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Timão x Galo: jogo ruim rebaixa expectativas
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Menon

No aniversário do Corinthians, não houve presente para a torcida. Osmar Loss poupou sete jogadores. Para que, mesmo? E jogo terminou 1 x 1, já que o Galo não mostrou nada também.

O jogo mostrou que o Galo não luta pelo título. Mesmo que o São Paulo perca para o Fluminense, continuará dez pontos na frente. Uma diferença muito maior que a bolinha que o Galo joga.

E o Corinthians, com 30 pontos? Perdeu a chance de encurtar a diferença para o Galo, o último na zona de classificação para a Libertadores.

A realidade é olhar para baixo. Pode ser superado por Cruzeiro, que enfrenta o Inter e até pelo Santos, que venceu três seguidas.

De bom, Pedrinho.

Um lindo gol. Um futuro promissor.

Um belo presente para os 30 mil fiéis que não tiveram nada emocionante para enfrentar o frio de Itaquera.


Repórter bom é repórter chato e continua a censura no Galo
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Continua a censura no Galo. Determinada pelo Gallo? O clube mineiro desrespeitando sua grandeza continua a impedir o jornalista Léo Gomide de trabalhar. O Galo acha que pode determinar quem a rádio Inconfidência deve definir que trabalhe na Cidade do Galo. É um autoritarismo que não se sustenta. O que a diretoria teria o direito de fazer é não responder às perguntas de Gomide. O que seria um desrespeito à sua torcida, que ficaria sem parte das informações trazidas pelo repórter.

E aí é que está o x da questão. Que tipo de informação os clubes de futebol querem fornecer? Que tipo de informação querem permitir? Que tipo de informação querem proibir?

Não querem contestação. Não querem perguntas que questionem. Preferem as levantadas de bola. Todos viram que a irritação de Oswaldo de Oliveira precedia o suposto palavrão de Gomide. Ele não aceitava, não entendia que alguém pudesse fazer uma pergunta a partir de uma análise tática. Talvez seja um fato novo em sua carreira. Eu mesmo, que cobri sua passagem pelo Corinthians, nunca fiz pergunta assim. É uma evolução.

Léo Gomide tirou Oswaldo de Oliveira da zona de conforto. Uma zona de conforto criada pelo clube. Oswaldo confessou isso ao dizer que, desde a sua chegada ao clube, havia sido avisado para tomar cuidado. Ora, vejam só, o grande elogio profissional que Léo Gomide recebeu de quem deu esse conselho a Oswaldo. Ele incomoda. Ele é dos bons.

Repórter bom incomoda com suas perguntas. Repórter bom luta contra o que as assessorias de comunicação dos clubes estão tentando implantar: pouco acesso aos treinos, poucas entrevistas e um incremento muito grande de material próprio. As televisões precisam usar as imagens feitas pelo clube. Os jornalistas são obrigados a entrevistar quem a assessoria determina. E ela determina segundo os interesses do clube e não do jornalismo.

Quem se submete totalmente à pauta da assessoria, quem não desconfia, está arriscado, mesmo sem perceber, a praticar jornalismo chapa-branca.

Léo Gomide está sendo censurado não porque falou o suposto palavrão, que qualquer garota pré adolescente fala, a todo momento. Está sendo censurado por não se submeter ao tipo de comportamento que faz a alegria das assessorias. Aquele que faz pergunta banal, estica o microfone, coloca um sorriso plastificado no rosto e balança a cabeça afirmativamente.


Brasil x Argentina, no mínimo 14 vezes, até maio. O futebol agradece
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As bolinhas capricharam. E quem tem bom gosto, verá muito Brasil x Argentina nas primeiras fases da Libertadores e da Sul-Americana. Muito time bom, muito gigante se encontrando logo no início.

Entre Libertadores e Sul-Americana, haverá no mínimo 14 duelos na primeira fase das duas competições. Um número que pode chegar a 18 confrontos, em caso de classificação de Vasco e Chapecoense ou Banfield (apenas um pode chegar à fase de grupos)

A Libertadores tem:

Grupo 4 – River Plate x Flamengo, além de Emelec e talvez Independiente Santa Fe. Grupo da Morte?

Grupo 5 – Cruzeiro x Racing, além de Universidad de Chile e talvez Vasco. Grupo da Morte?

