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Bela entrevista de Dracena. Belo drible do Dudu. Mas, passaria pelo Dirceu?
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O Felipe Diniz está de volta, ótimo reforço para qualquer canal, e fez uma bela entrevista com Edu Dracena após a vitória do Palmeiras. Sem mentir, sem enrolar, ele foi direto ao ponto. “São 13 pontos de diferença e é muito difícil alcançar o Corinthians, mas um time grande como o Palmeiras precisa ter uma meta. Não pode disputar o Brasileiro por disputar. Nossa meta é ser o melhor do segundo turno e, se isso servir para alcançar o Corinthians, melhor ainda”.

As palavras não são vazias, vindo de quem vem. Edu Dracena sempre foi um jogador muito sério, dentro e fora de campo. Sempre foi de grupo e sempre respeitou a camisa que veste. Sempre deu o melhor de si. E está sendo assim no Palmeiras. Se o time tem uma meta, ele dará todo o suor, toda dedicação e tudo o que tiver para alcançar a meta. Depois, quem sabe, dobra a meta?

O Palmeiras foi melhor e mereceu vencer. Um gol que nasceu de bela jogada de Dudu. Sou fã de Dudu, sempre acho que ele merece ser convocado, mas eu não consigo entender a postura e o posicionamento do zagueiro naquele tipo de jogada. Tenho um amigo, o Dirceu Costa, advogado aguaiano e nosso melhor zagueiro da história. Pelo menos, em minha opinião. Ele me explicou uma vez que um de seus orgulhos era nunca ser driblado da maneira que o zagueiro foi. “Se o cara é canhoto vai sair por um lado, se é destro vai sair por outro. Não tem jeito de errar no bote. E, se tiver de costas, é mais fácil ainda. De frente, mano a mano, com os dois lados para passar, eu já fui driblado. Mas, quando só tem uma possibilidade para o atacante, nunca.”.

Ora, o Dudu sabia o que faria na jogada. Todos os presentes no estádio sabiam. O Jean sabia, tanto que fez o gol. Só o zagueiro não sabia. Deixou a porta aberta e marcou Dudu com o corpo para baixo, arcado, com as mãos na cintura.

Sorte mérito do Dudu.

Sorte do São Paulo, que respira um pouco mais.


São Paulo está brincando de roleta russa
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Galveston, de Nic Pizzolatto (roteirista da série True Detective), é um livro para virar filme, com seus diálogos curtos e sua história intensa. Já virou, aliás. Estreia no ano que vem. Roy Cady, um assassino de aluguel, é traído por seu chefe e consegue escapar de uma tocaia. Foge e leva consigo uma prostituta de 18 anos, Rocky Acenaux, em uma louca viagem até Galveston, no Texas. No caminho, mortes, assassinatos, bares e bebida. É uma viagem rumo à morte, pois na primeira página do livro, Cady é diagnosticado com câncer no pulmão. Flocos de neve no pulmão. E sua reação é fumar um cigarro. E beber um uísque.

Diagnosticados com câncer que fumam charutos.

Diabéticos que mergulham em um balde de milk shake.

Alcoólatras que saem da reunião do AA e tomam uma cervejinha para relaxar.

Viciados em droga que dão um tapinha de leve porque maconha, está provado, não faz mal.

Malucos por velocidade, tirando rachas nas ruas das metrópoles.

E tem o São Paulo, que está caindo para a segunda divisão. Sabe qual é o motivo principal e não consegue fazer nada para mudar de vida. Como Roy Cady foge para Galveston, o São Paulo corre para Lucas do Rio Verde e Varginha. E o piloto de sua insana viagem rumo ao vexame tem nome: Julio Alberto Buffarini.

Dorival Jr. sabe que o problema está ali. Ele se aproveitou disso quando era treinador do Santos e viu Victor Ferraz dar um drible humilhante em Buffarini. Ele já era técnico do São Paulo e viu Jean Motta dar um drible humilhante em Buffarini. Os dois lances se transformaram em gols.

