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Cuca e Dorival fazem trabalho decepcionante
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Cuca e Dorival Jr chegaram a Palmeiras e São Paulo, respectivamente, como salvadores. Com eles, os problemas estariam resolvidos. O Palmeiras seria campeão da Libertadores, sem dúvida. E, se os rivais bobeassem, ainda faturaria  Brasileiro e a Copa do Brasil. Dorival afastaria o São Paulo de suas angústias e misérias futebolísticas em pouquíssimo tempo. Corrigiriam tudo de ruim que Eduardo Baptista e Rogério Ceni haviam feito.

A bem da verdade, a confiança em Cuca era maior. Evidente. Ele havia sido campeão brasileiro há cinco meses. Voltou como Dom Sebastião voltaria se não tivesse realmente morrido a batalha de Alcacer Quibir. Voltaria para dar ao Palmeiras glórias recentes, como dom Sebastião resgataria glórias antigas de Portugal.

E nada foi como se sonhou. O trabalho de Cuca é sofrível. O time foi eliminado pelo Barcelona do Equador e pelo Cruzeiro. E continua léguas de distância do Corinthians o Brasileiro. Já era. A confiança dos palmeirenses em Cuca é inabalável. Ainda neste domingo, almocei em Santos com amigos da família Simão. Maria, futura arquiteta, me disse que teria coragem de ler um post meu após a vitória sobre a Chape com o seguinte título. “Pintou o campeão”.

Não deu, amiga. O Palmeiras jogou muito mal. O time parece travado em campo e há muitos jogadores superavaliados. Jean, Michel, Tche Tche, Thiago, William, Deyverson e Borja, quem mostra em campo a mesma desenvoltura e vontade de uma irmã de caridade em uma aula de pole dance.

Não pintou um Palmeiras campeão, mas pintou um São Paulo novamente no inferno futebolístico. Novamente entre os quatro piores. Novamente no vexame. Dorival analisou o empate contra o Avaí e disse que o São Paulo foi muito bem. E, para justificar a afirmativa, diz o seguinte:

Construímos alguns bons lances, em alguns momentos em uma defesa muito bem montada.”

Muito pouco, não é Dorival? A construção de alguns lances não significa uma grande partida.

Ele fala em evolução. Fala que o time está começando a criar confiança maior. Começando.

E termina com outra frase, que tem jeito de esperança, mas que, na verdade, é uma confissão de fracasso.

“Estamos aguardando por uma arrancada, mas está demorando a acontecer”

Dorival, Dorival… São nove jogos e a tal arrancada já deveria ter vindo. O Bahia teve uma arrancada. O Vitória está tendo uma arrancada. O Furacão subiu mais que a desconfiança do povo com o Michel. Temer, não o Bastos. E o São Paulo? Em nove jogos, foram três vitórias, três empates e três derrotas.

Muito pouco.

O discurso de Dorival parece não levar em conta o momento. Está melhorando, está solidificando, está ganhando confiança, estamos esperando uma arrancada. E o tempo passa. E nada. Na próxima rodada, pega o Palmeiras, fora de casa. E poderá ser ultrapassado por Vitória e Avaí, que visitam Coritiba e Chape, respectivamente.

Arrancada deveria tem começado com uma vitória contra o Atlético-GO, na estreia de Dorival. E foi empate, no Morumbi. Arrancada teria havido em caso de vitória contra o Coxa, no Morumbi. Derrota.

Com Dorival, o São Paulo tem aproveitamento de 44%. Se ele for mantido, o São Paulo terminará o campeonato com 45 pontos. Muito provavelmente, escapa. E quem não escapará será Dorival.

 


7 melhores contratações de 2017
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Sabe aquele jogador que chega, veste a camisa, não fica falando em problemas de adaptação, entra em campo e  resolve problemas? Muda o time de patamar? Ou os dois juntos? Fiz uma lista das sete contratações que mais me agradaram em 2017. Nem todas envolvem muito dinheiro.

