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Máquina Verde engrena com rejeitados de Cuca
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Menon

O Santos foi a quinta vítima do Palmeiras em cinco jogos. O Mirassol, no sábado, entre pierrôs e colombinas, no início do Reinado de Momo, será o sexto. O time parece imbatível, pelo menos em termos de campeonato. É muito favorito. Foi uma vitória tranquila, iniciada sem que o Santos praticamente houvesse tocado na bola.

Felipe Melo novamente fez uma ótima partida. Tem sido constante. E Borja fez um golaço. São dois jogadores que não cabiam no time de Cuca, o antigo treinador. O que nos leva a pensar no poder absoluto do treinador. No caso de Felipe Melo, Cuca disse que o afastaria do time porque ele tem um estilo de jogo que não se adaptava ao que Cuca queria. Analisemos por aí, sem pensar nos problemas extra-campo criados pelo jogador, inclusive com gravação em que ele ofendia o treinador.

Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se concentrar em jogar futebol? Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se adaptar ao seu estilo de jogo? Não? Tudo bem, não sou adepto de treinador que define um estilo, um esquema e faz o jogador se adaptar a ele. Mas, se fosse o caso, precisava afastar o jogador? (Não estou levando em conta as questões disciplinares).

E Borja? Ainda não é o mesmo do Atlético Nacional. Talvez nunca seja. Pode ter sido apenas um ciclo virtuoso, ou melhor, um ano virtuoso. Mas, está melhorando. Está rendendo bem e fez um belo gol. Com Cuca, não jogava. Aliás, ninguém do elenco servia, porque ele pediu Deyverson, que, convenhamos, também não é nenhum Evair.

É preciso acabar com o poder absoluto dos treinadores. Não dá para ser assim: não está se adaptando ao que quero, afasto e a diretoria que contrate outro. Logicamente, nem sempre o treinador está errado. Há casos em que, como Dorival, ele pede um ponta veloz e recebe um meia lento. Mas o inverso é mais comum. Pedem, pedem, pedem e não abrem mão de seu esquema preferido. Como uma criança tentando colocar um bloquinho redondo em um espaço retangular. O poder absoluto.


Felipe Melo fecha a boca e come a bola
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Se houver um ranking das resoluções de Natal, certamente a promessa de perder peso estará no topo. Fechar a boca. Perder peso. Felipe Melo não precisa perder peso. Mas precisava fechar a boca. Não sei se ele fez tal promessa, mas a verdade é que em 2018, tem falado apenas com os pés. Nada de prometer porrada, nada de pedir respeito em treinamento porque o companheiro não gostou de um trote, nada de tirar satisfação com quem comemorou muito e nada de querer se impor no grito.

Felipe Melo está jogando apenas bola. E muito bem. Ele abandonou o que parecia uma louca obsessão por ser ídolo da torcida. Ele, como disse muito bem o amigo Leandro Iamin, apostava no atalho para ter sucesso. Em vez do trabalho cotidiano, jogo a jogo, era um boquirroto, fazendo as bobagens que toda torcida gostar de ver, falando as tonterias que toda torcida gosta de ouvir.

Deu no que deu.

Agora, postado à frente da zaga, tem sido, segundo o site footstats, o primeiro colocado em três itens: desarme, passe e lançamento. Por ele, ninguém passa. E, com a bola dominada, um companheiro a recebe redondinha, redondinha. E ainda há a possibilidade do passe longo, como o que terminou com o gol de Dudu, contra o Bragantino.

Não é surpresa, pelo que ele mostrou em momentos de sua carreira. É surpresa, sim, pelo que mostrou em outros. Há o Felipe Melo da copa de 2010, com um lançamento de Gérson para o gol de Robinho contra a Holanda. E há o cobrador da Máfia em dia de cão, com a mulher reclamando que esqueceu de comprar o gás e o chefe dizendo que está na corda bamba. Aí, o cara, desconta com violência contra quem deve à Organização. Seria menos feio do que Felipe Melo fez, no mesmo jogo contra a Holanda, contra Robben.

O Médico e o Monstro.

O Bom de Bola e o Personagem.

Em 2018, até agora pelo menos, Felipe Melo tem feito boas escolhas. É um monstro só na bola.

E ninguém reclamou.


