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Apito ajuda inclusão social na Bahia
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A reunião começa com um bate-papo em que se relembra a semana, o comportamento em casa e o aproveitamento escolar. Depois, um café da manhã com muitas frutas. Só então, as 25 crianças, garotos e meninas entre 11 e 17 anos, passam a receber aulas práticas e teóricas. De futebol. Mais especificamente, de arbitragem. Elas fazem parte da Dibaf (divisão de base de árbitros de futebol), um projeto criado em 2007 por Rildo Gois. “Minha intenção é aumentar a inclusão social através da arbitragem”, conta.

Rildo Gois adora futebol. Já foi gandula, árbitro na várzea e pertenceu ao quadro da Federação Baiana de 1999 a 2007. Quando estava deixando a profissão, viu um garoto de 11 anos apitando um jogo da várzea. Foi o seu primeiro aluno e hoje Luanderson Lima, de 22 anos, está no quadro da CBF. Já atuou como auxiliar em jogos de Vitória e Bahia. “Tem um potencial enorme e eu quero ver o Luanderson (foto) no centro do campo e não na beirada”, diz Gois.

A Dibaf tem ainda cinco alunos fora de Salvador, que recebem todas as instruções por whattsapp. Antes disso, receberam o material de estudo e os uniformes pelo correio. É bom, mas perdem dois pontos importantes: a alimentação, que completa com almoço o final das aulas ao meio dia de todo sábado e a oportunidade de ter uma aula na Fonte Nova, algo que Gois conseguiu a partir do mês passado. Não são aulas constantes, constituem um bônus para a criançada.

Marinaldo Bispo, ex-arbitro baiano, é um dos colaboradores de Gois. Permitiu que ele fizesse curso de instrutor na Anaf (Associação Nacional de Árbitros de Futebol), conhecimento que ele soma ao que adquire no curso de Educação Física que cursa atualmente. Para o projeto ganhar mais qualidade, Gois busca patrocinadores. “Nós damos atividades lúdicas às crianças, dinâmica de grupo, noções de psicologia, pedagogia, nutrição, sempre com voluntários, porque falta dinheiro. Nossa meta é conseguir contratar profissionais, inclusive uma assistente social para que a excelência seja maior.”

É difícil achar um jogo de várzea, uma competição escolar ou uma pelada entre amigos que não reúna um dos 150 alunos já formados pelas Dibaf. “É uma alegria enorme ver que estou contribuindo de alguma forma para melhorar a vida de garotos pobres”, termina Gois, um empreendedor que colocou o sonho em prática.

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