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Cotia rende muito dinheiro, poucos gols e nenhum título
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BoschiliaAtenção!!! Este post é um elogio à Cotia e um lamento em relação à estrutura do futebol brasileiro. Certo? Então, não cabem comentários do tipo “ah, por que você não fala do Corinthians e do Palmeiras, só sabe criticar o São Paulo”. Ou, bobagens do tipo: “Cotia só tem moleque criado com leite de pera, bom mesmo é o terrão”. Mesmo porque não existe mais terrão e a estrutura do Corinthians é boa.

Então, por que Cotia?

Porque o São Paulo teve competência e sorte para criar a geração 96/97, muito acima da média. Apenas como ilustração, fiz uma seleção baseada no esquema 4-1-2-3, para caber mais atacantes e também optei por jogadores que renderam dinheiro ao clube.

Fica assim: Lucas Perri, Auro, Lucão, Lyanco e Inácio; Gustavo Hebling, Lucas Fernandes e Boschilia; David Neres, Ewandro e Luiz Araújo. Ainda há Foguete, Junior Tavares, Shaylon, Gabriel, Banguelê, Artur, Queiróz, Joanderson, João Paulo e Araruna.

De toda essa turma, oito jogadores renderam muito dinheiro ao São Paulo.

David Neres – 12 milhões de euros. E o São Paulo continua com 20% dos direitos do jogador

Boschilia – 9 milhões de euros. São Paulo ficou com 6,3 milhões de euros.

Luiz Araújo – 10,5 milhões de euros. São Paulo ficou com 8,4 milhões de euros

Lyanco – 6 milhões de euros. E o clube pode receber mais 2 milhões de euros, dependendo do rendimento do jogador no Torino.

EwandroEwandro – 3 milhões de euros. São Paulo fica com 2,25 milhões de euros.

Inácio – 3 milhões de euros como parte do pagamento de Maicon

Artur foi emprestado para o Colubus Crews, dos EUA e Gabriel Rodrigues foi para o Ventforet Kofu, do Japão.

Araruna está no clube e vai ganhar espaço com Rogério Ceni. Está voltando de contusão.

Gustavo HeblingShaylon é ainda uma aposta, pode explodir no ano que vem.

Os outros citados foram para times menores e alcançaram pouco sucesso, exceção a Auro, que estava bem no América MG e se contundiu.

O São Paulo, então, arrecadou 37,95 milhões de euros. Quantia que pode aumentar ainda a partir de um bom rendimento de Lyanco (mais 2 milhões) e de uma futura venda de Neres. Se vender por 30 milhões, o São Paulo ganhará mais seis milhões.

Muito dinheiro, não é?

E gols? Foram 21, assim divididos: Luiz Araújo, 51 jogos e nove gols; Boschilia (44/5), Ewandro (22/4) David Neres (8/3)  e Lyanco (25/1).

Títulos? Nenhum, a não ser os muitos na categoria de base.

E qual foi o grande erro do São Paulo? Por que jogador rende dinheiro e não faz história no clube? A meu ver, o grande e único erro foi não renovar o contrato de Gustavo Hebling, volante de alto nível. Saiu de graça. Foi para o PSG, com contrato de cinco anos e está emprestado ao PEC Zwolle, da Holanda.

Se o São Paulo não errou, de quem é a culpa?

Da fragilidade do futebol brasileiro, que é um reflexo da fragilidade do Brasil. Nós exportamos jogador. E com o dinheiro recebido, pagamos contas. E contratamos veteranos.

É assim. E ponto. Fica muito pior quando as finanças do clube são assaltadas por um presidente. Fica muito pior quando a diretoria não consegue um patrocínio. E vive, primordialmente, com o dinheiro da televisão. Fica muito pior quando o buraco da dívida diminui pouco, apesar de tanto dinheiro. Com o câmbio de hoje, seriam 140 milhões de reais.

Sai muito jogador. Entra muito dinheiro. O buraco não diminui. E o que se pode esperar? Que a saída de Militão, que é 98, seja boa. Só pra lembrar que Augusto Galvan, também 98, rendeu 1 milhão de euros. E mais dois, se for bem no Real Madrid.

No fim, o que fica é jogador como Araruna. Joga bem, pode evoluir, mas não vai para a Europa. É um bom jogador que não custou nada. Como foi Jean.

