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Diego decepciona e Rey de Copas não perdoou
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Menon

Mais uma vez o Flamengo perde uma final. Saiu na frente em Avellaneda e perdeu. Saiu na frente no Maracanã e empatou. Sabe aquela história de deixou chegar? Do cheirinho? Nada disso.

O Independiente, muito mais bem postado em campo, teve o controle do jogo. Toca muito bem a bola, não se desespera e tem dois garotos muito bons de bola: Meza e Barco.

O Flamengo tem em Diego sua maior decepção. Nunca foi uma referência na seleção e voltou com fama de superstar. E nunca confirmou o que a fanática torcida esperava dele.

A saída de Traucco possibilitou um canal para a passagem de Barco e de Meza. E o Independiente aproveitou. Teve boas chances. Mais que o Flamengo.

Mais um título para o Teu de Copas.

Mais um fracasso do Flamengo.


Flamengo precisa jogar bola e esquecer baixarias
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O Flamengo tem todas as condições de superar o furo Independiente e vencer. SulAmericana. Seria a cereja para um bolo que não cresceu durante o ano.

A receita para vencer é antiqüíssima: jogar bola. Procurando a posse? Apostando na velocidade? No contra-ataque? Importante definir esquema é escalação (eu colocaria Vinícius Jr de início), mas o principal é ter o foco no futebol. Como o Grêmio fez contra o Lanús, na segunda partida.

Jogar bola e esquecer ofensas racistas. Jogar bola e esquecer a baixaria de sua própria torcida, impedindo o sono do Rojo. Jogar bola e esquecer tonterias do tipo argentino é sujo, tem catimba, SulAmericana é preciso jogar com raça.

Com raça, sempre. Mas sem a bunda no chão. Jogar bola com comprometimento, com raça, foco, mas de cabeça em pé.

.Está nas mãos (e nos pés) do Flamengo e não nos preconceitos de torcedores que vêem o futebol não como o mais belo de todos os esportes e sim como algo que justifique a explosão de seu ódio, de suas frustrações é inadequação ao mundo civilizado.


Triste por Guerrero. Triste pelo futebol
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Menon

A FIFA puniu Paolo Guerrero por um ano. O motivo? Antidoping revelou traços de cocaína. Justo? Evidentemente, sim. Não há como questionar, a não ser que tenha havido manipulação ou coisas desse tipo.

Fico triste pelo jogador, que fará 34 anos em janeiro, e ficará fora da Copa do Mundo. E, provavelmente, fora do Flamengo e do futebol.

Fico triste pelo futebol. Via o Peru com possibilidades de classificação no grupo que tem ainda França, Austrália e Dinamarca.

E fico triste também pelo país Peru. Aqui, nos trópicos, o futebol é muito mais que um jogo. É expressão de nacionalidade. É a Pátria de Chuteiras. E Paolo era o grande representante desse sentimento. O grande Guerrero.

 


Vinícius Jr precisa jogar. Ou vira gola rolê
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Quando eu tinha 16 anos, minha mãe me deu uma camisa de gola rolê. Era moda. Era cenoura. Eu me senti poderoso, pintou a certeza de que iria beijar muuuito.

Não foi bem assim. A blusa custou caro e mamãe regulou o uso. Só deixava usar de vez em quando, prá não gastar. E eu cresci, pra cima e para os lados, e pouco usei minha gola rolê.

Vinicius Jr é a gola rolê do Flamengo. Seja com Zé Ricardo, seja com Rueda, p garoto pouco joga. Foi transformado em jogador que entra no final, para mudar o jogo. Ou, pelo menos para armar uma correria pra cima da tigrada.

Não dá para entender. Vinícius Jr, independentemente de valer ou não o que o Real Madrid pagou por ele, é um jogador que faz coisas diferentes. O único no Flamengo.

E, se falta argumento, é bom o Flamengo lembrar que já é segundo tempo. O primeiro, foi vencido pelo Independiente, por 2 x 1. É hora de reagir.

E usar bastante essa gola rolê, porque logo, logo, Vinícius Jr estará vestindo branco. E os adoradores do manto rubro negro sentirão saudades e arrependimento por haverem desfrutado pouco de Vinícius Jr

Como eu e minha gola rolê.

 

 

 


Flamengo tem espírito perdedor
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Na 17ª rodada do Brasileiro, o Flamengo enfrentou o Corinthians em Itaquera. Foi ajudado com a anulação de um gol de Jô, mas poderia ter vencido o jogo. Diego perdeu um gol feito. Chegou a 29 pontos e ficou a 12 do próprio Corinthians. Difícil sonhar com título, mas as esperanças renasciam.

