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Flamengo tem espírito perdedor
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Menon

Na 17ª rodada do Brasileiro, o Flamengo enfrentou o Corinthians em Itaquera. Foi ajudado com a anulação de um gol de Jô, mas poderia ter vencido o jogo. Diego perdeu um gol feito. Chegou a 29 pontos e ficou a 12 do próprio Corinthians. Difícil sonhar com título, mas as esperanças renasciam.

E o que se viu nas duas rodadas seguintes?

Na 18ª, o Flamengo vencia o Santos, no Pacaembu, e permitiu uma virada em oito minutos. O Corinthians foi até Minas, fez 1 a 0 no Galo. No final do jogo, marcou o segundo.

Na 19ª rodada, o Corinthians fez o trabalho de casa, vencendo o ascendente Sport, em Itaquera. E o Flamengo, também em casa, perdeu para o Vitória, que continua no Z-4, apesar da vitória, com gol de pênalti de Neílton sobre o goleiro que pegou pênalti de Messi e CR7.

A tal frase “deixaram chegar….” e o tal cheirinho não se justificam. E, não é de hoje, como mostra o texto do Miguel Caballero. Nos últimos anos, o Flamengo tem se mostrado um clube sem poder de decisão, um clube que amarela na hora necessária. Os tais jogos que precisam ser vencidos, as tais finais dentro dos pontos corridos não são para o Flamengo. Foi assim na Libertadores, por exemplo, perdendo todos os jogos fora de casa. E tem sido assim no Brasileiro.

A 18 pontos do líder, está na hora de o Flamengo pensar em conquistar uma vaguinha para a Libertadores. No más.

O jogo contra o Vitória mostrou uma escalação pronta para o tudo ou nada. Quatro zagueiros, um volante (Arão), três meias (Everton Ribeiro, Everton e Diego) e dois atacantes: Geuvânio e Vizeu. Um time para sair na frente rapidamente. Mas, e se não sair?

Não saiu. O Vitória aguentou a pressão e fez o primeiro, após uma falha grotesca de Arão. Mas, se é para jogar com um volante só, não seria melhor jogar com um que saiba rifar a bola, fazer o jogo sujo?

Zé Ricardo mostrou falta de convicção. Escalou um time em um esquema que ele não acredita. Trocou Geuvânio por Berrio. Depois que sofreu o segundo, tirou Everton, meia, e colocou Vinícius Jr, o garoto que vale um estádio. O esquema passou a ser o 4-1-2-3. E, depois o 4-0-3-3, com Paquetá em lugar de Arão.

Jogador de base geralmente não entra no time quando a situação está boa. Entra na pior e vai mostrando serviço. Mas, é correto tentar uma virada assim, nos últimos 20 minutos com Vinícius Jr. e Paquetá?

O Flamengo perdeu. Mais uma vez, quando precisava ganhar. É um time sem força mental e que não resiste à pressão de sua torcida. Uma torcida que também é iludida pelo que chamo de Flapress. Me lembro da apresentação de Diego, quando um repórter perguntou: “como se sente chegando no maior clube do Brasil?”

Há uma narrativa que transforma todo reforço em craque. Nem falo de Diego ou Everton Ribeiro, mas Geuvânio foi recebido como se fosse Robben.

O oba-oba cria lendas. A mais fantasiosa de todas é: “deixaram chegar, agora aguenta”… Nesse aspecto, o Flamengo não assusta ninguém


Flamengo, com Diego Alves e cheirinho, é um exemplo para todos
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A contratação de Diego Alves pelo Flamengo é um acerto e tanto. Algo que dá mais força ao clube e ao próprio campeonato brasileiro. Boa para o o Flamengo que se moveu para conseguir uma solução para seu maior problema. Bom para Diego Alves, que, aos 32 anos, aposta tudo para conseguir uma vaga no Mundial. Bom para a torcida, que se sente mais animada ainda para carregar o time. O cheirinho, essa postura de amor, esperança e fé, que todos deveriam seguir, fica mais forte.

