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Jael, cruel com o Flamengo, bonzinho para o São Paulo
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Menon

Jael, centroavante, bate o pênalti como se fosse um massagista.

Jael, centroavante, faz um gol de… centroavante. Cabeceou a bola e a cabeça do colega Marinho.

Jael, centroavante, dá um passe lindo, passe de meia, para Marinho, o ponta maluquinho, fazer o segundo.

Jael, o cruel, foi o carrasco do Flamengo. O time reserva, com Douglas, Mateus Henrique e  Marinho, conseguiu o que o time titular não conseguiu há dias: vencer o Flamengo.

Flamengo, que teve Vitinho, Everton Ribeiro, Geuvânio, Paquetá, Lincoln e Marlos, todos bons de bola, com muito toque, mas pouco chute.

Jael colocou o seu Grêmio perto da ponta. E acendeu a esperança dos são-paulinos.

É só ganhar do Vasco que será líder?

Só? Precisa jogar muito mais do que na derrota para o Colón.

Caso contrário, pode até perder.

 


Flamengo fez justiça no final
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O grande time do Grêmio, autor de um lindo gol coletivo, pedia desesperadamente o final do jogo. Os zagueiros se dividiam entre rebatidas e acenos para o árbitro.

Não adiantou. No último lance, saiu o gol de empate. Gol de justiça. Gol de Lincoln. Gol de um time que pressionou muito no terceiro quarto do jogo.

O Grêmio não conseguiu segurar. Ficou preso e sofrendo. Deu a impressão de estar contente com o resultado. Não pareceu buscar o segundo gol. Mas é detalhe. O empate veio mesmo por mérito do Flamengo.

No sábado, os dois times voltam a se encontrar. O Grêmio, provavelmente, com muitos reservas. Bom para o Flamengo, líder do Brasileirão.


Grêmio, defesa e passe ruim derrotam o São Paulo
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O Grêmio, em grande partida de Éverton (mais uma) venceu o São Paulo, com justiça e chegou ao quarto lugar do Brasileirão, a cinco pontos do líder Flamengo.

O jogo, até pelo gol do São Paulo a três minutos, aprofundou as suas características naturais: posse de bola x transição.

Quando empatou, aos 47 minutos, o Grêmio tinha 71% de posse de bola.e, no segundo tempo, continuou dominando até o segundo gol de Everton, aos 17 minutos, replay do segundo.

E, se o Grêmio venceu, fiel às suas características,o que deu errado no plano de jogo do São Paulo?

Primeiramente, o erro de Nenê, dois minutos antes do empate gremista. E Diego Souza errou no início do segundo tempo.

Erros? Há mérito na defesa do Grêmio, mas quem está jogando no contra-ataque não pode perder gols assim.

Militão fez uma partida ruim.

O passe para o contra-ataque foi muito ruim. A bola não chegava.

O goleiro do São Paulo não faz defesas impossíveis.

Não gostei das substituições. Se o time tem Diego Souza e Carneiro, Nenê, mesmo jogando mal, deveria continuar. E a entrada de Brenner, já no finalzinho, não somou nada. Trellez, mais um grandão, poderia ajudar mais.

 


Palmeiras joga muito e cala Renato
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E o Palmeiras, como um triplista, vai chegando ao topo. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, está na briga.

Foram dois gols de Bigode, a melhor relação custo/benefício do elenco. Já é artilheiro. Hyoran voltou a jogar bem. E a defesa mostrou solidez?

Renato vai manter o discurso-chororô? Ele tem culpado os rivais pelos erros de seu time. O Grêmio não vence porque os outros, com medo, se retrancam.

O Palmeiras não fez nada disso. Jogou melhor, jogou encarando e ganhou.


