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Dorival não é solução para o Flamengo
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Marcelo Barbieri foi demitido. Consequência de um feito conseguido pelo jovem treinador: após um bom tempo para treinar, por conta da parada da Copa, o time piorou. E, além de piorar tecnicamente, teve resultados também piores. Futebol ruim e resultado ruim. Não dá para continuar.

É preciso uma resposta rápida, afinal o Brasileiro está em marcha e há alguma possibilidade de titulo. E a necessidade de melhora rápida não combina com Dorival Jr. É só procurar o google a quantidade de vezes em que ele aparece pedindo tempo para que os resultados apareçam. No São Paulo, Santos, Fluminense, seja onde for.

Os resultados de Dorival Jr. demoram a aparecer. Quando aparecem. Pouco antes de deixar o São Paulo, afirmou que o trabalho de um treinador só pode ser analisado após um ano. Um ano. É uma afirmação totalmente fora da realidade que vivemos. E, se depois de um ano o trabalho estiver ruim? E se o time estiver caindo?

O Flamengo tem pressa. Dorival é lento. Ele vai fazer o time aumentar o número de passes trocados. Bola daqui pra lá, de lá para mais longe, volta, e então o time avança pela direita e faz uma inversão de bola para a esquerda…

Como o Cabo Daciolo no monte, Dorival busca sempre o equilíbrio. Parece um guru. Tem confiança total em sua postura e sabe que ela prevalecerá. Precisa de tempo. E tempo não existe.

O Flamengo que precisa de uma dose de adrenalina, optou por Maracugina.


Raí contratou três reservas. Cicinho é só um susto a mais
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A montagem de um elenco não pode ser tarefa exclusiva do treinador ou da direção do clube. A direção não pode ficar sujeita a caprichos do treinador que se comporta como criança mimada em época de Natal. Quer, quer e quer. Cuca é um exemplo. Não queria Borja e exigiu Deyverson. E o treinador não pode ser vítima de “ocasiões de mercado”, como Dorival, que gostaria de contar com um lateral e um atacante rápido e recebeu Trellez, Diego Souza e Nenê. Valdivia veio depois.

Deu chance aos dois atacantes  e voltou a escalar Brenner, sua primeira opção. E Valdivia tomou o lugar de Nenê. O que eu não entendi é porque ele se viu obrigado a escalar as opções da chefia. Precisava jogar para ver que não daria certo? Eu ainda acho que Diego Souza pode ser muito útil. É hora de recuperá-lo, em sua posição correta.

O grande erro de Raí foi trazer Nenê, um jogador de 36 anos e presenteá-lo com um contrato de dois anos. Uma bela aposentadoria. Vai receber R$ 6 milhões para se dedicar aos treinos e acertar uma ou outra cobrança de falta em jogos esporádicos.

Após a vinda de Diego Souza, 32, e Nenê, 36, a torcida levou um susto com a notícia de que Cicinho dara uma entrevista coletiva no Morumbi sobre o seu futuro. Possivelmente anunciará o fim da carreira que já terminou, em termos competitivos há tempos. O São Paulo acerta e muito em abrir suas portas para um ídolo, um jogador que esteve na conquista de 2005 e que, em sua primeira passagem, foi alguém que sempre rendeu muito bem. É importante preservar e respeitar a memória do clube. E ainda bem que não é mais uma “ocasião de mercado”


Dorival fica, mas precisa ousadia para chegar ao Brasileiro
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A direção do São Paulo resolveu que Dorival Jr. continua no comando da equipe. Espera por um bom resultado contra o CRB e por uma melhora de rendimento no Paulista, de modo que o time chegue com uma cara definida no Brasileiro. Se o plano der errado, Dorival será demitido. A tese sem cabimento de que é necessário um ano para se avaliar um treinador não encontra eco em quem tem a caneta no São Paulo. Para ser avaliado após um ano, é necessário ter resultados, muito mais que rendimento, que o permitam chegar a um ano de trabalho.

Dorival precisa mudar de atitude. Ele deve abandonar a convicção de que um bom trabalho se faz lentamente, com os jogadores assimilando conceitos e rendendo mais. Sempre foi assim. Procurem no gooogle Dorival + evolução ou Dorival + imediatismo e encontrarão resultados desde 2013. Está sempre reclamando de críticas que considera imediatistas e pregando uma evolução. Muitas vezes ela pode ter vindo, mas agora parece mais uma quimera. Ninguém vê a tal evolução. E não é porque não quer, como Dorival insinua. É porque está realmente difícil de ver.

