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Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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Menon

A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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Menon

É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Jornalismo, vôlei e eu
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Menon

Amigos, queria convidá-los a uma reflexão.

Há uns meses escrevi um post chamado “Eu não gosto de vôlei”. Minha amada acha que eu exagerei. Amigos que eu admiro tanto conversaram comigo e disseram que eu exagerei. Um deles argumentou tecnicamente. Passado um tempo, mensurando as opiniões, também acho que exagerei. Mas não é de arrependimento que vou falar. É de jornalismo.

No dia seguinte, li uma contestação muito bem fundamentada sobre o meu post. Era do professor Cacá Bizzochi. Imediatamente a publiquei no blog. Dei a ela todo espaço que havia dado ao meu post. Os atletas Felipe, o capitão Giba e Carol Gattaz compartilharam em suas redes sociais o meu texto, juntamente com contestações e críticas educadas

Criou-se, então, uma bola de neve. Outras pessoas, apaixonadas pelo vôlei, passaram a me criticar. Meu instagram recebeu 280 mensagens. Depois, parei de contar. Meu facebook também.

As críticas variavam de ironia a ameaça de morte.

Você não gosta de vôlei porque não sabe nem sacar por baixo (a segunda parte da sentença é verdadeira).

Você é gordo.

Você é gordo mórbido.

Você é infeliz.

Se você não ama o seu país, cai fora. (Passei minha adolescência nos anos de chumbo e havia um adesivo que dizia: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Baseado em política e no princípio do pensamento único. Afinal, era Ditadura. Agora, a frase foi modificada por causa de um esporte. Quem não gosta de um esporte, não gosta do país. E deve cair fora.

Se você trabalha com esporte, não pode criticar. Se não tiver vôlei, vai viver do que? (Essa é clássica, só muda o nome do esporte).

Você defeca pelos dedos.

Você defeca pela boca.

Você não tem o direito de vibrar com as medalhas do vôlei.

Sorte sua que eu não sei o seu endereço, porque senão eu iria te matar. Com uma facada.

Não estou dizendo isso para pagar de coitadinho. Quem escreve o que quer, lê o que não quer. Tenho casca grossa e seguro a barra.

Sou um alvo fácil. Literária e literalmente falando. Ainda bem que não escrevi “Eu não gosto de MMA”.

E a reflexão que faço é a seguinte. Quem fez mais mal  para o vôlei, eu ou os dirigentes que cuidaram tão mal das finanças da CBV?

Quem prejudica a imagem do esporte brasileiro, eu ou o presidente do COB, indo prestar depoimento sob acusação de compra de votos para transformar o Brasil em sede da Olimpíada?

Quem deslustra o vôlei, eu ou a torcida que ofendia o jogador que assumiu ser homossexual? A cada saque, uma ofensa. Uma gritaria insana, um linchamento público e moral?

Como os atletas do vôlei se posicionaram sobre esses temas? Foram solidários ao colega, questionaram os dirigentes? Salvo engano, eu me lembro do jogador Murilo criticando os absurdos que ocorreram na CBV.

O governo brasileiro anunciou que diminuirá os gastos com bolsa atleta, um dos pilares do desenvolvimento do esporte olímpico no Brasil? Algum atleta brasileiro falou alguma coisa? Algum fã de vôlei ou basquete ou bocha falou algo? Alguma comissão de atleta faltou alguma coisa? Na verdade, algumas pessoas falaram, sim, mas não é nada organizado, não é um protesto. Soa mais como um lamento.

Enquanto preferirem atirar no pianista, o esporte olímpico do Brasil continuará abaixo de suas possibilidades.

Meu post também levou a posicionamento de jornalistas. Nota, eu acho corporativismo um saco. Só serve para abortar discussão de ideias e discussão de ideias pode trazer a luz.

Mas, quando o capitão Giba publicou um post no instagram questionando o que eu escrevi, uma colega com quem eu havia me solidarizado quando ela sofreu um bullying por parte de uma torcida de um grande time, publicou lá um coração ou algo assim. E disse meu ídolo, meu herói, algo do tipo.

Um jornalista pode ter heróis, pode ter ídolo? Eu tenho, mas em outro setor, não no esporte. Não conseguiria ser imparcial escrevendo sobre política, por exemplo.

