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Dorival não é solução para o Flamengo
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Marcelo Barbieri foi demitido. Consequência de um feito conseguido pelo jovem treinador: após um bom tempo para treinar, por conta da parada da Copa, o time piorou. E, além de piorar tecnicamente, teve resultados também piores. Futebol ruim e resultado ruim. Não dá para continuar.

É preciso uma resposta rápida, afinal o Brasileiro está em marcha e há alguma possibilidade de titulo. E a necessidade de melhora rápida não combina com Dorival Jr. É só procurar o google a quantidade de vezes em que ele aparece pedindo tempo para que os resultados apareçam. No São Paulo, Santos, Fluminense, seja onde for.

Os resultados de Dorival Jr. demoram a aparecer. Quando aparecem. Pouco antes de deixar o São Paulo, afirmou que o trabalho de um treinador só pode ser analisado após um ano. Um ano. É uma afirmação totalmente fora da realidade que vivemos. E, se depois de um ano o trabalho estiver ruim? E se o time estiver caindo?

O Flamengo tem pressa. Dorival é lento. Ele vai fazer o time aumentar o número de passes trocados. Bola daqui pra lá, de lá para mais longe, volta, e então o time avança pela direita e faz uma inversão de bola para a esquerda…

Como o Cabo Daciolo no monte, Dorival busca sempre o equilíbrio. Parece um guru. Tem confiança total em sua postura e sabe que ela prevalecerá. Precisa de tempo. E tempo não existe.

O Flamengo que precisa de uma dose de adrenalina, optou por Maracugina.


Raí também tem culpa nos vexames do São Paulo
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O São Paulo parece um balaio de caranguejos. Quando um tenta subir e ganhar a liberdade, vem outro e o puxa pela perna. E assim, sucessivamente, tornando o caminho rumo à liberdade uma luta inglória. Ninguém escapa e todos se transformam em desejados petiscos. Todo mundo tem culpa na sucessão de vexames. Raí também.

Eu, você e a Sasha, filha da Xuxa conhecemos o velho clichê: “todo grande time começa com um grande goleiro”. Clichês podem ser falsos, mas alguns retratam a realidade. Eu acredito nesse. E o São Paulo que vinha mal há tempos, mesmo tendo um goleiro icônico no início da escalação, não soube tratar do assunto quando Ceni se aposentou.

Apostou em Denis, que viveu à sombra por sete anos, e não deu certo. E então? Trouxe Sidão, goleiro de 36 anos e currículo mínimo. Não deu certo. E agora? Raí gastos R$ 10 milhões em um garoto de 22 anos que, apesar de haver feito um bom brasileiro pelo Bahia, não é segurança de nada. Pode até ser bom no futuro. Mas o presente está aí, cobrando resultados.

O River Plate pagou R$ 13 milhões por Franco Armani, 31 anos, campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional. Ele está jogando muito bem e tem chances de disputar o Mundial. Sampaoli está de olho.

Raí gastou R$ 6 milhões em Trellez, artilheiro de pólvora molhada. Pode mudar?  Talvez.

Raí gastou R$ 10 milhões em Diego Souza. O atacante, de 32 anos, está nitidamente acima do peso. Eu acredito que ele possa render bem e ser destaque do São Paulo. Tem um bom chute de fora da área, cabeceia bem e sempre soube jogar bem. Por enquanto, é uma decepção, principalmente por haver embarcado no canto da sereia de Tite e querer virar centroavante no final da carreira.

Raí deu um contrato de dois anos para Nenê, ganhando R$ 250 mil por mês. Dois anos. Não é um contrato, é um plano de aposentadoria. Em dois anos, vai ganhar R$ 6 milhões. Mesmo que se machuque, mesmo que não renda, mesmo que decepcione.

Ele também pode ajudar o time, mas não sempre. Um jogo ou outro, uma falta ou outra, um escanteio, um lançamento. Mais nada. Participação zero.

Bem, ninguém é obrigado a escalar todos juntos. Dorival escalou Jucilei, Petros, Nenê, Cueva e Diego. Não deu certo e tentou mudar, com jogadores mais jovens. Caiu assim mesmo.