Ruim, para quem? Para os rivais. Não apenas por ver o Flamengo com um goleiro de alto nível, mas também por ver que o clube está no caminho correto. Soube enfrentar as dificuldades, sanou as finanças e transformou-se em um clube comprador. Comprador em alto nível. Everton Ribeiro, Geuvânio, Conca, Rhodolfo, Diego, no ano passado. Onde há um problema, busca-se uma solução. Pode até dar errado, mas é difícil.

O Flamengo vai ser campeão. Dificilmente esse ano,  mas 2018 está aí.

Diego Alves, que chegou ao Almeria com 22 anos, sai agora da Espanha, com 32, tendo conseguido um lugar na história. Ninguém, na história da Liga, pegou mais pênaltis do que ele. Defendeu 22 dos 48 que chutaram à sua meta, com aproveitamento de 45, 83%.

É uma atração a mais. Vai disputar com Cássio e Vanderlei uma vaga para a Copa. Weverton caiu. Alisson tem a confiança de Tite e Ederson agrada muito o treinador.

Flamengo e Palmeiras, com dinheiro, e Corinthians, sem dinheiro, são grandes exemplos.

 


Flamengo não ouve Temer e está eliminado. Cheirinho de vexame
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“É preciso manter isso, viu”, teria dito o presidente Michel Temer ao pessoal da JBS.

Não sei se Zé Ricardo deu a mesma ordem verbal ao time do Flamengo. Mas a estratégia foi essa. Recuado ao extremo para garantir o empate e a classificação. Sufocado atrás. Plantado na defesa. Muralha fez defesa milagrosa, mas veio o gol da festa argentina. E da desclassificação. Mais um resultado ruim em competição internacional. Mais uma vez, o cheirinho virou fumaça queimada.

Era preciso manter isso, viu. Não deu certo.

O Furacão foi mais forte. Buscou a vaga no final, com um belo gol de Carlos Alberto. Foi o gol que colocou pressão no Flamengo e no San Lorenzo. Só um gol salvaria o time do Papa. E a coragem foi premiada.

O Santos, com um a menos, mostrou muita personalidade ae, beneficiado por uma ridícula cavadinha de Pablo Escobar, garantiu a vaga.

A Chape venceu o Lanus no final e o jogo vai para o tapetão. O zagueiro Luis Otavio, autor do gol da virada, estaria suspenso ainda pela expulsão contra o Nacional do Uruguai.


CRF X SEP – Tem cheirinho de….uma grande final de campeonato
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cabeca cabeçaO mantra da torcida do Flamengo está cada vez mais forte. “Tem cheiro de hepta no ar” se espalhou pelas redes sociais, pelos botecos (as redes sociais mais saborosas), pelas reuniões familiares, até as discussões de relacionamento estão suspensas temporariamente. A virada sobre o Vitória e o empate entre Palmeiras e Grêmio levaram a diferença entre Flamengo e Palmeiras a apenas um ponto.

A certeza quase mística que tomou conta do Palmeiras é um engano. Não tem nada de mística. É baseada na história do clube. O Flamengo tem duas famas que se justificam: é time de chegada e que, se não for brecado, consegue uma ascensão fulminante. Quem já não ouviu o tal “deixou chegar, agora aguenta”.

Foram cinco finais de brasileiro. E cinco títulos. E há mais uma série de títulos conseguidos contra o senso comum. O Mundial contra o Liverpool – goleado por 3 a 0 – o gol de Pet em 2001, jogando água no chopp do Vasco, a Mercosul vencida contra o próprio Palmeiras e tantos outros títulos. Historicamente, o Flamengo faz mais pontos no segundo turno do que no primeiro.

E o Palmeiras, historicamente, domina quando tem grandes times. As duas Academias, o time feito em cogestão com a Parmalat, grandes e grandes craques, grandes e grandes títulos. E o que pega para o Flamengo, é que o Palmeiras está jogando muito bem.

Então os dois fatores históricos se encontram: o gigante que supera suas dificuldades contra o gigante que vence quando tem um grande time. Como é o caso.

