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Dorival, Raí e a comédia de erros
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Menon

O vexame do ano passado ainda ecoa e faz com que os são-paulinos tenham pavor e rebaixamento no Brasileiro. Seria a última estaca cravada em um coração muito magoado. Time grande não cai, é o que resta a todos gritar. O que fazer se até isso ocorrer? O medo faz com que as reações ao momento atual sejam muito exageradas. A meu ver, o São Paulo não corre o mínimo risco em 2018. O time vai melhorar, como melhorou no segundo turno do Brasileiro de 2017.

O problema é que a melhora é muito lenta. E a conta cai no colo do treinador, que não é o único culpado. Tudo o que se passa agora, tem início lá atrás. É uma comédia de erros que faz chorar.

1) Mentiras no final do ano – Leco contratou Hernanes e disse que ele ficaria até junho, com possibilidade de continuar por mais tempo. A verdade é que ele ficaria até junho, com possibilidade de sair antes, em janeiro. E foi o que ocorreu. A consequência é dar à torcida, um dos pilares da reação no Brasileiro, um grande motivo de desânimo.

2) Dorival e seus planos frustrados – O treinador disse a mim, no ano passado, que buscava jogadores que facilitassem uma saída de jogo mais rápida. Lembremos que, no Santos, ele tinha Gabigol, Marquinhos Gabriel, Geuvânio, Bruno Henrique, não juntos, é lógico, mas sempre uma boa opção pelos lados. A segunda parte do plano era dar espaço a jogadores da base, como Shaylon e Brenner.

3) Pacote errado de Raí – Quando eu ouço a expressão “oportunidade de mercado” penso em amadorismo. É como se eu fosse ao shopping comprar um livro sobre a Batalha de Stalingrado e adquirisse um grill do George Foreman, porque havia essa oportunidade de mercado. Dorival queria um lateral, para usar Militão como zagueiro e um atacante rápido. Recebeu um zagueiro (Anderson Martins), Nenê e Trellez. Depois, veio Valdívia.

4) Consequências do pacote errado de Raí – Anderson Martins pode reagir, mas hoje está atrás de Rodrigo Caio, Arboleda e Bruno Alves. Militão, o melhor da base dos últimos anos tem dado mostras de estagnação na direita. Marca muito bem, mas não é uma opção muito válida para as triangulações de lado de campo, no ataque.

5) Dorival se rendeu ao pacote – Ao receber Nenê, que não era uma opção (foi “oportunidade de mercado”), Dorival passou a utilizá-lo. E, ao escalá-lo juntamente com Cueva, Diego Souza, Petros e Jucilei, deu adeus a duas de suas prioridades: time rápido e apoio aos jovens. Brenner marcou contra Corinthians e Madureira e…cadê ele? Não estou dizendo que Brenner é um gênio, o cara que vai resolver tudo, apenas notando que sua evolução foi brecada. Uma evolução que vinha desde o final do ano passado.

6) Projeto Copa de Cueva e de Diego Souza – Cueva, jogador pouco profissional, deixou de forçar a barra para sair, após receber duras de Gareca e de Guerrero. Se quiser ir à Copa, tem de jogar no time em que estiver. E como Raí impediu (muito acertadamente) que saísse, o lugar que ele tem de jogar bola é no São Paulo. Tite deixou claro a Diego Souza que ele tem alguma chance de ir à Copa como centroavante. Coisa que ele nunca foi. E o que o São Paulo tem a ver com os sonhos de seus jogadores? Nada, não é? Nada obriga a escalação de  Cueva. Nada obriga a colocar Diego Souza no comando do ataque.

7) Valdívia – O Galo não o queria. O Inter não aceitava receber de volta. O São Paulo ficou com ele. E lhe deu status de “primeiro reserva”, de homem que entra para dar velocidade ao time. Mas, e Brenner? E Caíque? Estão piores do que ele?

