureza dela
Viver solta por aí

Compus doce melodia
Pra ela se enternecer
Rimei com melancolia
Meu dia a dia sem Bia
Mas Bia não quer saber

Vai ver que nem imagina
Que estou a me insinuar
Talvez ela dê risada
Talvez fique encabulada
Talvez queira me avisar

Que no coração de Bia
Meninos não têm lugar
Porém nada me amofina
Até posso virar menina
Pra ela me namorar

A PORTUGUESA, DEPOIS  de anos de vexame, faz uma campanha digna. Com 20 pontos em dez jogos, ocupa o segundo lugar de seu grupo na Copa Paulista, que garante uma vaga na Série D do ano que vem. Paulo César Gusmão é o terceiro técnico da Portuguesa na temporada. Marcelinho Paraíba é o destaque. O líder do grupo é o São Caetano, com 21 pontos. O Santos, que joga com juniores, está em quarto. O São Paulo, que também joga com juniores é o segundo de seu grupo. XV de Piracicaba e Ferroviária lideram o seu. Classificam-se quatro de cada grupo para a segunda fase. E, em seguida, oito disputarão os mata-matas.

O BASQUETE MASCULINO DO BRASIL fez campanha ruim na Copa América. Venceu a Colômbia por dois pontos e perdeu para México e Porto Rico. Está eliminado e também fica fora do Pan Americano de Lima, em 2019. Pela primeira vez, desde 1959. O feminino ficou em quarto lugar e ficou fora do Mundial de 2018. Canadá, Argentina e Porto Rico se classificaram. Sim, o Brasil ficou atrás de Argentina e Porto Rico que mal tinham time feminino. O fundo do poço tem areia movediça para o basquete brasileiro.

DANILO SOFREU CONTUSÃO MUSCULAR  e vai ficar um mês parado. Já não joga há 13 meses. Uma pena. Danilo é o maior injustiçado que já vi em seleção brasileira. Campeão da Libertadores duas vezes, campeão do mundo duas vezes e nunca foi convocado. Um grande jogador na reta final da carreira.


Danilo, o maior injustiçado, está voltando
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Menon

Robson Ventura/Folhapress

Lista de dez mais é uma coisa que dá briga. Já vi uma família se dividir em duas por discordarem se Brida era melhor que Brecha. Já vi noivado ser desfeito porque noivo e noiva discordavam qual Tupanzinho foi melhor. Mesmo assim, me arrisco a dizer que Danilo, é o maior injustiçado nos últimos 30 anos quando se fala em injustiças na seleção brasileira. Ele simplesmente NUNCA foi chamado. Nunca, nem para algum amistoso beneficente.

Há outros nomes, como Fernando Prass, por exemplo. Prass chegou a ser convocado para a seleção olímpica, Danilo, nem isso. E, convenhamos, Danilo tem um currículo de conquistas incontestavelmente melhor que o de Prass. E de quem mais apareça na nossa lista.

Danilo ganhou duas Libertadores e dois Mundiais por dois clubes diferentes: o São Paulo, em 2005 e o Corinthians, em 2012, o que mostra a longevidade de uma carreira em alto nível. Foi campeão brasileiro três vezes, em 2006, no Tricolor e no Timão, em 2011 e 2015.

Os números são do meu amigo Rodrigo Skinny Vessoni, do site Meu Timão e, olha, haja títulos. São 19 conquistas no século, no Corinthians, São Paulo, Goiás e Kashima Antlers.

Danilo é caipira e sem carisma. Não usa a mídia. O brinco que usava, não sei se ainda usa, parece estar na sua orelha por alguma brincadeira de criança. Ele estava dormindo e não percebeu que puseram o brinco. É perfil baixo. Muito mais baixo que seu futebol.

Ele tem presença de área, cabeceia, chuta, passa e lança. Dá impressão de ser lento, mas não se nega a correr atrás de quem quer que seja. É jogador para qualquer circunstância, mas brilha mesmo em jogo grande. Pelo Corinthians, tem 12 gols em clássicos contra São Paulo, Palmeiras e Santos. Danilo, ouso dizer, não joga mal. Se joga, é porque a gente estava distraído e não percebeu alguma coisa importante que ele está fazendo.

Está parado desde 31 de julho do ano passado, depois de um jogo contra o Inter. Um mês depois, teve uma lesão grave e correu o risco de amputar a perna. Superou tudo e agora, aos 38 anos, está voltando aos treinos. Em 20 dias, pode voltar a jogar futebol, o que sempre fez muito bem e continua fazendo, perto do ocaso.

Danilo é o cara que construiu uma história discreta, vencedora e com alta qualidade no futebol brasileiro. Talvez no futuro, quando falarem dele, o interlocutor mais novo não se lembre, não consiga ligar o nome à pessoa. Danilo, quem? Aquele que ganhou tudo, menos uma chance na seleção brasileira. Aquele que teria ido a muitos mundiais e que seria cantado em prosa e verso se não fosse nascido em Pindorama.

 

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Lucão, o anjo caído. Personagem da semana
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Menon

Amigos,

anjo 03Havia uma pré lista de possíveis personagens da semana. Todos ligados ao Majestoso: Luiz Flávio, o árbitro sob suspeita, Danilo, que foi campeão mundial pelo São Paulo e que sempre marca no ex-clube, o garoto Maycon, volante-artilheiro, Denis, que luta contra os atacantes e contra a sombra de Ceni, Hudson em nova fase etc etc

Os dois nomes mais fortes eram Romero e Lucão. Romero, o atacante de cabelo estranho e que já fez quatro gols em 2016, depois de um ano ruim. Faria alguma menção a seu nome, Ángel. Um anjo paraguaio. Lucão, por voltar à Itaquera após ser destaque negativo nos 6 a 1. A pressão sofrida por ele até sua ressurreição, com uma bela partida, talvez um gol.

