Blog do Menon

Arquivo : dorival jr

São Paulo perde, novamente pela direita. Dorival precisa resolver
Comentários Comente

menon

Depois de sete jogos no comando do São Paulo, é impossível que Dorival Jr. não tenha detectado o problema na lateral direita. A vitória do Coritiba foi por ali, com Bruno falhando muito. A vitória do Santos foi por ali, com Buffarini falhando muito. E a vitória do Bahia foi por ali, com Araruna falhando muito.

Evidentemente, não é apenas falha individual. O segundo gol do Bahia saiu em um contra-ataque em que a marcação atrás estava toda desarrumada. Mas o problema é recorrente e ele precisa resolver. Como resolveu na esquerda, trocando Junior Tavares por Edimar, após a derrota contra a Chape, em que Apodi destruiu o São Paulo.

Ao final do jogo contra o Coritiba, perguntei a Dorival porque o time não consegue se safar de crises anunciadas. Todos sabiam que Rildo era o homem do contra-ataque e que jogaria em cima de Bruno. Todo mundo sabia e aconteceu. Ele disse que era qualidade individual de Rildo. Ora, se a qualidade individual de Rildo pode definir um jogo, é porque está tudo complicado.

Há outros erros. O São Paulo cruzou 28 bolas e acertou apenas duas. Teve 63% de posse de bola e finalizou apenas três vezes corretamente. Talvez pela produção de Pratto, que não chutou uma vez a gol, mas deu dois passes para chutes a gol. Além de três cruzamentos. Está preparando muito mais do que finalizando.

E Marcinho é um jogador fraco.

Dorival apostou em um estilo de jogo e em uma escalação. Perdeu Wellington Nem, contundido. Agora, com duas derrotas seguidas no lombo e com uma semana para trabalhar, pode pensar em mudanças de nomes. Enquanto dá tempo para evitar o maior vexame da história do clube.


Pinotti: “São Paulo não tem problemas de elenco e não vai cair”
Comentários Comente

menon

O blog entrevistou Vinícius Pinotti, diretor executivo  de futebol do São Paulo.

O São Paulo cai?

Não cai. De jeito nenhum.

Por que você fala isso? Porque time grande não cai? Muitos caíram

Nada disso. Eu não falo nada baseado em ditado ou em sorte ou azar. Não cai porque estamos trabalhando duro e muito bem. Fizemos mudanças na hora certa e o resultado vai aparecer.

Você parece tranquilo? Dormiu bem?

Passei a noite praticamente em claro depois da derrota para o Coritiba. Não gostei do trabalho do juiz e também lamentando os nossos erros, perdemos gols que poderiam ter definido o jogo. Mas não cai não. Quero ressaltar que agora contratamos o Altamiro Bottino, nosso coordenador científico, que vai ajudar no curto, médio e longo prazos.

Você teve uma reunião hoje. Novas contratações?

Sinceramente, eu acho que o problema do São Paulo não é mais de elenco. O grupo foi qualificado e agora é hora de aprimoramento e de melhora.

Tem tempo para isso?

Tem, sim. O time já está melhorando e tem rendido melhor, apesar da derrota. O trabalho do Dorival Jr. está aparecendo e temos alguns ajustes pontuais a fazer. Estamos trabalhando para isso.

Quando você fala em ajustes pontuais, a torcida pensa em Bruno.

Ah, não vou citar nomes, não vou crucificar ninguém. O que eu posso dizer é que o Dorival gosta do Bruno e acredita em um bom rendimento dele.

O Jonatán Gómez é um jogador para resolver?

Ele não é o craque do time, ele não é o camisa 10 que vai resolver, mas é um jogador tático, um jogador aguerrido e compromissado. Carregava o Independiente Santa Fe nas costas. Quando o time crescer, ele vem junto. E fez um bom jogo contra o Coritiba

A saída do Wellington Nem, contundido, vai abrir espaço para o Brenner?

O Dorival que escala, mas o Brenner, todo mundo sabe, é um jogador de muito futuro. Estamos fazendo um novo contrato com ele e, como o Dorival sabe muito bem a hora de lançar garotos, temos confiança que ele pode ajudar ainda o São Paulo talvez esse ano.

 


Dorival aponta erros da CBF. Uma voz no deserto
Comentários Comente

menon

Em entrevista à Rádio Globo, Dorival Jr se posicionou sobre as dificuldades de sua profissão e de como a CBF, não ajuda o futebol brasileiro. “Faz um movimento contrário ao crescimento do futebol”, disse o treinador do São Paulo, uma das poucas vozes contrárias ao comando do futebol brasileiro.