Renato precisa aprender com Fortaleza, Avaí e Porto. Não é só futebol
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No mesmo sábado em que Renato Gaúcho, irritado com um empate no Gre-Nal, resolveu humilhar o Inter, houve demonstrações de afeto e respeito em jogos do Fortaleza, Avaí e Porto. Voltando a Renato, ele disse que o Inter joga como time pequeno, como time de segunda divisão e que, por isso, apesar do massacre gremista, não houve gols. Ora, muito parecido com o Grêmio de Renato contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, não é? Cada um joga de acordo com suas possibilidades e objetivos e, pensando assim, o Inter de Odair Hellmann foi mais efetivo que o Grêmio de Renato Gaúcho.

Mas, vamos falar de coisas boas. Emotivas.

O Fortaleza vencia o Goiás por 2 x 0. Dois gols de cabeça, mostrando a força da bola aérea do time dirigido por Ceni. Aos 29 minutos, Osvaldo 31 anos, foi substituído pelo estreante Marlon. Saiu muito aplaudido, sentou-se no banco de reservas e caiu no choro. Dez anos depois, ele se despedia novamente do time que o revelou. No final do ano, tinha acertado um pré-contrato com um time da Tailândia. Antes disso, fez 12 jogos e dois gols pelo Fortaleza. E, ao ser aplaudido por 32 mil pessoas, desabou emocionalmente. Com certeza, quer ficar, mas o Fortaleza não tem como pagar 1 milhão de dólares pela multa.

Final de jogo, vitória por 3 x 0, Osvaldo voltou a campo. Foi jogado ao ar pelos companheiros e, de “cavalinho” e Gustavo, o Gustagol, deu uma meia volta olímpica, aplaudindo a torcida e sendo aplaudido por ela. Depois, mais choro. Em um futebol cada vez mais frio e profissional, é bonito ver a emoção em uma despedida simples e espontânea.

Bem mais ao Sul, horas antes, Marquinhos, aos 36 anos, entrou em campo na vitória por 1 x 0 do Avaí sobre o Figueirense. Foi uma homenagem do treinador Geninho ao maior ídolo da história do clube, com 93 gols marcados. Marquinhos vai encerrar a carreira ao final do ano e no seu currículo consta mais uma vitória sobre o grande rival. Na casa dele. Não interessa se foram apenas três minutos, o fato de estar em campo, foi uma alegria, para os avaianos, tão grande quanto a própria vitória.

E, em Portugal, a emoção foi em dose dupla. No campeonato português, um jogador só pode ser considerado campeão se participou de alguma partida. Não adianta ter ficado todos os jogos no banco, ter participado de todos os treinamentos, nada disso. Nada disso. Não jogou, não ganha medalha. E nem pode escrever no currículo.

Bem, com o título garantido, o treinado Sérgio Conceição deixou Iker Casillas de fora do último jogo, contra o Vitória de Guimarães. Jogou o brasileiro Vaná, por 80 minutos. E foi substituído por Fabiano, que passou os últimos quatro meses recuperando-se de uma contusão. Assim, Vaná, revelado pelo Coritiba, e Fabiano “Modragón”, um dos muitos goleiros que não conseguiu romper a “barreira” Rogério Ceni no São Paulo, podem dizer, com orgulho justificado que são campeões portugueses.

Não é só futebol, Renato.


Grêmiooohhhhh rebaixa o Santozzzzzz
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Foi um baile. Não foi um jogo entre dois gigantes. O Grêmio transformou o Santos em um time pequeno do interior gaúcho.

Deixemos claro a superioridade gremista. Um time que joga bola. Passes bem feitos e uma saída de bola perfeita, sob comando de Maicon é Artur.

ÃO, ÃO, ÃO, ARTUR É SELEÇÃO.

O poderio técnico do Grêmio apequenou o Santos.

Mas a pozzzzzztura do Santos contribuiu. Um time inerte. Anímicamente, subjugado. Contra o Nacional, do Uruguai, entrou em campo classificado. É jogou como jiboia saciada. Contra o Grêmio, entrou retrancado. No segundo tempo, nem isso. Queria que o mundo terminasse em barranco, pra morrer encostado.

