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Santos cumpre obrigação e pode poupar para o clássico
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Menon

O Santos cumpriu a obrigação que lhe foi apresentada durante a semana. Depois da goleada sofrida diante do Grêmio, precisava vencer Luverdense e Paraná.

Fez mais. Goleou o Luverdense e ganhou com facilidade do Paraná. Com a goleada, fica livre para poupar jogadores na quinta-feira contra o Luverdense (venceu por 5 x 1) e se preparar para o clássico contra o São Paulo, um time difícil de ser batido.

E irá ao clássico com um artilheiro de pólvora seca. Gabriel Barbosa voltou a ser Gabigol. Marcou cinco na semana e será personagem.

E tem Rodrygo, cada vez melhor

 


Gabigol escreve poema na Vila
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Foi um gol lindo por sua genialidade simples. Ou simplicidade genial. O cruzamento veio da direita. Gabigol estava adiantado e fez de letra. Uma letra. Um poema. Um hai Kai.

Ele fez outros dois. E transformou o apelido em algo coerente. Gabriel é mala, é mascarado, mas tem apenas 21 anos. E quando um jovem volta a jogar bem, o único sentimento possível é o da alegria.

É só o Luverdense. A goleada por 5 a 1 não apaga a outra, também por 5 a 1, sofrida diante do Grêmio. Mas, há o que comemorar. Gabriel acordou. E dá tranquilidade ao Santos para enfrentar o rabeira Paraná.

 


Bahia castiga Santos na última bola
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O Bahia viu a justiça se concretizar no último minuto, quando ela já não era uma certeza cristalina. Explico: o melhor momento dos baianos foi no primeiro tempo, principalmente com um início fulminante.

O Santos foi acuado. E não conseguia sair porque Jean Mota, Alison e Cittadini estavam firmes no programa Criatividade Zero. E como Gabigol, Sasha e Rodrygo não voltavam, havia um bom espaço para o Bahia, comandado por Zé Rafael, trabalhar.

O segundo tempo veio com melhora do Santos, por conta da mudança de postura dos meias, que se aproximaram mais dos atacantes.

Houve equilíbrio, mas com muitos cruzamentos. Bom para os goleiros. O jogo mostrou também a volta de Bruno Henrique, após três meses. Recuperou-se do problema na vista. Salve.

O jogo se arrastou até o último lance, quando Júnior Brumado mostrou força de centroavante e definiu o jogo.


Gabigol define o clássico “injusto”
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Bem, é uma piada falar em justiça no futebol no país que juiz ganha auxílio moradia tendo casa própria. Mas, a torcida do São Paulo pode até achar que faltou sorte ao seu time, que teve números melhores que o rival. Mais posse de bola, mais finalizações, tudo. Mas Gabigol estava lá e definiu muito bem. E o Santos venceu.

Gabigol estava lá não significa um acaso. Não. É a posição em que ele tem se colocado. Sai da ponta, vai para o meio, recebe e finaliza com qualidade. Tudo combinado, nada ao acaso. Não foi o primeiro gol assim. Outros virão.

Há uma diferença entre os dois times. O Santos está bem definido taticamente. Tem Copete de um lado, Sasha do outro e Gabigol pelo meio. Há troca de posição, mas o importante notar é que são jogadores que sabem cumprir a missão proposta a eles.

O São Paulo, não. Parece aquelas crianças bem pequenas que começam a brincar com peças quadradas, retangulares, circulares. Eles precisam colocá-las em espaços semelhantes. E tome quadrado sendo enfiado no círculo e círculo se recusando a entrar no retângulo. O São Paulo tem um 4-1-4-1 que não se sustenta. Petros não é 8. Nenê não é 11 e Diego Souza não é nove.

Nada combina. E a culpa não é só do treinador. Ele recebeu peças que não pediu. E, como já se falou aqui várias vezes, não dá para jogar com Jucilei, Petros, Diego Souza, Nenê e Cueva todos juntos aqui e agora. E, se Dorival quiser recuar Diego Souza, teria que colocar Trellez, que tem entrado muito mal.

