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Jaílson e Dourado foram irresponsáveis
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O jogo foi muito bom. O Palmeiras começou muito bem diante do Flamengo e logo fez seu gol, com Bigode, em jogada iniciada por Dudu. Depois, diminuiu o ritmo e sofreu com Rodinei e Vinicius Jr.

O segundo tempo começou como o primeiro. Pressão total do Palmeiras, mas o empate veio com uma cabeçada de Thuler. Thiago Martins dormiu.

O jogo ficou muito bom, com os dois times atacando. E ficou quente também, com muitas provocações.

No final, a palhaçada. Cuellar fez falta violenta em Dudu. Levaria amarelo, talvez vermelho. Dudu não esperou para ver. Empurrou por trás e o pau quebrou.

Todos devem ser reprovados pela violência. Dourado e Jaílson, além disso, pela burrice. Dourado estava no banco e não poderá enfrentar o São Paulo. Ruim para o Flamengo, quando se lembra que Vizeu e Vinícius Jr. se despediram e não jogam mais.

Jaílson saiu de seu gol e atravessou o campo para dar uma gravata em Jonas. Foi expulso e obrigou Moisés a ir para o gol. Colocou o Palmeiras em risco. E fica fora contra o Santos. Corre riscos quanto à titularidade. Nem sei se volta.


O cheirinho está forte
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A campanha do cheirinho é uma das coisas mais legais do futebol brasileiro. Mostra a confiança cega da torcida rubro-negra na força de seu time. É um bom complemento do “deixou chegar…”

Evidentemente, nem sempre dá certo, como nos últimos anos. Aí, tem troco. A gozação vem de lá pra cá e é legal que seja assim. Certeza, apenas é que na próxima chance, o time mais popular do Brasil será incentivado novamente com a história do cheirinho.

Esse ano, está forte. E se sustenta não apenas no amor ou fanatismo. Tem bola, tem bom futebol e molecada boa para dar razão à torcida.

Após a vitória sobre o Fluminense, a diferença para o segundo colocado é de cinco pontos. E o cheirinho atravessa quarteirões e arrebata corações.

E que história bonita está fazendo Felipe Vizeu, com embarque marcado para a Udinese. Dois gols nos últimos dois jogos, saindo do banco de reservas. Menos talentoso que Paquetá e Vinícius Jr está cumprindo seu papel.


Time do povo vence com garotos e lidera com folga
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Chute de Paquetá e gol de Vizeu. Os garotos resolveram e o Flamengo derrotou o Corinthians. Chegou a 20 pontos, quatro a mais que Grêmio e São Paulo. Pode diminuir, se o Flu vencer o Paraná. Mesmo assim, a liderança estará garantida por mais uma rodada.

Vitória muito justa. Foi melhor a maior parte do jogo e poderia até ter marcado antes, não fosse outra partida ruim de Henrique Dourado.

E se o Flamengo teve Vizeu, Paquetá, ViniViní Jr e Lucas e Jean Lucas, o Corinthians, depois de ficar recuado a maior parte do jogo, tentou o empate com Roger, Marquinhos Gabriel e, ele, Kazim. Não deu. Foi a terceira derrota em quatro jogos de Osmar Loss.

Sobrou a reclamação no final, com o encerramento do jogo quando a bola caminhava para Roger. Daronco acertou, pois havia apitado antes, quando o zagueiro havia despachado a bola.


Vinícius, pai do contra-ataque, amor de verão
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Criou-se uma espécie de consenso no futebol brasileiro. Só há vida no jogo controlado. Só há vitória quando se tem posse de bola. Os três pontos virãocom o maior número de passes trocados.

Aliás, nem precisa ganhar o jogo. Preenchendo estes requisitos, ganha-se o selo da modernidade. Mais importante do que vencer.

Pois há futebol de transição, sim. Futebol bem jogado. Futebol vencedor. Não vejo nada de errado em jogar atrás. Desde que haja contra-ataque.

