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Flamengo quer Felipe Melo como jogador ou sargento?
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Menon

O Flamengo, sob nova direção, deseja contar com Felipe Melo a partir do ano que vem. Tecnicamente, é uma contratação que se justifica. Ele é um volante de boa qualidade, com poder de marcação e bom passe. Já está em fase final da carreira – tem 35 anos – mas a ideia de algum time contar com ele – qualquer time brasileiro – não é absurda. Muito pelo contrário, é muito plausível. O que não significa que ele deva ser titular absoluto onde esteja.

O problema é a justificativa do Flamengo para contar com Felipe Melo. Quer um símbolo para a nova era. Quer um choque de ordem. Ora, quem contrata um jogador explosivo como Felipe Melo para colocar ordem em um grupo, corre riscos. Ele, com certeza, vai extrapolar. É um jogador que vive preso ao personagem que criou. O mesmo volante de bom passe é o pitbull. O cara que vive metido em briga, vive em um mar de cartões amarelos e nunca é uma certeza de 90 minutos completos em campo.

Se no Palmeiras ele chegou prometendo dar murro na cara de uruguaio – promessa cumprida – o que poderá fazer em um clube que o contrata como símbolo da ordem. Vai querer mandar? Vai se colocar acima dos companheiros? Ou do treinador? Ou vai dizer que sempre foi Flamengo e que se sente na obrigação de exigir tudo dos outros jogadores.

Felipe Melo é um fio desencapado. Se ainda lhe dão status de comandante de grupo, de símbolo de ordem, é bom se preparar para muitas e boas.


Felipe Melo é ídolo por que mesmo, hein?
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Menon

Em 1985, eu era bancário. Caixa na agência do Hospital das Clínicas. Banespa, que nem existe mais. E recebi um convite para trabalhar na assessoria de imprensa da Secretaria do Interior. Aceitei na hora, troquei o certo pelo duvidoso. Foi a decisão mais correta que tive na vida. O secretário era dr Chopin Tavares de Lima, um homem admirável. Muito criativo, desenvolveu programas como Interior na Praia (crianças do interior passavam férias na praia) e Redescobrindo o Interior (crianças da capital passavam férias em cidades do interior). Eram experiências marcantes. João Dória, o novo governador, vai recriar a Secretaria do Interior.

Dr Chopin era também mordaz. Irônico ao extremo. Quando algum político que ele não gostava era muito elogiado (e ele não via justificativa), interrompia o interlocutor e dizia assim: “me diga uma coisa, caro amigo, Fulano de Tal é bom por que mesmo?”.

É o que fico pensando a respeito de Felipe Melo. É ídolo do Palmeiras, por que mesmo? Certamente não é por suas qualidades. Um bom volante, com poder de marcação e com capacidade de iniciar jogadas, ao ter a bola dominada. Passa bem, consegue lançar e é até bonito ver as inversões de jogada que consegue.

Se Felipe Melo se contentasse com isso – que não é pouco – ajudaria muito mais o Palmeiras do que com suas outras “qualidades”. Aquelas que a torcida aplaude e que só prejudicam o clube. Felipe Melo é o pitbull, o machão, o cara da Libertadores, o que seria o comandante do Palmeiras na busca do título. Ficou na promessa, ano passado e agora. Os dois momentos que o marcaram foram um murro na cara do jogador uruguaio e uma expulsão com três minutos de jogo contra o Cerro Porteño.

Nos jogos contra o Boca, esteve bem tecnicamente, mas, na Bombonera, o instinto falou mais alto. Não havia necessidade alguma daquela falta, com o pé quase na cabeça do rival. Weverton salvou, mas na cobrança do escanteio, Benedetto marcou, com falha conjunta de Felipe Melo e de Moisés. Em São Paulo, novamente estava jogando bem, mas, de maneira totalmente inexplicável, desistiu da jogada em que Benedetto marcou o segundo gol do Boca. Ninguém entendeu.

E no Brasileiro? Em  um torneio de pontos corridos, a constância é a chave de tudo. E ele, pelo acúmulo de amarelos e vermelhos, deixou o time na mão algumas vezes. Nada que atrapalhe a conquista do título, que considero quase uma realidade, mas seu papel não foi preponderante.

Thiago Santos, que é menos técnico, teria dado mais ao Palmeiras do que Felipe Melo. Ou menos. Menos confusão. A verdade é que certa idolatria por Felipe Melo não se sustenta pelo que ele dá ao time, mesmo com seus belos passes.