No ano passado, houve evolução, é preciso reconhecer. O rendimento no segundo turno foi bom. Aí, o clube perdeu Pratto e Hernanes e tudo voltou ao zero. E tome Dorival pedindo tempo para evolução. Evolução que pode levar aonde? A um quinto lugar no Brasileiro? É o máximo que se pode sonhar, enquanto o pesadelo tem proporções muito maiores. O São Paulo pode cair, com certeza pode.

O São Paulo, atualmente, é um clube grande que diminuiu de tamanho. Hoje, é um desses times que vive no limbo. Se fizer um bom campeonato, chega à Libertadores. Se for mal, cai. Diante desse quadro, é difícil ter um ano de trabalho antes de ser avaliado. E, aliás, Dorival já tem sete meses.

A mudança precisa ser rápida. Como foi com a chegada de Carille no Corinthians, como foi com a chegada de Muricy ao São Paulo em 2013, como tem sido com Thiago Larghi no Galo. É possível ter um choque, é possível ter mudança instantânea. Para isso, Dorival precisa mudar.

O treinador do São Paulo parece um estudioso de piano muito aplicado, daqueles que decora todos os movimentos, todas as combinações entre as notas musicais e que chega na hora do concerto apresenta um trabalho tecnicamente irrepreensível, mas sem nenhuma improvisação, nenhuma emoção. Ele treina, treina, trabalha duro, mas não consegue pensar fora da caixinha. Contra a Ferroviária, foi uma overdose de lugares comuns. Sai Diego e entra Trellez. Nunca os dois juntos. Entra Nenê e sai Valdívia. Por que não Petros? Entra Paulinho Boia e sai Marcos Guilherme. Por que não Hudson.

Dorival precisa mudar.

Tentar um 3-4-3. Sidão, Arboleda, Caio e Anderson; Marcos Guilherme, Militão, Cueva e Reinaldo, Paulinho Boia, Diego Souza e Brenner

Tentar um 4-1-2-3 com Sidão, Militão, Arboleda, Caio e Reinaldo, Jucilei, Cueva e Diego, Pauinho Boia, Brenner e Caíque

Pode subir Liziero para a lateral.

Pode dar tudo errado. Os dois esquemas que eu falei podem ser um fracasso total. Mas, se ele mantiver o estilo papai e mamãe, se continuar trocando seis por meia dúzia, se não ousar mais, ai, sim, é a certeza do fracasso total. E ele não chegará ao Brasileiro.


Dorival está em um mundo paralelo. Pensa que é europeu
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A entrevista de Dorival Jr, após mais um vexame, demostra dissociação da realidade. Ele não sabe onde está. Onde vive, que clube dirige.

Dorival Jr dá entrevistas como se trabalhasse na Europa. Após empatar com a Ferroviária, em casa, disse que “não é possível avaliar um treinador com menos de um ano”. De onde tirou isso? Como chegou a este número mágico. Ora, um ano é para o Guardiola no Manchester City. Por tudo o que fez até hoje, merece. Dorival quer um ano para ser avaliado? Ora, vá para a Europa. Faça os cursos da Uefa. Ganhe o que os outros ganham, tecnica e monetariamente falando e peça um ano de trabalho antes de ser avaliado.

E não esqueçamos que Frank de Boer foi demitido com três meses de trabalho na Inter. O Berizzo durou quanto tempo no Sevilla?

Mas, voltemos ao Guardiola. No jogo contra o Arsenal, perdeu o Fernandinho logo no começo do segundo tempo. Colocou o Bernardo Silva aberto na direita e recuou o De Bruyne, rei das assistências, um dos jogadores mais técnicos do mundo para o lugar do Fernandinho e venceu com facilidade. Poderia ter fechado a casinha e garantir o resultado. Nada disso. Ousou.

E o que fez Dorival? Deixou o São Paulo com Petros e Hudson até o final do jogo. Poderia ter colocado Shaylon. Ou deslocado Marcos Guilherme para o meio, com Paulinho Boia na ponta. Nada. “Não pensei em tirar um volante porque o meio-campo estava encaixado e estávamos criando?”