Um resumo do que disse Dorival Jr, infelizmente uma voz no deserto.

“A perda de jogadores na  janela é prejudicial demais, os clubes estão muito vulneráveis nesse sentido. A CBF já devia ter percebido e trabalhado para equivaler as janelas. A Dona CBF precisa acordar ou seremos vulneráveis para sempre. Até  o último minuto da janela podemos perder jogadores.”

“Nossa profissão precisa de mais respeito. Vejo companheiros sendo demitidos depois de 30 dias de trabalho. Tem contrato de um ano e meio e é mandado embora com quatro jogos. A CBF nunca toma posição, nunca tomou, nunca se preocupa com nada e com ninguém. Nem com os clubes. Somos vulneráveis. Não existe respeito como contratante ou contratado. O que existe é um movimento de trituração de treinadores. Já foram testados todos os tipos de treinadores. Não é hora de testar outras coisas? Outro modelo de gestão dos clubes e dos dirigentes”?

“Não é só a CBF. As federações também. Não ajudam clubes, treinadores e jogadores. Representam o quê? É um movimento contrário ao crescimento do futebol”

 

Não concordo com tudo o que Dorival Jr disse, acho que os treinadores ganham muito dinheiro e devem estar sujeitos à demissão, como todos os outros trabalhadores. Mas aplaudo sua coragem de apontar a CBF como matriz dos males do futebol brasileiro.

Tags : dorival jr


Dorival erra no principal e acerta no secundário. São Paulo é Barçavés
Comentários Comente

menon

Algumas perguntas básicas para quem acompanha um pouco futebol

Qual o grande defeito de Junior Tavares? A marcação, certo?

Qual a grande qualidade de Apodi? O apoio ao ataque, certo?

Pois é.

Todo mundo sabe. E o que aconteceu no jogo?

Apodi deu um chapéu em Gómez, que estava ajudando Tavares na marcação.

Apodi sofreu uma falta de Jucilei e, na cobrança, saiu o primeiro gol da Chape.

Apodi sofreu falta feia de Rodrigo Caio, que levou amarelo.

Um treinador deve ser cobrado em dois sentidos: no longo prazo, dando forma a um time. No curto prazo, resolvendo problemas cruciais.

Dorival parece ir bem no longo prazo. O São Paulo entra em campo sabendo o que o treinador quer. Já tem uma cara. É um time que aposta na posse de bola e na troca de passes. Segundo o footstats, trocou 391 passes, contra 154 da Chape. Teve 65% de posse de bola. E sete finalizações corretas. Ou seja, troca passes como o Barcelona e decide como o Alavés. Um Barçavés.

No curto prazo, Dorival errou feio. Não resolveu o problema anunciado (Apodi). E o que justifica Gómez ficar em campo o tempo todo? E Nem? E ele precisa saber que o prazo é curtíssimo. O São Paulo está brigando para não cair. Só. O resto é para 2018.

Tags : dorival jr


Areia movediça no fundo do poço. É o São Paulo Vitrine Clube
Comentários Comente

menon

Ao olhar a tabela, antes do início do campeonato, todo time grande, contava com três pontos conseguidos em casa contra o Atlético GO. O São Paulo teve a chance na 13ª rodada. E eram pontos não para sonhar alto. Eram pontos para iniciar o fim do pesadelo. Eram pontos de arrancada. Arrancada que ajudaria a sair do fundo do poço. Não deu. Havia areia movediça lá no fundo.

O São Paulo entrou em campo como se não houvesse desespero. E é bom que seja assim, desespero não ajuda. Então, a ordem era posse de bola. E o São Paulo a teve em enorme quantidade. Trocou passes como se fosse o Barcelona e chutou a gol como se fosse o Alavés. Tranquilidade mil, pressão zero.

No segundo tempo, o time voltou com mais personalidade e com muito mais pressão. Avançou as linhas, jogou com os zagueiros além do meio de campo, e encurralou o Atlético. Fez dois gols que valeram um. Pratto estava impedido. Eram 12 minutos, tempo de retomar a tranquilidade. Não deu tempo. Um belo chute de Niltinho selou o empate. O São Paulo retomou o jogo, aumentou a pressão, entraram Lucas Fernandes e Marcinho, que fez um golaço.