GATITO FERNANDEZ – O Botafogo tinha Jefferson no auge. Grande ídolo e com passagens pela seleção. Ele se contundiu e o clube trouxe Sidão, que fez um bom 2016. Foi para o São Paulo, onde pouco se destacou. Ainda sem Jefferson, o Botafogo trouxe Gatito Fernandez, que está se tornando uma lenda, defendendo sete de onze cobranças de pênalti. Jefferson está recuperado e na reserva.

GABRIEL – O Palmeiras abriu mão de Gabriel no início do ano, mesmo com Moisés e Arouca contundidos. E mesmo já tendo resolvido abrir mão de Mateus Sables. E mesmo sendo Felipe Melo apenas uma possibilidade, ou nem isso. Livre, ele foi para o Corinthians, onde, livre de contusões, se firmou como um jogador fundamental para a proteção da defesa que ninguém passa.

GUERRA – Ele é um exemplo das mudanças do futebol mundial. Um venezuelano que faz sucesso no futebol brasileiro. Antes dele, só misses venezuelanas faziam sucesso no Brasil. É o principal jogador do Palmeiras e sobre ele não respingou nada do ano verde, muito abaixo das expectativas.

HERNANES – Em quatro jogos – mesmo com duas derrotas – mostrou ser o comandante do São Paulo rumo ao fim da vergonha do rebaixamento. Ainda não ocorreu, é claro, mas  com Hernanes, o time deu mostras e lampejos de ainda ser o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Foram duas vitórias épicas, com viradas tão inesperadas como inesquecíveis e, sejamos honestos, injustas. Tudo com sua técnica, chutando de esquerda ou de direita. Com uma linda cobrança de falta e dois pênaltis.

LUCCA – Encostado no Corinthians, foi para a Ponte e está na briga pela artilharia do Brasileiro, sempre aberto pelos lados do campo e com alto poder de definição. É a principal arma da Ponte, que luta pela permanência na Série A e deve conseguir mais do que isso. Está jogando tão bem que o Corinthians já recebeu ofertas do Exterior.

BRUNO HENRIQUE – Pagar 4 milhões de euros pelo jogador que saiu do Goiás e que não tem feito nada de memorável no Wolfsburg, time médio da Alemanha? Olha, ficou barato. Bruno Henrique é o grande destaque ofensivo do Santos em 2017, efetivo na Libertadores e no Brasileiro. E ainda ajuda na recomposição da equipe, fazendo um trabalho coordenado com Copete.

– Cadê o Jô, que fez muito sucesso no Galo (39 gols em 127 jogos), foi campeão da Libertadores e esteve na Copa do Mundo? Está por aí, nos Emirados Árabes e na China. Esquecido. Voltou ao Corinthians, que o revelou em 2003, voltou a dar importância ao futebol e é o grande nome do time que será campeão brasileiro em 2017. Canhota matadora, definindo sempre com precisão, capitão do time, Jô erro quase nada em 2017. Deu a volta por cima. Voltou a ser jogador de futebol. Dos bons.


Palmeiras cresce e tem jogos decisivos. Esperança é verde
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O Corinthians tem 26 pontos em 10  jogos. Aproveitamento de 86,7%. O Palmeiras tem 16 pontos em 10 jogos. Aproveitamento de 53,3%. Mas um olhar mais atento mostra que nos últimos cinco jogos, o Corinthians conseguiu 13 pontos. Aproveitamento mantido de 86.7%. E o Palmeiras – aí está a novidade – conseguiu 12 pontos. Aproveitamento de 80%. Está reagindo. Chegou perto dos fantásticos números corintianos, algo a ser estudado e louvado por todo o mundo.

Um olhar mais cínico diria que a vantagem corintiana aumentou, quando se fala em números absolutos. Com cinco rodadas, tinha 13 pontos e o Palmeiras, quatro. Diferença de nove. Com dez rodadas, a diferença é de dez pontos.

Até quando vai a reação do Palmeiras? Tirar dez pontos em um campeonato é difícil. Tirar dez pontos de um time em estado de graça, com alto espírito de competição e com um ordenamento tático e mental apuradíssimos, é mais difícil ainda. E quando, você está em três campeonatos e o seu rival em apenas dois? Aí, é desesperador.

