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Arquivo : felipe melo

Sete contratações que se transformaram em micos
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Todos os grandes clubes apostam em seu departamento de estatística para diminuir a possibilidade de erros em contratações. Nada que envolva julgamento humano tem 100% de possibilidade de acerto, o que se tenta é errar menos. E, apesar do trabalho feito, sempre há o que parecia ouro e se revela pó. Alguns exemplos, a seguir. É uma lista em ordem alfabética e que não tem a pretensão de abarcar todos os nomes.

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Barcelona impede Palmeiras de enfrentar o Real Madrid
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O Palmeiras tinha o Real Madrid na mira. Perdeu para o Barcelona, de Guayaquil. Toda a programação foi montada, com altos investimentos, para que o time vencesse o Mundial. A Libertadores era tratada como um trâmite, como algo burocrático. Não é exagero. Todo jogador contrata do fazia o discurso combinado. Vim para o Mundial. Não irão.

Não vi o jogo, pois estava trabalhando na partida do Galo. Mesmo assim, posso dizer que Moisés foi épico. Voltou de uma contusão grave e fez seu segundo jogo. Marcou um gol e ainda, mancando, acertou o pênalti.

Como não vi o jogo, posso falar apenas do ano. E foram muitos erros. Erros que eu não critico porque pareciam acertos.

Quem diria que Borja, artilheiro da Libertadores passada, fosse jogar tão mal no Palmeiras? Peso da camisa? Estilo de jogo? Mas jogador que só rende em um esquema é pouco, não é?

Quem diria que Felipe Melo se perderia em bazófias e pouco futebol. Falou muito, gritou, bateu e, quando colocado na reserva, revelou-se um comandante de si mesmo.

Cuca, o Salvador. Veio para resolver, após uma passagem ruim de Eduardo Baptista. E nada melhorou, não é? Foi eliminado na Copa do Brasil e tem mínimas, para não falar nenhuma, chance no Brasileiro.

Michel Bastos não se firmou.

E, entre tantas contratações, não sobrou dinheiro para um bom lateral esquerdo.

O Palmeiras agora precisa colocar a cabeça no lugar e lutar para estar na próxima Libertadores. O sonho de disputar o Mundial continua.


O Palmeiras é de Cuca. E está na briga
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Qual o maior ídolo do Palmeiras?

Fernando Prass.

Qual a contratação mais impactante do Palmeiras?

Felipe Melo.

Qual a contratação mais cara do Palmeiras?

Borja.

E o que aconteceu com eles?

Fernando Prass foi “preservado” e Jaílson é titular.

Felipe Melo, por incompatibilidade técnica e de relacionamento com Cuca, está afastado.

Borja é a opção da opção, está atrás de Deyverson e de Willian.

Cuca fez aquilo para que é pago fazer. Tomou decisões e, em nenhuma delas, vejo falta de caráter ou perseguição. Ele foi campeão com Jaílson, lembremos. Prass voltou com Eduardo Baptista e não estava bem. Voltou o Jaílson.

Cuca foi campeão com Moisés e Tchê Tchê e Felipe Melo não tem nada a ver com os dois. Felipe Melo é o volante da espera e Cuca gosta de volante que cace o adversário. É uma diferença muito grande e que mexe com todo o time.

Cuca foi campeão com Gabriel Jesus e Borja não tem nada a ver com Gabriel Jesus. Como Barrios não tinha.

O que eu discuto é se Cuca não deveria abria a cabeça, pensar fora da caixinha e se adaptar ao que tem? Cuca deveria mudar suas ideias para dar mais chances a Melo e Borja?

Bem, ele não mudou. Manteve-se fiel ao seu pensamento futebolístico e foi respaldado pela diretoria. Aumenta a pressão sobre ele. É o Palmeiras de Cuca que entra em campo. A responsabilidade é dele.

E a resposta tem sido boa. O Palmeiras é o líder das dez últimas rodadas do Brasileiro. Está subindo na tabela e há a possibilidade de uma bela reação. Bela não que dizer, necessariamente, suficiente.

Mas, há a Libertadores. No meu modo de ver, a prioridade virou a única opção. E há boas possibilidades. O Palmeiras de Cuca, só de Cuca, está na luta.


