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Para ter Ceni, Fortaleza duplica folha salarial
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A parte mais dura da negociação entre Rogério Ceni e o Fortaleza não foi um aumento salarial. Isso foi resolvido sem muitos problemas.

O que atrasou a negociação foi o fato de Rogério querer um time mais forte que o atual. Um time que não sofra com a possibilidade de rebaixamento e que possa chegar à Sul-americana.

O Fortaleza aceitou. Por isso, de acordo com O jornalista Fernando Grazianni, o clube vai dobrar sua folha de pagamento. Passará de R$ 1,2 milhão para R$ 2,5 milhões.

Antes, com o atual elenco, o Fortaleza acha possível ganhar o campeonato cearense e a Copa do Nordeste.

O contrato será de um ano, como queria Ceni. O Fortaleza queria dois.

Assim, Rogério tem as rédeas de uma carreira que está sendo bem planejada. Se cumprir suas metas, estará muito forte no mercado em 2020.


Ceni já recebeu proposta para renovar com Fortaleza
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Há duas semanas, o presidente Marcelo Paz, do Fortaleza, procurou Rogério Ceni para tratar da renovação do contrato do treinador.

Disse que sabe da valorização natural, devido ao trabalho realizado, mas que fará tudo para continuar com ele

Ceni respondeu que estava muito feliz no clube, mas que o foco é a conquista do acesso, praticamente garantido, e também do título. Quem lidera, tem obrigação de vencer, disse Ceni.

Em 2017, o Londrina ficou em quinto lugar, com 62 pontos. Então, o Fortaleza trabalha com a projeção de 63 pontos como garantia de acesso.

O time já tem 56 pontos e nas próximas rodadas, visitará o Oeste (dia 13) e receberá Paysandu (dia 20) e Ponte Preta (dia 23). Os tais 63 pontos podem chegar por aí. E o Fortaleza completa 100 anos no dia 18.

A ideia é uma grande festa da torcida, que seria ainda maior com a renovação de Rogério Ceni.

O Fortaleza tem 11 pontos a mais que o Guarani, quinto colocado, e seis a mais que o Goiás, segundo colocado. Faltam oito rodadas, o que aponta para a certeza do acesso e boas possibilidades de título. Seria o primeiro do estado. O Ceará, grande rival, não tem.

Resultados tão bons influenciaram, de maneira indireta, até na eleição para senador do Ceará.

Os favoritos eram Cid Gomes, atrelado à campanha do irmão, Ciro Gomes e Eunício Oliveira, presidente do Senado e candidato preferencial do governador Camilo, reeleito com 75% dos votos.

Cid ficou em primeiro, com 3,23 milhões. Eunício teve 1,313 milhão de votos e perdeu para Eduardo Girão, que teve 1,325 milhão. Oito mil votos de diferença.

Eduardo Girão é um empresário que foi chamado para dirigir o Fortaleza no ano passado. O clube estava em má situação financeira e se recuperou. Conseguiu o acesso da C para a B, perdendo a final para o CSA, de Alagoas.

Em sua campanha, ele citou o Fortaleza de passagem. Não foi algo de destaque, mas quando se pensa que a diferença foi de oito mil votos e que o Fortaleza está levando 40 mil torcedores aos seus jogos, é fácil ver que a vaga na no Senado tem a ver com a vaga na Série A.

Qual o final da história?

Fortaleza campeão e Ceni endurecendo a renovação.

Quem foi campeão, não gosta de passar sufoco para não cair.

Ele preferirá um time que lute pela Libertadores, no mínimo.


Gustagol pode salvar Ceni. Poderia salvar o Corinthians?
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O Corinthians vai precisar de ao menos um gol para vencer o Flamengo e chegar à decisão da Copa do Brasil na Arena de Itaquera, dia 26. O Fortaleza, de Rogério Ceni, vê sua liderança ameaçada na Série B, após um início fulminante. Precisa vencer o Vila Nova, em casa. Ceni pode contar com uma arma que o Corinthians desprezou.

Artilheiro do Brasil em 2018 com 26 gols marcados mesmo ficando dois meses parado, Gustavo, o Gustagol, poderia ser a esperança do Timão, mas foi desprezado pelo clube desde 2016, quando chegou e jogou pouco (apenas nove vezes), e agora faz sucesso emprestado ao Fortaleza – o Timão ainda o cedeu ao Goiás e ao Bahia.