Dorival Jr. viu Rildo, do Coritiba, dominar Bruno e sofrer um pênalti “insofrível”. Dorival Jr. viu Araruna falhar nos dois gols do Bahia. E viu agora, o Palmeiras marcar quatro gols pela direita de sua defesa. Um deles, nascido de um erro ridículo de Edimar, lá na outra lateral. Buffarini estava em campo. Como estava no Paulista, no gol de cobertura de Dudu, quando perdeu uma bola dominada.

O time do São Paulo é ruim. Tem muitos defeitos, mas melhoraria muito se houvesse uma solução para o problema. E qual é a solução?

A primeira e mais fácil opção é trocar o jogador, como Dorival fez ao colocar Edimar em lugar de Tavares. Melhorou, apesar do erro contra o Palmeiras. Também trocou Renan  Ribeiro por Sidão. No caso da lateral, trocar parece uma solução que não se sustenta, pois Bruno é fraco e Araruna não entusiasma ninguém.

A segunda opção é improvisar. O melhor nome, apesar de tudo, era Wesley, que foi para o Sport. Poderia ser Petros. Ou então, jogar com um zagueiro na lateral, algo comum em outros países. Um marcador, apenas. Não precisa apoiar. Um homem que tampe o buraco. Rodrigo Caio jogou uma vez assim e tomou um baile do Neymar. Mas Neymar é Neymar e Rodrigo Caio é Rodrigo Caio. Podia ser Arboleda…

A terceira opção é melhorar a cobertura e a proteção a quem joga. Questão de treinamento, mas isso Dorival deve fazer todo dia. E não está dando certo. Poderia colocar um meia para ajudar o lateral. Gómez pode ser o cara, mas, com sua entrada, o time perderia na armação.

A quarta opção é buscar na base, mas, quem? Foguete disputou o estadual de Goiás pelo Vila Nova, que não ficou com ele para o Brasileiro da Série B.

A outra opção é Dorival ir trabalhar no dia da folga. Juntar-se com Lucas Silvestre, com o pessoal do departamento de análise e estatística, com Vinícius Pinotti, com alguém da Nasa e fazer uma busca detalhada por um novo lateral. Listar todos que não fizeram ainda sete jogos, buscar na segunda divisão, na terceira divisão, na Série XYZW e achar alguém. Não precisa ser craque, não precisa ter futuro brilhante, nada. Basta saber marcar, diminuir espaços, dividir, dar um carrinho, não levar drible humilhante e não fazer pênalti imbecil.

Enquanto não fizer alguma coisa, Dorival e o São Paulo estarão se comportando como malucos de pedra que curtem a adrenalina de uma roleta russa. No caso do Tricolor, há no mínimo três balas na agulha.


Tite acerta com Cássio e erra com Rodrigo Caio
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Menon

Primeiramente,…deixa pra lá. Primeiramente, quero explicar que não concordo com o título da minha matéria. É um pouco arrogante. Ou muito. Não cabe a mim julgar o Tite ou o Givanildo. O que eu quero dizer é que eu concordo com a convocação de Cássio e discordo do Rodrigo Caio. Apenas isso, minha opinião.

Cássio tem feito um grande campeonato brasileiro, assim como Vanderlei. Os dois merecem a chance de lutar por uma vaga na Copa. Tanto quanto Ederson, o goleiro mais caro do mundo e que, injustamente, tem sido criticado após a estreia no Manchester City. Acho que Vanderlei terá sua oportunidade. Apenas Alisson está garantido.

Quanto a Rodrigo Caio, me parece tão evidente que Geromel é mais jogador. Não só está jogando mais, é mais. Tite dá grande valor à participação de Rodrigo Caio na Olimpíada. Foi boa mesmo, mas não tem jogado bem no São Paulo. Acho que Rodrigo Caio, se for à Copa, irá como cota pessoal do treinador. O que é justo. As ideias e convicções do treinador devem ditar as convocações e não clichês do tipo “seleção é momento”. Fosse assim, Paulinho, unanimidade, não teria sido chamado. Há o outro lado, também. Ninguém entendeu ainda Henrique na Copa-14.