Um outro colega, professor, qual Zeus, desceu do Olimpo e me atingiu com um raio. “Isso é que dá quem é especializado em futebol começar a escrever sobre outro esporte. Será tema de minhas aulas”.

Que entendimento tem esse professor? Jornalista é algo estanque? Jornalismo barra esporte barra futebol é diferente de jornalismo barra esporte barra vôlei.

O seu texto no facebook logo foi apoiado por outra colega, que comprou a tese. Logo ela, que nunca trabalhou com esporte, dizia o que cada um deve fazer.

Respondi a eles seguindo o raciocínio deles, de entendimento do jornalismo esportivo como algo fragmentado. Disse que já fui editor de “esportes amadores” e que já cobri duas Olimpíadas, um Pan, um Mundial de Basquete e um de Handebol.

A resposta foi “vamos tomar um café para conversar sobre isso”.

Vejam bem: o professor afirma que eu sou incapaz de escrever sobre um assunto, eu o questiono e ele, magnanimamente me convida para tomar um café tendo por fundo a discussão sobre minha capacidade ou não de escrever sobre vôlei. Eu poderia me defender da acusação de incapacidade que ele publicou em uma página de rede social.

Nem respondi.

A colega Carolina Canossa, que não conheço, foi perfeita ao ser questionada por seus leitores. “Não concordo com nada do que ele falou, mas ele tem o direito de falar o que quiser em seu espaço”. Muito obrigado.

Por fim, quero dar um exemplo “triangular”.

A critica B

B se recusa a dar entrevista para C.

Quem atrapalhou o trabalho de B? Foi A ou foi C?

Uma dica para a resposta:

Jornalista deve prezar sempre a liberdade de imprensa.

Jornalista deve lutar sempre pela liberdade de imprensa.

Jornalista deve praticar sempre a liberdade de imprensa.

No caso, me parece claro que não foi A quem afrontou esses princípios.

A, no caso eu, tem casca grossa e segura as suas barras, ao lado de seus amores e de seus amigos.

E vai continuar fazendo jornalismo que é a profissão que ama e que respeita.

Um abraço a todos.


Liverpool ensina ética a Philippe Coutinho
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Menon

O Liverpool, que revelou nos anos 60, o ataque formado por Lennon, McCartiney, Harrison e Starr, manteve Coutinho

O fim de janela de transferências no futebol europeu frustrou muita gente. Aqui, o Brasil, e em vários países do mundo, caíram por terra as análises de como Philippe Coutinho se encaixaria no time do Barcelona. Em qual posição do campo iria melhor? Seria simplesmente o substituto de Neymar no tridente com Messi e Suárez, ou jogaria mais atrás? Formaria um quarteto com Suáraez, Messi e Dembelê? Seria uma dupla com Iniesta?

Os campinhos virtuais fervilharam. Natural, afinal essa é uma das brincadeiras mais gostosas para quem gosta de futebol. Somos treinadores e gerentes ao mesmo tempo. Gastamos dinheiro que não temos e montamos times que nunca perdem. No papel. Ou na tela dos nossos computadores.

E havia todo motivo do mundo para exercer nossa criatividade com Coutinho no Barça. Afinal: 1) o Barça é rico 2) o Barça ficou muito mais rico com a saída de Neymar 3) o Barça queria Coutinho 4) Coutinho queria o Barça 5) Coutinho fez pressão para sair.

Tudo resolvido. Como disse Ronaldo Fenômeno, jogador quando quer sair, sai. Ninguém segura.

Mas a equação esqueceu do Liverpool. E de que havia um contrato assinado. E que o Liverpool poderia fazer valer seus direitos.

Poderia, mas ninguém faz isso. Vai ficar com jogador descontente? Vai deixar de vender agora, aproveitando o absurdo aquecimento do mercado em virtude da saída de Neymar? Vai perder a chance?

Vai. Vai. Vai. Foi.

Não queremos vender e ponto. E caberá a Coutinho cumprir o seu contrato.

O que, significa simplesmente, fazer valer o que assinou. Mostrar que sua assinatura tem valor. Antigamente, dizia-se do valor da palavra, do fio do bigode, agora o Liverpool exigiu apenas que ele cumprisse o que assinou. E pelo que é muito bem pago.

É impressionante como jogador de futebol e seus empresários não respeitam o clube. O roteiro é sempre o mesmo. Surgem informações de interesse de outro time pelo craque e ele responde assim:

Para mim, não chegou nada.