O goleador que trocou a várzea pelo futebol profissional somente aos 20 anos acredita que sua história com a camisa corintiana ainda pode ter um final feliz, sonha com volta marcante em 2019, “ganhando mais oportunidades”, e pretende provar seu valor na Série A. Não sem antes colocar o Fortaleza na elite. O camisa 9 abriu mão de várias propostas de fora do país por gratidão ao clube cearense que o abriu as portas, graças ao técnico Rogério Ceni, seu ídolo e conselheiro, responsável por levá-lo para lá e que fez seu futebol crescer. “Um treinador fora do normal, com o qual aprendi muito”. De bem com a vida e com a confiança retomada, Gustavo, o “Rei de Fortaleza”, sonha, até, em vestir a camisa amarelinha da seleção brasileira. Repetindo os gols na elite… “O Gustagol está só começando”.

Nenhum jogador fez mais gols que você em 2018 no País (são 26). Qual o motivo de tamanho sucesso?

É resultado de muito trabalho e dedicação, o elenco do Fortaleza é muito unido e isso facilita as coisas dentro de campo.

Com o Fortaleza bem encaminhado ao retorno à elite, mas com contrato no clube só até dezembro, quais os planos para o futuro?

Primeiramente quero manter o foco no Fortaleza, quero ajudar a equipe a conquistar seu objetivo que é o acesso, depois juntamente com meu agente e com o Corinthians iremos ver o que será melhor.

Diversos clubes de fora do País se interessaram pelo seu futebol. Qual o motivo de ainda seguir no Brasil?

Sim! Meu agente recebeu inúmeras  sondagens do exterior, porém tenho como principal objetivo ajudar o  Fortaleza a subir para a Série A, pois foi um clube que me recebeu muito bem e vivo um grande momento em minha carreira. Acredito que outras situações irão aparecer, mas como disse: foco total na Série B.

Falando da Série B, são quatro jogos sem vitórias do Fortaleza, curiosamente o período que você não marca um gol, e a vantagem folgada na liderança caiu para apenas um ponto. Como está encarando essa situação?

Como todos sabem, a Série B é uma competição nivelada, todos os clubes que a disputam brigam por alguma coisa, tanto para acesso quanto contra o rebaixamento. Infelizmente os resultados nas últimas rodadas não foram satisfatórios, porém acredito que possamos reverter essa situação nas
próximas rodadas.

O jogo contra o Vila Nova, um dos candidatos ao acesso, ganhou ares de decisivo. O que vocês devem fazer de diferente para espantar a má fase?

Será um jogo de suma importância, haja vista que ambas as equipes têm condições de acesso. Acredito que nosso grupo está fechado e dentro de campo iremos dar o melhor de nós e vamos em busca da vitória.

A seleção brasileira fracassou na Copa do Mundo por não ter centroavante de ofício. Tite agora se rendeu que necessita de um 9. Sonha em vestir a amarelinha?

Todo jogador sonha em vestir a camisa amarelinha, trabalho duro dia-dia, quem sabe um dia possa vestir esse manto tão cobiçado por nós atletas.

Seus gols servem de recado para alguém?

Meus gols servem para ajudar a equipe à qual me identifiquei que é o Fortaleza.

Qual a importância do técnico Rogério Ceni em seu sucesso atual?

O professor Rogério Ceni é um profissional fantástico dentro e fora de campo, aprendi muito com ele, é um treinador moderno, que vem conquistando bons resultados no comando do Fortaleza, estou muito feliz aprendendo dia-dia com ele.

O que o treinador tem de diferente? Ele também te dá orientações sobre a carreira?

Rogério Ceni é fora do normal, pois dentro de campo foi um atleta vitorioso e fora dele, com sua vasta experiência, passa para nós atletas muitas coisas boas, aprendo muito com ele.

O Rogério Ceni sempre abraça os jogadores após os jogos. Isso mostra que não é antipático como dizem. O treinador também é paciente nos treinamentos?

Rogério, como disse, é diferente em todos os aspectos, na vitória ou na derrota é um verdadeiro profissional diferenciado. Quanto aos treinamentos, ele faz muita cobrança, até porque temos como objetivo vitórias e o acesso. Mas também incentiva muito. Na véspera da nossa estreia na Série B, fiquei treinando falta. Ele viu, me deu algumas dicas e me incentivou bastante. Então, contra o Guarani, no primeiro jogo, estava empatado. Aos 49 do segundo tempo, teve uma falta e eu fui lá e marquei. Desempatei o jogo. Comemorei muito com o Rogério.

