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Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Estreou na TV UOL o “A Rússia é logo ali”, apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. “Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto”.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. “Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos”, afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de “zagueiro para zagueiro” com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (“O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo”) e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. “Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí”.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: “você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar”. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: “vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico”.

Vejam o programa. Foi muito legal.


São Paulo tem média de campeão. Está na briga
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Uma lei não escrita do Campeonato Brasileiro diz que time com dois pontos por rodada é campeão. Com 76 pontos. O Corinthians venceu no ano passado, com 72. E teria conseguido o título com 64, pois de 63 o Palmeiras não passou.

Pois o São Paulo chegou a essa marca na oitava rodada. Quatro vitórias e quatro empates. Vai dormir líder, mas deve ser ultrapassado pelo Flamengo.

Os números são bons. No final do primeiro turno do ano passado, tinha 18 pontos. Agora, tem 16.

O mais importante é que o São Paulo tem um time. Não dá para escalar, mas tem. Um núcleo duro e muito rodízio.

Seja qual for a escalação, é um time vibrante. Um time que não dá nada de graça. E que tem Nenê em estado de graça. E com Diego Souza recuperado.

Contra o Botafogo, o time começou melhor, acertou a trave e sofreu um golaço. Reagiu em seguida, com pênalti que uns dariam e outros não.

Veio o segundo, com belo passe de Marcos Guilherme (fará falta) e o terceiro, em contra-ataque. O jogo parecia definido e Aguirre tirou os três que marcaram.

Shaylon foi bem, acertou lindo passe para Valdivia, que errou muito. E Liziero, que acertou tudo.

Fica o alerta por ter levado o segundo gol em uma bola parada. Erro feio.

Tudo está no início, não há nada definitivo, mas, por exemplo, pode perder do Palmeiras no sábado e, mesmo assim, estará dois pontos na frente do rival. O que se pode dizer é que o  São Paulo está na briga.

 


Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.


São Paulo acredita no título, mas não conta para ninguém
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Se os responsáveis pelo futebol do São Paulo forem brutalmente torturados para responder quais são as pretensões do clube no Brasileiro-18, não se ouvirá nada a mais do que um discurso decorado. “Estamos pensando jogo a jogo.”

É com esse pensamento que se espera muita gente no Morumbi para o jogo contra o Galo. A vitória é fundamental, não para o discurso externo, mas, sim, para o que se fala dentro do Morumbi, de diretores para jogadores: o São Paulo não se considera inferior a ninguém. E tem certeza que pode ficar com o título.

A cobrança é diária.

Os jogadores são provocados.

“Você joga menos que o Thiago Neves”?

“Nosso banco contra o Fluminense tinha Cueva, Anderson Martins e Marcos Guilherme. É bom ou ruim”?

Tudo em busca de uma unidade de pensamento. O clube quer que os jogadores se sintam confiantes na possibilidade de título.

A conversa de Raí com Diego Souza trilhou esse caminho. O jogador disse que se sentia fora do processo, que não se via como alguém que passasse confiança ao treinador. Raí disse que ele estava enganado. Falou dos propósitos para o ano e argumentou que tudo ficaria mais fácil se Diego estivesse junto com o grupo. A possibilidade de transferência foi adiada e Diego jogou contra o Fluminense.

Há uma meta a ser cumprida atá 12 de junho, quando se completa a 12ª rodada e o campeonato para até 18 de julho, por conta da Copa do Mundo. Após o jogo contra o Vitória, em casa, o São Paulo quer estar no máximo a seis pontos do líder. No máximo. Por que não a liderança?

Para facilitar o trabalho, Raí argumentou com diretores do departamento financeiro e de marketing e conseguiu que houvesse ingressos a 10 reais até o final do campeonato. A torcida que esteve presente na luta contra o rebaixamento, agora é considerada parceira fundamental na disputa pelo título.

O entusiasmo continua, apesar do gol marcado por Pedro, no final do jogo contra o Flu. Os sete pontos e a liderança se transformaram em cinco e o quinto lugar. As projeções continuam iguais porque o rendimento da defesa tem sido muito bom.

Não é surpreendente porque o trabalho foi feito justamente para isso. Arrumar o time atrás. O 3-5-2 passou a ser uma opção. Foram sete gols sofridos em dez jogos. Muito pouco. Quem sofre menos de um gol por jogo, basta fazer dois para vencer muitas partidas. E quem vence muitas partidas, vence campeonatos também.

O problema é fazer dois gols. Na verdade, o problema é fazer um gol. Foram apenas oito em dez jogos. Há cobrança sobre Diego Aguirre para que o time não fique apenas atrás, para que haja uma boa transição, para que o time seja mais agressivo.

Há, por tudo isso, a possibilidade de Cueva começar o jogo contra o Galo. Aguirre está contente com seu desempenho nos treinamentos.

