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Neymar e mais nada
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Menon

O que um jogo como esse contra a Arábia Saudita pode trazer de bom para Tite? Que tipo de observação? Aquela que já deveria ser uma realidade há tempos: Neymar é muito bom para ficar restrito à ponta-esquerda.

Ele jogou solto, flutuando e sobrou no jogo. Ótimos passes, mudança de ritmo, inversão de jogadas e um belo passe para o gol de Gabriel Jesus. E a bola na cabeça de Alex Sandro, para o segundo gol.

Um outro passe, tão belo quanto, foi desperdiçado bisonhamente por Lucas. A dupla entre eles pode melhorar muito. É algo a ser incentivado.

O que mais? Pouca coisa.

Fabinho e Alex Sandro foram mal ofensivamente. Nada de ultrapassagem. Fabinho, além disso, teve dificuldade com Al-Dawsari, sempre acionado por Al-Faraj. Os dois e também Al-Shahrani foram responsáveis pelo surpreendente toque de bola saudita.

E Fred? Inexplicável a paixão de Tite por ele. Levou para a Copa em má condições físicas, não usou e continua apostando nele.

Jesus? Fez um gol. Ponto.

Pablo? Boa partida.

Mas, é preciso relativizar. Um gol, um drible, uma antecipação…Mas do outro lado era a Arábia Saudita.

E a relativização precisa ser maior ainda, quando se lembra da expulsão (justa) do goleiro aos 40 minutos.

Tomara que tenha sido o calor. Taí uma boa desculpa.

 


Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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Menon

É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Tite perde o lado direito
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Menon

O Brasil teria um lado direito formado por Daniel Alves, Paulinho e Willian. Não tão forte como Marcelo, Coutinho e Neymar, mas com bom início de jogadas, boa saída de bola.

E tudo mudou.

Daniel se machucou e entrou Danilo. O time perdeu saída de jogo.

Danilo se machucou e entrou Fagner, que também privilegia a marcação.

Paulinho não está bem. Não constroi jogadas e também não consegue ser o homem surpresa na ãrea rival.

Poderia perder o posto para Fred, mas ele também está contundido.

Willian não foi bem nos dois primeiros jogos. Douglas Costa melhorou o time e…está fora, por contusão.

Então, o trio ideal Daniel/Paulinho/Willian, que poderia ser trocado por Daniel/Fred/Willian, não pode mais.

Quem pode entrar por ali?

Aparece outro trio: Fagner, Fernandinho e Taison.

É melhor torcer pela melhora técnica de Willian.

Foi muito azar tanta zica na direita. Se fosse em outubro, eu até comemoraria.


Brasil ganha facilmente em teste inútil
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Menon

Deu a lógica. O Brasil ganhou facilmente da Rússia, anfitriã que suará sangue para passar à segunda fase do Mundial. Foi um segundo tempo de excelência em um jogo que confirmou a alto nível de Willian, cada vez mais merecendo um lugar no time titular. Philippe Coutinho também confirmou que é o melhor brasileiro depois de Neymar e  Paulinho novamente tem grande poder ofensivo, fazendo um gol, perdendo outro e sofrendo um pênalti.

E por que foi inútil?

Primeiramente, pela postura da Rússia no segundo tempo. No primeiro, jogou com linha de cinco e outra de quatro, uma retranca terrível. E a seleção sentiu dificuldades, as mesmas que teve contra a Inglaterra. O Brasil não conseguiu vencer as linhas russas, principalmente por não abrir o campo. Daniel Alves e Marcelo vinham muito pelo meio, o que facilitou para os russos. Douglas Costa e Willian não tentaram o drible, não ousaram no mano a mano, no um contra um.

No segundo tempo, o treinador da Rússia resolveu imitar o estilo Gorbatchov na política, ainda nos tempos da União Soviética. Resolveu ousar, enfrentar o Brasil, abandonou o seu estilo fechado e se desintegrou totalmente. Regalou espaços incríveis e o Brasil foi aproveitando. Fez três e poderia fazer mais.