Título do Corinthians não foi acaso
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Vou contar uma coisa para vocês. Já aviso que parece fantasiosa, coisa de curupira ou boitatá. Até fiquei em dúvida em dizer o que vou dizer. Pensei em buscar provas. Mas, com o risco de passar por mentiroso, de ter minha credibilidade em dúvida, mas vou dizer: houve um tempo em que os torcedores de futebol reconheciam o valor dos rivais. O campeão era respeitado. Havia mais amizade e o ódio não escorria nas redes sociais. Bem, não havia redes sociais. Talvez seja por isso: cara a cara, olho no olho, é mais difícil ofender, colocar na tela os seus mais baixos instintos, como disse o probo Jefferson. Talvez a civilidade fosse apenas fake news.

Tomara que não. Sempre é bom acreditar na viabilidade da espécie humana. Mesmo que seja no passado.

É difícil ver méritos no título corintiano? É difícil o corintiano aceitar uma crítica sem vir com a história do fax? Ou do anti? Tenho um amigo que fala em anti, mas que comprou uma camisa do River para torcer contra o São Paulo, no Morumbi. Decorou músicas em casa, chegou cedo, se misturou com a torcida, arranhou o portunhol, gritou umas bobagens e foi para casa com dois cocos na cuca.

Quem desconhece méritos corintianos, quem se aferra a erros de arbitragem, quem fecha os olhos, está cometendo um grande erro, como eu disse AQUI. Está condenado a cometer o mesmo erro da arrogância e a sofrer na fila.

Em conversa matinal com meu amigo, o engenheiro Pinduca, o sucessor de Elisa, falamos sobre o assunto.

A contratação de Clayson foi um grande acerto. Ele jogou muito bem na Ponte.

Gabriel, que eu considero uma mala e um jogador desrespeitoso com os rivais, foi outro acerto. O Palmeiras o liberou para gastar os tubos com Felipe Melo. Os dois são marqueteiros, mas Gabriel não tentou derrubar o treinador e, apesar da maldade que coloca em muitas jogadas, subiu na fase final do Brasileiro.

Jô não foi um acaso. Foi uma aposta em quem estava mal, mas que tinha muita identidade com a torcida. Aposta ou não, rendeu muito mais que Borja ou Lucas Pratto.

Pablo? Foi um grande acerto. Chegou, formou ótima dupla com Balbuena e o Corinthians tenta mantê-lo no elenco. Com que dinheiro? O dinheiro da venda de Arana. E aí está outro grande acerto. O Corinthians conseguiu manter Arana, mesmo com grande assédio e mesmo não tenho uma situação financeira estável. Comparem com o São Paulo.

Carille foi um grande acerto, o maior de todos, mesmo não tendo sido a primeira opção. Quando Rueda não pôde vir, manteve-se Carille. Certíssimo.

Erro?

Kazim, o marqueteiro perna de pau. Não joga nada e todo mundo sabia disso.

Então, é assim. É  muito mais fácil falar de Kazim, Drogba, Pottker e juiz do que de todos os acertos.

Muito mais fácil. E muito mais errado.


Sete contratações que se transformaram em micos
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Todos os grandes clubes apostam em seu departamento de estatística para diminuir a possibilidade de erros em contratações. Nada que envolva julgamento humano tem 100% de possibilidade de acerto, o que se tenta é errar menos. E, apesar do trabalho feito, sempre há o que parecia ouro e se revela pó. Alguns exemplos, a seguir. É uma lista em ordem alfabética e que não tem a pretensão de abarcar todos os nomes.

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Barcelona impede Palmeiras de enfrentar o Real Madrid
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O Palmeiras tinha o Real Madrid na mira. Perdeu para o Barcelona, de Guayaquil. Toda a programação foi montada, com altos investimentos, para que o time vencesse o Mundial. A Libertadores era tratada como um trâmite, como algo burocrático. Não é exagero. Todo jogador contrata do fazia o discurso combinado. Vim para o Mundial. Não irão.

Não vi o jogo, pois estava trabalhando na partida do Galo. Mesmo assim, posso dizer que Moisés foi épico. Voltou de uma contusão grave e fez seu segundo jogo. Marcou um gol e ainda, mancando, acertou o pênalti.

Como não vi o jogo, posso falar apenas do ano. E foram muitos erros. Erros que eu não critico porque pareciam acertos.

Quem diria que Borja, artilheiro da Libertadores passada, fosse jogar tão mal no Palmeiras? Peso da camisa? Estilo de jogo? Mas jogador que só rende em um esquema é pouco, não é?

Quem diria que Felipe Melo se perderia em bazófias e pouco futebol. Falou muito, gritou, bateu e, quando colocado na reserva, revelou-se um comandante de si mesmo.