8) Dorival ama o 4-1-4-1 – O treinador do São Paulo é adepto do esquema com quatro meias e muita posse de bola. Tudo bem, nada contra, mas ele tem Militão que não é lateral, Petros que não é meia, Diego Souza que não é centroavante e Nenê que não é jogador de recompor, pelo lado. Com esses jogadores, não dá certo. Ele poderia mudar o esquema, ou mudar os jogadores. Para mudar o esquema, basta recuar Petros para jogar na mesma linha que Jucilei. E sair de trás, com a bola dominada, aproximando-se dos atacantes. Um 4-2-3-1. O importante é “sacrificar” Diego, Nenê ou Cueva. Um deles precisa sair. Eu colocaria o Marcos Guilherme na direita, Diego, Brenner e Cueva. É uma tentativa, há outras. Nenê e Cueva, com Brenner. Nenê e Diego, com Brenner. O que não pode é usar a lentidão com a vagareza, como tem sido.

9) Vai melhorar – Amigos, se eu estou vendo, o Dorival já viu antes. Ele sabe de futebol. E vai arrumar o time. Rumo a um ano bem melhor do que o outro, mas não vejo chance de ganhar um título importante.

PS – O post foi construído também a partir de conversas com o amigo Luiz FC Almeida. @luizfcalmeida


São Paulo: três armadilhas em sete dias
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Os próximos sete dias, a partir de quinta-feira, dia 15, significam muito na vida do São Paulo neste início de ano. Podem trazer calmaria por um tempo ou a instalação de uma grande crise, resultando até na demissão do treinador. O primeiro jogo é contra o CSA, em Maceió, o segundo contra o Santos, em casa e o terceiro, uma viagem até Itu, para pegar o Ituano.

Lendo assim, parece fácil, mas os jogos possuem características impactantes.

Contra o CSA é mata. Não é mata-mata, pois se decide em um jogo só. Se o São Paulo não vencer, irá para os pênaltis. E, se perder, será um Deus nos acuda. O paralelo que pode ser feito é com o Corinthians do ano passado, que foi enfrentar o Brusque. Não saiu do empate e esteve a pique de ser eliminado nos pênaltis. Bastaria um acerto de Carlos Alberto, o Gato. Mas ele errou, o time se recuperou e Carille teve tranquilidade para trabalhar. Tê-la-ia (mesóclise para homenagear o presidente sem votos) se fosse eliminado? Difícil, talvez fosse demitido.

Além de ser uma competição traiçoeira, o São Paulo tinha como certo que a partida seria no dia 21. Foi surpreendido e teve de correr com a preparação. E talvez não tenha Militão, que está com amidalite. E já não tem Petros, suspenso.

No domingo, às 17h, aproximadamente 65 horas após a decisão, o adversário será o Santos, 24 horas mais descansado e sem viagem pelo meio. Se o time estiver classificado para a terceira fase da Copa do Brasil, o treinador até poderá poupar um ou outro jogador, mais descansado diante de uma torcida muito animada. Se for eliminado, Dorival Jr (?) escalará tudo o que tem de melhor para enfrentar o rival e uma torcida desconfiada e sem ânimo.

Se houver a classificação e um empate no clássico, prevalecerá a tranquilidade contra o Ituano. Se o empate ou derrota no clássico vier após uma eliminação, o jogo contra o Ituano terá uma dimensão dramática. E, como André Jardine está no Uruguai com o sub-20, nem se sabe quem ficará no banco.

Esta é uma análise do mundo real. Nosso futebol é assim, nosso calendário é assim. Não adianta fazer projeções como se vivêssemos na Europa. Não se trata de justiça ou não. Trata-se de “o que tem para hoje”. E ninguém vai lembrar que Dorival fez um bom trabalho em 2017 e que começou o ano perdendo Hernanes e Pratto. Ninguém vai levar em consideração que ele precisa de um lateral direito e de um homem rápido e experiente pelo lado de campo. Nada disso.

Então, em Terra Brasilis, é assim que a banda toca. A Morolândia não é europeia.