O São Paulo fez um ótimo primeiro tempo, o melhor do ano. Mas, após o gol, se perdeu. E as substituições não foram boas. Trellez, se fosse para entrar, deveria ser em lugar de Petros, com o recuo de Diego Souza. Cueva estava melhor que Nenê ao dar espaço para a entrada de Brenner. E, no final, Valdívia estava jogando pelo meio. Valdívia não demonstra estar bem fisicamente.

Dorival, se quiser manter o esquema, poderia, por exemplo, escalar Jucilei, Marcos Guilherme, Diego Souza, Cueva e Caíque. Brenner no ataque. Um exemplo da busca pela velocidade e o fato de se colocar jogadores certos nas posições certas pode melhorar.

Como o Santos vai melhorar com a chegada de Dodô. E melhorar muito mais se tivar um 10 mais rápido. E um 9, o que permitiria Gabigol mais pelo lado do campo.


Gabigol tenta escapar do abismo que criou com seus pés e com seu ego
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CRISTIANO ACONSELHA GABIGOLAngenor de Oliveira nasceu “errado” até na hora do batismo. Pobe e preto em um país desigual e racista, o menino que era pra se chamar Agenor e ser, sei lá, um flanelinha, transformou-se um poeta dos maiores. Poeta popular. Tinha o apelido de Cartola e compôs maravilhas. Uma delas é A vida é um moinho, que reproduzo abaixo.

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
E criou-se, no meu cérebro, uma dessas sinapses malucas, sem pé nem cabeça. O samba do gênio Cartola poderia servir para Gabriel Barbosa, o Gabigol, o garoto que se acha(va?) gênio.
“Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
O mundo é um moinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Quando notares estás a beira do abismo
abismo que cavaste com teus pés.

Puro Gabigol. Saiu do Brasil sem ter estrutura emocional. E nem futebol suficiente para justificar tanta marra. Na Itália e em Portugal, foi caindo. As ilusões foram realmente trituradas. Estava à beira de um abismo que cavou com a cabeça mais do que com os pés. Mais especificamente, com a falta de cabeça e com o ego infladíssimo.Não sei a musa de Cartola teve outra chance. Gabigol está tendo, na velha casa. De volta ao Santos, já fez dois gols. Está em casa. E joga novamente um clássico. Torço muito por sua recuperação. Ele bem que poderia se mirar em Cristiano Ronaldo, que também tem um grande ego, mas que se esforça, a cada dia, como grande profissional, a construir uma carreira que justifique sua elevada autoestima. Gabriel, ao contrário, achou que era bom e que o mundo deveria reconhecer tamanho talento.

A vida não é assim. A vida é um moinho.


Santos faz um golaço com Gabigol
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O solerte e guapo repórter Samir Carvalho informa que o Santos conseguiu a contratação de Gabigol por um ano. Um negócio muito bom para as três partes: para a Internazionale que se livra de um jogador que foi considerado a pior contratação do ano, para o Santos, que recebe um jogador que foi considerado uma grande revelação e que sonhava até com a Copa e para Gabriel que tem uma nova chance de jogar bem, após os fiascos na Inter e no Benfica. Se deixar a máscara de lado, terá mais chances.

O Santos gastará com Gabriel aproximadamente 7,2 milhões por um ano. É o dinheiro que espera receber com a saída do pequenino Vladimir Hernández, uma daquelas contratações inacreditáveis de clubes brasileiros.

Com Gabigol, Copete e, principalmente, Bruno Henrique, o Santos passa a ter ótimas opções para o jogo de contra-ataque. Se contratar um centroavante, melhora ainda mais, podendo até recuar Copete para a lateral esquerda.

Em um mercado tão restritivo, foi uma bela tacada do Santos


As dúvidas de Gabigol, o melhor nome do mercado
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Os solertes Bruno Grossi, Samir Carvalho e Thiago Fernandes, três dos mais trepidantes repórteres do UOL, dizem que Gabigol está dando preferência ao Santos, em seu retorno ao Brasil, porque decidiu que não é hora de arriscar. Prefere a segurança do time em que começou a carreira, após os fracassos seguidos na Inter e no Benfica.

Está certo o Gabigol, principalmente porque o Santos é um grande clube, que não deve nada a São Paulo e Cruzeiro, os outros concorrentes. Mas o que levou um jogador a ter de buscar um porto seguro para reiniciar a carreira, aos 21 anos?