E o que se viu nas duas rodadas seguintes?

Na 18ª, o Flamengo vencia o Santos, no Pacaembu, e permitiu uma virada em oito minutos. O Corinthians foi até Minas, fez 1 a 0 no Galo. No final do jogo, marcou o segundo.

Na 19ª rodada, o Corinthians fez o trabalho de casa, vencendo o ascendente Sport, em Itaquera. E o Flamengo, também em casa, perdeu para o Vitória, que continua no Z-4, apesar da vitória, com gol de pênalti de Neílton sobre o goleiro que pegou pênalti de Messi e CR7.

A tal frase “deixaram chegar….” e o tal cheirinho não se justificam. E, não é de hoje, como mostra o texto do Miguel Caballero. Nos últimos anos, o Flamengo tem se mostrado um clube sem poder de decisão, um clube que amarela na hora necessária. Os tais jogos que precisam ser vencidos, as tais finais dentro dos pontos corridos não são para o Flamengo. Foi assim na Libertadores, por exemplo, perdendo todos os jogos fora de casa. E tem sido assim no Brasileiro.

A 18 pontos do líder, está na hora de o Flamengo pensar em conquistar uma vaguinha para a Libertadores. No más.

O jogo contra o Vitória mostrou uma escalação pronta para o tudo ou nada. Quatro zagueiros, um volante (Arão), três meias (Everton Ribeiro, Everton e Diego) e dois atacantes: Geuvânio e Vizeu. Um time para sair na frente rapidamente. Mas, e se não sair?

Não saiu. O Vitória aguentou a pressão e fez o primeiro, após uma falha grotesca de Arão. Mas, se é para jogar com um volante só, não seria melhor jogar com um que saiba rifar a bola, fazer o jogo sujo?

Zé Ricardo mostrou falta de convicção. Escalou um time em um esquema que ele não acredita. Trocou Geuvânio por Berrio. Depois que sofreu o segundo, tirou Everton, meia, e colocou Vinícius Jr, o garoto que vale um estádio. O esquema passou a ser o 4-1-2-3. E, depois o 4-0-3-3, com Paquetá em lugar de Arão.

Jogador de base geralmente não entra no time quando a situação está boa. Entra na pior e vai mostrando serviço. Mas, é correto tentar uma virada assim, nos últimos 20 minutos com Vinícius Jr. e Paquetá?

O Flamengo perdeu. Mais uma vez, quando precisava ganhar. É um time sem força mental e que não resiste à pressão de sua torcida. Uma torcida que também é iludida pelo que chamo de Flapress. Me lembro da apresentação de Diego, quando um repórter perguntou: “como se sente chegando no maior clube do Brasil?”

Há uma narrativa que transforma todo reforço em craque. Nem falo de Diego ou Everton Ribeiro, mas Geuvânio foi recebido como se fosse Robben.

O oba-oba cria lendas. A mais fantasiosa de todas é: “deixaram chegar, agora aguenta”… Nesse aspecto, o Flamengo não assusta ninguém


Flamengo, com Diego Alves e cheirinho, é um exemplo para todos
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Menon

A contratação de Diego Alves pelo Flamengo é um acerto e tanto. Algo que dá mais força ao clube e ao próprio campeonato brasileiro. Boa para o o Flamengo que se moveu para conseguir uma solução para seu maior problema. Bom para Diego Alves, que, aos 32 anos, aposta tudo para conseguir uma vaga no Mundial. Bom para a torcida, que se sente mais animada ainda para carregar o time. O cheirinho, essa postura de amor, esperança e fé, que todos deveriam seguir, fica mais forte.

Ruim, para quem? Para os rivais. Não apenas por ver o Flamengo com um goleiro de alto nível, mas também por ver que o clube está no caminho correto. Soube enfrentar as dificuldades, sanou as finanças e transformou-se em um clube comprador. Comprador em alto nível. Everton Ribeiro, Geuvânio, Conca, Rhodolfo, Diego, no ano passado. Onde há um problema, busca-se uma solução. Pode até dar errado, mas é difícil.

O Flamengo vai ser campeão. Dificilmente esse ano,  mas 2018 está aí.

