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Carille errou com Pedrinho
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Menon

No  Brasil – não sei se no mundo todo – há uma supervalorização do treinador. Busca-se em suas atitudes as explicações para tudo no futebol. O jogo Palmeiras x Atlético-PR foi resumido a um embate entre Roger x Fernando Diniz. E todos, inclusive o treinador do Palmeiras, comentavam como é difícil vencer um time de Fernando Diniz. Mesmo que, nos três jogos anteriores o Furacão tivesse empatado com Bahia, Grêmio e São Paulo e, em seguida, perdido para o Newell´s Old Boys.

Os clubes passam a ser um apêndice do treinador. É um tal de São Paulo de Aguirre, Cruzeiro de Mano, Grêmio de Renato… Muito diferente de se dizer o Barcelona de Guardiola, esse sim, um trabalho extremamente autoral e que marcou época.

É quase um sacrilégio dizer que o treinador errou. E, oh verdade acaciana, eles erram sim. Como todo ser humano, eles erram. Como todos profissionais, eles erram. Mesmo sendo ótimos treinadores. Nem vou falar de Tite, onipresente. Nem dá para ir no cinema, o Tite aparece mais que os coadjuvantes dos filmes, em comerciais que reverberam suas frases de autoajuda, suas obviedades ditas no tom pastoral de sempre.

Vamos falar de Carille. Um ótimo treinador. O cara ganhou três título em um ano e meio. A cada rodada, dizia-se que o Corinthians iria fraquejar e lá estava o time surpreendendo. Ganhou o Paulista, o Brasileiro e o Paulista novamente. Perdeu Jô, seu principal jogador e só recebeu Roger um semestre depois. Não reclamou, deu seus pulos, encontrou soluções e foi campeão.

Mesmo assim, errou. Errou na avaliação de Pedrinho. O garoto, rápido e habilidoso, pedia passagem. E Carille garantia que ele não aguentaria mais que vinte minutos. Que era importante para entrar no segundo tempo e mudar o jogo. Mas, que garoto de 20 anos não aguenta mais que 20, 25 minutos? Ora, somente se tiver algum problema físico, alimentar, alguma doença do sono. Mas Carille batia o pé em sua tese. E muita gente correu a sustentá-la.

É a fisiologia, estúpido.

Tem muitos estudos, muitos dados, muitas análises e não dá para jogar mais que 20 minutos.

Olha, se desse para jogar mais que 20 minutos, o Carille saberia. Ou ele não escalaria o garoto por qual motivo?

Sei lá. Talvez pelo mesmo motivo que ele recomendou a contratação de Kazim.

Qual motivo?

Carille também pode errar.

E jornalista pode pensar de forma diferente do treinador.

Bem, o Corinthians vai mal e de repente…..tchan tchan tchan… Pedrinho já aguenta 70 minutos. Vai bem contra o Ceará. E vai melhor ainda contra o Vitória.

Ora, mas que milagre foi esse. A fisiologia foi trabalhando, os preparadores físicos puseram sua sapiência em ação e os estudos, as análises e os estudos de uma hora para outra, apresentaram uma inclinação incrível nos gráfios. A curva embicou para cima. E os 20 minutos se transformaram em 70, com tendência de alta.

Pode ser isso. Ou pode ser que Carille tenha feito uma avaliação errada. Como Oswaldo errou com Gabriel Jesus, como Dunga errou com Neymar, como Feola errou com Edu, como Menotti errou com Diego Armando. Um erro comum.

Um erro que não muda o grande trabalho de Carille.


Jesus, que notícia boa!
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Gabriel Jesus foi a melhor notícia da vitória do Brasil sobre a Alemanha. Muita mobilidade, deslocamento, abriu espaços para a chegada de Paulinho e fez um gol, com ajuda de Willian, grande cruzamento, e do goleiro Trapp.

Importante notar a diferença de Gabriel, parece totalmente refeito da contusão, e dos postes alemães. Mário Gomez e Sandro Wagner tratam a bola como Vossa Excelência Reverendíssima.

William José, que tem estilo parecido, mas mais qualidade, não entrou. Como não havia entrado contra a Rússia. Não foi testado. Difícil entender.

O número de trocas ajuda a explicar. A Alemanha, que entrou sem vários titulares, fez cinco trocas. O Brasil colocou apenas Douglas Costa, que aproveitou bem a chance.

Outras notas sobre o jogo:

Zaga do Brasil foi muito bem, principalmente na bola aérea. Thiago Silva vai ganhsnga o lugar

Daniel Alves começou mal e depois melhorou bastante.

No segundo tempo, pressionado, o Brasil mostrou enorme poder de contra-ataque.

Fernandinho não foi bem em nova função. Seu jogo área-área não apareceu.

