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Fortaleza e Rogério Ceni brilham na Série B
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Rogério Ceni está fazendo um trabalho muito bom na Série B do Brasileiro, após receber muitas críticas durante o campeonato cearense, quando o time ficou em segundo lugar e sofreu três derrotas para o Ceará, vencendo apenas um clássico. Se algum torcedor pediu a demissão do treinador, está bem arrependido. Ou deveria estar.

Com a vitória por 3 x 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis, o Fortaleza chegou a 16 pontos em seis rodadas, com cinco vitórias e um empate, praticamente 90% de aproveitamento. São 14 gols marcados e quatro sofridos. O time pode ser alcançado pelo Vila Nova, em caso de vitória sobre o Oeste, fora de casa.

Os dois próximos jogos do Fortaleza serão em casa, contra Criciúma e Sampaio Correa, que estão na zona de rebaixamento.

O Fortaleza joga sempre em um 4-3-3, com Edinho e Osvaldo abertos e Gustagol no meio da área. Agora, com a saída de Osvaldo, que foi para a Tailândia, o time pode mudar um pouco de postura. O lugar foi ocupado por Marlon, que não tem tanta velocidade para ir ao fundo e que joga mais pela meia. Por ele, que estava no Sampaio, o Fortaleza pagou a multa rescisória, em torno de R$ 200 mil.

Contra o Goiás, na quinta rodada, o Fortaleza cruzou 32 vezes e os dois primeiros gols saíram de cabeça. Contra o Figueirense, com mais bola trabalhada, o time conseguiu 20 finalizações. A bem da verdade, Ceni recebeu uma ajudazinha de Denis, seu eterno reserva, que falhou em dois gols.

As discussões nos bares de Fortaleza devem estar animada. O pessoal do Ceará chamando o Fortaleza de time de segunda divisão e os do Fortaleza dizendo que no ano que vem estarão em posição contrária, porque o Ceará está mal na Série A. Bom mesmo, para o estado, seria se os dois se encontrassem na elite do futebol brasileiro.


Renato precisa aprender com Fortaleza, Avaí e Porto. Não é só futebol
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No mesmo sábado em que Renato Gaúcho, irritado com um empate no Gre-Nal, resolveu humilhar o Inter, houve demonstrações de afeto e respeito em jogos do Fortaleza, Avaí e Porto. Voltando a Renato, ele disse que o Inter joga como time pequeno, como time de segunda divisão e que, por isso, apesar do massacre gremista, não houve gols. Ora, muito parecido com o Grêmio de Renato contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, não é? Cada um joga de acordo com suas possibilidades e objetivos e, pensando assim, o Inter de Odair Hellmann foi mais efetivo que o Grêmio de Renato Gaúcho.

Mas, vamos falar de coisas boas. Emotivas.

O Fortaleza vencia o Goiás por 2 x 0. Dois gols de cabeça, mostrando a força da bola aérea do time dirigido por Ceni. Aos 29 minutos, Osvaldo 31 anos, foi substituído pelo estreante Marlon. Saiu muito aplaudido, sentou-se no banco de reservas e caiu no choro. Dez anos depois, ele se despedia novamente do time que o revelou. No final do ano, tinha acertado um pré-contrato com um time da Tailândia. Antes disso, fez 12 jogos e dois gols pelo Fortaleza. E, ao ser aplaudido por 32 mil pessoas, desabou emocionalmente. Com certeza, quer ficar, mas o Fortaleza não tem como pagar 1 milhão de dólares pela multa.

Final de jogo, vitória por 3 x 0, Osvaldo voltou a campo. Foi jogado ao ar pelos companheiros e, de “cavalinho” e Gustavo, o Gustagol, deu uma meia volta olímpica, aplaudindo a torcida e sendo aplaudido por ela. Depois, mais choro. Em um futebol cada vez mais frio e profissional, é bonito ver a emoção em uma despedida simples e espontânea.

Bem mais ao Sul, horas antes, Marquinhos, aos 36 anos, entrou em campo na vitória por 1 x 0 do Avaí sobre o Figueirense. Foi uma homenagem do treinador Geninho ao maior ídolo da história do clube, com 93 gols marcados. Marquinhos vai encerrar a carreira ao final do ano e no seu currículo consta mais uma vitória sobre o grande rival. Na casa dele. Não interessa se foram apenas três minutos, o fato de estar em campo, foi uma alegria, para os avaianos, tão grande quanto a própria vitória.