Uma teoria sobre a saída de Felipe Melo
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Grupos de palmeirenses na Internet procuram explicações para a saída de Felipe Melo. Repasso uma delas a vocês.
*1° episódio*:
Desde o ano passado, o F. Prass, Edu Dracena e Zé Roberto eram os porta vozes do elenco no Vestiário. Davam força as jovens do elenco, ajudavam Cuca no dia dia, etc. Felipe Melo chegou, começou a querer ser o “Porta Voz” do grupo. Com isso, os antigos FECHARAM A BOCA.
*2° Episódio*:
Briga com o Omar Feitosa. Em um rachão, o Felipe Melo estava chegando muito duro nos colegas de Time. O Omar pediu para que o mesmo diminuísse a “pegada”. Sem sucesso. Alguns jogadores na ocasião queriam deixar o rachão por mede de se machucarem.
*3° Episódio*:
Briga com o R. Guedes. Lembram do tal trote? Pois é! Foi a partir daí que o F. Mello e Guedes não se falavam dentro do Elenco. Esse clima ruim fez com que o R. Guedes pedisse ao empresário para ser negociado. Com a chegada do Cuca, as coisas mudaram.
*4° Episódio*:
Jogador F. Melo ao ficar no Banco de Reservas logo após a chegada do Cuca, fez um vídeo no Instagram, dando indiretas ao treinador e aos Dirigentes. Em alguns jogos, o F. Melo falava em alto e bom tom que: “Se continuar treinando desse jeito e jogando essa merda, não vai ganhar porra nenhuma”. Falava isso perto do Cuca.
*5° Episódio*:
Ao ser substituído no jogo contra o Cruzeiro, o F. Melo ficou no banco de reservas GRITANDO com os jogadores em Campo. Dando “instruções” aos “colegas” e falando com o Cuca para fazer alguma coisa. Pra mudar Jogador, tática… O Cuca virou para trás e disse: “Baixe a bola, quem manda aqui sou eu”. Alguns jogadores riram da situação. Mesmo assim, o F. Melo continuou a gritar com os jogadores.
*6° Episódio*:
No vestiário, após o jogo contra o Cruzeiro o F. Melo voltou a repetir: “Treinando desse jeito e jogando essa Merda, não vai ganhar nada”. Cuca pediu para o mesmo ficar quieto. O jogador não respeitou. Fez pior, foi para cima do Dudu é do Egídio, com xingamentos agressivos e com tentativa de agressão. Foi o estopim para Cuca e o Grupo de Jogadores. TODOS, eu disse TODOS os jogadores pediram o afastamento do F. Melo do Clube.
*7° Episódio*:
Um dia após a eliminação da Copa do Brasil, o Galliote e A. Matos foram conversar com o Dudu e com Egídio para saber a verdadeira situação. Após essa conversa, ficou decidido entre TODOS, repito, TODOS (Direção, Comissão Técnica e Jogadores) que o F. Melo não “cabia” no Palmeiras. Cuca na Coletiva de hoje foi extremamente inteligente e apaziguador. Importante essa postura para não “queimar” um ativo do Clube. Felipe Melo pode ser utilizado como moeda de troca por outros jogadores bons.

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Felipe Melo, bom de bola, foi derrotado pelo Pitbull midiático
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Felipe Melo é mais do que bom. Tem qualidades inatas à posição – marca muito bem – e tem qualidades raras em sua posição – o passe longo e a inversão de jogadas. E tem muita experiência. Marca bem, passa bem e é experiente. Com tantas qualidades e participando de um elenco forte, seria questão de tempo se transformar em referência, técnica e de liderança, e ser um ídolo verde. Bastava isso. Bastava um pouco de paciência.

Mas Felipe Melo queria mais. Mais rapidez. Não se contentou em seguir o caminho de um Dudu, por exemplo. Quis encurtar o tempo. E recorreu ao seu personagem. Sai de cena o volante bom de bola e entra o pitbull. O que fala muito, o que grita, o que tenta intimidar e o que adora redes sociais. Trocou o caminho íngreme rumo à idolatria, aquele feito de silêncio externo e muita conversa interna, pela necessidade extrema – ego?- de falar clichês.

Essa opção foi facilitada pelo fato de a torcida do Palmeiras, como muitas outras, ser carente. Todas acham que os jornalistas ajudam os rivais. Então, se assumir como um defensor do torcedor, conta muito. É campo semeado para o florescimento da flor Demagogia.

Não é o único. Vocês já repararam que quando um time vence o jogo, na segunda-feria a assessoria de imprensa coloca no site oficial parte da conversa que os jogadores têm antes de entrar em campo? Não sei se é antes ou depois daquela reza em altíssimo som. Mostra-se então um jogador gritando e esbravejando palavras de autoajuda. Parece que o jogo foi ganho por causa daquilo. Mas, eles não falam as mesmas coisas quando perdem? Quando o time perde, a conversa dos jogadores não vai para o site oficial.

