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Palmeiras optou pela ação predatória no caso Scarpa
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O Palmeiras tentou contratar Scarpa diretamente do Fluminense. Não deu negócio, aparentemente porque Roger Guedes não aceitou fazer parte do pacote. Então, Alexandre Mattos se recolheu. E quando Scarpa conseguiu a rescisão contratual na justiça, deu o bote perfeito. Trouxe o jogador de muito futuro de graça, sem pagar nada ao Flu. Negociou diretamente com o jogador.

É um direito do Palmeiras. Não há nada de errado em seguir a lei. Errado é o Fluminense que não pagou o que devia ao jogador. No Brasi, pelo menos no futebol, quem não paga, perde a razão. A negociação tem embutido, um certo risco. Nunca é bom negócio enfrentar advogados do Fluminense.

A ação predatória do Palmeiras é diferente do que o São Paulo havia proposto. Raí pensou em uma negociação triangular unindo os dois clubes e mais os responsáveis pela carreira de Scarpa. Foi atropelado pelos fatos. Não estou dizendo aqui que o São Paulo é, como seus cardeais gostam de dizer, um exemplo de ética ou coisa assim. O clube cansou de usar a mesma tática nos anos anteriores. O Daniel Perrone lembra o caso Dagoberto, que azedou de vez as relações entre São Paulo e Furacão. E o Furacão fez o mesmo com a Portuguesa no caso do lateral Cascardo.

O meu ponto é que os clubes estão perdendo o bonde da conciliação. De criarem um acordo para que as ações predatórias parem. Um acordo bem costurado e que tivesse como ponto principal a união entre os clubes. Como seria? Não sei. É preciso pensar bem. Logicamente que um acordo de cavalheiros para deixar no limbo jogador que vai à justiça, seria uma canalhice também. Os clubes adotariam o calote como norma de conduta, sabendo que os jogadores, além de lesados, não conseguiriam lugar para trabalhar.

Mas um tipo de união poderia ser conseguido. Uma união que fica mais longe com a ação – totalmente legal, repito – do Palmeiras.


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


Raí teve uma atitude digna em relação ao Fluminense
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O que me chamou a atenção no caso Scarpa-Fluminense-São Paulo foi o caminho escolhido por Raí. Ele procurou o Fluminense e começou as conversações sem levar em conta a decisão da Justiça em relação aos pedidos de Scarpa. Não se comportou como um abutre ou uma hiena, que só ataca adversários debilitados.

Quando digo isto, não estou dizendo que:

  1. Um jogador de futebol não possa ir à Justiça reclamar desvinculação quando houver falta de pagamento de salários
  2. Não estou sugerindo que os clubes devam se unir e não dar emprego a jogador que foi buscar seus direitos trabalhistas

Nada disso. Apenas considerei digna a atitude do executivo do São Paulo. Estou te oferecendo o que acho que vale o Scarpa. Não estou esperando que ele consiga ficar livre na Justiça para depois acertar por muito menos. Além de digna, foi uma atitude inteligente pois aproxima os dois clubes. É algo a ser levado em conta em caso de desempate. Se houver duas ofertas iguais, o Fluminense poderá levar o fato em conta e preferir o São Paulo.

E impressiona cada vez mais a força de empresários no mundo do futebol. Cada empresário tem seu elenco de jogadores, decide em que time cada um deve jogar, analisa a hora de romper um contrato, de fazer bico e decidir sair e tem até seus quadros jurídicos para farejar a hora de ir na Justiça.

Logicamente, a solução honesta é não atrasar salários, pagar em dia e ser um patrão honesto.

Seria bom também se os clubes se unissem para mudar a direção do futebol brasileiro, mas aí é sonhar demais.


Pratto é um bom exemplo para Scarpa e Cueva
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Lucas Pratto chegou na hora marcada. No dia e na hora combinados no ano passado. Apresentou-se ao São Paulo e trouxe a notícia que todos temiam: o River Plate vai mesmo fazer uma oferta por ele. E deixou claro que gostaria de ir. (Um ônus que o clube pagará por causa de sua diretoria. Afinal, o River está na diretoria). E a impressão que fica é que, se o São Paulo não quiser fazer negócio, Pratto continuará treinando e se dedicando, como sempre.

E Cueva? Não veio. Ficou em Lima para participar de campanhas publicitárias. Estavam marcadas desde quando? Poderiam ter sido feitas no período de festas? E por que fazer campanha publicitária é mais importante do que ser profissional e chegar na hora certa, preparando-se juntamente com os companheiros para um ano difícil. Mais difícil ainda porque Cueva estará ao usente muitos dias por conta de amistosos e da preparação para a seleção peruana, que volta ao Mundial depois de 36 anos.