A falta de maturidade é a resposta. Gabigol é dono de uma máscara imensa. E, ao se deparar com um mundo novo, com mais exigências, não soube responder. Nada de humildade. Não aceitou a reserva. Não teve força mental para superar a adversidade. Se é que viver em Milão, tendo como objetivo se esforçar por uma meta, pode ser chamado de adversidade. E como time europeu não tem paciência (ela é inversamente proporcional à situação financeira da entidade), o Inter não quis mais.

Foi para o Benfica e o roteiro indicava um lindo campeonato, a recuperação e a volta à Itália. Nada disso. Novo fracasso. Comparemos com Casemiro, que jogou um pouco no Real Madrid, foi emprestado ao Porto e voltou para se consagrar como um dos melhores do mundo na posição.

Gabigol não conseguiu. Talvez ele tenha tido pouca paciência para provar que pode se comparar a Gabriel Jesus, que saiu do Brasil na mesma época, quando ainda havia dúvidas sobre qual deles frutificaria na seleção. Talvez os empresários tenham dito que ele não precisava se esforçar, que ele era o Gabigol, a última bolacha do pacote. Se a Inter não quer, tem quem queira.

Agora, em baixa, Gabigol é, a meu ver, a grande pedida do mercado. Quem o trouxer, pode recuperar um jogador que tem tudo para ser ainda de alto nível. Alguém que terá, ao final de 2018, completado dois anos marcando passo na carreira: um ano perdido na Europa e outro tentando se recuperar.

E o mais importante, para que ele ressurja no futebol, é o jogador entender seu novo (velho?) clube como um novo parceiro de vida. Alguém que lhe deu a mão. Se considerar sua volta como um favor ao novo patrão, como um favor ao mundo, Gabigol continuará por aqui, nos alegrando, por muito tempo.


Jesus, a unanimidade inteligente. E Gabigol também joga muito
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starisbornMeu amigo Pelado Lopes só se refere a ele como garoto chorão. É a alma corintiana suplantando a razão. A verdade é que Gabriel Jesus, que realmente tem cara de choro, que realmente exagera nas caídas e nas reclamações, é um grande jogador. É a estrela jovem mais fulgurante no maravilhoso futebol brasileiro.

Brilhou no Palmeiras, brilhou na seleção e começa a marcar seu nome na competitiva liga inglesa. Kum Aguero já é banco e ali deve continuar.

É a grande unanimidade que está nascendo.

Uma unanimidade que desafia o grande Nelson Rodrigues. Gabriel está se tornando uma unanimidade inteligente. Todos torcem por

Lezio Junior

Lezio Junior

ele. Mesmo os que sofreram com sua passagem pelo Palmeiras. É o típico garoto de bem, com boa formação familiar, avesso à máscara. Não é um santo em campo e nem deve ser. Briga pela bola, não afina contra rivais. E tem crescido muito. Acho difícil que tenha uma postura tão inocente como na Libertadores do ano passado, quando reagiu a uma entrada dura de um jogador do Nacional de Montevidéu, reagiu e foi expulso.

Gabriel Jesus está crescendo e todos vibram com o desenvolvimento de jogador promissor em realidade, de bom jogador em craque – um processo ainda não terminado. A transformação é mostrada pela televisão, a cada final de semana. Assim, se constrói uma unanimidade.

A outra unanimidade, sim, é burra. Gabriel Barbosa, o Gabigol, está indo mal na Itália e está sendo tratado como um jogador comum. Como alguém que não sabe jogar bola. O que não é o caso. Ele e Jesus mostravam nível semelhante no Brasil e até acho muito difícil que ele se iguale a Jesus, mas pode render muito mais. Joga muito mais do que está jogando. Do que estão permitindo que jogue. E joga muito menos do que afirma e jura seu empresário, o mesmo que comparou Lulinha com Romário e que chamou Thiago Luiz de Novo Messi.

Ao futebol brasileiro, só fará bem se Gabigol voltar a jogar como jogou no Brasil. E será muito melhor ainda se ele conseguir se desenvolver e alcançar outro nível. Como é totalmente possível.

Gabigol pode voltar à seleção, o que faria muito bem ao Brasil. Comparar um com o outro, querer ofuscar a luta de um pelo sucesso de outro, não é bom. Por que um ou outro? Por que um deve anular o outro?