Petros é um exemplo. Antes do jogo contra o Vasco, entrou na roda de jogadores e gritou como se fosse um Tarzan. “Tem jogador que falou que vai atropelar a gente, eu ninguém atropela, eu chego antes….” NOTA: reparem no estilo Léo, do Santos, “tem jogador que disse”, só que nunca fala o nome do jogador. Bem, o São Paulo venceu e Petros fez uma falta duríssima, que poderia valer o vermelho e afastar a vitória. Mas o vídeo está lá, no site do clube. Petros é o fodão. Já vi torcedor do São Paulo maravilhado com palavras de Banguelê, um volante tosco, que não acerta um passe, mas que falava e gritava e berrava.

São a turma da mídia. Felipe Melo é o Rei. Vou dar murro na cara de uruguaio. Aqui é Palmeiras, porra. Ousadura. Pontapé com responsabilidade. Aliás, foi com responsabilidade contra a Holanda, na Copa? E contra Costa do Marfim, ele reagiu a tanta pancada dos africanos? Não, né? Foi uma candura.

Tem mais Felipe Melo. Desarmou um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto, que tentou lhe aplicar um chapéu e ficou no chão. Lá foi Felipe Melo gritar contra alguém deitado no chão. Qual o sentido? Levar a massa à loucura. Felipe Melo faz dancinha na Vila, após uma vitória contra o Santos. E argumenta dizendo que é natural, que futebol é assim, que é bacana provocar. CONCORDO TOTALMENTE. Mas, e quando Henrique Ceifador fez seu gesto característico após um gol contra o Palmeiras? Lá foi Felipe Melo puxar briga.

Sempre joga para a galera. Quer ser ídolo em pouco tempo, sem amassar grama. Só com pastilha Valda na garganta, para poder gritar e gritar e gritar.

Na verdade, Felipe Melo é um líder de si mesmo. Um herói de si mesmo. Nada justifica, por exemplo, sua briga verbal com Roger Guedes em um treino. Falava coisas como tem de respeitar meu currículo, não sou moleque, blablablá. Brigou com o Neto – não digo que esteja errado – mas em que isso ajuda o clube? Nada. Ajuda apenas a solidificar a imagem do machão, do que tem colhão, daquele que veio defender o Palmeiras e sua torcida dos algozes. Quais algozes? Ah, não sei, mas que tem, tem, aqui é Palmeiras, porra.

Felipe Melo nunca se livrou do personagem. Nunca se livrou de sua personalidade ególatra. Pena. O Pitbull venceu o Jogador. Bom jogador. Mais que bom.

 


Felipe Melo sai e não deixa saudades. A História não o absolverá
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O amigo Arnaldo Ribeiro anunciou no Linha de Passe que Felipe Melo não joga mais no Palmeiras. Acredito nele.

Ele, que chegou com fama de grande contratação do ano, não só no Palmeiras, sai sem deixar marca no clube. A História não o absolverá. Tecnicamente, ficará a lembrança de um volante de boa marcação, bom passe e que comprovou não ser violento. Duro sim, violento não.

Não é pouca coisa. Mas não conseguiu ser um líder em nenhum momento. Midiático, falou em bater em uruguaios – e cumpriu – em ousadura, xingou juiz, brigou com Roger Guedes….

Melo foi só ele, o tempo todo. Bato, prendo, arrebento. O Palmeiras precisava mais

O Palmeiras precisava de um comandante que unisse o time nos momentos de maior tensão, que levasse aos companheiros um pouco de sua postura aguerrida, alguém que levasse paz à torcida.

Ao contrário, sai com fama de haver conturbado o ambiente.

Sai com a pecha de não se adaptar ao esquema de Cuca, que gosta de volante que sai à caça e não que fique atrás, protegendo a defesa, como é o estilo de Melo.

E fica explícito a bagunça do futebol brasileiro. Cuca saiu, veio Eduardo Baptista. Eduardo caiu e voltou Cuca, com fama de salvador. E Cuca defenestra a contratação mais cara do elenco, antes da chegada de Borja.

Dinheiro jogado fora.

 


Prass voltou a ser Prass e o Palmeiras voltou a vencer
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Depois de falhas seguidas nas derrotas contra Chapecoense, São Paulo e Coritiba, Fernando Prass fez uma grande jogo, com duas defesas salvadoras e foi fundamental na vitória do Palmeiras por 3 a 1 contra o Fluminense.