Ora, o que se pode esperar de um pensamento tão pouco criativo, tão pouco ousado? Vai mudar tudo em um ano. E ele já está desde julho. Em sete meses, foram 37 jogos, com apenas 15 vitória, onze empates e onze derrotas. Um aproveitamento de 50,45%. Vai mudar nos cinco meses que faltam para se completar o número mágico de um ano?

E os números? Cita quantidade de escanteios, de finalização, de posse de bola e não cita que conquistou onze pontos em 27 disputados. E fala constantemente em uma evolução que ninguém vê. E agora, a novidade, o desempenho não está se refletindo nos resultados.

E a culpa é da cultura futebolística brasileira?

Olha, até acho que na Europa é melhor. Muito melhor. Mas, qual time europeu contrataria Dorival ou outro treinador brasileiro que fica pedindo um ano de estabilidade no emprego?

Nenhum.

Dorival precisa acordar, saber que está no Brasil e não na Europa.

Esquecer o mundo ideal, mesmo porque não tem lugar para ele, e fazer o time ganhar. Nem precisa render. Precisa ganhar. Só isso. O resto é discurso moderninho (culpa calendário, culpa isso, culpa aquilo) que não explica nada.


São Paulo se afoga. Paulinho pode ser uma boia
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Depois de duas derrotas, um empate em casa. Continua a horrível participação do São Paulo no campeonato paulista. Onze pontos conquistados em nove partidas, aproveitamento de 40%. Há apenas cinco times piores no campeonato. E a Ponte ainda pode ultrapassar o São Paulo. Terminado o jogo, Rodrigo Caio fala em muitas finalizações e a velha desculpa “a bola não entrou”.

Pouco há a falar. O treinador não tem ousadia. Entra com Valdivia no lugar de Nenê. Troca Valdivia por Nenê. Troca Diego Souza por Trellez. Não dá oportunidade para os dois jogarem juntos. Em um jogo que poderia ser fácil, entra com Edimar, que não aporta nada ao ataque. Mantém Hudson e Petros revezando-se como meia. Por que não o Shaylon, pelo menos em parte do jogo? A fase final, a hora do sufoco.

O que houve de bom foi a entrada de Paulinho Boia. Ele fez tudo o que Valdivia deveria ter feito: jogar aberto, dar amplitude ao time, deixar o campo maior. Pena que entrou na hora do sufoco o que obrigava que suas jogadas terminassem em cruzamento. Ele pode fazer mais. É uma brisa nesse grupo cansado, burocrático e inerte.

Dorival precisa ousar, precisa pensar fora da caixinha. No Santos, ele chegou a pensar em um esquema com apenas um zagueiro. Não digo que é a solução, porque sei que não há solução compatível com a grandeza do São Paulo. O que se espera, apenas é um brasileiro sem risco de queda. Esperar mais do que isso é impossível. O São Paulo, de Leco, Raí e Dorival é um time médio, como Furacão, Chape, Bahia e Vitória. No más.

Algumas perguntas:

O que Valdivia fez no Galo para chegar ao São Paulo como status de 12º homem?

O que Nenê fez no Vasco para chegar ao São Paulo com status de titular?

Por que Edimar tem status de reserva na lateral?

Por que….(complete a frase)


Dorival precisa acordar e abandonar muletas
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A derrota contra o Ituano pode servir para alguma coisa se Dorival Jr. mantiver o que fez no intervalo do jogo. Ao tirar Diego Souza e Nenê, ele pode ter dado fim à escalação seguida do quinteto lentidão, que reúne ainda Cueva, Petros (no caso, Hudson) e Jucilei. Será que abriu os olhos e percebeu o que todos diziam. Todos, inclusive ele, que no ano passado, disse ter um time muito lento na transição de jogadas e que isso mudaria em 2018.

Importante notar é que Dorival deixou claro que não havia pedido Nenê e Trellez. Na verdade, ele buscava um atacante rápido e um lateral. Bem, se não queria, não precisa escalar, não é? E, assim que Nenê apareceu no Bid, foi para o jogo, mandando Brenner autor de dois gols, em dois jogos seguidos, para o banco de reservas. Ora, se ele se submete à contratações que não quis, fica difícil defendê-lo por elas haverem se concretizado.