 


Brasil ganha facilmente em teste inútil
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Deu a lógica. O Brasil ganhou facilmente da Rússia, anfitriã que suará sangue para passar à segunda fase do Mundial. Foi um segundo tempo de excelência em um jogo que confirmou a alto nível de Willian, cada vez mais merecendo um lugar no time titular. Philippe Coutinho também confirmou que é o melhor brasileiro depois de Neymar e  Paulinho novamente tem grande poder ofensivo, fazendo um gol, perdendo outro e sofrendo um pênalti.

E por que foi inútil?

Primeiramente, pela postura da Rússia no segundo tempo. No primeiro, jogou com linha de cinco e outra de quatro, uma retranca terrível. E a seleção sentiu dificuldades, as mesmas que teve contra a Inglaterra. O Brasil não conseguiu vencer as linhas russas, principalmente por não abrir o campo. Daniel Alves e Marcelo vinham muito pelo meio, o que facilitou para os russos. Douglas Costa e Willian não tentaram o drible, não ousaram no mano a mano, no um contra um.

No segundo tempo, o treinador da Rússia resolveu imitar o estilo Gorbatchov na política, ainda nos tempos da União Soviética. Resolveu ousar, enfrentar o Brasil, abandonou o seu estilo fechado e se desintegrou totalmente. Regalou espaços incríveis e o Brasil foi aproveitando. Fez três e poderia fazer mais.

Ou seja, o Brasil goleou uma Rússia que não existe e teve muitas dificuldades contra a Rússia real. Douglas Costa, que luta pela vaga, foi bem no segundo tempo e teve dificuldades no primeiro. Não dá para dizer que carimbou o passaporte. Seria verdade se tivesse destruído a retranca russa no primeiro tempo.

Também foi inútil pelo pouco tempo dado a Geromel. O que se sabe é que há três zagueiros confirmados: Miranda, Thiago Silva e Marquinhos. Geromel e Rodrigo Caio são os mais fortes concorrentes à quarta vaga. Rodrigo Caio nem foi relacionado para o jogo e Geromel atuou dez minutos. Difícil tirar uma conclusão.

Fagner e Taison tiveram seus minutos. Nada acrescentarão, se aprovados.

Firmino entrou no lugar de Gabriel Jesus. São dois bons atacantes, são os melhores do Brasil no momento, são fatos. Como fato é que estão abaixo de Careca, Muller, Romário, Bebeto, Zico, Chulapa, Ronaldo, Ronaldinho, Luis Fabiano e Fred, os que os precederam até 2010. São superiores a Fred e Jô de 2013. Poquito.


Firmino está na Copa. Muito justo. Mas é bom?
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Em entrevista aos companheiros do UOL, Tite disse que há 15 jogadores confirmados na Copa. E Roberto Firmino é um deles. Muito bom, muito justo. Principalmente, quando se lembra que Willian José é um dos concorrentes. A confirmação de Tite foi saudade imensamente, como se houvesse muitas dúvidas. Chego a crer na existência de “firministas” no Brasil.

Me lembrou os tempos de adolescência, quando se esperava urgentemente por uma convocação da seleção brasileira. Haveria mais paulistas ou mais cariocas? Em 66, foram dez de cada estado, mais um gaúcho (Alcindo) e um mineiro (Tostão). O que eu estranhei agora é que vi pouca gente criticando Firmino. Que eu me lembre, nem era questão de crítica. Era apenas, como Casagrande e Milton Leite fizeram, dizer que preferiam o Jô.

E qual é o problema. Casagrande entende de futebol. Milton Leite entende de futebol. E Jô foi o melhor jogador do Brasileirão. Não há nada de profano, nada de estúpido na opção deles. Ninguém está defendendo o Sidnerges Amazonense ou o Wanderson Paraibano.

Há um radicalismo muito grande na defesa de Firmino, mesmo porque, a convocação era certeza e porque a opção apontada por pessoas qualificadas não era um absurdo. E, cá entre nós, o povão quer mesmo é saber de seu time. Selezzzzzzzao é só na Copa.

A questão é outra. Ou deveria ser outra. Firmino merece estar na seleção, mas isso mostra que o futebol brasileiro está bem? Ele  tem 12 gols em 26 jogos pelo campeonato inglês. Um gol a cada dois jogos. Boa média, mas Sergio Aguero tem 21. E, se Firmino tem a concorrência apenas de Gabriel Jesus, que eu considero muito melhor, Aguero luta contra Higuain, Icardi e Dybala. Não falemos do bizarro Benedeto, invenção de Sampaoli.

Firmino está atrás também do egípcio Salah, companheiro de time, do ingles Harry Kane, com 22 e 23 gols respectivamente. Me parece pouco para um jogador da seleção brasileira, confirmado, com justiça para a Copa do Mundo.