Foram defesas em momentos cruciais do jogo. No primeiro tempo, saiu nos pés de Henrique Ceifador e impediu o gol de empate no final do primeiro tempo. E,no segundo, aos 46 minutos impediu novamente a igualdade, pegando uma cabeçada de Marcos Júnior. Em seguida, Roger Guedes, com muita velocidade, fez o terceiro, como se fosse um centroavante. Poderia ser experimentado nessa função.

A importância das defesas de Prass pode ser medida pela entrevista de Edu Dracena, após o jogo. Disse que o Palmeiras precisava vencer de qualquer maneira, nem que fosse por meio a zero. E a vitória veio.

Não foi fácil. E por que seria? O Fluminense é um bom time e o Palmeiras estava pressionado. E mostrou algumas falhas. O lado direito da defesa, com Jean ou Tchê Tchê foi uma avenida para Marcos Calazans, auxiliado pelo lateral Leo. O gol de empate foi assim. O Palmeiras desempatou da mesma maneira. E fez o terceiro de maneira parecida.

O primeiro gol do Palmeiras foi de Guerra, em jogada iniciada com cobrança de lateral. Foi um ótimo chute do venezuelano, que fez ótima partida. Tomou conta do meio, armou jogadas, distribuiu a bola, deu o ritmo que quis ao jogo. Um contraponto a Felipe Melo, que nem jogou mal, mas que levou um cartão amarelo imbecil por um motivo imbecil. Foi reclamar de uma comemoração de Ceifador. Ora, não é ele que diz que futebol está chato, que precisa de festa? Não foi ele que dançou e festejou na Vila após a vitória?

O importante é que a vitória veio. E começou com as mãos de Prass.


Cuca e Ceni dão choque de realidade em quem não joga bola
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A Prancheta Voadora e o Rachão Violento. Podia ser o nome de algum livro adolescente, mas é o que se destacou na cobertura de São Paulo e Palmeiras nos últimos dias. Fofoca? Não. É bastidor e deve ser noticiado. Feito isso, é interessante ver o que os fatos significam exatamente nos clubes.

O fato de Rogério Ceni, irritado com o segundo gol do Corinthians, arremessar uma prancheta no chão é indicativo do quê? Jogadores estavam irritados com ele? Querem a sua queda? Ceni perdeu o controle e comando do grupo? A prancheta atirada no vestiário é um reflexo fiel da crise do São Paulo. Olho, que o fato ocorreu no intervalo do primeiro jogo da primeira das três eliminações. Foi pré crise.

E o fato de Omar Feitosa e Felipe Melo discutiram por conta de uma rachão? Foi necessária a intervenção de Cuca. O que temos aqui? Melo é desagregador? Feitosa, que brigou com Ceni no São Paulo, é pessoa que não trabalha em grupo? E o empurrão de Feitosa em Thiago Santos, no intervalo do jogo contra a Ponte? E as brigas de Melo com Roger Guedes? Os desentendimentos mostram que o Palmeiras está em ebulição? É preciso cortar o mal pela raiz para que a campanha na Libertadores não seja afetada?

O importante, em todos os casos, é ver os desdobramentos. Porque, técnico jogar prancheta, técnico ofender jogador, é coisa normal. Não deveria ser, mas é. Briga em rachão, também é. Os campeonatos de rachão eram (não sei como é agora) extremamente disputados. Os times eram os mesmos, havia enfrentamento toda sexta-feira, cada um contava o número de vitórias e o pau quebrava muitas vezes. Tão disputado como um jogo.

São coisas difíceis de entender. Futebol é um mundo diferente. Eu não conseguiria trabalhar em um ambiente em que meu chefe dá uma bronca em todo mundo, ofende uns e outros e joga alguma coisa no chão. Mas, eu não sou jogador. Uma coisa ridícula, na minha opinião, é preleção. Se alguém falasse aquelas chorumelas para mim, não conseguiria prestar atenção. Bate no peito, subam essa escada que as pessoas estão esperando (juntei o discurso de Zé Roberto e de Ceni e me parece filme de gladiador), aquela reza em altíssimo som, viagem a Aparecida, promessa, parente chegando em véspera de jogo, vídeo motivacional… Tudo isso eu acho uma patacoada só. E não critico, não desvalorizo, não digo que é errado. É apenas coisa de outro mundo, não do meu. E tenho obrigação de aceitar.

