Blog do Menon

Arquivo : fagner

Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
Comentários Comente

Menon

Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
Comentários Comente

Menon

O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Luís Ademar e a seleção do Brasileiro=17
Comentários Comente

Menon

Pedi para alguns amigos queridos fazerem a escolha da seleção do brasileiro. Hoje, é o Luis Ademar, que eu conheço há muitos anos. Segue a escolha dele.

VANDERLEI – foi disparado o melhor jogador do Santos. Superando até Bruno Henrique. Fez defesas difíceis quando mais a equipe precisou. Muitas vitórias podem ser creditadas a milagres do paredão santista. Injustiçado na Seleção Brasileira de Tite, que convocou até Muralha.

FÁGNER – Inteligente, veloz, importante no apoio ao ataque, sem descuidar da marcação. Campeonato brilhante. Não é à toa que uma das opções de Tite para o Mundial de 2018.

GEROMEL – vive fase espetacular, com precisão nos desarmes, ótimo jogo área e, principalmente, senso de cobertura. Líder em campo, outro injustiçado que foi preterido por Tite, que cansou de chamar Rodrigo Caio.

BALBUENA – o paraguaio tem meu respeito pela maneira silenciosa em que se transformou no xerife da zaga. Ótimo no jogo aéreo, em especial na defesa, mas fundamental com gols importantes no ataque. Abusado, ele cansou de se lançar ao ataque iniciando as jogadas de contragolpes. Fez parceria de respeito com Pablo.

ARANA – o garoto me parece o futuro da Seleção Brasileira. Tem potencial para ser o substituto de Marcelo no futuro. Atrevido, habilidoso, eficiente no apoio ao ataque, caprichou em muitos cruzamentos. E jamais foi ineficiente na defesa, mesmo na momentânea má fase no returno.

MICHEL – repetiu a temporada de 2016, quando foi campeão da Série B pelo Atlético-GO. Chegou ao Grêmio e tomou conta da posição. Protege bem a zaga, sai para o jogo com inteligência e foi importantíssimo na campanha do Grêmio

BRUNO SILVA – confesso que fiquei em dúvida entre ele e Artur, moleque bom de bola do Grêmio e que futuramente também deve figurar com frequência na Seleção Brasileiro. Optei pelo botafoguense pelo papel fundamental que teve em time limitado. Importante na marcação e eficiente no ataque, onde fez vários gols e deixou os companheiros na cara do gol. Levou a melhor por ter superado suas limitações e brilhado no meio-campo.

HERNANES – Graças a ele, e com o apoio do Cueva, o São Paulo não caiu. Líder dentro e fora de campo, foi criativo, marcador, eficiente taticamente e artilheiro. Chegou, tomou conta da posição e passou até a figurar nos planos de Tite. Final de temporada espetacular.

LUAN – Vive fase espetacular. Pode ser meia, meia atacante, atacante. Jogador pelos lados, por dentro, de segundo atacante. Tudo isso por sua eficiência e polivalência. Jogou muita bola ao longo da temporada.

DUDU – travou batalha dura com Bruno Henrique, do Santos. Levou a melhor por diante de tanta pressão, em time que decepcionou com todos os treinadores, ele ter chamado a responsabilidade com dribles, velocidade, eficiência e gols. A briga foi boa, confesso, pois o santista jogou muita bola. Mas as múltiplas funções do palmeirense me fez optar por ele.

 – Foi o grande personagem do Corinthians. Um pivô inteligente e eficiente, que soube tirar proveito da estatura para aparar todas bolas de cabeça vindo da defesa. Preparou jogadas para os companheiros, mostrou muita movimentação e mobilidade, e se transformou em grande artilheiro. Impecável!

FÁBIO CARILLE – junto com Jair Ventura fez trabalho eficiente com todas as limitações do seu elenco. Tirando proveito do máximo de cada jogador, o Corinthians fez primeiro turno impecável, que dificilmente será superado por uma equipe. E nas irregularidades ocorridas no segundo turno, soube fazer modificações para colocar a equipe novamente nos trilhos.

 


Minha seleção do Brasileiro-17
Comentários Comente

Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Tite fecha o grupo: nada de Allan, Jorginho e Malcom
Comentários Comente

Menon

A impressão que fica é que o grupo da Copa está formado. Não haverá mais novidades. Allan, Jorginho e Malcom, jovens brasileiros que estão aparecendo muito bem no futebol europeu estão fora. Jorginho, como informou o site Chuteira era nome dado como certo pela federação italiana na lista de Tite. Como não foi chamado, pode virar “italiano”.