Dr. Chopin, se gostasse de futebol, diria assim: “caro Beronha, esse Felipe Melo é ídolo por que mesmo, hein?”


Ramires foi o melhor de Bahia x Palmeiras
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Posso estar sendo precipitado, mas acho que vi um grande jogador nascendo. Ramires, de 18 anos, jogou como um veterano. Tomou conta do meio campo no jogo Bahia x Palmeiras.

Muito calmo, acertou 32 passes e errou seis. Frieza impressionante ao driblar Felipe Melo (ficou sentado) e dar ótimo passe para Gilberto fazer o gol do Bahia.

Fez ainda três desarmes. Não é daqueles jogadores espetaculares, com muitos dribles. Mas sua constância no jogo foi impressionante. Um produtor de jogo.

E o Bahia, que não é novo nem nada, renovou, na sexta-feira, seu contrato. Agora, vai até 2022. Bahia vai ganhar dinheiro com ele.

O Bahia começou dominando o jogo, a partir de uma boa marcação alta. O Palmeiras tinha dificuldade em sair da defesa. Como Hyoran jogava centralizado, o time não tinha jogadas pelos lados do campo.

A história mudou com as entradas de Dudu e Willian. Com pouco tempo em campo, mudaram o jogo. O gol saiu. Linda cabeçada de Felipe Melo.

E ficou a impressão de uma virada.

Não veio.

Seria injusto com Ramires.


Ademir da Guia: “Felipe Melo mereceu a expulsão, mas não o condeno”
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Foto: EFE/Sebastião Moreira

Maior ídolo da história do Palmeiras, Ademir da Guia sofreu como nunca no jogo de volta das oitavas de final diante do Cerro Porteño. Presente nas tribunas do Allianz Parque para ver uma “vitória tranquila” diante dos paraguaios pela Copa Libertadores, o Divino revela que ficou angustiado após a expulsão de Felipe Melo logo no começo, temeu pelo pior, mas valoriza a classificação. O ex-meia de 78 anos é só elogios ao trabalho de Felipão, poupa o volante e prevê conquistas no fim do ano.

Como o senhor viu a classificação na Libertadores?

Olha rapaz, fui ao Allianz ver o jogo, estou sempre lá para apoiar o time e foi terrível. Estava preparado para uma festa, um espetáculo, mas ficar com um jogador a menos logo do começo transformou a partida num drama. Se eles fazem um gol logo no começo seria muito complicado. Por sorte o time soube se portar em campo e valeu pela classificação. Mas não foi como imaginávamos. Esperávamos uma vitória tranquila, ainda mais depois de fazer 2 a 0 fora de casa e sofremos por 90 minutos.

O que achou da expulsão do Felipe Melo?

Um lance bobo, não precisava ter feito aquela falta dura. Ele entrou com muita violência, mereceu ter sido expulso e agora ainda pode ser julgado e punido não sei por quantos jogos.

Ficou com medo da eliminação?

Medo não, mas muito receio. Não podemos perder um jogador na primeira, segunda falta. Isso é lamentável. E se a disputa vai para pênaltis, não sabíamos o que poderia acontecer.

O Palmeiras deveria punir o Felipe Melo? O senhor o suspenderia?

Não posso condená-lo pela expulsão, mas realmente ele entrou muito forte no lance. Essas coisas dependem da diretoria, do Felipão, de como os jogadores vão reagir. Tem de estudar o lance, há gente que acha normal, chama o árbitro de rigoroso por ser o primeiro lance. Eu achei correto. Sobre punição no Palmeiras, tem de avaliar o que é melhor para o clube e o jogador.

Por falar em Felipão, o que acha do trabalho nesse retorno?

Acho que ele acertou o time, é competente, arrumou a casa e a torcida está acreditando em coisas boas. Foi importante ficar sem levar gols (o do Cerro Porteño foi o primeiro em 10 jogos) e estou confiando demais no trabalho dele.

Crê em conquistas este ano?

Os jogadores estão identificados com o trabalho do Felipão, empenhados em fazer o melhor e isso é importante para no fim do ano erguermos taças. Acredito que é bem possível.

Felipão mexeu pouco no que Roger Machado vinha fazendo. Qual o motivo da melhora?

O time agora está mais seguro. Acho que ele melhorou o ambiente, passou confiança para os jogadores e o futebol cresceu. Com ele no comando as chances são boas em todas as competições, Libertadores, Copa do Brasil e mesmo o Brasileiro.

Até no Brasileirão o senhor vê o Palmeiras brigando na frente?

