Blog do Menon

Arquivo : fagner

Daniel Alves fará muita falta na Copa
Comentários Comente

Menon

A contusão de Daniel Alves o tirou da Copa. É oficial. Acredito que a diferença técnica entre Daniel e os outros laterais é a segunda maior existente na seleção. Só perde para Neymar comparado com quem quer que seja. Com 35 anos, experiência de outros Mundiais, Daniel poderia ser o capitão do time. E também uma opção de troca de posicionamento. Pode  jogar mais adiantado, como volante, meia ou até ponta. Foi assim com Dunga.

O que não gosto de Daniel é sua tendência a ser babá de Neymar. Ou um paizão. Ele deixou de ir ao City para jogar com Neymar. Tirou a bola de Cavani para Neymar bater pênalti. Faz parte do séquito de Neymar, muito mais que uma panela. Não gosto quando a seleção tem donos, como foi com Ronaldo e Roberto Carlos (reis da noite) ou Kaká e Lúcio (reis da reza).

Sem Daniel Alves, a briga por duas posições fica entre Danilo, Rafinha e Fagner. Os dois primeiros tem mais experiência na Europa, mas Fagner é um jogador de muita personalidade e não teria problemas anímico para jogar.

Seja quem for, Daniel fará falta.


Borja 1 x 0 Valentões alvinegros e verdes
Comentários Comente

Menon

Um gol. 50 faltas. Dez cartões amarelos. Dois cartões vermelhos. 36 cruzamentos. A primeira decisão do Paulista foi um jogo de péssimo nível técnico, com jogadores fazendo bobagens o tempo todo. Uma amostra do futebol brasileiro. E olha que estiveram em campo Cássio, Fagner, Henrique, Rodriguinho, Marcos Rocha, Felipe Melo, Lucas Lima e Dudu, jogadores que já tiveram passagens pela seleção brasileira. Felipe Melo e Henrique já jogaram uma Copa. Romero e Balbuena são da seleção paraguaia.

Futebol passou longe de Itaquera.

E o colombiano Borja foi o esperto entre valentões. Fez o gol do jogo. No último minuto do primeiro tempo, fez falta dura em Henrique. E saiu andando, sem ligar para os dois empurrões que levou. E passou novamente ao largo de toda a confusão que veio depois. Um comportamento que ajudou muito o seu time. Ao contrário daquela briga campal contra o Peñarol, em Montevidéu, quando foi de uma ausência ultrajante.

Além da briga, o que se viu foi jogador o tempo todo reclamando e pedindo cartão para o rival. O tempo todo. No último minuto, Rodriguinho iniciou um contra-ataque e sofreu falta em seu campo. Levantou pedindo amarelo. Por que pensar nisso em um momento tão dramático? Parece que o primordial é dar amarelo aos outros. A síntese do futebol é essa. Foi essa.

Gabriel fez cinco faltas. E também no final do jogo, atirou uma bola na cabeça de Bigode. Qual o sentido disso? Poderia levar o segundo amarelo e ficar fora da final, como Felipe Melo e Clayson, os expulsos.

E Dudu? O tempo todo fica pilhando o jogo, fica irritando adversários, logo sofrerá tendinite no ombro de tanto pedir amarelo.

Realmente, confesso que não tenho capacidade para analisar um jogo assim.

Palmeiras não foi passivo como nos outros clássicos contra o Corinthians.

Fez um gol logo no início e se aproveitou muito do clima nervoso que houve. Quando não tem futebol, quem está na frente tem mais possibilidades de manter o resultado.

O Palmeiras está perto do título. Graças a Borja.


Fagner tem licença para bater
Comentários Comente

Menon

Júnior Baiano é mau, pega um, pega geral…

A Fiel Torcida, se quiser, tem motivos de sobra para emular o canto dos rubro-negros nos anos 90 e homenagear o baixinho Fagner.

Ele tem ultrapassado o limite do jogo duro. São entradas maldosas e sem nenhum cuidado. O que fez com Lucas Lima no clássico é para cartão vermelho. A tesoura com que tirou nove meses da carreira de Ederson, do Flamengo, em junho de 2016, também. Nem falta foi marcada. O vermelho ficou para Zé Ricardo, então treinador do Flamengo, por reclamação. Os lances se sucedem. Se há relato de gol perdido no Corinthians, aposte em Kazim. Se há relato de jogada violenta, o nome é Fagner.

Ele joga sempre em alta tensão. Houve um lance com Dudu em que os dois se enroscaram. Nada de mais. Dudu saiu e Fagner tentou acertar um tapa. Com ele, não há um instante de camaradagem em campo. Nada de fair play, a não ser aquele obrigatório, de jogar a bola para fora. Já houve paulistinha em Cueva…

Não se espera nunca um santo em campo. Ainda mais na defesa. Ainda mais se o jogador não tem recursos técnicos extraordinários. Mas Fagner exagera. E conta com conivência, não proposital, tenho certeza, dos árbitros.