 


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


Jesus e Malcon, dois brasileiros (apenas) entre os 50 melhores
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A revista Lequipe, da França, elegeu os 50 melhores jogadores do mundo, nascidos a partir de 1/1/1996. Abaixo de 21 anos. E lá estão apenas dois brasileiros: Gabriel Jesus, do Manchester City, revelado pelo Palmeiras, é o sexto e Malcon, do Bordeaux, revelado pelo Corinthians, é o 21º. O espanhol Asensio, do Real Madrid, é o primeiro da lista.


O Brasil está muito atrás de três rivais diretos na luta pelo título mundial no ano que vem. Alemanha tem oito jogadores citados, a França, sete e a Espanha, seis. Entre os dez primeiros, a vantagem é da França, com três citações.

Os dez primeiros são: 1) Asensio (Espanha), 2)Dele Alli (Inglaterra), 3) Mbappe (França), 4) Dembele (França), 5) Donnarumma (Itália), 6) Gabriel Jesus (Brasil), 7) Sané (Alemanha), 8) Coman (França), 9) Rashford (Inglaterra) e 10) Werner (Alemanha)

A seguir, a classificação de rivais brasileiros:

13) Brandt (Alemanha), 14) Tah (Alemanha), 15) Ceballos (Espanha), 17) Henrichs (Alemanha), 19) Davinson Sanchex (Colômbia), 22) Pavon (Argentina), 23) Havertz (Alemanha), 27 Moussa Dembele (França), 28) Theo Hernandez (França), 31) Vallejo (Espanha), 33) Driussi (Argentina), 35) Pellegrini (Itália), 38) Dahoud (Alemanha), 39) Locatelli (Itália), 40) Soler (Espanha), 42) Lucas Hernandez (França), 44) Myke Oyarzabal (Espanha), 46) Mammana (Argentina), 48) Amiri (Alemanha).

Interessante notar que Cristian Pavon, do Boca, é o único jogador que não atua na Europa. O que mostra algumas coisas: 1) nossos jovens são contratados muito cedo, o que mostra a força do poder econômico 2) essas listas são feitas notoriamente com olhar europeu. O Real Madrid, por exemplo, pagou 45 milhões de euros por Vinícius Jr, que não está na lista. Quem está certo, o Real ou Lequipe? 3) Nossos clubes demoram a dar chance às suas estrelas jovens e pouco aproveitam de sua qualidade.

O que Lequipe fala de:

GABRIEL JESUS – Pep Guardiola esperou por tanto tempo! Gabriel Jesus foi recrutado no verão de 2016 pelo City, depois de ser eleito o melhor jogador do Brasil com a camisa do Palmeiras, mas chegou a Manchester em janeiro de 2017. O técnico não ficou desapontado. Apesar da ausência de três meses devido a uma fratura no pé, Jesus marcou sete gols e deu cinco assistência em 11 jogos. Campeão olímpico em 2016, é um atacante instintivo, completo e detém a marca de Pelé com a seleção, com cinco gols e quatro assistência em nove jogos.

 

MALCON – Chegando do Corinthians em janeiro de 2016, o extremo brasileiro tornou-se o líder do ataque Girondine, depois de um período de adaptação. Um incrível driblador, um jogador de profundidade, Malcon brilhou nos últimos meses. Suas estatísticas não são incríveis – 11 gols e 9 assistências em seus primeiros 55 jogos da Ligue 1 – mas as emoções são infinitas. Com mais maturidade, ele poderá reivindicar a Seleçao


City x Feyenoord: Gabriel Jesus ajuda no massacre
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Massacre. Chocolate. Goleada. Baile. Há vários modos de definir a vitória por 4 x 0 do City sobre o Feyenoord, na Holanda. Todas elas, unidas ou não, mostram a grande superioridade do time dirigido por Guardiola. Nem parecem duas equipes disputando o mesmo campeonato. O City ganhou quando quis. E como quis.

E começou querendo com uma pressão muito bem feita no campo de ataque. Facilitada pelo erro incrível de Tony Vilhena, resultando no primeiro gol antes dos dois minutos. E a a pressão continuou. O City tinha Stones e Otamendi na primeira linha, protegidos por Fernandinho. Três jogadores apenas. Os laterais avançavam muito. Walker era um caminhante solitário na direita. E cruzou para o segundo gol, um belo arremate de Aguero, aos dez minutos.

E continuou o massacre. Gabriel Jesus fez o terceiro, após seguidas rebatidas da frágil e desatenta defesa holandesa. Estava três a zero e poderia ser muito mais. Mas, no segundo tempo, o City mudou. Passou a jogar como o Barça de Guardiola, com muitos passes trocados, esperando o quarto gol. Veio de cabeça, uma nova pedrada de Stones.

Foi muito fácil. A Liga dos Campeões não será um passeio para Real Madri, Barcelona ou Bayern. O City e o PSG estão aí. 