Quanto às outras chamadas, eu não sou fã do futebol de Taison e de Giuliano. Eu daria oportunidades a Everton Ribeiro, Dudu e Diego Souza, que parece ser o único a ter chances.

 


Palmeiras corre atrás do tempo perdido. Esperança é verde
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A vitória sobre o Botafogo foi a terceira seguida do Palmeiras. O time conquistou 13 pontos nos últimos cinco jogos, o que dá um aproveitamento de 86.7%. No mesmo período, o Corinthians venceu duas partidas e empatou três, o que dá um aproveitamento de 60%.

Até aonde o Palmeiras pode chegar? Difícil dizer, mas está na briga, ao contrário do que se poderia supor na partida imediatamente anterior à atual série de cinco. Foi a derrota em casa para o Corinthians, o que deixou a diferença entre ambos em 16 pontos. Agora, é de “apenas” 12.

O Palmeiras tem time, tem elenco e tem técnico. Sua ascensão pode levar a um segundo turno muito mais produtivo que o primeiro. Mas, para o sonho se concretizar é necessário que o Corinthians fraqueje, o que não tem acontecido, principalmente em grandes partidas fora de casa.

A vitória do Palmeiras foi concretizada com um passe perfeito de Zé Roberto para uma conclusão “centroavantística” de Deiverson, quase um coice na bola. O jogo, então, era muito rápido, praticamente sem parar no meio de campo. O Botafogo tinha apenas Bruno Silva como volante, atrás de João Paulo e Leo Valencia, com Brenner, Guilherme e Pimpão no ataque. O Palmeiras tinha Thiago Santos como volante, Zé Roberto e Rafael Veiga armando, Dudu aberto, com Deyverson e Borja no ataque.

Um final de jogo eletrizante, que premiou o Palmeiras. O Palmeiras, que marcou primeiro, no finalzinho do primeir tempo, com gol contra do bom Igor Rabello. Um gol que fez o Botafogo mudar suas características já no início do segundo tempo, com a estreia do bom meia Leo Valencia em lugar do volante Lindoso. Valencia mostrou bom futebol, inclusive no início da jogada do empate, que contou com erro de Jaílson.

Palmeiras em ascensão. Sai Jaílson e volta Prass. Força de elenco.

O sonho é difícil. Mas a esperança é verde.


Dudu comanda vitória necessária e ilusória
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O Palmeiras vinha de três derrotas seguidas e precisava vencer. Goleou. E teve em campo o Dudu-2016 que estava ausente há um tempo. Com a vitória, diminuiu a desvantagem para o líder. São várias notícias boas, mas que não podem esconder que o Palmeiras, apesar do bom segundo tempo, ainda precisa melhorar muito. E nem falo aqui do pênalti inexistente em Mina, responsável pelo empate, mas que não pode ser encarado como razão da vitória. O Palmeiras, com penalti ou não, mereceu vencer. E precisa jogar mais. Não há incoerência nisso.

Ainda no início do jogo lá estava Dudu, um dos mais talentosos do grupo, cobrando laterais na área. Ora, se o time prefere a bola na área ao passe curto, se prefere cruzamento alto a jogadas bem tramadas, que não seja Dudu o responsável por essa jogada. Ela que fique com Egídio, por exemplo. Ou Mayke.

Veio o gol do Vitória, após um passe errado de Felipe Melo, e o Palmeiras mostrou-se um time sem nenhuma paciência, correndo atrás com muito mais velocidade do que tirocínio. Um sufoco que o Vitória segurou bem até o penalti inexistente que Guedes converteu. E, no finalzinho, o belo gol de Dudu.