É muito bonito dizer que um técnico tem um modelo, tem um conceito ou um esquema, mas é só um? Só sabe fazer uma coisa? E não estou falando de Dorival apenas. Treinador precisa detectar problemas e resolver logo. Dorival foi rápido ao ver que Junior Tavares é fraco na marcação, mas demorou a perceber que Bruno é fraco na marcação e no ataque também. E agora, a questão da lentidão. Será que, enfim, percebeu que Nenê, Cueva e Diego Souza juntos não é uma alternativa boa.

É preciso também abandonar as muletas. Todo mundo sabe que a CBF é péssima, que o calendário é ridículo, que os clubes do interior começam a trabalhar antes, que são muitos jogos em pouco tempo, que não tem tempo para treinar, que Elis Regina cantava muito mais que Pablo Vittar. Tudo verdade, mas também é verdade que Dorival Jr. não está trabalhando na Europa e sim no Brasil. E que é preciso, como dizem os descolados, “performar”.

E a outra grande verdade é que o time tem jogadores para render muito mais do que está rendendo. E precisa melhorar rapidamente. E, se não melhorar, o treinador cai. É assim que toca a banda. De maneira correta, eu acho.

No Brasil, criou-se o conceito de que demitir treinador é um HOR-ROR. A modernidade exige. Mesmo que o time não jogue nada. Parece golpe de estado.

Por fim, um outro setor do São Paulo que precisa ser questionado é o que cuida de scouts e análise de desempenho. Hoje, em dia, é muito moderno falar sobre a eficiência desses profissionais. Todo clube tem. O do São Paulo indicou Thomaz, Marcinho e Morato. E agora, Régis, lateral de 28 anos que rodou por muitos clubes do Brasil. Ora, amigos, contratar jogador revelado no interior é prática antiquíssima. Waldir Peres, Nelson, Samuel, Chicão, Teodoro, Thales, Bazzani, Leão, Eurico, Luís Pereira, Dudu, Júnior (sobrinho de Dudu e que agora é técnico com nome Dorival Jr), Pelé, Coutinho, Ralf, Paulinho, Elias, Raí, Sócrates, Geraldão…

Foi o scout que indicou Nenê, que não fazia a diferença no Vasco ou foi Raí?


Dorival, Raí e a comédia de erros
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O vexame do ano passado ainda ecoa e faz com que os são-paulinos tenham pavor e rebaixamento no Brasileiro. Seria a última estaca cravada em um coração muito magoado. Time grande não cai, é o que resta a todos gritar. O que fazer se até isso ocorrer? O medo faz com que as reações ao momento atual sejam muito exageradas. A meu ver, o São Paulo não corre o mínimo risco em 2018. O time vai melhorar, como melhorou no segundo turno do Brasileiro de 2017.

O problema é que a melhora é muito lenta. E a conta cai no colo do treinador, que não é o único culpado. Tudo o que se passa agora, tem início lá atrás. É uma comédia de erros que faz chorar.

1) Mentiras no final do ano – Leco contratou Hernanes e disse que ele ficaria até junho, com possibilidade de continuar por mais tempo. A verdade é que ele ficaria até junho, com possibilidade de sair antes, em janeiro. E foi o que ocorreu. A consequência é dar à torcida, um dos pilares da reação no Brasileiro, um grande motivo de desânimo.

2) Dorival e seus planos frustrados – O treinador disse a mim, no ano passado, que buscava jogadores que facilitassem uma saída de jogo mais rápida. Lembremos que, no Santos, ele tinha Gabigol, Marquinhos Gabriel, Geuvânio, Bruno Henrique, não juntos, é lógico, mas sempre uma boa opção pelos lados. A segunda parte do plano era dar espaço a jogadores da base, como Shaylon e Brenner.

3) Pacote errado de Raí – Quando eu ouço a expressão “oportunidade de mercado” penso em amadorismo. É como se eu fosse ao shopping comprar um livro sobre a Batalha de Stalingrado e adquirisse um grill do George Foreman, porque havia essa oportunidade de mercado. Dorival queria um lateral, para usar Militão como zagueiro e um atacante rápido. Recebeu um zagueiro (Anderson Martins), Nenê e Trellez. Depois, veio Valdívia.

4) Consequências do pacote errado de Raí – Anderson Martins pode reagir, mas hoje está atrás de Rodrigo Caio, Arboleda e Bruno Alves. Militão, o melhor da base dos últimos anos tem dado mostras de estagnação na direita. Marca muito bem, mas não é uma opção muito válida para as triangulações de lado de campo, no ataque.