Ou seja, o Brasil goleou uma Rússia que não existe e teve muitas dificuldades contra a Rússia real. Douglas Costa, que luta pela vaga, foi bem no segundo tempo e teve dificuldades no primeiro. Não dá para dizer que carimbou o passaporte. Seria verdade se tivesse destruído a retranca russa no primeiro tempo.

Também foi inútil pelo pouco tempo dado a Geromel. O que se sabe é que há três zagueiros confirmados: Miranda, Thiago Silva e Marquinhos. Geromel e Rodrigo Caio são os mais fortes concorrentes à quarta vaga. Rodrigo Caio nem foi relacionado para o jogo e Geromel atuou dez minutos. Difícil tirar uma conclusão.

Fagner e Taison tiveram seus minutos. Nada acrescentarão, se aprovados.

Firmino entrou no lugar de Gabriel Jesus. São dois bons atacantes, são os melhores do Brasil no momento, são fatos. Como fato é que estão abaixo de Careca, Muller, Romário, Bebeto, Zico, Chulapa, Ronaldo, Ronaldinho, Luis Fabiano e Fred, os que os precederam até 2010. São superiores a Fred e Jô de 2013. Poquito.


Fred é loucura, loucura, loucura no país do escambo
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Menon

O garoto estava conformado com o presente de Natal em época de crise. Apesar de novo, sabe que a situação do país é de crise econômica, lembra que o papai foi protestar nas ruas, com a certeza de tempos melhores e que agora já vendeu até aquela camisa amarela da seleção brasileira, que vestia para ofender aquela mulher. Como nada melhorou, o garoto olhava para a árvore e via…nada. Mas tinha a promessa de um carrinho de madeira.

E, na véspera, a árvore ganha um novo habitante. Um pacote enorme, todo estrelado. Nada de carrinho de madeira. O que chega para o garoto é um avião ultra moderno, com luzes brilhantes. Controle remoto, capaz de fazer inveja ao drone do Grêmio. O garoto vibra com a novidade, que, na verdade não é tão novidade assim. Já esteve por ali em outros Natais, quando era um avião mais jovem e mais cumpridor. Mas, para quem esperava Fernandão, Fred é Cristiano Ronaldo.

A torcida está feliz. Até acredita quando Fred diz que está feliz por “voltar para casa”. Bem, nem todos acreditam. Alguns dão um sorriso condescendente e pensam “me engana que eu gosto”. Se até a Mulher Moranguinho volta para o Naldo, por que o Fred não pode voltar para o Cruzeiro?

Mas, vale a pena? Fred, aos 34 anos, ganhou um contrato de mais três. Pouca gente consegue tal regalia. Vai ganhar 500 pilas mensais (valor razoável dentro do mercado) e aí começa o delírio. Luvas de 3 milhões. Bônus por produtividade. E o Cruzeiro ainda pagará 10 milhões ao Galo, por conta de uma cláusula restritiva.

Totalmente fora da curva do que estamos vendo no mercado. Os clubes estão praticando escambo, ninguém quer gastar muito. O que mais se vê é um tal de três por um. A possível saída de Scarpa envolve nomes como Hyorun, Roger Guedes, Bruno, Buffarini, Fabiano, o Corinthians oferece Moisés, Douglas e Marlone por Juninho Capixaba, outros nomes por Trellez, o Santos pode aceitar Hudson por Victor Ferraz.

São imensas probabilidades. Tem muito nome voando e pouco dinheiro saindo da carteira.

O Cruzeiro foi na contra-mão. Estará certo?