O resto, a dívida come.

E a torcida fica esperando que seus futuros ídolos joguem bem em outros clubes. Ou, que joguem mal e possam voltar um dia. O mais lógico é que, daqui a dez anos, uma nova revelação seja vendida e o dinheiro gasto para o retorno de David Neres, já com com 30 anos.


Luan é ótima contratação. Gabriel, do Timão, tem muito a aprender com ele
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Confesso que o post está um pouco atrasado. Já vi uma postagem da Marília Ruiz no facebook e também o Mauro Cezar Pereira tratou do assunto em seu blog. Mas a entrevista do Luan, despedindo-se do Vasco, me tocou muito. Mostrou um sujeito de bem, exalando dignidade na hora de deixar o clube que o acolheu por dez anos, desde que ele lá chegou, uma criança de 13 anos.

É um tema recorrente para mim. A verdadeira paixão que move o futebol é a do torcedor por seu clube. Nunca por seu ídolo. Ninguém muda de time porque o ídolo se foi. A não ser quando tratamos desse fenômeno moderno que permite ao cidadão torcer para um time em cada país. Ora, quem torce para muitos, não ama ninguém. É assim na vida real. Quem ama muitos, gosta apenas de si.

O Newell’s Old Boys é mais que Messi. O Argentino Jrs é maior que Maradona. O Bauru Atlético Clube só não é maior que Pelé porque não existe mais. Esta é uma verdade cristalina para mim. É algo que as dezenas de assessores dos jogadores deveriam ensinar a eles. No mínimo, porque não se sabe onde se vai ganhar o pão de cada dia na próxima semana.

Não sou bedel de comportamento humano, gosto de brincadeira, mas, para mim, é inaceitável que um  jogador desrespeite o clube de onde está saindo. Como Gabriel fez com Palmeiras ao ir para o Corinthians. Provocações baratas, aqui é melhor que ali blablabla. Até que apareceu um vídeo de meses atrás, em que ele, ainda no Palmeiras, ofendia o Corinthians. E, agora, ofende o Palmeiras. É o tipo de comportamento imaturo e que só depõe contra o jogador.

Ao contrário de Luan. O Palmeiras sabe que contratou um bom zagueiro e um ótimo ser humano.


Jadson, em forma, e Clayton deixam Timão mais forte e versátil
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Há possibilidade de haver um novo Corinthians mais forte na fase do mata-mata do Paulistão. Na verdade, houve apenas a inscrição de Clayton, que é um bom jogador, mas não é um selecionável, digamos. Mesmo assim, é capaz de elevar o patamar do time. Carille tem apenas Jô e Romero. Guilherme foi uma decepção, como Marlone e Marquinhos Gabriel. Valter também foi inscrito, mas Cássio está dando conta do recado.

Com Clayton, o time passa a ter um atacante mais vertical, capaz de fazer uma dupla forte com Fagner, pela direita. Carille pode repetir a opção pela esquerda, com Romero e Arana. Duas duplas capazes de servir muito bem o atacante Jô. Com eles, o treinador pode montar o 4-2-3-1, com Jadson centralizado.

Acredito que é o melhor posicionamento para ele. Não precisa mais ser o parceiro de Fagner, o que ficaria a cargo de Clayton. No centro, pode conduzir o time para ao ataque, pode tornar o time mais criativo. Atrás, poderiam ficar Rodriguinho e Maycon, uma dupla de volantes com ótima saída de bola, deixando Gabriel na reserva. É uma solução um pouco ousada, mas há outras.

A dupla de volantes pode ser Gabriel e Maycon. Rodriguinho pode se juntar a Jadson, sacrificando Romero, boa opção para o banco. Ou então, mais cuidadoso ainda, com Gabriel e Camacho, Rodriguinho e Jadson, com Clayton e Jô.

O importante também é que Jadson está recuperando o seu melhor futebol. Houve alguns jogos de adaptação e a tendência é crescimento. Como o time é muito forte defensivamente, as chances de classificação em um mata-mata aumentam.

A fase de montar um sistema defensivo forte foi vencida. Após o final do Paulista, Carille precisa aumentar o poder de fogo do ataque. Clayton é o início, mas não é suficiente. Ao contrário do estadual, não é possível vencer o Brasileiro sem ataque.

