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Marcelo Oliveira, símbolo de um futebol decadente
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A notícia seria surpreendente em todo o mundo do futebol, da Rússia à Tailândia, da Bolívia à França. Um treinador foi demitido três dias antes de um jogo que pode definir o futuro próximo do clube. Todos têm o direito de se surpreender. Todos, menos Marcelo Oliveira, o novo desempregado. Afinal, não é a primeira vez Em 2016, após derrota por 3 x 1 para o Grêmio, na primeira partida da decisão da Copa do Brasil, também foi despedido.

Que tipo de futebol permite uma situação tão estranha? O decadente futebol brasileiro, é lógico. Planejamento, por aqui, é uma utopia. E não digo planejamento como sinônimo de manutenção de treinador. Não acredito no dilema Tostines. Para mim, é claro que o treinador se mantém porque o time vai bem e não o contrário. Os que acreditam que um time vai bem porque o treinador foi mantido e que a manutenção é certeza de sucesso, precisam explicar o título do Palmeiras com Felipão. Se Roger continuasse, o título viria? E o Ceará teria escapado sem o genial Lisca Doido?

Falo de planejamento a longo prazo. O Fluminense, como lembra hoje o jornalista Carlos Eduardo Mansur, em O Globo, não se preparou para a saída da Unimed. Viveu um período áureo, com muito dinheiro no bolso e nenhuma preocupação na cabeça. Não buscou novas alternativas, não soube conviver com a pobreza e aí está pronto para viver um drama. Caso não consiga se manter na Série A, terá uma dura ralidade pela frente. Pela primeira vez, os clubes grandes que caírem não terão direito à mesma verba que tinham na divisão de elite.

O precipício está aí e como o Fluminense chegou até ele? Com um treinador em franca decadência. Depois do bicampeonato brasileiro conquistado pelo Cruzeiro, em 2013 e 14, só decepções. Mesmo com a Copa do Brasil com o Palmeiras. Nenhuma ideia nova, nenhuma surpresa tática. O Fluminense chega também com atacantes que não fazem gols há 12 horas. Qual foi o planejamento para a substituição de Pedro, joia de Xerém e que se contundiu gravemente?

O planejamento dos clubes – e não apenas o Fluminense – para as categorias de base, não contempla títulos e sim pagamento de dívidas. Um garoto como Liziero, do São Paulo, não é visto com alguém capaz de jogar dois ou três anos e garantir qualidade técnica ao clube. Não. É apenas um ativo azul capaz de dininuir o vermelho do balanço anual.

No domingo, o Fluminense definirá se no próximo ano será um grande entre os pequenos ou um médio entre os grandes. De uma forma ou de outra, continuará vivendo de pequenas ilusôes e da falta de planejamento à altura de suas glórias.


Flu foi gigante em Montevidéu
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O Fluminense está na semifinal da Sul-americana, após derrotar o Nacional em Montevidéu, por 1 x 0. Disputará uma vaga com Bahia ou Atlético-PR. Um brasileiro estará na final.

Foi uma vitória tranquila. O Flu mandou no jogo desde o início e fez seu gol no início do segundo tempo.

O trio Luciano, Everaldo e o ótimo Ayrton Lucas foi muito bem pelo lado esquerdo. Fucile sofreu com eles.

No final do jogo, o Flu sofreu com a pressão desordenada do Nacional, mas, bem postado em campo, teve boas chances no contra-ataque.

Vitória tranquila e segura.


São Paulo: um ponto que pode valer muito
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Em um campeonato apertado como este, perder um ponto em casa pode ser muito ruim. Principalmente após uma derrota inesperada do rival.

A primeira impressão do empate do São Paulo é essa. Mas há outras leituras.

O São  Paulo jogou com um a menos por 65 minutos. Achei exagerado o cartão vermelho para Diego Souza. E também achei uma bobagem dele usar cotovelo em um lance morno, longe da área.

O gol do Fluminense saiu em um lance infeliz da defesa. Faltou comunicação entre Sidão e Ânderson. O goleiro não precisava ter saído tanto.

E, com um a menos e sofrendo gol contra, o São Paulo se superou. Avançou a marcação e sufocou o Fluminense.

O gol saiu de um cruzamento de Régis para Trellez. Duas substituições de Aguirre. Mérito para ele.

A jogada de Régis foi linda. Falha se Ayrton Lucas, que joga muito.