 

 


Maicosuel merece uma investigação
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Menon

O São Paulo precisa fazer uma investigação interna que responda a algumas perguntas:

  1. Quem indicou Maicosuel? Ceni ou a equipe de scout?
  2. Quem aceitou pagar 1 milhão de euros?
  3. Quem aprovou, clinicamente falando, sua contratação?
  4. Quem aceitou pagar R$ 300 mil por mês?
  5. Quem dispensou, Dorival ou Raí?
  6. Quem aceitou pagar seus salários de forma integral durante seis meses de empréstimo ao Grêmio?
  7. Não seria melhor uma recuperação no famoso Reffis?

Onde anda a intensidade, Dorival?
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Noel Rosa, gênio da música popular brasileira, 19 em 1936, com apenas 25 anos e mais de 250 sambas escritos. Um deles, de 1933, há 85 anos, ironizava o dinheiro fácil. Onde anda a honestidade? era o nome da canção.

Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade

E o povo já pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente

E eu, que não sou Noel nem nada, que desafino até para tocar campainha, me pergunto, ao ver o São Paulo jogar: onde está a intensidade? O conceito tão atual, buscado por treinadores em trabalhos cotidianos.

O time fica com a ola. Contra o Bragantino, a posse foi de 64%. E chutou apenas oito vezes a gol, quatro delas no alvo. O rival acertou quatro no alvo e ainda finalizou mais seis vezes. Contra o Botafogo, a posse foi de 58%, com apenas dois chutes no alvo e mais oito fora dele. O adversário acertou sete no alvo e errou outras quatro.

É uma contradição enorme. O São Paulo controla o jogos, finaliza menos que Botafogo e Bragantino e ganha os dois jogos sem sofrer gols. Parabéns para Sidão. E lembranças de Noel. Onde está a intensidade?

Dorival está trabalhando a questão. Com a entrada de Reinaldo na esquerda, passou a haver mais profundidade por ali, com os pés ou até com o lateral jogado na área. Do outro lado, Militão marca muito bem, mas tem certa dificuldade para atacar.

Mas é no meio que o bicho pega. Ou não pega. Jucilei é o homem mais recuado e tem acertado ótimos passes, principalmente para Marcos Guilherme. Petros não tem ido bem como meia, deveria jogar mais recuado e conduzir a bola até os meias e não ser um deles. E ainda há Cueva e Nenê, revezando-se entre a esquerda e o meio. Na frente, Diego.

E, com eles, ou por eles, há uma lentidão enorme. A bola vai de um lado para outro, do outro lado para um lado e não há quem chegue chutando de fora ou rompendo as duas linhas defensivas.

Então, o time começa bem, faz um gol e depois sofre para não sofrer o empate. Foi assim com o Braga.

Então, o time começa mal, leva um sufoco, segura o empate e vence no segundo tempo. Foi assim com o Botafogo.

Se for assim até o final do ano, será campeão de tudo.

Mas não será, né?

É muita lentidão para 2018.


Gol de Raí. Vacilo de Dorival em entrevista desastrosa
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Menon

Cueva foi liberado e já pode ser escalado por Dorival Jr. Um gol de Raí, que tratou do assunto com firmeza, enfrentando uma certeza canalha que tomou conta do nosso futebol: “quando o jogador quer sair, ninguém segura”. Uma atitude antiprofissional, que serve apenas ao jogador e ao empresário. O clube? Que se dane, aceite esse troco aqui e shut up. Quer sair e sai, mas nunca pelo valor da multa fixada anteriormente.

Raí foi firme. Vai ficar e, se treinar forte, e se mostrar dedicação, será escalado. Caso contrário, fica mofando aí. Logicamente, estas palavras não foram usadas, é uma interpretação minha. Ou seja, você quer sair, mas eu quero que você fique. Simplificando ainda mais. Você quer sair, mas eu quero que você cumpra o que assinou, cumpra a lei, tenha respeito ao clube.