Mas, além do bom futebol que está jogando, há outra boa notícia para o Palmeiras. No dia 12 de julho, ele receberá o Corinthians em sua casa. A diferença, poderá, então, cair para sete pontos. Ainda é muito difícil, mas seria a primeira vez em que haveria um refluxo. Haveria uma esperança maior.

E antes disso, o que temos?

Na rodada 11, o Corinthians recebe o Botafogo, e o Palmeiras, o Grêmio. Jogos com o mesmo nível de dificuldade. Aqui há a possibilidade de o Palmeiras diminuir para três pontos a diferença que o separa do Grêmio, citado até sábado como o único rival do Corinthians.

Na rodada 12, o Corinthians recebe a Ponte e o Palmeiras visita o Cruzeiro. Mais fácil para o Timão.

Está difícil, o que não é novidade. Mas o time está jogando bem. E a esperança? Bem, ela sempre foi verde.


Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Eduardo e Rogério: um muro que não separa ideias convergentes
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eduardomonica2Renato Russo embalou muita gente com a descrição do amor improvável entre Eduardo, do camelo, e Monica, da moto. Diferenças que englobavam Bandeira, Bauhaus, Van Gogh, Mutantes, Caetano, Rimbaud, novela e um avô que jogava futebol de botão. Um muro ideológico a separa-los. Um muro físico separa outro Eduardo, o Baptista, de Rogério, o Ceni.

Um muro a separar ideias semelhantes. Foi o que se viu na apresentação do novo treinador do Palmeiras e na segunda entrevista coletiva de Ceni, ao lado de Michael e Charles, seus auxiliares mais próximos. Com três horas de diferença falaram de visões parecidas e que apontam para um 2017 instigante

E o que os une?

VERSATILIDADE – Ambos trabalharão para ter equipes que possam mudar de esquema sem que necessariamente haja a troca de jogadores. Baptista chegou a mostrar um Dudu parecido com Elias, no 4-1-4-1. Um meia por dentro, capaz de chegar na área, mas também de recuar e marcar como volante. Ceni explicou a opção por Foguete e não por Auro por ver nele capacidade de jogar como lateral, de fazer o fundo em uma linha de três e ainda de ser um volante. Aí, há uma diferença brutal: Dudu é um jogador pronto e Foguete está começando agora. Não é uma coincidência, pois o elenco de Eduardo é mais caro e famoso, enquanto o de Ceni tem 14 dos 28 jogadores vindos da base.

TODOCAMPISTA E NAO MEIO-CAMPISTA – Eduardo foi explícito: “não gosto de falar em volante, para mim tem de ser jogador de meio campo. Tem de marcar e passar. Não adianta tirar a bola e não saber o que fazer com ela. Não adianta só passar e não saber marcar”. Ceni não falou, mas autorizou a saída de Hudson e está muito ansioso para que a diretoria consiga manter João Schmidt no elenco. Aqui, outra diferença: Ceni quer 28 jogadores e Baptista prefere 33.

OBSESSÃO – Rogério Ceni tem trabalhado 13 horas por dia com seus auxiliares para assimilar o melhor treinamento que será feio no dia seguinte. Eduardo Baptista, durante o último mês, viu 41 jogos do Palmeiras, 38 deles do Brasileiro e três do Paulista, quando o time estava mal. Os dois disseram que o treino não termina quando acaba e que o pensamento é sempre na bola.

BUSCA DO CONHECIMENTO – Eduardo Baptista terminou agora o curso da CBF, que lhe garante a licença A. Rogério Ceni abandonou os estudos na Inglaterra quando seu sonho de ser treinador do São Paulo – ele se ofereceu ou foi convidado? – se concretizou. São dois ex-jogadores (Rogério com história no futebol brasileiro e Eduardo restrito ao Juventus) que não se conformaram com os conhecimentos táticos dos tempos de boleiro.