Então, chega Aguirre. É recepcionado por Raí e Lugano. Conversa bastante com Jardine. E ninguém lhe conta que deu errado os cinco juntos? Ele não viu um vídeo, não escutou alguém comentando no bar, não viu a televisão?

E lá vai o bloco da lentidão a campo novamente. Vai, meu bloco vai….Vai naufragar. Naufragou.

Na terça-feira, continua a agonia do balaio de caranguejos.


Jair, Dorival, Ceni e a tortura dos números
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As coletivas pós-jogo tem se tornado um exercício de autolouvação dos treinadores. (Obrigado, Zé Ricardo, que trocou São Paulo pelo Rio). E além disso, um exemplo prático de como os números, assim como os seres humanos, quando torturados, dizem tudo o que o torturador quer dizer. Quem nos dava um exemplo disso era dr. Ulysses Guimarães, comandante civil da luta contra a Ditadura. Quando diziam que a média salarial do brasileiro era boa, ele dizia. “Se você puser a cabeça de um homem no freezer e os seus pés em uma fogueira, a temperatura média estará boa. E ele estará morto. Congelado ou queimado, mas morto”.

Jair Ventura, após o empate contra o Corinthians comemorou o fato de o Santos haver conseguido a maior posse de bola no jogo e também na partida anterior, contra o Real Garcilaso.

Posse de bola. O fetiche dos treinadores, o Santo Graal dos críticos.

Mas, qual posse de bola? A do Manchester City, que encurralou o Chelsea, que não o deixou respirar, que o obrigou a chutões para se livrar da bola e que venceu por 1 x 0 em uma grande injustiça?

Não, a posse de bola de Jair é outra.

Teve 56% contra o Real Garcilaso e finalizou cinco vezes, apenas uma no gol. E sofreu 23 finalizações, 14 delas no alvo.

Teve 53% contra o Corinthians e finalizou mais, 15 contra 12, mas empatando em seis, quando se fala em chutes no alvo. E teve, não, não está errado, 47 cruzamentos. Um a cada um minuto e 45 segundos.

A maior posse de bola do Santos não impediu que o time ganhasse UM ponto em seis. Contra o Garcilaso, ficou 79 minutos atrás. Contra o Corinthians, 66 minutos atrás.

Qual a vantagem de se ter posse de bola e render tão pouco?

Jair me lembrou Rogério Ceni, que chegava nas entrevistas e, para justificar uma derrota, debulhava números e números. Um dia, falou no número de cruzamentos, quesito que não deveria orgulhar ninguém.

Quando a entrevista pós-jogo não é autolouvatória, ela pode se transformar em um muro de lamentações. Ceni reclamava que não tinha tempo para treinar. Aí, teve 17 dias livres. Foi eliminado pelo Defensa y Justicia e disse que o time havia perdido o ritmo de jogo.

Se Jair usa números, Dorival Jr. usa dados subjetivos.

“Vocês acham que o São Paulo merecia perder os clássicos contra o Corinthians e o Santos”?

Ora, a questão é outra. Se não merece perder, por que perde? Problema psicológico? Ele precisa resolver o assunto e não ficar dizendo que não merecia. No Paulista do ano passado, o São Paulo venceu o Santos na Vila, por 3 x 1. Todo mundo achou que o São Paulo mereceu. Menos Dorival. Ele era técnico do Santos e usou a lamentação, como agora. O mesmo argumento-lamento.

Dorival usa a evolução como mantra. Uma evolução do tipo da anistia defendida pelo General Geisel: “lenta, gradual e segura”. O São Paulo precisa de ruptura e ele fala em evolução. E que resulta em aproveitamento de 46,7% em dez jogos. Até os Arautos da Ordem Sagrada do Tempo aos Treinadores, já acha que dez jogos é um bom número para se esperar algo mais do que se tem. Dos 16 times do Paulista, apenas seis ganharam menos pontos.

Mas, a cada jogo, volta a questão da evolução. Dorival vai acabar excomungado pelo Bispo Crivella, aquele que odeia Darwin, Carnaval, Futebol e Brasil.

Enfim, está cada vez mais chato ouvir coletiva pós jogo. Mas, se o futebol que se joga aqui é ruim, sem inventividade, um eterno rame rame escorado em estatíticas, por que elas seriam boas? São os mesmos professores, escalando, trocando e falando.