Se Cueva jogar bem, garantirá seu posto de titular na seleção peruana. Se fizer uma boa Copa (e há boas condições de classificação para a segunda fase), haverá boas propostas. E então, talvez seja a hora de sair.

Um clube só pode ser grande se tiver respeito de seus jogadores. Um grande clube brasileiro não pode ser casa de repouso de jogador. Não é como morador de rua, que não tem obrigação alguma em ficar no abrigo que o recebeu.

Esta questão da grandeza do clube parece que não é bem entendida por Dorival Jr. Pelo menos, não na entrevista dada a Bruno Grossi, do UOL. Em dois pontos essenciais, ele parece viver em um mundo alternativo em que as condições ideais de trabalho estão presentes.

Primeiro, quando ele fala do tempo necessário para o São Paulo engrenar. Ele fala em 40, 45 de trabalho. Como os jogadores voltaram das férias em 3 de janeiro, teríamos então o dia 12 ou 17 de fevereiro como ideal. Ou seja, na oitava rodada, quando se completam dois terços do campeonato. Quando faltarem apenas cinco das 12 primeiras partidas. Quando o time fizer o segundo dos três clássicos.

Só a partir daí é que só pode esperar um time engrenado?

Dorival fala como se vivesse na Europa, como se dirigisse nas grandes ligas. “O prazo ideal, para qualquer outra equipe que joga em países em que os períodos são respeitados, o ideal é somar 40, 45 dias de trabalho”. Tudo bem, mas ele dirige no Brasil. Então, não pode trabalhar com dados europeus. Se o ideal é 45 dias, como fica o possível? Ele está fazendo o possível? Por que outros clubes estão rendendo bem mais que o São Paulo? Dorival não pode embarcar na onda dos modernos, que tratam o Paulista como lixo, que dizem que não vale nada, que é pré-temporada e que o ano começa com o Brasileiro. Se pensar assim, se ficar esperando 45 dias para render, talvez nem veja o fruto do seu trabalho, que é sério, aparecer.

O segundo ponto é em relação à possibilidade de título. No ano passado, em entrevista a mim, foi taxativo. Disse que em 2018, o São Paulo lutaria por títulos. Agora, ele diz o seguinte sobre o tema Urgência por títulos no São Paulo: “Tudo acontecendo com calma, no momento certo, desde que tenhamos merecimento e continuemos trabalhando de maneira correta. É natural que seja muito importante e venha a coroar o trabalho que está sendo desenvolvido dentro do clube”.

Entenderam? Vamos destrinchar?

O título virá no momento certo? (O que significa isso? Qual o momento certo para ser campeão? Não entendi).

Mas não é só isso

O título virá no momento certo, com calma, desde continuemos trabalhando de forma correta. (Por que ele não continuaria trabalhando de forma correta? Não é sua obrigação?)

Há mais uma condicionante.

Desde que tenhamos merecimento (Não entendi, sinceramente. Além de trabalhar de forma correta, além de ter calma, é preciso merecer para, assim, o título vir no momento certo? O que é merecer? Parece recomendação de pai para filho no final do ano. Se você for bom menino, se você não brigar, se você tiver calma e merecer, vai ganhar uma bicicleta, mas no momento certo?

E agora, o fecho de ouro.

É natural que seja muito importante e venha a coroar o trabalho que está sendo desenvolvido dentro do clube”. (Olha, o trabalho é bom e o título será muito importante para coroar o que está sendo feito. Não, Dorival. O título é importante porque o clube não ganha nada faz tempo. E ninguém tem toda essa certeza de que o trabalho é bom);

Dorival está embarcando aqui no mantra dos modernos. O que vale é o desempenho e não o resultado. Como se fosse assim em algum lugar do mundo. Como se o futebol fosse regido pelos parnasianos (a arte pela arte).

Se eu pudesse dar um conselho, diria: Dorival, a régua para definir o trabalho é apresentar bons resultados dentro do tempo e das condições que lhe são dadas no país em que você trabalha. Terra Brasilis, Pindorama, Ilha de Santa Cruz, Terra de Santa Cruz, Morolândia, Brasil.

