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Boselli, indiscutível, escancara a falência brasileira
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Menon

Corinthians e Grêmio estão disputando o atacante argentino Mauro Boselli, de muito sucesso no Boca, Estudiantes e atualmente, León, do México. É pra casar, como se dizia antigamente. É pra chegar e jogar. E seria assim, mesmo se os concorrentes não fossem tão fracos como Roger, Jael, André e Jonatas.

Na verdade, Boselli seria titular na maioria do grandes clubes do Brasil. Mas, por que, se teve pouco sucesso em clubes europeus como Malaga B, Wigan, Genoa e Palermo? Se tem apenas quatro jogos e um gol pela seleção argentina, quando foi dirigido por Maradona? Porque Boselli representa um tipo de jogador em extinção no Brasil.

Ele é o centroavante, joga dentro da área, é forte e finaliza muito bem. Nós que tivemos Ronaldo, Romário e tantos outros, hoje raramente produzimos um jogador desse tipo. Nem falo desse nível. O Galo tem Ricardo Oliveira, com 37 anos. O São Paulo tem Diego Souza, um meia adaptado, já com 33 anos. No Palmeiras, Deyverson, o folclórico, é titular. No Cruzeiro, o veterano Fred está voltando de contusão. Leandro Damião, com toda sua grossura, tinha lugar no Inter. Há estrangeiros, como Borja e Barcos, alem da possível chegada de Boselli, Blandi (também no Grêmio) e Gigliotti, no Santos.

Brasileiros novos? Pablo, que nem é tão novo e nem é tao centroavante. Gabigol, que não conseguiu jogar na Itália e em Portugal. E Pedro, que sofreu uma triste contusão. A seleção joga com Richarlison, deslocado. Tem Gabriel e Firmino, bons, é lógico, mas que não são certeza de bola na rede, como a Copa mostrou.

Os clubes brasileiros estão produzindo jogadores de lado de campo. Richarlison, David Neres, Vinícius Jr… Ótimos no confronto individual, mas nada de chegada na área exceção a Richarlison, que se deu bem. Na base, o Palmeiras tem Papagaio. O São Paulo, com sua excelente base, não revela um bom centroavante desde quando? As últimas joias, ainda a se confirmarem no time principal, são Helinho, Anthony, Shaylon e Brenner.

É preciso olhar para a base e pensar no problema. Para que Boselli, já com 33 anos, não seja um objeto de desejo tão justificável assim.


Boca x River é o clássico da covardia. Brasileira
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Boca e River vão decidir a Libertadores. A última decisão em dois jogos. A última decisão antes da gourmetização do campeonato mais bacana que há. É um momento grandioso do futebol argentino.

Ele nasceu e se desenvolveu baseado na rivalidade/ódio. Boca odeia River. Independiente odeia Racing. San Lorenzo odeia Huracán, como Lanús detesta Banfield. Gimnasia odeia Estudiantes. Rosário x NOB. E por aí vai. Cada clube de bairro tem seu rival. No próprio bairro ou fora dele.

Então, quando a maior de todas as rivalidades (50% da população envolvida), decide o título, o que temos é a consagração de um estilo de vida, até mais do que uma maneira de encarar o futebol.

A Argentina só fala no clássico. A América vai parar. A repercussão é mundial. Eles merecem. Mas não precisava ser assim.

Palmeiras e Grêmio têm culpa. Corinthians também.

Comecemos pelo menos “culpado”. O Corinthians, com péssimo futebol, caiu diante do Colo Colo. Se passasse, teríamos Corinthians x Palmeiras, algo semelhante a Boca x River.

Não houve.

Mas poderia haver Palmeiras x Grêmio na final.

Poderia, porque Boca e River não são superiores. Foram apenas mais corajosos. E mais respeitadores de sua história.

O River foi a Porto Alegre e deu um baile no Grêmio. Um estranho Grêmio, longe de suas características e abduzido pelo tal “espírito de Libertadores”. O quê? Defender uma vantagem mínima até o limite da irresponsabilidade.

É só comparar o que fez o Grêmio com o que fez o Boca em São Paulo. Schelotto, como Renato, também tinha uma vantagem a defender. E atacou. Atacou o Palmeiras sem medo e com autoestima nas nuvens.

Dois pontas, um centroavante e um jogo de igual para igual. Empatou em 2 x 2. Como havia vencido em casa a um acoelhado Palmeiras, carimbou o passaporte rumo à grande final.

Boca e River merecem estar na decisão. Mas é bom lembrar que derrotaram dois times covardes: a galinha tricolor de Renato e a galinha alviverde de Scolari


Renato é melhor que Tite
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A revista inglesa Four Four Two gosta muito de listas. Geralmente, causam polêmicas. Para ela, por exemplo, Pelé é o terceiro maior jogador da História, atrás de Maradona e Messi. Discordo.

Agora, ela soltou a lista dos maiores técnicos da atualidade. Renato Gaúcho é o 28° e Tite o 11°. Guardiola, Zidane e Simeone são os melhores.