Mais um motivo para valorizar o ponto que manteve o time na liderança por mais uma rodada? O Fluminense chutou duas bolas na trave. E perdeu um gol no final.

O São Paulo foi muito valente, como sempre. Términou sua série acessível (Vasco em casa, Sport fora, Chape em casa, Paraná fora, Ceará em casa e Flu em casa) com 14 pontos ganhos em 18 disputados). 78% de aproveitamento.

O time está invicto há sete jogos, mas ganhou apenas cinco pontos dos últimos nove. E perderá Rojas e Arboleda por duas rodadas. Diego Souza por una e Everton por maus duas.

Não é fácil, mas quem disse que seria?

O São Paulo é valente e um osso duro de roer.


O cheirinho está forte
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A campanha do cheirinho é uma das coisas mais legais do futebol brasileiro. Mostra a confiança cega da torcida rubro-negra na força de seu time. É um bom complemento do “deixou chegar…”

Evidentemente, nem sempre dá certo, como nos últimos anos. Aí, tem troco. A gozação vem de lá pra cá e é legal que seja assim. Certeza, apenas é que na próxima chance, o time mais popular do Brasil será incentivado novamente com a história do cheirinho.

Esse ano, está forte. E se sustenta não apenas no amor ou fanatismo. Tem bola, tem bom futebol e molecada boa para dar razão à torcida.

Após a vitória sobre o Fluminense, a diferença para o segundo colocado é de cinco pontos. E o cheirinho atravessa quarteirões e arrebata corações.

E que história bonita está fazendo Felipe Vizeu, com embarque marcado para a Udinese. Dois gols nos últimos dois jogos, saindo do banco de reservas. Menos talentoso que Paquetá e Vinícius Jr está cumprindo seu papel.


Raí dá uma lição em Andrés e Mattos
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(PAULO BATISTA MOSTRA A PRESSÃO SOBRE AGUIRRE)

OCorinthians anunciou a contratação de Zeca. E acabou na Internet, vítima de memes de santistas ironizando a derrocada do negócio.

O Palmeiras pagou 6 milhões de euros a Scarpa e seus agentes para ter o jogador. Muito? Nem tanto, afinal não pagaria um mísero centavo ao Fluminense. E Scarpa voltou a ser jogador do Fluminense.

Nos dois casos, os jogadores eram assessorados pela OTB, a mesma empresa que se referiu a Petraglia, presidente do Furacão, como senil e aconselhando a família do dirigente a procurar auxílio médico.

Por enquanto, a garantia dada pela OTB ao Palmeiras resultou em uma foto 2×2 de Scarpa, no BID, como jogador do Fluminense. Por enquanto, a garantia dada ao Santos de que Zeca venceria na Justiça virou bolinha de sabão.  A OTB afinou na hora de se responsabilizar pelo pagamento de uma multa de R$ 50 milhões, em caso de vitória do Santos na Justiça. Não seria um devedor solidário com o jogador. Jogou tudo nas costas de Andrés.

Scarpa ainda pode voltar ao Palmeiras. Como explicou o amigo hiran (@hemurbach) ainda há um julgamento e a tendência é a derrota do Fluminense e seus advogados, o que configuraria a queda de uma invencibilidade de décadas.

Mesmo assim e mesmo se Zeca for parar no Corinthians, a ação predatória de clubes com dinheiro sobre clubes devedores é muito ruim para o futebol. E, sim, eu sei que o Palmeiras foi vítima muitas vezes da mesma ação por clubes como o próprio Fluminense, nos casos Martinuccio e Thiago Neves.

Não, o Palmeiras não é o vilão. Não há vilões quando todos agem do mesmo jeito. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Todos pensam em si, todos agem conforme seu interesse, nunca alguém pensa em uma união de grandes clubes em prol do futebol brasileiro. Andrés falou eu união contra a CBF, mas foi ele que implodiu o Clube dos 13. Não tem moral para falar em união.

Nesse contexto, foi importante a atitude de Raí, representando o São Paulo (que muitas vezes foi o predador) na questão de Scarpa. Sempre deixou claro que não iria à Justiça e que tentaria uma negociação com o Fluminense. Quando Scarpa ficou livre (agora está preso), afastou-se da negociação. Mesmo porque não teria dinheiro para competir com o Palmeiras.

Raí deu um exemplo de como os grandes deveriam agir em casos assim. Não se trata de união contra os jogadores, o que seria odioso, mas apenas de respeitar o mau momento vivido por um rival. Poderia ser um passo rumo a uma união que fortalecesse a todos.

