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Guedes: Palmeiras comemora negócio perfeito, com barriga de aluguel do Galo
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Menon

No final do ano passado, o Palmeiras chegou à conclusão que Roger Guedes não poderia ficar mais no clube. Ele estava completamente isolado e não tinha interação com os companheiros. E nem com a torcida. “Se passasse na porta do estádio era capaz de ser agredido por um torcedor. É um menino muito complicado”, me disse uma fonte.

A ideia era colocá-lo em um outro clube para que ele se recuperasse, visando uma futura venda para o Exterior. Não poderia ser um time que disputasse a Libertadores. Apesar de não querer ver Guedes nem pintado de ouro, a torcida não aceitaria que ele dificultasse a caminhada do Palmeiras na competição sul-americana.

Em dezembro, houve a troca com o Galo. Roger Guedes por Marcos Rocha.

Com o negócio feito, ficou a torcida para que ele jogasse bem e fosse vendido na janela de meio de ano. O plano quase foi por água abaixo. O presidente do Atlético ligou para o Palmeiras e disse que não aguentava mais o jogador. Queria devolvê-lo. Foi um custo convencê-lo que a ideia não era boa. Já havia, na mesa, a opção de Roger Guedes no Bahia.

O resto da história todos sabemos. Guedes estourou e foi vendido para o futebol chinês. Serviu para sossegar o apetite do Shandong Lueng, que desejava Dudu. O Palmeiras tinha 25% do valor, mas negociou bem e ficou com 45,26% dos 4,3 milhões de euros. O equivalente a R$ 20,425 milhões.

Festa no Palmeiras: grana otimizada, manutenção de Dudu e desfalque de um concorrente direto no Brasileiro.

O Galo também negociou bem: aproveitou-se do pouco tempo para que o negócio fechado e recebeu 2,5 milhões de euros dos chineses. Uma compensação para que o negócio saísse.

Eu acho que o Palmeiras deve comemorar mesmo a negociação. Deu tudo certo. Mas, ainda assim, faço uma reflexão: não seria possível  aparar as arestas de final de ano e continuar com o jogador até a janela. Se ele participasse da Libertadores, não teria sido vendido por um valor maior? Tudo deu certo, mas quase não deu, tanto que Roger Gudes quase acabou em Salvador.

O melhor de tudo, a meu ver, foi a manutenção de Dudu. O Palmeiras foi gigante, fazendo valer suas necessidades técnicas sobre a necessidade financeira. Prevaleceu sua vontade sobre a vontade do milionário clube chinês.


Mattos acerta 200% no caso Dudu
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No início do ano, Alexandre Mattos chamou Dudu para conversar. Foi feito um plano de carreira para o jogador. Ele ganharia mais e ficaria no clube até o final do ano, como um dos mais importantes trunfos na luta pela Libertadores.

Agora, no meio do ano, os chineses ofereceram  um salário de R$ 2,3 milhões ao jogador. Aproximadamente 350% a mais do que ele recebe no Palmeiras, mesmo com o tal aumento de janeiro. O jogador, como todo ser humano, como todo trabalhador, se sentiu tentado pela oferta.

E, para o Palmeiras, o que os chineses ofereceram?

12 milhões  de euros.

Foi rejeitado.

15 milhões de euros

Rejeitado novamente.

Ora, eles ofereceram para o clube o correspondente a apenas dois anos de salário que Dudu receberia.

É um troco. Uma esmola. Lembremos que o futebol chinês pagou 50 milhões de euros por Paulinho.

Como Palmeiras é um clube bem estruturado, com muito dinheiro, pode recusar. Se quiser levar, que pague a multa de 6o milhões de euros.

E, mesmo com todo esse dinheiro, o Palmeiras teria dificuldades em conseguir um bom reforço. Os grandes jogadores do Brasil e da América do Sul já estão atuando na Libertadores. Ou já cumpriram sete jogos no Brasileiro.

Fez muito bem o Palmeiras. Mais vale ganhar um título do que 12 milhões de euros. Evidentemente, Dudu não é garantia de título. Mas também é evidente que o time ficaria mais fraco sem ele.

E como fica o jogador, impossibilitado de ganhar R$ 2 milhões e trezentos mil por mês?

Como fica?

Cumpre o contrato que assinou.

E se vira com R$ 500 mil por mês.

Não é tão difícil assim.


Mattos, Dudu, Lugano… Nada muda no futebol brasileiro
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O Dia da Marmota é mesmo uma constância no futebol brasileiro. Nada muda. Os mesmos problemas e as mesmas soluções que nunca solucionam. Tudo igual. E vamos caminhando para o fim do túnel.