Você estava se destacando no Criciúma em 2016, foi para o Corinthians, mas não deu certo. Foram nove jogos, apenas quatro como titular e nenhum gol.

Tive poucas oportunidades, naquele momento a equipe não vivia um bom momento, talvez isso tenha atrapalhado um pouco minha passagem pelo Corinthians. Fiz um gol legítimo contra o Galo, mas o juiz anulou.

Saiu com mágoa de alguém? Algo te chateou por não brilhar por lá?

Não saí com mágoas de ninguém, ao contrário. Hoje no Fortaleza, assim como no Criciúma, vivo um grande momento em minha carreira, espero quem sabe em um futuro próximo voltar ao Corinthians e mostrar o bom futebol que venho vivendo hoje.

Rei de Fortaleza, já existem negociações para que fique no Leão da Pici?

Até o momento nada foi discutido, até porque todos estão focados na Série B.

Você já provou sua capacidade ao ser artilheiro do Criciúma e agora no Fortaleza, ambos na Série B. Brilhar na Série A virou questão de honra?

Sim, acredito no meu potencial, sou ciente que a Série A, assim como Série B, o nível é bastante nivelado, mas acredito que eu possa fazer meus gols na elite também, basta ter oportunidades.

Você teve uma infância difícil, trabalhou até de pintor para sustentar a família. Hoje pode-se definir um vitorioso?

Sim, hoje graças a Deus me considero uma pessoa vitoriosa, agradeço a Deus por tudo que vem acontecendo em minha vida.

Seu irmão também começa a dar os primeiros passos como jogador profissional. Qual sua importância nisso?

O Gabriel vem se destacando no CATS Taboão da Serra, é um atleta determinado que quer buscar seu espaço também. Dou conselhos a ele sobre o mundo da bola, acredito que este menino terá um futuro brilhante.

Qual o seu futuro no futebol?

Por onde passei, graças a Deus tive o privilégio de alegrar os torcedores. Espero que aqueles que gostam de mim possam vibrar muito
mais ainda, pois o Gustagol só está começando.

Entrevista feita pelo jornalista Fábio Hécico


Rogério Ceni, vítima de arrogância
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Rogério Ceni não é um cara simpaticão. Aquele que ri de tudo, que conta piada, que se autoironiza. Ceni, na verdade, é um empata resenha. É aquele tipo de aluno que nós, pobres mortais, gostávamos de odiar: inteligente, talentoso e estudioso. Muitas vezes é arrogante, o Ceni e não o aluno fictício.

E justamente por ser arrogante, chama a atenção a sua expulsão no jogo Fortaleza x Vila Nova, em Goiás, dia 5 de junho. O jogo foi 0 x 0 e o treinador do Fortaleza levou o vermelho aos 24 minutos do primeiro tempo, ao protestar por um pênalti marcado pelo árbitro Vinícius Furlan, cometido pelo zagueiro Liggier em Felipe Silva.

Na súmula, Vinícius Furlan justificou a expulsão da seguinte forma: “Aos 25  minutos do segundo tempo, expulsei o técnico da equipe fortaleza sr rogério ceni, por protestar acintosamente contra as decisões da arbitragem, com gestos e as seguintes palavras:”

PAUSA. QUE PALAVRAS TERRÍVES TERIAM SIDO DITAS PELO TREINADOR? TERIA OFENDIDO A HONRA DO ÁRBITRO? OFENDIDO A MÃE DE SUA SENHORIA? TERIA DITO QUE ELE É LADRÃO?

Não.

As palavras são “não foi pênalti, não foi pênalti”.

Sim. Um treinador trabalha durante a semana para que seu time renda bem e é expulso porque disse, aos gritos, “não foi pênalti”;

É impressionante a arrogância da arbitragem. A truculência. É o tipo “você sabe com quem está falando”? ou “circulando, circulando”.

A maneira como se dirigem aos jogadores, o jeito como tratam treinadores, nada pode ser coincidência. Os árbitros entram em campo para impor a ordem como se fossem membros da Polícia Militar, como o Coronel Marinho, que nunca apitou um jogo na vida. Nem do Batalhão A contra o Batalhão B.

Juiz não é para aparecer. É para entrar em campo e levar o jogo até o final, fazendo o possível para não expulsar ninguém. Expulsão deveria ser em último caso, em falta violenta. Ele poderia dizer a Ceni: “fala baixo comigo, me trate com respeito, baixa sua bolinha…”, qualquer coisa assim, não uma expulsão.

