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Hazard foi pouco contra a França
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Menon

A Bélgica que Tite esperava dia 6 em Kazan, apareceu dia 10 em São Petesburgo. Linha de três, dois volantes, três meias e Lukaku como centroavante. Falta um. Chadli, ora lateral, formando quatro defensores, ora mais avançado.

Hazard era um dos meias. O único que jogou em seu nível. Brilhante, na esquerda, no meio, na direita. Armando e  também combatendo. Uma ótima Copa, titular em quantas seleções forem feitas por aí.

Foi pouco contra a França que teve mais gente em alto nível. Matuidi foi ótimo, marcador implacável é bom passe. A Pogba, tocó danzar con la fea, como dizem os argentinos, e ele conseguiu tornar um pouco menos brilhante o jogo de Hazard.

Mbappé é o grande brilhante do futebol mundial, a maior promessa de jogador predominante nos próximos cinco anos. Deu dois passes antológicos para Giroud.

Giroud é um legítimo representante da linhagem de Dugarry e Guivarch. Ruim. Muito ruim. Deve ser superstição ganhar a Copa com centravante ruim.

Melhor acreditar em superstição ou até bruxaria do que na nova tese que viceja: não precisa marcar, basta recompor.

Venceu o melhor, novamente com um gol de cabeça de zagueiro. Varane contra o Uruguai e Umtiti contra a Bélgica. Faltou o gol contra de Courtois. Não haverá, ele não é Muslera.

Fazendo um paralelo com a atuação do Brasil, é notório que Pogba, Canté e Matuidi, juntos, são muito mais fortes defensivamente do que Fernandinho e…quem mais, mesmo?

A ótima geração belga, de Courtois, Bruyne e Hazard, pode ficar em terceiro e superar o time de Pfaff, Gerets e Scifo, quarto lugar em 86.

Não é pouco, podiam ter ido mais longe, mas como comparar ao glorioso futebol brasileiro? O que fizeram com o futebol brasileiro, dirigido sob o signo da desonestidade há décadas?

Por fim, bom ver dois times multiculturais jogando bem. Pena que a integração não seja também na sociedade francesa e nem na belga. Bélgica, aliás, que foi governada pelo Rei Leopoldo, um genocida.


Esta Bélgica não assusta
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Menon

A seleção belga é tema de muita discussão. Seus cultuadores a colocam perto do Olimpo, tratam Hazard e De Bruyne como Messi e Maradona e colocam desclassificações na conta de um atentado ao futebol. Mesmo que tenha sido contra País de Gales.

Seus detratores tratando Hazard e De Bruyne como João Cró e Reduzida, lá da minha Aguaí e colocam desclassificações na conta da falta de futebol. Mesmo que tenha sido contra a Argentina.

A verdade é que a Bélgica que derrotou o Japão não assusta ninguém. Nem o Japão. Muito menos o Brasil.

Foi um time com muitos problemas táticos e técnicos e que permitiu muitos espaços aos japoneses. E, principalmente, se comportou como um time sem alma e com pouca força ofensiva.

Conseguiu a virada. Parabéns, sem nenhuma ironia. Mas, quantas seleções permitiriam esse feito? O Brasil, não. Nenhuma possibilidade. Da maneira que foi, com cabeçada em que o zagueiro sobe e perde por dez centímetros? Com um contra-ataque no último minuto, pegando uma defesa totalmente exposta? Com um frango do goleiro? Nunca.

Se jogar assim contra o Brasil, a Bélgica será goleada

 


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


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