Aqui, você ganha em reais e dirige um gigante combalido. O seu discurso sobre prazos e calendários é muito correto e você é um dos poucos que enfrenta a CBF, mas não cabe aqui. Pode até falar em condições ideais, mas tem de enfrentar. Não pode falar que o time será campeão com calma, no momento certo desde que mereça. É muito pouco para o clube que você dirige


Dorival, entre o sonho e a realidade, entre Shaylon e Nenê
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Menon

Dorival foi um bom menino em 2017. Pegou um time quase caindo e terminou o segundo turno em quinto lugar. Uma campanha digna e, o mais importante, promissora. Ele tinha uma base para trabalhar. Era preciso corrigir algumas coisas. Entre elas, a transição, lenta, com Jucilei, Petros e Hernanes. Não havia contra-ataques pelos lados do campo e sim jogadores de qualidade fazendo a transição pelo meio. Algo a ser corrigido, como ele explicou NA ENTREVISTA QUE FIZEMOS EM NOVEMBRO,

Está tudo lá. Ele explica que o time não tem jogadores com capacidade para fazer contra-ataque com rapidez. Diz que gostaria de apostar na base. E que gostaria de ter três reforços do nível de Hernanes.

E chega 2018. Em vez de três reforços do nível de Hernanes, ele…perdeu o Hernanes.

Para o lado do campo, ele pediu Marinho, Bruno Henrique, Gabigol ou Luan, do Galo. E recebeu….NINGUÉM.

E a base, em que ele aposta tanto?

Peguemos o caso de Shaylon.

Dorival gosta muito, apesar de haver, como todos, detectado uma certa timidez no garoto. A ideia era ir dando espaço a ele, principalmente porque Cueva vai para a Copa do Mundo.

O que acontece? Cueva faz cuevices. Não aparece na hora marcada e se recusa a viajar.

E Shaylon vai jogando.

Então….vem Nenê.

Ora, Nenê é a síntese do que o São Paulo não precisa. 1) Não ajuda o time a ter a velocidade sonhada por Dorival. 2) Atrapalha o surgimento de jogadores da base.

Imaginem um meio campo formado por Jucilei, Petros e Nenê. Muito lento. Agora, somem a eles o Diego Souza. Fica mais lento ainda.

Mas, por que o Diego Souza no meio, se Dorival disse que seu lugar é como centroavante?

Porque a diretoria contratou Trellez, que também é centroavante. Esperando que Dorival recue Diego Souza,

Com contratações erradas, fica difícil o treinador colocar em prática os seus conceitos: time com posse de bola, mas também com contra-ataque pelos flancos e dando espaço para jogadores jovens, que gostem do clube e sonhem com o sucesso no São Paulo.

O quadro acima pode terminar com um desfecho ruim para o clube: Shaylon, com poucas chances, é vendido por pouco dinheiro para um clube europeu. E lá, joga muita bola. Sua ascensão pode se concretizar em dois anos. Dois anos é quando termina o contrato de Nenê com o São Paulo.


Dorival não queria Nenê e Trellez
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Para bom entendedor, pingo é letra. E Dorival foi muito claro. Ele disse que esperava outros nomes, de outras posições e não Nenê e Trellez, que elogiou de forma protocolar.

Disse que foram escolhas da diretoria, opções que o mercado apresentava. Mas não é bem assim. O São Paulo há tempos tenta trazer Trellez, não é de agora, não foi algo que o mercado ofereceu.

Depois, Dorival disse que o 9 na camisa de Diego Souza não é coincidência. Reafirmou que ele jogará na área, como no Sport. “O André é que saía”. Ora, se ele quer Diego na área, o lugar de Trellez é o banco de reservas.

Talvez ele veja em Trellez uma dificuldade a mais para a ascensão de Brenner.

E Nenê? Bem estranho, porque, ao que parece, Dorival não está contando muito com Cueva. E mesmo assim, procurava gente de outra posição? E mesmo assim não se entusiasma com Nenê?