LUCAS PERRI, 20 anos, foi inscrito pelo São Paulo para a fase final do Paulistão. Sidão, com lombalgia, foi cortado. É muito provável – e saudável – que Rogério mantenha Renan Ribeiro como titular e Denis no banco. A  inscrição de Perri aponta para uma mudança forte em 2018. Não acredito que Denis continue. E vejo Sidão na corda bamba. No mínimo, Perri será o terceiro goleiro. E Thiago Couto, dois anos mais novo, continua sendo muito elogiado no clube.

UM SAMBA – Não se deve amar sem ser amado/É melhor morrer crucificado/Deus nos livre das mulheres que hoje em

Sinhô, o Rei do Samba, caricaturado por Alvarus

dia/Desprezam o homem só por causa da orgia/Gosto que me enrosco de ouvir dizer/Que a parte mais fraca é a mulher/Mas o homem, com toda a fortaleza/Desce da nobreza e faz o que ela quer/Dizem que a mulher é a parte fraca/Nisto é que eu não posso acreditar/Entre beijos e abraços e carinhos/O homem não tendo é bem capaz de roubar (Gosto que me enrosco/Sinhô)

VITÃO ESTÁ NA ÁREA. E VITINHO? – Eduardo Baptista inscreveu o zagueiro Vitão, da base, em lugar de Lucas Barrios para a fase final do Paulista. Não conheço, mas sempre é uma boa opção apostar na base. Mesmo no Palmeiras, que não tem um passado de sucesso em revelações. Gabriel Jesus é uma esplêndida exceção. Vitinho, que apareceu muito bem no início do ano, teve sua chance, mas precisa de mais oportunidades para se firmar. A amostra deixada por ele é muito boa.

OUTRO SAMBA – Dizem que Cristo nasceu e Belém/A história se enganou/Cristo nasceu na Bahia, meu bem/E o baiano criou/Na Bahia tem vatapá/Na Bahia tem caruru/Moqueca e arroz-de-auçá/Manga/laranja e caju (Cristo nasceu na Bahia/Duque e Cirino)

PORTUGUESA E FRANCA – Estou torcendo muito pela Lusa. Seria catastrófico que o time caísse mais uma vez, agora para a A-3. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, o pesadelo ficou mais longe. O time tem 19 pontos e esta a cinco da zona de rebaixamento. E está a seis da zona de classificação. Faltam cinco rodadas. Acho que não cai e não sobe. E quem está subindo muito é Franca, meu time de basquete. Está fazendo um segundo turno quase perfeito, com 11 vitórias e duas derrotas. O time, que foi de Hélio Rubens, agora é comandado por Helinho.

MAIS UM SAMBA – Se você jurar/Que me tem amor/Eu posso me regenerar/Mas se é/Para fingir,mulher/A orgia eu não vou deixar/ (Se você jurar/Ismael Silva/Francisco Alves e Nílton Bastos)

 


Tadeu breca evolução do Corinthians
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Desta vez, o Corinthians não fez um gol no jogo. Fez zero. E perdeu o jogo que dominou totalmente, após sofrer o gol da Ferroviária aos cinco minutos do segundo tempo. Apesar da derrota, houve uma evolução em relação ao 1 a 1 contra a Ponte, quando o Corinthians teve sete finalizações, duas corretas. Em Araraquara, foram 14 – o dobro – oito certas e seis erradas. O goleiro Tadeu foi um grande obstáculo para as pretensões do Corinthians. Fez muitas defesas.

A Ferroviária lutou muito. Acuada, marcou forte, conseguindo 24 desarmes contra dez do Corinthians. Cometeu 16 faltas e sofreu dez. Nos minutos finais, enfim, conseguiu sair de seu campo e alojou-se, como um membro do MTST, no lado corintiano. Bem do lado. Praticamente no escanteio. Ficou ali trocando passes, sem nenhuma vontade de arriscar um chute. Jogou com o relógio.

Bem, se de números estamos falando, há um outro que ajuda a explicar a derrota corintiana. O time fez 35 cruzamentos, acertando apenas oito. Buscou muito a bola alta para Jô. Abdicou de outras opções.

Mas, de toda maneira, criou chances, o que pouco acontecia antes. Ponto positivo. Negativo? A atuação de Gabriel, sonolento ao perder a bola que resultou no pênalti.

