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Com pouca torcida, Corinthians só empata
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Menon

Sabado, 21h em Itaquera. Frio. Não é para qualquer um. E mesmo a Fiel sentiu o drama desafio. Havia menos de 30 mil torcedores alentando o time.

Não é só o frio. Na verdade, mesmo com três vitórias seguidas, ainda há uma certa desconfiança com o time.

Além disso, havia desfalques de Fagner e Gabriel. E Loss deu oportunidade para Carlos Augusto na lateral.

Somando tudo: frio, pouca torcida, desfalques e a fragilidade do time atual, o empate ficou de bom tamanho. O Furacão foi melhor, atacou bastante pela esquerda, mas não passou por Cássio, que foi muito bem.

Criatividade corintiana tem nome: Pedrinho, o único a criar alguma coisa.

Valeu a pena ir ao Itaquerão? Futebol sempre vale a pena, quem vai não tem certeza de vitória. Mas que o jogo foi ruinzinho, foi.

 


Gabigol escreve poema na Vila
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Foi um gol lindo por sua genialidade simples. Ou simplicidade genial. O cruzamento veio da direita. Gabigol estava adiantado e fez de letra. Uma letra. Um poema. Um hai Kai.

Ele fez outros dois. E transformou o apelido em algo coerente. Gabriel é mala, é mascarado, mas tem apenas 21 anos. E quando um jovem volta a jogar bem, o único sentimento possível é o da alegria.

É só o Luverdense. A goleada por 5 a 1 não apaga a outra, também por 5 a 1, sofrida diante do Grêmio. Mas, há o que comemorar. Gabriel acordou. E dá tranquilidade ao Santos para enfrentar o rabeira Paraná.

 


Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim
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A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.


A estranha troca Sidcley x Camacho deixa R$ 6 milhões no banco
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Há negociações no futebol que até podem dar bom resultado, mas que, em sua gênese trazem contradição. E indicam como a montagem de um elenco passa por questões além de dinheiro ou necessidade.

Camacho é uma espécie de primeiro reserva de Carille. O treinador muitas vezes o escala durante as partidas. E o status atingiu o máximo agora, quando o treinador optou por um esquema mais defensivo e o mandou a campo como titular. Jadson, o mais técnico do time e que tem melhorado em relação ao ano passado, foi para o banco.

Então, um jogador que está lutando para ser titular e que tem admiração do treinador é trocado pelo reserva do Carleto. Reserva temporário, como todos os reservas de Carleto. Ele não consegue garantir uma posição entre os onze, nunca. Basta ver seu currículo.

Há duas explicações: 1) o Corinthians contratou Ralf, um volante e 2) Juninho Capixaba, lateral se contundiu.

Mas são explicações que trazem dúvidas.

Ralf, aos 34 anos que completa em junho, ainda é o Ralf que defendeu o Corinthians de 2010 a 2015?  Ou é um revival inútil como Cristian e Sheik?

Juninho, depois de algumas atuações bem fracas, vai para o banco? Mas o clube pagou R$ 6 milhões por ele e ainda cedeu o goleiro Douglas. A entorse no tornozelo não é tão grave, logo voltará. E não há necessidade urgente que justifique a vinda de Sidcley. Afinal, há necessidade maior do que o clássico contra o Palmeiras? Ele não estará pronto para jogar.

No interior, a gente diz que a vida é como um caminhão cheio de abóboras. Quando começa a andar, as frutas vão de um lado para outro e acabam se ajeitando. Tudo indica que está sendo assim, mas será que vai dar certo? Teremos Sidcley na lateral, Gabriel e Ralf no meio e Jadson no banco? Se for assim, teremos abóbora fora do lugar. E uma abóbora de R$ 6 milhões.

 


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
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O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Título do Corinthians não foi acaso
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Menon

Vou contar uma coisa para vocês. Já aviso que parece fantasiosa, coisa de curupira ou boitatá. Até fiquei em dúvida em dizer o que vou dizer. Pensei em buscar provas. Mas, com o risco de passar por mentiroso, de ter minha credibilidade em dúvida, mas vou dizer: houve um tempo em que os torcedores de futebol reconheciam o valor dos rivais. O campeão era respeitado. Havia mais amizade e o ódio não escorria nas redes sociais. Bem, não havia redes sociais. Talvez seja por isso: cara a cara, olho no olho, é mais difícil ofender, colocar na tela os seus mais baixos instintos, como disse o probo Jefferson. Talvez a civilidade fosse apenas fake news.

Tomara que não. Sempre é bom acreditar na viabilidade da espécie humana. Mesmo que seja no passado.

É difícil ver méritos no título corintiano? É difícil o corintiano aceitar uma crítica sem vir com a história do fax? Ou do anti? Tenho um amigo que fala em anti, mas que comprou uma camisa do River para torcer contra o São Paulo, no Morumbi. Decorou músicas em casa, chegou cedo, se misturou com a torcida, arranhou o portunhol, gritou umas bobagens e foi para casa com dois cocos na cuca.