A notícia é que Alexandre Mattos e Dudu foram conversar com dirigentes de uma torcida organizada. Pedir apoio, pedir união. Uma prática que não se restringe ao Palmeiras. Há pouco, era Lugano usando sua influência e seu portunhol para amansar outras feras.

Até quando? Até quando dirigentes terão atitudes desse nível, se sujeitando a receber ameaças de torcedores? E depois fazer uma reunião como se fosse algo importante, o Topetudo se reunindo com o Gordinho? Isso é rebaixar o clube.

Precisamos de dirigentes que avancem, que sejam pioneiros e tomem atitudes corajosas.

Não damos mais ingresso grátis para torcedor.

Não facilitamos compra de ingresso para organizadas.

Nenhuma torcida organizada tem permissão para usar os símbolos do clube.

O clube não dará e nem aceitará que seus dirigentes contribuam com as despesas de escolas de samba de torcidas organizadas.

E há muito mais que um dirigente moderno poderia fazer a partir de agora, para mudar o futebol brasileiro.

Apenas o nosso capitão poderá se dirigir ao árbitro.  (Já que o Coronel Marinho não faz, que alguém faça).

Não aceitamos mais que nossos jogadores fiquem cercando e ofendendo árbitros, auxiliares e outros quetais.

Apenas nossos dirigentes falarão sobre arbitragem.

Repudiamos que nossos jogadores finjam levar tapa na cara a cada disputa de bola.

E já que se exige tanto dos jogadores, o presidente do clube deveria dizer:

Não aceitamos a governança da CBF, com um presidente eleito após um golpe que tirou força dos clubes e fortaleceu as federações.

Não aceitaremos viajar de graça com avião da CBF.

Não estaremos em vôos de alegria, irresponsáveis.

Se um, apenas um dirigente tomar vergonha, tomar atitude e passar a respeitar a história de seus clubes, não se sujeitando a marginais organizados, nas arquibancadas e nas luxuosas salas da CBF, tudo melhoraria.

Petraglia, presidente do Furacão, avançou em relação à CBF, mas sua atitude diante de outros clubes, partindo para a galhofa e ofensa, não leva a nada.

São sonhos, talvez irrealizáveis para um país que vende jovens para a Europa e jogadores em plena forma para a Arábia.


Daronco no clássico é motivo de preocupação
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Os clássicos entre Palmeiras x Corinthians tem sido palco de muita discussão envolvendo arbitragem. Desde Thiago Peixoto que expulsou Gabriel, de forma totalmente equivocada, até Marcelo Aparecido de Souza voltando atrás na marcação de um pênalti de Ralf em Dudu. Para muita gente, inclusive para mim, decisão tomada com interferência externa. O Palmeiras tentou provar a interferência e rompeu com a Federação Paulista.

É um clássico em que os 22 jogadores em campo, os reservas no banco, os dirigentes e os torcedores têm certeza que serão “roubados” pela arbitragem. Foi o que disse Jaílson, após ser expulso em um clássico em Itaquera. “Aqui, ninguém ganha deles. Posso ser punido, mas digo que fomos roubados”. O Corinthians venceu por 2 x 0 e o árbitro Raphael Clauss foi muito criticado.

Muita glicerina no clássico. Muita. E o Coronel Marinho coloca gasolina no fogo, escalando Anderson Daronco. Em 2017, Gabriel tinha um cartão amarelo e voltou ao campo, após atendimento medico, sem receber autorização da arbitragem. Seria caso de segundo amarelo. Os palmeirenses reclamam também de impedimento não marcado em gol de Romero.

Precisa ser o Daronco?

Não tem outro?

Alguém que não esteja marcado por palmeirenses ou corintianos?

Não é o caso de punir Daronco ou Raphael Claus por polêmicas recentes. Se Marcos Marinho acha que acertaram, então por que deixá-los de fora? Tudo bem, é um bom argumento, mas o importante, no caso, é usar de cautela. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, diziam vó Stela e vó Geni.

Mas o responsável pela arbitragem é alguém que nunca apitou um jogo. Chegou ao futebol via seu trabalho de comandar a PM em dias de jogos no Morumbi ou Pacaembu.

Gosta de confronto?

É o que parece.


Palmeirenses vaiam Dudu. Seriam corintianos infiltrados?
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Torcedores corintianos fizeram perfis falsos nas redes sociais, passando-se por palmeirenses, e estão há dias provocando jogadores como Tchê Tchê e Dudu.

Outros corintianos, mais ousados, viajaram até Buenos Aires, vestindo roupas verdes, e foram até a porta do hotel do Palmeiras para vaiar Dudu. Na vésperas de um jogo emblemático contra o Boca Jrs.