Gustavo Scarpa não apareceu no Fluminense. Como uma noiva arrependida, sumiu, não diz para onde foi e não atende telefone. Está forçando a barra para sair, ainda magoado por conta da imbecilidade da torcida que o vaiou muito no ano passado. Justamente ele, o melhor do time. Não jogou bem, mas é o melhor.

Como ninguém tem dinheiro, as especulações com Scarpa foram sempre na base do três por um. Até mesmo o Palmeiras, que não precisa regatear nada com ninguém, ofereceu jogadores e nada de dinheiro. E Scarpa imita Richarlison, que fez o mesmo no ano passado. Não aparece para trabalhar. Não aparece para trabalhar em um país onde todo mundo sonha com um emprego, em um país onde não há mais direitos trabalhistas. Scarpa não está nem aí.

O seu desaparecimento causa alegria entre muitos torcedores. Muita gente sonha com ele. Como Diego Souza, no Sport. Não apareceu também. André Balada também não. São os mesmos. E o engraçado é o comportamento apaixonado e ciclotímico do torcedor. Comemora que Diego Souza não apareceu lá porque ele pode aparecer aqui. Mas, quando é o jogador de seu time que não se comporta profissionalmente, que não aparece…ah, é mercenário.

Torcedor é assim mesmo. Não precisa cultivar a lógica. Jogador, não. Precisa ter a dignidade do trabalhador que aparece ao final das férias para justificar o salário que mantém seu altíssimo nível de vida. Não diz que está atrasado porque precisa tirar fotos para o álbum de formatura da sobrinha.


Flu acerta em demitir Cavalieri
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A forma como se deu é errada e não coaduna com o estilo aristocrático como o Fluminense gosta de ser conhecido. Uma mensagem por whatsapp, um telefonema e Diego Cavalieri está no mercado, após mais de 300 partidas pelo clube. Nem galã de novela barata mexicana termina relacionamento por telefone. Há sempre uma última conversa do tipo foi ótimo, fui feliz, tivemos nossos momentos, o problema é comigo e não com você…. Há uma etiqueta, mesmo que mentirosa.

Deixando de lado a maneira do rompimento, ele era necessário. O trepidante repórter Leo Burlá, do UOL, informa que a manutenção de Cavalieri até o final do contrato, previsto para dezembro de 2019, acarretaria ao clube gastos totais de R$ 10 milhões. Muito? Pouco? Cavalieri merece? As questões não são estas. A questão é única: o Flu tem dinheiro para pagar?

Se não tem, é necessário uma mudança de rumo. Não dá para pagar Cavalieri e Henrique quando se tem uma redução de R$ 45 milhões no orçamento do futebol para o próximo ano.

Mas time de futebol não é banco, diz Andrés Sanchez, candidato à presidência do Corinthians. Ele fala embasado no acerto que foi a contratação de Ronaldo Fenômeno em 2009. O time não estava bem de dinheiro e trouxe o grande jogador, que deu grande retorno ao clube, técnica e financeiramente falando.

Não é o caso de Cavalieri ou de Henrique. O Flu precisa olhar para Xerém com carinho e para o mercado com cautela. Buscar acertos como foi Richarlison, que veio do América de Minas. Olhar para o Botafogo, que acertou muito na vinda de jogadores baratos e que deram muito resultado. Bem, o Fluminense foi campeão com Assis e Washington, o Casal 20, que não custou milhões. É necessário voltar às raízes e é possível, sim, montar um time digno com jogadores famintos de glória.

 

 


Neres, Malcon e Richarlison estarão na Copa. Do Catar
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Há poucas vagas no trem Brasil que chegará à Rússia em pouco tempo. Tite conseguiu uma classificação espetacular e, nada em seu passado, indica que dará chances a quem não esteve com ele em algum momento. Prefere Diego, que não tem jogado nada do que alguns esperavam. Aliás, acho que esperavam de Diego um futebol que ele nunca mostrou. Altas expectativas de uma torcida enorme e apaixonada.

Assim, não vejo que haverá chances para David Neres, Richarlison ou Malcon. E, caso a tenham, não acho que mudará muito. Não conseguirão ir a Moscou. Mas o Catar está logo aí, o que pode ser bom para eles, mas é péssimo para o futebol mundial. Não há sentido esportivo ou ético que justifique uma Copa no Catar.

O futebol que os três garotos da turma-97 estão jogando, ao contrário, prenuncia um futuro brilhante e já justifica uma convocação.  Malcon chegou ao Bordeaux em 2016 e é um dos destaques do campeonato francês. Richarlison e Neres chegaram em 2017 e estão fazendo sucesso no Ajax e no Watford, respectivamente. Já se fala, com ênfase, no desembarque de Malcon e Neres em ligas maiores.

