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Prass voltou a ser Prass e o Palmeiras voltou a vencer
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Depois de falhas seguidas nas derrotas contra Chapecoense, São Paulo e Coritiba, Fernando Prass fez uma grande jogo, com duas defesas salvadoras e foi fundamental na vitória do Palmeiras por 3 a 1 contra o Fluminense.

Foram defesas em momentos cruciais do jogo. No primeiro tempo, saiu nos pés de Henrique Ceifador e impediu o gol de empate no final do primeiro tempo. E,no segundo, aos 46 minutos impediu novamente a igualdade, pegando uma cabeçada de Marcos Júnior. Em seguida, Roger Guedes, com muita velocidade, fez o terceiro, como se fosse um centroavante. Poderia ser experimentado nessa função.

A importância das defesas de Prass pode ser medida pela entrevista de Edu Dracena, após o jogo. Disse que o Palmeiras precisava vencer de qualquer maneira, nem que fosse por meio a zero. E a vitória veio.

Não foi fácil. E por que seria? O Fluminense é um bom time e o Palmeiras estava pressionado. E mostrou algumas falhas. O lado direito da defesa, com Jean ou Tchê Tchê foi uma avenida para Marcos Calazans, auxiliado pelo lateral Leo. O gol de empate foi assim. O Palmeiras desempatou da mesma maneira. E fez o terceiro de maneira parecida.

O primeiro gol do Palmeiras foi de Guerra, em jogada iniciada com cobrança de lateral. Foi um ótimo chute do venezuelano, que fez ótima partida. Tomou conta do meio, armou jogadas, distribuiu a bola, deu o ritmo que quis ao jogo. Um contraponto a Felipe Melo, que nem jogou mal, mas que levou um cartão amarelo imbecil por um motivo imbecil. Foi reclamar de uma comemoração de Ceifador. Ora, não é ele que diz que futebol está chato, que precisa de festa? Não foi ele que dançou e festejou na Vila após a vitória?

O importante é que a vitória veio. E começou com as mãos de Prass.


Cuca e Ceni dão choque de realidade em quem não joga bola
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A Prancheta Voadora e o Rachão Violento. Podia ser o nome de algum livro adolescente, mas é o que se destacou na cobertura de São Paulo e Palmeiras nos últimos dias. Fofoca? Não. É bastidor e deve ser noticiado. Feito isso, é interessante ver o que os fatos significam exatamente nos clubes.

O fato de Rogério Ceni, irritado com o segundo gol do Corinthians, arremessar uma prancheta no chão é indicativo do quê? Jogadores estavam irritados com ele? Querem a sua queda? Ceni perdeu o controle e comando do grupo? A prancheta atirada no vestiário é um reflexo fiel da crise do São Paulo. Olho, que o fato ocorreu no intervalo do primeiro jogo da primeira das três eliminações. Foi pré crise.

E o fato de Omar Feitosa e Felipe Melo discutiram por conta de uma rachão? Foi necessária a intervenção de Cuca. O que temos aqui? Melo é desagregador? Feitosa, que brigou com Ceni no São Paulo, é pessoa que não trabalha em grupo? E o empurrão de Feitosa em Thiago Santos, no intervalo do jogo contra a Ponte? E as brigas de Melo com Roger Guedes? Os desentendimentos mostram que o Palmeiras está em ebulição? É preciso cortar o mal pela raiz para que a campanha na Libertadores não seja afetada?

O importante, em todos os casos, é ver os desdobramentos. Porque, técnico jogar prancheta, técnico ofender jogador, é coisa normal. Não deveria ser, mas é. Briga em rachão, também é. Os campeonatos de rachão eram (não sei como é agora) extremamente disputados. Os times eram os mesmos, havia enfrentamento toda sexta-feira, cada um contava o número de vitórias e o pau quebrava muitas vezes. Tão disputado como um jogo.

São coisas difíceis de entender. Futebol é um mundo diferente. Eu não conseguiria trabalhar em um ambiente em que meu chefe dá uma bronca em todo mundo, ofende uns e outros e joga alguma coisa no chão. Mas, eu não sou jogador. Uma coisa ridícula, na minha opinião, é preleção. Se alguém falasse aquelas chorumelas para mim, não conseguiria prestar atenção. Bate no peito, subam essa escada que as pessoas estão esperando (juntei o discurso de Zé Roberto e de Ceni e me parece filme de gladiador), aquela reza em altíssimo som, viagem a Aparecida, promessa, parente chegando em véspera de jogo, vídeo motivacional… Tudo isso eu acho uma patacoada só. E não critico, não desvalorizo, não digo que é errado. É apenas coisa de outro mundo, não do meu. E tenho obrigação de aceitar.

Prancheta voadora e Rachão Violento fazem parte do mundo do futebol. Surpreendem apenas dois tipos de pessoas: os que não sabem que futebol é assim e os que acham que futebol não deveria ser assim. E querem muda-lo. Prefiro desfrutar.