Os corintianos estão agindo no momento exato. Depois que o Corinthians venceu um título no campo do Palmeiras. Depois que o Palmeiras jogou mal no empate contra o Botafogo e na vitória para o Inter. E depois que o Palmeiras sofreu um empate contra o Boca, nos acréscimos, em seu campo, com gol de Tevez.

É a hora de provocar. É a hora de fragilizar ainda mais quem está fragilizado. Um momento pior que esse, apenas se o Palmeiras precisasse vencer o Boca para se classificar.

Mas não interessa. Os corintianos que estão agindo nas redes sociais e que foram ofender Dudu no hotel em Buenos Aires, sabem que o Palmeiras é um clube em que as crises são potencializadas. Todo pingo é letra. Algo que pode passar despercebido em outros clubes toma proporções enormes no Palmeiras.

Foi tudo um plano maquiavélico.

Foi nada.

É apenas imbecilidade de imbecis que gostam de aparecer e não ligam para o clube. São palmeirenses que estão fazendo mais mal para o clube do que se fossem torcedores de outros clubes.

Basta saber se são apaixonados que perdem a razão. Ou se a razão está muito presente. Razão com frieza. Criar clima ruim, apostar em crise e em derrota. Afinal, tem eleição chegando por aí.

 


TJD não pode perseguir o Palmeiras
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O Palmeiras fez mais do que a obrigação e venceu o Novorizontino e já está nas semifinais do Paulistão. Mesmo assim, será injustificável uma punição do TJD a Jaílson, Dudu e Felipe Melo por conta dos incidentes no dia 24 de fevereiro, quando o  Corinthians venceu o Palmeiras por 2 x 0 em Itaquera.

Jaílson e Dudu, no calor da derrota, falaram coisas que todo torcedor diz: “passaram a mão no Palmeiras, na dúvida é Corinthians”. Um desabafo que não pode ser encarado como algo acima disso. Se, em vez de falar, tivessem escrito e colocado aspas, nada aconteceria. É como dizer que o árbitro tal “roubou” o time tal. Ou seja, errou tanto que parecia um roubo.

Felipe Melo foi indiciado por causa de algumas cenas que dão a entender que ele mostrou o dedo médio para a torcida. Não está no relatório. Ora, se não está, não aconteceu. É minha tese de sempre. O jogo precisa terminar ao final dos 90 minutos. Nada mais.

Punição para Jaílson por jogada violenta é outra coisa. Realmente, eu achei que ele foi violento mesmo. Mas é uma questão de argumentação. Foi expulso e uma punição por esse motivo não seria descabida.

Fora disso é tudo fruto de uma tendência punitivista que toma conta do futebol. O TJD deveria ser presidido por um jurista, mas, não. É comandado por um delegado. Como a arbitragem brasileira é comandada por um coronel. Eles querem tratar jogadores como soldado, deixando de lado toda a carga de emoção que traz um jogo de futebol.

Se o árbitro Raphael Claus se sentiu ofendido com as palavras de Jaílson e Dudu, se pensa que sua honra e honestidade foram colocadas em dúvida, que processe os jogadores. O errado é tirá-los de um ou dois jogos por conta de uma bobagem, de um desabafo ditos a microfones em momento de alta carga emocional.

Uma punição serviria apenas para deslustrar o campeonato.


Corinthians derrota o freguês. E, sim, temos árbitro de vídeo
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O jogo teve muita polêmica. Os palmeirenses podem reclamar do pênalti e da expulsão de Jaílson, mas, se ficarem presos a um ponto único, estarão cometendo um grande erro. Sim, porque o jogo terminou com um fato indicutível: o Corinthians ganhou o quarto derby seguido. E o fato indiscutível pode ser explicado principalmente por um outro fato indiscutível: os jogadores do Corinthians entendem melhor a importância de um jogo desse quilate.

Estavam muito mais focados na partida. Muito mais. Um exemplo é o primeiro gol. Eu marquei 1m54 de toque de bola. A televisão mostrou 1m23s. Não importa, é muito tempo sem que a jogada fosse interrompida. Com marcação mais próxima. Ou com uma falta. Nada de violência, uma falta para interromper o toque contínuo, que, aliás demostra um time muito bem treinado.

O Corinthians venceu também o duelo do falso nove. Entrou com Romero na direita, Clayson na esquerda e a dupla Rodriguinho e Jadson pelo meio. Dois bons jogadores sobre Felipe Melo. Roger não consertou. E o Palmeiras veio com Borja, que tem melhorado, mas que foi um verdadeiro falso nove. Teve chances e perdeu. Lento e sentindo o jogo.