Discordo novamente. Se ainda fosse uma lista de todos os tempos, mas atualmente Renato é muito mais treinador.

O trabalho dele à frente do Grêmio é irretocável. Montou um time ótimo, baseado no toque de bola, a partir de jogadores que ninguém queria, como Cortez e Léo Moura. E outros, como Ramiro, em quem nem o próprio Grêmio acreditava.

E Tite? Fez um bom trabalho nas Eliminatórias. Bom, não ótimo. Dá a impressão de ótimo porque é comparado com Dunga e Felipão, seus antecessores.

Na Copa, foi mal. Qual a grande partida do Brasil? Quando foi mostrado bom futebol? E levou um baile de Roberto Martinez, treinador da Bélgica.

Tite não soube fazer Neymar render bem. E manteve-se sempre fiel só sei esquema. Aí está a grande diferença. Renato ganhou a Libertadores brilhantemente, com Artur e Luan. Tite não os levou ao Mundial. Preferiu Fred machucado e Taison.

Para mim, não há comparação. Renato é bem melhor.


Santos e Grêmio economizaram emoções
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Derlis Gonzales entrou em campo aos 17 do segundo tempo e o Santos melhorou muito. Passou a ter mais jogadas pelo lado do campo.

Pepê entrou em campo aos 35 do segundo tempo e o Grêmio melhorou muito. Passou a ter mais jogadas pelo lado do campo.

E fica a pergunta: por que tão tarde? Por que não um jogo mais rápido, mais efetivo desde o início? Nada disso, o que prevaleceu foi a troca de passes, com poucas finalizações corretas?

Não é o tipo de jogo que me agrada. Principalmente quando termina em zero a zero.

 


Corinthians 29/45 cumpriu obrigação. Grêmio falhou
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O Engenheiro Pinduca, meu colega de faculdade, havia avisado: o jogo contra o Paraná era mais importante para o Timão do que o seguinte, contra o Colo Colo.

Fácil entender. O Corinthians vinha de três derrotas seguidas e era preciso dar um basta ao pesadelo que tomava forma. Osmar Loss pensou igual e escalou seu melhor time.

O basta foi dado. O time venceu. É o que importa. O futebol apresentado foi ruim, apesar da melhora de Jadson, autor de belo passe perdido por Roger.

O gol foi de Henrique, após escanteio cobrado por Jadson. Ruim foi a saída de Cássio, contundido. Se não jogar contra o Colo Colo, será um grande desfalque. Mas tem corintiano, como o Engenheiro Pinduca, se oferecendo pra ser o goleiro. Assim, o time poderá se dedicar de vez só Brasileirão e chegar aos 45 pontos.

Em Curitiba, o Grêmio perdeu, de virada. Renato, que adora questionar decisões de treinadores rivais, poderia explicar porque seu time alternativo rende pouco. Seria algo normal, mas foi ele quem garantiu que tem bala para os três campeonatos.

O melhor técnico do Brasil fala muito…


Jael, cruel com o Flamengo, bonzinho para o São Paulo
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Jael, centroavante, bate o pênalti como se fosse um massagista.

Jael, centroavante, faz um gol de… centroavante. Cabeceou a bola e a cabeça do colega Marinho.

Jael, centroavante, dá um passe lindo, passe de meia, para Marinho, o ponta maluquinho, fazer o segundo.

Jael, o cruel, foi o carrasco do Flamengo. O time reserva, com Douglas, Mateus Henrique e  Marinho, conseguiu o que o time titular não conseguiu há dias: vencer o Flamengo.

Flamengo, que teve Vitinho, Everton Ribeiro, Geuvânio, Paquetá, Lincoln e Marlos, todos bons de bola, com muito toque, mas pouco chute.

Jael colocou o seu Grêmio perto da ponta. E acendeu a esperança dos são-paulinos.

É só ganhar do Vasco que será líder?

Só? Precisa jogar muito mais do que na derrota para o Colón.

Caso contrário, pode até perder.

 


Flamengo fez justiça no final
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O grande time do Grêmio, autor de um lindo gol coletivo, pedia desesperadamente o final do jogo. Os zagueiros se dividiam entre rebatidas e acenos para o árbitro.

Não adiantou. No último lance, saiu o gol de empate. Gol de justiça. Gol de Lincoln. Gol de um time que pressionou muito no terceiro quarto do jogo.

O Grêmio não conseguiu segurar. Ficou preso e sofrendo. Deu a impressão de estar contente com o resultado. Não pareceu buscar o segundo gol. Mas é detalhe. O empate veio mesmo por mérito do Flamengo.

No sábado, os dois times voltam a se encontrar. O Grêmio, provavelmente, com muitos reservas. Bom para o Flamengo, líder do Brasileirão.


Grêmio, defesa e passe ruim derrotam o São Paulo
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O Grêmio, em grande partida de Éverton (mais uma) venceu o São Paulo, com justiça e chegou ao quarto lugar do Brasileirão, a cinco pontos do líder Flamengo.