Após o jogo, Ceni foi irônico e disse: “parece que ele estava com o braço engessado”. Olha, nem se ele tivesse dito isso ao árbitro, seria motivo para expulsão.

A arbitragem brasileira é muito mais prepotente e arrogante do que Rogério Ceni chegou a ser um dia.


Rogério Ceni, uma unanimidade que dá lucro ao Fortaleza
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No sábado, dia 2 de junho, a Arena Castelão estará lotada. A diretoria do Fortaleza projeta público entre 45 e 50 mil pagantes. Uma renda bruta em torno de R$ 700 mil. E líquida? São muitos descontos”, lamenta o presidente Marcelo Paz. “Tem impostos, aluguel do estádio, despesas com o jogo, porcentagem da Federação e ainda temos 15% confiscados por dívidas trabalhistas. No cofre, deve entrar R$ 350 mil.”

Nem sob tortura chinesa o presidente confirma, mas é o valor necessário para pagar um mês de salário ao treinador Rogério Ceni e à sua comissão, que tem Charles Hembert, o francês que estava com ele no São Paulo, Nelson Simões, auxiliar e Haroldo Lamounier, preparador de goleiros, que o treinou, São Paulo.

E fecha-se a equação. O Fortaleza, se vencer o Sampaio Corrêa, chegará a um aproveitamento de 91,7%, com 22 pontos em 24 possíveis. Até agora, tem seis vitórias e um empate, 16 gols a favor e quatro contra, com 90,5% de aproveitamento. O treinador trabalha bem, o time faz campanha histórica, o estádio lota e um jogo paga o salário do comandante.

Ele tem outros vencimentos. Ceni não usa o uniforme do clube, prefere traje social. Apenas enquanto não consegue um patrocinado próprio. Nos uniformes de treino, usa a logomarca da empresa Servis, do ramo de segurança. Refrigerantes Frevo não renovaram o contrato. Afinal, com tantos treinos fechados, a exposição não era muita. “O Fortaleza fica com uma parte dos patrocínios pessoais dele”, diz Paz.

O presidente Paz acredita que a ida de Ceni ao Fortaleza levou o clube a um patamar diferente, saindo um pouco da exposição regional. “Somos um clube histórico, comemorando o centenário e estamos mostrando nossa marca por grande parte do Brasil. E o Ceni ajuda muito. Ele é um profissional sério, competente e que dá lucro ao clube.

A questão do sócio-torcedor, por exemplo. Quando, no final do ano, com o acesso após muitas tentativas frustradas, chegou-se a 7500 sócios. “Fizemos uma campanha para aumentar, o Ceni ajudou muito e já estamos com 19 mil. Ajuda muito”.

E o que faz Rogério Ceni, que, convenhamos, nunca foi um candidato competitivo ao título de Mr. Simpatia no Ceará? Arrogância pura? “Rapaz, isso é um engano muito grande. Rogério se integrou muito aqui e ele sabe da importância de sua história. Imagina um jogador do interior do Ceará que via o homem na televisão e agora vê ali na frente. E o Rogério vai, cumprimenta, abraça. É uma emoção grande para a moça da”.

O jornalista Breno Rebouças confirma. “ Houve um lance contra o CRB em que os jogadores reclamavam muito. O Ceni foi falar com eles. Eles pararam para ouvir. Discordaram, mas pararam para escutar. O pessoal da bola tem um respeito muito grande com ele”.

Mas a tal unanimidade, algo tão fugaz no futebol brasileiro, não existia no Cearense. O Fortaleza ficou em segundo, mas não conseguiu vencer o campeão Ceará. Três derrotas e um empate. O grito de burro, por que não?, chegou a ser ouvido. As maiores críticas eram por conta das constantes substituições e da mudança de esquema, ora com linha de três, ora com quatro.

Tudo mudou com a subida de rendimento de Derley, homem de confiança do treinador e com a chegada de Jean Patrick, do Novorizontino, e Dodô, do Botafogo de Ribeirão Preto, todos para o meio-campo.  “Foram ótimas contratações, vieram para arrumar o time. Rogério não precisou mudar mais nada”.

O Fortaleza jogava com Edinho aberto na direita e Osvaldo na esquerda e Gustagol, que está fazendo muitos gols, no meio do ataque. Osvaldo saiu e Marlon, que é um jogador técnico e de pouca velocidade, chegou. O time mudou um pouco, mas agora foram contratados os pontas Marcinho e Minho. “O Marcinho tinha uma concorrência muito grande e o Ceni telefonou para ele. Foi importante. Além disso, todo jogador sabe que aqui o salário não atrasa. Nem salário e nem direito de imagem”, fala o presidente.