Tite preferiu dar novas oportunidades a Douglas Costa, Taison, Giuliano, Diego Costa e Diego.

Interessante notar sua visão sobre Diego. Ele vê no jogador grande capacidade de atuar “box to box”, o que  não tem sido mostrado no Flamengo, onde se comporta de forma lenta e pouco participativa.

O que mais? Jemerson e Rodrigo Caio é uma briga boa.

Alex Sandro e Filpe Luiz é outra.

Danilo e Fagner, mais uma.

No momento, Jemerson, Danilo e Alex Sandro são os favoritos.

Por fim, uma observação pessoal: Tite é ótimo, mas como é chato ouvir sua voz de pastor falando em “oportunizar” e “box to box”.


Seis corintianos que podem sonhar com a seleção de Tite
Comentários Comente

Menon

O Corinthians é o grande exemplo da tese de que um time forte coletivamente faz com que as individualidades comecem a aparecer. O elenco, que tinha sérias restrições técnicas no início do ano, ganhou força e seis jogadores podem sonhar com a seleção brasileira. Com diferentes possibilidades de o sonho se concretizar. Um deles está muito próximo, dois têm boas possibilidades e outros três….bem, sonhar não custa nada e como estão jogando bem…

FAGNER É homem de confiança de Tite, que foi responsável pelo seu crescimento técnico quanndo trabalharam juntos no Corinthians e o lateral melhorou muito o seu cruzamento. Fagner é um marcador muito bom e o reserva imediato de Daniel Alves na seleção. Seu concorrente é Rafinha, do Bayern.

CÁSSIO É aquele goleiro que, sob comando de Tite, ajudou e muito o Corinthians ser campeão mundial. Tite nunca o convocou, mesmo porque a ascensão do treinador coincidiu com uma queda técnica do goleiro, que foi para a reserva de Valter. Está jogando muito bem e não há ninguém absoluto na posição. Alisson, Ederson, Diego Alves, Weverton…ninguém pode dizer que está garantido. E Tite chegou a chamar Muralha e Grohe. Cássio está no páreo.

RODRIGUINHO É mais versátil que Diego e Lucas Lima, jogadores mais técnicos e seus rivais na luta por uma vaga para a posição que tem Renato Augusto como titular indiscutível. Pode jogar mais atrás e até como um falso nove. Tem razoáveis chances, mas é o menos cotado dos três.

JÔ É o centroavante mais eficiente do futebol brasileiro. Sempre comparece, sempre decide jogos e tem sido muito correto disciplinarmente em sua retomada do futebol. Tem características muito diferentes de Gabriel Jesus, o titular e poderia ser uma opção para mudanças de esquema. Diego Souza e Firmino estão à sua frente.

ARANA É a grande revelação de uma posição em que o Brasil é pródigo. Bom na marcação, com um cruzamento de alto nível e boa finalização, é o melhor jogador do Corinthians. Marcelo é o grande nome da posição e está garantido. Filipe Luiz também está quase lá, com tantos anos de futebol eficiente na Europa. Arana, no momento, é apenas uma possibilidade que vai se concretizar, com certeza, após o Mundial.

JÁDSON É um devaneio, não é um sonho. Tem jogado bem, mas abaixo do que já  jogou. Mas como formou uma dupla de alto rendimento com Renato Augusto pode….(será que pode?) sonhar um pouquinho, mas sem se apegar muito para que não seja uma decepção.


Fagner não pode ser punido pela Globo
Comentários Comente

Menon

Apareceu uma imagem da RGT mostrando Fagner dando uma paulistinha em Cueva. Um lance violento, por trás e que mereceria o cartão vermelho se o árbitro tivesse visto. Não viu, acabou. É a minha opinião. Futebol tem 90 minutos e não pode ficar se arrastando por aí, por dias e meses, esperando punições por lances que o árbitro não viu. Vale para todo lance, desde a cotovelada de Vitor Hugo em Pablo, até para a asquerosa mordida de Suárez em Chelini. Juiz não viu? Puna-se o juiz, se o lance fosse fácil de ser visto. A não ser se tudo fosse passível de modificação. Se for punir um jogador por um pênalti que o juiz não viu, que se cobre o pênalti. Se for punir por um gol de mão, anule-se o gol.