Um grande time, com vontade de jogar. Um time pior, sem vontade.

Goleada. O que mais?

 


Jogo do Botafogo nunca acaba
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E o Botafogo conseguiu novamente. Um gol nos acréscimos. Foi de Gilson, aos 47 do segundo tempo e garantiu a vitória contra o Grêmio.

Já havia sido assim com Joel Carli, aos 49 minutos na decisão do Carioca. Após o empate por 1 x 1, título nos pênaltis. E n rodada anterior do Brasileirão, com Lindoso aos 47, empatando com o Sport, em Recife. Ah, nem vamos falar de Igor Rabelo empatando com o Palmeiras, aos 38 minutos.

O clichê remete ao “time que não desiste nunca”, mas seria injusto ficar apenas nisso. O Botafogo, sem grandes estrelas e sem grande investimento, apostou certo em Alberto Valentim. O time é bem treinado e, após três rodadas, está invicto.

Renato Gaúcho parece não ligar mesmo para o Brasileiro. É homem das Copas. Joga suas fichas na Libertadores e na Copa do Brasil. Uma estratégia perigosa quando topa com um time que não desiste nunca. Opa, olha ele aí. O clichê.

PS – Obrigado aos atentas e simpáticos leitores que apontaram o erro já corrigido.

 


Brasil está mal na Libertadores. Santos e Palmeiras são as novas esperanças
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  • Os times brasileiros começaram muito mal a Libertadores. Ainda não conseguiram vencer, após quatro partidas. Foram conquistados três pontos em quatro partidas, um aproveitamento de apenas 25%, após empates de Grêmio, Corinthians e Flamengo, além de derrota do Cruzeiro. Hoje, o Santos vai ao Peru enfrentar o Real Garcilaso e o Palmeiras visita a Colômbia, para tentar vencer o Junior Barranquilla. O Vasco estreará apenas dia 13 contra a Universidad do Chile.

O Corinthians mostrou uma repetição da receita de recentes conquistas, com uma postura defensiva eficiente e a espera por um gol que chega sempre, mais cedo ou mais tarde. O problema é que falta um ingrediente para a receita dar certo: alguém que faça o gol. Não há mais Jô, cansativo repetir e, pior de tudo, não há reposição. Contra o Palmeiras, a ideia de jogar sem um centroavante deu muito certo, mas Rodriguinho estava suspenso e Mateus Vital não esteve à altura. Houve até uma chance ou outra, o contra-ataque funcionou no segundo tempo, mas o empate sem gols prevaleceu. Se for tendência, será muito ruim.

O Flamengo teve a vitória duas vezes à seu alcance e não soube segurá-la. Empatou em casa contra o River Plate, que havia perdido seus últimos seis jogos como visitante no campeonato argentino. Não havia torcida, o que é muito ruim, mas não pode ser a única explicação. Diego Alves não foi seguro e o time, que foi eliminado no ano passado mesmo com três vitórias em casa, começa a competição com apenas um ponto. Gosto de derrota.

O Grêmio tem muito a lamentar. Jogou muito mais que o Defensor, mandou no jogo, construiu jogadas de pé em pé, com tabelas e triangulações e, mesmo assim, sofreu para fazer o seu gol. Fruto de bela jogada, como outras construídas durante o jogo. E, em seguida, sofre um gol que deve ter causado uma bronca enorme de Renato Gaúcho em sua defesa. Gol de cabeça de um jogador que não saiu do chão. O ótimo consolo é que o time jogou muito bem.

E, se de consolo estamos falando, o Cruzeiro pode dizer que foi derrotado na primeira grande atuação de Lautaro Martinez, um jogador de 20 anos e que demonstra ter um futuro enorme. Fez três gols e se credenciou para ser uma surpresa argentina no Mundial, mesmo que a seleção tenha opções como Higuain, Dybala e Aguero para formar dupla com Messi. Mas o consolo não pode ser desculpa. Foram quatro gols sofridos e isto merece uma reflexão muito maior do que ficar louvando o provável grandioso futuro de Lautaro Martinez.