O Palmeiras não pensou assim. O Corinthians não pensou assim.

E, mesmo com auxílio da Justiça ou bancado por muito dinheiro, ficaram sem os jogadores.

Pode até dar certo, haver  uma reviravolta, mas, nesse caso, o futebol perderia.

O salve-se quem puder não ajuda na profissionalização e em relações republicanas entre os grandes clubes do Brasil.

PS – É preciso deixar claro, claríssimo, que clube que não paga salários em dia está cometendo um crime.


Palmeiras optou pela ação predatória no caso Scarpa
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O Palmeiras tentou contratar Scarpa diretamente do Fluminense. Não deu negócio, aparentemente porque Roger Guedes não aceitou fazer parte do pacote. Então, Alexandre Mattos se recolheu. E quando Scarpa conseguiu a rescisão contratual na justiça, deu o bote perfeito. Trouxe o jogador de muito futuro de graça, sem pagar nada ao Flu. Negociou diretamente com o jogador.

É um direito do Palmeiras. Não há nada de errado em seguir a lei. Errado é o Fluminense que não pagou o que devia ao jogador. No Brasi, pelo menos no futebol, quem não paga, perde a razão. A negociação tem embutido, um certo risco. Nunca é bom negócio enfrentar advogados do Fluminense.

A ação predatória do Palmeiras é diferente do que o São Paulo havia proposto. Raí pensou em uma negociação triangular unindo os dois clubes e mais os responsáveis pela carreira de Scarpa. Foi atropelado pelos fatos. Não estou dizendo aqui que o São Paulo é, como seus cardeais gostam de dizer, um exemplo de ética ou coisa assim. O clube cansou de usar a mesma tática nos anos anteriores. O Daniel Perrone lembra o caso Dagoberto, que azedou de vez as relações entre São Paulo e Furacão. E o Furacão fez o mesmo com a Portuguesa no caso do lateral Cascardo.

O meu ponto é que os clubes estão perdendo o bonde da conciliação. De criarem um acordo para que as ações predatórias parem. Um acordo bem costurado e que tivesse como ponto principal a união entre os clubes. Como seria? Não sei. É preciso pensar bem. Logicamente que um acordo de cavalheiros para deixar no limbo jogador que vai à justiça, seria uma canalhice também. Os clubes adotariam o calote como norma de conduta, sabendo que os jogadores, além de lesados, não conseguiriam lugar para trabalhar.

Mas um tipo de união poderia ser conseguido. Uma união que fica mais longe com a ação – totalmente legal, repito – do Palmeiras.


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


Raí teve uma atitude digna em relação ao Fluminense
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O que me chamou a atenção no caso Scarpa-Fluminense-São Paulo foi o caminho escolhido por Raí. Ele procurou o Fluminense e começou as conversações sem levar em conta a decisão da Justiça em relação aos pedidos de Scarpa. Não se comportou como um abutre ou uma hiena, que só ataca adversários debilitados.

Quando digo isto, não estou dizendo que:

  1. Um jogador de futebol não possa ir à Justiça reclamar desvinculação quando houver falta de pagamento de salários
  2. Não estou sugerindo que os clubes devam se unir e não dar emprego a jogador que foi buscar seus direitos trabalhistas

Nada disso. Apenas considerei digna a atitude do executivo do São Paulo. Estou te oferecendo o que acho que vale o Scarpa. Não estou esperando que ele consiga ficar livre na Justiça para depois acertar por muito menos. Além de digna, foi uma atitude inteligente pois aproxima os dois clubes. É algo a ser levado em conta em caso de desempate. Se houver duas ofertas iguais, o Fluminense poderá levar o fato em conta e preferir o São Paulo.

E impressiona cada vez mais a força de empresários no mundo do futebol. Cada empresário tem seu elenco de jogadores, decide em que time cada um deve jogar, analisa a hora de romper um contrato, de fazer bico e decidir sair e tem até seus quadros jurídicos para farejar a hora de ir na Justiça.

Logicamente, a solução honesta é não atrasar salários, pagar em dia e ser um patrão honesto.

Seria bom também se os clubes se unissem para mudar a direção do futebol brasileiro, mas aí é sonhar demais.


