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Felipão, Jair, Mano, Aguirre e o medo de gol
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Menon

Jair Ventura assumiu o Corinthians. Perdeu de 1 x 0 para o Palmeiras e empatou sem gols com o Flamengo.

Em dois jogos, aproximadamente 190 minutos de futebol, chutou exatamente ZERO bolas ao gol. Zero.

Alguns amigos corintianos, pasmem, elogiam o treinador. Ele teria dado consistência defensiva ao time. Tucanaram a retranca.

Fica claro que, a continuar assim, o Corinthians conseguirá a classificação apenas nos pênaltis.

E o Palmeiras? Felipão disse uma frase assombrosa. “precisamos ter muito cuidado quando tivermos a posse de bola”. Ora, não seria o contrário? Se eu tenho a bola, é bom o rival ter cuidado?

Com o dinheiro que tem, com os jogadores que tem, o Palmeiras podia ser mais agressivo na busca do segundo gol. Marca um e recua, em busca de um contra-ataque. Se tivesse outra postura, poderia, quem sabe, golear o Corinthians.

O Cruzeiro ganha o prêmio de Melhor Retranca Fora de Casa. Ao contrário do Corinthians, tem boa opção de contra-ataque. Mesmo assim, parece sempre ser um time que aposta na decisão por pênaltis. Fábio garante.

O Flamengo ataca, ataca e chuta pouco. Troca passes, mas usa pouco os lados do campo. Não é um cultor da retranca, mas é pouco efetivo.

O São Paulo faz um gol e volta correndo para a defesa. Rejeita a bola e aposta na velocidade de Rojas e Everton. Pode dar certo, como contra o Bahia. Pode dar errado como contra o Corinthians, no Paulista. A classificação foi para o ralo aos 48 do segundo tempo.

Há muitas maneiras de jogar. E não sou eu que vou dizer para todos jogarem no 2-3-5 para termos grandes goleadas, em memória a um passado que não existe mais.

Mas é preciso ter, ao menos duas atitudes diferentes.

Os bons times, ao marcarem o primeiro gol e sentirem o abalo do rival, precisam buscar logo o segundo. Instinto assassino. Como hienas quando sentem cheiro de sangue.

E os times que dão a bola para o inimigo, precisam ter a possibilidade concreta do contra-ataque. Dois pontas que façam a recomposição, mas que saiam rapidamente para o ataque. E um centroavante.

Não dá para recuperar a bola e, em vez do gol, correr em direção às bandeirinha de escanteio e lá ficar em uma briga quase obscena pela bola.

Dá para melhorar nosso futebol. Basta diminuir o medo de jogar.


Retranca de Jair segura o meigo Flamengo
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Menon

A retranca de Jair deu certo. O Corinthians jogou quase todo o tempo com nove na defesa (no final eram onze) e trouxe um empate sem gols do Rio.

O time jogou o tempo todo sem centroavante. Clayson e Romero ficavam abertos e sem aproximação. Houve cruzamentos, mas ninguém na área.

Foram quatro finalizações, todas fora do gol. A única perigosa foi de Clayson, com um passe de….Paquetá.

O Flamengo teve 63% de posse de bola. Dominou o jogo. Teve seis chutes a gol e 15 fora dele.

Um número me chamou a atenção. Com tanto domínio do Flamengo, houve apenas um cartão amarelo para o Corinthians. E olha que Gabriel estava em campo! Fagner também.

Isso mostra um Flamengo muito pacato, muito zen. É um domínio estético, digamos. A meu ver, falta a tentativa de drible, falta atitude, um jogo mais pegado. Obrigar o rival a se desesperar, a apelar para faltas. E ele mesmo disputar mais duramente, brigar pelo resultado.

O Flamengo deu a impressão de ir a campo com a certeza da vitória. Seria algo natural. E ela não veio.

A série está aberta. O Corinthians tentará a vitória? Saberá jogar para vencer?


Diego faz justiça. Vasco valente segura o Galo
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Menon

Diego, com um gol de centroavante matador, garantiu os três pontos para o Flamengo, contra o Vitória. Impressionante como ele tem mudado de postura. O ar blasé é passado.