Punir por causa da televisão, não dá. Ainda mais quando se lembra que imagens podem ser manipuladas. E que as redes de televisão são entidades tão políticas quanto informativas. O Sílvio Santos está nos brindando com propagandas provando que, se não aceitarmos a aposentadoria após 50 anos de trabalho, não receberemos salário. Ou, seja, a culpa é nossa.

A RGGT manipula debate eleitoral, manipula noticiário político, manipula até edição do Big Brother. O próprio lance de Fagner é um exemplo de manipulação, não da RGT, mas das redes sociais. A paulistinha é o ponto fina de uma discussão entre os dois, com empurrõezinhos e cabeçadinhas, aquela dança do acasalamento típica de jogador de futebol. Uma briguinha que deveria ser parada com uma advertência verbal. Depois, Fagner apela. E o que roda nas redes sociais é apenas a paulistinha. Que merecia, repito, o vermelho.

Resumindo: 1) sou contra punição pós jogo por princípio; 2) sou contra prova baseada na RGT porque ela tem expertise em manipulação e há uma terceira razão.

O caso cairia nas mãos dos midiáticos juízes do TJD. O presidente, em São Paulo, é um delegado de polícia que se elegeu deputado. Quantos votos ele vai ganhar aparecendo na televisão, falando em punir Fagner? Ou em inocentar Fagner?

Futebol não é Big Brother

 


Tite não é Deus
Comentários Comente

Menon

Grandes pintores retrataram Jesus Cristo. Alguns o fizeram loiro, outros, mais afeitos à realidade geográfica, moreno. Quase mouro. Poucos se aventuraram em dar uma face a Deus. Uma entidade sem rosto, um velho de barbas brancas. Morgan Freeman. No Brasil do décimo sétimo ano após 2000, a cara de Deus se confunde com o rostro trigueiro e incaico de Adenor Bachi, o Tite.

Bastou que os blogueiros do UOL discordassem (e não condenassem) da sua comemoração tipo bando de louco do gol solitário (mais um) da vitória corintiana contra o Santos, para que se criasse uma revolta. Chatice junto com cretinice, disse o Emerson Figueiredo, meu companheiro do Agora.

Tite é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo.

O reducionismo impera. Quem discorda de Tite é patrulheiro, é clubista, é bobão cara de melão e não percebe que o Redentor do Futebol Brasileiro é apenas um homem espontâneo. A espontaneidade não pode se sobrepor à liturgia do cargo. Tite é torcedor do Corinthians, mas estava lá como técnico da seleção. Para trabalhar e não para torcer.

Logicamente, o fato é menor. Nada que se contraponha ao magnífico trabalho que ele tem feito na seleção brasileira. Sete vitórias em sete jogos. Não se pode comparar a comemoração corintianíssima de Tite, por exemplo, com as sorridentes fotos do juiz Sérgio Moro com Aécio Neves, Michel Temer e João Dória. Talvez sejam do mesmo time, mas aqui, muito mais do que no caso de Tite, é preciso mostrar distanciamento e neutralidade.

Muita gente no Brasil vive a síndrome de Faustão. Quando garra a elogiar, não para mais. O sujeito é ótimo no profissional e no pessoal. Fizeram isto com Telê. Com Mano. Fazem com Tite. Parece que estamos diante do Pai da Pátria e não do melhor treinador que a seleção teve nos últimos 15 anos, desde a grande participação de Scolari no penta.

Tite é o mesmo que assinou um manifesto contra a direção da CBF e, que, ao ser escolhido treinador, brindou a bochecha de Marco Polo del Nero com um beijo. É o mesmo que fez um vídeo elogiando a candidatura de Marcelinho Carioca e se disse traído ao ver a peça na campanha do Pé de Anjo a qualquer coisa aí, não me lembro mais. Talvez ele tenha pensado que Marcelinho ouviria aquele depoimento toda noite em casa, com as portas fechadas, para não influenciar ninguém.

Ah, e se Luxemburgo levasse uma filha para ser auxiliar de seu trabalho como treinador na CBF?

Quanto ao Tite treinador, ele tem cometido um erro que já se viu em 2013. Está com o grupo fechado demais. Lá, ele morreu abraçado com Sheik e Romarinho, heróis do Mundial. Agora, é evidente que é difícil justificar a presença de Fagner na seleção. Ele, que cresceu com Tite, agora está estabilizado. Chegou ao máximo e não é um máximo tão máximo assim. E tem sido muito violento. Gil também não merece estar entre os quatro zagueiros.