Quem puniu Felipe Melo está errado
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Felipe Melo foi seleçãoFelipe Melo é um grande jogador. Sempre o considerei assim. Mesmo agora, sem espaço em grandes times europeus  (perdeu a  posição para o baixinho Medel), está jogando muito bem no Palmeiras. Faz a diferença. Marca muito forte, sabe se posicionar, é bom de cabeça, faz inversões de jogadas com grande acerto, tem maturidade para não ser expulso, mesmo sofrendo um cartão amarelo logo a cinco minutos, como foi contra a Ponte. Não gosto quando fica gritando na cara dos outros  jogadores, como no jogo contra o Botafogo, ao evitar um chapéu. Mas, o que sei eu sobre o magnífico esporte bretão que nunca pratiquei? É um jogo de contato e também um jogo mental. Talvez aquele tipo de grito ajude o time a se impor, talvez ajude o zagueiro ou volante a criarem a imagem de patrão da área…

Melo também acerta bons lançamentos. O mais belo, que eu me lembre, foi aquele para Robinho, contra a Holanda, na Copa de 2010. Um passe de Gérson de Oliveira Nunes que ficou olvidado pela patada que ele deu em Robben, da Holanda.

Felipe Melo não é um caso de Médico e Monstro. No seu caso, as duas personalidades convivem. Andam juntas. Não é um caso de substituição, é de divisão de ambientes. Os dois estão juntos, sempre e agora. E ele não faz questão de mudar. Acho até que Felipe prefere cultuar o lado bad boy do que o lado bom de bola. Talvez, até, ele não seja tão bom de bola se não for bad boy. Se quiser mudar, pode perder parte de seu futebol. Não sei, é uma conjectura.

O fato é que cultuar o personagem tem seus custos. Quando exagera, o preço é ainda maior. A entrevista que deu, ao chegar ao Palmeiras foi imbecil. “Vou dar tapa na cara de uruguaio” correu o mundo. Chegou a Montevidéu. E não venham culpar a imprensa por dar destaque a isso e não às qualidades técnicas e táticas de Melo. Mesmo porque, se eu gosto, outros podem não gostar. A frase, não. Ela está ali, para quem quiser ouvir. Está gravada e filmada, fora de contexto.

Então, a meu ver, os uruguaios resolveram pegar Felipe Melo. E o pegariam mesmo se houvessem goleado o Palmeiras. A cafajestada já estava planejada, a ignomínia já estava engendrada, a agressão estava definida. Independia do resultado. Foram para cima. Felipe Melo não reagiu. Foi correndo de costas. E que equilíbrio, poderia cair e ser massacrado. Mas ele não encarou, no que está muito certo. Foi recuando até o vestiário.

Mas, não resistiu. Aquela cara grande do Meir surgiu bem à sua frente. Redonda, pedindo me chuta, me chuta. E Felipe Melo bateu forte. O certo era não bater, era continuar recuando, mas não sou eu que vou dizer o que ele deveria fazer. Não estava lá. Nunca estive sob tamanha pressão.

Felipe bateu. Foi o único a bater. (No seu caso específico. Os uruguaios agrediram Prass, mas esses não merecem o exercício da dúvida. Bateram por covardia e merecem  a toda punição) Melo, que bateu em defesa própria, também não pode ficar sem uma punição. Por enquanto, é de três jogos. Pode ser mais. Pode ser menos. Mas não pode ficar sem chumbo. Por menos, o Luís Fabiano pegou quatro jogos há dois anos. Não sei dizer quantos jogos seria o número justo, não conheço a lei, não sei o que ela diz, se foi agressão, conduta perigosa ou outra coisa. A verdade é que a Conmebol está amparada pela conduta midiática de Melo. Sabe aquela história do bandido que diz “eu não matei, só dei o tiro. Quem mata, é Deus”? Pois, é. Conmebol não puniu Felipe Melo, apenas decidiu a pena. Quem puniu Felipe Melo foi Felipe Melo e seu culto desnecessária a uma personagem que não deveria mais existir, ou pelo menos já deveria estar se aposentando. Uma personagem que se sobrepôs ao grande futebol que ele joga. Como não dá para punir um só…

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Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Contra Felipe Melo, Tabet, do Flamengo, joga a ética na porta dos fundos
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tabetToda a briga, física ou verbal, tem uma ética. Desde criança, é assim. Não vale puxar cabelo, não vale dedo no olho, não vale xingar a mãe. Há uma linha que não deve ser ultrapassada. Somos ignorantes por brigar, mas não somos irracionais.

Antonio Tabet, diretor de comunicação do Flamengo, cruzou a linha ética e moral em sua discussão com Felipe Mello.