Sabe a história do copo com vinho pela metade? O corintiano otimista pode dizer que o time evoluiu e criou chances. O pessimista pode dizer que falta muito. Afinal, o time evoluiu e perdeu.


Felipe Melo x Imprensa: uma boa luta, mas sem ofensas pessoais, por favor
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justiçaobesaA contratação de Felipe Melo transcende ao futebol. Vai dar muito o que falar também fora de campo. Em sua apresentação, ele mostrou-se como um jogador esclarecido e com intuito de confrontar jornalistas. A Imprensa, como ele diz. Eu acho ótimo. Contestação e discussão sempre fazem bem. Traz a luz. Dialética.

O problema é que a contestação de Felipe Melo se baseia em mágoa e vai além da discussão teórica. Ele, que não se julga violento, vai com os dois pés (ou duas bocas?) e busca o lado pessoal de quem considera inimigo. Foi assim com Zé Elias. Foi assim com Renato Maurício Prado. E, dizem, foi assim com Neto. Não ouvi.

Também discordo quando ele fala “a imprensa”, como uma entidade unitária. Não existe “a imprensa”. Existem jornalistas e cada um tem o seu pensamento. A grande maioria convergiu quando colocou Felipe Melo como o culpado pela eliminação do Brasil na Copa. Eu acho que ele foi o maior culpado, sem dúvida. O Brasil dominou o primeiro tempo, Robinho fez um gol (passe genial dele, Felipe Melo) e depois piorou muito. Julio Cesar errou, o jogo ficou equilibrado, com Sneijder dando um show. E Felipe Melo, após uma falta violentíssima, foi expulso.

Sou contra a caça às bruxas, mas é preciso apontar um culpado. Foi ele. Se não tivesse feito a falta, se não tivesse sido expulso e o Brasil vencesse, ele seria aclamado pela maioria dos jornalistas e brasileiros, como o herói do jogo. Como um volante moderno, que deu um passe de Gerson de Oliveira Nunes.  Não foi. E, é preciso repetir, seu erro foi fundamental para a eliminação do Brasil.

Felipe Melo, que chegou falando grosso, dizendo que vai bater na cara de uruguaios no Uruguai, precisa ser valente também para assumir seu erro. Aliás, eu não entendi a frase: vou bater na cara dos uruguaios com responsabilidade para não ser expulso. Então, faltou responsabilidade em 2010?

A mágoa contra “a imprensa” faz Felipe Melo ver coisas que não existem. Seria ótimo se existisse, mas não é o caso. “Eu acho que a classe (dos jogadores) é uma classe muito desunida. Vocês, jornalistas, são muito unidos. Se um jogador fala mal de qualquer um de vocês, vocês se unem e vão contra. Nós, jogadores, somos bobos, porque temos que ser mais unidos”.

Ora, Felipe, se a classe fosse tão unida assim, não aceitaria a ditadura dos assessores de imprensa (que também são jornalistas) e talvez tivesse um piso salarial maior.

Mas, mesmo tendo suas críticas baseadas no caldo de cultura da mágoa e mesmo tendo uma visão equivocada da “imprensa” como algo único e coeso, Felipe acertou quando falou no exagero das críticas pesadas. Disse que jornalistas chamam jogadores de “songamongas”. Nunca ouvi, mas já ouvi pior. Já li coisa pior.

Limpeza, por exemplo. Um dos orgulhos da minha carreira é nunca haver usado esse termo para me referia à uma dispensa de vários jogadores ao mesmo tempo. Jogador não é lixo. Felipe está certíssimo. Precisa haver respeito e jornalista precisa saber seu limite. Eu me lembro de um narrador que se negava a dizer o nome de Edmundo. Falava apenas “o número sete” do Palmeiras. E dizia, alto e bom som, que “a respeito dele, só falo dentro de campo”. Uai, mas onde mais? Que direito, ele teria fora do campo, fora do aspecto essencialmente profissional? Ele acerta também ao falar que não vai generalizar, mas, reparem que repete a todo momento: vocês são isso, vocês são aquilo…

Felipe também disse não precisar da relação com jornalistas. “Nunca precisei de imprensa para nada. Nunca precisei ir em programa de TV para ficar famoso ou ganhar isso ou aquilo. Sempre precisei de Deus. É ele que me capacita. E da minha família”. O problema aí, e não estou falando dele, é que muitos jogadores procuram a aproximação quando necessária. Como os jornalistas ficam sabendo que o jogador foi levar ovo de páscoa para crianças doentes? Porque eles avisam. Dias antes. Repetidamente. Pedem. Não seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e não praticam o bem sem olhar a quem. Fazem e avisam para todo mundo. E eu duvido que comprem os ovos de páscoa. Não colocam a mão no bolso, não.