Diego Alves, que chegou ao Almeria com 22 anos, sai agora da Espanha, com 32, tendo conseguido um lugar na história. Ninguém, na história da Liga, pegou mais pênaltis do que ele. Defendeu 22 dos 48 que chutaram à sua meta, com aproveitamento de 45, 83%.

É uma atração a mais. Vai disputar com Cássio e Vanderlei uma vaga para a Copa. Weverton caiu. Alisson tem a confiança de Tite e Ederson agrada muito o treinador.

Flamengo e Palmeiras, com dinheiro, e Corinthians, sem dinheiro, são grandes exemplos.

 


Flamengo não ouve Temer e está eliminado. Cheirinho de vexame
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“É preciso manter isso, viu”, teria dito o presidente Michel Temer ao pessoal da JBS.

Não sei se Zé Ricardo deu a mesma ordem verbal ao time do Flamengo. Mas a estratégia foi essa. Recuado ao extremo para garantir o empate e a classificação. Sufocado atrás. Plantado na defesa. Muralha fez defesa milagrosa, mas veio o gol da festa argentina. E da desclassificação. Mais um resultado ruim em competição internacional. Mais uma vez, o cheirinho virou fumaça queimada.

Era preciso manter isso, viu. Não deu certo.

O Furacão foi mais forte. Buscou a vaga no final, com um belo gol de Carlos Alberto. Foi o gol que colocou pressão no Flamengo e no San Lorenzo. Só um gol salvaria o time do Papa. E a coragem foi premiada.

O Santos, com um a menos, mostrou muita personalidade ae, beneficiado por uma ridícula cavadinha de Pablo Escobar, garantiu a vaga.

A Chape venceu o Lanus no final e o jogo vai para o tapetão. O zagueiro Luis Otavio, autor do gol da virada, estaria suspenso ainda pela expulsão contra o Nacional do Uruguai.


CRF X SEP – Tem cheirinho de….uma grande final de campeonato
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Menon

cabeca cabeçaO mantra da torcida do Flamengo está cada vez mais forte. “Tem cheiro de hepta no ar” se espalhou pelas redes sociais, pelos botecos (as redes sociais mais saborosas), pelas reuniões familiares, até as discussões de relacionamento estão suspensas temporariamente. A virada sobre o Vitória e o empate entre Palmeiras e Grêmio levaram a diferença entre Flamengo e Palmeiras a apenas um ponto.

A certeza quase mística que tomou conta do Palmeiras é um engano. Não tem nada de mística. É baseada na história do clube. O Flamengo tem duas famas que se justificam: é time de chegada e que, se não for brecado, consegue uma ascensão fulminante. Quem já não ouviu o tal “deixou chegar, agora aguenta”.

Foram cinco finais de brasileiro. E cinco títulos. E há mais uma série de títulos conseguidos contra o senso comum. O Mundial contra o Liverpool – goleado por 3 a 0 – o gol de Pet em 2001, jogando água no chopp do Vasco, a Mercosul vencida contra o próprio Palmeiras e tantos outros títulos. Historicamente, o Flamengo faz mais pontos no segundo turno do que no primeiro.

E o Palmeiras, historicamente, domina quando tem grandes times. As duas Academias, o time feito em cogestão com a Parmalat, grandes e grandes craques, grandes e grandes títulos. E o que pega para o Flamengo, é que o Palmeiras está jogando muito bem.

Então os dois fatores históricos se encontram: o gigante que supera suas dificuldades contra o gigante que vence quando tem um grande time. Como é o caso.

Os dois se enfrentam no campo do Palmeiras. A torcida verde fará seu papel em campo, lotando o estádio, como tem feito o ano todo. À torcida do Flamengo, restará a torcida virtual, fazendo o tal cheirinho ficar mais forte.

Seja qual for o resultado, não haverá definição. As emoções continuarão. Ainda bem


Um dia em que a sujeira passou longe
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Menon

O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


Vasco x Flamengo – Vitória do povo brasileiro em Manaus
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Menon

44 mil pessoas lotando a Arena em Manaus. Mais do que na Copa. Rubronegros e Vascaínos lado ao lado professando o amor ao futebol. Juntos, sem brigas, sem ofensas…

Uma demonstração de força do futebol carioca, tão desprezado por seus dirigentes. Sem Engenhão, sem Maracanã, com Eurico, com Bandeira, com Rubinho….

O futebol resiste.

Em campo, um Vasco muito mais bem montado. Podia empatar e ganhou por 2 a 0. Com direito a olé.

Viva o futebol carioca;

Viva o povo brasileiro