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César: “Deyverson não é maluco e Verdão vai ganhar na Bombonera”
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César Augusto da Silva Lemos foi titular do Palmeiras de 1967 a 1974. Centroavante, disputou 325 jogos e fez 182 gols. Jogador muito intenso, não fugia do pau, não rejeitava confusão e ganhou o apelido de César Maluco. “Eu não gostava. Era um tempo diferente, se me chamavam de maluco, significava que eu era doido, então ia precisar de psiquiatra ou hospício. Era igual nos anos 60, se chamasse alguém de veado, era murro na boca. Agora, a turma até comemora”.

Mas não adianta. Teve de aceitar: “Meu neto me chama de vovô César Maluco. Vou reclamar com ele?”

E o Deyverson, César? É maluco?

Não, nada disso. Ele é um menino alegre, todo mundo gosta dele. Levou um vermelho injusto contra o Ceará, os dois levantaram o pé. E ele está começando agora, é só conversar com ele. O Felipão sabe conversar. Felipão é campeão do mundo, quando ele fala o jogador respeita, sabe quem tá na frente dele. Felipe Melo é outro cara incompreendido. Comanda o time, joga na bola, devia ser capitão. Se der algum problema, o Scolari resolve.

O velho centroavante gosta das três opções do Palmeiras atual. Deyverson é oportunista, Bigode é velocista e Borja, o mais clássico dos três. Bate bem na bola. Pode render mais. “Precisa de carinho com ele. A torcida precisa ajudar. O problemas é que as bolas não estão chegando para ele como chegam para os outros dois”.

Qual jogador do Palmeiras você mais admira, César?

Gosto de todos, mas o Dudu é maravilhoso. Ele pode ser sempre o melhor em campo. Precisa abandonar uma gracinha ou outra e só jogar bola. Ninguém segura. O Oswaldo Brandão, que era nosso treinador, me puxava a orelha. Eu achava ruim, mas hoje eu sei que estava certinho. O Dudu precisa ouvir mais”.

Não é um problema. Nada é um problema. César tem uma certeza futebolística. “O Palmeiras vai ganhar o Brasileiro e a Libertadores. No Brasileiro, é só ganhar do Flamengo que tá definido. A Libertadores é mata-mata e Felipão é o rei do mata-mata”.

E o jogo contra o Boca?

“Cara, vamos ganhar as duas. O Palmeiras está numa alegria imensa, virou uma família, está no pique e ninguém segura. Tem de chegar na Bombonera de cabeça alta, sem ter medo de nada e sem aceitar provocação. É só jogar bola e faturar”


Dudu destrói o Colo Colo
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Dudu deu lugar a Hyoran aos 30 minutos do segundo tempo. Foi muito aplaudido. Com merecimento. Fez uma partidaça. Um resumo insuficiente seria citar o golaço que abriu o placar. Recuperou uma bola no meio campo e a carregou até perto da área, de onde disparou uma bomba. E ainda sofreu o pênalti que Borja converteu.

Foi muito fácil o jogo. Afinal, ele começou com uma vantagem de dois gols. A tranquilidade aumenta. Graças também à segurança transmitida por Thiago Santos.

Mais uma barreira transposta. Agora, é esperar Boca ou Cruzeiro, grandes rivais. E no sábado, tem São Paulo, pelo Brasileirão.


50 tons de Dudu
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Dudu fez o seu jogo 205 pelo Palmeiras. Marcou o seu 50° gol. E ainda cobrou um escanteio perfeito, com GPS na bola indicando a cabeça loira de Deyverson como destino final.

Um gol a cada quatro jogos. Não é para muitos. Gols como o último. Rápidamente se adiantou, tomou a bola diante de Aderllan, gigante de pés de barro e definiu com qualidade diante do goleiro.

Dudu é um ponta na ponta. É um ponta na meia. É um meia na ponta. Rápido e técnico. Oportunista, até gol de cabeça, o baixinho de 1,66m faz.

E é chato. Como é. Principalmente para os torcedores dos rivais.

É destaque do Palmeiras que não sofre gols há sete jogos.

Na briga pelo título. Não duvide.

 


Bruno Henrique distorce a realidade
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Os gols de Bruno Henrique deram a vitória ao Palmeiras. Três pontos importantes. Por dois motivos.

O primeiro, logicamente, é impedir que a distância para o Flamengo ficasse em dez pontos, que seria muito.

O segundo foi brecar a sequência de partidas em que o Palmeiras sai na frente e cede o empate. Foram três jogos seguidos. Seria o quarto, dessa vez com duas vantagens perdidas no mesmo jogo.