Cuca, o Salvador. Veio para resolver, após uma passagem ruim de Eduardo Baptista. E nada melhorou, não é? Foi eliminado na Copa do Brasil e tem mínimas, para não falar nenhuma, chance no Brasileiro.

Michel Bastos não se firmou.

E, entre tantas contratações, não sobrou dinheiro para um bom lateral esquerdo.

O Palmeiras agora precisa colocar a cabeça no lugar e lutar para estar na próxima Libertadores. O sonho de disputar o Mundial continua.


O Palmeiras é de Cuca. E está na briga
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Qual o maior ídolo do Palmeiras?

Fernando Prass.

Qual a contratação mais impactante do Palmeiras?

Felipe Melo.

Qual a contratação mais cara do Palmeiras?

Borja.

E o que aconteceu com eles?

Fernando Prass foi “preservado” e Jaílson é titular.

Felipe Melo, por incompatibilidade técnica e de relacionamento com Cuca, está afastado.

Borja é a opção da opção, está atrás de Deyverson e de Willian.

Cuca fez aquilo para que é pago fazer. Tomou decisões e, em nenhuma delas, vejo falta de caráter ou perseguição. Ele foi campeão com Jaílson, lembremos. Prass voltou com Eduardo Baptista e não estava bem. Voltou o Jaílson.

Cuca foi campeão com Moisés e Tchê Tchê e Felipe Melo não tem nada a ver com os dois. Felipe Melo é o volante da espera e Cuca gosta de volante que cace o adversário. É uma diferença muito grande e que mexe com todo o time.

Cuca foi campeão com Gabriel Jesus e Borja não tem nada a ver com Gabriel Jesus. Como Barrios não tinha.

O que eu discuto é se Cuca não deveria abria a cabeça, pensar fora da caixinha e se adaptar ao que tem? Cuca deveria mudar suas ideias para dar mais chances a Melo e Borja?

Bem, ele não mudou. Manteve-se fiel ao seu pensamento futebolístico e foi respaldado pela diretoria. Aumenta a pressão sobre ele. É o Palmeiras de Cuca que entra em campo. A responsabilidade é dele.

E a resposta tem sido boa. O Palmeiras é o líder das dez últimas rodadas do Brasileiro. Está subindo na tabela e há a possibilidade de uma bela reação. Bela não que dizer, necessariamente, suficiente.

Mas, há a Libertadores. No meu modo de ver, a prioridade virou a única opção. E há boas possibilidades. O Palmeiras de Cuca, só de Cuca, está na luta.


Uma teoria sobre a saída de Felipe Melo
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Grupos de palmeirenses na Internet procuram explicações para a saída de Felipe Melo. Repasso uma delas a vocês.
*1° episódio*:
Desde o ano passado, o F. Prass, Edu Dracena e Zé Roberto eram os porta vozes do elenco no Vestiário. Davam força as jovens do elenco, ajudavam Cuca no dia dia, etc. Felipe Melo chegou, começou a querer ser o “Porta Voz” do grupo. Com isso, os antigos FECHARAM A BOCA.
*2° Episódio*:
Briga com o Omar Feitosa. Em um rachão, o Felipe Melo estava chegando muito duro nos colegas de Time. O Omar pediu para que o mesmo diminuísse a “pegada”. Sem sucesso. Alguns jogadores na ocasião queriam deixar o rachão por mede de se machucarem.
*3° Episódio*:
Briga com o R. Guedes. Lembram do tal trote? Pois é! Foi a partir daí que o F. Mello e Guedes não se falavam dentro do Elenco. Esse clima ruim fez com que o R. Guedes pedisse ao empresário para ser negociado. Com a chegada do Cuca, as coisas mudaram.
*4° Episódio*:
Jogador F. Melo ao ficar no Banco de Reservas logo após a chegada do Cuca, fez um vídeo no Instagram, dando indiretas ao treinador e aos Dirigentes. Em alguns jogos, o F. Melo falava em alto e bom tom que: “Se continuar treinando desse jeito e jogando essa merda, não vai ganhar porra nenhuma”. Falava isso perto do Cuca.
*5° Episódio*:
Ao ser substituído no jogo contra o Cruzeiro, o F. Melo ficou no banco de reservas GRITANDO com os jogadores em Campo. Dando “instruções” aos “colegas” e falando com o Cuca para fazer alguma coisa. Pra mudar Jogador, tática… O Cuca virou para trás e disse: “Baixe a bola, quem manda aqui sou eu”. Alguns jogadores riram da situação. Mesmo assim, o F. Melo continuou a gritar com os jogadores.
*6° Episódio*:
No vestiário, após o jogo contra o Cruzeiro o F. Melo voltou a repetir: “Treinando desse jeito e jogando essa Merda, não vai ganhar nada”. Cuca pediu para o mesmo ficar quieto. O jogador não respeitou. Fez pior, foi para cima do Dudu é do Egídio, com xingamentos agressivos e com tentativa de agressão. Foi o estopim para Cuca e o Grupo de Jogadores. TODOS, eu disse TODOS os jogadores pediram o afastamento do F. Melo do Clube.
*7° Episódio*:
Um dia após a eliminação da Copa do Brasil, o Galliote e A. Matos foram conversar com o Dudu e com Egídio para saber a verdadeira situação. Após essa conversa, ficou decidido entre TODOS, repito, TODOS (Direção, Comissão Técnica e Jogadores) que o F. Melo não “cabia” no Palmeiras. Cuca na Coletiva de hoje foi extremamente inteligente e apaziguador. Importante essa postura para não “queimar” um ativo do Clube. Felipe Melo pode ser utilizado como moeda de troca por outros jogadores bons.