No ano passado, Jucilei deixou o time por demonstrar pouca mobilidade. Por isso, não creio que o quarteto Jucilei, Petros, Nenê e Diego Souza o agrade. É muito lento. E a lentidão aumentará caso seja obrigado a recuar Diego e escalar Trellez.

Não estão dando a Dorival as pecas necessárias para montar o time com que sonhou.


Dorival está preparando uma revolução?
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Menon

Do sábado, dia 6 até o domingo dia 14 de janeiro, o São Paulo vai trabalhar duro. Serão 15 sessões de treinamentos. Das 15, 12 serão fechadas. Apenas três treinos serão abertos. Apesar de os jornalistas poderem comparecer a três sessões, só haverá duas entrevistas coletivas. O time estreia no Paulista no dia 17.

Não quero questionar a clausura dos treinamentos. É uma opção do treinador. Ele ganha para treinar o time e escolhe a maneira que lhe agrada. Também não vou questionar a pouca atenção dada aos jornalistas. Ninguém é obrigado a dar entrevista. Ninguém é obrigado a falar com jornalista.

O que cabe aos jornalistas é questionar se o estilo escolhido por Dorival dará resultado. Sim, porque com tanto treino secreto, com tanto cuidado em não falar com jornalista, é de se esperar uma grande revolução no futebol brasileiro.

Dorival recuperará sua ideia de jogar com apenas um zagueiro?

Dorival vai brindar o futebol brasileiro com alguma coisa diferente do que se faz hoje, quando todos jogam com dois atacantes abertos pelos lados, com 4-2-3-1 ou 4-1-4-1?

Dorival está pensando em criar novas funções para algum jogador do elenco? Já sabemos que ele tomou a sensata decisão de transforar Junior Tavares em homem da segunda linha. Virá algo mais?

No ano passado, Dorival assumiu no olho do furacão. Teve pouco tempo para treinar. Se tivesse, talvez percebesse antes o que eu, modestamente, apontava aqui nesse cantinho: Jucilei tem de ser titular. Ou então, é preciso arrumar a lateral. Coloquei até a sugestão de meu irmão, o Passional: Militão é o homem ideal para a lateral direita.

Quem sabe com tanto tempo para treinar secretamente, Dorival consiga fazer o Jonathan Gomez e o Thomaz renderem o mínimo possível para vestir a camisa do São Paulo;

Bem, aí seria necessário muito mais tempo, não vamos exigir tamanho feito.

Não vamos exigir nada. Apenas que nossa curiosidade seja satisfeita: que maravilhas táticas e técnicas estão sendo engendradas nos treinos secretos do C.T da Barra Funda?


São Paulo não consegue enfrentar o River Plate. E ainda, Jô, Mina e Profeta
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Jô, Hernanes, Mina e Pratto….Atenção, senhoras e senhores, nada indica que serão os únicos ou os últimos. A barca vai continuar levando jogadores brasileiros para Japão, China, Barcelona e…até Buenos Aires. Pouco há o que fazer. Os clubes brasileiros não conseguem se organizar e competir com ninguém.

A exceção é o Palmeiras. A saída de Mina já era um fato. Ele ficaria até o final do semestre, mas o Barcelona bateu o pé, abriu a carteira e lá se vai o zagueiro bailarino. O caso é emblemático. Um clube brasileiro consegue um grande negócio, trazendo um ótimo zagueiro aqui da América do Sul, consegue fazer um bom negócio, mas Barcelona é Barcelona.

O caso mais triste é o de Pratto. Ele escancara toda a fragilidade do São Paulo. Um gigante, com um estádio maravilhoso, com dos centros de treinamento e com um currículo de ótimas vendas, o que é sinônimo de dinheiro em caixa. Um clube assim é tão mal administrado por anos a fio que não consegue competir com o River Plate, da vizinha Argentina. Um River Plate que flertou com a bancarrota há tempos, que foi para a série B e que se recuperou. Leco poderia fazer um estágio lá, com os millonários.