Faltam dez minutos. Hora de segurar o resultado. Nada. O empate veio em seguida, com gol de calcanhar. Calcanhar. E houve outras chances no contra-ataque do Dragão.

Dorival deu organização ao time, mas ficou evidente que Buffarini e Nem estão muito mal. E, juntos, ficam piores. Lucas Fernandes precisa jogar. Que saia Gómez e que se aposte um pouco mais em Cueva.

E no domingo, é a Chape fora de casa. Outro jogo de seis pontos.

E outra coisa que Dorival precisa saber: aquela história de que tem muito time pior, é balela.

PS – Com tantos problemas, duas notícias boas. O Vitória perdeu em casa para o Vasco (4 x 1) e o Avaí perdeu em casa para o Coritiba. Assim , o São Paulo saiu do 19º para o 17º lugar. E está a três pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento. Antes da rodada, eram quatro. O rival é a Chape. Uma vitória tira o São Paulo do fundo do poço, temporariamente.

Tags : dorival jr


Santos sem técnico, sem alma e com torcida ausente
Comentários Comente

menon

Dorival Jr., demitido pelo Santos, tem ótimos números pelo clube. Depois de dois anos, tem 65% de pontos conquistados, aproveitamento digno de campeão brasileiro. Ganhou o título paulista do ano passado e foi vice-campeão do Brasileiro e da Copa do Brasil.

Em 2017, porém, a relação chegou a um impasse. O que mais Dorival pode fazer para que o Santos reaja? No Paulista, foi mal. No Brasileiro, tem 25% de aproveitamento. Na Libertadores, conseguiu a classificação, mostrando boas doses de comprometimento, suor e amor à camisa. Algo que ficou restrito à competição sul-americana.

Fora dali, o Santos é um time sem alma. Uma anemia personificada por Vítor Bueno, que tem cara e postura de craque dos anos 40 – só falta o bigodinho e a chuteira preta – mas que, em campo, entrega muito pouco. O problema não é só ele. Dorival errou também com Vladimir Hernández, chiquitito e nada cumplidor. A opção de trocar um zagueiro pelo volante Yuri não deu certo. Ricardo Oliveira está mal e o time tem ainda muitos jogadores que não resolvem. Gente como Citadini, Longuine, Veríssimo…

São muitos problemas para o novo treinador resolver. Para tudo há uma solução, mas a diretoria precisa enfrentar um outro problema, que extrapola o rendimento em campo. O Santos tem jogado para 8 mil pessoas, no máximo, na Vila Belmiro. A torcida pode até dizer que não vai ao jogo porque o time está ruim. Mas, se estiver bom, a Vila será lotada? Com 15 mil pessoas? É pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Um público de 15 mil pessoas deixa os estádios de São Paulo, Corinthians e Palmeiras vazios. E lota a Vila. É muito pouco dinheiro, compromete o futuro. No Pacaembu, o Santos joga no mínimo para 20 mil pessoas. Precisa utilizar mais essa opção, mesmo porque a Vila, enquanto caldeirão, tem se mostrado uma caçarola. Não pressiona ninguém.


Corinthianzzz e Palmeiras, mais eficientes. Santos e São Paulo, dispersos
Comentários Comente

menon

O Corinthians, de futebol burocrático e sonolento, é o mais eficiente do futebol paulista – falo dos grandes e deixo de lado o muito bem montado Mirassol – já decorridas quatro rodadas do Paulistão. O time de Carile fez três gols em quatro jogos. E conseguiu nove pontos. Cada gol vale três pontos. Vitórias por 1 a 0 contra São Bento, Novorizontino e Audax e uma derrota contra o Santo André.

Apenas como forma de comparação. O São Paulo fez doze gols e tem sete pontos. Precisa de 5, 14 gols para fazer um ponto.

O Palmeiras vinha na mesma toada da eficiência que mascara a ausência de bom futebol. Nas três primeiras rodadas, havia conseguido seis pontos, com dois gols marcados. Novamente, cada gol valia três pontos. Até que veio a goleada por 4 a 0 sobre o Linense, mostrando que o time já começou a crescer rumo ao seu grande potencial.

O que Corinthians e Palmeiras têm em comum diante de seus rivais, São Paulo e Santos, que mostram um futebol mais criativo? A espetacular eficiência defensiva. O Palmeiras sofreu um gol em quatro jogos. Apenas um. O Corinthians, dois. São equipes que estão justificando a tese de que um bom time começa a ser montado a partir de um sistema defensivo eficiente. Sistema defensivo eficiente permite que você faça um gol e vença o Audax. O São Paulo fez dois e perdeu.