O Brasileirão é um campeonato importante, óbvio que um pouco mais difícil para o Palmeiras, que depende do tropeço dos outros times. Mas é complicado para todos e estamos torcendo para ganhar tudo. Nada está descartado.

A entrevista acima foi feita por FÁBIO TAVARES HÉCICO, em colaboração com o blog.


Felipe Melo é um velho escorpião
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Menon

Foi contra o Certo, pela Libertadores. Poderia ser contra a Holanda, na Copa do Mundo. Ela, já foi.

Sim, Felipe Melo é incontrolável. Todo mundo conhece. É um pacote só: bom passe, irresponsável, personalidade, violência…

Sabem a história do escorpião?

Pediu a um sapo que lhe desse carona para atravessar o rio.

Imagina, disse o sapo. Você vai me picar e eu morrerei.

Não. Se eu te picar, você afunda e eu também. Como não sei nadar, morrerei também.

O sapo aceitou. No meio do caminho, o escorpião o picou.

Por que fez isso? Vamos morrer.

Por que? Não sei. Eu sou assim.

Felipe Melo é Felipe Melo. Um personagem. Precisa mostrar que é valente, machão, violento…

Não liga para as consequências.

Um jogador fora de moda.

Um tipo de escorpião que resiste apenas por aqui, nos tristes trópicos.

Tem quem goste. Releve. Chame de guerreiro.

Está no fim. Em extinção.

 


Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Lucas Lima é sono. Botafogo é luta
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Menon

O campeão carioca estreia empatando em casa com o vice-campeão paulista. Resultado ruim, se pensarmos apenas assim, sem profundidade. Mas a verdade é que as aspirações do Palmeiras são maiores que as do rival.

Precisa avisar o Lucas Lima. O armador do Palmeiras joga atrás do tridente Dudu, Bigode e Keno. Tem a obrigação de fazer os três se fartarem com bons passes.

Nada disso. Foi burocrático e sonolento. E o Palmeiras viveu de Keno. O Botafogo apostou em bola alta para Rabelo e Carli e equilibrou o jogo.

Roger trocou Lucas Lima por Guerra. E o time melhorou muito. O gol saiu com Dudu, pelo meio, servindo Guerra. Movimentação e troca de posições, o que não havia antes.

O Botafogo é valente e foi em busca do empate, com Kieza, Pimpão e Marcus Vinicius. Deu espaços? Deu, mas pressionou, lutou e conseguiu o empate, após falha de Felipe Melo.

Empate justo entre um time valente e um burocrático.


Borja 1 x 0 Valentões alvinegros e verdes
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Um gol. 50 faltas. Dez cartões amarelos. Dois cartões vermelhos. 36 cruzamentos. A primeira decisão do Paulista foi um jogo de péssimo nível técnico, com jogadores fazendo bobagens o tempo todo. Uma amostra do futebol brasileiro. E olha que estiveram em campo Cássio, Fagner, Henrique, Rodriguinho, Marcos Rocha, Felipe Melo, Lucas Lima e Dudu, jogadores que já tiveram passagens pela seleção brasileira. Felipe Melo e Henrique já jogaram uma Copa. Romero e Balbuena são da seleção paraguaia.

Futebol passou longe de Itaquera.

E o colombiano Borja foi o esperto entre valentões. Fez o gol do jogo. No último minuto do primeiro tempo, fez falta dura em Henrique. E saiu andando, sem ligar para os dois empurrões que levou. E passou novamente ao largo de toda a confusão que veio depois. Um comportamento que ajudou muito o seu time. Ao contrário daquela briga campal contra o Peñarol, em Montevidéu, quando foi de uma ausência ultrajante.

Além da briga, o que se viu foi jogador o tempo todo reclamando e pedindo cartão para o rival. O tempo todo. No último minuto, Rodriguinho iniciou um contra-ataque e sofreu falta em seu campo. Levantou pedindo amarelo. Por que pensar nisso em um momento tão dramático? Parece que o primordial é dar amarelo aos outros. A síntese do futebol é essa. Foi essa.

Gabriel fez cinco faltas. E também no final do jogo, atirou uma bola na cabeça de Bigode. Qual o sentido disso? Poderia levar o segundo amarelo e ficar fora da final, como Felipe Melo e Clayson, os expulsos.

E Dudu? O tempo todo fica pilhando o jogo, fica irritando adversários, logo sofrerá tendinite no ombro de tanto pedir amarelo.