Grupo 6 – Santos x Estudiantes, além de Real Garcilaso  e talvez Chape ou Nacional do Uruguai ou Banfield ou Independiente del Valle. Grupo da Morte?

Grupo 7 – Corinthians x Independiente, além de Millonarios, da Colômbia e Deportivo Lara.

Grupo 8 – Palmeiras x Boca, além de Alianza Lima  e talvez Olimpia. Grupo da Morte para os outros dois.

Não está fácil para ninguém, mas a vida do Grêmio é mais tranquila, contra Cerro Porteño, Defensor e Monaguas.

E a Sul-Americana, com sua primeira fase de mata-mata?

Atlético Mineiro x San Lorenzo

Atlético-PR x Neweels Old Boys

São Paulo x Rosario Central


Parabéns, Galo!! Futebol não pode ser matinê do Faustão
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BLOG DO RODRIGO MATTOS tem uma notícia sensacional. O Galo projeta construir um novo estádio para 41.800 lugares. E dez mil não terão assentos, serão destinados a preços populares para o tipo de torcedor que está abandonando os estádios brasileiros por conta dos altos preços cobrados nas novas arenas e nos velhos estádios.

Ir ao futebol está se tornando um programa tão oneroso como ira à ópera. A impressão que fica é que tudo é calculado em dólar. Fazem estádios caríssimos e cobram a conta dos torcedores. Quem tem dinheiro, vai. Quem não tem, fica em casa, junto com o mozão, as crianças, a sogra e quem mais estiver na sala e vê o jogo disponível. O futebol passou a ser a matinê do Faustão.

A situação muda para quem tem o pague para ver. Mas não é barato, não.

Os clubes de futebol, por mais ricos que sejam, não podem abrir mão dos antigos geraldinos e arquibaldos. Eles são parte da paixão chamada futebol. E o futebol só será um bom negócio, se ele mantiver a chama da paixão. Quanto mais próximo de sua torcida, quanto mais perto de sua gente mais pobre, mais rico o clube fica. E com mais cartas na mão para discutir futuros negócios com a televisão, com os patrocinadores e fornecedores de camisa.

Quem tem feito bem a aproximação com a torcida é o São Paulo. O clube se aproveita de ter estádio grande para cobrar preços mais baratos. E a torcida responde, lotando o Morumbi nesse período grotesco que o clube vive, com um pé na segundona.

Melhor assim, junto do povo, do que depois, de já rebaixado, fazer camisas dizendo nunca vou te abandonar. O apoio precisa vir antes. A diretoria do São Paulo acertou. Um dos poucos acertos, talvez.

E o Galo acerta muito. O Galo é forte porque é popular.


Libertadores é paixão. Mas precisa ser futebol também
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Espinha ereta é bom – sempre, na vida e não só no esporte – mas, nós, a plebe ignara, a turba sem rumo, gostamos mesmo é de bunda ralada.

O craque que joga olhando fixamente para o horizonte, que não sabe a cor da grama, que se paramenta com fraque, cartola, batuta e

O genial torcedor do Flu, desenhado pelo fantástico Baptistão

O genial torcedor do Flu, desenhado pelo fantástico Baptistão

chuteira preta será vaiado se deixar um perna de pau qualquer passar por ele sem o combate devido. Intensamente vaiado, como a mulher barbada que se depilou, como Lula na Fiesp, como Michel Temer na CUT.

Em busca de uma metáfora para exemplificar o sentido da paixão no futebol, no esporte, na vida, em tudo, resolvi terceirizar o trabalho. Para que tanto trabalho, se ele, quem mais, o gênio Nelson Rodrigues (aqui, desenhado pelo fantástico Baptistão) disse; disse não, é muito fraco, definiu, determinou e decretou que:

Sem paixão, não é possível chupar um picolé.

Todos queremos paixão. E a paixão no futebol passou a ser identificada com a Libertadores da América.

Criou-se a simbiose: este é um jogo de Libertadores. E o que temos ao adquirir o pacote: jogo pegado, combatividade, busca pelo espaço, entrega, combatividade…

E é aí que a coisa degringola. E o futebol?

Ao fazer com que a paixão deixe de ser um complemento absolutamente necessário para se transformar no próprio jogo, fica tudo muito feio. A paixão é o molho, é a entrada, é a sobremesa, é a bebida, é o acompanhamento. Não é o prato principal.

Se  o futebol não pode prescindir de paixão, a paixão não pode existir sem futebol.