Quem desconhece méritos corintianos, quem se aferra a erros de arbitragem, quem fecha os olhos, está cometendo um grande erro, como eu disse AQUI. Está condenado a cometer o mesmo erro da arrogância e a sofrer na fila.

Em conversa matinal com meu amigo, o engenheiro Pinduca, o sucessor de Elisa, falamos sobre o assunto.

A contratação de Clayson foi um grande acerto. Ele jogou muito bem na Ponte.

Gabriel, que eu considero uma mala e um jogador desrespeitoso com os rivais, foi outro acerto. O Palmeiras o liberou para gastar os tubos com Felipe Melo. Os dois são marqueteiros, mas Gabriel não tentou derrubar o treinador e, apesar da maldade que coloca em muitas jogadas, subiu na fase final do Brasileiro.

Jô não foi um acaso. Foi uma aposta em quem estava mal, mas que tinha muita identidade com a torcida. Aposta ou não, rendeu muito mais que Borja ou Lucas Pratto.

Pablo? Foi um grande acerto. Chegou, formou ótima dupla com Balbuena e o Corinthians tenta mantê-lo no elenco. Com que dinheiro? O dinheiro da venda de Arana. E aí está outro grande acerto. O Corinthians conseguiu manter Arana, mesmo com grande assédio e mesmo não tenho uma situação financeira estável. Comparem com o São Paulo.

Carille foi um grande acerto, o maior de todos, mesmo não tendo sido a primeira opção. Quando Rueda não pôde vir, manteve-se Carille. Certíssimo.

Erro?

Kazim, o marqueteiro perna de pau. Não joga nada e todo mundo sabia disso.

Então, é assim. É  muito mais fácil falar de Kazim, Drogba, Pottker e juiz do que de todos os acertos.

Muito mais fácil. E muito mais errado.


Sou contra suspensão Maycon e Gabriel
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Maycon pisou em Petros. Um lance desleal, que mereceria um amarelo. O juiz não viu. Tudo bem, não é obrigado a ver tudo, é um erro totalmente compreensível.

Gabriel fez gestos obscenos à torcia do São Paulo. Nada que se compare a provocações de quem quer que seja. É uma coisa grave, em termos de luta contra machismo e homofobia. O juiz não viu. Deveria ver, mas não viu.

Se o juiz não viu, acabou. É o que eu defendo sempre, em todos os casos.

Um jogo tem 90 minutos e não pode se arrastar por semanas. Se Maycon e Gabriel vão ser punidos por imagens mostradas pela televisão e não percebidas pelo árbitro, então é necessário que tudo esteja sob a nova regra. O gol de braço de Jô, por exemplo. Por coerência, se vão punir o Maycon por um pisão que ninguém viu, que se tire o gol de Jô. E que se dê a Jô o gol que lhe foi tirado contra o Flamengo, em um erro clamoroso.

Esse tipo de punição pós-jogo serve apenas para que advogados e membros do STJD ganhem holofotes, que é o que adoram. Eu me lembro de um deles que ameaçou prender, PRENDER, Cristian por aquele gesto cretino de mostrar os dedos para a torcida do São Paulo. Os caras querem levar jogadores à justiça comum, o que eu considero válido apenas em casos de racismo em campo.

Nem deveria haver julgamento, como defende Guedes, um equilibrado amigo. As penas devem ser específicas e pronto, sem julgamento. Cuspiu? Tantos jogos? Mostrou a língua? Tantos jogos? Balançou as genitais? Tantos jogos.

Sem os holofotes para os promotores e com árbitros melhores, o futebol melhoraria muito.


Em busca do amor, Rodrigo Caio optou pela demagogia
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Menon

Rodrigo Caio deu à torcida do São Paulo todos os motivos para ser admirado.

É nascido no clube. Chegou com .12 anos, quase metade de sua vida.

É um jogador versátil, já atuou na lateral, como volante e como zagueiro.

É um zagueiro bom.

É campeão olímpico.

É convocado para a seleção principal.

Teve uma atitude muito digna em um campo de futebol, eximindo um colega de profissão de receber um amarelo injustamente.

E aí, começou o seu martírio.

A torcida não quer fairplay, a torcida não quer comportamento digno.

A torcida chama os outros de favelados, diz que é diferente, mas não quer saber de comportamento ético.

A torcida, seja ela qual for, quer é sangue, quer subjugar  o outro. E exterminar, se houver oportunidade.

Como teve alguns erros, criou-se o caldo de cultura ideal para a imbecilidade aflorar. Então, Rodrigo Caio, bom jogador, nascido no São Paulo e sujeito ético, passou a ser chamado de leite com pera, todinho e outras tonterias.

Agora, as coisas vão mudar.