O torcedor do Fortaleza anda feliz demais da conta. O do Ceará, cabisbaixo. Nada que alegre Marcelo Paz. “Brincadeira é saudável, mas isso é para torcedor. Eu não me envolvo. Queria ver o clássico cearense na Série A, lotando o Castelão”.


Fortaleza e Rogério Ceni brilham na Série B
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Rogério Ceni está fazendo um trabalho muito bom na Série B do Brasileiro, após receber muitas críticas durante o campeonato cearense, quando o time ficou em segundo lugar e sofreu três derrotas para o Ceará, vencendo apenas um clássico. Se algum torcedor pediu a demissão do treinador, está bem arrependido. Ou deveria estar.

Com a vitória por 3 x 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis, o Fortaleza chegou a 16 pontos em seis rodadas, com cinco vitórias e um empate, praticamente 90% de aproveitamento. São 14 gols marcados e quatro sofridos. O time pode ser alcançado pelo Vila Nova, em caso de vitória sobre o Oeste, fora de casa.

Os dois próximos jogos do Fortaleza serão em casa, contra Criciúma e Sampaio Correa, que estão na zona de rebaixamento.

O Fortaleza joga sempre em um 4-3-3, com Edinho e Osvaldo abertos e Gustagol no meio da área. Agora, com a saída de Osvaldo, que foi para a Tailândia, o time pode mudar um pouco de postura. O lugar foi ocupado por Marlon, que não tem tanta velocidade para ir ao fundo e que joga mais pela meia. Por ele, que estava no Sampaio, o Fortaleza pagou a multa rescisória, em torno de R$ 200 mil.

Contra o Goiás, na quinta rodada, o Fortaleza cruzou 32 vezes e os dois primeiros gols saíram de cabeça. Contra o Figueirense, com mais bola trabalhada, o time conseguiu 20 finalizações. A bem da verdade, Ceni recebeu uma ajudazinha de Denis, seu eterno reserva, que falhou em dois gols.

As discussões nos bares de Fortaleza devem estar animada. O pessoal do Ceará chamando o Fortaleza de time de segunda divisão e os do Fortaleza dizendo que no ano que vem estarão em posição contrária, porque o Ceará está mal na Série A. Bom mesmo, para o estado, seria se os dois se encontrassem na elite do futebol brasileiro.


Renato precisa aprender com Fortaleza, Avaí e Porto. Não é só futebol
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No mesmo sábado em que Renato Gaúcho, irritado com um empate no Gre-Nal, resolveu humilhar o Inter, houve demonstrações de afeto e respeito em jogos do Fortaleza, Avaí e Porto. Voltando a Renato, ele disse que o Inter joga como time pequeno, como time de segunda divisão e que, por isso, apesar do massacre gremista, não houve gols. Ora, muito parecido com o Grêmio de Renato contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, não é? Cada um joga de acordo com suas possibilidades e objetivos e, pensando assim, o Inter de Odair Hellmann foi mais efetivo que o Grêmio de Renato Gaúcho.

Mas, vamos falar de coisas boas. Emotivas.

O Fortaleza vencia o Goiás por 2 x 0. Dois gols de cabeça, mostrando a força da bola aérea do time dirigido por Ceni. Aos 29 minutos, Osvaldo 31 anos, foi substituído pelo estreante Marlon. Saiu muito aplaudido, sentou-se no banco de reservas e caiu no choro. Dez anos depois, ele se despedia novamente do time que o revelou. No final do ano, tinha acertado um pré-contrato com um time da Tailândia. Antes disso, fez 12 jogos e dois gols pelo Fortaleza. E, ao ser aplaudido por 32 mil pessoas, desabou emocionalmente. Com certeza, quer ficar, mas o Fortaleza não tem como pagar 1 milhão de dólares pela multa.

Final de jogo, vitória por 3 x 0, Osvaldo voltou a campo. Foi jogado ao ar pelos companheiros e, de “cavalinho” e Gustavo, o Gustagol, deu uma meia volta olímpica, aplaudindo a torcida e sendo aplaudido por ela. Depois, mais choro. Em um futebol cada vez mais frio e profissional, é bonito ver a emoção em uma despedida simples e espontânea.