O Flamengo merecia mais. Dominou o jogo todo e não foi ameaçado. Nem parecia o time apático que foi humilhado pelo Furacão na última rodada.

Foi uma vitória importantíssima, por colocar o time na cola de São Paulo e Inter. E também por ter jogado bem.

O Galo também poderia ter se aproximado da ponta, mas parou no Vasco, que se mostrou muito aguerrido e disposto a lutar muito pela vitória. No caso, um empate.

O domínio foi enorme. O jogo terminou com uma bola na trave de Martin Silva.

Um alento para o Vasco.

Um alerta para o Atlético.


Ninguém é tonto, Barbieri
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Menon

Amigos, não vi o jogo do Flamengo. Por isso, não escreveria sobre.

Mudei de ideia ao ler entrevista de Maurício Barbieri. Ele coloca como uma das causas da derrota por 3 x 0, a grama sintética do campo.

Aí, não, né Barbieri.

Só resolvi escrever pra deixar claro que não sou tonto.

Muito menos a torcida do Flamengo.

Vamos melhorar a argumentação.


Flamengo é favorito contra o Timão, meia zebra.
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Menon

Não me ofendam, por favor. Favorito não significa vitorioso. Correto?

O Flamengo, no momento, tem mais chances de eliminar o Corinthians e chegar à final da Copa do Brasil.

Mostrou isto contra o Grêmio. Fez um gol em cinco minutos e conseguiu segurar o resultado. Não foi brilhante, mas teve bom posicionamento tático. Tem bons jogadores e bom elenco.

O Corinthians vai mal, muito mal. Venceu a Chapecoense no final do jogo, com Jadson. Mas foi mal. O time titular, que entrou em campo, jogou menos do que o reserva, que perdeu para a mesma Chape há alguns dias. E olha que Marquinhos Gabriel estava em campo.

O Flamengo é um time. Com qualidades e defeitos, mas é um time.

O Corinthians é um elenco em formação. A partir daí, haverá a busca de um time.

Por enquanto, o Flamengo é favorito.

O Corinthians é meia zebra.

 


Dedé, Monstro do Maracanã
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Menon

Poucos jogadores brasileiros se salvaram da ira da torcida, após a perda do título mundial de 1950, no Maracanã. Um deles, talvez o único, foi José Carlos Bauer, do São Paulo. O Monstro do Maracanã.

Dedé merece o apelido também, após parar o time do Flamengo. Zagueiro espetacular. Foram 14 rebatidas. 14. O Flamengo cruzou 36 bolas. Dedé rebateu 14. Seu time foi pressionado e ele cometeu uma, somente uma, falta.

Foi o esteio de um time que mandou no jogo. Muito organizado. Cada um sabendo o que fazer. E Arrascaeta fazendo um grande jogo. No finalzinho, deu um passe perfeito que Rafinha perdeu. Seria o terceiro.

Agora, todos sabemos o que virá: Flamengo no ataque e Cruzeiro reagindo. A vaga tem toda pinta azul.


5 x 1. O Flamengo é candidato ao título brasileiro
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Menon

Vou listar cinco motivos para justificar o Flamengo como candidato ao título. Há outras, é lógico. Citarei uma razão contra.

1) O time é muito bom, com jogadores como Everton Ribeiro, Diego e Vitinho, que custaram um bom dinheiro  e com Paquetá, da base.

2) O clube tem dinheiro e tem feito boas contratações para suprir a falta de quem sai, como Vinícius Jr. Vitinheo e Pires da Mota, por exemplo. O treinador não vai ficar sem opções de uma hora para outra.

3) Maurício Barbieri, o treinador, apesar de muito jovem, mostra personalidade para agir. Não está na mão de jogadores. O que explica Henrique Dourido e Guerrero no banco.

4) O goleiro Diego Alves é ótimo pegador de penaltis. Um goleiro que ganha pontos. Importantíssmo em um campeonato duro.

5) A torcida do Flamengo é enorme, está em todos os jogos e campos e é uma arma que todos gostariam de ter.