Dorival ousa, time melhora e merecia mais
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Foi um novo São Paulo. Nenhuma maravilha, mas nitidamente um time diferente do que se via. Merecia mais do que os dois a zero.

Dorival, enfim, escalou o time sem os jogadores que não pediu. Não pediu, não escala. Lógico, não? Mas não era assim.

O time entrou com Cueva, Marcos Guilherme, Brenner e Valdívia. Houve velocidade, troca de posições e um pênalti perdido grotescamente por Cueva.

O domínio continuou, com muitas jogadas pelos lados. Saíram dois gols. Valdívia errou dois gols feitos, Cueva acertou a trave, poderia ser muito mais

Quando fez mudanças, voltou o velho Dorival. Colocou Nenê e Diego Souza. O time perdeu velocidade e recomposição. O CRB melhorou e Dorival colocou Paulinho Boia, opção jovem e veloz.

Há muito o que melhorar, mas o fato de Doriva haver reagido é muito bom. Foi fiel a seus princípios. Um ponto importante agora é recuperar Diego Souza, jogador de bom chute de fora da área e boa presença na área, com a cabeça, principalmente.


Dorival, entre o sonho e a realidade, entre Shaylon e Nenê
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Dorival foi um bom menino em 2017. Pegou um time quase caindo e terminou o segundo turno em quinto lugar. Uma campanha digna e, o mais importante, promissora. Ele tinha uma base para trabalhar. Era preciso corrigir algumas coisas. Entre elas, a transição, lenta, com Jucilei, Petros e Hernanes. Não havia contra-ataques pelos lados do campo e sim jogadores de qualidade fazendo a transição pelo meio. Algo a ser corrigido, como ele explicou NA ENTREVISTA QUE FIZEMOS EM NOVEMBRO,

Está tudo lá. Ele explica que o time não tem jogadores com capacidade para fazer contra-ataque com rapidez. Diz que gostaria de apostar na base. E que gostaria de ter três reforços do nível de Hernanes.

E chega 2018. Em vez de três reforços do nível de Hernanes, ele…perdeu o Hernanes.

Para o lado do campo, ele pediu Marinho, Bruno Henrique, Gabigol ou Luan, do Galo. E recebeu….NINGUÉM.

E a base, em que ele aposta tanto?

Peguemos o caso de Shaylon.

Dorival gosta muito, apesar de haver, como todos, detectado uma certa timidez no garoto. A ideia era ir dando espaço a ele, principalmente porque Cueva vai para a Copa do Mundo.

O que acontece? Cueva faz cuevices. Não aparece na hora marcada e se recusa a viajar.

E Shaylon vai jogando.

Então….vem Nenê.

Ora, Nenê é a síntese do que o São Paulo não precisa. 1) Não ajuda o time a ter a velocidade sonhada por Dorival. 2) Atrapalha o surgimento de jogadores da base.

Imaginem um meio campo formado por Jucilei, Petros e Nenê. Muito lento. Agora, somem a eles o Diego Souza. Fica mais lento ainda.

Mas, por que o Diego Souza no meio, se Dorival disse que seu lugar é como centroavante?

Porque a diretoria contratou Trellez, que também é centroavante. Esperando que Dorival recue Diego Souza,

Com contratações erradas, fica difícil o treinador colocar em prática os seus conceitos: time com posse de bola, mas também com contra-ataque pelos flancos e dando espaço para jogadores jovens, que gostem do clube e sonhem com o sucesso no São Paulo.

O quadro acima pode terminar com um desfecho ruim para o clube: Shaylon, com poucas chances, é vendido por pouco dinheiro para um clube europeu. E lá, joga muita bola. Sua ascensão pode se concretizar em dois anos. Dois anos é quando termina o contrato de Nenê com o São Paulo.


Dorival não queria Nenê e Trellez
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Para bom entendedor, pingo é letra. E Dorival foi muito claro. Ele disse que esperava outros nomes, de outras posições e não Nenê e Trellez, que elogiou de forma protocolar.

Disse que foram escolhas da diretoria, opções que o mercado apresentava. Mas não é bem assim. O São Paulo há tempos tenta trazer Trellez, não é de agora, não foi algo que o mercado ofereceu.