Por fim, o último desabafo de Felipe Melo é uma lição, a meu ver, de como deve ser a relação entre jornalista e jogador.  “Sei que quando eu fizer jogada boa, vão falar ‘o Felipe é bom’, quando eu fizer falta vão falar ‘o Felipe é maldoso’. Antes isso me preocupava, hoje entra pelo meu ouvido e sai pelo outro”.

Mas, não tem de ser assim? Se jogar bem, é elogiado, se for expulso, será criticado. Qual é o problema?

Que os jornalistas e Felipe Melo cheguem a um consenso. Que haja justiça para ambos. Que não seja a justiça obesa retratada pelo escultou dinamarquês Jens Galchiot, com o povo pobre carregando uma justiça mórbida e lenta, favorece apenas o mais poderoso.

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ROBERTO ANDRADE, O POLTRÃO – O presidente Roberto Andrade, do Corinthians, protagonizou uma cena ridícula ao receber aproximadamente 15 torcedores organizados em seu gabinete. Foi à tarde, é lógico, porque eles conseguiram liberação do trabalho para ir até a sede do clube. Ou são todos autônomos. Bem, durante a conversa, um deles tuitou algo do tipo: “a reunião está pacífica, até o momento”. Pois é, poderia não estar. Poderia haver agressões. Sonho com presidentes que ousem enfrentar estes brutamontes, sempre dispostos à pior escolha, sempre prontos a achar que reunião pacífica pode acabar a qualquer momento.

ALELUIA, ELE VOLTOU – Vasco e Bahia já jogaram. Hoje, é o Corinthians. Amanhã, o São Paulo. E os dois paulistas podem até se enfrentar na final da Flórida Cup. Os garotos da Copinha que me perdoem, mas estava sentindo a falta dele, o futebol de verdade. Sem ele, não somos nada. O danado é o sal de nossa vida.

NBA NA GLOBO – A GLOBO vai mostrar a fase final da NBA. Todos os sete jogos decisivos. Tomara que aprenda e não obrigue mais o NBB a ser decidido em um ou três jogos. Hortência será a comentarista. O narrador ainda não foi escolhido. Minha torcida é por Odinei Ribeiro, para que eu possa ver tudo, por todos os ângulos.

O TIME DE CARILLE – Cássio, Fagner, Paulo Henrique, Balbuena e Moisés; Gabriel; Romero, Camacho, Rodriguinho e Marlone. Na frente, Jô. É o que tem para hoje. Ou, melhor, para o primeiro tempo de hoje. No segundo, muda tudo. É o primeiro Corinthians de 2017, não muito distinto do último Corinthians de 2016. Gostaram?

 


Timão teve Casão. E agora, se contenta com Kazim…. (Picadinho)
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menon

Não me matem, eu sou apenas o mensageiro de más notícias. Não sou causa e nem efeito. Nem a frase do post é coisa minha. Ela e de casagrandeNelson Nunes, um dos grandes jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar. Texto ótimo, visão acurada e com a capacidade de fazer uma pauta espetacular. Com ele, o repórter sempre era bem guiado. E o coração corintiano de Nelsinho Nunes sofre. Mas onde achar razão dentro de tanta emoção?

São épocas diferentes e é dura a comparação para todos os atacantes que foram ou forem contratados. Casagrande foi um dos grandes, com 103 gols marcados. Centroavante. Meia. Inteligente, questionador, muita raça em campo. Mas a questão é outra. Quem esperava tudo isso de Casagrande, após uma passagem por empréstimo à Caldense?

O Casagrande ídolo foi o Casagrande da base, um garoto como tantos outros que fizeram a história do Corinthians. Como Léo Jabá, por exemplo. Léo Jabá pode ser um novo Casagrande? Não sei. Kazim pode ser um novo Casagrande? Tenho certeza que não.