Mas, se a vitória foi boa nesses dois aspectos, será um grande erro considerar que está tudo resolvido.

O Palmeiras precisa melhorar e não melhorou durante a parada da Copa. Pelo menos, não deu mostras seguras de melhorar.

No aspecto técnico, houve pouca projeção dos laterais e o jogo ficou muito centralizado.

No aspecto anímico, novamente o time se comportou de maneira frágil na hora de defender a vantagem conquistada. No caso, nem foi conquistada. Foi um presente de Juninho.

E Roger? Tirou Dudu e colocou Jean para garantir o 2 x 1. Levou o empate. Tirou o volante Felipe Melo e colocou o atacante Deyverson. Uma casquinha do novato (no jogo), gol de Bruno Henrique.

Roger genial?

Não é e nem precisa ser. Basta fazer o time andar. E vencer jogando bem.


Guedes: Palmeiras comemora negócio perfeito, com barriga de aluguel do Galo
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No final do ano passado, o Palmeiras chegou à conclusão que Roger Guedes não poderia ficar mais no clube. Ele estava completamente isolado e não tinha interação com os companheiros. E nem com a torcida. “Se passasse na porta do estádio era capaz de ser agredido por um torcedor. É um menino muito complicado”, me disse uma fonte.

A ideia era colocá-lo em um outro clube para que ele se recuperasse, visando uma futura venda para o Exterior. Não poderia ser um time que disputasse a Libertadores. Apesar de não querer ver Guedes nem pintado de ouro, a torcida não aceitaria que ele dificultasse a caminhada do Palmeiras na competição sul-americana.

Em dezembro, houve a troca com o Galo. Roger Guedes por Marcos Rocha.

Com o negócio feito, ficou a torcida para que ele jogasse bem e fosse vendido na janela de meio de ano. O plano quase foi por água abaixo. O presidente do Atlético ligou para o Palmeiras e disse que não aguentava mais o jogador. Queria devolvê-lo. Foi um custo convencê-lo que a ideia não era boa. Já havia, na mesa, a opção de Roger Guedes no Bahia.

O resto da história todos sabemos. Guedes estourou e foi vendido para o futebol chinês. Serviu para sossegar o apetite do Shandong Lueng, que desejava Dudu. O Palmeiras tinha 25% do valor, mas negociou bem e ficou com 45,26% dos 4,3 milhões de euros. O equivalente a R$ 20,425 milhões.

Festa no Palmeiras: grana otimizada, manutenção de Dudu e desfalque de um concorrente direto no Brasileiro.

O Galo também negociou bem: aproveitou-se do pouco tempo para que o negócio fechado e recebeu 2,5 milhões de euros dos chineses. Uma compensação para que o negócio saísse.

Eu acho que o Palmeiras deve comemorar mesmo a negociação. Deu tudo certo. Mas, ainda assim, faço uma reflexão: não seria possível  aparar as arestas de final de ano e continuar com o jogador até a janela. Se ele participasse da Libertadores, não teria sido vendido por um valor maior? Tudo deu certo, mas quase não deu, tanto que Roger Gudes quase acabou em Salvador.

O melhor de tudo, a meu ver, foi a manutenção de Dudu. O Palmeiras foi gigante, fazendo valer suas necessidades técnicas sobre a necessidade financeira. Prevaleceu sua vontade sobre a vontade do milionário clube chinês.


Mattos acerta 200% no caso Dudu
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No início do ano, Alexandre Mattos chamou Dudu para conversar. Foi feito um plano de carreira para o jogador. Ele ganharia mais e ficaria no clube até o final do ano, como um dos mais importantes trunfos na luta pela Libertadores.

Agora, no meio do ano, os chineses ofereceram  um salário de R$ 2,3 milhões ao jogador. Aproximadamente 350% a mais do que ele recebe no Palmeiras, mesmo com o tal aumento de janeiro. O jogador, como todo ser humano, como todo trabalhador, se sentiu tentado pela oferta.

E, para o Palmeiras, o que os chineses ofereceram?

12 milhões  de euros.

Foi rejeitado.

15 milhões de euros

Rejeitado novamente.

Ora, eles ofereceram para o clube o correspondente a apenas dois anos de salário que Dudu receberia.

É um troco. Uma esmola. Lembremos que o futebol chinês pagou 50 milhões de euros por Paulinho.

Como Palmeiras é um clube bem estruturado, com muito dinheiro, pode recusar. Se quiser levar, que pague a multa de 6o milhões de euros.