Neymar era roubado pelo pai. Delcir Sonda é quem diz
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Menon

Um dia após entrevista coletiva no Brasil, o empresário Delcir Sonda subiu ainda mais o tom contra Neymar (o pai) em entrevista publicada hoje pelo Diário As, da Espanha. O empresário mostra-se muito magoado com a  postura atual do craque e não poupa críticas ao progenitor. Um resumo:

“Desde o início, seu pai exerceu uma má influência sobre ele. O pai de Neymar é como dizemos no Brasil, um vagabundo. Um pedreiro que ficou rico da noite para o dia, graças ao filho. A ganancia deste homem o levará para o mau caminho. Desde o início, ele se aproveitou de Neymar. ” 

“Neymar tinha muitos contratos publicitários e só recebia metade do combinado. O resto ficava com o pai. Neymar percebeu quando fez um anúncio publicitário da Gilette junto com Ganso, seu amigo. Conversando entre eles, viu que Ganso havia recebido mais. Foi reclamar e ficou sabendo o real valor e percebeu que a metade havia ficado com o pai”.

Depois, Sonda repete o que disse o Brasil, em coletiva. Que Neymar estava acertado com o Real e que terminou no Barcelona porque seu pai foi subornado com 10 milhões de euros por Bosell, presidente do Barça. A mágoa é grande. Diz que pode perdoar o craque, mas nunca o pai.

Sempre considerei o pai de Neymar uma péssima influência. É do tipo que se comporta como um amigo de balada e não como um conselheiro. E, se Delcir Sonda está dizendo a verdade, o Pai Herói de herói não tem nada.

 

NOVENA POR CUEVA – A TORCIDA DO São Paulo, além de confiar na excelência do departamento médico do clube, deveria   contribuir com uma novena pela recuperação do peruano. Cueva é o melhor jogador do São Paulo e, em sua posição, o melhor do Brasil. E, além disso, só agora o São Paulo conseguiu um reserva. Thomaz é uma aposta e Shaylon, uma esperança. Cueva é a certeza

Junior Cohen e seu magnífico Cartola de camisa listrada. Verde e rosa, é lógico

de um rendimento muito maior para o time.

UM SAMBA – O chefe da polícia/pelo telefone/mandou me avisar/que na Carioca/Tem uma roleta/para se jogar (Pelo Telefone – Donga)

INJUSTIÇADOS DA COPA – Dois jogadores saíram muito marcados da Copa: Fred e Jô. Fred, que era titular, jogou realmente mal e passou a ser considerado um poste, um grosso, um atraso. Na verdade, ele é um centroavante. Dos bons. E tem provado a cada dia. O outro foi Jô, que praticamente não jogou. Depois, Jô andou pela China e voltou sob desconfiança. Sua contratação parecia um ato de favor da diretoria. E está provando que será muito útil ao Corinthians.

OUTRO SAMBA – Mulher, tu não me faz carinhos/Teu prazer é me ver aborrecido/Ora, vai mulher, tu estás contrariada/Tu não és obrigada a viver comigo (Me faz Carinhos – Ismael Silva)

EDU DRACENA – Como se fosse Ayrton Senna atrás de Alain Prost, Edu Dracena pede passagem para Vitor Hugo. Com sobriedade, fora no combate e bom posicionamento, a cada dia o veterano mostra que não é um multicampeão por acaso. Tem ainda muita lenha para queimar.

MAIS UM SAMBA – Gosto tanto tanto de você/Que os meus olhos falam o que não vê/Ainda há de chegar o dia/Que eu hei de ter tanta alegria/Quando você souber compreender/Num olhar o que eu quero dizer (Fita meus olhos – Cartola)


Borja ou Pratto? Pratto ou Borja?
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Miguel Angel Borja tem 23 anos e 1,83m.

Lucas David Pratto tem 28 anos e 1,88m.ponto

Borja nasceu em Tierra Alta, na Colômbia, e é destro.

Pratto nasceu em La Plata, na Argentina, e é destro.

Borja recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção colombiana.

Pratto recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção argentina.

Borja teve uma ascensão meteórica em 2016, quando trocou o Cortuluá pelo Atlético Nacional.