Se eles não fossem brasileiros, já estariam garantidos no Catar. Ou, possivelmente, na Copa da Rússia. Aqui, o que pode tornar a vidas deles mais complicada é a chegada de mais e mais jogadores de qualidade na base brasileira. Terão a concorrência de Paulinho, Lincoln, Alanzinho, Vinícius Jr. e Brenner, todos do terceiro milênio.

O surgimento de novos jogadores no Brasil é algo incomparável, algo que faz bem ao futebol. Um jovem europeu, ao chegar à seleção principal, tem uma carreira constituída e sólida na base. Um jovem brasileiro que tem uma carreira sólida na base, pode ser surpreendido pela descoberta tardia de algum outro da mesma idade e que nunca esteve na seleção. Alguém que deixou o Brasil com 15 ou 16 anos, por exemplo, e não é conhecido por ninguém. Um bom exemplo é o goleiro Ederson, que estará na Rússia e, muito provavelmente no Catar.

Pena que aproveitemos tão pouco de nossas joias. Neres jogou oito partidas pelo São Paulo. Richarlison fez 67 pelo Fluminense e Malcon jogou apenas 73 jogos pelo Corinthians. Fizeram um total de 32 gols. Na Europa, já marcaram 33 vezes. E contando…

 

 


Um dia em que a sujeira passou longe
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O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


Patón Bauza diz: gracias, amigo Allan Patrick. Palmeiras,10. Osorio, zero
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bauzacaricatura2O copo está meio cheio ou meio vazio? Depende do ânimo de quem vê. E o empate, em Brasília? Para o são-paulino, foi heroico. Para o rubro-negro, desastroso. Os dois podem estar certos. Há muitas nuances. Mas a verdade é que o Flamengo merecia vencer. Pode-se dizer que muito do domínio ocorreu após a expulsão de Calleri. Mas ela foi justa, não? O argentino fez dois gols de centroavante, dois gols importantíssimos e depois levou dois amarelos seguidos por reclamação, pelo mesmo lance. E, aos 23 minutos do segundo tempo, coube ao São Paulo apenas a missão de garantir o empate.

Mas, como chegamos aqui? Supremacia do Flamengo desde o início do jogo, a partir da vantagem de Cirino sobre Mateus Reis. O mano a mano sempre favorece ao atacante. E cabia a Michel Bastos dar uma mão por ali. Uma mão que o contestado Centurión nunca nega. Nem por isso deve ser titular, deixemos claro.

E houve o lançamento perfeito para a conclusão perfeita de Calleri. Não vi falta dele em Marcio Araújo. O erro foi deixar apenas um jogador na marcação. O mano a mano prevaleceu. O Flamengo voltou a atacar e empatou, com uma jogada pelo lado esquerdo do campo. Iniciada com um erro de João Schmidt, que não fez boa partida. Denis rebateu para o meio da área, um erro conceitual, e Rodrigo Caio fez contra.

No segundo tempo, Calleri desempatou com bela cabeçada. O São Paulo poderia ter o jogo nas mãos, se tivesse tempo de apostar no contra-ataque. Mas veio o empate, com bela cabeçada de Arão, bom jogador, e a expulsão de Calleri.

E, voltando ao início, tudo virou um grande ataque contra defesa. O São Paulo não tinha contra-ataque. Mal passava do meio campo. E Bauza foi tentando corrigir.

1) Colocou Caramelo em lugar de Kelvin. Fechou a defesa que sofria com Jorge e apostou na saída de jogo de Bruno. Não deu certo e o sufoco continuou.

2) Trocou Ganso por Ytalo – Não entendi. Eu manteria Ganso, o arco, e colocaria Luiz Araújo, uma veloz flecha para segurar ter o contra-ataque e segurar a bola na frente.

3) Colocou Kardec em lugar de Michel Bastos e, enfim, houve tempo para se respirar. Dos 42 aos 44 minutos, a bola ficou no ataque do São Paulo.

Mas, no último minuto, Maicon exagerou na saúde e acertou Sheik. O roteiro da justiça estava escrito. Afinal, o Flamengo teve 14 escanteios contra quatro, teve 28 finalizações (nove corretas) contra sete (três corretas) e 54% a 465 de posse de bola;

Mas o que são números diante de um pênalti que vai para fora do gol. De que adianta posse de bola, se no momento em que você tem a bola todinha para você, a trata com desprezo e erra o retângulo de 7,32m por 2,44m? Dizem que ali cabem 524 bolas. E llan Patrick chutou a sua para fora. Perdeu dois pontos.