No segundo tempo, impressionou como o Palmeiras não conseguiu controlar o jogo. Deu muitas chances ao Vitória, inclusive com bola na trave. O jogo ficou um toma lá da cá inexplicável. Os dois tiveram chances. Como o Vitória se abriu e não conseguiu manter a mesma aplicação e como o Palmeiras tem jogadores de nivel melhor, a lógica se fez, com a bela jogada de Dudu para o gol de Mayke e para a bela jogada de Michel Bastos para o gol de Dudu.

No final, a pintura de David, com direito a chapéu em Egidio.

Vitória justa, mas para ser comemorada com moderação.

 

 


Chama o Dudu, Tite!!! Chama um goleiro, Ceni!!!
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Pelo viés do erro, há várias explicações para o gol de Dudu. 1) Douglas passou na fogueira para Buffarini. 2) Buffarini foi mole na bola e perdeu para Egídio. 3) Denis estava mal colocado. Não é a questão de estar adiantado. Estava adiantado sim, mas de modo errado. Sem dar opção para receber a bola. E sem condição de fazer a defesa.

Tudo bem. O são-paulino tem motivos para estar aborrecido. Mas…

Mas o gol foi pura arte. Se todo mundo errou, a bola chegou nos pés de quem sabe jogar bola. Jogar muita bola. Dudu foi perfeito. Um golaço. Rápido no raciocínio. Toque ótimo na bola. Gol de craque.

Dudu merece estar na seleção há tempos. Tite precisa dar uma chance a ele. Aliás, já deu. E Dudu aproveitou, jogando muito bem contra a Colômbia.

O gol foi aos 47 minutos do primeiro tempo e deu um grande fôlego ao Palmeiras. O time foi melhor desde o primeiro momento, marcando muito fortemente a saída de bola do São Paulo. O time de Ceni ficou acuado, apostando em um contra-ataque que nunca apareceu.

Com o placar adverso, Ceni mudou. E errou. Ele colocou Nem, para fazer um tridente com Pratto e Araújo. Ficou com o time mais exposto e sem armação. Criou-se um grande espaço para o Palmeiras jogar.

E jogou muito. Fez o segundo com um belo chute de Tchê Tchê. Talento puro contra um goleiro que foi mal na bola. Ceni, então, tirou Schmidt para colocar Lucas Fernandes. Enfim, procurou alguém que pausasse o jogo, que armasse alguma coisa. Procurou um Cueva. Não achou.

O Palmeiras, com o jogo dominado, colocou Keno para descansar Dudu. Olha aí a qualidade do elenco. Trocou também William por Borja. Depois do terceiro, Ceni tirou Luiz Araújo para colocar Araruna e evitar a goleada.

Importante ver como Ceni foi sempre à reboque do Palmeiras. Sofreu um gol, abriu. Sofreu mais um, abriu. Sofreu o terceiro, fechou.

Ceni, que faz um trabalho admirável, cometeu um grande erro na montagem do elenco. O time não vai chegar a lugar nenhum com Denis. E com Sidão.

O Palmeiras vai longe, com Dudu

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Palmeiras vence São Bernardo e a frescura
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Menon

Dudu foi o comandante da vitória verde contra o São Bernardo. Fez o primeiro gol e sofreu o pênalti que resultou no segundo. Foi um jogo de dois times bem montados e organizados. O São Bernardo defende bem e não rifa a bola. Sai da defesa tocando a bola, trocando passes. O Palmeiras sofreu apenas um gol em três jogos. Está bem na defesa, mas ainda erra na frente. Natural, quando se vê Guerra ainda desentrosado e quando não se ve Borja em campo.

Há alguns problemas técnicos. O maior, no momento, é Roger Guedes, que foi tão bem no ano passado. O time melhorou muito quando Michel Bastos o substituiu. Entrou com muita vontade, chutando forte, como é seu estilo. Enfim, é um time que vai crescer.

Ainda não é hora de show. É preciso calma.

E o Palmeiras crescerá com tranquilidade e em maior velocidade, cobrança exagerada. E se não houver frescura. Como fez Dudu. Qual o sentido em fazer um gol em momento duro, com jogo empatado e não comemorar? Sinceramente, é uma criancice sem tamanho. Coisa de garoto mimado, o que Dudu não é. Ou não deveria ser, por usar a cinta de capitão do time.