Realmente, confesso que não tenho capacidade para analisar um jogo assim.

Palmeiras não foi passivo como nos outros clássicos contra o Corinthians.

Fez um gol logo no início e se aproveitou muito do clima nervoso que houve. Quando não tem futebol, quem está na frente tem mais possibilidades de manter o resultado.

O Palmeiras está perto do título. Graças a Borja.


TJD não pode perseguir o Palmeiras
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O Palmeiras fez mais do que a obrigação e venceu o Novorizontino e já está nas semifinais do Paulistão. Mesmo assim, será injustificável uma punição do TJD a Jaílson, Dudu e Felipe Melo por conta dos incidentes no dia 24 de fevereiro, quando o  Corinthians venceu o Palmeiras por 2 x 0 em Itaquera.

Jaílson e Dudu, no calor da derrota, falaram coisas que todo torcedor diz: “passaram a mão no Palmeiras, na dúvida é Corinthians”. Um desabafo que não pode ser encarado como algo acima disso. Se, em vez de falar, tivessem escrito e colocado aspas, nada aconteceria. É como dizer que o árbitro tal “roubou” o time tal. Ou seja, errou tanto que parecia um roubo.

Felipe Melo foi indiciado por causa de algumas cenas que dão a entender que ele mostrou o dedo médio para a torcida. Não está no relatório. Ora, se não está, não aconteceu. É minha tese de sempre. O jogo precisa terminar ao final dos 90 minutos. Nada mais.

Punição para Jaílson por jogada violenta é outra coisa. Realmente, eu achei que ele foi violento mesmo. Mas é uma questão de argumentação. Foi expulso e uma punição por esse motivo não seria descabida.

Fora disso é tudo fruto de uma tendência punitivista que toma conta do futebol. O TJD deveria ser presidido por um jurista, mas, não. É comandado por um delegado. Como a arbitragem brasileira é comandada por um coronel. Eles querem tratar jogadores como soldado, deixando de lado toda a carga de emoção que traz um jogo de futebol.

Se o árbitro Raphael Claus se sentiu ofendido com as palavras de Jaílson e Dudu, se pensa que sua honra e honestidade foram colocadas em dúvida, que processe os jogadores. O errado é tirá-los de um ou dois jogos por conta de uma bobagem, de um desabafo ditos a microfones em momento de alta carga emocional.

Uma punição serviria apenas para deslustrar o campeonato.


Máquina Verde engrena com rejeitados de Cuca
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O Santos foi a quinta vítima do Palmeiras em cinco jogos. O Mirassol, no sábado, entre pierrôs e colombinas, no início do Reinado de Momo, será o sexto. O time parece imbatível, pelo menos em termos de campeonato. É muito favorito. Foi uma vitória tranquila, iniciada sem que o Santos praticamente houvesse tocado na bola.

Felipe Melo novamente fez uma ótima partida. Tem sido constante. E Borja fez um golaço. São dois jogadores que não cabiam no time de Cuca, o antigo treinador. O que nos leva a pensar no poder absoluto do treinador. No caso de Felipe Melo, Cuca disse que o afastaria do time porque ele tem um estilo de jogo que não se adaptava ao que Cuca queria. Analisemos por aí, sem pensar nos problemas extra-campo criados pelo jogador, inclusive com gravação em que ele ofendia o treinador.

Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se concentrar em jogar futebol? Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se adaptar ao seu estilo de jogo? Não? Tudo bem, não sou adepto de treinador que define um estilo, um esquema e faz o jogador se adaptar a ele. Mas, se fosse o caso, precisava afastar o jogador? (Não estou levando em conta as questões disciplinares).

E Borja? Ainda não é o mesmo do Atlético Nacional. Talvez nunca seja. Pode ter sido apenas um ciclo virtuoso, ou melhor, um ano virtuoso. Mas, está melhorando. Está rendendo bem e fez um belo gol. Com Cuca, não jogava. Aliás, ninguém do elenco servia, porque ele pediu Deyverson, que, convenhamos, também não é nenhum Evair.

É preciso acabar com o poder absoluto dos treinadores. Não dá para ser assim: não está se adaptando ao que quero, afasto e a diretoria que contrate outro. Logicamente, nem sempre o treinador está errado. Há casos em que, como Dorival, ele pede um ponta veloz e recebe um meia lento. Mas o inverso é mais comum. Pedem, pedem, pedem e não abrem mão de seu esquema preferido. Como uma criança tentando colocar um bloquinho redondo em um espaço retangular. O poder absoluto.