E, mesmo com todo esse dinheiro, o Palmeiras teria dificuldades em conseguir um bom reforço. Os grandes jogadores do Brasil e da América do Sul já estão atuando na Libertadores. Ou já cumpriram sete jogos no Brasileiro.

Fez muito bem o Palmeiras. Mais vale ganhar um título do que 12 milhões de euros. Evidentemente, Dudu não é garantia de título. Mas também é evidente que o time ficaria mais fraco sem ele.

E como fica o jogador, impossibilitado de ganhar R$ 2 milhões e trezentos mil por mês?

Como fica?

Cumpre o contrato que assinou.

E se vira com R$ 500 mil por mês.

Não é tão difícil assim.


Mattos, Dudu, Lugano… Nada muda no futebol brasileiro
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O Dia da Marmota é mesmo uma constância no futebol brasileiro. Nada muda. Os mesmos problemas e as mesmas soluções que nunca solucionam. Tudo igual. E vamos caminhando para o fim do túnel.

A notícia é que Alexandre Mattos e Dudu foram conversar com dirigentes de uma torcida organizada. Pedir apoio, pedir união. Uma prática que não se restringe ao Palmeiras. Há pouco, era Lugano usando sua influência e seu portunhol para amansar outras feras.

Até quando? Até quando dirigentes terão atitudes desse nível, se sujeitando a receber ameaças de torcedores? E depois fazer uma reunião como se fosse algo importante, o Topetudo se reunindo com o Gordinho? Isso é rebaixar o clube.

Precisamos de dirigentes que avancem, que sejam pioneiros e tomem atitudes corajosas.

Não damos mais ingresso grátis para torcedor.

Não facilitamos compra de ingresso para organizadas.

Nenhuma torcida organizada tem permissão para usar os símbolos do clube.

O clube não dará e nem aceitará que seus dirigentes contribuam com as despesas de escolas de samba de torcidas organizadas.

E há muito mais que um dirigente moderno poderia fazer a partir de agora, para mudar o futebol brasileiro.

Apenas o nosso capitão poderá se dirigir ao árbitro.  (Já que o Coronel Marinho não faz, que alguém faça).

Não aceitamos mais que nossos jogadores fiquem cercando e ofendendo árbitros, auxiliares e outros quetais.

Apenas nossos dirigentes falarão sobre arbitragem.

Repudiamos que nossos jogadores finjam levar tapa na cara a cada disputa de bola.

E já que se exige tanto dos jogadores, o presidente do clube deveria dizer:

Não aceitamos a governança da CBF, com um presidente eleito após um golpe que tirou força dos clubes e fortaleceu as federações.

Não aceitaremos viajar de graça com avião da CBF.

Não estaremos em vôos de alegria, irresponsáveis.

Se um, apenas um dirigente tomar vergonha, tomar atitude e passar a respeitar a história de seus clubes, não se sujeitando a marginais organizados, nas arquibancadas e nas luxuosas salas da CBF, tudo melhoraria.

Petraglia, presidente do Furacão, avançou em relação à CBF, mas sua atitude diante de outros clubes, partindo para a galhofa e ofensa, não leva a nada.

São sonhos, talvez irrealizáveis para um país que vende jovens para a Europa e jogadores em plena forma para a Arábia.


Daronco no clássico é motivo de preocupação
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Os clássicos entre Palmeiras x Corinthians tem sido palco de muita discussão envolvendo arbitragem. Desde Thiago Peixoto que expulsou Gabriel, de forma totalmente equivocada, até Marcelo Aparecido de Souza voltando atrás na marcação de um pênalti de Ralf em Dudu. Para muita gente, inclusive para mim, decisão tomada com interferência externa. O Palmeiras tentou provar a interferência e rompeu com a Federação Paulista.

É um clássico em que os 22 jogadores em campo, os reservas no banco, os dirigentes e os torcedores têm certeza que serão “roubados” pela arbitragem. Foi o que disse Jaílson, após ser expulso em um clássico em Itaquera. “Aqui, ninguém ganha deles. Posso ser punido, mas digo que fomos roubados”. O Corinthians venceu por 2 x 0 e o árbitro Raphael Clauss foi muito criticado.

Muita glicerina no clássico. Muita. E o Coronel Marinho coloca gasolina no fogo, escalando Anderson Daronco. Em 2017, Gabriel tinha um cartão amarelo e voltou ao campo, após atendimento medico, sem receber autorização da arbitragem. Seria caso de segundo amarelo. Os palmeirenses reclamam também de impedimento não marcado em gol de Romero.