Prancheta voadora e Rachão Violento fazem parte do mundo do futebol. Surpreendem apenas dois tipos de pessoas: os que não sabem que futebol é assim e os que acham que futebol não deveria ser assim. E querem muda-lo. Prefiro desfrutar.


Quem puniu Felipe Melo está errado
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Felipe Melo foi seleçãoFelipe Melo é um grande jogador. Sempre o considerei assim. Mesmo agora, sem espaço em grandes times europeus  (perdeu a  posição para o baixinho Medel), está jogando muito bem no Palmeiras. Faz a diferença. Marca muito forte, sabe se posicionar, é bom de cabeça, faz inversões de jogadas com grande acerto, tem maturidade para não ser expulso, mesmo sofrendo um cartão amarelo logo a cinco minutos, como foi contra a Ponte. Não gosto quando fica gritando na cara dos outros  jogadores, como no jogo contra o Botafogo, ao evitar um chapéu. Mas, o que sei eu sobre o magnífico esporte bretão que nunca pratiquei? É um jogo de contato e também um jogo mental. Talvez aquele tipo de grito ajude o time a se impor, talvez ajude o zagueiro ou volante a criarem a imagem de patrão da área…

Melo também acerta bons lançamentos. O mais belo, que eu me lembre, foi aquele para Robinho, contra a Holanda, na Copa de 2010. Um passe de Gérson de Oliveira Nunes que ficou olvidado pela patada que ele deu em Robben, da Holanda.

Felipe Melo não é um caso de Médico e Monstro. No seu caso, as duas personalidades convivem. Andam juntas. Não é um caso de substituição, é de divisão de ambientes. Os dois estão juntos, sempre e agora. E ele não faz questão de mudar. Acho até que Felipe prefere cultuar o lado bad boy do que o lado bom de bola. Talvez, até, ele não seja tão bom de bola se não for bad boy. Se quiser mudar, pode perder parte de seu futebol. Não sei, é uma conjectura.

O fato é que cultuar o personagem tem seus custos. Quando exagera, o preço é ainda maior. A entrevista que deu, ao chegar ao Palmeiras foi imbecil. “Vou dar tapa na cara de uruguaio” correu o mundo. Chegou a Montevidéu. E não venham culpar a imprensa por dar destaque a isso e não às qualidades técnicas e táticas de Melo. Mesmo porque, se eu gosto, outros podem não gostar. A frase, não. Ela está ali, para quem quiser ouvir. Está gravada e filmada, fora de contexto.

Então, a meu ver, os uruguaios resolveram pegar Felipe Melo. E o pegariam mesmo se houvessem goleado o Palmeiras. A cafajestada já estava planejada, a ignomínia já estava engendrada, a agressão estava definida. Independia do resultado. Foram para cima. Felipe Melo não reagiu. Foi correndo de costas. E que equilíbrio, poderia cair e ser massacrado. Mas ele não encarou, no que está muito certo. Foi recuando até o vestiário.

Mas, não resistiu. Aquela cara grande do Meir surgiu bem à sua frente. Redonda, pedindo me chuta, me chuta. E Felipe Melo bateu forte. O certo era não bater, era continuar recuando, mas não sou eu que vou dizer o que ele deveria fazer. Não estava lá. Nunca estive sob tamanha pressão.

Felipe bateu. Foi o único a bater. (No seu caso específico. Os uruguaios agrediram Prass, mas esses não merecem o exercício da dúvida. Bateram por covardia e merecem  a toda punição) Melo, que bateu em defesa própria, também não pode ficar sem uma punição. Por enquanto, é de três jogos. Pode ser mais. Pode ser menos. Mas não pode ficar sem chumbo. Por menos, o Luís Fabiano pegou quatro jogos há dois anos. Não sei dizer quantos jogos seria o número justo, não conheço a lei, não sei o que ela diz, se foi agressão, conduta perigosa ou outra coisa. A verdade é que a Conmebol está amparada pela conduta midiática de Melo. Sabe aquela história do bandido que diz “eu não matei, só dei o tiro. Quem mata, é Deus”? Pois, é. Conmebol não puniu Felipe Melo, apenas decidiu a pena. Quem puniu Felipe Melo foi Felipe Melo e seu culto desnecessária a uma personagem que não deveria mais existir, ou pelo menos já deveria estar se aposentando. Uma personagem que se sobrepôs ao grande futebol que ele joga. Como não dá para punir um só…

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Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.