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10 – PALMEIRAS – Antes do campeonato, em pesquisa do UOL, apontei o Palmeiras como favorito ao título. Usei um pensamento cartesiano: tem um bom elenco e um bom técnico. Se não estiver dando certo, tem dinheiro para contratar e mudar tudo. Agora, na oitava rodada, assume a liderança. Ainda é cedo, muita coisa pode mudar, inclusive a camisa do Gabriel Jesus. Mas que o time está jogando melhor que os outros, está. O quarteto Dudu, Gabriel, Cleiton e Roger – que descoberta – é muito rápido e muito técnico.

9 – TITE NA SELEÇÃO – Nelson Rodrigues, o gênio, que me perdoe, mas essa unanimidade não tem nada de burra. Tite é um profissional sério, trabalhador e muito antenado. Um estudioso. Não o considero brilhante, prefiro treinadores como Cuca, mas realmente é o homem certo para o momento atual da seleção. É preciso recuperar a confiança e o orgulho. Com ele, a seleção deve voltar a atuar nos grandes centros e a ter uma defesa segura.

8 – CHAPECOENSE e FIGUEIRENSE – Todo ano a Chape aparece na lista dos prováveis rebaixados, mas parece que não será desta vez. Com orçamento reduzido, mas muito bem administrada e treinada, a Chapecoense está em sétimo lugar, com os mesmos 14 pontos de São Paulo e Flamengo. Bruno Rangel, seu atacante, lidera a artilharia juntamente com Grafite, do Santa Cruz que começou como um rojão e começa a cair. O Figueirense ganha a nota por derrotar o líder Inter e se afastar do Z-4

7) – Corinthians – Sem Tite, o time voltou a vencer após duas derrotas seguidas. Conseguiu 60% dos pontos nos últimos cinco jogos e será entregue a Cristóvão Borges com 16 pontos, entre os quatro primeiros. Ou seja, está no páreo. É um bom ponto de partida para se ver o que virá. Cristóvão conseguirá dar consistência defensiva ao time? Este não é o seu ponto forte. Ou a falta de Tite cobrará seu preço. O time não começa de zero. Começa de sete.

6) São Paulo – A meta de Bauza é chegar no dia 13 de julho com uma pontuação que deixe o clube próximo dos líderes. Caso caia fora da Libertadores, terá algo muito importante a que se apegar, o Brasileiro. E, com muitos desfalques, está conseguindo. Acabou com o tabu de não vencer fora e vai receber Cueva, reforço peruano. Para que tudo melhore ainda mais, é preciso voltar a ter bom rendimento no Morumbi.

5) Atlético – MG – A vitória por 3 a 0 sobre a Ponte até merece mais, mas o cinco vai como sinal de alerta. O time saiu da zona de rebaixamento, mas ainda há muito a se fazer para que um campeonato digno seja realizado. E Marcelo Oliveira, nos últimos tempo, não tem dado confiança a ninguém.

4) Fluminense – Tem 13 pontos, apenas um a menos que São Paulo e Flamengo, mas nos últimos cinco jogos venceu apenas um. Empatou três e perdeu outro. São números preocupantes para quem perdeu Fred, sua referência, São números que indicam pouca força para chegar ao título.

3) Allan Patrick – O pênalti perdido tirou dois pontos certos da aritmética rubro-negra. Jogou bem, mostrou habilidade, mas não se pode perder um pênalti no último minuto do jogo.

2) Cristiano Ronaldo – Se Allan Patrick não pode perder, imagina Cristiano Ronaldo. Em condições semelhantes, também no final do jogo e com Portugal no sufoco.

1) Violência na Eurocopa – Sinalizadores atirados dentro do campo, visando os jogadores. Torcedores brigando nas ruas. Jornalista agredida e câmera “ofendido” por ser negro. É o lado triste da esperada competição.

Zero – Osorio é um treinador que me agrada muito. Tem visão progressista, não se limita a chavões do futebol, gosta de marcar o campo do adversário, privilegia a posse de bola. E perdeu por 7 do Chile. Imperdoável. Errou muito. Estranho ver tanta alegria por seu fracasso. Parece que todos que tentam sair da mediocridade são odiados.

 


Fred despreza o Flu. E o futebol. Há muitos como ele
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Fred, do alto dos seus R$ 800 mil mensais, decidiu que não joga mais no Fluminense enquanto Levir Culpi, o treinador, lá estiver. Será emprestado a algum clube até o final do ano e, então voltará para cumprir seu contrato até o final.