Roger errou também na entrada de Scarpa. Ora, se é para ficar na direita, parado, tentando um drible para dentro que possibilitasse um cruzamento, melhor seria colocar Keno, que vai para dentro do marcador.

Bem, vamos ao lance polêmico. Não sou especialista em arbitragem, mas eu, você, o Donald Trump e o Raul Castro temos quase certeza que o árbitro de vídeo atuou no jogo. Raphael Klaus disse que foi avisado pelo quarto árbitro, mas  quem avisou o quarto árbitro? Ninguém? Não, né? E quem está mais bem colocado, o juiz ou o quarto árbitro. Por que o Klaus mudaria de ideia?

O pênalti foi evidente. Jaílson entrou muito feio, com a perna levantada e fez falta em Renê Jr. Não ver o pênalti é um erro terrível. E voltar depois, com a jogada continuando, é outro erro.

E a expulsão do goleiro? Achei exagerada. Para mim, seria amarelo. Fiz um curso na Aceesp com o Sálvio Fagundes. Ele explicou que o jogador faltoso deve ser expulso se o jogador que recebeu a falta 1) tiver a bola totalmente dominada 2) não estiver recebendo marcação dura e 3) tiver condições claras de marcar o gol. Para mim, não é o caso. Mas, o juiz pode ter entendido como agressão.

A partir daí, coloquemos uma lupa nas reações de Dudu, o capitão do Palmeiras. Ele quis tirar o time de campo. Depois, quando estava 2 x 0, fez falta feia em Fagner (sempre violento, o lateral do Corinthians) e recebeu amarelo. Em seguida, fez o pênalti. Descontrolado? Sem foco?

O Palmeiras, desde o ano passado, tem mais elenco que o Corinthians. Desde então, teve três quatro treinadores. E perdeu os quatro encontros. Precisa descobrir as causas. E elas estão além e são muito mais graves do que o pênalti marcado.


Tite, Leila e o dinheiro vindo do ensino pago
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Leila Pereira publicou um twitter com Dudu fazendo propaganda da Faculdade das Américas, de sua propriedade. Eu falei que considerava aquilo uma vergonha. Recebi muitas críticas. De todos os tipos. A mais imbecil é que eu persigo o Palmeiras, que tenho inveja da patrocinadora ou que a inveja é porque não fui chamado para a propaganda. Ora, amigos, por que alguém me chamaria para fazer propaganda de alguma coisa? Não sou famoso. E, se fosse, acreditem, não aceitaria. Jornalista, a meu ver, não pode fazer propaganda de nada.

Outros argumentavam que eu estava sendo preconceituoso com Dudu. Não, de jeito algum. O erro, como tentarei mostrar depois, é da Leila Pereira e não do Dudu.

Outra vertente diz que faz parte do contrato de imagem e que tudo é legal. Sim, é legal, nunca disse que não era.

O presidente Paulo Nobre defendeu a Leila. “Se você não sabe filho, escolas já se transformaram em bussiness (sic) faz uns 45 anos. As escolas no Brasil disputam mercado ferozmente. São entidades privadas e que precisam ganhar dinheiro. qualquer ação de mke é válida faz parte do negócio comercial. Simples assim”.

Simples assim, concordo. Desde que eu concordasse que ensino é business. Que ensino seja negócio comercial.

Não concordo. Pode até ser assim, mas não acho que deva ser.

Para mim, uma propaganda de ensino privado deveria ser feito mostrando quantos mestres e doutores há no corpo docente. Qual a qualidade dos laboratórios. Como é a inserção no mercado de trabalho. Qual a avaliação do MEC.

Se for assim, que seja feita pelo Dudu, pelo Roberto Carlos ou pela Anitta.

Se não for assim, nem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

É o que eu acho. Sem querer perseguir ninguém. Aliás, toda torcida se acha perseguida pela “imprensa”. Como se existisse apenas uma imprensa, como se todos pensassem de forma igual…

O amigo Fabio Marques (@fabinhomax) me cobrou coerência por não haver feito comentário semelhante quando Tite fez propaganda para a Uninassau. E ele tem razão total. Não me passou o assunto na época.

E digo que a postura de Tite é horrível. O cara é o treinador da seleção, sabe tudo de futebol, está no auge e, além de tudo o que ganha, vai ganhar mais dinheiro ainda recomendando que jovens se matriculem em uma escola que, eu duvido, ele conheça.

É muito pior que a do Dudu porque ele não é obrigado, não está preso a nenhum contrato. O Dudu está.