Pratto tem uma carreira mais consolidada, com dois anos no Velez e mais dois no Galo.

Prato, nos dois últimos anos, fez 42 gols em 107 jogos pelo Galo.

Borja, no último ano, fez 36 gols em 47 jogos, pelo Cortuluá e pelo Atlético. Em 2015, fez 10 gols em 49 jogos pelo Santa Fe.

Borja é mais centroavante, tem velocidade e força. É um nove nove.

Pratto é mais técnico, joga como centroavante, mas também um pouco recuado. É um oito e meio.

Pratto chega com a responsabilidade de fazer o combalido São Paulo funcionar.

Borja chega com a responsabilidade de fazer o campeão Palmeiras mais campeão ainda.

Borja tem a sombra de Willian, pequenininha, e de Alecsandro, bem forte.

Pratto tem a sombra de Chávez e de Gilberto. Sombrinhas mixurucas.

Pratto chega para ser líder do time.

Borja chega para ser mais um jogador, no aspecto liderança.

Se Borja jogar o que jogou no ano passado, será um sucesso. É  quase impossível que não jogue.

Se Pratto jogar o que jogou nos últimos quatro anos, será um sucesso. É bem provável que jogue.

Borja e Pratto são contratações ousadas. Contratações que mudam as aspirações de cada time. Contratações que deixam o futebol paulista mais forte.

Borja e Pratto são as duas grandes atrações do futebol brasileiro, quando se fala de área. Paolo Guerrero é outra.

E os brasileiros? Os melhores são Frederico Chaves Guedes e Ricardo Oliveira, veteranos donos de carreiras invejáveis que tanto Pratto como Borja gostariam de construir.

Onde estão os nossos outros centroavantes? Borja e Pratto são um alerta para as nossas categorias de base.

Pratto ou Borja? Borja ou Pratto? Com certeza, não é uma pergunta tão absurda como Messi ou Taison?

A resposta pode ser Borja e Pratto. Prato e Borja.

Obs – Não levei em consideração valores financeiros e tempo de contrato.

 


Robinho e Diego comandam a seleção do blog. Direto do túnel do tempo
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robinho_diego_tvi_20100901Diretamente do túnel do tempo, apresentamos Diego e Robinho. Os garotos mágicos do Santos de 2002 estão mais sérios, mais responsáveis e, 14 anos depois, são os destaques do Brasileiro. Ótimo para eles, que não conseguiram mostrar na Europa tudo o que se esperava deles, mas que tiveram carreira digna e agora são destaques no Brasileiro.

O melhor jogador, para mim, foi Robinho. Jogou como há anos não jogava. Não é mais o rei das pedaladas, mas soube se reinventar. É um armador de fino trato e ainda de boa chegada na área. Diego, seu companheiro no mágico Santos de 2002, foi o condutor do Flamengo. Chegou tarde e mostrou ser imprescindível. Diego e Robinho, como um presente vindo do passado, estão aí comandando a massa.

É isso: vivemos de reciclagem.

O Brasileiro está acabando e fiz uma seleção. Na verdade, duas: a titular e a reserva. O resultado não é agradável, mostra um perfil do futebol que temos no Brasil: veteranos que já brilharam muito, uma grande revelação, outras revelações com menos brilho e jogadores que ficarão por aqui mesmo, sem futuro internacional.