5) Dorival se rendeu ao pacote – Ao receber Nenê, que não era uma opção (foi “oportunidade de mercado”), Dorival passou a utilizá-lo. E, ao escalá-lo juntamente com Cueva, Diego Souza, Petros e Jucilei, deu adeus a duas de suas prioridades: time rápido e apoio aos jovens. Brenner marcou contra Corinthians e Madureira e…cadê ele? Não estou dizendo que Brenner é um gênio, o cara que vai resolver tudo, apenas notando que sua evolução foi brecada. Uma evolução que vinha desde o final do ano passado.

6) Projeto Copa de Cueva e de Diego Souza – Cueva, jogador pouco profissional, deixou de forçar a barra para sair, após receber duras de Gareca e de Guerrero. Se quiser ir à Copa, tem de jogar no time em que estiver. E como Raí impediu (muito acertadamente) que saísse, o lugar que ele tem de jogar bola é no São Paulo. Tite deixou claro a Diego Souza que ele tem alguma chance de ir à Copa como centroavante. Coisa que ele nunca foi. E o que o São Paulo tem a ver com os sonhos de seus jogadores? Nada, não é? Nada obriga a escalação de  Cueva. Nada obriga a colocar Diego Souza no comando do ataque.

7) Valdívia – O Galo não o queria. O Inter não aceitava receber de volta. O São Paulo ficou com ele. E lhe deu status de “primeiro reserva”, de homem que entra para dar velocidade ao time. Mas, e Brenner? E Caíque? Estão piores do que ele?

8) Dorival ama o 4-1-4-1 – O treinador do São Paulo é adepto do esquema com quatro meias e muita posse de bola. Tudo bem, nada contra, mas ele tem Militão que não é lateral, Petros que não é meia, Diego Souza que não é centroavante e Nenê que não é jogador de recompor, pelo lado. Com esses jogadores, não dá certo. Ele poderia mudar o esquema, ou mudar os jogadores. Para mudar o esquema, basta recuar Petros para jogar na mesma linha que Jucilei. E sair de trás, com a bola dominada, aproximando-se dos atacantes. Um 4-2-3-1. O importante é “sacrificar” Diego, Nenê ou Cueva. Um deles precisa sair. Eu colocaria o Marcos Guilherme na direita, Diego, Brenner e Cueva. É uma tentativa, há outras. Nenê e Cueva, com Brenner. Nenê e Diego, com Brenner. O que não pode é usar a lentidão com a vagareza, como tem sido.

9) Vai melhorar – Amigos, se eu estou vendo, o Dorival já viu antes. Ele sabe de futebol. E vai arrumar o time. Rumo a um ano bem melhor do que o outro, mas não vejo chance de ganhar um título importante.

PS – O post foi construído também a partir de conversas com o amigo Luiz FC Almeida. @luizfcalmeida


São Paulo: três armadilhas em sete dias
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Menon

Os próximos sete dias, a partir de quinta-feira, dia 15, significam muito na vida do São Paulo neste início de ano. Podem trazer calmaria por um tempo ou a instalação de uma grande crise, resultando até na demissão do treinador. O primeiro jogo é contra o CSA, em Maceió, o segundo contra o Santos, em casa e o terceiro, uma viagem até Itu, para pegar o Ituano.

Lendo assim, parece fácil, mas os jogos possuem características impactantes.

Contra o CSA é mata. Não é mata-mata, pois se decide em um jogo só. Se o São Paulo não vencer, irá para os pênaltis. E, se perder, será um Deus nos acuda. O paralelo que pode ser feito é com o Corinthians do ano passado, que foi enfrentar o Brusque. Não saiu do empate e esteve a pique de ser eliminado nos pênaltis. Bastaria um acerto de Carlos Alberto, o Gato. Mas ele errou, o time se recuperou e Carille teve tranquilidade para trabalhar. Tê-la-ia (mesóclise para homenagear o presidente sem votos) se fosse eliminado? Difícil, talvez fosse demitido.

Além de ser uma competição traiçoeira, o São Paulo tinha como certo que a partida seria no dia 21. Foi surpreendido e teve de correr com a preparação. E talvez não tenha Militão, que está com amidalite. E já não tem Petros, suspenso.