Mas o Tite é aquele que assinou um texto criticando o Marco Polo del Nero e depois o recebeu com um beijo no rosto. E é aquele que, indo contra o que está escrito no regulamento da CBF, leva o filho para ser seu auxiliar.

Agora, um comercial meu. Vocês podem me criticar, falar mal de mim, mas saibam que o que eu escrevo é o que eu penso. Não tem nada por trás disso. Nem a minha paixão pelo meu time e nenhuma vontade de perseguir o que quer que seja.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL **

 


Palmeiras está muito à frente dos outros. Zé Rafael e Nenê comprovam
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Três jogos e três vitórias. Impossível ser melhor. Pelo menos, nos números. O Palmeiras está exatamente onde se esperava: na frente dos outros. O campo reflete a superioridade que vem de fora dele. Lindo estádio, sempre lotado e patrocinadores fortes. Ou seja, muito dinheiro. E, se dinheiro manda no mundo, por que não mandaria no futebol? Parabéns ao Palmeiras, que soube sair da crise. Um aviso aos outros, que precisam correr muito/

Logicamente, pode-se falar o outro lado. Ganhou de um time pequeno, de virada, após o goleiro defender um pênalti e o adversário ter um jogador expulso. E foram dois gols de zagueiro. E um deles, em impedimento. Tudo correto, nada a contestar. Mas, quem ficar com análise rasa, quem entrar na onda do chororô, vai ficar cada vez mais para trás.

Quer ver um exemplo do domínio verde? Atende pelo nome de Zé Rafael. O Palmeiras entrou em um acordo com o Bahia. Se algum time quiser contratar o meia, o Palmeiras precisa ser consultado. Se igualar a proposta, fica com ele. Ou seja, nem está precisando agora, mas já deixa encomendado. E vai observando a evolução do meia, que veio do Londrina. Acho que isso aí é o tal “monitorando”, novo chichê dos jornalistas.

Enquanto o Palmeiras tem Guerra, Lucas Lima, Scarpa, Dudu e monitora (aderi ao clichê, mas é só hoje, juro) Zé Rafael, 24 anos, o São Paulo vai trazer Nenê, com 36 anos. No futebol, 12 anos de diferença é como Nenê ser avô de Zé Rafael. É engraçado. Treinador fica falando em intensidade, repete que treinos devem buscar intensidade e aceita (ou pede?) jogador em final de carreira. Fará gols de pênalti e de falta e….nada más. Basta ver sua participação no Vasco. Esse é o problema também de os jovens não desabrocharem logo. A bola está pulando para Shaylon e Lucas Fernandes e…nada.

Sou contra fairplay no campo. Para mim, é meio de vida (essa é velha) de juiz. Não precisa tomar decisão e o jogador é que precisa parar o jogo. Também não entendo muito de fairplay financeiro. Acho que sou um capitalista desalmado, adepto do quem pode mais, chora menos. E o Palmeiras, após superar gestões corruptas e ineficientes, após chorar muito, está com um sorrisão enorme e merecido. E, quando Thiago Santos faz dois gols, é  um aviso de que a felicidade não tem ano para terminar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Borjão da Massa resolveu a parada
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O time do Botafogo tem qualidade. E o calor de Ribeirão Preto é senegalesco, como dizia o querido Renato Fabretti lá na redação do Diário Popular. E o Palmeiras venceu os dois, Botafogo e o calor, com um gol de Borja. No limiar da pequena área, pé esquerdo na bola, sem goleiro. Fácil de fazer? Então, vai lá e faz.

É gol de centroavante, uma função subavaliada dentro do futebol. Já há tempos. Diz a lenda (será mesmo?) que Paulo Leão, centroavante do Guarani nos anos 70, fez cinco gols em um jogo e o jornalista Paulo Rosky lhe presentou com uma nota 2. “Fez cinco gols e mais nada”, foi o comentário.

Borja é assim. O homem do monólogo e não do diálogo. O cara da última bola e não da tabelinha. No ano passado, foi inútil em vários jogos, nada participativo e sem gols. É o risco que se corre. Outras vezes, ele decide. No final do jogo, o Palmeiras teve o contra-ataque para resolver e até golear. O calor e o cansaço impediram, por exemplo, gols de Dudu. Não é só isso, é lógico. Dudu não é nove.

Sem Borja, o Palmeiras tem outras opções. O time fica mais leve e mais ágil com Keno, Dudu e William. O importante é ter as duas opções, as duas possibilidades. E Borja pode ser a opção do nove-nove. Em 2017, não foi.

A torcida deve ter paciência com ele? Ajudaria. O que não pode é esperar dele um rendimento efetivo como era o de César Maluco. Ou, então, esperar dele, coisas de Evair. Aí, é covardia com o Borjão.