No programa “Enquanto a bola não rola”, da rádio Globo do Rio, ele disse o seguinte: “Futebol é esporte, futebol é para ser jogado. E o senhor Felipe Melo, antes de ir embora do Brasil, eu não sei como terminou essa história, taí no Google, qualquer um pode procurar, ele foi acusado de esfaquear um cara aqui no Rio de Janeiro. Isso também para a maneira como você encara o atleta”.

Não, não se pode tratar uma situação grave desse tipo com a frase reducionista “taí no Google”. Ora, ele joga a acusação no ar e diz que “taí no Google”. Ora, o google, dependendo da maneira que se procure, só trará um lado da história. O outro lado, eu presumo, é que Felipe Melo foi considerado inocente. Nunca soube que tenha cumprido alguma pena. Nunca soube de uma condenação”.

É indecente jogar jogar o nome de uma pessoa na lama. Taí no google é uma frase imoral. Da mesma maneira que Felipe Melo foi indecente e imoral, a meu ver, ao responder uma crítica de Zé Elias relembrando a prisão do comentarista.

Felipe Melo fala por ele. Tabet, como lembrou muito bem o jornalista Gabriel Dudziak, quando estávamos juntos  no Enquanto na bola não rola da Globo São Paulo, não fala por ele. Fala pelo Flamengo. E o Flamengo não pode sacar um fato de 2005, que já teve um final, e colocar sob suspeita o jogador. Mais do que isso, o sistema judiciário do Brasil, pois se Felipe Melo foi inocentado, caput, acabou, finito, não tem que dar um google.

O futebol brasileiro é dirigido por pessoas desqualificadas e ninguém precisa ir no google para saber das lambanças de ricardo teixeira, zemariamarin e da impossibilidade de marco polo viajar. Seria ótimo se a maior contratação do ano (uma das maiores) e o dirigente do clube mais popular do Brasil estivessem unidos contra a direção do futebol, estivessem juntos para melhorar a paixão maior (esportivamente falando) do nosso país e não engalfinhados em uma briga sem quartel.

Tabet cruzou a linha. O que virá, agora? Nada de bom. Felipe Melo deve estar no google procurando algo.

E, assim, sem trégua e sem ética, o fundo do poço não chega nunca.


Palmeiras é o time a ser batido em 2017. Vai ser difícil
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O que é mais difícil: agarrar um porco ou impedir o vôo de um periquito? Seja qual for o mascote escolhido, a missão será dura. O Palmeiras, que perdeu seu treinador e sua grande estrela é, ainda assim, o time a ser batido em 2017. O nível de investimento é maior. O nível qualitativo dos jogadores contratados também é maior.

A primeira lista, com Keno, Rafael Veiga e Hyoran não impressiona tanto. Mas não é diferente dos nomes que os rivais estão trazendo: Sidão, Jô, Kazim, Neílton…

A segunda lista, ainda não concretizada, é que mostra a diferença entre quem tem sonhos e quem tem dinheiro. A torcida do São Paulo faz juras de amor a Felipe Melo, o volante responde dizendo que adora o clube. Mas, como amor é uma coisa e dinheiro é outra, Felipe está com um pé (quase dois) no Palmeiras.

Outro exemplo: o Palmeiras não tinha um bom meia. Trouxe Cleiton Xavier, que não pegou no breu. Então, está trazendo o venezuelano Guerra, grande destaque do Nacional da Colômbia, campeão da Libertadores. E ainda há a possibilidade de Miguel Borja, letal goleador.

Haverá um período de adaptação no comando do time. Eduardo Batista é um treinador com conceitos diferentes de Cuca. Ele prefere o jogo mais cadenciado, com maior posse de bola. Mas os outros grandes terão problemas de adaptação também. Ceni deve utilizar a linha defensica com três jogadores, não necessariamente tres zagueiros. A ala direita pode ser de David Neres. Ele quer dois jogadores com bom passe para iniciar as jogadas de ataque. Podem ser Cueva e Cícero. Deslocará Buffarini para a esquerda. Ainda não tem um centroavante e vai perder João Schmidt. É muita mudança. Um possível time pode ter Sidão; Maicon, Rodrigo Caio e Lugano; Neres, Thiago Mendes, Cícero, Cueva e Buffarini; Gilberto e Nem. Algo assim, muito diferente do que se tem hoje. Muito trabalho para dar certo.

Carille também é novidade no Corinthians. Deve tentar retomar o que Tite fez. Difícil, ainda mais com jogadores como Potker e Jô, que estão chegando. É bastante adaptação. É muita incerteza.

O Santos mantem o ótimo Dorival Jr, que deve implantar a linha de cinco defensiva, com Renato ao lado de Cléber como um dos defensores centrais. Também demandará trabalho.

Todos se mexem. Dos quatro grandes, apenas um tem o mesmo treinador.

E todos correm atrás do Palmeiras, o atual campeão. Periquito ou porco, não interessa. Vai ser difícil…


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