O atacante reduziu o Fluminense a uma barriga de aluguel. Fico quanto quiser, do jeito que quiser. E, depois volto. Uma pergunta: se o Fluminense é barriga de aluguel, o que será o clube que ficar com Fred por oito meses? Barriga de aluguel de barriga de aluguel? E já está definido que Levir deixará o clube ao final do ano?

Profissionalismo no Brasil é assim. O jogador trata um contrato assinado com o mesmo grau de lealdade de uma cobra com seu amestrador. Não há respeito algum. O único que importa é o dinheiro na conta no final do mês. R$ 10 milhões no ano. Se não ganhar nada, porque aí ainda tem prêmios e mais prêmios.

E o que levou Fred a se afastar do Fluminense? Eu li duas versões e as duas merecem crédito. Em uma delas, Fred se sentiu humilhado porque Levir disse que ele desrespeitava os jogadores jovens, com cobranças exageradas em campo. Em outra, Levir havia se insurgido quando, em uma preleção, Fred teria dito que a solução era aquela antiga, da várzea: “toca ni mim que eu resolvo. Reduziria todo o planejamento tático a isso. Quase um rei Luis XIV e seu “o estado sou eu”.

Para piorar o pecado de Levir, ele teria dito o que disse na frente de todos os jogadores. Fred considerou o fato como um desrespeito aos seus anos de clube. Talvez ele gostasse de uma conversa particular. Ou que Levir agisse pelas costas.

Um jogador que ganha R$ 800 mil mensais não pode ser tratado da mesma forma que os outros?

Este é o profissionalismo defendido pelo atacante do Fluminense.

Há muitos como ele. Jogadores que não cumprem o que assinam. Aliás, nem sei se sabem o que foi assinado. Fica tudo nas costas do procurador. A melhor profissão do mundo. Um dia, Gilmar Rinaldi, me explicou algo que até hoje não entendi. Ele era procurador de Danilo e usou o jogador como exemplo: “se o Danilo renovar com o Corinthians, eu ganho uma porcentagem dele e outra porcentagem do Corinthians”. Ganha dos dois para não fazer nada.

Com tanto dinheiro à mão, o procurador se interessa em saber onde a sua galinha de ovos de ouro atuará? Nem um pouco. Coloca aqui. Se deu certo, faz de tudo para tirar. Se não deu, faz de tudo para tirar. Só fica quieto quando não há onde colocar o jogador.

Os clubes são tratados assim. Como depósito. Como lixo. É algo que veio a reboque da Lei Pelé. Que eu considero essencial. Mas tem esse efeito colateral: os jogadores não amam os clubes. Mais do que isso, humilham os clubes. Não respeitam os clubes. E os clubes são a expressão da paixão pelo futebol. O torcedor do Fluminense ama o Fluminense e não ama o Fred. Mesmo que a camisa do Fred passa a ser utilizada por um Wandercleysson qualquer.


Palmeiras termina com tabu e manda o Santos para o Z-4
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Um gol aos 47 do primeiro tempo. Um gol aos 46 do segundo tempo. E o Palmeiras venceu o Fluminense, de virada, terminou com o tabu de seu estádio – não havia vencido em cinco jogos de Brasileiro – e, ao atingir 9 pontos, saiu da zona de rebaixamento. Cedeu seu lugar ao Santos.

Foi uma vitória justa. O Palmeiras sempre teve mais domínio de jogo, sempre pressionou o Fluminense. Sofreu o primeiro gol porque Victor Ramos é um zagueiro fraco. Não conseguiu desarmar o vovô Magno Alves, que foi ao fundo e recuou. Gérson não conseguiu finalizar, mas Jean fez o gol.

A busca pelo gol de empate levou o Fluminense ao seu melhor momento no jogo. Era pressionado, mas tinha o contra-ataque bem montado. Magno Alves teve boas chances e o gol de Rafael Marques chegou com um gosto amargo para o Fluminense. Seu torcedor tinha todo o direito de achar injusto o empate.

Alecsandro estreou no segundo tempo em lugar de Zé Roberto, o outro vovô em campo. Não foi a única mudança. Houve também mais atitude e disposição. O Palmeiras começou a sufocar o Fluminense desde o início. Teve muitas chances. O domínio aumentou com a saída de Magno Alves, que agrediu Gabriel. Inexplicável atitude de quem tem mais de 20 anos no futebol.

No final, entrou Cristaldo e o Palmeiras passou a ter quatro atacantes, com Rafael Marques de um lado e Dudu do outro, com dois centroavantes. E o gol veio após a expulsão de Gum, que tocou a bola com a mão.

Vitória dramática do Palmeiras. Vitória que pode impulsionar o time.