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Arquivo : Gonzalo Carneiro

Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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Menon

O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


Quem analisa o analista de desempenho?
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Menon

A primeira vez que ouvi falar em analista de desempenho foi no Corinthians, em 2013, em uma entrevista com Edu Gaspar.

Ele falou de um grupo de especialistas, que trabalhava em uma sala. Os profissionais passavam o dia analisando vídeos de jogadores de todo o mundo. Viam as qualidades ofensivas e defensivas de cada analisado.

Achei a ideia muito boa. E me surpreendi, dias depois, com a contratação de Diego Macedo. E, no ano seguinte, de Stiven Mendoza. Diretamente da Índia. Como assim? Tanta gente para contratar um jogador mediano, que já havia rodado o Brasil?

Ora, todos sabemos que o Brasil é um exportador de matéria prima: café, soja e, qual é a surpresa?, jogador de futebol. Sabemos que o dinheiro é curto. E que o conseguimos em troca de nossas revelações são jogadores que a Europa não quer ou que está devolvendo, após anos de bons serviços prestados.

Sim, é o que tem para hoje. Mas, é preciso contratar tão mal?

Vejamos o atual campeão brasileiro, que perdeu Jô, seu melhor jogador. Trouxe Roger, atacante que já andou de clube em clube, com pouco sucesso. E Jônatas, que veio da Europa e tem demonstrado pouca intimidade com o balão de couro.

E na esquerda? Sai Arana e vem Sidcley. Sai Sidcley e vem Avelar. A queda de qualidade é contínua.

E a lateral direita? Fagner não tem substituto.

Não é só o Corinthians. O São Paulo contratou Gonzalo Carneiro. O Flamengo, Geuvânio. E há muito mais. Quem nunca fez besteira, que levante a mão.

O dinheiro é curto e não se pode errar tanto. Os analistas de desempenho vieram para ajudar. Precisam ser cobrados também. Não só eles. Os que indicam também, como na dobradinha Lugano/Carneiro.

 

 


São Paulo tem segundo turno horrível
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Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Palmeiras decola e São Paulo dá adeus
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O clássico confirmou a tendência detectada há alguns jogos. O Palmeiras quebrou o tabu e confirmou que é o favorito ao título. O São Paulo perdeu e a meta possível, agora, é a Libertadores.

A vitória foi construída no primeiro tempo. Não que o Palmeiras tivesse jogado maravilhosamente, mas teve concentração total. Muito foco no jogo. Ligado o tempo todo.

Foco e concentração são armas imprescindíveis ao time pior. No caso, o São Paulo. O Palmeiras pode se dar ao luxo. O São Paulo, não. E o time de Aguirre, como se dizia antigamente, estava avoado em campo.

E o Palmeiras fez dois gols de cabeça. O primeiro com o bom Gómez, aproveitando-se do mau posicionamento de Ânderson Martins, mal no jogo.

O segundo gol do Palmeiras saiu também de escanteio. Só que a favor do São Paulo. Um contra-ataque aproveitando a péssima recomposição do rival. A bola bateu na trave e o Palmeiras teve ainda nova chance. Deyverson matou o jogo. Talvez Sidão pudesse ter pego.

No segundo tempo, o Palmeiras ficou atrás e apostou no contra-ataque. Uma tática facilitada pela postura do São Paulo, que voltou sem meio-campo. Jucilei e Hudson na armação, Rojas e Everton dos lados e Diego Souza e Gonzalo Carneiro na área. Uma variação era o recuo de Diego Souza.

Fácil de marcar. Fecha os lados e toma cuidado com os cruzamentos. Foi o que se viu. Domínio verde e com chances de contra-ataque, principalmente por ter mais gente no meio. Gente mais talentosa, aliás.

Felipão ainda colocou Bigode. Cito o fato apenas para mostrar a diferença de nível de bancos. Bigode x Carneiro.

Aliás, é difícil entender a entrada do uruguaio e não do colombiano Trellez. Carneiro parece ser muito ruim.

Enfim, fez-se justiça. Cada um no seu quadrado. O Palmeiras de Scolari é o verdadeiro, não o de Roger. E o São Paulo precisa mostrar que não é só valentia e comprometimento. Que, aliás, também estão rareando no segundo turno.


São Paulo cai nos pênaltis de novo
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Como no ano passado, o São Paulo foi eliminado por um time médio da Argentina. Como no semestre passado, o São Paulo foi eliminado nos pênaltis.

O que é péssimo. Uma eliminação a mais, como na Copa do Brasil. Não comungo da teoria de um fico único, que foi bom cair fora. Nada disso. O São Paulo é muito grande para procurar coisa boa em eliminação.

Agora, o time que não ganha nada desde 2012, luta apenas no Brasileiro, que lidera com méritos.

O segundo tempo do São Paulo foi muito bom. Não que o primeiro tivesse sido ruim. Mas, com a entrada de Everton e Bruno Peres, o time foi muito bem.

Necessário destacar Liziero, grande jogo e grande gol. E Jean, duas ótimas defesas.

A lamentar, Gonzalo Carneiro, muito parado, sem movimentação e animicamente frágil. Parecia aliviado na hora da substituição.

E, é lógico, a perfeição das cobranças de Colón. Perfeitas, sem chance para Jean.

 


Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


Ilusão tricolor dura seis minutos
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Menon

Todos dizem que é um jogo de 180 minutos. E o São Paulo esteve classificado por seis. Apenas seis. O tempo entre os gols de Nenê e Guilherme, no primeiro tempo. A vaga ficou com o Atlético.

Alguns dados podem explicar.

1) O Furacão é mais time. O trabalho de Fernando Diniz começou antes e se faz notar. É um time que sabe o que quer. Toca muito bem a bola, ocupa os espaços, faz triagulações. Quando sofreu o segundo gol reagiu imediatamente. É começou o segundo tempo pressionando em busca do gol da vaga. Fez. E a trave salvou o terceiro.

2) A classificação foi justa.

3) O São Paulo poderia ter se classificado se Petros não errasse um gol logo aos cinco minutos. E se a blitz após o empate tivesse resultado em gol.

4) Se não ganha jogo. Se Petros não tivesse errado, se Rodrigo Caio não tivesse errado no primeiro jogo, se Bruno Alves não tivese errado diante de Rodriguinho…

5) O São Paulo precisa deixar de ser o time do quase, do estamos melhorando, agora o time tem raça…

6) Como melhorar rapidamente se não há um centroavante? Trellez é péssimo. Diego Souza está péssimo. Brenner não é jogador pronto.

7) Gonzalo Carneiro é solução ou esperança.

8) Existe dinheiro para novas contratações? Talvez, se vender Cueva e Rodrigo Caio.

9) Domingo é contra o Ceará. O São Paulo precisa vencer. Se perder, olha o se aí novamente, velhos fantasmas surgirão.

 

 

 


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