 

Seleção 1  Vanderlei, Victor Ferraz, Mina, Geromel e Jorge, Moisés, Tche Tche, Diego, Diego Souza e Robinho, Gabriel Jesus

Gabriel Jesus é o grande nome, apesar de um final de campeonato decepcionante. É a maior revelação dos últimos anos. Jorge, lateral de alta técnica, segue uma linhagem do futebol brasileiro. Tem bola para chegar à seleção. Moisés é uma surpresa. Depois de anos sem grande sucesso, mostrou-se um jogador moderno, forte e de bom passe. Ótimo na transição. Diego Souza é o jogador mais imprescindível que um time mostrou no Brasileiro. Ele é mais importante para o Sport do que o Messi para o Barcelona. Seu futebol é a diferença entre cair para a segunda e permanecer na primeira. Mina é um zagueiro de altíssimo nível. Joga como Rincón, seu compatriota. Usa o corpo como ninguém. Tche Tche é  jogador moderno, um meio campista verdadeiro, presente em todo o campo. Vanderlei, goleiro seguro e discreto, Geromel, zagueiro duro e Victor Ferraz, lateral que apoia bem, são os coadjuvantes.

Seleção 2  Muralha, Jean, Vitor Hugo, Rodrigo Caio e Zeca, Thiago Maia e Arão, Scarpa, Camilo e Lucas Lima, Fred

O veterano Fred continua sendo um matador de respeito. Faz gols. E isso é fundamental, ao contrário do que disse Parreira. Ao lado do “velho”, muitos jovens de presente e futuro, como Rodrigo Caio, Zeca, Thiago Maia e Scarpa. Revelações tardias como Muralha e Camilo, além de Lucas Lima, novamente muito bem. E Jean, como Renato, é daqueles jogadores que pouco falham. Estão sempre acrescentando algo ao time que os contrata. Renato não está aqui, mas seria uma ótima contratação para todos os times do Brasil.

Bem, são as minhas escolhas. As suas serão diferentes, com certeza. Mas duvido que haja uma grande diferença de nível. A minha como a sua refletem nosso Brasileiro: a gente torce, sofre, vibra, mas sabe que falta muito.


Evair, Edmundo e Fred participam dos clássicos do ódio. No dia do amor
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Menon

O passado e o presente são a pimenta especial para os clássicos que não precisam de pimenta: Corinthians x Palmeiras e Galo x Cruzeiro. A rivalidade, que beira o ódio, entra em campo uma vez mais.

O Corinthians lidera com 13 pontos. O Palmeiras, com 12, é o quarto colocado. Precisava de algo mais para acirrar alguma coisa?EVAIR Não. Mas aconteceu. Duas matérias muito boas do UOL servem para isso. Diego Salgado, nosso fulminante hipster, mostrou que a paixão dos palmeirenses pelo futebol se materializou em uma avalanche de bebês com o nome Evair, depois daquele título conquistado sobre o Corinthians há exatos 23 anos.

O Palmeiras não vencia o Paulista desde 1976 e acabou o jejum da maneira que poucos torcedores ousariam fantasiar: 4 a 0 sobre o Corinthians. Com show de Evair.

As lembranças chegaram também para os corintianos, na matéria em que Vanderlei Lima, supertrepidante, e Marcello de Vico, que faz questão dos dois eles, foram entrevistar Zé Aparecido de Oliveira, árbitro daquele jogo. E ele assumiu, que, se estivesse mais bem colocado, poderia ter expulso Edmundo ainda no primeiro tempo. O “Animal” deu um carrinho muito duro em Paulo Sérgio e merecia mesmo a expulsão. Oscar Roberto de Godoy, o auxiliar que estava em cima do lance, não ajudou Zé Aparecido e a expulsão não se confirmou.

Dia dos Namorados Macabro (1981)Até hoje, Zé Aparecido é odiado pela torcida corintiana. Ele foi vítima também de uma cuspida de Neto em outro jogo. Outro Corinthians x Palmeiras, esse em 91. Um ato indigno do meia, que já se arrependeu e pediu desculpas várias vezes. Nada disso interessa.

Em Minas, o clássico entre Galo e Cruzeiro fica ainda mais apimentado pela contratação de Fred, que trocou o Fluminense pelo Atlético. Fred começou a carreira no América-MG em 2003. Fez 45 gols em 51 jogos. No ano seguinte, chegou ao Cruzeiro, onde anotou 53 gols em 71 jogos. Sua saída, aos 21 anos, para o futebol francês, causou comoção entre a torcida. É ídolo até hoje, apesar de sua passagem de sete anos pelo Fluminense, marcando 172 gols em 288 jogos.