Depois, Dorival disse que o 9 na camisa de Diego Souza não é coincidência. Reafirmou que ele jogará na área, como no Sport. “O André é que saía”. Ora, se ele quer Diego na área, o lugar de Trellez é o banco de reservas.

Talvez ele veja em Trellez uma dificuldade a mais para a ascensão de Brenner.

E Nenê? Bem estranho, porque, ao que parece, Dorival não está contando muito com Cueva. E mesmo assim, procurava gente de outra posição? E mesmo assim não se entusiasma com Nenê?

No ano passado, Jucilei deixou o time por demonstrar pouca mobilidade. Por isso, não creio que o quarteto Jucilei, Petros, Nenê e Diego Souza o agrade. É muito lento. E a lentidão aumentará caso seja obrigado a recuar Diego e escalar Trellez.

Não estão dando a Dorival as pecas necessárias para montar o time com que sonhou.


São Paulo jogou muito e merecia mais
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Foi  uma grande vitória do São Paulo, fruto de uma partida muito boa e que seria mais bem explicada com pelo menos dois gols a mais. Continuaria valendo três pontos, mas seria mais real. O site footstats indicou 18 finalizações do São Paulo, oito delas no alvo. A posse de bola chegou a 61%.

Dorival Jr. foi muito importante para que a vitória viesse. Ele fez três substituições, sempre visando o gol.

Caíque por Brenner – Aos 17 minutos do segundo tempo, ele tirou a grande esperança de Cotia e colocou outro garoto. E Caíque foi bem melhor, com velocidade e força pela esquerda. Chutou de longe, acertou uma cabeçada no gol, puxou contra-ataques…Dos garotos que subiram, é o que mostrou futebol mais consistente.

Lucas Fernandes por Petros – Aos 25 minutos, saiu o jogador que mais me agradava. Petros estava jogando bem adiantado, formando boa parceria com Marcos Guilherme. Lucas teve tranquilidade e precisão para dar o passe a Marcos Guilherme, que fez o segundo. Ele Marcos Guilherme, foi muito importante no final do ano passado.

Paulinho Boia por Shaylon – Aos 31 minutos, o time passou a ter uma postura ainda mais ofensiva, com quatro atacantes: Paulinho, Marcos Guilherme, Diego Souza e Caíque. A dupla Paulinho e Eder Militão fez a jogada que Diego Souza completou para o gol, aos 39 minutos, quando a injustiça ia se confirmando e trazendo com ela mais gasolina para a fogueira.

Uma vitória que dá moral para o clássico. Dorival tem muitas opções, com garotos velozes, mas o Corinthians tem um time definido.


São Paulo colhe o que plantou com um planejamento equivocado
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Com o término da segunda rodada do Paulistão, o São Paulo:

Escalou dois times diferentes.

Perdeu o primeiro jogo.

Empatou o segundo.

Ainda não conseguiu marcar.

Foi recebido com faixas de cobrança ANTES do jogo, em um protesto descabido e imbecil. E com vaias após o jogo

A meu ver, tudo é consequência de erros de planejamento.

Os dois principais, são fundamentais.

Dorival Jr e a diretoria encararam janeiro como o primeiro mês do ano. De um novo ano, cheio de esperanças. Pode até ser, mas não é. O ano que se inicia é a continuação do anterior, quando o time foi muito mal e quase foi rebaixado. E começou com o melhor jogador do clube indo para a China.

O segundo erro conceitual foi cair no canto da sereia politicamente correta que garante ser o Paulistão um campeonato que não vale nada e que deve ser encarado como planejamento. Ora, não vale nada para quem ganha como o Corinthians, Santos e Palmeiras. O São Paulo não ganha o Paulistão desde 2005. E nos últimos dez anos, venceu apenas uma Sul-americana.

Então, o que foi feito diante deste panorama? Time que vem no sufoco e que não ganha nada há tempos?

Ora, foi escalado um time de garotos para a estreia. Todos juntos, ao mesmo tempo. E houve a derrota.

E o que trouxe a derrota, além da necessidade da vitória?

Trouxe o possível rompimento com a torcida, importantíssima no ano anterior. O Morumbi e o Pacaembu recebiam grandes públicos. Na segunda rodada, foram apenas 18 mil. E vaiando, o que, repito, é um absurdo.

O que temos agora? Mirassol fora, Corinthians fora e Madureira, pela Copa do Brasil.