Os dois gigantes se enfrentam na quarta-feira, em Itaquera. São líderes de seus grupos. Mesmo assim, o derrotado será saudado pelo estridente som de cornetas. Se houver empate, elas soarão também. Dos dois lados.

Santos e São Paulo são o outro lado da moeda do pragmatismo. Optaram pelo ataque e jogam em busca de gols. O que ocasiona muitos acertos a serem feitos. A próxima rodada já deve mostrar algo neste sentido.

O São Paulo é um case da falta de balanceamento. Tem o melhor ataque e a pior defesa. Se mantiver o estilo, fará um campeonato que sua torcida como aquele em que houve grandes jogos e não houve título. Rogério coloca o time para marcar alto, com a linha de quatro ou três no meio campo e o goleiro Sidão adiantado.

É um conceito. Não abre mãe dele, o que é correto. Mas os ajustes urgem. Os erros individuais de Maicon são assustadores. Contra o Mirassol, deu uma cabeçada para trás que quase matou o goleiro. Acredito que ele vá descansar contra o São Bento. Rogério já agiu rápido ao tirar Douglas, ao recuar Rodrigo Caio para a zaga e ao efetivar Tavares na esquerda, deixando de lado o fator Buffarini deslocado. O argentino já vai mal na sua, o que dirá todo torto na esquerda?

Dorival Jr. acenou com a possibilidade de atuar com apenas um zagueiro, recuando o volante Yuri, que já havia jogado assim nos tempos de Audax. Começou fazendo seis no Linense, mas já houve um recado claro com os dois gols sofridos. Sofrer dois gols em um jogo é terrível. Para vencer, você precisa fazer três. Fácil? Nem pensar. No segundo jogo, foi possível. Três a dois contra o Red Bull, com um gol que não deveria ter sido validado.

Com dois avisos, o Santos manteve o estilo e sufocou o São Paulo no primeiro tempo. No segundo, os buracos enormes apareceram. Levou três e não levou quatro porque Gilberto é Gilberto. Dorival mudou, escalou Cléber, a contratação mais importante do ano e…lambança. Expulsão. Uma derrota muito sentida porque o ataque, grande salvador, não funcionou.

Dorival precisa arrumar o time. Ceni precisa arrumar o time. Carile precisa arrumar o time, afinal ninguém garante que a fantástica eficiência vá funcionar sempre. E Eduardo Batista tem menos trabalho.

Entre os quatro, São Paulo e Palmeiras dão pinta de que podem crescer bastante. Estão longe do teto. O Santos pode crescer, mas a torcida não ajuda e Dorival é pressionado. E o Corinthians depende muito do que Jadson irá aportar em termos futebolísticos.

 


Estreia o instigante Santos de Dorival Jr, o favorito do Paulistão
Comentários Comente

menon

dorival-juniorHoje, tem velha novidade no calendário. Começa o campeonato paulista. O Santos faz sua primeira partida e há a certeza de um futebol alternando posse de bola com velocidade, como foi no ano passado. É o meu favorito.

Dorival Jr foi o único técnico mantido entre os grandes. O vice-campeão Audax manteve Fernando Diniz, mas perdeu muitos jogadores e não vejo possibilidades de a bela campanha do ano passada ser mantida.

O Santos, não. Manteve o treinador e o elenco que fez um bom brasileiro. E trouxe reforços pedidos e aprovados pelo treinador. Dorival teve todo o controle das negociações e chegou a recusar o zagueiro Felipe Trevizan, do futebol alemão. Recusou um zagueiro internacional, mesmo tendo zagueiros contundidos como Gustavo Henrique e Luiz Felipe.

O motivo é simples: Dorival pretende jogar com apenas um zagueiro, possivelmente Cleber. Seu parceiro possivelmente será Renato. Mas hoje a dupla santista terá Lucas Veríssimo e Yuri. Um zagueiro e um volante com boa saída de bola. Uma experiência que já foi iniciada e treinada no ano passado.

A linha defensiva é móvel.

Começa com quatro: Ferraz, Veríssimo, Yuri e Zeca.

Com a bola, Yuri avança e a linha fica com três.

Sem a bola, atacado, a linha tem cinco jogadores, com o recuo de mais um volante, como Thiago Maia ou Renato ou Donizete.

Além destas variações, o time tem Lucas Lima como armador, Rodrigão centralizado, Copete na direita e Victor Ferraz, aberto na direita, ou no meio, formando dupla com Lucas Lima.