Bem, é o que eu penso. Não me chibateiem por discordar um pouquinho que seja de Tite. Se eu fosse acreditar em Deus, acreditaria naquele que falou com Moisés e não com este que fala com Andrés.


Felipe Melo x Imprensa: uma boa luta, mas sem ofensas pessoais, por favor
Comentários Comente

Menon

justiçaobesaA contratação de Felipe Melo transcende ao futebol. Vai dar muito o que falar também fora de campo. Em sua apresentação, ele mostrou-se como um jogador esclarecido e com intuito de confrontar jornalistas. A Imprensa, como ele diz. Eu acho ótimo. Contestação e discussão sempre fazem bem. Traz a luz. Dialética.

O problema é que a contestação de Felipe Melo se baseia em mágoa e vai além da discussão teórica. Ele, que não se julga violento, vai com os dois pés (ou duas bocas?) e busca o lado pessoal de quem considera inimigo. Foi assim com Zé Elias. Foi assim com Renato Maurício Prado. E, dizem, foi assim com Neto. Não ouvi.

Também discordo quando ele fala “a imprensa”, como uma entidade unitária. Não existe “a imprensa”. Existem jornalistas e cada um tem o seu pensamento. A grande maioria convergiu quando colocou Felipe Melo como o culpado pela eliminação do Brasil na Copa. Eu acho que ele foi o maior culpado, sem dúvida. O Brasil dominou o primeiro tempo, Robinho fez um gol (passe genial dele, Felipe Melo) e depois piorou muito. Julio Cesar errou, o jogo ficou equilibrado, com Sneijder dando um show. E Felipe Melo, após uma falta violentíssima, foi expulso.

Sou contra a caça às bruxas, mas é preciso apontar um culpado. Foi ele. Se não tivesse feito a falta, se não tivesse sido expulso e o Brasil vencesse, ele seria aclamado pela maioria dos jornalistas e brasileiros, como o herói do jogo. Como um volante moderno, que deu um passe de Gerson de Oliveira Nunes.  Não foi. E, é preciso repetir, seu erro foi fundamental para a eliminação do Brasil.

Felipe Melo, que chegou falando grosso, dizendo que vai bater na cara de uruguaios no Uruguai, precisa ser valente também para assumir seu erro. Aliás, eu não entendi a frase: vou bater na cara dos uruguaios com responsabilidade para não ser expulso. Então, faltou responsabilidade em 2010?

A mágoa contra “a imprensa” faz Felipe Melo ver coisas que não existem. Seria ótimo se existisse, mas não é o caso. “Eu acho que a classe (dos jogadores) é uma classe muito desunida. Vocês, jornalistas, são muito unidos. Se um jogador fala mal de qualquer um de vocês, vocês se unem e vão contra. Nós, jogadores, somos bobos, porque temos que ser mais unidos”.

Ora, Felipe, se a classe fosse tão unida assim, não aceitaria a ditadura dos assessores de imprensa (que também são jornalistas) e talvez tivesse um piso salarial maior.

Mas, mesmo tendo suas críticas baseadas no caldo de cultura da mágoa e mesmo tendo uma visão equivocada da “imprensa” como algo único e coeso, Felipe acertou quando falou no exagero das críticas pesadas. Disse que jornalistas chamam jogadores de “songamongas”. Nunca ouvi, mas já ouvi pior. Já li coisa pior.

Limpeza, por exemplo. Um dos orgulhos da minha carreira é nunca haver usado esse termo para me referia à uma dispensa de vários jogadores ao mesmo tempo. Jogador não é lixo. Felipe está certíssimo. Precisa haver respeito e jornalista precisa saber seu limite. Eu me lembro de um narrador que se negava a dizer o nome de Edmundo. Falava apenas “o número sete” do Palmeiras. E dizia, alto e bom som, que “a respeito dele, só falo dentro de campo”. Uai, mas onde mais? Que direito, ele teria fora do campo, fora do aspecto essencialmente profissional? Ele acerta também ao falar que não vai generalizar, mas, reparem que repete a todo momento: vocês são isso, vocês são aquilo…

Felipe também disse não precisar da relação com jornalistas. “Nunca precisei de imprensa para nada. Nunca precisei ir em programa de TV para ficar famoso ou ganhar isso ou aquilo. Sempre precisei de Deus. É ele que me capacita. E da minha família”. O problema aí, e não estou falando dele, é que muitos jogadores procuram a aproximação quando necessária. Como os jornalistas ficam sabendo que o jogador foi levar ovo de páscoa para crianças doentes? Porque eles avisam. Dias antes. Repetidamente. Pedem. Não seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e não praticam o bem sem olhar a quem. Fazem e avisam para todo mundo. E eu duvido que comprem os ovos de páscoa. Não colocam a mão no bolso, não.