E, em Portugal, a emoção foi em dose dupla. No campeonato português, um jogador só pode ser considerado campeão se participou de alguma partida. Não adianta ter ficado todos os jogos no banco, ter participado de todos os treinamentos, nada disso. Nada disso. Não jogou, não ganha medalha. E nem pode escrever no currículo.

Bem, com o título garantido, o treinado Sérgio Conceição deixou Iker Casillas de fora do último jogo, contra o Vitória de Guimarães. Jogou o brasileiro Vaná, por 80 minutos. E foi substituído por Fabiano, que passou os últimos quatro meses recuperando-se de uma contusão. Assim, Vaná, revelado pelo Coritiba, e Fabiano “Modragón”, um dos muitos goleiros que não conseguiu romper a “barreira” Rogério Ceni no São Paulo, podem dizer, com orgulho justificado que são campeões portugueses.

Não é só futebol, Renato.


Ceni em Fortaleza: perto da final e longe das amizades
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O Fortaleza, dirigido por Rogério Ceni, venceu o Floresta por 3 x 1 e pode perder por até um gol de diferença na segunda partida da semifinal que mesmo assim estará na decisão do campeonato cearense, contra o Ceará, que derrotou o Uniclinic por 6 x 0. Os números de Ceni à frente do tricolor cearense são muito bons. Na primeira fase, foram sete vitórias e duas derrotas. Na segunda, três vitórias, dois empates e uma derrota. E nova vitória na semifinal. O aproveitamento é de 75,5% e o destaque do time é Gustavo, o Gustagol, com 15 gols em 14 jogos.

A passagem de Ceni pelo Ceará não é marcada, entretanto, apenas pelos bons resultados. Muita polêmica, como de costume, acompanha o treinador. Na quarta rodada da primeira fase, o Fortaleza perdeu para o Floresta, fora de casa, e Ceni reclamou muito do campo e do gramado. Na sexta rodada, no Clássico Rei contra o Ceará, derrota por 2 x 0 e toda a bronca foi pela expulsão de Gustagol aos cinco minutos do segundo tempo. O Fortaleza já perdia por 2 x 0 e Ceni voltou para o segundo tempo, com novo esquema. Toda a esperança ruiu com a expulsão do artilheiro. E tome reclamação.

Algumas rodadas depois, Ceni disse que o Ceará sempre terminava os jogos com jogadores a mais que os rivais, pelo trabalho mal feito dos árbitros. Eles se revoltaram e disse que se recusavam a apitar jogos do Fortaleza. O presidente da Federação entrou em ação e colocou panos quentes na situação. Então, foi a vez do Fortaleza reagir e pedir árbitros de fora em seus jogos.

E, a pedido de Ceni, além de árbitro de fora, foi exigido também exame antidoping no jogo contra o Floresta. O Fortaleza arcou com os custos dos dois pedidos, algo em torno de R$ 35 mil.

A última reclamação de Ceni (por enquanto) foi pelo fato de o Uniclinic abrir mão de utilizar o estádio Domingão (que fica em Horizonte) na semifinal contra o Ceará, preferindo o Presidente Vargas. “Nós vamos jogar de novo em Horizonte, onde o campo é ruim e logicamente sabemos que os resultados não foram bons lá, tivemos uma vitória em três jogos. E agora o Uniclinic vai jogar no Presidente Vargas, não manda mais jogos em Horizonte. Então, assim, tem algumas coisas que são tão claras que a gente não precisa falar”.

Se passar pelo Floresta, o Fortaleza enfrentará o Ceará pela terceira e quarta vez no campeonato. Perdeu a primeira por 2 x 0 e empatou a segunda por 1 x 1, sofrendo um gol aos 47 minutos do segundo tempo. Com certeza, fará declarações antes dos encontros. O mais esperado é dizer que o Fortaleza é um time de segunda divisão, com orçamento muito menor que o do Ceará, que está na primeira. Ceni não abre mão dos bastidores.

Se for campeão, estará repetindo algo constante em sua carreira: ser adorado pela torcida tricolor e ser odiado pelas outras.


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