Bem mais ao Sul, horas antes, Marquinhos, aos 36 anos, entrou em campo na vitória por 1 x 0 do Avaí sobre o Figueirense. Foi uma homenagem do treinador Geninho ao maior ídolo da história do clube, com 93 gols marcados. Marquinhos vai encerrar a carreira ao final do ano e no seu currículo consta mais uma vitória sobre o grande rival. Na casa dele. Não interessa se foram apenas três minutos, o fato de estar em campo, foi uma alegria, para os avaianos, tão grande quanto a própria vitória.

E, em Portugal, a emoção foi em dose dupla. No campeonato português, um jogador só pode ser considerado campeão se participou de alguma partida. Não adianta ter ficado todos os jogos no banco, ter participado de todos os treinamentos, nada disso. Nada disso. Não jogou, não ganha medalha. E nem pode escrever no currículo.

Bem, com o título garantido, o treinado Sérgio Conceição deixou Iker Casillas de fora do último jogo, contra o Vitória de Guimarães. Jogou o brasileiro Vaná, por 80 minutos. E foi substituído por Fabiano, que passou os últimos quatro meses recuperando-se de uma contusão. Assim, Vaná, revelado pelo Coritiba, e Fabiano “Modragón”, um dos muitos goleiros que não conseguiu romper a “barreira” Rogério Ceni no São Paulo, podem dizer, com orgulho justificado que são campeões portugueses.

Não é só futebol, Renato.


Ceni em Fortaleza: perto da final e longe das amizades
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O Fortaleza, dirigido por Rogério Ceni, venceu o Floresta por 3 x 1 e pode perder por até um gol de diferença na segunda partida da semifinal que mesmo assim estará na decisão do campeonato cearense, contra o Ceará, que derrotou o Uniclinic por 6 x 0. Os números de Ceni à frente do tricolor cearense são muito bons. Na primeira fase, foram sete vitórias e duas derrotas. Na segunda, três vitórias, dois empates e uma derrota. E nova vitória na semifinal. O aproveitamento é de 75,5% e o destaque do time é Gustavo, o Gustagol, com 15 gols em 14 jogos.

A passagem de Ceni pelo Ceará não é marcada, entretanto, apenas pelos bons resultados. Muita polêmica, como de costume, acompanha o treinador. Na quarta rodada da primeira fase, o Fortaleza perdeu para o Floresta, fora de casa, e Ceni reclamou muito do campo e do gramado. Na sexta rodada, no Clássico Rei contra o Ceará, derrota por 2 x 0 e toda a bronca foi pela expulsão de Gustagol aos cinco minutos do segundo tempo. O Fortaleza já perdia por 2 x 0 e Ceni voltou para o segundo tempo, com novo esquema. Toda a esperança ruiu com a expulsão do artilheiro. E tome reclamação.

Algumas rodadas depois, Ceni disse que o Ceará sempre terminava os jogos com jogadores a mais que os rivais, pelo trabalho mal feito dos árbitros. Eles se revoltaram e disse que se recusavam a apitar jogos do Fortaleza. O presidente da Federação entrou em ação e colocou panos quentes na situação. Então, foi a vez do Fortaleza reagir e pedir árbitros de fora em seus jogos.

E, a pedido de Ceni, além de árbitro de fora, foi exigido também exame antidoping no jogo contra o Floresta. O Fortaleza arcou com os custos dos dois pedidos, algo em torno de R$ 35 mil.

A última reclamação de Ceni (por enquanto) foi pelo fato de o Uniclinic abrir mão de utilizar o estádio Domingão (que fica em Horizonte) na semifinal contra o Ceará, preferindo o Presidente Vargas. “Nós vamos jogar de novo em Horizonte, onde o campo é ruim e logicamente sabemos que os resultados não foram bons lá, tivemos uma vitória em três jogos. E agora o Uniclinic vai jogar no Presidente Vargas, não manda mais jogos em Horizonte. Então, assim, tem algumas coisas que são tão claras que a gente não precisa falar”.

Se passar pelo Floresta, o Fortaleza enfrentará o Ceará pela terceira e quarta vez no campeonato. Perdeu a primeira por 2 x 0 e empatou a segunda por 1 x 1, sofrendo um gol aos 47 minutos do segundo tempo. Com certeza, fará declarações antes dos encontros. O mais esperado é dizer que o Fortaleza é um time de segunda divisão, com orçamento muito menor que o do Ceará, que está na primeira. Ceni não abre mão dos bastidores.

Se for campeão, estará repetindo algo constante em sua carreira: ser adorado pela torcida tricolor e ser odiado pelas outras.


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