Enfim, uma vitória deixará o time com oito pontos. E, caso se concretize, o discurso será de dever cumprido. Jogo a jogo. Mas, lá dentro, a comemoração será pela aproximação do líder. Seja ele quem for.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

Ilusão tricolor dura seis minutos
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Todos dizem que é um jogo de 180 minutos. E o São Paulo esteve classificado por seis. Apenas seis. O tempo entre os gols de Nenê e Guilherme, no primeiro tempo. A vaga ficou com o Atlético.

Alguns dados podem explicar.

1) O Furacão é mais time. O trabalho de Fernando Diniz começou antes e se faz notar. É um time que sabe o que quer. Toca muito bem a bola, ocupa os espaços, faz triagulações. Quando sofreu o segundo gol reagiu imediatamente. É começou o segundo tempo pressionando em busca do gol da vaga. Fez. E a trave salvou o terceiro.

2) A classificação foi justa.

3) O São Paulo poderia ter se classificado se Petros não errasse um gol logo aos cinco minutos. E se a blitz após o empate tivesse resultado em gol.

4) Se não ganha jogo. Se Petros não tivesse errado, se Rodrigo Caio não tivesse errado no primeiro jogo, se Bruno Alves não tivese errado diante de Rodriguinho…

5) O São Paulo precisa deixar de ser o time do quase, do estamos melhorando, agora o time tem raça…

6) Como melhorar rapidamente se não há um centroavante? Trellez é péssimo. Diego Souza está péssimo. Brenner não é jogador pronto.

7) Gonzalo Carneiro é solução ou esperança.

8) Existe dinheiro para novas contratações? Talvez, se vender Cueva e Rodrigo Caio.

9) Domingo é contra o Ceará. O São Paulo precisa vencer. Se perder, olha o se aí novamente, velhos fantasmas surgirão.

 

 

 


São Paulo tem raça. Falta time
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A mudança de comportamento anímico pode e deve ser saudada como algo muito importante, mas será um erro se for usada para mascarar outro fato: o São Paulo não tem um bom time.

E as maiores dificuldades estão justamente nos pontos em que se gastou muito dinheiro no início do ano:

TRELLEZ – Seguramente, é o pior atacante tricolor dos últimos anos. Luis Fabiano, Lucas, Kaká, Calleri, Lucas, Pato, Pratto, Neres, Araújo e, sem vacilar, Centurion, Michel Bastos e Gilberto são melhores. Nos dois jogos contra o Corinthians, teve duas grandes chances. Errou as duas. No primeiro, Nenê consertou. Se um time joga atrás e aposta no contra-ataque, precisa de um centroavante que não erre tanto. Custou 6 milhões.

DIEGO SOUZA – Uma série de erros que culminou na atuação horrível contra o Corinthians. É meia e veio como centroavante. Foi lanclan juntamente com Nenê, a dupla da lentidão. É fez a opção errada no contra-ataque final, perdendo a bola e fazendo falta. Lívido, bateu o pênalti com o entusiasmo de uma criança que ganha uma cenoura na Páscoa. A desconfiança da torcida se transforma em ódio. Custou 10 milhões.

JEAN – Se não conseguiu tirar o lugar de Sidão, não é o goleiro que o time precisa. Custou 10 milhões.

MILITÃO – Esgotou suas possibilidades como lateral. Não vai crescer mais.

CUEVA – Ele só pensa naquilo, a Copa. Como o Peru tem boas chances de passar à segunda fase, deve ser vendido.

É preciso contratar bem. Régis fez um bom Paulista e pode dar certo. Gonzalo Carneiro tem problemas no púbis e nan se sabe se está pronto para jogar.

O São Paulo tem um bom ponto de partida. Agora, depende da competência de Raí.


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.


Dorival fica, mas precisa ousadia para chegar ao Brasileiro
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A direção do São Paulo resolveu que Dorival Jr. continua no comando da equipe. Espera por um bom resultado contra o CRB e por uma melhora de rendimento no Paulista, de modo que o time chegue com uma cara definida no Brasileiro. Se o plano der errado, Dorival será demitido. A tese sem cabimento de que é necessário um ano para se avaliar um treinador não encontra eco em quem tem a caneta no São Paulo. Para ser avaliado após um ano, é necessário ter resultados, muito mais que rendimento, que o permitam chegar a um ano de trabalho.

Dorival precisa mudar de atitude. Ele deve abandonar a convicção de que um bom trabalho se faz lentamente, com os jogadores assimilando conceitos e rendendo mais. Sempre foi assim. Procurem no gooogle Dorival + evolução ou Dorival + imediatismo e encontrarão resultados desde 2013. Está sempre reclamando de críticas que considera imediatistas e pregando uma evolução. Muitas vezes ela pode ter vindo, mas agora parece mais uma quimera. Ninguém vê a tal evolução. E não é porque não quer, como Dorival insinua. É porque está realmente difícil de ver.