Desde que haja, por exemplo, Vinícius Jr. O Galo dominava e ele escapou. Transformou o garoto Émerson ele algo tão inútil como um segundo apêndice e deu para Everton Ribeiro o gol que até a vó Stela faria.

Vinícius joga muito. Pena que vai durar tão pouco com um fugaz amor de verão.

 


Punição a Guerrero é medieval
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Um jogador de futebol tem uma carreira profissional de 14 anos. Não é um exagero dizer isso, embora muitos, como Ricardo Oliveira e Leonardo Silva estejam perto de 20 anos na estrada.

Pois bem. Paolo Guerrero foi punido com 14 meses de suspensão. Aos 35 anos, o que significa uma possível interrupção definitiva.

O que fez Guerrero? A hipótese mais grave, refutada pela defesa, é que cheirou cocaína. Também é possível que tenha sido alguma substância presente no chá de coca, presente nas tradições culinárias da América do Sul.

Pensemos no caso mais grave, não confirmado. Qual a influência da cocaína no rendimento esportivo de Guerrero? Nenhum.

A punição tem mais a ver com a tese de que um esportista é uma figura pública e que deve dar exemplo. Muito interessante a FIFA defender a tese de exemplo. De qualquer coisa.

Guerrero deve ser inocentado? Sim, caso não se confirme o ganho esportivo.

Mas, não se trata de inocência. Guerrero já está há seis meses sem jogar. Cumpriu pena e voltou há poucos jogos. Estaria muito bom.

Mas, o punitivismo impera. Que termine a carreira! Que fique fora da Copa!! Que se puna o Peru, que volta ao Mundial após 36 anos!!! Que a Copa perca uma de suas atrações!!!! Prende, arrebenta, mata, esfola!!!!

Em 1993, a tese do chá de coca foi aceita e livrou o brasileiro Zetti e o boliviano Rimba de uma suspensão.

Em 2012, às vésperas da Olimpíada, César Cielo foi liberado pela mesma corte que puniu Guerrero.

Certo? Errado? Os casos são semelhantes e o punitivismo só foi a tônica agora,contra o Guerrero inca.


Paquetá e Vinícius Jr. sofrem com a lógica torta de Dourado e Álvaro Dias
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Alguma, ele fez.

A frase, aparentemente banal, carrega uma crueldade imensa. Foi muito usada nos tempos da Ditadura. Alguém era preso e, mesmo sem saber o motivo, os “cidadãos de bem” justificavam a prisão. Alguma, ele fez.

O agredido é culpado pela agressão. Triste lógica. Tristes trópicos.

O senador Álvaro Dias afirma que é contra a violência, mas (sempre há um mas) que os atentados contra o acampamento de fãs do presidente Lula podem ter sido represália a uma provocação? Qual? Não explica. Ou, tudo pode ser uma encenação. Como? Também não explica. Depois da descaracterização e das dúvidas lançadas ao vento, diz que é contra a violência.

O volante Rodrigo Dourado, campeão olímpico, ao analisar a expulsão de Pottker, seu companheiro de Inter, por dar uma cabeçada em Paquetá, usou a lógica torta de Álvaro Dias. Para ele, os garotos do Flamengo são bons de bola, se entusiasmam com o Maracanã cheio e partem para a provocação, o que leva à reação. A agressão justificada. Na conta do agredido.

No caso de Rodrigo, ao contrário de Álvaro Dias, fica mais fácil imaginar qual é a provocação. Ela é futebolística, com pés passando por cima da bola, com dribles em excesso, tudo ao estilo Neymar.

Contra Rodrigo Dourado, fica a lembrança de como foi covardemente agredido por Edílson, em um Grenal recente. Quem sofreu na cara a dor de um murro, de uma violência injustificável, não pode ser conivente com nada. Álvaro Dias, que conheceu a ditadura, também não deveria usar argumento tão tosco, mas é melhor esperar alguma coisa de um volante do que um senador.