 

Novamente a torcida palmeirense teve dificuldades para chegar ao estádio e para fazer festa fora dele. Nas redes sociais, falava-se em uma decisão da diretoria. Frescura.

O futebol brasileiro tem tantas dificuldades – times sem dinheiro, europeus e chineses levando astros, campos ruins, árbitros sem qualidade, entidade dirigida por corruptos – e ainda esbarra em muita frescura, muita coisa de gente mimada, leite com pera…

Os jogadores do Santos, irritadíssimos com a comemoração de Cueva, com a mão em curva na orelha. A comemoração foi imortalizada por Juan Roman Riquelme. Foi feita por Cueva em todos os gols que fez pelo São Paulo, pelo menos nove. Mas é preciso jogar para a torcida. E la foi Leandro Donizete, comandando Thiago Maia e Yuri. Pressão no juiz, um banana. Amarelo para o jogador.

E o amarelo para Willian no jogo do Palmeiras contra o São Bernardo. Ele se enroscou no pé do zagueiro e caiu. Não foi penalti. E não foi simulação. Foi um choque, apenas isso. Mas levou o amarelo.

Quer outra frescura? Treinador colocando a mão na boca para falar com jogador que vai entrar em campo. Eduardo fez assim com Michel Bastos e Veiga. Será que o São Bernardo tem um especialista em casa, de frente para a televisão, para decifrar a instrução? Se tiver, o que faria? Ligação imediata para o treinador Vieira? É muita obsessão com segurança, é muita paranoia. Frescura.

Ceni fez o mesmo no jogo contra o Santos, na saída do primeiro tempo. Foi conversando com a mão na boca. Na boa, acho que fica até difícil para o jogador entender o que o treinador quer falar.

Tudo muito chato, não acham?


Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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Menon

Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Eduardo e Rogério: um muro que não separa ideias convergentes
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eduardomonica2Renato Russo embalou muita gente com a descrição do amor improvável entre Eduardo, do camelo, e Monica, da moto. Diferenças que englobavam Bandeira, Bauhaus, Van Gogh, Mutantes, Caetano, Rimbaud, novela e um avô que jogava futebol de botão. Um muro ideológico a separa-los. Um muro físico separa outro Eduardo, o Baptista, de Rogério, o Ceni.

Um muro a separar ideias semelhantes. Foi o que se viu na apresentação do novo treinador do Palmeiras e na segunda entrevista coletiva de Ceni, ao lado de Michael e Charles, seus auxiliares mais próximos. Com três horas de diferença falaram de visões parecidas e que apontam para um 2017 instigante

E o que os une?

VERSATILIDADE – Ambos trabalharão para ter equipes que possam mudar de esquema sem que necessariamente haja a troca de jogadores. Baptista chegou a mostrar um Dudu parecido com Elias, no 4-1-4-1. Um meia por dentro, capaz de chegar na área, mas também de recuar e marcar como volante. Ceni explicou a opção por Foguete e não por Auro por ver nele capacidade de jogar como lateral, de fazer o fundo em uma linha de três e ainda de ser um volante. Aí, há uma diferença brutal: Dudu é um jogador pronto e Foguete está começando agora. Não é uma coincidência, pois o elenco de Eduardo é mais caro e famoso, enquanto o de Ceni tem 14 dos 28 jogadores vindos da base.

TODOCAMPISTA E NAO MEIO-CAMPISTA – Eduardo foi explícito: “não gosto de falar em volante, para mim tem de ser jogador de meio campo. Tem de marcar e passar. Não adianta tirar a bola e não saber o que fazer com ela. Não adianta só passar e não saber marcar”. Ceni não falou, mas autorizou a saída de Hudson e está muito ansioso para que a diretoria consiga manter João Schmidt no elenco. Aqui, outra diferença: Ceni quer 28 jogadores e Baptista prefere 33.