O Palmeiras é de Cuca. E está na briga
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Qual o maior ídolo do Palmeiras?

Fernando Prass.

Qual a contratação mais impactante do Palmeiras?

Felipe Melo.

Qual a contratação mais cara do Palmeiras?

Borja.

E o que aconteceu com eles?

Fernando Prass foi “preservado” e Jaílson é titular.

Felipe Melo, por incompatibilidade técnica e de relacionamento com Cuca, está afastado.

Borja é a opção da opção, está atrás de Deyverson e de Willian.

Cuca fez aquilo para que é pago fazer. Tomou decisões e, em nenhuma delas, vejo falta de caráter ou perseguição. Ele foi campeão com Jaílson, lembremos. Prass voltou com Eduardo Baptista e não estava bem. Voltou o Jaílson.

Cuca foi campeão com Moisés e Tchê Tchê e Felipe Melo não tem nada a ver com os dois. Felipe Melo é o volante da espera e Cuca gosta de volante que cace o adversário. É uma diferença muito grande e que mexe com todo o time.

Cuca foi campeão com Gabriel Jesus e Borja não tem nada a ver com Gabriel Jesus. Como Barrios não tinha.

O que eu discuto é se Cuca não deveria abria a cabeça, pensar fora da caixinha e se adaptar ao que tem? Cuca deveria mudar suas ideias para dar mais chances a Melo e Borja?

Bem, ele não mudou. Manteve-se fiel ao seu pensamento futebolístico e foi respaldado pela diretoria. Aumenta a pressão sobre ele. É o Palmeiras de Cuca que entra em campo. A responsabilidade é dele.

E a resposta tem sido boa. O Palmeiras é o líder das dez últimas rodadas do Brasileiro. Está subindo na tabela e há a possibilidade de uma bela reação. Bela não que dizer, necessariamente, suficiente.

Mas, há a Libertadores. No meu modo de ver, a prioridade virou a única opção. E há boas possibilidades. O Palmeiras de Cuca, só de Cuca, está na luta.


Carolinda e o Mestre Cuca que precisa mudar a receita
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Menon

Esse post é sobre o Cuca, treinador do Palmeiras, mas vou usar dois parágrafos antes de entrar no assunto específico.

Quando estudei Engenharia, em Lins, fazia parte do diretório acadêmico e também da atlética, apesar de não praticar esporte algum, por absoluta falta de aptidão. Mas acompanhava as equipes quando havia Intereng, em  Lins, ou Engmed em Barretos. Era cartola.

Em 1979, fomos para a Engmed. Junho e fazia muito frio. Logo que chegamos, recebi um recado que havia uma ligação da mamãe. Não havia celular e nem internet. Nem me lembro como minha mãe conseguiu ligar. O importante é que fui ver o recado e lá estava: a Carolina nasceu. É saudável e linda.

E continua assim até hoje. Fomos almoçar juntos, eu, a Márcia, ela e o Lucas (são pais da Nina e do Max) na Casa do Porco. E as delícias eram exatamente iguais às outras vezes em que havia ido, sozinho e com o Guto Monaco do ótimo CHUTEIRA FC . Realmente, não há o que mudar. A repetição da excelência só leva a mais excelência.

Não é o que tem acontecido com o Palmeiras de Cuca. O elenco é bom e permite ousadias do treinador. Mas Cuca não tem sido ousado. Tem sido apenas extremamente fiel à receita do ano passado. Como uma criança que tenta enfiar um triângulo dentro de um retângulo.

Meu amigo Binho Xadrez, baixista em uma banda de reggae no Maranhão, onde também trabalha como sommelier de torresmo, pede urgentemente que Cuca experimente jogar com dois meias: Rafael Veiga ao lado de Guerra, tentando um jogo de toque pelo meio. Acho ótima ideia, como todas do meu amigo enxadrista. Jogar com dois meias não significa abandonar o jogo pelas pontas. Uma inversão, um lançamento e voi lá, temos variação.

Do jeito que está, mantendo-se o ótimo Dudu, o que temos de variação é:

Guedes ou Keno?

Guedes ou Michel?

Keno ou Michel?

Concordam que são opções mornas, que não causam frisson, não abalam amizades, não são nada parecidos com discussões calientes como:

Coxinha x Petralha?

Biscoito x Bolacha?

Marquezine ou Ruy Barbosa?

Com a opção estática por três meias, Cuca facilita o jogo para Willian, mais móvel, e prejudica para Borja, um centroavante típico, mais parado na área. No ano passado, os três meias eram um sucesso, mas o atacante, era ele, o incomparável Gabriel Jesus.

Sem esse maravilhoso “ingrediente” fica difícil manter a excelência do prato. Mestre Cuca, que é ótimo treinador, precisa mudar a receita e o cardápio.