Por fim, o último desabafo de Felipe Melo é uma lição, a meu ver, de como deve ser a relação entre jornalista e jogador.  “Sei que quando eu fizer jogada boa, vão falar ‘o Felipe é bom’, quando eu fizer falta vão falar ‘o Felipe é maldoso’. Antes isso me preocupava, hoje entra pelo meu ouvido e sai pelo outro”.

Mas, não tem de ser assim? Se jogar bem, é elogiado, se for expulso, será criticado. Qual é o problema?

Que os jornalistas e Felipe Melo cheguem a um consenso. Que haja justiça para ambos. Que não seja a justiça obesa retratada pelo escultou dinamarquês Jens Galchiot, com o povo pobre carregando uma justiça mórbida e lenta, favorece apenas o mais poderoso.

picadinhomenon

ROBERTO ANDRADE, O POLTRÃO – O presidente Roberto Andrade, do Corinthians, protagonizou uma cena ridícula ao receber aproximadamente 15 torcedores organizados em seu gabinete. Foi à tarde, é lógico, porque eles conseguiram liberação do trabalho para ir até a sede do clube. Ou são todos autônomos. Bem, durante a conversa, um deles tuitou algo do tipo: “a reunião está pacífica, até o momento”. Pois é, poderia não estar. Poderia haver agressões. Sonho com presidentes que ousem enfrentar estes brutamontes, sempre dispostos à pior escolha, sempre prontos a achar que reunião pacífica pode acabar a qualquer momento.

ALELUIA, ELE VOLTOU – Vasco e Bahia já jogaram. Hoje, é o Corinthians. Amanhã, o São Paulo. E os dois paulistas podem até se enfrentar na final da Flórida Cup. Os garotos da Copinha que me perdoem, mas estava sentindo a falta dele, o futebol de verdade. Sem ele, não somos nada. O danado é o sal de nossa vida.

NBA NA GLOBO – A GLOBO vai mostrar a fase final da NBA. Todos os sete jogos decisivos. Tomara que aprenda e não obrigue mais o NBB a ser decidido em um ou três jogos. Hortência será a comentarista. O narrador ainda não foi escolhido. Minha torcida é por Odinei Ribeiro, para que eu possa ver tudo, por todos os ângulos.

O TIME DE CARILLE – Cássio, Fagner, Paulo Henrique, Balbuena e Moisés; Gabriel; Romero, Camacho, Rodriguinho e Marlone. Na frente, Jô. É o que tem para hoje. Ou, melhor, para o primeiro tempo de hoje. No segundo, muda tudo. É o primeiro Corinthians de 2017, não muito distinto do último Corinthians de 2016. Gostaram?

 


Schmidt, Casemiro, Marquinhos….Viva a incompetência!
Comentários Comente

Menon

joaoximitJoão Schmidt ganha R$ 60 mil. O São Paulo ofereceu R$ 120 mil. O jogador não aceitou e comunicou que irá jogar na Itália daqui a seis meses. E que já fez uso da prerrogativa que a lei lhe dá para assinar um pré contrato com o Atalanta. Tudo muito simples. Tudo dentro da normalidade. O que o São Paulo poderia fazer? Nada. O jogador quer sair e sairá. Já saiu. Nada a criticar.

Mas, e lá atrás? Quando João Schmidt ainda se chamava João Felipe e era, ao lado de Rodrigo Caio, uma joia de Cotia? Quando participava de seleções de base? Ali, no nascedouro da carreira, não houve nenhum avaliador pago pelo clube para ver que o volante canhoto e de bom passe tinha potencial para se transformar em um jogador de alto nível?

Ninguém viu. Nem quando ele voltou de Portugal cheio de boas referências. Talvez quando houve uma oferta do Avaí? Mas aí, já era tarde demais. O jogador se vai no momento melhor da carreira no clube. Com mercado no Exterior. Vai, leva seu futebol e nenhum mísero centavo de guarani paraguaio entra nos cofres do clube.