Os dois se enfrentam no campo do Palmeiras. A torcida verde fará seu papel em campo, lotando o estádio, como tem feito o ano todo. À torcida do Flamengo, restará a torcida virtual, fazendo o tal cheirinho ficar mais forte.

Seja qual for o resultado, não haverá definição. As emoções continuarão. Ainda bem


Um dia em que a sujeira passou longe
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O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


Vasco x Flamengo – Vitória do povo brasileiro em Manaus
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Menon

44 mil pessoas lotando a Arena em Manaus. Mais do que na Copa. Rubronegros e Vascaínos lado ao lado professando o amor ao futebol. Juntos, sem brigas, sem ofensas…

Uma demonstração de força do futebol carioca, tão desprezado por seus dirigentes. Sem Engenhão, sem Maracanã, com Eurico, com Bandeira, com Rubinho….

O futebol resiste.

Em campo, um Vasco muito mais bem montado. Podia empatar e ganhou por 2 a 0. Com direito a olé.

Viva o futebol carioca;

Viva o povo brasileiro


Fla vence Timão e faz o Rio feliz no aniversário de São Paulo
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São Paulo fez 462 anos e grande parte do Rio de Janeiro está rindo, feliz da vida. O Flamengo venceu o duelo dos times populares no Brasil e, nos pênaltis, conseguiu o seu terceiro título. O Corinthians, que faz a terceira final seguida, espera a décima conquista em 2017.

O resultado foi justo. Mesmo com 2 a 0 no primeiro tempo, não houve um domínio efetivo do Corinthians. Foram dois gols em duas oportunidades. Aproveitamento 100% que mascarava uma postura boa do Flamengo, compacto e marcando muito bem. Apostava nos contra-ataques com Sávio e Cafu.

O Corinthians fez dois belos gols, com chutes de fora da área. E deu pinta de título garantido. Não se fala aqui de arrogância. Isso seria injusto com os meninos corintianos. Mas a verdade é que se você vai para o vestiário com 2 a 0, tem o título na mão.

Para impedi-lo, o Flamengo teria que agir rapidamente. Deixar o desânimo no vestiário e tentar o que tinha cheiro de milagre. E os garotos fizeram isso com galhardia. Marcaram três gols em nove minutos. Um deles, o primeiro, foi erroneamente anulado.

Com o empate conseguido, o jogo continuou bom. O Corinthians deixou o susto de lado e passou a ter novamente um comportamento de protagonista. O Flamengo apostou nos contra-ataques. Por três vezes, Felipe Vizeu ficou cara a cara com Felipe.

O calor tomou conta do jogo. O Corinthians parecia melhor, mas os seus delinquentes organizados ajudaram o Flamengo. Usaram sinalizadores de fumaça e o árbitro parou o jogo por cinco minutos. Fôlego novo para o Flamengo.

E vieram os pênaltis. Deu Flamengo, com dois erros feios dos corintianos. Uma cavadinha de Mateus Pereira e uma recuada de Vasconcellos..

Uma vitória justa.

Os destaques do jogo: Ronaldo, Bonaldo, Leo Duarte, Cafu, Paquetá, Sávio, Guilherme, Maycon, Pereira.


Timão e Fla fazem festa popular. A Décima vem aí?
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A cidade de São Paulo ganhou uma festa especial para seu aniversário de 462 anos. A final da Copa São Paulo será entre Corinthians e Flamengo, as duas equipes mais populares do Brasil. Em termos paulistanos, seria a segunda melhor opção. A primeira, um choque entre Corinthians e São Paulo, os dois paulistas que estavam entre os oito primeiros.

Uma fina assim terá repercussão nacional, com audiência de gente grande para as televisões. Muito diferente de 2005, por exemplo, quando a final entre Figueirense e Rio Branco, de Americana, prometia tão pouca repercussão que foi jogada no Nicolau Alayon, do Nacional.