A situação política do Corinthians é terrível. O presidente Roberto Andrade, de mandato fraquíssimo pode sofrer um impeachment injusto. A situação econômica é péssima. Há problemas com o estádio e há problemas de caixa e uma coisa tem muito a ver com a outra. E, para complicar, o Palmeiras nada de braçada, com patrocínio forte e ainda aproveitando-se do empréstimo de pai para filho, de marido para amante, de Paulo Nobre, o Golden boy.

É hora de olhar para a base, como o São Paulo está fazendo. A solução pode vir daí. Ela não virá de Paulo Roberto, o volante reserva do Sport, já com 29 anos. Não virá com Jadson, dono de altos salários. Gabriel pode ajudar, mas há uma névoa de incertezas sobre suas condições físicas. Pablo? Pottker?

Está complicado. É hora de ter calma, de levar o barco devagar, pois o nevoeiro é perigoso. É hora de olhar para a história. Não a recente, que resultou na troca de Marciel por Willians, o do short verde (que bobagem a cor de roupa usada por um trabalhador), mas a de Rivellino, Edu Gaspar, Casagrande e que cada um complete sua lista de dez grandes revelações da base, ex-terrão.

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O PRÍNCIPE BARRADO – Houve um tempo em que o Brasil ansiava por um novo Pelé. Zagallo pensou que fosse Ticão, neguinho de Bauru (muita coincidência) e o convocou para a seleção. Houve outros. O principal foi Ivair Ferreira, chamado de O Príncipe. Também ivairnascido em Bauru e que fez sua carreira na Portuguesa, onde jogou dos 12 aos 24 anos, antes de se transferir para o Corinthians. Em 1964, estava na decisão do Paulistão, quando a Lusa foi derrotada pelo Santos por 3 a 2. A Lusa tinha Orlando; Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Henrique Frade, Dida e Ivair. O Santos tinha Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Rei venceu o Príncipe.

Ivair esteve também na lista de 47 jogadores pré selecionados por Vicente Feola para a Copa de 1966. Foi cortado, juntamente com Rinaldo, do Palmeiras. Edu, do Santos, e Paraná, do São Paulo, ficaram com as vagas.

Esta semana, o Príncipe Ivair foi barrado na Portuguesa. Um segurança o impediu de entrar no clube. Há culpados na história? Todo ex-jogador pode entrar no clube? São muitos pontos a se considerar, mas a tristeza é grande. O segurança (provavelmente não conhece nada da história da Lusa) também não conhece Ivair.

E eu apenas consigo me lembrar de Aldir Blanc, o gênio. “É o tempo, Maria, te comendo feito traça em um vestido de noivado”.

Felipe Mello – Achei uma ótima contratação do Palmeiras. O ano tem calendário diferente dos outros, as competições correrão simultaneamente e não há mais aquela possibilidade de vencer a Libertadores e fazer gazeta no Brasileiro. É preciso rodar. É preciso elenco. Felipe entra em um setor que foi muito bem, com Tche Tche e Moisés. Tem estilo diferente, é mais marcador, apesar de ter um bom passe. Mesmo quem não pensa nele como titular, há de reconhecer que é opção mais forte do que Thiago Santos. Quanto às expulsões, elas virão. Aqui, se expulsa até quem pensa em palavrão. Mas não esqueçamos que Gabriel Jesus foi expulso – e merecidamente – em um jogo importante.

Modesto Roma Jr – O presidente do Santos fala em Robinho e traz Kayke. A promessa tão megalomaníaca como vazia serve apenas para criar uma aura de desilusão sobra o novo contratado. Começa no clube como aquele que veio porque Robinho não pôde vir.

Calleri – Se o argentino voltar, o São Paulo terá dado um enorme salto de qualidade na montagem de um bom time. Mas é bom a torcida se acostumar com Colmán, o paraguaio.

Cabe mais um? A Fifa definiu que a Copa do Mundo terá 48 países. Nem o esfacelamento de muitas Iugoslávias e outros tantos de Uniões Soviéticas justifica. Eu só entendo o inchaço em uma situação específica: as Eliminatórias classificam 16 seleções para a segunda fase. A primeira fase reúne 32 times em um mata-mata, já no país sede. Os 16 classificados se unem aos 16 primeiros e segue o baile, como é agora. Apenas um jogo para definir as chaves. Pensando em termos de América do Sul, nas última copas, a quinta vaga foi jogada pelo Uruguai contra a Jordânia (Copa-14), Costa Rica (Copa-10), Austrália (Copa-06) e Austrália (Copa-02). Estes jogos seriam realizados já na sede, como um grande aperitivo. Ganhou, fica na Copa. Perdeu, foi eliminado e volta para casa.