O São Paulo está propondo 1,1 milhão de dólares por 50% dos direitos de Cristián Coman (quem?) e não recebe nada por Schmidt.

Os clubes brasileiros administram muito mal suas categorias de base. Gastam dinheiro em jogadores que não analisam e cujo potencial não é notado.

A base revela cinco tipos de jogadores:

1) Para as grandes ligas: gente como Lucas, Neymar, Gabriel Jesus etc

2) Para a China

3) Para as ligas médias ou clubes médios de grandes ligas

4) Para o próprio clube: Jean é o maior exemplo. Nunca joga mal. Ficou cinco anos de graça no São Paulo. Quanto Flu e Palmeiras pagara por ele?

5) Para clubes menores: Nathan, no Criciuma, William Arão na Portuguesa…(antes de estourar no Flamengo).

O clube grande pode perder jogadores, ninguém está obrigado a acertar sempre: Rivellino treinou no Palmeiras, Telê recusou Ronaldo Fenômeno etc etc.

O clube pode perder alguém que foi fazer teste, que estava mal no dia, acontece. Mas, depois que o jogador está na base, está fazendo sucesso, precisa render dinheiro. Em uma das cinco opções que coloquei.

Não pode errar como o São Paulo errou com João Schmidt.

Não pode errar como errou com Casemiro. Quantos técnicos passaram no São Paulo e não conseguiram definir a posição ideal de Casemiro? É volante, é segundo volante, é meia, é zagueiro… Chegou na Europa e se achou.

Engraçado é a torcida culpar o jogador e não o erro de avaliação de outros profissionais. Corporativamente, acham que um crítica à uma avaliação errada é ao clube e não a um profissional.

Preferem culpar o jogador. Dizem que Casemiro é mascarado, que gostava de balada. Que tinha inveja de Lucas. Não se lembram que ele se recusou a fazer com o clube o mesmo que Oscar fez.

E se fosse mascarado? E se gostasse de balada? Que erro, não? Com 20 anos e gosta de balada… Só rindo.

Com tudo de errado sendo verdade, o clube errou na avaliação. Não viu que tinha nas mãos um jogador para 40 milhões de dólares.

E o Corinthians, que perdeu Marquinhos de graça para o futebol da Europa? O cara jogou 14 partidas e foi para a Roma por R$ 8,2 milhões. Depois de 30 jogos na Itália, foi para  o PSG por 31 milhões. De EUROS.

E Fagner, que fez oito jogos e foi para a Holanda, deixando um bye bye de recordação.

Michael Beale, o auxiliar inglês de Rogério Ceni, disse que não há jogador melhor que o brasileiro. E o sul-americano.

São joias. Muitas vezes os clubes não percebem como podem ser valiosas.

picadinhomenon

JÁ VAI TARDE – Bernardinho é um grande treinador, é um líder, glorificou o vôlei do Brasil. É campeão olímpico. Concordo com tudo, mas escalou a seleção para entregar um jogo. O Giba contou. Ah, quem vai substituir Bernardinho? O Renan. Não sei se vai ser melhor ou pior, mas se entregar um jogo terá o meu desprezo, como já tem o Bernardinho.

AUTÔNOMOS DA FIEL – Quarta à tarde, possivelmente depois de uma feijoada, os fiéis vão ao Centro de Treinamentos, que é muito longe, fazer pressão sobre um técnico inexperiente que terá honra de dirigir um dos grandes clubes do mundo. Colocar pressão sobre uma diretoria que luta contra a falta de dinheiro. A atitude é imbecil, mas o que me incomoda é a disposição de tempo. Ninguém da turma trabalha? Os patrões permitem a falta? Ou são todos autônomos, todos pejotinhas?

CHUTEIRA F.C – Quero convidar vocês o CHUTEIRA , um site comandado por gente muita talentosa. Companheiros de tantos anos de estrada, quando a gente era jovem, bonito e matador do JT. Prósperi, Guto e Mateus são referência, com currículos brilhantes. Baptistão é só o melhor chargista do mundo. Luiz Ruffato é um escrito talentosíssimo. Chico Bicudo faz crônicas inolvidáveis, E tem ainda Eduardo Castro, nosso enfant terrible, Carles Martí, Chico Maia e Zé Edu, o melhor editor com quem eu não trabalhei.