A paixão tem de estar acompanhada também no passe, no drible, no lançamento e não apenas no desarme.

Não existe paixão em Messi, Suárez, Cristiano Ronaldo? Sim, ela não está apenas em Pepe e Mascherano.

Se a Libertadores não tem Messi, Suárez , Neymar, James Rodriguez, não podemos ficar reféns do sub do sub do Mascherano.

Caso contrário, a paixão, para quem não a está vivendo naqueles 90 minutos, se transformará em um grande bocejo.

São Paulo x Galo, por exemplo.

Os torcedores viveram os 90 minutos com a mesma intensidade dos jogadores. Seis volantes ajudados por meias que recuam e por atacantes que fazem falta em laterais. Um acúmulo de jogadores no meio do campo lutando por espaço, dando carrinhos, fazendo faltas, correndo atrás da bola como Indiana Jones atrás do Santo Graaal. Tudo bacana, mas quem não torcia para nenhum dos dois exércitos em campo, poderia bancar o chato e dizer:

Tudo bem, tem paixão, mas…

Na dá para ter um driblezinho que seja?

Não dá para ter um lançamentozinho que seja?

Não dá para acertar três passes?

Não dá para ter ultrapassagem pelos lados do campo?

Os tais jogos pegados, os tais jogos de Libertadores, estão se caracterizando como espetáculos em que um time entra em campo para impedir o outro de jogar. E não, para jogar.

Vejo o tal gol qualificado como um dos culpados. Ele transforma o 0 x 0 em casa como um grande resultado. Permite empatar poer 1 x 1 o segundo jogo. Caramba, é muita mediocridade. Só para lembrar, o 0 x 0 era ironizado pelo narrador Walter Abrahão, que o chamava de oxo. O placar está oxo.

Futebol de Libertadores é uma falácia, amigos.

Pegue um grande time e coloque para jogar. Nem vou citar nome. Pense em um grande time montado pelo seu clube. Em qualquer época, em qualquer tempo e o transporte para esse tal de futebol-libertadores em que se entra em campo para combater e não para se divertir. Ganha fácil, não ganha?

E por que os torcedores de São Paulo x Galo – só para lembrar  o último jogo – reviram os olhos e se extasiam diante do futebol que jogam Rosario Centra e Nacional de Medellin?

Não sou hipócrita, prefiro que meu time ganhe mal do que perca jogando bem. Não sou um teórico esteta que reconhece apenas uma forma de se jogar futebol. Não vejo Simeone como o Grande Satã a ameaçar o Deus futebol.

Nada disso. Só quero que a paixão pelo futebol venha acompanhada de…futebol.


Galo 1 x 0 Timão. Alguns pitacos
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Início de ano. Gramado sintético. Jogadores ainda recuperando forma física. Os times que entraram em campo receberão muitos reforços. Diante de tantas incógnitas, nada é definitivo no Galo 1 x 0 Corinthians . Mesmo assim, é possível fazer alguns apontamentos.

1) O Galo venceu a Copa da Florida. Foi campeão. E ser campeão é importante, mesmo contra rivais da segunda divisão de El Salvador, o que não foi o caso. Título é bom e dá tranquilidade para o trabalho continuar.

2) Fiquei impressionado com a velocidade que os dois times deram ao jogo. O jogo foi intenso, mesmo sendo um torneio amistoso.

3) Aguirre deixou o Galo mais compacto e forte na marcação. Duvido que, com ele, a não ser em último caso, Rafael Carioca jogará sem um companheiro bom de marcação ao lado.

4) O contrário aconteceu com o Corinthians. Houve muitos espaços para o rival jogar. Bruno Henrique não deu a mesma proteção que Ralf dava, apesar de ter mais toque de bola.

5) Hyuri e Casares – principalmente o equatoriano – deram frescor ao Galo. Jogadores rápidos e envolventes, com muita técnica. Parecem ótimas contratações.

6) Romero teve bons momentos no jogo, com velocidade e deslocamentos. Danilo é que ficou mais centralizado, quase um centroavante.

7) Rodriguinho não aproveitou a chance.

8) Elias esteve abaixo do que sabe e pode.

9) Luan é um jogador muito efetivo, participa do jogo e não tem medo de cara feia.

10) Edílson é um reserva que não tem condições de substituir o titular. E olha que o titular é Fagner. Comete menos deslizes.