 

 

 


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Malcom, Lucão e Gabriel (que Oswaldo não me ouça) fazem valer o Paulistão
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O Corinthians ganhou da Portuguesa. Qual a novidade? O Corinthians se classificou. Qual a novidade? O Corinthians sacramentou a classificação do Palmeiras. Inusitado, mas qual a novidade na classificação do Palmeiras? Do São Paulo? Do Santos? Da Ponte?

Novidade no jogo foi Malcom fazer dois gols. Ele disse que até se assustou. Por enquanto. Logo não vai ser novidade alguma. O garoto é bom de bola, já mostrou algumas vezes e está em um time muito bem organizado, o que facilitará sua ascensão. Logo estará fora do Brasil. Qual a novidade? Pena que o Corinthians ficará com apenas 30% dos direitos. Mas, qual é a novidade mesmo?

Na verdade, Malcom já poderia ter jogado mais vezes. É muito habilidoso, atacante e dá pinta de que tem brilho instantâneo, atrasado por precaução de treinadores e presenças nas seleções de base.

Lucão, ao contrário, não aproveitou as primeiras chances. Não brilhou. Falhou e muito. Mas teve sua ascensão bancada pelo São Paulo. Por ele, Antônio Carlos nem foi inscrito no Paulistão. E Muricy, tão criticado pelos cronistas de base, bancou o garoto. Agora, seu currículo nas seleções de base não causa estranheza. Parou de errar, está fazendo bons desarmes e mostrando muita velocidade. Pode dar jogador.

Gabriel é o nome verde para formar a trinca. Tem força e habilidade. Oswaldo que não me ouça – não estou na idade para ser comparado com tiete de Beatles – mas ele já merecia mais chances. Tem cara de futuro. De gols garantidos e dinheiro na conta. Infelizmente, como vivemos na periferia do futebol e somos apenas fornecedores de carne fresca, os gols serão poucos. E o dinheiro será ilusório. Qualquer manezinho belga custará o quádruplo.

Malcom, Lucão, Gabriel. Há outros, como Boschilia (Ah, mas o Muricy não dá chance para ninguém), Ewandro (ah mas o Muricy precisa fazer o garoto jogar 18 seguidas antes de tirar), Yago, Felipe, Gustavo Henrique… Para alguma coisa o Paulistão está servindo.


Santos, alegria do futebol brasileiro. Mas, ainda existe futebol no Brasil?
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O Santos está formando novamente um time empolgante. Geuvânio, Gabriel, Robinho e Lucas Lima jogam com velocidade, com passes de bom nível, com deslocamentos e com gols. Guardadas as proporções, dignificam Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe, Diego, Robinho, Neymar……

É um futebol lindo. Dá gosto ver. Ganhou do Palmeiras na técnica, apesar de estar sendo dominado antes de fazer os dois primeiros gols. O Palmeiras tentou se acertar, veio para o ataque e….levou o terceiro. Foi heroico, lutou e conseguiu fazer 0 seu gol, com o grande Henrique. Matador merece respeito.

Mas, o que adianta um futebol bonito, se uma torcedora do Palmeiras precisou sair de maca, por causa do calor. O árbitro pode dar duas paradas técnicas, mas a televisão, no horário de verão, não pode mudar o horário. E lá estão os jogadores – caros jogadores – sob um calor imenso, se arrastando em campo, implorando por um copo dágua.

E, antes do jogo, bandidos se encontraram em uma briga na Anchieta. Uma pessoa foi atropelada. Não sei se era inocente, ou se fazia parte das gangues. De uma forma ou outra, é um ser humano.

O Estado nada faz. Não há segurança. Quem vai ao estádio corre riscos. Quem está na rua, enquanto os marginais se encontram, corre risco. Não há o que fazer. E tudo piora.

O antigo prefeito proibiu comer pernil perto do estádio. O atual governador nos brinda com falta dágua.

Tudo piora.

O Santos é apenas um bálsamo. Uma pequena alegria em um futebol falido.


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