E o que fazem Vinícius Jr. e Paquetá?

Jogam futebol de alto nível. Não agridem, não mordem, não chutam. Driblam e passam. São bons de bola.

E são muito chatos. Como Neymar.

Nada que justifique uma agressão, mas são chatos.

Não há nada nas regras de futebol que justifique uma punição ao drible-humilhação. Aquele no meio de campo, de lá pra cá, de cá pra lá, sem projeção vertical e sem consequência técnica alguma. É apenas humilhação. Pode trazer dividendos práticos em caso de o rival se desesperar e levar um cartão. Ou ser expulso.

Mesmo assim, mesmo com um retorno prático, eu acho o drible humilhação uma bobagem.

Por ser humilhação. Por não ter esportividade. Típico de quem não sabe vencer.

Não sou eu que vou pedir que não façam mais. Não sou eu que vai justificar a agressão. Não sou eu que vai condenar Paquetá e Vinícius Jr. Seria muita covardia exigir dignidade e humanidade de dois meninos no país em que Álvaro Dias é senador e pode ser presidente.


Diego perdeu magia e irreverência
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Cada entrevista de Diego, ao final de uma partida ou na zona mista, é como se o presidente do Clube Britânico de Chá estivesse comunicando que a partir do próximo mês nas reuniões das 17 horas será utilizado o chá proveniente da região Sul e não mais da região Nordeste.

Diego atende o repórter com educação. Cabelo extremamente bem penteado, com uma boa dose de brilhantina, barba aparada e…dispara platitudes. O time está bem, está no bom caminho, vai melhorar, a torcida tem o direito de vaiar e de aplaudir. Fala as mesmas coisas quando o time ganhou de quatro ou perdeu de três. Tudo no mesmo tom de voz. Pausado e monocórdico. Midia training funcionando a todo vapor.

E essa atitude blasé, como se fosse um europeu trazendo boa educação a terras tropicais, se repete em campo. Não há mais o Diego que subiu no escudo do São Paulo para comemorar um gol do Santos. Desnecessário? Pode ser. Mas também não há mais o Diego encarador, driblador, com chute de fora da área e aproximação com os zagueiros.

Ele domesticou o seu estilo irônico de falar, um parceiro de Robinho, mas domesticou também o seu futebol. Está tão burocrático que Everton, com muito menos talento, se transformou em um jogador mais importante para o time.

Com Diego como comandante – essa versão nova de Diego – aquela expressão “deixaram chegar” e aquela outra “o cheirinho”, que são maravilhosas por trazerem esperança e alento dos torcedores, tornaram-se motivo de gozação.

Cheirinho, se depender de Diego, apenas o de seu perfume, que parece atravessar a tela da televisão e entrar na casa dos incautos. Cheiroso, perfumado, cabelo bem penteado, barba aparada…Diego se parece cada vez mais com um ator de cinema do que com…Diego, aquele do Santos.


Júlio César e o amor maior
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Há uma teoria, não sei se verdadeira, que defende a tese de que os elefantes, no final da vida, buscam o local onde nasceram para morrerem. É bonito. Eu mesmo, se não fosse imortal, voltaria para Aguaí.

Júlio César está fazendo esse movimento. No final de carreira, voltou ao Flamengo para a última temporada.

Foi um pedido dele ao clube. Recebe R$ 10 mil mensais, valor simbólico para alguém de seu nível e está lá, sendo feliz. Fez um discurso emocionado e emocionante para seus colegas antes de entrarem em campo para vencer o Boavista por 3 x 0.

Um discurso de torcedor, com a voz embargada. Um daqueles atos que justificam a frase “não é só futebol”.

Quando contarem a história de Júlio Cesar e puserem lá a última linha de seu currículo, ao lado de “2018 – encerrou a carreira no Flamengo”, será preciso acrescentar:

FOI POR AMOR.