Hernanes estava aqui de passagem, todos sabiam. Infelizmente, para o torcedor do São Paulo, foi uma passagem curta.

Jô estava na pior, veio para o Corinthians, se recuperou e agora vai ganhar mais dinheiro lá no Japão.

Quem mais sofre entre os três grandes é o São Paulo. Principalmente por perder dois jogadores (já estou dando como certa a saída de Pratto), mas também pelo que significavam para o clube e, principalmente, pela mensagem que a saída deles transmite. Qual mensagem? Vamos brigar de novo para não cair. Apesar de um pouco pessimista, o pensamento é válido. O time passou sufoco enorme no ano passado, se recuperou e terminou o ano com uma boa base. Dorival pediu três reforços. Agora, vai precisar de cinco.

Quem sofre menos é o Palmeiras, que já havia se antecipado e contratado Emerson Santos. Se for insuficiente, sempre há possibilidade de um novo aporte, de uma nova ousadia. Quem tem dinheiro, manda buscar.

O Corinthians está acenando com Vagner Love. Deu certo uma vez. Dará novamente?

Enfim, é o velho filme. O ano começa com incertezas e mais incertezas. Uma rápida olhada para o Santos confirma. Perdeu Lucas Lima, Zeca  e Ricardo Oliveira e trouxe Romário. Quem? Romário, o lateral.


Dorival uniu os bons e o time melhorou muito
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Menon

A frase “futebol é só juntar os melhores, não tem segredo” não cabe mais. É do tempo em que se dizia que Lula, o técnico do Santos, jogava onze camisas para o alto e…pronto, lá vinha outra goleada.

Já não há tantos craques (eles estão na Europa) para prescindir de tática. Mas há o outro lado da coisa. Se há poucos destaques individuais em um time, porque não juntá-los?

Entrevistei Ney Franco no início de 2013, antes da pré temporada e perguntei como Ganso e Jadson atuariam juntos. Ele disse que não era possível. Que jogaria um ou outro, porque não abria mão de dois jogadores abertos pelo lado do campo. Os dois não jogaram juntos e Jadson foi brilhar no Corinthians, ao lado de Renato Augusto.

Lucas Pratto, em entrevista ao João Canalha, disse que não entendia porque no Brasil todos os times jogavam com dois extremos. Todos. Uma unanimidade que não permite dois meias juntos.

Dorival, não. Desde a chegada de Hernanes, ele fez de tudo para que ele e Cueva jogassem juntos. Fez mudanças para que a parceria desse certo. E parece ter chegado ao ponto ideal.

Hernanes chegou e disse que gostaria de jogar mais à frente, perto do gol adversário. Dorival aceitou, tirou Jonatan Gomez e deslocou Cueva para a esquerda. Não deu muito certo porque Cueva era frágil  na recomposição. Seu futebol caiu. E a torcida começou a ofender o peruano, dizendo que ele só jogava bem na seleção de seu país. Lógico, né? Lá ele continuava jogando pelo meio, como um armador centralizado, vaga que havia perdido para Hernanes.

Dorival, então, recuou Hernanes para o lugar de Jucilei, colocou Lucas Fernandes na esquerda e trouxe Cueva de volta para o meio. O peruano voltou a jogar bem, mas Hernanes teve uma queda. E Lucas Fernandes decepcionou. Até os chutes de longe, ponto alto em seu currículo, diminuíram.

Chegou, então, a terceira mudança. Jucilei voltou ao time, como primeiro volante. Petros e Hernanes colocaram-se a seu lado, mais adiantados. E Cueva fechou a ponta do losango. Muitas vezes no jogo, Hernanes se aproxima de Cueva e o diálogo entre eles flui com muita qualidade. Saiu assim o segundo gol contra o Santos.

O time está em seu melhor momento porque Dorival abriu mão do esquema com dois extremos e, principalmente, porque fez isto para ter Hernanes e Cueva bem próximos.

Juntou os bons e uniu-se a eles.