Deixo essas coisas com meu empresário.

Meu foco é aqui no Cantareira.

Só penso em (aqui há muitas possibilidades) a) levar o Cantareira de volta de onde nunca deveria ter saído b) tirar o Cantareira dessa situação que não merece c) conseguir levar o Cantareira para a Libertadores d) ganhar esse título.

Enquanto isso, o empresário atua em outra frente. Tenta colocar o jogador em outro time. Faz pressão com a proximidade do fim das janelas de transferência. E, se nada der certo, vai a público e diz:

Cristiano Alberto mostrou seu amor pelo Cantareira e merece ser valorizado.

Merece ser valorizado = Merece um aumento.

Fácil, não é?

Eu me lembro do goleiro Felipe, quando queria sair do Corinthians. Andrés Sanchez, o presidente de então, disse que estava tudo bem, desde que ele devolvesse as luvas que havia recebido.

Luvas é um bônus que o jogador assina ao receber contrato. Assinou por cinco anos e vai ganhar R$ 100 mil por mês. E recebe R$ 1 milhão no dia da assinatura do contrato. Assinou por três anos, recebe R$ 1 milhão. Vai sair após um ano e meio, devolve R$ 500 mil, certo? Ou então, o jogador assina contrato, recebe um bônus e um mês depois pede para sair.

Felipe não entendeu. E disse que o jogador sempre é o lado mais fraco da história. Felipe, para quem não lembra, é aquele goleiro que se recusou a pular em um pênalti contra o Corinthians, em Campinas, em 2009.

Ao contrário do que disse Felipe, o clube é o lado mais frágil nas relações trabalhistas, quando tem de enfrentar, ao mesmo tempo, outro clube, o jogador e o empresário.

Parabéns ao Liverpool, que subverteu essa regra e mostrou seu valor.

Você pode ler um belo texto sobre esse assunto. É de Giovani Martinelli em

https:/gestaofc.blogspot.com.br


Cerro tira a roupa do valente Corinthians
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Menon

O Corinthians foi valente, saiu na frente, perdeu dois jogadores levou a virada e no final ainda conseguiu fazer um gol. Perdeu por 3 a 2.

Dito isto, é importante notar que o Cerro Porteño deixou às claras alguns defeitos cruciais do Corinthians. Defeitos que eu ainda não havia notado.

1) Tite errou – Ele tinha um problema para resolver: o lado esquerdo do time, com Luca e Uendel estava muito mal. Por ali, o Cerro passou a jogar desde o início do segundo tempo. Jogou fácil e nada foi consertado.

2) Uendel e Felipe foram péssimos – Os dois tiveram uma atuação terrível. No primeiro gol, Uendel permitiu o cruzamento e Felipe foi superado facilmente por Beltran, no alto. No terceiro gol, Felipe perdeu uma bola dominada. Quando estava 3 a 2, ele perdeu novamente uma bola dominada e permitiu um lateral que rendeu pelo menos um minuto ao Cerro.

3) Expulsões – Vamos ver caso a caso.

André fez duas faltas feias e desnecessárias. Parecia desligado do jogo, principalmente no segundo amarelo.

Guilherme também fez duas faltas desnecessárias. Mais feias que as de André. O juiz errou e não deu o segundo amarelo.

Ele foi dado para Rodriguinho, que, em seguida, levou outro amarelo. Falta feia no canto do campo.

Para mim, as duas faltas de Guilherme e a segunda de Rodriguinho vieram em virtude de má colocação em campo. Jogador está mal posicionado e chega atrasado. Coisa que não é comum se ver no Corinthians.

O Cerro desnudou o Corinthians. Mostrou erros que não se viam. Pode ser uma raridade. É bom ficar de olho.

 


Rogério Ceni merece o ódio. Não a desconfiança
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Já campeão brasileiro, o Corinthians dará volta olímpico no Itaquerão, independentemente do resultado do clássico. É lógico que o torcedor espera uma vitória. E, mais lógico ainda, gostaria de vencer Rogério Ceni pela última vez. E, mais lógico ainda, influenciado pelos sonhos malucos da Fielpress, gostaria de fazer 5 gols, para completar 100, uma ilusória compensação àquele gol em Barueri, contra Júlio César. O centésimo.