Fagner tem licença para bater.

E não tem jogado bem. Teve muitas dificuldades com Hugo Cabral, jogador do Santo André, fundamental na vitória sobre o Corinthians. Foi mal também contra o Novorizontino. Passou um dobrado com Brenner, do São Paulo.

Eu, você, a Larissa Manoela e MC Loma sabemos que a Copa não está mais no horizonte de Fagner. Tite percebeu que há jogadores com mais qualidade. E que não correm o risco de serem expulsos em um Mundial. Porque, afinal, a licença para bater não vale na Rússia. Só em Terra Brasilis.

 

PS – Meu amigo Denis Ninzoli, assessor de imprensa do Corinthians me mandou a seguinte ponderação:

“No texto que vc produziu há uma parte onde diz que a lesão do Ederson foi em decorrência do carrinho do Fagner, por mais que vc tenha sua opinião, quero colocar a parte que foi conduzida até pelo STJD na situação. O atleta foi absolvido e foi constatado que a lesão não foi no joelho que ele deu a entrada, portanto não é verdade que ele lesionou o atleta, tanto que ele jogou meia hora depois da entrada”


Corinthians derrota o freguês. E, sim, temos árbitro de vídeo
Comentários Comente

Menon

O jogo teve muita polêmica. Os palmeirenses podem reclamar do pênalti e da expulsão de Jaílson, mas, se ficarem presos a um ponto único, estarão cometendo um grande erro. Sim, porque o jogo terminou com um fato indicutível: o Corinthians ganhou o quarto derby seguido. E o fato indiscutível pode ser explicado principalmente por um outro fato indiscutível: os jogadores do Corinthians entendem melhor a importância de um jogo desse quilate.

Estavam muito mais focados na partida. Muito mais. Um exemplo é o primeiro gol. Eu marquei 1m54 de toque de bola. A televisão mostrou 1m23s. Não importa, é muito tempo sem que a jogada fosse interrompida. Com marcação mais próxima. Ou com uma falta. Nada de violência, uma falta para interromper o toque contínuo, que, aliás demostra um time muito bem treinado.

O Corinthians venceu também o duelo do falso nove. Entrou com Romero na direita, Clayson na esquerda e a dupla Rodriguinho e Jadson pelo meio. Dois bons jogadores sobre Felipe Melo. Roger não consertou. E o Palmeiras veio com Borja, que tem melhorado, mas que foi um verdadeiro falso nove. Teve chances e perdeu. Lento e sentindo o jogo.

Roger errou também na entrada de Scarpa. Ora, se é para ficar na direita, parado, tentando um drible para dentro que possibilitasse um cruzamento, melhor seria colocar Keno, que vai para dentro do marcador.

Bem, vamos ao lance polêmico. Não sou especialista em arbitragem, mas eu, você, o Donald Trump e o Raul Castro temos quase certeza que o árbitro de vídeo atuou no jogo. Raphael Klaus disse que foi avisado pelo quarto árbitro, mas  quem avisou o quarto árbitro? Ninguém? Não, né? E quem está mais bem colocado, o juiz ou o quarto árbitro. Por que o Klaus mudaria de ideia?

O pênalti foi evidente. Jaílson entrou muito feio, com a perna levantada e fez falta em Renê Jr. Não ver o pênalti é um erro terrível. E voltar depois, com a jogada continuando, é outro erro.

E a expulsão do goleiro? Achei exagerada. Para mim, seria amarelo. Fiz um curso na Aceesp com o Sálvio Fagundes. Ele explicou que o jogador faltoso deve ser expulso se o jogador que recebeu a falta 1) tiver a bola totalmente dominada 2) não estiver recebendo marcação dura e 3) tiver condições claras de marcar o gol. Para mim, não é o caso. Mas, o juiz pode ter entendido como agressão.

A partir daí, coloquemos uma lupa nas reações de Dudu, o capitão do Palmeiras. Ele quis tirar o time de campo. Depois, quando estava 2 x 0, fez falta feia em Fagner (sempre violento, o lateral do Corinthians) e recebeu amarelo. Em seguida, fez o pênalti. Descontrolado? Sem foco?

O Palmeiras, desde o ano passado, tem mais elenco que o Corinthians. Desde então, teve três quatro treinadores. E perdeu os quatro encontros. Precisa descobrir as causas. E elas estão além e são muito mais graves do que o pênalti marcado.


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
Comentários Comente

Menon

Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
Comentários Comente

Menon

O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Luís Ademar e a seleção do Brasileiro=17
Comentários Comente

Menon

Pedi para alguns amigos queridos fazerem a escolha da seleção do brasileiro. Hoje, é o Luis Ademar, que eu conheço há muitos anos. Segue a escolha dele.