É ídolo? Era. Não é mais. Nunca mais será. Bem, quando aposentar as chuteiras talvez volte a ser compreendido. Amado, não.

Temos tudo para o dia dos namorados macabro.

picadinho

 

1) DUNGA E URUGUAI – Quanto tempo vai demorar para nosso treinador usar a eliminação  do Uruguai como desculpa por algum jogo ruim do Brasil?

2) GOL REDENTOR DE PAYET – Dimitri Payet, com 29 anos, jogador do West Ham, foi o surpreendente artífice da vitória da França sobre a Romênia na abertura da Eurocopa, com um chute impensável, a 91,9 km/h. Ele deu ainda o passe para Giroud fazer o primeiro gol e superou todo o apagão técnico de jogadores mais famosos como Pogba e Grienzman

3) GOL INESQUECÍVEL DE CAMPO – Um dos mais belos gols de falta de 2016 – e olha que o ano ainda está na metade – é o de Campo, da Bolívia, contra o Chie. Com o pé esquerdo, colocou a bola, cheia de curvas, no ângulo direito de Bravo. O jogador, sem nenhum destaque no futebol mundial, já tem o gol para recordar eternamente. Mesmo que um pênalti estapafúrdio e inexistente tenha transformado um empate heroico em uma derrota com um gol a ser lembrado.

4) RECUSAS NO BASQUETE – Curry não vem à Olimpíada. Prigioni náo vem à Olimpíada. Westbrook não vem à Olimpíada. Dá para entender. Cristiano Felício e Lucas Bebê recusaram a convocação de Magnano. Não dá para entender. São tão mascarados assim? Não tinham como dizer não aos seus clubes. Se as outras recusas deslustram a Olimpíada, a deles atrapalha o Brasil.


Saiba porque Buffarini e Ortigoza não vieram. Picadinho do Menon
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Menon

caricaturagarecaRicardo Gareca, atual treinador da seleção peruana, foi quem deu boas indicações de Cueva a Patón Bauza. Avalizou a contratação do atacante. Mas também foi, de maneira muito indireta, pela interrupção das negociações com Buffarini e Ortigoza.

O São Paulo, na busca de um rumo para o seu futebol – há muito tempo mal dirigido, passando pela rapinagem explícita comandado pelo poodle da Cinira – elegeu o “case” Gareca/Palmeiras como algo a ser evitado. Ricardo Alberto Gareca Nardi chegou ao Palmeiras em 21/5 de 2014. Começou a trabalhar em 16 de junho – por causa da Copa – e deixou o cargo em 11 de setembro, com aproveitamento de 33%. E o Palmeiras ficou com Allione, Cristaldo, Mouche e Tobio, compatriotas indicados por ele. Nenhum deles – por diferentes motivos – se firmou. E os sucessores de Gareca tiveram de lidar com a herança argentina.

Quando Bauza chegou ao São Paulo, ele pediu Buffarini e Ortigoza. caricaturapaton

Foi travado, então, um diálogo entre ele e os diretores de futebol.

Por que você deseja tanto o Buffarini?

Ele é forte e tem uma força intensa para o ataque

É técnico?

Nem tanto, mas como faz muitos cruzamentos, alguns sempre saem bem.

Patón, você está descrevendo o Bruno. Vamos ficar com ele e economizar 1,5 milhão de dólares.

Por que você elogia tanto o Ortigoza?

É um jogador de bom poder de marcação e com qualidade técnica para se aproximar do enganche e armar o time, vindo de trás. E tem muita liderança.

Patón, à exceção da liderança, você está descrevendo o Hudson. Vamos tentar com ele.