Não haverá essa oportunidade. Rogério está contundido. Não pisou no gramado desde a partida contra o Santos na Vila, em 28 de outubro.

O corintiano tem todo o direito de odiar Rogério Ceni. O goleiro é o maior representante de um período de glórias (há quase dez anos) e fez declarações irônicas sobre o Corinthians. Do mesmo modo que são-paulinos amam aquele a quem chamam de Mito, com alguns poucos chegando a cometer a heresia de trata-lo como alguém superior ao próprio clube, o corintiano vê nele o anticristo.

Rogério é controverso, polêmico… Ninguém odeia Denis ou Fernando Prass ou Cássio. Rogério tem seu nome na história do futebol mundial e sua retirada é algo triste para quem gosta do esporte.

O ódio é livre (viva a democracia) e justificado. O ódio e o amor não precisam de explicações. O que o corintiano não pode (ou melhor, não tem embasamento nenhum para afirmar) é que Ceni não ira ao Itaquerão de forma pensada ou por medo de alguma coisa.

Ceni nunca teve medo de nada. Nunca temeu o Corinthians ou nenhum outro time. Sempre foi um profissional correto, alguém que treina muito e se dedica ao clube. É chato para os outros.

O que o corintiano sabe lá no fundo é que Rogério Ceni nunca se recusaria a pular em um pênalti. Seja qual foi o motivo.

O ódio cabe em Rogério, o rival. A desconfiança fica para Felipe, seu próprio goleiro.

Tags : ceni felipe


Felipe e a infinita capacidade de falar bobagens
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Quando alguém te lançar um desafio do tipo: “adivinhe qual jogador falou uma besteira após o jogo”? , verifique se Felipe fazia parte da lista. Positivo? Então, pode cravar. As chances de acertar são enormes.

Após o final do jogo contra o Vasco, quando o Flamengo foi favorecido com um gol impedido já nos acréscimos, ele nos brindou novamente com toda sua ironia que de ironia nada tem. “Estava impedido? Melhor, roubado é mais gostoso”, disse.

Felipe não se importa com a credibilidade do futebol. Não se importa com a má fama preconceituosa que cerca sua profissão. Não se importa com a violência das gangs organizadas. Como um incendiário psicopata, joga gasolina no incêndio.

Ele não se importa nem com seu passado. Ao falar isso, Felipe deixa aberto a maldosos de plantão que busquem na memória dois episódios em que sua conduta profissional e sua honestidade foram postas, sem nenhuma prova, em dúvida. A primeira, quando foi escorraçado do Vitória por um dirigente imbecil – nem vou procurar o nome no google, não merece – que o chamou de vendido, além de insultos raciais. A segunda, em 2009, quando,  no Corinthians, se recusou a pular em um pênalti cobrado por Leo Moura, do Flamengo. A derrota prejudicaria o São Paulo.

Felipe não se importa com nada. Quando ele falhar em um próximo jogo – e ele falha com certa assiduidade – muita gente vai dizer: “Felipe é aquele que saiu corrido do Vitória, que não pulou no pênalti do Leo Moura, que gosta de ganhar roubado”.

Ele escolheu esse caminho. Acho até que não é por mal. Falta um entendimento da importância que tem o futebol. E falta discernimento. Eu me lembro de quando queria sair do Corinthians. Estava na televisão dizendo que era hora de sair, que era incompreendido etc. Andrés Sanches entrou no ar e disse que, se quisesse sair, era só devolver o adiantamento de R$ 700 mil que havia recebido.

Felipe, com cara de choro, respondeu. “É sempre assim, sempre arrebenta para o lado mais fraco, mas tudo bem, se você quiser, eu devolvo”.

Me pareceu sincero. Realmente, ele não tinha cérebro suficiente para entender que havia recebido luvas para defender o clube por dois ou três anos. Se queria sair, precisava devolver.

Felipe será lembrado como aquele goleiro de pulos espetaculares, de ótimas defesas quando a bola vinha em sua direção e de algumas falhas quando era necessário mais colocação do que acrobacia. E como alguém que tinha uma boca enorme. Isso, pelos amigos. Os outros dirão que era alguém que não pulava em pênalti e que gostava de ganhar roubados. Dirão assim. “não tenho provas, mas ele saiu do Vitória acusado de vender jogo”.

Felipe é assim. E tem gente que reclama do Rogério Ceni.

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