Enfim, vai ser bacana o encontro entre ambos. Como Ceni reagirá quando Jean deixar a lateral para ser um volante? E quando Guerra,eduardomonica ao Palmeiras perder a bola, deixar de ser um terceiro homem de meio para ser um volante? E o que Baptista fará quando Breno e Rodrigo Caio abandonarem a linha de três para serem volantes? E quando Cícero deixar de ser volante para virar um meia ofensivo, com bom cabeceio? Alias, a transformação de Cícero em volante foi reivindicada por Eduardo Baptista em seus tempos de Fluminense? E David Neres será um ponta um ala? Qual dos dois obrigará o outro a ter uma posição reativa em campo, sufocado em seu campo? Quem sufocar o outro, terá de ter muito cuidado com contra-ataques puxados por Cueva, Guerra, Jean, Cícero, Roger Guedes, Neres, Dudu, Wellington Nem.

Vai ser bom, amigos. Não há muro que separe boas ideias.


Um relato sobre a guerra no Maracanã
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semcamisa“Meu nome é Anderson Araújo, tenho 35 anos e trabalho com RH. Fui de ônibus, com mais três amigos ver o Corinthians enfrentar o Flamengo no Maracanã. No Rio, nos encontramos com outro amigo, que veio de Angra para ver o jogo. Seguimos o conselho de outros amigos e fomos ao estádio sem camisa do clube ou de uniformizadas. Almoçamos e entramos no estádio. Tudo estava normal.

Até que começou o aquecimento dos goleiros. Alguns torcedores do Flamengo tentaram invadir o nosso setor, pulando a grade. Corri para longe. Deu para ver que a polícia só batia nos corintianos. Houve uma reação e a guerra começou com garrafa dágua contra gás de pimenta e cassetete. A televisão mostrou apenas a parte em que um soldado apanhou da torcida.

No final do jogo, houve festa nossa. Tudo normal. Então, o serviço de som mandou a gente aguardar. Também normal, sempre a gente espera uma hora após o jogo para evitar confusão na saída. Então, entrou o GEPE (Grupo especial de policiamento em estádios) que impediu a ida ao banheiro. E começaram a gritar coisas como:

Aqui não e São Paulo, não. Aqui vocês vão pagar feio pelo que fizeram.

Ah, não fez nada. FODA-SE. Quem mandou andar ao lado de bandido. Vocês vão pagar pelo que fizeram.

Vocês não gostam de bater em polícia? Então, vão pagar por esse gosto. Não bateram no nosso colega? Agora, vão pagar. Aqui não é São Paulo não, onde vocês tiram até capacete de polícia e não acontece nada.

Começou então a separação de quem era organizada e torcedor comum. Eles perguntavam e tinha muita gene em pânico, com muito medo. Eles demoravam a responder, não sabiam o que dizer e apanhavam. Murros nas costas e cassetete.

Veio então a ordem de liberar mulheres e crianças. As mulheres choravam por ficar longe dos maridos, sem saber o que iria acontecer com eles e a resposta era a mesma: “Foda-se. Quem mandou vir em estádio com bandido.”

Aí, mudou a ordem. Todo mundo junto, não ia mais separar ninguém. Então, os soldados escolhiam alguns para interrogar. Os pretos, os de barba e os que tinham tatuagem.

Você tem tatuagem?

Onde?

Mostra aí

Está ficando famoso hein?

Não explicavam nada. Porque estavam “famosos”.

Aí, mandaram todo mundo tirar a camisa. Com a mão no joelho, coluna reta e olhando para frente. Acho que a intenção era evitar identificação, mas eu anotei mentalmente os nomes de Lisboa e Chumbinho, os dois policiais que estavam mais nervosos.

Então, começaram a ameaçar:

Sabe para onde vocês vão? Para Bangu 1. Sabe o que acontece em Bangu 1? Coincidência, muita coincidência. Lá, as pessoas escorregam e quebram um braço, uma perna. Podem ficar tranquilos. Hoje, a gente não sai daqui. Podemos ficar até as nove, dez, dobrar serviço, ninguém tem pressa.

Havia uns orientadores do estádio que falavam para a gente tomar cuidado com resposta e tom de voz. Para a gente não fazer nenhuma besteira.

Duas horas depois, fomos liberados. Na saída, fizeram um corredor polonês. A gente passava e eles gritavam no nosso ouvido, que ali era o Rio e não era São Paulo.

Depois, ouvi relatos de que os torcedores presos apanharam muito. Sem dó. Mas eu não tenho confirmação”

 

 


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