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Família Garcia comanda o grande circo francano
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Menon

Ah, o circo!!! Sempre adorei. Sinto saudades de quantas vezes fui, de quantas horas alegres tive, de quantas vezes palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores me fizeram o grande favor de ajudar na  fuga da realidade, do abandono do cotidiano. Então, amigos francanos, quando falo em circo estou elogiando, estou falando de alegria, de festa e felicidade.

Franca ganhou a Liga Sulamericana de Basquete, com uma vitória sobre o Instituto, lá em Córdoba, na Argentina. O segundo título no ano. O segundo sob o comando de Helinho Garcia. O segundo da vida do jovem treinador, que já havia vencido o Paulista. E que lidera o NBB. Um jogo espetacular, emocionante do início ao fim e que sagrou André Goes como homem de mão quente e coração gelado. No final do jogo, os argentinos faziam faltas seguidas para forçar Franca a arremessar e perder a posse de bola. A tática falhou porque André Goes acertou nove dos dez arremessos.

Cipolini, David Jackson, eleito o jogador mais valioso da partida, e outros também foram muito importantes para o título, mas o que marcou mesmo a vitória foram os abraços emocionados de Helinho em Hélio Rubens, seu pai, e Fransérgio, seu tio. Não gosto de personificar uma conquista coletiva em uma ou duas pessoas, mas seria um erro jornalístico e histórico não dizer que a Família Garcia é sim a responsável pelo ressurgimento (pode-se dizer assim) do basquete francano.

Foram anos de jejum, foram anos de seca. Basta dizer que o último título sulamericano havia sido conquistado há 27 anos, com Paulão, Fernando Minucci, Fausto, Raul e…Helio Rubens como treinador.

A Família Garcia sempre foi o esteio do basquete francano. E continua sendo, agora, quando se prenuncia novos tempos de glória.


Por solidariedade, diretor do Pinheiros é socio torcedor do Franca Basquete
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Menon

João Fernando Rossi, diretor de esportes do Pinheiros, comprou três títulos de sócio torcedor do Franca Basquete. E, em seguida, autorizou a direção do clube interiorano a revender os títulos. “Não fiz mais do que a obrigação. Sou basqueteiro, sou fã de Franca há muito tempo e sei da importância que eles tem na história do esporte do Brasil. Foi por isso, por amor e solidariedade que estou ajudando”, afirmou. Além dos títulos de sócio torcedor, Rossi fez uma doação ao www.querodoar.francabasquete.com.br que busca arrecadar fundos para a manutenção do basquete em Franca.

A crise é grande. O clube está sem um patrocinador master desde que a Vivo saiu, há três meses. Sem o aporte mensal de R$ 180 mil mensais, o clube viu as dívidas aumentarem e houve a possibilidade de jogadores de Franca abandonar o NBB ou disputa-lo com juniores. O ala Jhonatan, ainda no Paulista, transferiu-se para o Palmeiras.

A diretoria, então, reuniu-se com jogadores e torcedores. Fez uma explanação realista das dificuldades e teve apoio. Os jogadores se comprometeram a ficar, mesmo com salários atrasados. Poderiam sair antes de completarem oito jogos e estão lá, já com dez partidas – seis vitórias e quatro derrotas. O argentino Figueroa, que está contundido, é o único que ainda não completou oito partidas e que pode sair, mas disse que ficará.

Os torcedores se movimentaram também. Fizeram campanha para aumentar o número de sócios torcedores, que é de apenas 700. Fizeram também o site para doação. O resultado não foi o que se esperava. Até o dia 12, às 15h, o total arrecadado não chegava a R$ 15 mil, pouco para quem tem folha de pagamento em torno de R$ 230 mil.

O que tem ajudado é o comprometimento de oito empresas que passaram a doar R$ 3 mil mensais para o basquete francano. “Tenho conversado com o pessoal de lá e parece que as coisas estão se acertando. O basquete brasileiro está em um bom momento, o NBB está bem, fez até um acordo com a NBA e Franca não poderia ficar longe desse processo”, diz Rossi, de 49 anos, que também é dirigente do NBB.


Robinho dá show. Para menos de 5 mil pagantes. Preocupante
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Robinho pegou a bola na esquerda, caminhou em linha reta para a direita e fez um golaço, no canto esquerdo alto do goleiro do Londrina. Robinho recebeu na esquerda, saiu do zagueiro e tocou a bola com açúcar para Rildo fazer o segundo.

Duas jogadas espetaculares do novo-velho ídolo. Jogadas para ficar na memória. Jogadas vistas por 4498 torcedores. Renda de R$ 136680,00. Robinho ganha muito mais que isso por mês. Dizem que R$ 600 mil. Como fazer futebol profissional assim?

Uma comparação. Franca recebeu o Palmeiras ontem pela terceira rodada do Paulista de Basket. Público de 1004 pagantes, mais 378 sócios torcedores, além de 42 aposentados e jogadores federados. Ou seja, aproximadamente a metade do público presente na Vila.

O que fazer para que o futebol se pague? Para que Robinho continue por muito tempo? Para que os clubes brasileiros possam romper o círculo vicioso de sempre: vender jogadores jovens para poder pagar salários de veteranos de volta ao Brasil?

Lembremos que na camisa branca do Santos não havia anúncio. Não havia patrocinador. Apenas algo sobre Baleinha e Baleião, os mascotes santistas.

Não sei as respostas.

Só sei que as perguntas são terríveis.

De bom, fica a lembrança de Robinho, que resolveu um jogo difícil, diante de um adversário bem treinado.

O Santos se classificou. Que não continue pagando para jogar.


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