A ideia era manter o time do primeiro jogo, aquele dos garotos. Vai ser mudado o planejamento? Como o São Paulo enfrentará o Corinthians? Sob qual pressão?

A decisão de escalar garotos o primeiro jogo foi de encontro ao que fizeram os outros três grandes. Entraram com o time principal e foram substituindo. Só o São Paulo fez diferente. Só o São Paulo está correto. E qual é esta carta na manga? Qual o segredo?

São muitos erros de planejamento. E seguidos de outros como a ausência de Cueva, atitude anti-profissional. E outros dois: Sidão e Bruno. Jogadores médios.

Quanto ao jogo, eu vi o São Paulo bem no primeiro tempo, com boas finalizações. A bola rodou bastante, houve infiltrações, mas o time sentiu muito a falta de um atacante de área. O garoto Brenner, tratado como o novo Gabriel Jesus, não foi nem Ademílson. O time vai melhorar. Precisa melhorar. Mas agora, de forma abrupta, com pressão.

 


Anderson Martins é uma bela contratação
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A chegada de Ânderson Martins deixa o São Paulo mais forte. Agora, com ele, Rodrigo Caio e Arboleda, o time passa a ter três zagueiros de bom nível

Ânderson é forte, bom mas divididas é com bom senso de cobertura. Com a sua chegada, o Vasco fechou a casinha, deu uma banana para o rebaixamento e levou o Vasco à Libertadores.

E Militão?

O garoto que resolveu o problema da lateral direita, corre riscos de perder espaço. O São Paulo busca um jogador da posição, o que faria Militão voltar ao início da carreira, quando jogava como zagueiro ou volante.

E terá a concorrência de Ânderson, Rodrigo Caio, Arboleda, Bruno Alves, Jucilei, Hudson e Petros. Se fosse ele, ficaria na direita.

São boas opções para Dorival Jr.  Tudo indica que terá um time pra chamar de seu, sem necessidade de reconstrução no meio da temporada.

 


Dorival está preparando uma revolução?
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Do sábado, dia 6 até o domingo dia 14 de janeiro, o São Paulo vai trabalhar duro. Serão 15 sessões de treinamentos. Das 15, 12 serão fechadas. Apenas três treinos serão abertos. Apesar de os jornalistas poderem comparecer a três sessões, só haverá duas entrevistas coletivas. O time estreia no Paulista no dia 17.

Não quero questionar a clausura dos treinamentos. É uma opção do treinador. Ele ganha para treinar o time e escolhe a maneira que lhe agrada. Também não vou questionar a pouca atenção dada aos jornalistas. Ninguém é obrigado a dar entrevista. Ninguém é obrigado a falar com jornalista.

O que cabe aos jornalistas é questionar se o estilo escolhido por Dorival dará resultado. Sim, porque com tanto treino secreto, com tanto cuidado em não falar com jornalista, é de se esperar uma grande revolução no futebol brasileiro.

Dorival recuperará sua ideia de jogar com apenas um zagueiro?

Dorival vai brindar o futebol brasileiro com alguma coisa diferente do que se faz hoje, quando todos jogam com dois atacantes abertos pelos lados, com 4-2-3-1 ou 4-1-4-1?

Dorival está pensando em criar novas funções para algum jogador do elenco? Já sabemos que ele tomou a sensata decisão de transforar Junior Tavares em homem da segunda linha. Virá algo mais?

No ano passado, Dorival assumiu no olho do furacão. Teve pouco tempo para treinar. Se tivesse, talvez percebesse antes o que eu, modestamente, apontava aqui nesse cantinho: Jucilei tem de ser titular. Ou então, é preciso arrumar a lateral. Coloquei até a sugestão de meu irmão, o Passional: Militão é o homem ideal para a lateral direita.

Quem sabe com tanto tempo para treinar secretamente, Dorival consiga fazer o Jonathan Gomez e o Thomaz renderem o mínimo possível para vestir a camisa do São Paulo;

Bem, aí seria necessário muito mais tempo, não vamos exigir tamanho feito.

Não vamos exigir nada. Apenas que nossa curiosidade seja satisfeita: que maravilhas táticas e técnicas estão sendo engendradas nos treinos secretos do C.T da Barra Funda?