AGORA, O QUE PODE DAR ERRADO

1) O calendário, com três competições correndo ao mesmo tempo. Mesmo com bom elenco, é muito difícil manter o nível em todos os jogos. Jogador não é máquina


Guerrero não merece uma loucura
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Menon

O Inter está buscando um acordo com a DIS para ter Guerrero em seu elenco. O atacante, cujo vínculo com o Flamengo está terminando, receberia 5 milhões de luvas e salários de R$ 600 mil, o que lhe garantiria R$ 800 mil na conta todo mês. Por quatro anos. Até quando ele tiver 38 anos.

Em troca de quê? Vinte gols por ano? Aproximadamente 50 mil por gol?

Realmente, eu não consigo ver nenhuma lógica em uma negociação assim. Para o Inter, é claro. Para Guerrero, é um milagre. Dos 34 aos 38 anos, ele recebera uma megassena por ano.

A notícia é mais surpreendente ainda porque conta que uma ala do Flamengo não aceita a saída do jogador e quer negociar com o jogador. Quer fazer uma oferta. Nas últimas negociações com o Flamengo, Guerrero teria pedido um aumento e…inacreditável…gostaria de receber salários pelo tempo em que ficou parado por conta de uma suspensão por doping.

Pode ter sido injusta. Pode ter sido um absurdo. Pode ter sido perseguição. Mas Guerrero foi acusado por doping quando estava a serviço da seleção peruana e não do Flamengo. Então, imaginemos que ele tenha tomado chá de coca, ou tenha usado cocaína ou que alguém tenha colocado droga em seu ceviche… O que o Flamengo tem com isso? Nada. Nadica de nada.

É inacreditável que um bom jogador como Guerrero, nada mais que bom jogador, é inacreditável que um artilheiro com poucos gols como Flamengo possa ser alvo de uma loucura monetária como essa.

Não há ninguém na base? Na América do Sul? Na China?

Todo mundo já passou por algum imprevisto que atrapalhou o orçamento. Um filho que quebra a perna, um presente de casamento, um conserto no carro, uma viagem inesperada…Depende do nível de vida de cada um.

Será que o Inter está preparado para um imprevisto desse nível? Um gasto a mais de 800 mil por mês? Estava tudo planejado? E não adianta falar que tem um investidor amigo por trás?

Com certeza há outras opções para investir um dinheiro desse.


Flamengo fez justiça no final
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Menon

O grande time do Grêmio, autor de um lindo gol coletivo, pedia desesperadamente o final do jogo. Os zagueiros se dividiam entre rebatidas e acenos para o árbitro.

Não adiantou. No último lance, saiu o gol de empate. Gol de justiça. Gol de Lincoln. Gol de um time que pressionou muito no terceiro quarto do jogo.

O Grêmio não conseguiu segurar. Ficou preso e sofrendo. Deu a impressão de estar contente com o resultado. Não pareceu buscar o segundo gol. Mas é detalhe. O empate veio mesmo por mérito do Flamengo.

No sábado, os dois times voltam a se encontrar. O Grêmio, provavelmente, com muitos reservas. Bom para o Flamengo, líder do Brasileirão.


Jaílson e Dourado foram irresponsáveis
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Menon

O jogo foi muito bom. O Palmeiras começou muito bem diante do Flamengo e logo fez seu gol, com Bigode, em jogada iniciada por Dudu. Depois, diminuiu o ritmo e sofreu com Rodinei e Vinicius Jr.

O segundo tempo começou como o primeiro. Pressão total do Palmeiras, mas o empate veio com uma cabeçada de Thuler. Thiago Martins dormiu.

O jogo ficou muito bom, com os dois times atacando. E ficou quente também, com muitas provocações.

No final, a palhaçada. Cuellar fez falta violenta em Dudu. Levaria amarelo, talvez vermelho. Dudu não esperou para ver. Empurrou por trás e o pau quebrou.

Todos devem ser reprovados pela violência. Dourado e Jaílson, além disso, pela burrice. Dourado estava no banco e não poderá enfrentar o São Paulo. Ruim para o Flamengo, quando se lembra que Vizeu e Vinícius Jr. se despediram e não jogam mais.

Jaílson saiu de seu gol e atravessou o campo para dar uma gravata em Jonas. Foi expulso e obrigou Moisés a ir para o gol. Colocou o Palmeiras em risco. E fica fora contra o Santos. Corre riscos quanto à titularidade. Nem sei se volta.