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Boca não é maior problema do Cruzeiro
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Menon

Há coisas que não se pode dizer ou escrever. Fica para o bar ou o almoço. É preciso ter provas para sustentar que a Conmebol, com Aquino e depois Cunha tivesse determinado uma operação do  Cruzeiro, determinando a classificação do Boca.

Mas, que dá pra desconfiar, dá. Ah, isso dá. A esdrúxula expulsão de Dedé foi determinante para os 2 x 0 na Bombonera. O presidente do Cruzeiro reclama muito também do gol de Barcos, anulado, no segundo jogo. Ele ficou revoltado com a não utilização do VAR.

Exagero ou não dos cruzeirense, a força do Boca nos bastidores da Conmebol é enorme. Há muitos fatos concretos a garantir a afirmação.

Agora, ao Cruzeiro, resta a final da Copa do Brasil, contra o Corinthians. É hora de esquecer o Boca e se debruçar sobre uma questão: por que o Cruzeiro não consegue vencer em casa?

Foi assim contra o Flamengo na Copa do Brasil. Ganhou fora e perdeu em casa. Foi assim com o Palmeiras na Copa do Brasil. Ganhou fora e empatou em casa. Conseguiu a classificação, mas jogou mal.

Foram vagas conquistadas no limite. Quando perdeu fora, foi eliminado. É uma questão a ser resolvida.

Com uma diferença: contra o Corinthians, o primeiro jogo será em casa. Se não conseguir vencer, a situação ficará complicada.


Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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Menon

A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Dedé, Monstro do Maracanã
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Poucos jogadores brasileiros se salvaram da ira da torcida, após a perda do título mundial de 1950, no Maracanã. Um deles, talvez o único, foi José Carlos Bauer, do São Paulo. O Monstro do Maracanã.

Dedé merece o apelido também, após parar o time do Flamengo. Zagueiro espetacular. Foram 14 rebatidas. 14. O Flamengo cruzou 36 bolas. Dedé rebateu 14. Seu time foi pressionado e ele cometeu uma, somente uma, falta.

Foi o esteio de um time que mandou no jogo. Muito organizado. Cada um sabendo o que fazer. E Arrascaeta fazendo um grande jogo. No finalzinho, deu um passe perfeito que Rafinha perdeu. Seria o terceiro.

Agora, todos sabemos o que virá: Flamengo no ataque e Cruzeiro reagindo. A vaga tem toda pinta azul.


Cuca ajudaria mais se pudesse jogar. Cruzeiro deu grande passo
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Cuca foi um bom meia. Vibrante, com boa técnica, foi muito útil ao Palmeiras pré-Parmalat. Não era craque, mas era bom. Se houvesse uma máquina do tempo que pudesse transportar aquele Cuca dos anos 90 para agora, ele poderia ajudar o Santos mais do que o professor Cuca, treinador que estreou contra o Cruzeiro.

Não é possível um time ter organização e criatividade pelo meio, se os jogadores são Pituca, Alisson e Renato. E os reservas são Vecchio, Cittadini ou Jean Motta. Jair Ventura sofreu. Cuca vai sofrer.

Se não dá pelo meio, Cuca tentou pelos lados do campo, com Bruno Henrique na esquerda e Rodrygo na direita. O treinador chegou a fortalecer a opção, com a entrada de Daniel Guedes em lugar de Renato.

Houve pressão santista contra o Cruzeiro que se defendia muito bem, com o Monstro Dedé – como joga bola – e que se mostrava muito satisfeito com o resultado.

E o que era ruim para o Santos, ficou ótimo para o Cruzeiro. Raniel entrou em lugar de Barcos e, muito mal marcado pelo zagueiro, fez o giro e anotou o único gol do jogo.

Foi um grande passo para o Cruzeiro. Praticamente definiu a vaga, mesmo porque os reforços Bryan Ruiz, Derlis Gonzales e Carlos Sanches não foram inscritos para a Copa do Brasil.

Com os três reforços, Cuca poderá montar um Santos melhor do que esse. Tão ruim que sente falta até do Cuca dos anos 90, que foi bom, mas nunca foi ótimo.


Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Marcelinho Paraíba, camisa 10 da Lusa, tira jogador da Portuguesa
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O volante Dedé é um dos principais jogadores da Portuguesa. Era. Porque seu contrato terminou dia 10 de setembro e seu empresário disse que ele não renovaria contrato. Iria jogar no Treze da Paraíba. Algo normal no futebol brasileiro em que empresários têm mais poder que muitos clubes. O interessante aqui é que o empresário de Dedé é Marcelinho Paraíba, seu companheiro de time.

Dedé chegou ao clube para a disputa da Série D. Não tinha empresário e assinou contrato até 10 de setembro, quando se disputou a final da Série D, que a Portuguesa precisava vencer e em que foi eliminada na primeira fase. Então, a Lusa foi para a Copa Paulista e Dedé se firmou como um jogador importante. Quando recebeu a proposta de um novo contrato, o presidente Alexandre Barros soube da novidade. Das novidades. Dedé tinha empresário. Era Marcelinho Paraíba. E não ficaria no clube.

Na segunda-feira, Alexandre Barros vai se reunir com Marcelinho Paraíba, que é um dos artilheiros do time, com seis gols marcados. Será tratada a rescisão do contrato do jogador-empresário.

Sem Dedé e muito provavelmente sem Paraíba, a Portuguesa continua na disputa. Classificou-se com três rodadas de antecedência. E vê suas chances diminuídas com a saída de dois jogadores importantes. O campeão da Copa Paulista tem uma vaga na disputa da Série D de 2018


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