É um time que pode ser campeão jogando futebol bonito. Uma dádiva


Palmeiras é o time a ser batido em 2017. Vai ser difícil
Comentários Comente

menon

O que é mais difícil: agarrar um porco ou impedir o vôo de um periquito? Seja qual for o mascote escolhido, a missão será dura. O Palmeiras, que perdeu seu treinador e sua grande estrela é, ainda assim, o time a ser batido em 2017. O nível de investimento é maior. O nível qualitativo dos jogadores contratados também é maior.

A primeira lista, com Keno, Rafael Veiga e Hyoran não impressiona tanto. Mas não é diferente dos nomes que os rivais estão trazendo: Sidão, Jô, Kazim, Neílton…

A segunda lista, ainda não concretizada, é que mostra a diferença entre quem tem sonhos e quem tem dinheiro. A torcida do São Paulo faz juras de amor a Felipe Melo, o volante responde dizendo que adora o clube. Mas, como amor é uma coisa e dinheiro é outra, Felipe está com um pé (quase dois) no Palmeiras.

Outro exemplo: o Palmeiras não tinha um bom meia. Trouxe Cleiton Xavier, que não pegou no breu. Então, está trazendo o venezuelano Guerra, grande destaque do Nacional da Colômbia, campeão da Libertadores. E ainda há a possibilidade de Miguel Borja, letal goleador.

Haverá um período de adaptação no comando do time. Eduardo Batista é um treinador com conceitos diferentes de Cuca. Ele prefere o jogo mais cadenciado, com maior posse de bola. Mas os outros grandes terão problemas de adaptação também. Ceni deve utilizar a linha defensica com três jogadores, não necessariamente tres zagueiros. A ala direita pode ser de David Neres. Ele quer dois jogadores com bom passe para iniciar as jogadas de ataque. Podem ser Cueva e Cícero. Deslocará Buffarini para a esquerda. Ainda não tem um centroavante e vai perder João Schmidt. É muita mudança. Um possível time pode ter Sidão; Maicon, Rodrigo Caio e Lugano; Neres, Thiago Mendes, Cícero, Cueva e Buffarini; Gilberto e Nem. Algo assim, muito diferente do que se tem hoje. Muito trabalho para dar certo.

Carille também é novidade no Corinthians. Deve tentar retomar o que Tite fez. Difícil, ainda mais com jogadores como Potker e Jô, que estão chegando. É bastante adaptação. É muita incerteza.

O Santos mantem o ótimo Dorival Jr, que deve implantar a linha de cinco defensiva, com Renato ao lado de Cléber como um dos defensores centrais. Também demandará trabalho.

Todos se mexem. Dos quatro grandes, apenas um tem o mesmo treinador.

E todos correm atrás do Palmeiras, o atual campeão. Periquito ou porco, não interessa. Vai ser difícil…


Timão e Santos passam. Sábado sem golpe no Paulistão
Comentários Comente

menon

Corinthians e Santos não permitiram um golpe ao seu favoritismo, vindo de Red Bull e São Bento e estão na semifinal do Paulista. O Corinthians espera o vencedor de Audax e São Paulo e o Santos aguarda por Palmeiras ou São Bernardo.

O Corinthians se classificou mais facilmente. O motivo? Red Bull é mais fraco que o São Bento e o time de Tite jogou com seriedade o tempo todo. No final do jogo, seus atacantes pressionavam a saída de bola do rival. É o estilo Tite. Seriedade sempre. Presença no ataque e poucas chances aos adversários. 4 a 0 e poderia ser mais.

O Santos de Dorival venceu por 2 a 0. Venceu com justiça, mas mostrou duas diferenças em relação ao Corinthians, que pode encontrar na final.

1) O Santos foi muito mais envolvente, considerando-se apenas o primeiro tempo. Velocidade, tabela, toque de bola, futebol bonito. Fez dois e poderia fazer mais. Vitor Bueno jogou muito.

2) No segundo tempo, o Santos praticamente abdicou de uma goleada. Jogou em ritmo lento, troca de passes laterais e pouca profundidade. Preguiça total. O São Bento, com Diego Clementino e Sena ajudaram Marcelo Cordeiro, que sofreu muito no primeiro tempo, melhorou na defesa e teve chances de empatar.

Santos mais envolvente, jogo mais bonito.

Corinthians mais constante, jogo mais seguro.

Pode ser a final.

Haverá golpe nos jogos restantes?