 


São Paulo pode tirar o título do Corinthians? Muito difícil
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Amigos, vou fazer uma confissão.

Não sou do tipo que consegue comentar quatro ou cinco jogos de uma vez. E explanar todas as variações táticas e técnicas da porfia.

Meu trabalho no domingo foi Santos e Fluminense. Por isso, não tenho condições de uma análise profunda sobre o jogo do líder contra a Macaca.

Mas os anos de futebol mostram repetidas situações que apontam para um final constante. Time campeão não ganha apenas com atuações perfeitas.

E quando um time seguro como o Corinthians, que raramente perde, sofre uma virada em dois minutos, é preocupante. Mas, então vem o sinal de que o título vai mesmo para Itaquera. O gol de empate é um golaço. Golaço de Rodriguinho, jogador muito contestado.

É um forte indício.

A diferença é de cinco pontos. Há três jogos que podem mudar essa sensação.

Rodada 33 – 1/11 – Galo x Corinthians

Rodada 35 – 18/11 – São Paulo x Galo

Rodada 36 – 22/11 – Corinthians x São Paulo

Talvez tudo já esteja resolvido. Mas é a única esperança de um final de campeonato emocionante.

Quanto ao Santos, foi novamente uma belíssima partida. Muita velocidade, muitos passes, muita marcação. Time joga bonito e com intensidade. Dorival Jr. tem aproveitamento de quase 78%. Vai longe o Santos.

 


Corinthians e Galo decidem o título. E Jesus ecológico tem dez dedos verdes
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Meus amigos corintianos estão com a calculadora na mão. Nelson Nunes, com quem almocei outro dia, disse que as cinco primeiras rodadas definiriam o posicionamento do clube no campeonato: se saísse com quatro ou cinco pontos de vantagem, a aposta seria no título.

Com o Moacyr, eu falei por telefone. Ele estava comemorando a eliminação na Copa do Brasil. E pronto para torcer pela classificação do Grêmio sobre o Coritiba. Para o Moacyr, o atual Corinthians é time para pontos corridos e não para mata-mata. E não acredita na força do elenco para duas competições simultâneas. Para ele, a sorte do clube se definiria nas primeiras sétimas rodadas. Caso houvesse quatro ou cinco pontos de vantagem, ele correria para o abraço. Com toda aquela disposição…

Com duas rodadas do segundo turno, acho que o título fica entre Corinthians e Galo. Os dois venceram e chegaram a 46 e 42 pontos, respectivamente. O Grêmio tem 38, enquanto São Paulo e Palmeiras chegaram a 34.

O favoritismo corintiano, por ter quatro pontos a mais e por ter um time que erra menos. Os dois venceram fora de casa e estão se isolando. O Grêmio pode até passar o Galo, mas não chega no Corinthians. São Paulo e Palmeiras podem passar o Grêmio, mas não chegam no Galo.

Não chegam? Não é uma certeza, é uma tendência. Certeza é que São Paulo e Palmeiras não chegam no Corinthians. São 12 pontos de diferença e, mesmo que ocorra essa superação toda, é quase impossível ser campeão. Há dois times entre eles e o líder. Complicado.

Entre Palmeiras e São Paulo, há que se esperar mais alguns dias para se ter uma definição. O São Paulo pode perder Pato e o Palmeiras ganhou Gabriel Jesus, o menino dos dedos verdes. Os dez dedos do pé. Meu outro grande amigo, Antônio César Simão, ateu até a alma, já está acreditando em Natal.


Quer ganhar do Corinthians? Precisa trabalhar muito
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Há uns 400 anos, quando fazia jornalzinho na escola, escrevia sobre esporte, sobre reclamações de alunos, sobre muitas coisas que achava relevante. Muita gente gostava, mas não tinha jeito…a seção mais lida no nosso pequeno hebdomadário era Fatos e Boatos, de uma garota da classe.

Ela usava um pseudônimo e destilava um certo veneno com informações do tipo.

1) Que a Rosicleide emprestou o caderno para o Reginaldo Ofélio é verdade, mas que ele devolveu com uma dedicatória, é boato

2) Que a Jéssica Maria estava na lanchonete com o Ricardo Antônio é verdade, mas que eles vão juntos ao cinema, é boato

Todo mundo lia, torcendo para que os boatos se transformassem em fatos. Ou não.

Se fizermos uma transposição para o Brasileiro de 2015, diríamos

Que o Corinthians é líder do Brasileiro é fato, mas que os juízes e a sorte estão ajudando é boato.