No domingo, às 17h, aproximadamente 65 horas após a decisão, o adversário será o Santos, 24 horas mais descansado e sem viagem pelo meio. Se o time estiver classificado para a terceira fase da Copa do Brasil, o treinador até poderá poupar um ou outro jogador, mais descansado diante de uma torcida muito animada. Se for eliminado, Dorival Jr (?) escalará tudo o que tem de melhor para enfrentar o rival e uma torcida desconfiada e sem ânimo.

Se houver a classificação e um empate no clássico, prevalecerá a tranquilidade contra o Ituano. Se o empate ou derrota no clássico vier após uma eliminação, o jogo contra o Ituano terá uma dimensão dramática. E, como André Jardine está no Uruguai com o sub-20, nem se sabe quem ficará no banco.

Esta é uma análise do mundo real. Nosso futebol é assim, nosso calendário é assim. Não adianta fazer projeções como se vivêssemos na Europa. Não se trata de justiça ou não. Trata-se de “o que tem para hoje”. E ninguém vai lembrar que Dorival fez um bom trabalho em 2017 e que começou o ano perdendo Hernanes e Pratto. Ninguém vai levar em consideração que ele precisa de um lateral direito e de um homem rápido e experiente pelo lado de campo. Nada disso.

Então, em Terra Brasilis, é assim que a banda toca. A Morolândia não é europeia.

 

 


Maicosuel merece uma investigação
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O São Paulo precisa fazer uma investigação interna que responda a algumas perguntas:

  1. Quem indicou Maicosuel? Ceni ou a equipe de scout?
  2. Quem aceitou pagar 1 milhão de euros?
  3. Quem aprovou, clinicamente falando, sua contratação?
  4. Quem aceitou pagar R$ 300 mil por mês?
  5. Quem dispensou, Dorival ou Raí?
  6. Quem aceitou pagar seus salários de forma integral durante seis meses de empréstimo ao Grêmio?
  7. Não seria melhor uma recuperação no famoso Reffis?

Onde anda a intensidade, Dorival?
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Noel Rosa, gênio da música popular brasileira, 19 em 1936, com apenas 25 anos e mais de 250 sambas escritos. Um deles, de 1933, há 85 anos, ironizava o dinheiro fácil. Onde anda a honestidade? era o nome da canção.

Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade

E o povo já pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente

E eu, que não sou Noel nem nada, que desafino até para tocar campainha, me pergunto, ao ver o São Paulo jogar: onde está a intensidade? O conceito tão atual, buscado por treinadores em trabalhos cotidianos.

O time fica com a ola. Contra o Bragantino, a posse foi de 64%. E chutou apenas oito vezes a gol, quatro delas no alvo. O rival acertou quatro no alvo e ainda finalizou mais seis vezes. Contra o Botafogo, a posse foi de 58%, com apenas dois chutes no alvo e mais oito fora dele. O adversário acertou sete no alvo e errou outras quatro.

É uma contradição enorme. O São Paulo controla o jogos, finaliza menos que Botafogo e Bragantino e ganha os dois jogos sem sofrer gols. Parabéns para Sidão. E lembranças de Noel. Onde está a intensidade?

Dorival está trabalhando a questão. Com a entrada de Reinaldo na esquerda, passou a haver mais profundidade por ali, com os pés ou até com o lateral jogado na área. Do outro lado, Militão marca muito bem, mas tem certa dificuldade para atacar.

Mas é no meio que o bicho pega. Ou não pega. Jucilei é o homem mais recuado e tem acertado ótimos passes, principalmente para Marcos Guilherme. Petros não tem ido bem como meia, deveria jogar mais recuado e conduzir a bola até os meias e não ser um deles. E ainda há Cueva e Nenê, revezando-se entre a esquerda e o meio. Na frente, Diego.

E, com eles, ou por eles, há uma lentidão enorme. A bola vai de um lado para outro, do outro lado para um lado e não há quem chegue chutando de fora ou rompendo as duas linhas defensivas.

Então, o time começa bem, faz um gol e depois sofre para não sofrer o empate. Foi assim com o Braga.

Então, o time começa mal, leva um sufoco, segura o empate e vence no segundo tempo. Foi assim com o Botafogo.

Se for assim até o final do ano, será campeão de tudo.

Mas não será, né?

É muita lentidão para 2018.