E houve, então uma simbiose. Romero jogou alguns minutos e Lucão não conseguiu terminar de forma feliz sua segunda chance. Foi desastroso. Ficou com o apelido que havia designado a Romero. Um anjo.

Um anjo caído.

Os anjos caídos eram aqueles que, em busca de poder, se entregavam às trevas e ao pecado. Caíam do Céu ao Inferno. Lúcifer foi o mais importante deles.

Lucão foi do céu ao inferno não por amor ao poder. Não é arrogante, não tenta jogar bonito, não é expulso toda hora… Apenas tem cometido erros e erros. E, pior, alguns deles, erros marcantes em Itaquera, contra o rival odiado pelos são-paulinos.

Há outros, é lógico. Os números são cruéis. O São Paulo sofreu quatro gols em 2016 e ele participou de três: o pênalti infantil contra o Red Bull, quando recém havia entrado em campo, o passe para Lucca e a falta de atenção no gol de Iago. Para mim, este foi o pior, por mostrar um modus operandi. Já havia sido assim no ano passado, contra Romero.

E, se o Inferno está bem explícito, quando mesmo foi o Céu de Lucão?

É preciso voltar um pouco no tempo. Em 2013, ele era uma das mais fulgurantes estrelas da constelação nascida em 96, campeã da Copa do Brasil sub-17. O time que venceu a final contra o Flamengo tinha Eder, Auro, Lucas Silva (ele, Lucão), Lucas Kal e Gabriel, Hebling, Araruna, Queiroz e Boschilia, Ewandro e João Paulo. Luiz Araújo era reserva. Joanderson, contundido, não jogou a final.

Hebling e Boschilia estão na Europa, Auro e João Paulo no limbo do profissional, Ewandro no Furacão e Kal, Araruna e Queiróz e Luiz Araújo ganharam a Libertadores na noite do mesmo domingo que, em sua tarde, viu a derrocada de Lucão.

Ele subiu para o profissional antes dos outros. No Paulistão de 2015, Muricy não inscreveu Antônio Carlos para que Lucão pudesse brilhar. Sua fama era tanta – capitão das seleções de base – que houve uma batalha pela renovação do contrato. O São Paulo cedeu, apostando em uma transação futura para a Europa. Havia mercado. Ainda há.

O “céu” de Lucão sempre foi o futuro. Um futuro que nunca se materializou. Culpa de uma transição mal feita? Precipitada? Deveria estar ainda na base? Ou a verdade é que ele será apenas uma promessa não cumprida. Apesar de haver feito alguns bons jogos – dois passes espetaculares na vitória sobre o Coritiba – nunca foi o que se esperava.

É cruel usar o verbo no passado, quando se fala de alguém com 20 anos, mas a verdade é que Lucão, hoje, é um currículo em busca de um futebol que justifique tantos elogios passados.

Talvez devesse ser concluído o desterro. Buscar um outro lugar, reestruturar sua carreira, dar a volta por cima e retornar como o filho pródigo.

Pode ser, mas hoje ele é apenas um anjo caído. Do céu ao chão de Itaquera.


CRAQUE DA RODADA – Danilo, o craque que o Brasil esqueceu
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Menon

Em um mundo onde o culto à personalidade é algo que vai dos adolescentes que vendem a mãe por um pau de selfie a atletas seguidos como Cristo ou Buda nas redes sociais, o pequeno brinco na orelha direita de Danilo não faz diferença alguma. Ele continua com aquela cara comum do feirante que vemos todo domingo, do bancário que puxa assunto sobre futebol, de expositor das lojas Marabrás….

Ou então aqueles filmes de mafiosos ou terroristas em que o assassino tem aquela cara de paisagem, aquele perfil baixo que ficaria melhor no contador da firma.

Não se engane. Danilo não é nada disso. É um assassino frio. E prefere matar gente importante. Foi assim no Goiás, foi assim no São Paulo e está sendo assim, há tempos, no Corinthians. No Japão, eu não sei. E não faz a menor importância. Estou meio cansado dessa conversa de analisar jogador pelo que fez fora do Brasil.

O gol contra o Palmeiras foi fácil. Ele só empurrou a bola para o gol. Mérito maior foi de Petros, esse sim um midiático que fala mais do que joga. Maldade dizer que a participação de Vitor Hugo foi mais importante que a de Danilo?

Não interessa. Não estou falando aqui de Danilo por causa do gol no clássico. O gol no clássico foi apenas o mote para se lembrar de como ele continua fundamental. Forte na cabeçada, tem um chute de direita fatal. Principalmente, quando está no canto esquerdo do campo e faz o giro. É capaz de passes perfeitos. E também de carrinhos precisos.

E se engana muito os que se acomodam quando Danilo vagueia pelo campo como se estivesse dormindo. Ausente, catatônico, pensando na morte da bezerra, preocupado com a restituição do imposto de renda que não chega. Não caia nesse conto, amigo. É nesses jogos que Danilo saca um coelho da cartola, busca um desvio salvador, um bico, um chute. Um gol sempre sai.

A carreira constante e digna de Danilo permite que se diga azar da seleção quando se lembra que ele nunca esteve lá, nunca usou a amarelinha que já foi vestida por Bismarck Doriva e quetais.

 

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