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Felipe Melo, bom de bola, foi derrotado pelo Pitbull midiático
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Felipe Melo é mais do que bom. Tem qualidades inatas à posição – marca muito bem – e tem qualidades raras em sua posição – o passe longo e a inversão de jogadas. E tem muita experiência. Marca bem, passa bem e é experiente. Com tantas qualidades e participando de um elenco forte, seria questão de tempo se transformar em referência, técnica e de liderança, e ser um ídolo verde. Bastava isso. Bastava um pouco de paciência.

Mas Felipe Melo queria mais. Mais rapidez. Não se contentou em seguir o caminho de um Dudu, por exemplo. Quis encurtar o tempo. E recorreu ao seu personagem. Sai de cena o volante bom de bola e entra o pitbull. O que fala muito, o que grita, o que tenta intimidar e o que adora redes sociais. Trocou o caminho íngreme rumo à idolatria, aquele feito de silêncio externo e muita conversa interna, pela necessidade extrema – ego?- de falar clichês.

Essa opção foi facilitada pelo fato de a torcida do Palmeiras, como muitas outras, ser carente. Todas acham que os jornalistas ajudam os rivais. Então, se assumir como um defensor do torcedor, conta muito. É campo semeado para o florescimento da flor Demagogia.

Não é o único. Vocês já repararam que quando um time vence o jogo, na segunda-feria a assessoria de imprensa coloca no site oficial parte da conversa que os jogadores têm antes de entrar em campo? Não sei se é antes ou depois daquela reza em altíssimo som. Mostra-se então um jogador gritando e esbravejando palavras de autoajuda. Parece que o jogo foi ganho por causa daquilo. Mas, eles não falam as mesmas coisas quando perdem? Quando o time perde, a conversa dos jogadores não vai para o site oficial.

Petros é um exemplo. Antes do jogo contra o Vasco, entrou na roda de jogadores e gritou como se fosse um Tarzan. “Tem jogador que falou que vai atropelar a gente, eu ninguém atropela, eu chego antes….” NOTA: reparem no estilo Léo, do Santos, “tem jogador que disse”, só que nunca fala o nome do jogador. Bem, o São Paulo venceu e Petros fez uma falta duríssima, que poderia valer o vermelho e afastar a vitória. Mas o vídeo está lá, no site do clube. Petros é o fodão. Já vi torcedor do São Paulo maravilhado com palavras de Banguelê, um volante tosco, que não acerta um passe, mas que falava e gritava e berrava.

São a turma da mídia. Felipe Melo é o Rei. Vou dar murro na cara de uruguaio. Aqui é Palmeiras, porra. Ousadura. Pontapé com responsabilidade. Aliás, foi com responsabilidade contra a Holanda, na Copa? E contra Costa do Marfim, ele reagiu a tanta pancada dos africanos? Não, né? Foi uma candura.

Tem mais Felipe Melo. Desarmou um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto, que tentou lhe aplicar um chapéu e ficou no chão. Lá foi Felipe Melo gritar contra alguém deitado no chão. Qual o sentido? Levar a massa à loucura. Felipe Melo faz dancinha na Vila, após uma vitória contra o Santos. E argumenta dizendo que é natural, que futebol é assim, que é bacana provocar. CONCORDO TOTALMENTE. Mas, e quando Henrique Ceifador fez seu gesto característico após um gol contra o Palmeiras? Lá foi Felipe Melo puxar briga.