O começo não foi bom para o Brasil. Hoje, há duas novas cartas na mesa.


Grêmio dominou, mas não foi bom defensor
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Menon

Sob comando de Maicon é com um plástico jogo de passes curtos, sempre em progressão, o Grêmio dominou o Defensor.

Luan, Everton, Jailson, Jael, Alisson… Todos tabelando forçaram o Defensor a montar duas linhas de quatro agressivos gladiadores em frente a seu zagueiro.

O domínio era total é havia uma certeza: assim que saísse um gol, outros viriam. O gol chegou aos 37 minutos, com Maicon.

O Defensor, sem saída, foi aí ataque. E três minutos depois, o Grêmio sofre um improbabilíssimo gol de cabeça. E Maulella nem precisou saltar.

Um erro que custou dois pontos.


Tottenham aposta em Lucas; o Grêmio em Maicosuel
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Tottenham, da Inglaterra, e Grêmio, do Brasil, fazem, no mesmo dia, apostas em jogadores desvalorizados. Apostas que mostram o desnível do futebol brasileiro em relação ao inglês, tamanha a diferença entre Lucas e Maicosuel. Diferença econômica, é claro, porque não há nível de comparação entre os jogadores brasileiros e os ingleses. A História comprova. E também, é imperativo dizer, o Grêmio é muito maior que o Tottenham. Maldita economia que nos faz sempre estar no sótão do futebol.

Lucas saiu do Brasil com 20 anos. E hoje, aos 25, está muito desvalorizados. Custou 40 milhões de euros ao PSG e sai por 28 milhões. Os franceses perderam 30% do que gastaram nele. Quando saiu, o São Paulo esperava por uma revenda em pouco tempo para um dos grandes da Europa, por muito mais que os 40 milhões, o que, pelo mecanismo de solidariedade lhe renderiam um bom dinheiro. Não foi o que ocorreu. O PSG ficou rico e decidiu que não havia mais lugar para Lucas. O clube cresceu e o jogador encolheu.

Quando Lucas deixou o Brasil, a demência que rege a rivalidade entre torcidas, fez com que são-paulinos ousassem compará-lo com Neymar, após haver marcado 33 gols em 128 jogos pelo clube. No PSG, jogou 229 vezes e fez 46 gols. Teve bons momentos, mas nunca se firmou. E teve um comportamento que considero muito errado, comparado com o de Kaká no Real Madrid. Acomodou-se. Acostumou-se em jogar pouco. Só reagiu, quando, do banco passou às tribunas. Deveria ter saído antes. Deveria ter lutado antes. Que, em seu novo clube, mostre a paixão pelo futebol e a vontade de vencer que tinha antes.

Maicosuel é outro caso. Não há comparação entre ambos. Ele é apenas mais uma aposta do Grêmio em jogadores encostados. Pode dar certo ou não. Acho muito difícil. O São Paulo pagou R$ 3,6 milhões por ele no ano passado. Praticamente o que receberá agora, pela venda de Lucas ao Tottenham. Para “se livrar” de Maicosuel, pagará metade do seu salário enquanto estiver no Grêmio. No São Paulo, ficou marcado por muitas contusões e poucos jogos. E também por haver recusado receber salários enquanto não se recuperasse; O São Paulo acertou. Um acordo que, de parte a parte, atenta contra o profissionalismo.

Voltou das férias treinando muito forte. Foi elogiado por todos, mas, na estreia, levou alguns dribles humilhantes na derrota por 2 x 0 para o São Bento. Parece que houve indisciplina, após isso.

Enfim, é assim. Um gigante brasileiro precisa se contentar em recuperar um jogador que não deu certo em outro gigante. E o Tottenham, que venceu o campeonato inglês apenas duas vezes, a mais recente delas há 47 anos (temporada 60/61), fica com Lucas.