VANDERLEI – foi disparado o melhor jogador do Santos. Superando até Bruno Henrique. Fez defesas difíceis quando mais a equipe precisou. Muitas vitórias podem ser creditadas a milagres do paredão santista. Injustiçado na Seleção Brasileira de Tite, que convocou até Muralha.

FÁGNER – Inteligente, veloz, importante no apoio ao ataque, sem descuidar da marcação. Campeonato brilhante. Não é à toa que uma das opções de Tite para o Mundial de 2018.

GEROMEL – vive fase espetacular, com precisão nos desarmes, ótimo jogo área e, principalmente, senso de cobertura. Líder em campo, outro injustiçado que foi preterido por Tite, que cansou de chamar Rodrigo Caio.

BALBUENA – o paraguaio tem meu respeito pela maneira silenciosa em que se transformou no xerife da zaga. Ótimo no jogo aéreo, em especial na defesa, mas fundamental com gols importantes no ataque. Abusado, ele cansou de se lançar ao ataque iniciando as jogadas de contragolpes. Fez parceria de respeito com Pablo.

ARANA – o garoto me parece o futuro da Seleção Brasileira. Tem potencial para ser o substituto de Marcelo no futuro. Atrevido, habilidoso, eficiente no apoio ao ataque, caprichou em muitos cruzamentos. E jamais foi ineficiente na defesa, mesmo na momentânea má fase no returno.

MICHEL – repetiu a temporada de 2016, quando foi campeão da Série B pelo Atlético-GO. Chegou ao Grêmio e tomou conta da posição. Protege bem a zaga, sai para o jogo com inteligência e foi importantíssimo na campanha do Grêmio

BRUNO SILVA – confesso que fiquei em dúvida entre ele e Artur, moleque bom de bola do Grêmio e que futuramente também deve figurar com frequência na Seleção Brasileiro. Optei pelo botafoguense pelo papel fundamental que teve em time limitado. Importante na marcação e eficiente no ataque, onde fez vários gols e deixou os companheiros na cara do gol. Levou a melhor por ter superado suas limitações e brilhado no meio-campo.

HERNANES – Graças a ele, e com o apoio do Cueva, o São Paulo não caiu. Líder dentro e fora de campo, foi criativo, marcador, eficiente taticamente e artilheiro. Chegou, tomou conta da posição e passou até a figurar nos planos de Tite. Final de temporada espetacular.

LUAN – Vive fase espetacular. Pode ser meia, meia atacante, atacante. Jogador pelos lados, por dentro, de segundo atacante. Tudo isso por sua eficiência e polivalência. Jogou muita bola ao longo da temporada.

DUDU – travou batalha dura com Bruno Henrique, do Santos. Levou a melhor por diante de tanta pressão, em time que decepcionou com todos os treinadores, ele ter chamado a responsabilidade com dribles, velocidade, eficiência e gols. A briga foi boa, confesso, pois o santista jogou muita bola. Mas as múltiplas funções do palmeirense me fez optar por ele.

 – Foi o grande personagem do Corinthians. Um pivô inteligente e eficiente, que soube tirar proveito da estatura para aparar todas bolas de cabeça vindo da defesa. Preparou jogadas para os companheiros, mostrou muita movimentação e mobilidade, e se transformou em grande artilheiro. Impecável!

FÁBIO CARILLE – junto com Jair Ventura fez trabalho eficiente com todas as limitações do seu elenco. Tirando proveito do máximo de cada jogador, o Corinthians fez primeiro turno impecável, que dificilmente será superado por uma equipe. E nas irregularidades ocorridas no segundo turno, soube fazer modificações para colocar a equipe novamente nos trilhos.

 


Minha seleção do Brasileiro-17
Comentários Comente

Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Tite fecha o grupo: nada de Allan, Jorginho e Malcom
Comentários Comente

Menon

A impressão que fica é que o grupo da Copa está formado. Não haverá mais novidades. Allan, Jorginho e Malcom, jovens brasileiros que estão aparecendo muito bem no futebol europeu estão fora. Jorginho, como informou o site Chuteira era nome dado como certo pela federação italiana na lista de Tite. Como não foi chamado, pode virar “italiano”.

Tite preferiu dar novas oportunidades a Douglas Costa, Taison, Giuliano, Diego Costa e Diego.

Interessante notar sua visão sobre Diego. Ele vê no jogador grande capacidade de atuar “box to box”, o que  não tem sido mostrado no Flamengo, onde se comporta de forma lenta e pouco participativa.

O que mais? Jemerson e Rodrigo Caio é uma briga boa.

Alex Sandro e Filpe Luiz é outra.

Danilo e Fagner, mais uma.

No momento, Jemerson, Danilo e Alex Sandro são os favoritos.

Por fim, uma observação pessoal: Tite é ótimo, mas como é chato ouvir sua voz de pastor falando em “oportunizar” e “box to box”.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
Comentários Comente

Menon

O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.