Sempre joga para a galera. Quer ser ídolo em pouco tempo, sem amassar grama. Só com pastilha Valda na garganta, para poder gritar e gritar e gritar.

Na verdade, Felipe Melo é um líder de si mesmo. Um herói de si mesmo. Nada justifica, por exemplo, sua briga verbal com Roger Guedes em um treino. Falava coisas como tem de respeitar meu currículo, não sou moleque, blablablá. Brigou com o Neto – não digo que esteja errado – mas em que isso ajuda o clube? Nada. Ajuda apenas a solidificar a imagem do machão, do que tem colhão, daquele que veio defender o Palmeiras e sua torcida dos algozes. Quais algozes? Ah, não sei, mas que tem, tem, aqui é Palmeiras, porra.

Felipe Melo nunca se livrou do personagem. Nunca se livrou de sua personalidade ególatra. Pena. O Pitbull venceu o Jogador. Bom jogador. Mais que bom.

 


Felipe Melo sai e não deixa saudades. A História não o absolverá
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O amigo Arnaldo Ribeiro anunciou no Linha de Passe que Felipe Melo não joga mais no Palmeiras. Acredito nele.

Ele, que chegou com fama de grande contratação do ano, não só no Palmeiras, sai sem deixar marca no clube. A História não o absolverá. Tecnicamente, ficará a lembrança de um volante de boa marcação, bom passe e que comprovou não ser violento. Duro sim, violento não.

Não é pouca coisa. Mas não conseguiu ser um líder em nenhum momento. Midiático, falou em bater em uruguaios – e cumpriu – em ousadura, xingou juiz, brigou com Roger Guedes….

Melo foi só ele, o tempo todo. Bato, prendo, arrebento. O Palmeiras precisava mais

O Palmeiras precisava de um comandante que unisse o time nos momentos de maior tensão, que levasse aos companheiros um pouco de sua postura aguerrida, alguém que levasse paz à torcida.

Ao contrário, sai com fama de haver conturbado o ambiente.

Sai com a pecha de não se adaptar ao esquema de Cuca, que gosta de volante que sai à caça e não que fique atrás, protegendo a defesa, como é o estilo de Melo.

E fica explícito a bagunça do futebol brasileiro. Cuca saiu, veio Eduardo Baptista. Eduardo caiu e voltou Cuca, com fama de salvador. E Cuca defenestra a contratação mais cara do elenco, antes da chegada de Borja.

Dinheiro jogado fora.

 


Prass voltou a ser Prass e o Palmeiras voltou a vencer
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Depois de falhas seguidas nas derrotas contra Chapecoense, São Paulo e Coritiba, Fernando Prass fez uma grande jogo, com duas defesas salvadoras e foi fundamental na vitória do Palmeiras por 3 a 1 contra o Fluminense.

Foram defesas em momentos cruciais do jogo. No primeiro tempo, saiu nos pés de Henrique Ceifador e impediu o gol de empate no final do primeiro tempo. E,no segundo, aos 46 minutos impediu novamente a igualdade, pegando uma cabeçada de Marcos Júnior. Em seguida, Roger Guedes, com muita velocidade, fez o terceiro, como se fosse um centroavante. Poderia ser experimentado nessa função.

A importância das defesas de Prass pode ser medida pela entrevista de Edu Dracena, após o jogo. Disse que o Palmeiras precisava vencer de qualquer maneira, nem que fosse por meio a zero. E a vitória veio.

Não foi fácil. E por que seria? O Fluminense é um bom time e o Palmeiras estava pressionado. E mostrou algumas falhas. O lado direito da defesa, com Jean ou Tchê Tchê foi uma avenida para Marcos Calazans, auxiliado pelo lateral Leo. O gol de empate foi assim. O Palmeiras desempatou da mesma maneira. E fez o terceiro de maneira parecida.

O primeiro gol do Palmeiras foi de Guerra, em jogada iniciada com cobrança de lateral. Foi um ótimo chute do venezuelano, que fez ótima partida. Tomou conta do meio, armou jogadas, distribuiu a bola, deu o ritmo que quis ao jogo. Um contraponto a Felipe Melo, que nem jogou mal, mas que levou um cartão amarelo imbecil por um motivo imbecil. Foi reclamar de uma comemoração de Ceifador. Ora, não é ele que diz que futebol está chato, que precisa de festa? Não foi ele que dançou e festejou na Vila após a vitória?

O importante é que a vitória veio. E começou com as mãos de Prass.