Hoje, a diretoria comemora o fato de Bruno ser o líder de assistências e de Hudson, titular, haver desenvolvido até a liderança.

NOTA – VOU DAR MINHA OPINIÃO – Considero essa estratégia complicada. Buffarini é melhor que Bruno na defesa. E Ortigoza tem mais toque do que Hudson. E é excelente cobrador de pênaltis.

A diretoria disse a Bauza que é natural o fato de um treinador chegar a outro país e buscar compatriotas para se sentir respaldado. Se sentir “protegido”. E garantiu ao argentino que ele seria protegido pela diretoria, independentemente dos jogadores. O respaldo seria total.

E confirmou com atos. Em fevereiro, o time havia estreado com derrota na Libertadores. Em casa, contra o fraco Strongest. E ia mal também no Paulista. Os resultados não vinham. Em 5/3, antes de viajar para enfrentar o River, em Buenos Aires, perdeu para o São Bernardo, em casa, por 3 a 1.

Foi identificado ali que a teoria do fato consumado estava se concretizando. Funciona assim: o time vai mal, a imprensa começa a falar em demissão, os jogadores acreditam que o treinador vá cais e começam a jogar ainda pior, já que a troca está por vir. É um moto continuo. Pode-se até acusar os jornalistas, mas pode-se também dizer que nós perguntamos sobre queda porque isso é o normal no futebol brasileiro.

Então, Gustavo deu uma entrevista coletiva respaldando Bauza e pedindo mais empenho dos jogadores. Que o São Paulo era muito grande e que todos sabiam que não seria fácil jogar ali. E que Bauza não seria demitido, mesmo com derrota contra o River, o que deixaria o clube à borda da eliminação.

Leia AQUI a entrevista.

A partir daí, o time melhorou.

Para que continue bem, é preciso reforçar para a semi da Libertadores. E para o Brasileiro. Bauza continua pedindo. E não há como negar que ele está certo. Como jogar a Libertadores sem Maicon? E como jogar o Brasileiro sem Calleri?

Não há proteção que seja suficiente.

picadinho

 

 

 

 

 

1) TUDO POR DINHEIRO

pelemaradonaDiego Maradona e Pelé fizeram as pazes. Entraram juntos em campo, um levantando a mão do outro. Um levantando o moral do outro. Um se derramando em elogio pelo outro. Tudo por dinheiro. Faltou dignidade aos gênios da bola. Muito melhor que continuem diferentes, cada um em seu canto. Pelé, com as estatísticas que não deixam contestação sobre quem é melhor. Maradona, com o justo argumento de que Pelé só jogou no Brasil e que na seleção foi o melhor de uma geração de craques, enquanto ele teve de jogar ao lado de Troglio, por exemplo. Que Maradona continue sendo o falador de sempre, inclusive dando sua opinião sobra a política no país….de Pelé. Que cada um fique na sua, inclusive na publicidade. Juntar os dois gênios é tão falso como juntar água e óleo. Que o futebol os uma e os separe, não apenas um jabá de relógio.

2) PAIXÃO VALE A PENA?

Se Fred não houvesse construído uma carreira tão bonita no Cruzeiro, o Galo teria feito tudo o que fez para ficar com o centroavante. Não temos aqui uma vontade passional de criar constrangimento ao rival superando o planejamento?

3) TOMA QUE A BOLA É SUA

Impressionante como o Uruguai tem dificuldades em dominar o jogo, em ter a posse de bola, em fazer seu meio campo funcionar. Foi assim na vitória magra por 1 x 0, em casa, diante do Peru nas Eliminatórias. E foi assim na derrota para a Venezuela. A Venezuela jogou como o Uruguai gosta. Atrás e saindo em contra-ataques. E o Uruguai, sem meio campo, abusou da ligação direta, em busca de um pivô bem feito de Cavani. Ou de uma casquinha para a definição de Stuani, quem sabe? Repertório de uma nota só, que falha principalmente pela ausência do solista Suárez.