O jogo, até pelo gol do São Paulo a três minutos, aprofundou as suas características naturais: posse de bola x transição.

Quando empatou, aos 47 minutos, o Grêmio tinha 71% de posse de bola.e, no segundo tempo, continuou dominando até o segundo gol de Everton, aos 17 minutos, replay do segundo.

E, se o Grêmio venceu, fiel às suas características,o que deu errado no plano de jogo do São Paulo?

Primeiramente, o erro de Nenê, dois minutos antes do empate gremista. E Diego Souza errou no início do segundo tempo.

Erros? Há mérito na defesa do Grêmio, mas quem está jogando no contra-ataque não pode perder gols assim.

Militão fez uma partida ruim.

O passe para o contra-ataque foi muito ruim. A bola não chegava.

O goleiro do São Paulo não faz defesas impossíveis.

Não gostei das substituições. Se o time tem Diego Souza e Carneiro, Nenê, mesmo jogando mal, deveria continuar. E a entrada de Brenner, já no finalzinho, não somou nada. Trellez, mais um grandão, poderia ajudar mais.

 


Palmeiras joga muito e cala Renato
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E o Palmeiras, como um triplista, vai chegando ao topo. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, está na briga.

Foram dois gols de Bigode, a melhor relação custo/benefício do elenco. Já é artilheiro. Hyoran voltou a jogar bem. E a defesa mostrou solidez?

Renato vai manter o discurso-chororô? Ele tem culpado os rivais pelos erros de seu time. O Grêmio não vence porque os outros, com medo, se retrancam.

O Palmeiras não fez nada disso. Jogou melhor, jogou encarando e ganhou.


Renato precisa aprender com Fortaleza, Avaí e Porto. Não é só futebol
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No mesmo sábado em que Renato Gaúcho, irritado com um empate no Gre-Nal, resolveu humilhar o Inter, houve demonstrações de afeto e respeito em jogos do Fortaleza, Avaí e Porto. Voltando a Renato, ele disse que o Inter joga como time pequeno, como time de segunda divisão e que, por isso, apesar do massacre gremista, não houve gols. Ora, muito parecido com o Grêmio de Renato contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, não é? Cada um joga de acordo com suas possibilidades e objetivos e, pensando assim, o Inter de Odair Hellmann foi mais efetivo que o Grêmio de Renato Gaúcho.

Mas, vamos falar de coisas boas. Emotivas.

O Fortaleza vencia o Goiás por 2 x 0. Dois gols de cabeça, mostrando a força da bola aérea do time dirigido por Ceni. Aos 29 minutos, Osvaldo 31 anos, foi substituído pelo estreante Marlon. Saiu muito aplaudido, sentou-se no banco de reservas e caiu no choro. Dez anos depois, ele se despedia novamente do time que o revelou. No final do ano, tinha acertado um pré-contrato com um time da Tailândia. Antes disso, fez 12 jogos e dois gols pelo Fortaleza. E, ao ser aplaudido por 32 mil pessoas, desabou emocionalmente. Com certeza, quer ficar, mas o Fortaleza não tem como pagar 1 milhão de dólares pela multa.

Final de jogo, vitória por 3 x 0, Osvaldo voltou a campo. Foi jogado ao ar pelos companheiros e, de “cavalinho” e Gustavo, o Gustagol, deu uma meia volta olímpica, aplaudindo a torcida e sendo aplaudido por ela. Depois, mais choro. Em um futebol cada vez mais frio e profissional, é bonito ver a emoção em uma despedida simples e espontânea.

Bem mais ao Sul, horas antes, Marquinhos, aos 36 anos, entrou em campo na vitória por 1 x 0 do Avaí sobre o Figueirense. Foi uma homenagem do treinador Geninho ao maior ídolo da história do clube, com 93 gols marcados. Marquinhos vai encerrar a carreira ao final do ano e no seu currículo consta mais uma vitória sobre o grande rival. Na casa dele. Não interessa se foram apenas três minutos, o fato de estar em campo, foi uma alegria, para os avaianos, tão grande quanto a própria vitória.

E, em Portugal, a emoção foi em dose dupla. No campeonato português, um jogador só pode ser considerado campeão se participou de alguma partida. Não adianta ter ficado todos os jogos no banco, ter participado de todos os treinamentos, nada disso. Nada disso. Não jogou, não ganha medalha. E nem pode escrever no currículo.

Bem, com o título garantido, o treinado Sérgio Conceição deixou Iker Casillas de fora do último jogo, contra o Vitória de Guimarães. Jogou o brasileiro Vaná, por 80 minutos. E foi substituído por Fabiano, que passou os últimos quatro meses recuperando-se de uma contusão. Assim, Vaná, revelado pelo Coritiba, e Fabiano “Modragón”, um dos muitos goleiros que não conseguiu romper a “barreira” Rogério Ceni no São Paulo, podem dizer, com orgulho justificado que são campeões portugueses.

Não é só futebol, Renato.