OBSESSÃO – Rogério Ceni tem trabalhado 13 horas por dia com seus auxiliares para assimilar o melhor treinamento que será feio no dia seguinte. Eduardo Baptista, durante o último mês, viu 41 jogos do Palmeiras, 38 deles do Brasileiro e três do Paulista, quando o time estava mal. Os dois disseram que o treino não termina quando acaba e que o pensamento é sempre na bola.

BUSCA DO CONHECIMENTO – Eduardo Baptista terminou agora o curso da CBF, que lhe garante a licença A. Rogério Ceni abandonou os estudos na Inglaterra quando seu sonho de ser treinador do São Paulo – ele se ofereceu ou foi convidado? – se concretizou. São dois ex-jogadores (Rogério com história no futebol brasileiro e Eduardo restrito ao Juventus) que não se conformaram com os conhecimentos táticos dos tempos de boleiro.

Enfim, vai ser bacana o encontro entre ambos. Como Ceni reagirá quando Jean deixar a lateral para ser um volante? E quando Guerra,eduardomonica ao Palmeiras perder a bola, deixar de ser um terceiro homem de meio para ser um volante? E o que Baptista fará quando Breno e Rodrigo Caio abandonarem a linha de três para serem volantes? E quando Cícero deixar de ser volante para virar um meia ofensivo, com bom cabeceio? Alias, a transformação de Cícero em volante foi reivindicada por Eduardo Baptista em seus tempos de Fluminense? E David Neres será um ponta um ala? Qual dos dois obrigará o outro a ter uma posição reativa em campo, sufocado em seu campo? Quem sufocar o outro, terá de ter muito cuidado com contra-ataques puxados por Cueva, Guerra, Jean, Cícero, Roger Guedes, Neres, Dudu, Wellington Nem.

Vai ser bom, amigos. Não há muro que separe boas ideias.


Palmeiras vence ótimo rival e péssimo árbitro
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O vaticínio de Paulo Nobre há dois anos – sempre ironizado pelos rivais –  começa a se cumprir. Ou, pelo menos se fez realidade contra o Grêmio. O Palmeiras empolgou. Não só por haver vencido um adversário que vinha de três vitórias e ainda não havia sofrido gols, mas pelo modo intenso como se comportou, tanto na defesa como no ataque. Com falhas, sim, mas com um posicionamento aguerrido que foi importante para os três pontos.

duduporcoFoi um grande jogo de Dudu. Ao contrário de seu homônimo das histórias em quadrinho do Popeye, não é gordo, não é lento e nem come hamburger, É rápido, técnico e briguento. Em comum, apenas a voz pausada.

O primeiro gol foi uma mostra do que viria. Passe perfeito de Dudu, entre as pernas do volante e decisão correta de Gabriel Jesus. O Gremio reclamou de uma falta de Alecsandro em Wallace. Se foi, foi fraca. E se transformou no primeiro erro do péssimo Marinelson. Por causa do árbitro, o Grêmio conseguiu fazer justiça ao seu melhor momento no jogo e empatou, em impedimento de Bressan, no finalzinho do primeiro tempo. Nesse período entre os dois gols, o Gremio triangulou muito pelos lados, avançou seus volantes e dominou o Palmeiras. Que soube se defender.

No segundo tempo, o surpreendente Edílson deu o drible da vaca em Moisés e cruzou para Giuliano. Em seguida, Roger Guedes empatou em uma puxada maluca. Sem ângulo.

Então, se viu o melhor Palmeiras. Muita velocidade, com Roger Guedse, Gabriel Jesus e Dudu. E ótimo aproveitamento em bolas paradas. Dois passes de Dudu, dois gols de defensores.

Ainda houve tempo para Edilson surpreender novamente. Chute forte, que Prass não pegou.

No domingo, em Brasília, contra o Flamengo, o Palmeiras tem a terceira chance de vencer fora de casa. O Grêmio recebe a Ponte