Quem torce contra o Corinthians pode continuar com as ilações. Mesmo porque houve erros dos árbitros mesmo. Secar o adversário e ver conspiração em todo lugar é típico de todos nós, torcedores de futebol, de qualquer time em qualquer lugar no mundo. Do Brasil às Ilhas Fiji.

Os responsáveis pelos rivais, entretanto, precisam trabalhar e não falar. Não vai ser fácil tirar o título do Corinthians. Por mérito de Tite.

Não sou um grande fã de Tite, não gosto de seu estilo de jogo, não me conformo com seu pragmatismo. Muitas vezes o esquema que ele explica com dados e nomes diferentes pode ser definido como retranca, mas a verdade é que ele soube dar a volta por cima depois de uma traumática eliminação na Libertadores e apresenta um trabalho quase irretocável quando se fala em números.

Vejamos.

Uma conta para ser campeão é ganhar todos os jogos em casa e empatar todos fora. Assim, haverá 66% de aproveitamento. O time conseguirá 76 pontos, mais que o necessário para o título.

O Corinthians, até agora, fez 9 jogos em casa. Deveria ter ganho 27 pontos. Conseguiu 24. Fez 9 jogos como visitante. Deveria ter 9 pontos. Conseguiu 13.

Ou seja, tem 37 pontos. A projeção era de 36.

Então, não adianta dizer que o São Paulo dominou o jogo. Foi empate e estava na projeção. Não adianta lamentar o gol sofrido contra o Coxa, nos acréscimos. Foi empate e estava na projeção. Não adianta contestar o pênalti contra o Sport, foi vitória e estava na projeção.

Em 18 jogos, pouca coisa deu errado, quando se fala em projeção e não em futebol mostrado. Em casa, o único erro foi a derrota para o Palmeiras. Fora de casa, as derrotas contra Santos e Grêmio.

E tudo isso ganha mais força quando se lembra que o time perdeu Guerrero e Sheik durante a competição.

Quem não decifrar o enigma corintiano, quem não descobrir porque os pontos chegam com velocidade acima do nível do futebol apresentado, vai lamentar o novo título corintiano. Com impotência, sem fazer nada.

Quem não trabalhar duro, verá, ao final do ano,  que não há boatos.

Apenas dois fatos.

1) O Atlético joga muito bonito, é mais envolvente, tem volúpia em campo.

2) O Corinthians é campeão

 

 


Santos joga bem, faz dois gols e continua “rebaixado”
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Menon

O Santos foi a Belo Horizonte enfrentar o Galo. Fez boa partida, fez dois belos gols…e continua com aproveitamento de time rebaixado. Chegou à sétima rodada com sete pontos. Se mantiver o rendimento, terminará o campeonato com 38 pontos. Pontuação de time que carimba o passaporte para a segundona. Para escapar sem sustos, é preciso fazer 47 pontos.

Nos últimos quatro jogos, o Santos sofreu 9 gols. Como vencer, se você sofre dois gols por jogo? Precisa fazer três. E é muito difícil. Falta  consistência defensiva ao Santos. Contra o Sport, esteve duas vezes na frente e empatou. Contra a Ponte Preta, a mesma coisa. Contra o Galo, saiu na frente, permitiu a virada e empatou. Contra o São Paulo, saiu atrás, virou e permitiu a virada do rival.

Marcelo Fernandes precisa resolver o problema da defesa. Talvez o caminho seja abrir mão do tal DNA ofensivo do time da Vila. Entrar com Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira tem sido muito arriscado. No final do jogo contra o Galo, o treinador teve um surto de pragmatismo e tirou dois atacantes para as entradas de Leandrinho e Tiago Maia. Só Ricardo Oliveira ficou na frente.

O jogo foi muito agradável. O Galo também foi ofensivo. Como volante, apenas o ótimo Rafael Carioca. Dátolo e Giovanni Augusto eram os meias e o ataque tinha Carlos, Thiago Ribeiro e Lucas Pratto. O Santos perdeu Elano logo no início e colocou o meia Rafael Longuine. O Galo, depois de virar, tirou o atacante Carlos e colocou Maicossuel, que ajuda mais no meio campo.

Bons toques, bons passes, belos gols. O futebol brasileiro resiste. E o Santos, resistirá ao Corinthians na Vila?