Pratto é um bom exemplo para Scarpa e Cueva
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Lucas Pratto chegou na hora marcada. No dia e na hora combinados no ano passado. Apresentou-se ao São Paulo e trouxe a notícia que todos temiam: o River Plate vai mesmo fazer uma oferta por ele. E deixou claro que gostaria de ir. (Um ônus que o clube pagará por causa de sua diretoria. Afinal, o River está na diretoria). E a impressão que fica é que, se o São Paulo não quiser fazer negócio, Pratto continuará treinando e se dedicando, como sempre.

E Cueva? Não veio. Ficou em Lima para participar de campanhas publicitárias. Estavam marcadas desde quando? Poderiam ter sido feitas no período de festas? E por que fazer campanha publicitária é mais importante do que ser profissional e chegar na hora certa, preparando-se juntamente com os companheiros para um ano difícil. Mais difícil ainda porque Cueva estará ao usente muitos dias por conta de amistosos e da preparação para a seleção peruana, que volta ao Mundial depois de 36 anos.

Gustavo Scarpa não apareceu no Fluminense. Como uma noiva arrependida, sumiu, não diz para onde foi e não atende telefone. Está forçando a barra para sair, ainda magoado por conta da imbecilidade da torcida que o vaiou muito no ano passado. Justamente ele, o melhor do time. Não jogou bem, mas é o melhor.

Como ninguém tem dinheiro, as especulações com Scarpa foram sempre na base do três por um. Até mesmo o Palmeiras, que não precisa regatear nada com ninguém, ofereceu jogadores e nada de dinheiro. E Scarpa imita Richarlison, que fez o mesmo no ano passado. Não aparece para trabalhar. Não aparece para trabalhar em um país onde todo mundo sonha com um emprego, em um país onde não há mais direitos trabalhistas. Scarpa não está nem aí.

O seu desaparecimento causa alegria entre muitos torcedores. Muita gente sonha com ele. Como Diego Souza, no Sport. Não apareceu também. André Balada também não. São os mesmos. E o engraçado é o comportamento apaixonado e ciclotímico do torcedor. Comemora que Diego Souza não apareceu lá porque ele pode aparecer aqui. Mas, quando é o jogador de seu time que não se comporta profissionalmente, que não aparece…ah, é mercenário.

Torcedor é assim mesmo. Não precisa cultivar a lógica. Jogador, não. Precisa ter a dignidade do trabalhador que aparece ao final das férias para justificar o salário que mantém seu altíssimo nível de vida. Não diz que está atrasado porque precisa tirar fotos para o álbum de formatura da sobrinha.


Flu acerta em demitir Cavalieri
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A forma como se deu é errada e não coaduna com o estilo aristocrático como o Fluminense gosta de ser conhecido. Uma mensagem por whatsapp, um telefonema e Diego Cavalieri está no mercado, após mais de 300 partidas pelo clube. Nem galã de novela barata mexicana termina relacionamento por telefone. Há sempre uma última conversa do tipo foi ótimo, fui feliz, tivemos nossos momentos, o problema é comigo e não com você…. Há uma etiqueta, mesmo que mentirosa.

Deixando de lado a maneira do rompimento, ele era necessário. O trepidante repórter Leo Burlá, do UOL, informa que a manutenção de Cavalieri até o final do contrato, previsto para dezembro de 2019, acarretaria ao clube gastos totais de R$ 10 milhões. Muito? Pouco? Cavalieri merece? As questões não são estas. A questão é única: o Flu tem dinheiro para pagar?

Se não tem, é necessário uma mudança de rumo. Não dá para pagar Cavalieri e Henrique quando se tem uma redução de R$ 45 milhões no orçamento do futebol para o próximo ano.

Mas time de futebol não é banco, diz Andrés Sanchez, candidato à presidência do Corinthians. Ele fala embasado no acerto que foi a contratação de Ronaldo Fenômeno em 2009. O time não estava bem de dinheiro e trouxe o grande jogador, que deu grande retorno ao clube, técnica e financeiramente falando.

Não é o caso de Cavalieri ou de Henrique. O Flu precisa olhar para Xerém com carinho e para o mercado com cautela. Buscar acertos como foi Richarlison, que veio do América de Minas. Olhar para o Botafogo, que acertou muito na vinda de jogadores baratos e que deram muito resultado. Bem, o Fluminense foi campeão com Assis e Washington, o Casal 20, que não custou milhões. É necessário voltar às raízes e é possível, sim, montar um time digno com jogadores famintos de glória.