No ano passado, houve evolução, é preciso reconhecer. O rendimento no segundo turno foi bom. Aí, o clube perdeu Pratto e Hernanes e tudo voltou ao zero. E tome Dorival pedindo tempo para evolução. Evolução que pode levar aonde? A um quinto lugar no Brasileiro? É o máximo que se pode sonhar, enquanto o pesadelo tem proporções muito maiores. O São Paulo pode cair, com certeza pode.

O São Paulo, atualmente, é um clube grande que diminuiu de tamanho. Hoje, é um desses times que vive no limbo. Se fizer um bom campeonato, chega à Libertadores. Se for mal, cai. Diante desse quadro, é difícil ter um ano de trabalho antes de ser avaliado. E, aliás, Dorival já tem sete meses.

A mudança precisa ser rápida. Como foi com a chegada de Carille no Corinthians, como foi com a chegada de Muricy ao São Paulo em 2013, como tem sido com Thiago Larghi no Galo. É possível ter um choque, é possível ter mudança instantânea. Para isso, Dorival precisa mudar.

O treinador do São Paulo parece um estudioso de piano muito aplicado, daqueles que decora todos os movimentos, todas as combinações entre as notas musicais e que chega na hora do concerto apresenta um trabalho tecnicamente irrepreensível, mas sem nenhuma improvisação, nenhuma emoção. Ele treina, treina, trabalha duro, mas não consegue pensar fora da caixinha. Contra a Ferroviária, foi uma overdose de lugares comuns. Sai Diego e entra Trellez. Nunca os dois juntos. Entra Nenê e sai Valdívia. Por que não Petros? Entra Paulinho Boia e sai Marcos Guilherme. Por que não Hudson.

Dorival precisa mudar.

Tentar um 3-4-3. Sidão, Arboleda, Caio e Anderson; Marcos Guilherme, Militão, Cueva e Reinaldo, Paulinho Boia, Diego Souza e Brenner

Tentar um 4-1-2-3 com Sidão, Militão, Arboleda, Caio e Reinaldo, Jucilei, Cueva e Diego, Pauinho Boia, Brenner e Caíque

Pode subir Liziero para a lateral.

Pode dar tudo errado. Os dois esquemas que eu falei podem ser um fracasso total. Mas, se ele mantiver o estilo papai e mamãe, se continuar trocando seis por meia dúzia, se não ousar mais, ai, sim, é a certeza do fracasso total. E ele não chegará ao Brasileiro.


Dorival tem três “molezinhas” para se recuperar. É bom pensar fora da caixa
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Menon

Imagine que um treinador não esteja conseguindo o time render bem e que esteja sob pressão de torcedores. Então, ele recebe a visita de um gênio da lâmpada que lhe permite escolher os três próximos adversários, com apenas uma condição: um dos três jogos precisa ser fora do Morumbi. A escolha de Ferroviária e CRB em casa e Linense, fora, seria coerente com a nossa historinha? Dificilmente poderia haver escolha melhor.

Dorival, que teve teve três armadilhas pela frente, tem agora três molezinhas. Ele, que conseguiu vencer o CSA em Alagoas (uma decisão em jogo único na casa do rival) e que sofreu derrotas contra Santos (jogando bem) e Ituano (jogando mal) tem a oportunidade de fazer o time vencer. E render bem.

Tudo será mais fácil se Dorival mudar um pouco seus pensamentos. Ou melhor, de retomá-los. Oras, se ele não queria Nenê e Trellez, então não escale. Não entendi porque Nenê foi  campo imediatamente, assim que estava com a situação regularizada. Nada contra Nenê, apenas o fato de o time ficar muito lento com sua presença ao lado de Diego Souza e de Cueva.

Dorival, aproveita e tira o Diego da área. Manda jogar um pouco mais recuado, chutando de fora e se apresentando na área como surpresa para chutes e cabeçadas. Em vez de Valdivia, volte a dar chances para Brenner. Surpreenda a Ferroviária com Marcos Guilherme, Cueva, Diego e Brenner. O garoto aberto ou entrando na área, em revezamento com Diego e Cueva.

Ah, mas se fizer isso, o lateral direito da Ferroviária vai ter um corredor para jogar. É preciso fechar. Será que precisa mesmo? Quem é o lateral da Ferroviária? Existe alguma jogada ensaiada por ali?

Se for o caso, busque outa solução. Coloca o Junior Tavares na lateral para impedir a subida do lateral. Passe preocupação a ele. Não gosta do Tavares? Coloca o Caíque, que já foi lateral e ataca muito, de forma vertical.

Perigoso? Sim, Dorival. Mas é hora de correr riscos. E eu tenho certeza que você consegue armar um sistema defensivo para superar as dificuldades que possam vir pelo corredor esquerdo da defesa. É hora de deixar o equilíbrio de lado e arriscar. Caso contrário, o São Paulo pode até vencer as três partidas, mas será uma paz sob suspeita. Igualzinho quando conseguiu quatro vitórias seguidas recentemente. Ganhou, não sofreu gols e não empolgou. Quando perdeu, tudo desmoronou.