O Brasil merece os dois. E mais Neymar. E Coutinho…

 


Mercado puniu São Paulo e Corinthians
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O futebol brasileiro é muito fraco quando comparado ao europeu e chinês. Estou falando economicamente. Uma oferta vinda de lá não pode ser recusada. A não ser por Alexandre Pato, que recusou ser multimilionário na China para ser apenas milionário no Brasil. Uma opção que considero muito acertada.

Fora disso, o que se vê é debandada. O que temos aqui é a juventude. Por pouco tempo. Basta ver o caso Gabriel Jesus. Artilheiro do Brasileiro. Vai para a Inglaterra. Gabigol vai para a Itália. Rodrigo Caio vai não se sabe para onde, mas vai. Além de jovens, temos sul-americanos que a Europa não quis. Brasileiros que a Europa não quis. E brasileiros que a Europa não quer mais.

A briga contra o mercado externo é terrível. Corinthians e São Paulo foram os mais prejudicados, mas todos os clubes sem exceção, sofreram.

O Corinthians foi dizimado pelo mercado chinês. Saíram Gil, Renato Augusto, Jadson e Ralf. A Europa levou Felipe, Malcon, Vagner Love, sem contar Pato e André. O time precisou ser remontado várias vezes.

O São Paulo sofreu os efeitos do mercado mais tarde. Perdeu Ganso, Calleri e Kardec. Jogadores que seriam importantes para uma tentativa de reconstrução após a eliminação da Libertadores. Importante lembrar que a saída de Calleri era anunciada. Cada vez é mais normal clube brasileiro ter jogador por seis meses. Barriga de aluguel.

Os dois gigantes ainda tiveram um outro problema comum. Perderam seus treinadores. Tite foi para a seleção brasileira. Bauza  para a seleção argentina. Logicamente, o Corinthians sofreu mais. O trabalho de Tite é infinitamente melhor, apesar da semifinal tricolor na Libertadores, que só serviu para enganar quem não queria ver a realidade.

Não vejo como reagir à força do mercado externo. Apostar na base é um caminho. Resolve a situação por alguns meses, até que venha uma proposta.


Santos, campeão perseguido; Botafogo, vice ameaçado. Viva Audax e Vasco
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As finais de Rio e São Paulo envolveram dois clubes que estarão na Série A do Brasileiro. O Santos foi campeão paulista e o Botafogo, vice do Rio. Os dois terão problemas para cumprir suas metas a partir do próximo domingo.

O Santos cedeu Lucas Lima, Gabigol e Ricardo Oliveira à seleção. Gabigol pode ficar 18 jogos fora do Brasileiro, por estar em duas listas: Copa América e Olimpíada.

Com tantos desfalques, será difícil  lutar pelo título.

Na decisão, o time teve uma postura muito cuidadosa. Ao contrário de outros grandes, não pressionou o Audax. Ficou na espera, jogou no contra-ataque e foi campeão contra um time menor e que jogou melhor. O Audax repetiu, na final do campeonato, seu compromisso com o futebol bem jogado. Foi vencido por um golaço de um grande lobo das áreas. Desta vez, fora dela. Ricardo Oliveira saiu e iniciou um rápido contra-ataque.

Tomara que um time grande dê oportunidade a Fernando Diniz.

No Rio, o campeão foi o Vasco. Invicto. Sofreu pressão inicial do Botafogo e teve dificuldades para sair da defesa. Depois de 20 minutos, conseguiu dar ritmo mais lento ao jogo.

No segundo tempo, o Botafogo marcou logo no início, de cabeça. Aos 11 minutos, Jeferson falhou e houve o empate, também de cabeça. E até o final, foi pressão do Botafogo e boa postura defensiva do Vasco.

O campeão tem tudo para sobrar na Segundona. Uma vaga é sua.

O vice-campeão precisa olhar para a história do campeão do ano passado. O mesmo Vasco. Ganhou e foi um fiasco no Brasileiro. O Botafogo precisa melhorar. O atacante Salgueiro é bem fraco. E, se é bonito terminar uma decisão estadual com os garotos Luis Henrique, Neilton e Ribamar, no Brasileiro a coisa é diferente.

Alegria pode virar tragédia.