Será a 17ª final do Corinthians, que tem um aproveitamento espetacular. Pode ganhar seu décimo título. Foram muitos jogadores revelados nestes anos. Desde Edu, em 99, até os mais recentes, como Fagner, Arana, Malcon, já no time titular.

As revelações são de muitos tipos: Edu e William brilharam na Europa. Everton Ribeiro não se firmou no time titular e foi o destaque do Cruzeiro bicampeão, Fagner foi e voltou e é constante, Lulinha não foi o que se esperava.

É importante não analisar revelações da base apenas olhando para a Europa. Jogadores com capacidade de se firmar no time titular, sem grandes voos internacionais, é muito importante. Jean, que o São Paulo revelou, e que o Palmeiras trouxe do Fluminense é um exemplo.

Maycon é o maior destaque do Corinthians, que também tem outros nomes importantes contra o Flamengo de Leo Paquetá e Felipe Vizeu.

E já que falamos de Copinha, o Flamengo de 1990 foi um dos grandes times de todos os tempos. O time tinha Junior Baiano, Piá, Fábio Augusto, Fabinho, Djalminha e Nélio na final. A mesma geração ainda contava com Marcelinho, Paulo Nunes e Marquinhos.

Não tiveram continuidade no Flamengo e brilharam em outros clubes.

O resultado do jogão no dia do aniversário de São Paulo pode definir muito sobre o futuro dos futuros craques.

 


São Paulo é prêmio Nobel de Planejamento. Flamengo não assustou
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Menon

O São Paulo colocou um time reserva em Florianópolis. Guardou seus craques para enfrentar Vasco, pela Copa do Brasil e Palmeiras no domingo.

Perdeu hoje. E agora, precisa ganhar dos outros dois. Fácil, não é?

Não seria tentar vencer hoje, passar o Palmeiras e jogar por um empate no domingo?

Agora, o time vai para duas decisões contra o Vasco e outra, menor, contra o Palmeiras.

Sinceramente, detesto esse tipo de planejamento. Não se pode jogar quatro peguidas, utilizando 14 jogadores por partida?

Muita frescura.

Esse tipo de decisão sinaliza que:

1) A Copa do Brasil é mais fácil? Mais importante?

2) O elenco é ruim?

3) A preparação física é ruim?

Eu cravo 2. No mínimo.

E o Flamengo? O time reagiu, ganhou seis seguidas e já se falava em título. Torcida embalou a Flapress? Ou a Flapress enganou a torcida?

Aquele pago de “deixou chegar, agora segura” revelou-se, uma vez mais, um clichê banal.

 


Caso André Santos e Flamengo tem novas versões. Quem é canalha?
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Menon

POR FAVOR, LEIA O TEXTO E DEPOIS AS NOVIDADES, EM LETRA MAIÚSCULA, NO FINAL.

A diretoria do Flamengo teve uma atitude canalha. Covarde. E conivente com a violência de delinquentes. Ao dispensar o jogador André Santos deu aval aos animais que o agrediram após a derrota contra o Inter.

O recado está dado aos jogadores: se vocês perderem em campo e apanharem na rua serão demitidos.

O recado está dado aos delinquentes: podem espancar os jogadores. Eles serão mandados para fora do clube. Complementaremos a agressão física com agressão moral.

E se o recado for mal entendido. Se em vez de espancar, os delinquentes resolverem atirar em algum jogador?

O Flamengo não merece tanta canalhice. São os mesmos dirigentes que se esqueceram de avisar Jayme que ele estava demitido. Ficou sabendo por jornalistas.

PS – O TEXTO FOI BASEADO EM DECLARAÇÕES DO JOGADOR, DIZENDO QUE FOI DEMITIDO

PS2 – O PRESIDENTE E O DIRETOR DE FUTEBOL DO FLAMENGO DESMENTEM A DEMISSÃO.

TUDO ESTÁ PARECENDO UM JOGO DE EMPUURA. QUEM TEM MULTA A RECEBER? QUEM TEM MULTA A PAGAR? O DESENVOLVIMENTO DOS FATOS VAI MOSTRAR ONDE ESTÁ A CANALHICE TODA.

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