Precisa ser o Daronco?

Não tem outro?

Alguém que não esteja marcado por palmeirenses ou corintianos?

Não é o caso de punir Daronco ou Raphael Claus por polêmicas recentes. Se Marcos Marinho acha que acertaram, então por que deixá-los de fora? Tudo bem, é um bom argumento, mas o importante, no caso, é usar de cautela. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, diziam vó Stela e vó Geni.

Mas o responsável pela arbitragem é alguém que nunca apitou um jogo. Chegou ao futebol via seu trabalho de comandar a PM em dias de jogos no Morumbi ou Pacaembu.

Gosta de confronto?

É o que parece.


Palmeirenses vaiam Dudu. Seriam corintianos infiltrados?
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Torcedores corintianos fizeram perfis falsos nas redes sociais, passando-se por palmeirenses, e estão há dias provocando jogadores como Tchê Tchê e Dudu.

Outros corintianos, mais ousados, viajaram até Buenos Aires, vestindo roupas verdes, e foram até a porta do hotel do Palmeiras para vaiar Dudu. Na vésperas de um jogo emblemático contra o Boca Jrs.

Os corintianos estão agindo no momento exato. Depois que o Corinthians venceu um título no campo do Palmeiras. Depois que o Palmeiras jogou mal no empate contra o Botafogo e na vitória para o Inter. E depois que o Palmeiras sofreu um empate contra o Boca, nos acréscimos, em seu campo, com gol de Tevez.

É a hora de provocar. É a hora de fragilizar ainda mais quem está fragilizado. Um momento pior que esse, apenas se o Palmeiras precisasse vencer o Boca para se classificar.

Mas não interessa. Os corintianos que estão agindo nas redes sociais e que foram ofender Dudu no hotel em Buenos Aires, sabem que o Palmeiras é um clube em que as crises são potencializadas. Todo pingo é letra. Algo que pode passar despercebido em outros clubes toma proporções enormes no Palmeiras.

Foi tudo um plano maquiavélico.

Foi nada.

É apenas imbecilidade de imbecis que gostam de aparecer e não ligam para o clube. São palmeirenses que estão fazendo mais mal para o clube do que se fossem torcedores de outros clubes.

Basta saber se são apaixonados que perdem a razão. Ou se a razão está muito presente. Razão com frieza. Criar clima ruim, apostar em crise e em derrota. Afinal, tem eleição chegando por aí.

 


TJD não pode perseguir o Palmeiras
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O Palmeiras fez mais do que a obrigação e venceu o Novorizontino e já está nas semifinais do Paulistão. Mesmo assim, será injustificável uma punição do TJD a Jaílson, Dudu e Felipe Melo por conta dos incidentes no dia 24 de fevereiro, quando o  Corinthians venceu o Palmeiras por 2 x 0 em Itaquera.

Jaílson e Dudu, no calor da derrota, falaram coisas que todo torcedor diz: “passaram a mão no Palmeiras, na dúvida é Corinthians”. Um desabafo que não pode ser encarado como algo acima disso. Se, em vez de falar, tivessem escrito e colocado aspas, nada aconteceria. É como dizer que o árbitro tal “roubou” o time tal. Ou seja, errou tanto que parecia um roubo.

Felipe Melo foi indiciado por causa de algumas cenas que dão a entender que ele mostrou o dedo médio para a torcida. Não está no relatório. Ora, se não está, não aconteceu. É minha tese de sempre. O jogo precisa terminar ao final dos 90 minutos. Nada mais.

Punição para Jaílson por jogada violenta é outra coisa. Realmente, eu achei que ele foi violento mesmo. Mas é uma questão de argumentação. Foi expulso e uma punição por esse motivo não seria descabida.

Fora disso é tudo fruto de uma tendência punitivista que toma conta do futebol. O TJD deveria ser presidido por um jurista, mas, não. É comandado por um delegado. Como a arbitragem brasileira é comandada por um coronel. Eles querem tratar jogadores como soldado, deixando de lado toda a carga de emoção que traz um jogo de futebol.

Se o árbitro Raphael Claus se sentiu ofendido com as palavras de Jaílson e Dudu, se pensa que sua honra e honestidade foram colocadas em dúvida, que processe os jogadores. O errado é tirá-los de um ou dois jogos por conta de uma bobagem, de um desabafo ditos a microfones em momento de alta carga emocional.

Uma punição serviria apenas para deslustrar o campeonato.