Botafogo aposta na paixão. Está certo
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O Botafogo precisa de dinheiro. Todo mundo precisa no futebol brasileiro. O Botafogo deixa de ganhar R$ 100 mil por não alugar o Estádio Nílton Santos para a final, entre Flamengo e Boavista. O Botafogo toma essa atitude em represália a uma brincadeira de um garoto de 18 anos em referência a um jogo de 2008.

Pensando assim, sob a ótica do profissionalismo, o Botafogo está errado. Por causa de uma comemoração de uma criança, perde dinheiro. E ainda assume que foi assim, em nota oficial.

Mas, há um outro lado. O Flamengo tem tudo para se firmar como hegemônico no futebol carioca. Não para sempre, é lógico, mas no período em que vivemos. Tem mais time, tem mais dinheiro, tem mais torcida. Não tem estádio.

O Botafogo tem. E, ao recusar-se a emprestá-lo, tenta se firmar como um rival. Busca se equiparar com Fluminense (FlaxFlu) e Vasco, como rival do Flamengo. Algo do tipo: “posso perder dinheiro, mas aqui, na minha casa, você não comemora”. É antiprofissional? Com certeza. Mas eu acho maravilhoso.

E, se o jogo do chororô já tem dez anos, significa que a torcida esqueceu? Não esqueceu. Nunca esquecerá. É para sua torcida, para seu público interno que o Botafogo está jogando. O recado é claro, novamente. “Não esquecemos do jogo em que fomos roubados e nenhum dinheiro do mundo vale a pena o esquecimento”. Nota, por favor, eu não disse que foi roubado. Entendam.

É lógico que essa atitude fica no vazio se não vier acompanhada com um plano – aí sim, totalmente profissional – de se recuperar o Botafogo. Apoiar Valentim, buscar bons jogadores e fazer campanhas que impeçam o cruzamento com o Flamengo na semifinal. Só foi assim porque o Botafogo ficou atrás do Boavista na primeira fase. E não se pode jogar dinheiro fora. Não falo dos R$ 100 mil do aluguel do estádio, mas sim da cota da  segunda fase da Copa do Brasil. O Botafogo não a terá por haver sido eliminado pela Aparecidense. Tudo fica mais fácil se a torcida estiver orgulhosa de seu clube. Sim, porque do time é impossível. E se ombrear com o Flamengo, negando-lhe a festa em meu quintal, é motivo de orgulho para a torcida.

PS – Je suis Tuiuti


Yago comanda Flamengo invicto e 100%
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O Flamengo conquistou  Copa São Paulo, com oito vitórias e um empate. Invicto. Rendimento de 92,6%. É a quarta conquista em quatro disputas. Rendimento de 100%. O clichê “deixaram o Flamengo chegar” prevalece, pelo menos na base. Com números tão consistentes, fica ridículo falar em injustiça, mesmo que o grande jogador em campo, na vitória por 1 x 0, tenha sigo o goleiro Yago.

Ele pegou muito. Principalmente pelo alto. Apareceu depois que o São Paulo começou a dominar o jogo. E o domínio veio desde o início, após o gol do Flamengo, a três minutos. E foi muito ajudado por Hugo Dantas e Patrick. O trabalho foi facilitado, um pouco, pela configuração tática do São Paulo, que não tinha um homem de referência. O que complica muito para quem fica atrás logo no início da partida.

O jogo ficou com uma característica já esperada. O São Paulo é um time muito bom e com muito toque de bola. Envolveu o Flamengo, que respondia sempre com os pontas Bill e Lucas Silva. O domínio aumentou no segundo tempo, com a entrada de Gabriel Novaes, mas o Flamengo se defendeu muito bem.

O legal é que a final confirmou que há jogadores de muito futuro nos dois times. Os cinco do Flamengo que já citei e o capitão Hugo Moura. Do lado tricolor, Liziero é uma realidade. Não me parece um jogador para grandes vôos europeus, mas com muito a dar, de forma constante, ao clube. O lateral Tuta, também. Helinho, sim, é jogador de muito futuro. É a grande joia.