Rodrigo Caio pode até jogar mal, mas como ele disse que a imprensa é toda corintiana, vai virar ídolo novamente. Em uma mesma frase, ele atingiu dois inimigos: o Corinthians e a imprensa.

Pode até falhar novamente, mas agora ele mostrou que é homem, que não tem medo, que enfrenta a torcida, que detesta o Corinthians. Mostrou que tem culhões.

Só falta balançar em direção à torcida corintiana. Como Gabriel.

Aí, será Rei. Merecerá estátua.

Porque o futebol e a ética são secundários no mundo das redes sociais em que os imbecis perderam o medo de mostrar sua imbecilidade e onde os que odeiam, resolveram odiar explicitamente.

 


Gabriel continua enganando trouxa
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Menon

Gabriel comportou-se, contra o São Paulo, de maneira cafajeste. Quando o time empatou, chacoalhou a genitália em direção à torcida. É capaz de ganhar um aumento. Afinal, Cristian voltou ao Corinthians ganhando 400 mil por mês por, um dia haver mostrado dois dedos para a torcida são-paulina. Veio e ficou encostado. Carille nunca o utilizou. Já havia Gabriel, outro caneludo em seu lugar. Basta lembrar que, quando Carille abriu o jogo e colocou Clayson foi ele, e não Maycon, muito mais técnico, que deixou o campo.

O limitado volante corintiano já ofendeu o São Paulo, o Palmeiras, seu ex-clube, e…o Corinthians. E a torcida, como um trouxa, gosta. Eu tratei desse assunto em fevereiro e trago novamente aquelas reflexões AQUI.

Gabriel, o engana-trouxa

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7 melhores contratações de 2017
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Sabe aquele jogador que chega, veste a camisa, não fica falando em problemas de adaptação, entra em campo e  resolve problemas? Muda o time de patamar? Ou os dois juntos? Fiz uma lista das sete contratações que mais me agradaram em 2017. Nem todas envolvem muito dinheiro.

GATITO FERNANDEZ – O Botafogo tinha Jefferson no auge. Grande ídolo e com passagens pela seleção. Ele se contundiu e o clube trouxe Sidão, que fez um bom 2016. Foi para o São Paulo, onde pouco se destacou. Ainda sem Jefferson, o Botafogo trouxe Gatito Fernandez, que está se tornando uma lenda, defendendo sete de onze cobranças de pênalti. Jefferson está recuperado e na reserva.

GABRIEL – O Palmeiras abriu mão de Gabriel no início do ano, mesmo com Moisés e Arouca contundidos. E mesmo já tendo resolvido abrir mão de Mateus Sables. E mesmo sendo Felipe Melo apenas uma possibilidade, ou nem isso. Livre, ele foi para o Corinthians, onde, livre de contusões, se firmou como um jogador fundamental para a proteção da defesa que ninguém passa.

GUERRA – Ele é um exemplo das mudanças do futebol mundial. Um venezuelano que faz sucesso no futebol brasileiro. Antes dele, só misses venezuelanas faziam sucesso no Brasil. É o principal jogador do Palmeiras e sobre ele não respingou nada do ano verde, muito abaixo das expectativas.

HERNANES – Em quatro jogos – mesmo com duas derrotas – mostrou ser o comandante do São Paulo rumo ao fim da vergonha do rebaixamento. Ainda não ocorreu, é claro, mas  com Hernanes, o time deu mostras e lampejos de ainda ser o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Foram duas vitórias épicas, com viradas tão inesperadas como inesquecíveis e, sejamos honestos, injustas. Tudo com sua técnica, chutando de esquerda ou de direita. Com uma linda cobrança de falta e dois pênaltis.

LUCCA – Encostado no Corinthians, foi para a Ponte e está na briga pela artilharia do Brasileiro, sempre aberto pelos lados do campo e com alto poder de definição. É a principal arma da Ponte, que luta pela permanência na Série A e deve conseguir mais do que isso. Está jogando tão bem que o Corinthians já recebeu ofertas do Exterior.

BRUNO HENRIQUE – Pagar 4 milhões de euros pelo jogador que saiu do Goiás e que não tem feito nada de memorável no Wolfsburg, time médio da Alemanha? Olha, ficou barato. Bruno Henrique é o grande destaque ofensivo do Santos em 2017, efetivo na Libertadores e no Brasileiro. E ainda ajuda na recomposição da equipe, fazendo um trabalho coordenado com Copete.

– Cadê o Jô, que fez muito sucesso no Galo (39 gols em 127 jogos), foi campeão da Libertadores e esteve na Copa do Mundo? Está por aí, nos Emirados Árabes e na China. Esquecido. Voltou ao Corinthians, que o revelou em 2003, voltou a dar importância ao futebol e é o grande nome do time que será campeão brasileiro em 2017. Canhota matadora, definindo sempre com precisão, capitão do time, Jô erro quase nada em 2017. Deu a volta por cima. Voltou a ser jogador de futebol. Dos bons.